‘Ser Amado’: livro de Francis Chan é lançado pela Mundo Cristão

O pastor Francis Chan lançou o livro Ser Amado, escrito em parceria com sua filha Mercy Gordon. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Mundo Cristão e aborda o amor de Deus como eixo central da vida cristã, com foco em leitores que enfrentam dúvidas e desgaste espiritual.

No livro, os autores partem de experiências pessoais para tratar da diferença entre o entendimento teórico do amor divino e sua aplicação prática no cotidiano. A proposta apresentada destaca uma vivência espiritual baseada na graça, em contraste com uma abordagem centrada em desempenho religioso.

Ao longo do conteúdo, Francis Chan e Mercy Gordon relacionam reflexões pessoais a passagens bíblicas para sustentar que a identidade cristã se fundamenta na compreensão de ser amado por Deus. Em um dos trechos, afirmam: “Jesus é aquele que estremece de alegria por nossa causa. Ele nos vê caminhar em sua direção, imperfeitos e desajeitados, e é absolutamente cativado”.

Os autores também apresentam a obediência como consequência desse relacionamento, e não como condição para alcançá-lo. A obra propõe uma mudança de perspectiva, incentivando o abandono de práticas motivadas por obrigação em favor de uma relação baseada na confiança.

Com outros títulos publicados no país, incluindo Louco Amor, Francis Chan mantém presença no mercado editorial cristão brasileiro. Atualmente, ele atua em atividades ministeriais e projetos de plantação de igrejas no norte da Califórnia e em países da Ásia.

Mercy Gordon, terceira entre os sete filhos do pastor, vive na região da Baía de São Francisco. Ela participa de atividades na We Are Church ao lado do marido, Peter, e da família.

Ficha técnica

Ser Amado

Autores: Francis Chan e Mercy Gordon

Editora: Mundo Cristão

Distribuição: disponível em plataformas como a Amazon

Luana Piovani: goleiro do Corinthians reage a ataque a evangélicos

A repercussão das declarações da atriz Luana Piovani gerou novas manifestações nas redes sociais após comentário do goleiro Hugo Souza. O atleta reagiu à entrevista em que a atriz se descreveu como “evangélica macumbeira” e fez críticas a evangélicos.

Em publicação, Hugo Souza contestou as falas: “‘Os evangélicos não respeitam a fé do outro’. Disse ela, nos chamando de ‘desprezíveis’. Enfim, que um dia ela realmente possa ser alcançada pelo amor de Jesus Cristo e entenda o que é o verdadeiro evangelho, e que nós a amamos também!”, escreveu.

O jogador, que atua pelo Sport Club Corinthians Paulista, costuma abordar sua fé cristã em entrevistas e nas redes sociais. Natural de Duque de Caxias, ele ganhou projeção no Clube de Regatas do Flamengo, onde teve momentos de destaque e também episódios de críticas por falhas em partidas.

Após período de empréstimo, o goleiro foi contratado em definitivo pelo Corinthians. Durante entrevista relacionada à permanência no clube, ele mencionou sua trajetória pessoal e fez referência ao pai, Jorge Souza, que morreu em março de 2020 após um infarto.

Na ocasião, o atleta relacionou a figura paterna a um personagem bíblico. “Eu tenho uma criação cristã, minha mãe é pastora. […] Meu pai foi meu Moisés. É um homem que Deus usou para abrir o mar, para salvar o povo de Israel do Egito. […] Moisés era o líder do povo, porém, um dia, Moisés sobe no cume do monte e Deus lhe mostra toda a terra para Moisés, e Moisés vê tudo aquilo que o povo ia conquistar e a terra em que o povo ia viver. Ele foi Moisés, eu sou Israel; ele só não entrou na terra, mas tudo o que vai acontecer na minha vida ele já sabia […] eu tenho certeza de que lá onde ele está agora, ele está igual a mim, muito feliz”, declarou, segundo o Pleno News.

Cemitério de 2.500 anos revela precariedade sob o Império Persa

Uma equipe de pesquisadores de Israel e Alemanha identificou restos mortais de até 89 indivíduos em uma antiga cisterna no sítio arqueológico de Tel Azekah, situado a cerca de 30 quilômetros de Jerusalém. A maioria dos ossos pertence a bebês e crianças pequenas, segundo os responsáveis pelo estudo.

