Filha e neta de Billy Graham escrevem livro sobre José do Egito

A escritora e evangelista Anne Graham Lotz afirmou que passou anos sendo incentivada por seu pai, o evangelista Billy Graham, a escrever um livro sobre José, personagem bíblico do livro de Gênesis. Segundo ela, o projeto só ganhou forma quando decidiu desenvolvê-lo em parceria com a filha, Rachel Ruth Lotz Wright.

O resultado foi o livro God Won’t Leave You There: Joseph’s Story, que aborda a trajetória de José no Egito e relaciona os sofrimentos do personagem bíblico às experiências pessoais vividas pelas autoras.

Anne afirmou que Billy Graham costumava ler cada livro que ela escrevia e repetia o mesmo conselho ao final das leituras. “O próximo que você precisa escrever é sobre José”, dizia o evangelista, segundo ela.

Apesar da insistência do pai, Anne contou que nunca sentiu liberdade para escrever sobre o personagem naquele momento: “Acredito que Deus reteve isso de mim, porque queria que eu fizesse isso com Rachel Ruth”, afirmou.

Mãe e filha enfrentaram problemas pessoais e de saúde nos últimos anos. Anne Graham Lotz passou por tratamento contra câncer de mama e enfrentou a morte repentina do marido, enquanto Rachel sofreu graves problemas cardíacos provocados por uma condição rara conhecida como Dissecção Espontânea da Artéria Coronária, chamada pela sigla SCAD.

Rachel relatou que começou a pensar no livro enquanto ensinava estudos bíblicos sobre o livro de Gênesis. O projeto, porém, foi interrompido após ela sofrer ataques cardíacos consecutivos.

“Eu deveria ter morrido, mas Deus sobrenaturalmente me manteve viva”, declarou. Segundo ela, ao retomar os estudos bíblicos, a história de José passou a ter um significado ainda mais profundo devido às experiências vividas por ela e pela mãe.

José, personagem central do livro, foi vendido como escravo pelos próprios irmãos, levado ao Egito e posteriormente preso após ser acusado injustamente. Mais tarde, tornou-se governador do Egito após interpretar sonhos do faraó e ajudou a salvar sua família da fome.

Anne destacou que José permaneceu firme por acreditar nas promessas recebidas de Deus. “Deus falou com ele através de sonhos e visões”, afirmou. “Acredito que ele se agarrou a isso quando foi vendido como escravo”.

Segundo a escritora, a confiança nas promessas bíblicas também sustentou sua fé durante os períodos mais difíceis da vida. “Quando você está passando por algo realmente horrível, você quer ser curado. Você não quer mais sofrer. Isso é normal. Mas não vivemos pelos nossos sentimentos. Vivemos pela fé”, declarou.

Anne citou passagens bíblicas como o Salmo 23, Isaías 40 e o livro de Hebreus para explicar como encontrou esperança durante o tratamento contra o câncer e após a morte do marido.

Rachel também afirmou que encontrou apoio nas Escrituras durante os períodos de sofrimento. “Eu me agarrei à Palavra de Deus, e eu não poderia ter conseguido passar por isso sem ela”, disse.

Ao recordar a morte do marido, Anne afirmou que o encontrou desacordado na piscina da residência do casal em 2015. Segundo ela, ele permaneceu três dias sob suporte de vida antes de morrer.

“Eu estaria sendo desonesta se dissesse que não sofri. Ainda sinto falta dele”, declarou. “Mas você não pode permanecer preso à dor”.

A evangelista contou que decidiu manter o foco em Jesus durante o tratamento contra o câncer. Segundo ela, as sessões de quimioterapia acabaram se tornando oportunidades de evangelização.

Anne afirmou que suas duas filhas a acompanhavam durante os tratamentos e que a família costumava orar com pacientes, médicos e enfermeiros. “Esses tratamentos se tornaram como viagens missionárias”, disse.

Rachel afirmou que as dificuldades fortaleceram sua fé ao longo do tempo. Segundo ela, os anos após os ataques cardíacos foram marcados por dor intensa, dúvidas e limitações físicas.

“Foi muito difícil, mas a luta faz parte do plano de Deus”, declarou. “Eu precisei passar por isso para aprender que Ele é confiável”.

