ChatGPT recusa ler Gênesis 2? Vídeo viraliza e gera polêmica

Usuários das redes sociais passaram a questionar se a empresa OpenAI estaria limitando a leitura de determinados trechos da Bíblia pelo ChatGPT, após a circulação de vídeos mostrando o sistema aparentemente se recusando a ler o capítulo 2 do livro de Gênesis.

A passagem bíblica é considerada por muitos teólogos uma das principais referências sobre a criação do homem e da mulher. Em Gênesis 2, a narrativa descreve a criação da mulher a partir da costela do homem e apresenta conceitos ligados à identidade humana e ao casamento.

Um vídeo compartilhado inicialmente em março ganhou repercussão nas redes sociais ao mostrar um usuário pedindo repetidamente ao ChatGPT que lesse Gênesis 2 em voz alta. Segundo as imagens, o chatbot apresentava mensagens de erro após cada tentativa. No mesmo vídeo, o sistema conseguia ler normalmente os capítulos 1 e 3 de Gênesis.

Em determinado momento, o chatbot respondeu: “Minhas diretrizes não me permitem falar sobre isso. Posso te ajudar com outra coisa?”.

Casos semelhantes também foram relatados anteriormente. Em 2023, usuários no Reddit afirmaram que o ChatGPT teria se recusado a reproduzir Levítico 18:22, passagem frequentemente citada em debates sobre homossexualidade. As publicações levantaram especulações nas redes sociais, incluindo acusações de censura religiosa e alegações de que ferramentas de inteligência artificial estariam sendo usadas para alterar ou restringir conteúdos bíblicos.

Uma análise feita pelo portal The Christian Post concluiu que o comportamento do chatbot está relacionado a restrições de direitos autorais e não ao conteúdo religioso da passagem. Segundo os testes realizados, o sistema recusava a leitura integral de capítulos bíblicos em traduções modernas, mas aceitava reproduzir textos da versão King James (KJV), cuja publicação original ocorreu em 1611 e já se encontra em domínio público.

Ao ser solicitado para ler Gênesis 2, o chatbot respondeu: “Não posso ler o capítulo inteiro palavra por palavra devido a restrições de direitos autorais, mas posso resumi-lo ou discutir quaisquer partes específicas sobre as quais você tenha curiosidade”.

Questionado novamente sobre a limitação, o sistema acrescentou: “Não posso ler capítulos inteiros de textos protegidos por direitos autorais, como a Bíblia, devido a restrições de direitos autorais. Posso, no entanto, resumi-los, discutir temas ou ajudar a responder a quaisquer perguntas específicas que você tenha sobre o assunto!”.

Traduções bíblicas mais recentes, como a Nova Versão Internacional (NVI) e a English Standard Version (ESV), permanecem protegidas por direitos autorais. Já versões antigas, como a King James Version e a American Standard Version (ASV), passaram ao domínio público após o vencimento da proteção legal.

A ASV foi publicada originalmente em agosto de 1901 e derivada da chamada “Versão Revisada” inglesa do fim do século XIX. Desde então, a tradução tornou-se de domínio público, permitindo reprodução integral sem necessidade de autorização.

Batistas relatam otimismo com inscrições para reunião anual

A Convenção Batista do Sul está se preparando para uma de suas maiores reuniões anuais dos últimos anos. Os organizadores estimam que cerca de 20 mil pessoas participem do encontro marcado para ocorrer entre sábado, 07 de junho, e terça-feira, 10 de junho, em Orlando, no estado da Flórida (EUA).

A Reunião Anual da Convenção Batista do Sul e a Conferência de Pastores serão realizadas no Centro de Convenções do Condado de Orange. O ex-presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da convenção, Richard Land, afirmou que a expectativa de crescimento na participação demonstra um “crescente espírito de otimismo em relação ao futuro da SBC”.

Segundo Land, esse cenário também pode ser observado em relatos recentes de aumento no número de batismos e da frequência regular aos cultos nas igrejas locais. Ele citou ainda a eleição de novos diretores executivos para o Seminário Southeastern, na Carolina do Norte, para a Lifeway, divisão editorial da convenção sediada em Nashville, e para a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa.