A descoberta ocorreu entre 2012 e 2014, durante escavações conduzidas pela Expedição Lautenschläger Azekah, e os resultados foram divulgados na revista Palestine Exploration Quarterly. De acordo com os pesquisadores, os vestígios datam do início do período do império persa, aproximadamente do século V a.C.

A análise dos ossos indicou que cerca de 90% dos indivíduos tinham menos de cinco anos, e mais de 70% não haviam completado dois anos de idade. O estudo foi conduzido por Oded Lipschits e Hila May, ambos ligados à Universidade de Tel Aviv.

Segundo os dados, entre dois e oito indivíduos eram mais velhos, possivelmente crianças maiores ou jovens adultos. A datação por radiocarbono, associada à análise de cerâmica e das camadas do solo, situou os sepultamentos no período em que a região integrava a província persa de Yehud.

Os pesquisadores explicaram que a cisterna foi originalmente construída pelos cananeus para armazenamento de água e permaneceu em uso até a Idade do Ferro. Após a destruição de Judá pelos babilônios, por volta de 586 a.C., o local foi abandonado e posteriormente reutilizado durante o domínio persa.

As análises não identificaram sinais de violência nos ossos, como fraturas, cortes ou queimaduras. A disposição dos corpos em diferentes camadas também indica que os depósitos ocorreram ao longo de cerca de um século, afastando a hipótese de um evento único, como epidemia ou massacre.

A equipe propôs que o local pode ter sido destinado ao sepultamento de crianças que morreram antes do desmame, fase que, em sociedades antigas, costumava ocorrer entre dois e três anos de idade. Segundo os pesquisadores, esses indivíduos poderiam não ser considerados plenamente integrados à estrutura social, o que explicaria a ausência de sepultamentos individuais.

Para sustentar essa hipótese, Lipschits mencionou relatos bíblicos presentes nos livros de 1 Samuel e Gênesis, que descrevem práticas relacionadas ao desmame. Ele afirmou que, nesse contexto, crianças antes dessa fase poderiam não ter identidade social definida.

Apesar disso, os sepultamentos não ocorreram sem elementos associados. No local, foram encontrados objetos como recipientes de cerâmica, ferramentas de pedra e peças de adorno, incluindo contas, brincos e anéis de cobre, que diferem dos ritos funerários destinados a adultos na região.

Os pesquisadores apontam que a descoberta pode ajudar a explicar a escassez de restos mortais de bebês em cemitérios do período. Situações semelhantes já foram registradas em outros locais, como na ilha grega de Astipália, onde foram encontrados milhares de sepultamentos infantis, e em sítios arqueológicos de Atenas e Messene.

A equipe também diferenciou o caso de práticas associadas ao abandono ou sacrifício de crianças, como registros encontrados em Ashkelon e em áreas rituais cartaginesas conhecidas como tophets.

Hila May comentou a interpretação dos dados. “Acho que esse costume funerário é mais uma questão social, diz respeito ao papel da pessoa na sociedade e à idade em que ela era considerada um membro pleno da sociedade”, afirmou, segundo informações do portal The Christian Post.

Os pesquisadores informaram que exames de DNA estão em andamento para identificar características como origem, sexo e possíveis vínculos familiares entre os indivíduos. A presença de alguns restos mortais de pessoas mais velhas ainda está sob análise, com hipóteses que incluem indivíduos de baixa posição social ou casos relacionados a mortes durante o parto.

Trump chama Leão XIV de ‘fraco’ e sugere concentração na Igreja

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações públicas no domingo, 12 de abril, com críticas ao papa Leão XIV. As manifestações ocorreram por meio da rede social Truth Social e durante conversa com jornalistas.

Nas declarações, Trump questionou a atuação do pontífice em temas de política internacional, especialmente em relação a conflitos no Oriente Médio. O presidente também mencionou divergências quanto a posicionamentos sobre segurança e armamento nuclear.

O chefe de Estado afirmou que prefere a postura de Louis Prevost, citando alinhamento com diretrizes do governo. “Não quero um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu. “E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito”.

Trump também comentou o processo de escolha do pontífice, indicando que ele não figurava entre os nomes mais citados antes do conclave. “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, afirmou. Em outra declaração, acrescentou: “Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político. Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica!”.

As declarações motivaram resposta da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. O arcebispo Paul Coakley divulgou nota sobre o tema. “Estou consternado com a escolha do Presidente de escrever palavras tão depreciativas sobre o Santo Padre”, afirmou. “O papa não é seu rival; tampouco é um político”.