Ao refletir sobre o sofrimento enfrentado pela família, Rachel afirmou que as provações contribuíram para aprofundar sua confiança em Deus. “Não despreze a luta. Apenas abrace o que Deus está tentando ensinar no meio disso”, afirmou, de acordo com o Crosswalk Headlines.

Budismo cria robô-monge para atrair jovens à religião nirvana

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Em meio a lanternas coloridas penduradas no pátio do Templo Jogyesa, na Coreia do Sul, monges budistas realizaram nesta semana uma cerimônia de iniciação para um robô humanoide vestido com um manto açafrão. O evento ocorreu durante as celebrações do tradicional Festival das Lanternas e chamou atenção pela adaptação de rituais religiosos budistas à presença de tecnologias de inteligência artificial.

Durante a cerimônia, os monges colocaram no robô um colar com 108 contas de oração e fixaram um adesivo comemorativo em seu braço mecânico. O procedimento substituiu o ritual tradicional conhecido como yeonbi, no qual o iniciado recebe uma leve marca feita com incenso aceso sobre a pele.

O robô também recebeu um certificado formal de iniciação religiosa. No documento, em vez de uma data de nascimento humana, constava a data de fabricação da máquina: 3 de março de 2026.

Segundo o Venerável Sungwon, a ideia surgiu inicialmente de forma descontraída entre os líderes religiosos. “Começou quase como uma brincadeira. Mas quanto mais pensávamos nisso, mais sério se tornava”, afirmou.

O religioso explicou que a cerimônia reflete o avanço da tecnologia e a crescente presença de robôs no cotidiano da sociedade sul-coreana. “Os robôs estão entrando em nossas vidas muito rapidamente, e as pessoas já se sentem familiarizadas com eles. Eles estão se tornando parte da nossa comunidade”, declarou.

O templo Jogyesa é a sede da Ordem Jogye, principal corrente budista do país. A cerimônia ocorre em um momento de queda no número de fiéis e de novos monges na Coreia do Sul.

Dados divulgados pela própria denominação mostram que cerca de 16% da população sul-coreana se identifica atualmente como budista, índice inferior aos aproximadamente 23% registrados em 2005. Entre jovens na faixa dos 20 anos, o percentual cai para cerca de 8%.

A redução também atinge o número de novos líderes religiosos. Em 2025, a Ordem Jogye ordenou 99 novos monges, enquanto há cerca de dez anos o número superava 200.

Apesar da queda de membros, a liderança da denominação tem investido em iniciativas voltadas ao público jovem. Sob a presidência do Venerável Jinwoo, a ordem passou a apostar em estratégias conhecidas como “budismo moderno”, utilizando aplicativos de meditação, produtos temáticos e campanhas digitais para ampliar o alcance da religião.

A chegada do robô humanoide Gabi faz parte dessa estratégia. Com aproximadamente 1,30 metro de altura, o equipamento foi apresentado oficialmente durante a cerimônia realizada em 6 de maio. Na ocasião, o robô caminhou diante dos monges e fiéis, curvou-se diante do templo e recebeu os cinco preceitos budistas.

Os preceitos foram adaptados especificamente para a máquina. Quatro deles tratavam de evitar danos à vida, não prejudicar outros robôs ou objetos, evitar comportamentos enganosos e agir com respeito em relação às pessoas.

Segundo Sungwon, a elaboração do quinto preceito gerou mais debate. A regra estabelece que o robô não deve cobrar preços excessivos. O religioso afirmou que procurou adaptar princípios tradicionais budistas ao universo da tecnologia e da inteligência artificial.

“Os humanos bebem álcool e exageram nas coisas, certo? Então, qual seria o equivalente para os robôs?”, questionou. “As pessoas podem pensar que a regra de sobrecarga se aplica apenas às baterias, mas na verdade trata-se de excesso”.

Sungwon afirmou ainda que utilizou ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, para testar a formulação das regras religiosas aplicadas ao robô. Segundo ele, os programas não compreenderam plenamente o conceito dos preceitos budistas. “Não são apenas conselhos gerais sobre fazer coisas boas juntos. São proibições”, afirmou.

Para o monge, a cerimônia teve como principal objetivo provocar reflexão sobre os limites éticos da tecnologia e orientar os desenvolvedores de robôs. “Os fabricantes de robôs devem criar robôs que possam seguir esses princípios”, declarou.