A gerente de convenções, Lynn Richmond, informou à Baptist Press que a procura por hospedagem começou a indicar alta participação ainda no ano passado. “Quando a disponibilidade de quartos nos hotéis da SBC foi aberta em outubro, a resposta foi imediata”, declarou Richmond. “Esgotamos nossos blocos de quartos diversas vezes e adicionamos hotéis para atender à demanda”.

O vice-presidente de administração de convenções, Jonathan Howe, afirmou que os cerca de 20 mil participantes deverão incluir mais de 13 mil mensageiros, nome dado aos delegados da reunião anual. “Este será o nosso maior encontro anual desde Nashville em 2021, e estamos ansiosos para ver as famílias da Convenção Batista do Sul de todo o país reunidas em Orlando”, disse Howe.

Ele acrescentou que a convenção disponibilizará transporte gratuito entre os hotéis parceiros e o centro de convenções. Segundo Howe, mais de duas dezenas de hotéis participarão da operação logística deste ano.

A Convenção Batista do Sul realiza reuniões anuais para deliberar sobre assuntos administrativos, eleger dirigentes e receber relatórios de suas agências e instituições. O encontro costuma reunir mais de 10 mil participantes entre delegados, líderes religiosos e visitantes.

O maior comparecimento da história da convenção ocorreu em junho de 1985, quando cerca de 45,5 mil delegados participaram da assembleia realizada em Dallas, no Texas. Na ocasião, um dos principais temas em debate foi o chamado Ressurgimento Conservador, movimento interno que buscava afastar correntes teológicas consideradas liberais e modernistas da denominação.

Naquele encontro, o pastor Charles Stanley foi reeleito presidente da convenção com 55,3% dos votos, derrotando o candidato moderado Winfred Moore, que recebeu 44,7%.

Para a eleição presidencial deste ano, são esperadas as candidaturas do pastor Josh Powell e do pastor Willy Rice. Outros nomes ainda poderão ser indicados durante a assembleia.

De acordo com o The Christian Post, o atual presidente da convenção, Clint Pressley, foi eleito em 2024 e reeleito em 2025 com 92,64% dos votos. Pelas regras da Convenção Batista do Sul, o cargo não permite um terceiro mandato consecutivo de um ano.

Partido Comunista Chinês está reescrevendo a Bíblia Sagrada

O Partido Comunista Chinês (PCCh) tem promovido mudanças em materiais religiosos como parte da política de “sinicização do cristianismo”, defendida pelo presidente Xi Jinping. A iniciativa busca alinhar práticas religiosas aos chamados “valores socialistas fundamentais” e prevê a produção de uma nova versão da Bíblia adaptada à visão ideológica do regime chinês.

Em 2018, meses após o anúncio do plano quinquenal para “sinicizar” o cristianismo, autoridades da província de Henan determinaram que uma igreja autorizada pelo Estado removesse o Primeiro Mandamento, “Não terás outros deuses além de mim”. A medida ocorreu dentro de uma série de ações voltadas à adaptação do conteúdo religioso à orientação política do PCCh.

Ainda em 2018, materiais de ensino religioso em Hong Kong passaram por alterações. Referências ao “Senhor”, os quatro primeiros mandamentos e o livro de Gênesis foram retirados de um currículo de escola dominical. No ano seguinte, igrejas ligadas ao Estado passaram a substituir os Dez Mandamentos por frases atribuídas a Xi Jinping, incluindo orientações como “use a cultura chinesa para permear a fé” e “siga o partido”.

Outra passagem alterada envolve João 8:3-11, trecho em que Jesus impede o apedrejamento de uma mulher acusada de adultério. Em um livro didático publicado pela Editora da Universidade de Ciência e Tecnologia Eletrônica da China, instituição estatal, a narrativa foi modificada. Na versão apresentada, Jesus afirma: “Eu também sou pecador. Mas se a lei só pudesse ser executada por homens sem mácula, a lei estaria morta”. Em seguida, a mulher é condenada à morte por apedrejamento.