Na manifestação, Coakley ressaltou o caráter religioso da função exercida pelo pontífice, destacando sua atuação voltada a princípios espirituais e ao cuidado com os fiéis, especialmente em contextos de vulnerabilidade, segundo a revista Oeste.

Nos dias recentes, o papa Leão XIV tem publicado mensagens relacionadas a conflitos armados. Em uma delas, afirmou: “Deus não abençoa nenhum conflito”. Em outra declaração, acrescentou: “Quem é discípulo de Cristo, o Príncipe da Paz, jamais estará do lado daqueles que um dia empunharam a espada e hoje lançam bombas. A ação militar não criará espaço para a liberdade ou para tempos de Paz, que só advém da promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos”.

Fux alega peso na consciência e muda voto do 8 de janeiro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, apresentou voto em recursos que contestam condenações relacionadas aos atos de 08 de janeiro de 2023. O julgamento ocorre em plenário virtual, com previsão de encerramento na sexta-feira, 17 de abril.

Em sete dos processos analisados, o ministro se manifestou pela absolvição dos réus Anilton da Silva Santos, Marisa Fernandes Cardoso, Edimar Macedo e Silva, Marciano Avelino Borges, Arioldo Rodrigues Junior, Romeu Alves da Silva e Jair Roberto Cenedesi. Conforme os autos, eles estavam acampados em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e haviam sido condenados por incitação ao crime e associação criminosa, com penas que variavam de um a dois anos e seis meses de prisão.

Em outros três casos, Fux votou pela manutenção parcial das condenações. Os recursos analisados foram apresentados por Citer Motta Costa, Gabriel Corgosinho Nogueira e Erivaldo Macedo.

O posicionamento do ministro divergiu do relator dos processos, Alexandre de Moraes, que votou pela rejeição dos recursos. Ao justificar sua decisão, Fux afirmou: “Meu entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”.

Até o momento, apenas os ministros Nunes Marques e André Mendonça haviam apresentado votos favoráveis à absolvição dos réus. De acordo com informações da revista Oeste, resultado final do julgamento não mudará se não houver manifestação dos demais integrantes da Corte.

Homem morre afogado ao ser batizado por pastora

Uma pastora foi formalmente acusada de homicídio culposo por negligência grave após a morte de um idoso durante um batismo realizado em sua residência, em Birmingham. O caso ocorreu durante uma cerimônia transmitida ao vivo pelas redes sociais.

A acusada, Cheryl Bartley, de 48 anos, conduzia o batismo de Robert Smith, de 61 anos, por meio de uma transmissão na página da igreja Life Changing Ministries, conforme informações divulgadas pela imprensa local.

De acordo com os registros, o fiel, que tinha diagnóstico de Parkinson, participava de uma cerimônia de batismo em uma piscina infantil instalada na residência. A transmissão foi interrompida de forma repentina durante o ritual.

Robert Smith havia retomado recentemente práticas religiosas após um período afastado e participava de um novo batismo, prática adotada por alguns grupos cristãos como forma de reafirmação da fé.

Equipes de emergência foram acionadas, mas o homem já estava sem vida quando os socorristas chegaram ao local. Segundo a Polícia de West Midlands, o exame pericial apontou afogamento como causa da morte, segundo informações do The Telegraph.

Durante a transmissão, a pastora fez uma declaração sobre o ocorrido. “Ele está dançando com Jesus”, afirmou.

Cheryl Bartley responde ao processo em liberdade e pode enfrentar pena de até 18 anos de prisão, conforme a legislação local. A primeira audiência do caso está marcada para quarta-feira, 14 de maio.

Acidente em parque de diversões mata jovem cantora gospel

A cantora Carolina Beatriz morreu após um acidente em um parque de diversões instalado no centro de Itabirito, na Região Central do estado. O caso ocorreu no sábado, 11 de abril.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a jovem, de 21 anos, estava em um brinquedo conhecido como “minhocão” quando houve uma falha durante o funcionamento. Uma peça do equipamento se soltou, provocando a queda de ocupantes.

Carolina Beatriz sofreu traumatismo craniano grave. Equipes de resgate foram acionadas e realizaram manobras de reanimação após uma parada cardiorrespiratória, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Outras três pessoas tiveram ferimentos leves e foram encaminhadas a uma unidade de pronto atendimento da cidade para avaliação médica. A Polícia Civil de Minas Gerais realizou perícia no parque, que é itinerante, para apurar as causas do acidente.