Apesar da repercussão da cerimônia, Sungwon reconheceu que o robô ainda possui limitações técnicas. Segundo ele, tarefas simples, como unir as mãos em posição de oração, exigiram treinamento complexo.

Mesmo assim, o líder religioso afirmou acreditar que o avanço da inteligência artificial não representa necessariamente uma ameaça à humanidade. “Não acredito que a IA do futuro nos destruirá cruelmente. Pelo contrário, seres com inteligência muito alta cuidarão de nós com ternura”, disse.

Na próxima semana, Gabi deverá participar do tradicional desfile das Lanternas de Lótus, evento que celebra o aniversário de Buda nas ruas de Seul. O robô será acompanhado por outros três humanoides chamados Seokja, Mohee e Nisa.

Segundo Sungwon, iniciativas como essa fazem parte de um esforço maior para aproximar os jovens do budismo sul-coreano: “O importante é que os jovens visitem os templos pelo menos uma vez. Depois, quando forem mais velhos e começarem a refletir sobre a vida, naturalmente voltarão”, afirmou ao The Guardian.

Lis Avancini apresenta música composta com Anderson Freire

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A cantora Lis Avancini lançou a música Além da Medicina, faixa que aborda temas ligados à fé, esperança e confiança em Deus diante de situações consideradas difíceis ou sem solução humana.

Segundo a assessoria da Musile Records, a canção apresenta uma proposta pop com elementos emocionais e espirituais. “Com uma interpretação intensa e cheia de personalidade, Lis apresenta uma faixa pop que conecta emoção, espiritualidade e autenticidade, reforçando a proposta artística do trabalho”, informou a gravadora em nota.

A divulgação acrescenta que a música trata da confiança em Deus em momentos de dificuldade. “A canção fala sobre confiar em Deus mesmo diante das dificuldades, entendendo que há processos que fortalecem, transformam e renovam a esperança”, afirmou a assessoria.

Lis Avancini explicou que a composição surgiu durante um período de comunhão ao lado do cantor e compositor Anderson Freire, no Espírito Santo, estado natal da artista.

“Esse louvor nasceu em um tempo de comunhão que tivemos ao lado do querido Anderson Freire. Nos reunimos lá no Espírito Santo, minha terra natal, e um amigo que estava com a gente comentou sobre a debilidade que o irmão dele estava enfrentando. Assim que terminamos de conversar sobre isso, o Anderson cantou um trecho do refrão. Foi ali que essa letra começou a nascer”, relembrou.

Após o encontro, Lis continuou desenvolvendo a composição em parceria com Anderson Freire, conhecido por músicas como Raridade e Acalma o Meu Coração.

A produção da faixa também contou com a participação de Ramon Avancini, pai da cantora e produtor musical, além dos compositores Jhessé e Esdras Gallo. Gallo é um dos autores da música Eu Me Rendo, gravada pelo grupo Renascer Praise.

Além da Medicina sucede o lançamento de Excede o Entendimento, primeiro single do novo projeto da cantora. Segundo a divulgação, a música ultrapassou 250 mil visualizações no YouTube e mais de 300 mil reproduções nas plataformas digitais nos primeiros dias após o lançamento.

Lis Avancini ganhou projeção nacional após participação no Programa Raul Gil em 2024. Atualmente, a cantora possui cerca de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, ampliando sua presença digital e o alcance entre o público jovem.

Pastor Josué Valandro Jr defende Flávio: ‘A direita é muito infantil’

O pastor Josué Valandro Júnior saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de áudios envolvendo o parlamentar e o empresário André Esteves Vorcaro. As declarações reacenderam debates nas redes sociais e no meio político sobre a relação entre empresários e figuras públicas ligadas à direita brasileira.

Ao comentar o caso, Valandro afirmou que não identificou indícios de crime nos diálogos divulgados. Segundo ele, a repercussão do episódio estaria sendo usada para criar uma narrativa de equivalência entre políticos da direita e da esquerda.

“O que é interessante nesse caso do Flávio é que ele está pedindo para uma produção privada, um dinheiro para uma empresa privada, não envolve nenhum desvio de dinheiro público, não envolve nenhuma contrapartida para alguma coisa pública”, declarou o pastor.