O PCCh mantém oficialmente uma posição ateísta e historicamente restringiu práticas religiosas no país, especialmente durante o governo de Mao Zedong. Durante esse período, religiões foram proibidas e templos fechados em larga escala. O partido também vê o cristianismo com desconfiança devido às ligações históricas com o Ocidente e à associação da fé cristã com a Rebelião Taiping, conflito ocorrido na década de 1850 que provocou milhões de mortes na China.

Apesar das restrições, o número de cristãos no país cresceu nas últimas décadas, de acordo com o artigo publicado pelo Providence. Estimativas citadas por pesquisadores e organizações internacionais apontam que a população cristã chinesa pode ultrapassar 100 milhões de pessoas, embora não exista consenso sobre os números oficiais, já que muitos frequentam igrejas clandestinas para evitar fiscalização estatal.

Desde 2020, o governo chinês ampliou as medidas de controle sobre atividades religiosas. Entre as ações adotadas estão testes de lealdade para membros do clero, exigência de inclusão do pensamento de Xi Jinping em currículos de seminários e proibição da participação de menores de idade em atividades religiosas.

Sistemas de vigilância também foram instalados em igrejas em diversas regiões do país. Segundo relatos de grupos de direitos humanos, sermões passaram a ser monitorados e bancos de dados de fiéis foram criados pelas autoridades. Igrejas independentes que recusam adesão a organizações religiosas controladas pelo Estado têm sido alvo frequente de operações policiais, prisões coletivas e fechamento de templos. Em várias localidades, cruzes foram removidas e substituídas por retratos de Xi Jinping.

O debate sobre liberdade religiosa na China também ganhou espaço nos Estados Unidos. Setores ligados à defesa de direitos humanos defendem que o governo norte-americano amplie sanções contra autoridades chinesas envolvidas em restrições religiosas, incluindo ações relacionadas à reescrita de textos bíblicos, fiscalização de igrejas e exigências de fidelidade política ao PCCh.

Cantora que venceu American Idol 2026 glorifica a Deus por vitória

A cantora Hannah Harper venceu a 24ª temporada do American Idol na noite de segunda-feira e encerrou a final do programa interpretando a canção cristã At The Cross (Love Ran Red), de Chris Tomlin.

Durante a apresentação, Hannah se emocionou no palco e chegou a interromper o canto em alguns momentos enquanto interpretava trechos da música, incluindo a frase “Na cruz, na cruz, entrego minha vida”. Outros participantes do programa se aproximaram para abraçá-la enquanto os backing vocals continuavam a apresentação.

A cena repercutiu nas redes sociais e chamou atenção pela presença de elementos ligados à fé cristã em um dos programas musicais mais populares da televisão dos Estados Unidos.

Natural do estado do Missouri e mãe de três filhos, Hannah Harper falou diversas vezes sobre sua fé durante a temporada. Em suas redes sociais, a cantora afirma que vive “para seus filhos e Jesus” e declara que tudo em sua vida é “para a glória Dele”.

Durante as audições do programa, Hannah relatou ter enfrentado depressão pós-parto após a maternidade. Na ocasião, ela apresentou a música autoral String Cheese e afirmou que encontrou força em Deus durante o período mais difícil de sua vida.

Ao longo da competição, a cantora também interpretou músicas conhecidas do cenário cristão contemporâneo, incluindo Ain’t No Grave, da Bethel Music. Na noite temática dedicada à fé, voltou a cantar At The Cross, música escolhida novamente para celebrar a vitória na final.

A decisão do reality também contou com a participação do cantor Jordan McCullough, identificado como líder de louvor cristão. Em sua última apresentação antes do resultado final, ele interpretou a canção Goodness of God.

Durante entrevistas concedidas ao longo da temporada, Hannah afirmou que enxergava sua participação no programa como uma oportunidade de falar sobre Jesus em rede nacional.

“Estou no ministério desde os 9 anos de idade. Ter uma plataforma neste nível e ainda poder ser tão aberta sobre meu relacionamento com o Senhor é uma honra incrível para mim”, declarou.