Dois homens, de 24 e 45 anos, foram conduzidos à delegacia e presos em flagrante. Eles são investigados por lesão corporal e homicídio culposo.

Em nota, o Minas Center Park informou que prestou atendimento imediato após o ocorrido e declarou colaboração com as autoridades. A empresa afirmou ainda que a operação segue normas técnicas e padrões de segurança aplicáveis.

A Prefeitura de Itabirito comunicou que o brinquedo envolvido foi interditado. O município também informou que o parque possui autorização para funcionamento, de acordo com informações do Pleno News.

Radialista reitera ataque à Bíblia ao anunciar afastamento

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O jornalista José Carlos Magdalena anunciou nesta sexta-feira, 10 de abril, sua saída do programa que apresentava na EP FM, em Araraquara. A decisão foi comunicada ao vivo, dias após declarações feitas por ele sobre a Bíblia e a religião cristã durante o Jornal da EP.

Durante a transmissão, Magdalena afirmou que a decisão partiu de iniciativa própria e que pretende continuar abordando temas religiosos em plataformas digitais. Ele também declarou que a emissora não interferiu diretamente na escolha.

“A Rádio EP FM é uma rádio muito ética. Tratou desse meu conflito que eu tive aí com a Bíblia, com as religiões, e tratou da forma muito ética, muito respeitosa. A única coisa que pediram foi fazer uma nota porque não concordavam com o meu ponto de vista”, disse.

O jornalista afirmou que optou por deixar o programa para evitar que suas opiniões fossem associadas à emissora: “Essa decisão é minha. Eu vou dar um tempo. Vou para as redes sociais porque não quero envolver a rádio emissora nos meus pontos de vista e naquilo que eu penso a respeito da igreja católica, da igreja evangélica e de tudo aquilo que está ligado à religião”, declarou.

Mesmo após ter divulgado anteriormente um vídeo com pedido de desculpas, ele voltou a fazer críticas a líderes religiosos durante o anúncio. “Eu vou para a rede social e vou falar tudo o que eu penso a respeito do assunto. Falar desses canalhas pastores que estão realmente apodrecendo a Bíblia, transformando a Bíblia naquilo que eu falei pra vocês”, afirmou.

Em outro momento, Magdalena disse que não pretende alterar suas posições: “Eu não vou me acovardar em hipótese alguma daquilo que eu penso. Não quero prejudicar os meus companheiros de trabalho, não quero prejudicar a rádio. Então vou defender o meu ponto de vista sem envolver uma emissora tão ética e tão profissional”, declarou.

Ele também voltou a atacar a Bíblia ao acusa-la de endosso a crimes, desconsiderando o contexto: “Eu vou para as redes sociais dizer tudo o que eu penso. Porque a Bíblia é favorável ao estupro. Você sabia disso ou não? Uma mulher que é estuprada no Velho Testamento tinha que casar com a pessoa porque senão ficava difamada”, afirmou.

Ao encerrar a participação, o jornalista agradeceu à equipe e aos anunciantes, e reiterou que continuará tratando do tema fora da rádio: “Muito obrigado aos meus anunciantes. Vou para as redes sociais falar tudo o que eu penso. Eu não vou me acovardar diante desses canalhas que usam a Bíblia e a religião para se aproveitar das pessoas inocentes”, concluiu.

Ex-muçulmano, iraniano confirma que regime busca eliminar Israel

Reza Safa, nascido e criado no Irã sob a fé muçulmana xiita, tornou-se uma voz crítica do regime iraniano após converter-se ao cristianismo. Em entrevista à CBN News, ele afirmou que o objetivo último da liderança teocrática do país é eliminar Israel e os Estados Unidos, a quem o regime classifica como “pequeno Satã” e “grande Satã”, respectivamente.

Segundo Safa, todos os não muçulmanos são considerados infiéis pela vertente radical islâmica que governa o Irã.

Safa compartilhou sua trajetória de transformação pessoal. Ele contou que presenciou um período de intensa confusão e caos durante a revolução islâmica no Irã, o que o levou a tomar uma decisão radical. “Um dia, eu disse à minha mãe: ‘Estou deixando o Irã e acho que nunca mais voltarei’. E assim eu parti e fui para a Suécia”, relembra.

Encontro com missionários e experiência espiritual

Já na Suécia, o iraniano conheceu dois missionários suecos que o acolheram. “Me levaram para suas casas, me alimentaram e me deram uma Bíblia em persa. E eu comecei a ler a Bíblia”, recordou. Ao se aprofundar no estudo das Escrituras, ele teve uma experiência que descreve como um encontro com Deus.