Na avaliação do líder religioso, o episódio tem sido utilizado para desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro em um momento de maior projeção política nacional. “A mídia quer criar agora uma narrativa que todo mundo é igual”, afirmou.

Josué Valandro também criticou o que chamou de “ingenuidade política” de setores conservadores diante da repercussão pública de denúncias e investigações. Segundo ele, a tentativa de captação de recursos para uma produção audiovisual seria uma prática comum no mercado privado.

“O Flávio estava tentando verba do empresário que, depois, recuperaria o dinheiro dele. Caso ele visse o filme tendo prejuízo, teria prejuízo, mas se o filme desse lucro, o investidor teria lucro. Super normal”, disse.

O pastor afirmou ainda que o empresário já teria investido anteriormente em outras produções ligadas a figuras políticas de diferentes correntes ideológicas, incluindo conteúdos relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Michel Temer.

“O Vorcaro deu o dinheiro para produções, inclusive sobre a vida do presidente Lula e do Temer. E por que agora o Flávio tenta uma verba de um empresário rico, que não tinha escândalo nenhum com ele ainda, para uma produção independente, sem pegar nem um centavo do dinheiro público, qual é o problema?”, questionou.

Durante a declaração, Valandro também criticou informações divulgadas sobre os valores ligados ao caso e acusou setores da esquerda de utilizarem desinformação como estratégia política. “Falaram cento e tantos milhões, depois 60 e poucos milhões, depois são 2 milhões, cada hora se fala um valor”, afirmou.

Apesar da defesa ao senador, o pastor reconheceu que os áudios provocaram repercussão devido às denúncias posteriores envolvendo Vorcaro. Ainda assim, sustentou que o conteúdo divulgado não demonstraria irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro.

“É um áudio que chama atenção? Sim. Chama atenção. Por quê? Porque hoje a gente sabe que o Vorcaro está metido com um monte de falcatruas. Mas se não fosse isso, a gente diria o quê? Diria que foi alguém tentando que outra pessoa, que é um investidor de um projeto, que arcasse com que se comprometeu”, declarou.

Na sequência, Josué Valandro questionou a responsabilização de pessoas que mantiveram relações comerciais com empresários posteriormente investigados. “Não vemos naquele áudio nenhuma falcatrua”, afirmou.

“Agora quer dizer então que se eu fizesse um acordo há cinco anos atrás com um corrupto, aí hoje se descobre que ele é corrupto, agora vou ser julgado por isso? A gente tem que ser um pouco mais inteligente nesse momento”, disse.

Ao concluir, o pastor voltou a afirmar que, na avaliação dele, os áudios não apresentam elementos que incriminem o senador. “Não há nada nesse áudio que incrimine, que mostre crime do Flávio. Nesse áudio não há”, declarou, de acordo com a revista Comunhão.

Hacker publica pornografia na página do fundador da Hillsong

O fundador da Hillsong Church, Brian Houston, afirmou que sua conta na plataforma X foi hackeada na quinta-feira, 14 de maio, após a publicação de um vídeo pornográfico explícito em seu perfil, que possui mais de 500 mil seguidores.

Em comunicado publicado pouco depois das 11h, no horário do leste dos Estados Unidos, Houston informou que a conta havia sido comprometida durante a madrugada. “Esta conta foi comprometida durante a noite. Quaisquer publicações, links ou mensagens estranhas compartilhadas anteriormente não eram legítimas e foram denunciadas e excluídas. Agradeço a sua paciência”, escreveu.

Apesar da declaração, o vídeo ainda permanecia disponível no perfil até cerca das 13h. Usuários da plataforma passaram a alertar Houston nos comentários sobre a permanência do conteúdo.

“Brian, você precisa apagar isso dos seus vídeos, ainda está lá”, escreveu um usuário. Às 13h50, no horário do leste dos EUA, a publicação havia sido removida definitivamente.

Outro usuário comentou: “Mesmo que você tenha sido hackeado, por favor, retire isso do ar!! ‘Mas, se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar’. Mateus 18:6. Cristãos te seguem”.

De acordo com o The Christian Post, Houston já havia relatado um episódio semelhante em 2024, quando afirmou que sua conta no X também havia sido invadida após a publicação da frase “mulheres e garotas se beijando”, o que gerou críticas nas redes sociais.