A cantora também revelou que ela e outros participantes costumavam se reunir para orar nos bastidores do reality antes das apresentações ao vivo.

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Evangelismo leva mais de 100 pessoas a Cristo no Japão

Cerca de 3 mil pessoas participaram do evento Celebration of Hope and Love na ilha de Shikoku, no Japão. Durante a programação, o evangelista Will Graham pregou sobre esperança, arrependimento e fé cristã. Segundo a Billy Graham Evangelistic Association, mais de 100 participantes decidiram seguir os ensinamentos de Jesus durante o encontro.

O evento foi realizado no Centro Cultural da Província de Ehime, região onde a presença cristã é considerada pequena em comparação com a maioria não cristã da população japonesa.

Durante a mensagem, Will Graham utilizou uma passagem bíblica do Evangelho de Marcos para falar sobre a identidade de Jesus, abordando temas como sofrimento, morte e ressurreição de Cristo.

Ao tratar sobre pecado e perdão, o evangelista afirmou que todas as pessoas necessitam da graça divina.

“Você e eu quebramos as leis de Deus”, declarou Graham. “Ele pagou com sangue. Esta noite, você pode aceitar este presente gratuito.”

Entre os participantes que responderam ao apelo religioso estava Yuko, professora de jardim de infância, que afirmou ter comparecido ao evento após convite da diretora da escola onde trabalha: “Sou fraca e pecadora, mas Ele me perdoa e me capacita a seguir em frente”, declarou.

Outra participante, identificada como Sachiko, afirmou que decidiu retornar à fé cristã após anos afastada da prática religiosa. Segundo ela, conheceu o cristianismo há cerca de 30 anos, mas havia se distanciado da igreja.

Durante o evento, Sachiko declarou que deseja viver “com amor profundo e paixão renovada” por Cristo. Cantora, ela afirmou que pretende utilizar a música para compartilhar a fé cristã.

Honoka, outra participante, também relatou ter sido impactada pela mensagem apresentada durante o encontro: “O Salvador morreu especificamente por mim”, afirmou. “Não importa quão ruins tenham sido as coisas que fiz antes, eu fui perdoada”.

Segundo ela, o evento despertou o desejo de compartilhar o Evangelho com outras pessoas próximas.

Ao final da programação, Will Graham comentou as decisões tomadas pelos participantes: “Vocês nunca vão se arrepender dessa decisão”, declarou o evangelista.

A Billy Graham Evangelistic Association informou que entregou Bíblias e materiais de discipulado aos participantes que decidiram seguir a fé cristã durante o evento.

A família Graham mantém atividades evangelísticas no Japão desde 1967. O evangelista Billy Graham realizou grandes encontros no país, incluindo campanhas evangelísticas promovidas em 1980.

Ex Yakuza convertido se dedica a pregar o Evangelho no Japão

Durante a última edição do Future Now Tokyo, o pastor Yabe relatou que passou a dedicar sua vida à evangelização após cumprir dez anos de prisão no Japão. Ex-integrante da máfia japonesa Yakuza, ele afirmou que atualmente atua em projetos missionários e compartilha o próprio testemunho em diferentes regiões do país.

Segundo a Christian Vision, o Japão continua sendo um dos países mais desafiadores para a expansão do cristianismo. A entidade destaca que os cristãos representam menos de 1% da população japonesa.

“Eu sou ex-Yakuza e agora levo gângsteres a Jesus”, declarou Yabe durante o evento.

O pastor contou que conheceu a fé cristã enquanto estava preso. Segundo ele, a aproximação com o Evangelho começou após receber uma Bíblia de sua então namorada, que atualmente é sua esposa.

De acordo com Yabe, a leitura das Escrituras o levou a refletir sobre temas como rejeição, sofrimento e propósito de vida.

Após deixar a prisão, ele passou a evangelizar por meio de atividades ligadas à cultura local, incluindo encontros em cafés, motociclismo, surfe e iniciativas voltadas à área de tecnologia. A estratégia faz parte do trabalho desenvolvido pela Christian Vision, organização que busca apoiar missionários familiarizados com a realidade cultural japonesa.