“Ouvi a voz de Deus pela primeira vez na minha vida. Ela não era audível, mas era como se fosse”, disse. “Eu conseguia ouvi‑la tão claramente quanto estou ouvindo você agora. E a voz me chamou em farsi, em persa – um persa perfeito, com o mesmo sotaque com que minha mãe costumava me chamar. A voz disse: ‘Reza, você não precisa mais orar desse jeito; ore a mim’.”

Com o amadurecimento de sua fé, Reza Safa tornou-se pastor cristão e fundou a TBN Nejat‑TV, um canal de televisão cristão em língua farsi que transmite para o Irã e para todo o Oriente Médio.

Participação na revolução e visão sobre o atual conflito

O iraniano Safa chegou aos Estados Unidos em 1978 para cursar a universidade. Um ano depois, retornou ao Irã para participar da Revolução Iraniana, liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, que resultou na deposição do xá Mohammad Reza Pahlavi.

Hoje, como defensor da ofensiva militar contra o Irã, Safa sustenta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve manter o foco na derrubada do regime e na abertura de um caminho para a liberdade do povo iraniano.

“Este é um momento extremamente crítico para os Estados Unidos, para o nosso presidente e para o nosso futuro: concluir essa missão e derrubar esse regime”, afirmou. Com: Guiame.

Escala de trabalho impedia cristão de ir aos cultos e vira processo

Uma empresa de transporte rodoviário na Califórnia foi acionada judicialmente pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos EUA por suposta violação de normas federais relacionadas à liberdade religiosa no ambiente de trabalho. A ação envolve a empresa Blue Eagle Contracting, Inc., que presta serviços ao Serviço Postal dos Estados Unidos.

De acordo com o processo protocolado na quinta-feira, 03 de abril, a empresa teria mantido um motorista cristão em escala de trabalho aos domingos, mesmo após pedidos para alteração de turno. A EEOC afirma que a conduta pode violar o Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, que trata da proibição de discriminação religiosa no emprego.

Segundo os autos, o funcionário foi contratado em setembro de 2022 e informou à empresa a necessidade de frequentar cultos aos domingos. Inicialmente, ele foi designado para uma rota durante a semana entre cidades do estado de Nevada. Meses depois, ao assumir temporariamente um turno de domingo após a saída de outro empregado, ele solicitou retorno à escala original quando um substituto foi contratado, o que não ocorreu.

A EEOC sustenta que a empresa não apresentou alternativas para acomodar a prática religiosa do trabalhador. Em comunicado, o diretor distrital da agência em São Francisco, Christopher Green, afirmou: “Os empregadores são obrigados por lei federal a explorar uma série de possíveis adaptações para garantir que os funcionários mantenham seu direito de exercer livremente sua fé”.

Ainda segundo o processo, a permanência no turno de domingo levou o funcionário a pedir demissão. A comissão avalia que a situação configura possível descumprimento da legislação, que exige acomodação razoável das práticas religiosas, salvo em casos de ônus excessivo ao empregador.

A advogada sênior da EEOC, Mariko Ashley, também comentou o caso. “Os empregadores são obrigados a cumprir a lei federal para evitar a discriminação com base na religião. Forçar os funcionários a escolher entre exercer suas crenças religiosas e seu sustento, a menos que isso represente um ônus indevido para o empregador, viola a lei, e a EEOC responsabilizará os empregadores”, declarou.

No mês anterior, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos anunciou o lançamento de um novo portal vinculado ao Centro de Fé, com orientações sobre discriminação religiosa no ambiente de trabalho. A iniciativa atende a medidas previstas em ordem executiva assinada pelo então presidente Donald Trump, que instituiu estruturas voltadas à atuação de organizações religiosas em órgãos federais.

Segundo o departamento, o centro também oferece suporte para participação de entidades religiosas em programas de financiamento público e atua em ações relacionadas à liberdade religiosa e combate à discriminação, informou o The Christian Post.

A secretária do Trabalho, Lori Chavez-DeRemer, comentou a iniciativa. “Os americanos não devem sofrer discriminação no local de trabalho por causa de sua religião. Nosso novo site do Centro para a Fé oferece orientações úteis para trabalhadores americanos e organizações religiosas interessadas em concorrer a subsídios do Departamento do Trabalho. Graças ao Presidente Trump, o direito dos americanos à liberdade religiosa está mais protegido do que nunca”, afirmou.