Na ocasião, ele republicou um comunicado divulgado por um assistente, afirmando que a equipe havia identificado acesso à conta a partir de um local nos Estados Unidos. “Fiquem tranquilos, estamos trabalhando para descobrir como o Pastor Brian foi hackeado. Nossa equipe constatou que alguém acessou a conta dele de um local nos EUA. Alteramos a senha, então esperamos que essa pessoa não tenha mais acesso”, informou a nota.

Brian Houston deixou o cargo de pastor sênior global da Hillsong em março de 2022, após denúncias de má conduta sexual feitas por duas mulheres. Em 2024, ele anunciou o lançamento de um novo ministério online ao lado da esposa, Bobbie Houston, chamado Jesusfollowers.tv.

No site do ministério, Houston afirma acreditar na importância da igreja local e do discipulado cristão. “Jesusfollowers.TV está aqui para te acolher e compartilhar nossa vida e experiência com você”, diz a apresentação da plataforma.

Em janeiro de 2022, a Hillsong anunciou oficialmente a saída de Houston da liderança da igreja. Meses antes, em setembro de 2021, ele já havia se afastado dos conselhos administrativos da denominação enquanto respondia a acusações relacionadas ao suposto encobrimento de abusos sexuais cometidos por seu pai, Frank Houston, décadas antes.

O caso envolvia alegações de que Brian Houston teria tomado conhecimento dos abusos em 1999 e não os comunicado às autoridades. Posteriormente, um tribunal australiano o absolveu das acusações. O magistrado Gareth Christofi entendeu que Houston acreditava que a vítima, Brett Sengstock, não desejava que o caso fosse levado à polícia.

Quatro meses antes da absolvição, Houston se declarou culpado nos Estados Unidos por dirigir sob influência de álcool. O caso ocorreu na Califórnia. Ele recebeu pena de três anos de liberdade condicional, multa de US$ 140 e outras sanções determinadas pela Justiça.

Além da multa e da liberdade condicional, o tribunal determinou que Houston participasse de um programa de três meses voltado ao tratamento do alcoolismo para infratores primários, além de aconselhamento sobre impacto às vítimas e reuniões de apoio durante um ano.

Pesquisa coloca Flávio 7 pontos à frente de Lula no segundo turno

Uma pesquisa divulgada pelo instituto Gerp nesta quinta-feira, 14 de maio, aponta o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026.

No cenário apresentado pelo levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Lula registra 43%.

A pesquisa também simulou disputas entre Lula e outros possíveis candidatos à Presidência da República. Entre os nomes testados estão Ciro Gomes, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Pablo Marçal.

Segundo os dados divulgados, Lula aparece em situação de empate técnico nos cenários contra Caiado, Zema e Ciro Gomes, considerando a margem de erro do levantamento.

O estudo também mediu o nível de consolidação do voto entre os eleitores dos principais nomes testados. Entre os entrevistados que declararam intenção de voto em Lula, 83% afirmaram que a decisão está “totalmente definida”, enquanto 6% disseram ainda poder mudar de escolha.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, o índice de voto consolidado também foi de 83%. Outros 3% afirmaram que ainda podem alterar a preferência eleitoral.

O levantamento ouviu 2 mil pessoas em todo o país entre quinta-feira, 08 de maio, e segunda-feira, 12 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,5%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03369/2026. Segundo a Gerp, o estudo teve custo de R$ 20 mil e foi financiado com recursos próprios.

Igreja da Escócia tem aumento conversões: ‘Fome espiritual’

A Church of Scotland registrou aumento no número de conversões desde o início da pandemia de COVID-19, em meio ao que líderes da denominação descreveram como uma crescente busca espiritual no país.

Dados oficiais da igreja apontam que 820 pessoas declararam fé na obra salvadora de Jesus Cristo em 2025, quase o dobro das 428 registradas em 2021. Segundo a denominação, 27% das 841 congregações da Igreja da Escócia receberam novos membros neste ano.

As informações foram apresentadas em um relatório divulgado durante a Assembleia Geral da igreja, iniciada na sexta-feira em Edimburgo e programada para seguir até domingo, 18 de maio. O documento classificou os resultados como “muito encorajadores” e afirmou que eles representam evidências da atuação do Espírito Santo.