A gerente de comunicação externa da entidade, Katrice Pearce, afirmou que o cenário japonês apresenta desafios diferentes de outros países considerados não alcançados pelo cristianismo.

“Há muitos países não alcançados que enfrentam restrições mais severas ao evangelismo devido a obstáculos legais e políticos. Porém, o Japão apresenta um desafio diferente”, declarou.

“Nesse país, os cristãos representam menos de 1% da população. Existe liberdade para expressão religiosa, mas a fé cristã nunca criou raízes profundas na cultura japonesa. Por isso, o Japão tem se tornado um foco cada vez mais importante nas conversas globais sobre fé e missão”, acrescentou.

O testemunho de Yabe esteve ligado ao Future Now Tokyo, encontro promovido pela Christian Vision para reunir profissionais cristãos da área de tecnologia e discutir formas de utilizar recursos digitais em ações evangelísticas.

Segundo Katrice Pearce, o projeto foi desenvolvido em parceria com líderes locais, fator que ajudou a impulsionar novas iniciativas independentes no Japão.

“Isso reflete o objetivo da Christian Vision de gerar impacto evangelístico sustentável”, afirmou. “Quando pessoas locais são inspiradas a dar continuidade ao trabalho de forma culturalmente relevante em suas próprias comunidades.”

A representante da organização também declarou que o modelo pode servir de referência para outros países onde o cristianismo enfrenta resistência social ou cultural.

“Em contextos onde a fé enfrenta uma resistência silenciosa, é assim que a transformação pode acontecer. Um único evento dando origem a algo novo, não impulsionado por grandes campanhas, mas por pessoas locais compartilhando o amor de Jesus no próprio contexto”, concluiu, segundo informações do Pleno News.

Fux segue Mendonça e Nunes Marques e absolve réus do 8/01

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, acompanhou os votos divergentes dos ministros André Mendonça e Nunes Marques para absolver 20 réus julgados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Apesar da divergência apresentada pelos três ministros, o plenário do STF já formou maioria de 7 votos a 3 pela condenação dos acusados.

Nos votos divergentes, André Mendonça e Nunes Marques defenderam que o STF não seria o foro competente para julgar os casos. Segundo os ministros, não houve individualização suficiente das condutas atribuídas aos réus e também faltariam provas para sustentar as condenações pelos crimes apontados nos processos.

Os dois magistrados afirmaram ainda que as ações deveriam tramitar na Justiça Federal do Distrito Federal, e não diretamente no Supremo, porque os acusados não possuem foro privilegiado.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte desde o dia 8 de maio e segue previsto até sexta-feira, 15 de maio. Com todos os votos já registrados, resta apenas o encerramento formal do prazo da sessão virtual.

Luiz Fux acompanhou a divergência sem apresentar voto vogal, modalidade em que o ministro registra manifestação escrita complementar.

O relator dos processos, Alexandre de Moraes, votou pela condenação dos réus e foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

O julgamento dessas ações teve início no fim do ano passado, mas foi interrompido após pedido de vista apresentado por Luiz Fux. De acordo com a revista Oeste, o ministro registrou seu voto na última terça-feira, 12 de maio.

Pastor ativo aos 90 relembra superação de doenças na infância

O pastor Alan Levy, de 90 anos, relembrou sua trajetória marcada por problemas de saúde na infância, conversão ao cristianismo e décadas dedicadas ao ministério pastoral no Reino Unido. Atualmente ligado à Noddfa Evangelical Church, ele afirmou que vê sua história como resultado da fidelidade de Deus ao longo da vida.

Alan nasceu no norte de Londres e passou grande parte da infância internado devido a problemas de saúde. Segundo ele, só conseguiu andar aos quatro anos de idade.

“Nasci no norte de Londres, passei grande parte da minha infância no hospital. Devido a uma doença, só aprendi a andar aos quatro anos de idade”, relembrou.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Alan foi evacuado para uma vila em Essex, prática comum na época para proteger as crianças. Lá, foi acolhido por uma família cristã que o levou à igreja local e o incentivou a participar do coral.

