Amigos abrem telhados: a fé entre irmãos e o exemplo do paralítico

A experiência religiosa, em muitas tradições cristãs, não se restringe ao âmbito individual. Ela frequentemente se constrói e se fortalece na comunhão com o outro — na voz que insiste quando o fôlego já se foi, no olhar que persiste quando os caminhos parecem interrompidos, ou na presença silenciosa de quem permanece; Uma fé entre irmãos.

A passagem bíblica sobre o paralítico de Cafarnaum, levado por quatro amigos até Jesus, continua a oferecer, por sua força simbólica e prática, reflexões sobre amizade, responsabilidade afetiva e fé partilhada.

O episódio é narrado em três dos quatro evangelhos sinóticos (Mateus 9.1-8; Marcos 2.1-12; Lucas 5.17-26). A cena descreve o esforço de quatro homens para conduzir um amigo enfermo até Jesus. Impedidos pela multidão que lotava a casa, eles subiram ao telhado, abriram uma abertura e desceram a maca diante do Mestre. O versículo 5 do evangelho de Marcos registra: “E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados”.

O pastor Jailton Félix, da cidade de Rio Bonito (RJ), chama atenção para um detalhe teológico frequentemente negligenciado: o texto bíblico não destaca a fé do homem enfermo, mas sim a dos seus amigos. “Jesus não viu a fé do paralítico, Jesus viu a fé dos amigos”, afirma. Essa leitura, segundo ele, convida a uma reflexão sobre o tipo de relacionamentos que cultivamos.

“É muito importante que nós tenhamos o discernimento para nos cercar de amigos que tenham fé. Junte-se com pessoas que tenham fé, porque nos momentos de adversidade, nos momentos de dúvida, quando você mesmo estiver desmotivado e achar que não vai conseguir, eles sempre estarão do seu lado dizendo: ‘você vai vencer, nem que para isso eu tenha que te carregar e te levar por cima do telhado, mas você vai chegar lá’”, orienta o pastor.

Essa lógica da fé compartilhada não é uma novidade. A tradição cristã, ao longo dos séculos, tem valorizado a comunidade como espaço de amparo, correção e encorajamento mútuo. O apóstolo Paulo já instruía os cristãos da Galáxia com a seguinte recomendação: “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gálatas 6.2).

Curar como ato de reintegração

Para o pastor Leone Moura, de Novo Hamburgo (RS), o significado do milagre vivido pelo paralítico que vivenciou a fé entre irmãos, ultrapassa a dimensão da cura física.

Ele lembra o contexto cultural do período, no qual doenças eram associadas ao pecado pessoal ou hereditário. “A pessoa carregava não apenas a dor psicológica de não ter, às vezes, a visão ou não andar, ou ter alguma outra doença que afastava ela da sociedade, mas também tinha que conviver com o peso da sociedade que impunha sobre essa doença um pecado, ou dele ou dos seus antepassados”, explica.

Nesse sentido, ao curar o homem, Jesus também o restaurava social e espiritualmente. “Jesus, além de curá-lo, estava inserindo de novo essa pessoa à sociedade, como alguém transformado, renovado em todas as áreas de sua vida”, diz Leone. A fé entre irmãos, portanto, não apenas viabilizou uma cura física, mas foi instrumento de reintegração plena daquele homem à vida comunitária.

Ser o que o outro não consegue ser

O gesto de carregar alguém até Jesus é, para os pastores, um símbolo potente da missão cristã de cuidado mútuo. “Talvez eles não estejam paralíticos, mas falte ânimo a eles. Que nós sejamos esse ânimo e que nós possamos levá-los àquele que cura, não apenas as nossas doenças e enfermidades físicas, mas também àquele que vai além, que perdoa e apaga os nossos pecados e nos insere de novo na sociedade”, propõe o pastor Leone.

Na prática, isso significa agir quando o outro está sem forças. “Nós temos que ser, para as pessoas que precisam, o que eles não podem ser. Nós temos que fazer por eles o que eles não conseguem fazer. Nós temos que ir aonde eles não conseguem ir”, continua.

“Cerque-se de amigos que acreditam”, insiste o pastor Jailton. Em um mundo que frequentemente exalta a autonomia individual, a imagem desses quatro homens rompendo o telhado para garantir que alguém encontrasse esperança ganha renovada relevância.

A história do paralítico de Cafarnaum permanece viva porque expõe uma verdade elementar: ninguém caminha sozinho. E quando falta força, é a fé do outro que pode abrir telhados e reconstruir caminhos. Com: Comunhão.