“Há sinais encorajadores de renovação”, afirmou o relatório. “Estamos vendo evidências de maior envolvimento com a Bíblia, interesse renovado em questões espirituais, aumento da frequência à igreja e mais jovens e adultos jovens se convertendo à fé com confiança”.

O documento acrescentou que os resultados devem incentivar a igreja a redescobrir “as Boas Novas” que, segundo a denominação, precisam ser compartilhadas com a sociedade.

O reverendo David Cameron afirmou que os números refletem uma busca espiritual crescente nas paróquias da igreja. Entre 2021 e 2025, foram registradas 3.292 profissões de fé na denominação.

“É muito encorajador ver o número de Profissões de Fé aumentar novamente em toda a Igreja da Escócia”, declarou Cameron. “Acredito que esse crescimento reflete o fato de que, mesmo em tempos incertos, permanece uma profunda fome espiritual em nossas paróquias”.

Segundo ele, o crescimento observado em diversas congregações está relacionado ao acolhimento oferecido pelas igrejas, à vida comunitária e às ações de cuidado pastoral. Cameron afirmou ainda que a denominação pretende ampliar investimentos em discipulado e ministério intergeracional, especialmente voltados aos jovens.

“Precisamos continuar investindo no discipulado e no ministério intergeracional, criando espaços onde os jovens possam explorar a fé com sinceridade e se sentirem acolhidos de forma significativa”, disse.

As conversões ocorrem enquanto a Equipe de Liderança de Ação da Fé, criada em maio de 2023, segue atuando em projetos de evangelização e formação de novos discípulos dentro da Igreja da Escócia.

Em relatório recente, o grupo destacou o aumento do interesse espiritual entre os jovens escoceses. “Acreditamos que a Igreja da Escócia é chamada a responder à crescente curiosidade espiritual entre os jovens, uma área na qual nossa denominação atualmente tem alcance limitado”, informou o documento, de acordo com o The Christian Post.

Apesar do crescimento nas conversões, a denominação continua registrando queda no número total de membros. A Igreja da Escócia encerrou o ano passado com cerca de 229 mil membros registrados, uma redução de aproximadamente 5% em comparação com 2024, principalmente devido ao aumento no número de falecimentos. Um relatório divulgado em 2023 apontou que a igreja perdeu mais da metade de seus membros desde o ano 2000.

Fundada no século XVI, a Igreja da Escócia segue a tradição reformada e presbiteriana e atua como igreja nacional escocesa. Diferentemente da Church of England, a denominação não reconhece o monarca britânico como chefe da igreja.

Nos últimos anos, a Igreja da Escócia também enfrentou debates internos sobre sexualidade e identidade de gênero. Em 2024, a denominação declarou apoio à criação de uma legislação nacional contra práticas conhecidas pelos críticos como “terapia de conversão”, desde que a medida não fosse utilizada para restringir a atuação de igrejas e líderes religiosos.

Embora a igreja mantenha desde 2021 o compromisso de apoiar a proibição dessas práticas, os planos para aprovar a legislação foram suspensos no início de 2025 em meio a disputas judiciais e debates sobre liberdade religiosa.

Viúva de Charlie Kirk incentiva formandos a ‘viverem corretamente’

Durante o discurso de formatura realizado no sábado no Hillsdale College, Erika Kirk incentivou os estudantes a defenderem a verdade, fortalecerem suas comunidades e viverem de acordo com princípios cristãos.

Erika é viúva de Charlie Kirk, morto em setembro de 2025. Durante a cerimônia, ela relembrou o legado do marido e afirmou que os formandos deveriam permanecer firmes em suas convicções mesmo diante de uma sociedade polarizada.

Segundo Erika, viver dessa forma “pode salvar nossas almas e, talvez pela misericórdia de Deus, contribuir para a preservação de nosso país”. Após a morte de Charlie Kirk, ela assumiu o cargo de CEO da Turning Point USA.

Em seu discurso, Erika afirmou que a responsabilidade de buscar e defender a verdade agora pertence aos formandos: “E a partir de amanhã, vocês estarão numa posição em que a verdade deve ser buscada e defendida. E essa responsabilidade vem da identidade de vocês como cristãos, como americanos e como graduados do Hillsdale College”, declarou.