“Eu tinha uma boa voz e logo fui matriculado como corista na igreja da vila em Castle Hedingham”, contou.

Apesar da convivência frequente com igrejas e atividades religiosas, Alan afirmou que, durante a adolescência, ainda não possuía compromisso espiritual. Segundo ele, o principal interesse ao frequentar a igreja era participar de atividades sociais e encontrar amigos.

Com o passar dos anos, porém, as mensagens bíblicas começaram a despertar questionamentos pessoais. Alan relatou que sua conversão ocorreu após ouvir o testemunho de uma missionária que se preparava para atuar na Coreia.

“Ela nos contou sobre o Evangelho de Jesus Cristo, que a havia salvado. Fiquei realmente comovido naquela noite”, afirmou.

Segundo o pastor, após retornar para casa, ele orou pedindo perdão a Deus e decidiu mudar completamente de vida: “No meu pequeno quarto, me ajoelhei ao lado da cama e pedi a Deus, por meio de Jesus Cristo, que me perdoasse e me purificasse dos meus pecados”, declarou.

Alan afirmou que comunicou sua conversão aos colegas de escola no dia seguinte e decidiu abandonar hábitos que mantinha até então, incluindo furtos, linguagem ofensiva e comportamentos que considerava incompatíveis com a fé cristã. “Eu também furtava em lojas tudo o que me dava na telha”, confessou.

Após a conversão, ele passou a atuar mais ativamente na igreja, tornando-se professor de Escola Dominical e participando de reuniões em diferentes congregações. Depois de trabalhar por cinco anos como técnico de telefonia, decidiu estudar no Instituto Bíblico Europeu, em Paris, onde concluiu a formação em 1961.

No mesmo ano, casou-se com Mary, enfermeira e parteira em Londres. Em 1965, o casal mudou-se para Swansea, cidade natal dela.

Ao longo da vida, Alan conciliou atividades profissionais e atuação ministerial. Em 1995, após se aposentar antecipadamente, assumiu um trabalho pastoral em Durban, onde permaneceu por quase dois anos.

Depois de atuar em outros ministérios, passou a servir na Noddfa Evangelical Church, em Pontarddulais, no País de Gales. Mesmo após a aposentadoria definitiva aos 82 anos, continuou envolvido em atividades cristãs, incluindo a distribuição de livros por meio da organização Christian Books Worldwide.

Hoje, aos 90 anos, Alan afirma olhar para a própria trajetória como uma demonstração de graça e perseverança: “Deus tem sido tão fiel. Ele me manteve entre o Seu povo e me deu tanto”, declarou, segundo o Evangelical Times.

O pastor também destacou a família como uma das maiores bênçãos de sua vida. Segundo ele, seus quatro filhos seguem a fé cristã e continuam envolvidos em atividades religiosas.

Mulher desfere socos em evangelista para impedir pregação

Uma mulher agrediu o evangelista John Thomas enquanto ele pregava o Evangelho nas ruas de Londres, na Inglaterra. O momento foi capturado em vídeo e compartilhado no Instagram por John no último sábado, 09 de maio.

Na gravação, John Thomas falava sobre a mensagem bíblica relacionada à liberdade em Jesus Cristo quando duas mulheres se aproximaram e passaram a hostilizá-lo.

“A liberdade só pode ser encontrada em Jesus Cristo. É o que a Bíblia diz. Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. E quem é a verdade? Jesus Cristo é a verdade”, declarou o evangelista durante a pregação.

Segundo as imagens divulgadas, uma das mulheres reclamou do volume da caixa de som utilizada pelo pregador e tentou retirar o microfone de sua mão.

“Por que está tão alto? Está alto demais. Pare de gritar”, afirmou a mulher.

Em seguida, ela se aproximou de outro cristão que gravava a pregação e derrubou os equipamentos utilizados na filmagem. Apesar da confusão, John Thomas continuou a mensagem.

“Arrependam-se e creiam nas Boas Novas, porque o Reino dos Céus está próximo. Deus te abençoe”, disse o evangelista.