Segundo o The Christina Post, ela acrescentou: “Porque para o mundo, a verdade é algo a ser remodelado, mas para todos nós nesta sala, é algo a ser honrado”.

Erika também falou sobre os papéis desempenhados por homens e mulheres dentro das famílias e comunidades. “Aos homens, vocês são chamados a prover, a liderar, a alicerçar suas famílias em força e constância”, afirmou. “Às mulheres, vocês são chamadas a nutrir, a construir, a moldar vidas com sabedoria e perseverança”.

Horas antes da cerimônia, dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao Tribunal do Condado de Hillsdale para protestar contra a participação de Erika Kirk no evento, segundo informações do jornal Hillsdale Daily News.

A organizadora do protesto, Anita Ledesma, afirmou que o objetivo era chamar atenção para os modelos de educação clássica ligados ao Hillsdale College e às escolas charter associadas à instituição: “Queremos que as pessoas pesquisem essas academias clássicas e vejam o que elas ensinam. As pessoas devem pesquisar os programas de vouchers e para onde está indo esse dinheiro”.

O grupo Hope in Action também participou da organização das manifestações. Em publicação divulgada na sexta-feira no Facebook, o grupo descreveu a Turning Point USA como “uma máquina política nacional de direita” ligada à política MAGA e a pautas culturais conservadoras.

Na mesma publicação, o grupo afirmou que o Hillsdale College e a TPUSA fazem parte de um projeto educacional conservador voltado à promoção da chamada “educação patriótica” e à formação de novos ativistas políticos.

Após o discurso, o presidente do Hillsdale College, Larry Arnn, entregou a Erika Kirk um doutorado honorário em serviço público. Segundo a instituição, a homenagem também reconheceu o legado de Charlie Kirk.

Durante um memorial realizado em 21 de setembro de 2025, no Arizona, Larry Arnn anunciou que Charlie e Erika Kirk receberiam títulos honorários na cerimônia de formatura da instituição. Em março deste ano, o Hillsdale College confirmou que Erika discursaria para a turma de 2026 durante a 174ª cerimônia de formatura da faculdade.

Na ocasião do anúncio, Erika declarou que considerava o convite uma honra. “Charlie amava profundamente Hillsdale e era frequentemente um aluno grato de seus cursos online, aprendendo com o Dr. Larry Arnn e o notável corpo docente”, afirmou.

Ela acrescentou que o Hillsdale College representa “uma devoção inabalável à fé, ao aprendizado e aos princípios que sustentam uma nação livre”.

Fotógrafa cristã: ‘Soberania de Deus’ a sustentou em processo

A fotógrafa cristã Chelsey Nelson afirmou que sua crença na soberania de Deus foi determinante para que ela desafiasse judicialmente uma lei antidiscriminação da cidade de Louisville, no estado do Kentucky, nos Estados Unidos.

A disputa judicial terminou com um acordo de US$ 800 mil de indenização após um tribunal federal decidir favoravelmente à fotógrafa em sua contestação contra normas municipais relacionadas à discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero.

Durante entrevista, Chelsey afirmou que não se considera uma figura pública ou ativista: “Não tenho nada de especial. Sou apenas uma mãe… tentando administrar um negócio de fotografia para ajudar a sustentar minha família, ter um horário flexível e ficar em casa com meus filhos”, declarou.

Ela explicou que, após conversas com o marido, concluiu que deveria seguir adiante com a ação judicial por considerar que aquela era a decisão correta diante de suas convicções religiosas. “Você tenta calcular os custos da melhor maneira possível com antecedência, mas realmente não há como saber como será, e você simplesmente tem que fazer a coisa certa para a glória de Deus que está diante de você”, afirmou.

Chelsey também declarou que o processo fortaleceu sua fé. “Sinto-me mais firme do que nunca nas minhas crenças e nas Escrituras. Ele me deu muita segurança ao me lembrar de não temer o homem, mas honrar o Senhor”, disse.

Ao comentar o debate cultural sobre liberdade religiosa e expressão, ela afirmou que cristãos precisam permanecer firmes em suas convicções. “Cuidado com a pressão cultural para tentar se conformar com o que quer que seja considerado ‘bom’ pela nossa cultura atual. Não podemos amar mais do que a Deus. Deus é amor. Se isso é verdade, então defender a Palavra de Deus é amar”, declarou.

Segundo Chelsey, defender crenças religiosas pode trazer consequências pessoais e profissionais. “É muito provável que sim, e é difícil saber como será. Mas você pode confiar que o Senhor te sustentará e te fará crescer durante esse período”, afirmou. Ela acrescentou que os cristãos devem se preocupar mais em prestar contas a Deus do que à opinião pública.

A fotógrafa relatou que decidiu ingressar com a ação após acompanhar o caso de Jack Phillips, confeiteiro do Colorado que enfrentou processos judiciais após se recusar a produzir bolos para casamentos entre pessoas do mesmo sexo com base em suas crenças religiosas.

Chelsey afirmou que profissionais criativos frequentemente produzem materiais personalizados ligados a mensagens e celebrações específicas. Segundo ela, algumas leis têm sido usadas para obrigar profissionais a promover conteúdos contrários às suas convicções pessoais. “Você tem que dizer algo em que não acredita”, resumiu.

Ela relatou ainda que procurou antecipadamente as autoridades de Louisville para informar quais tipos de mensagens estaria disposta a divulgar em seu site profissional, conforme suas crenças religiosas. Segundo Chelsey, a cidade respondeu que ela não poderia publicar esse posicionamento nem discutir o assunto com clientes em potencial.

“Parecia algo tão óbvio”, afirmou. “Parecia uma extrapolação tão flagrante que até mesmo alguém com uma opinião muito diferente da minha olharia para aquilo e diria: ‘Isso não me parece certo’”.

Durante o processo, Chelsey disse ter recebido forte apoio de familiares, líderes e do marido. “Meus pastores na época… meu marido, minha família, eu tinha uma bolha maravilhosa, unida e coesa de pessoas me apoiando”, declarou.

Ao mesmo tempo, ela descreveu o período como emocionalmente difícil. Segundo a fotógrafa, a disputa judicial provocou desgaste em relacionamentos, perda de indicações profissionais e impactos financeiros. Apesar disso, afirmou que tomaria a mesma decisão novamente. “Voltaria e faria tudo de novo”, declarou ao The Christian Post.

‘Apenas fale a verdade’, aconselha Bolsonaro a Flávio sobre áudio

Áudios do senador Flávio Bolsonaro conversando com o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro foram divulgados pelo The Intercept Brasil.

Segundo informações publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Vorcaro também teria destinado recursos para outras produções audiovisuais ligadas a figuras políticas brasileiras, incluindo obras sobre o ex-presidente Michel Temer e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das produções citadas é o documentário Lula, dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024. O filme retrata a trajetória do presidente desde a infância até a vida política.

Outro projeto mencionado é 963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos, dirigido por Bruno Barreto. A produção aborda o período do governo Temer após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Após a divulgação das reportagens, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou, em nota, que nem o governo federal nem o presidente Lula solicitaram recursos a Daniel Vorcaro para a produção do documentário.

O produtor do filme sobre Michel Temer, Elsinho Mouco, também negou ter pedido dinheiro ao banqueiro.

‘Fale a verdade’

Na quarta-feira, 13 de maio, Flávio Bolsonaro se reuniu com Jair Bolsonaro cerca de 30 minutos após a publicação da reportagem sobre as negociações envolvendo o financiamento do filme. O encontro ocorreu por volta das 14h30.

De acordo com interlocutores ligados ao ex-presidente, Bolsonaro já havia tomado conhecimento do conteúdo divulgado e orientou o filho a manter publicamente sua versão dos fatos. “Apenas fale a verdade”, afirmou o ex-presidente ao senador, segundo informações da revista Oeste.

Aliados do núcleo bolsonarista avaliaram que a resposta à repercussão do caso deveria ocorrer de forma imediata. Após a conversa, Flávio Bolsonaro passou a discutir com assessores a divulgação de uma nota oficial e de um vídeo nas redes sociais para comentar os diálogos com Daniel Vorcaro.

Pessoas próximas ao grupo político afirmaram ainda que, até o momento, a repercussão do caso não alterou os planos eleitorais do senador. Segundo esses interlocutores, Flávio Bolsonaro continua sendo considerado um possível nome para a disputa presidencial de 2026.