O pregador também declarou: “Pois todo aquele que crê no nome do Senhor Jesus Cristo não perecerá, mas terá a vida eterna”.

Durante o episódio, uma das mulheres tentou pegar a caixa de som do evangelista, enquanto a outra atingiu o rosto dele com uma bolsa. Segundo o vídeo, elas deixaram o local pouco depois, e John continuou a evangelização.

Mais tarde, uma das mulheres retornou e pediu desculpas ao evangelista e ao cristão que o acompanhava: “Peço desculpas, vou pedir desculpas a você também”, afirmou ela.

Segundo John Thomas, o pedido de desculpas foi aceito pelos dois. Eles cumprimentaram a mulher e desejaram bênçãos a ela: “Elas quebraram nossas caixas de som, nos bateram e nos deram socos, mas a Bíblia diz para abençoar aqueles que nos perseguem. Jesus disse para perdoá-los porque eles não sabem o que estão fazendo”, declarou o evangelista após o ocorrido.

John Thomas também pediu orações e afirmou que continuará realizando pregações públicas. O evangelista já relatou outros episódios de hostilidade durante evangelizações no Reino Unido. No ano passado, ele e outros dois pregadores chegaram a ser detidos pela polícia em Brighton.

A pregação cristã em espaços públicos possui longa tradição no Reino Unido e é frequentemente associada à liberdade de expressão no país. Nos últimos anos, porém, pregadores de rua relataram casos de agressões, detenções e confrontos durante evangelizações em diferentes cidades inglesas.

Frei Gilson denuncia censura a cristãos: ‘Não posso pregar Bíblia’

O frei Frei Gilson afirmou durante um podcast católico que enfrenta limitações para abordar determinados temas bíblicos na televisão e na internet. Segundo ele, emissoras e canais podem sofrer processos judiciais ou punições em razão do conteúdo das pregações.

“Eu já não posso falar coisas na TV Canção Nova, porque senão a Canção Nova recebe processo. Então, ou seja, eu já não posso pregar a Bíblia”, declarou o religioso durante o Anima Podcast.

Frei Gilson também afirmou que canais no YouTube correm risco de punições ou remoção de conteúdo em razão de determinadas falas feitas durante transmissões ao vivo. Segundo ele, existe preocupação com possíveis restrições maiores nas plataformas digitais.

“Vamos ensinar mais Bíblia para o povo”, disse o sacerdote ao comentar a necessidade de ampliar o ensino bíblico entre cristãos.

As declarações voltaram à tona após sermões do religioso repercutirem nas redes sociais. Nos últimos dias, vídeos antigos de pregações passaram a circular novamente e provocaram debates sobre temas relacionados à família, política, sexualidade e comportamento.

A repercussão mais recente envolveu uma mensagem em que Frei Gilson comenta o papel da mulher dentro da família. Na gravação, ele afirma que “Deus deu ao homem a liderança” e associa o “empoderamento feminino” ao que definiu como “ideologia dos tempos atuais”.

As declarações geraram reações de figuras públicas como Soraya Thronicke, Rachel Sheherazade e Tabata Amaral. Soraya Thronicke criticou a fala e afirmou que líderes religiosos não deveriam utilizar a fé para defender ideias que, segundo ela, prejudicam avanços sociais.

Em outra pregação, Frei Gilson criticou o que chamou de “guerra dos sexos” e declarou que a mulher teria sido criada para “auxiliar o homem”, citando trechos do livro bíblico de Gênesis para sustentar sua interpretação.

O sacerdote também recebeu críticas após comentários sobre racismo e debates sociais. Em uma fala feita em 2024, ele afirmou que a sociedade vive uma “geração do mimimi” ao comentar situações relacionadas a preconceito racial.

Outras mensagens do religioso abordaram temas como aborto, relações homossexuais e métodos contraceptivos. Em uma das pregações, Frei Gilson defendeu que católicos sigam integralmente os ensinamentos da Igreja Católica, inclusive em assuntos ligados à sexualidade e planejamento familiar.