Batismo de idoso de 94 anos emociona e reforça: “Nunca é tarde”

It’s never too late. This was two years ago. He will be 94 years old in July. Even though he grew up in church and kept attending here and there as an adult, God won! pic.twitter.com/4DNQLbXvHz

— Trump Girl (@TrumpGirlLove) April 4, 2026

Um vídeo que registra o batismo de um idoso, um homem de aproximadamente 94 anos, realizado em um rio, tem ganhado destaque nas plataformas digitais. As imagens, publicadas pela filha do idoso no TikTok, mostram o momento em que ele é conduzido às águas por quatro outros homens, também idosos, antes de ser submerso em uma cerimônia cristã.

De acordo com a legenda da publicação, o homem frequentou igrejas durante a infância e manteve vínculo esporádico na vida adulta, mas nunca havia passado pelo rito batismal. “Deus venceu”, escreveu a filha. “Nunca é tarde demais.” Ela também informou que o batismo ocorreu há dois anos e que o pai completará 94 anos em julho de 2026.

A cerimônia e a mensagem do ministro

No vídeo, o responsável pela celebração conduz o batismo com as palavras: “Há glória e alegria no céu por um só pecador que se arrepende”. Em seguida, ele batiza o idoso “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A cena, que mostra o homem sendo lentamente mergulhado na água, tem sido compartilhada como um testemunho de fé e perseverança.

Repercussão e comentários

A publicação acumula milhares de visualizações, mais de 40 mil curtidas e ultrapassa 1.600 comentários. Entre as reações, uma familiar escreveu: “Não querendo me gabar nem nada… mas aquele é o meu irmão… E, na verdade, eu estou me gabando, sim… Foi o meu Deus quem fez isso… A Ele, toda a glória.”

Outra internauta afirmou: “Uma visão verdadeiramente impressionante. Obrigado por compartilhar.” Uma terceira comentou: “Não existem ‘adultos em Cristo’. Somos todos CRIANÇAS! Nunca é tarde demais. Parabéns, senhor.”

Contexto religioso

No cristianismo, o batismo é considerado um dos sacramentos fundamentais, simbolizando a morte para o pecado e o nascimento para uma nova vida em Cristo. Para muitas denominações evangélicas, o rito é realizado por imersão em água, seguindo o exemplo narrado nos evangelhos sobre o batismo de Jesus por João Batista no rio Jordão.

O episódio do idoso tem sido interpretado por internautas como uma mensagem de esperança e de que a decisão de seguir a fé cristã pode ocorrer em qualquer fase da vida. “O Senhor está à espera e pronto para te aceitar no seu reino. Nunca é tarde demais”, escreveu uma pessoa. Outra completou: “Nunca é tarde para se batizar.”

Burnout espiritual: o custo do serviço religioso que leva à exaustão

Em diversas tradições religiosas, o ato de servir é compreendido como uma vocação sagrada. Pastores, missionários e outros líderes consagram suas vidas ao cuidado espiritual, ao ensino, à escuta, à realização de rituais e ao acompanhamento comunitário. No entanto, quando esse serviço deixa de ser expressão de fé e passa a consumir integralmente o corpo, a mente e a alma, instala-se um fenômeno conhecido como burnout espiritual.

Essa condição se trata de uma realidade crescente, embora ainda pouco reconhecida, entre líderes e servidores religiosos.

A exaustão nesse contexto não se limita ao aspecto físico ou emocional. Ela atinge a própria dimensão do sentido existencial. São pessoas que iniciam sua trajetória com zelo, entrega e convicção, mas acabam presas em um ciclo de exigência contínua, culpa por interromper o trabalho e sofrimento solitário.

Referências bíblicas ao descanso

O texto sagrado do cristianismo oferece exemplos que contrastam com essa dinâmica. Mesmo no auge de sua missão, Jesus retirava-se para descansar. De acordo com o evangelho de Lucas (5:15-16, NVI): “Contudo, as notícias a respeito dele se espalhavam ainda mais, de forma que multidões vinham para ouvi-lo e para serem curadas de suas doenças. Mas Jesus retirava-se para lugares solitários e orava.”

Da mesma forma, no relato da criação, Deus descansou no sétimo dia: “Tendo, pois, Deus terminado no sétimo dia a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito” (Gênesis 2:2, ARA).

Esses registros são interpretados por estudiosos como convites ao reconhecimento dos limites humanos referente ao burnout espiritual — inclusive para aqueles que ocupam posições de liderança espiritual.

Estruturas religiosas e exploração

Infelizmente, muitos líderes não encontram espaço para esse cuidado. Estão submetidos a estruturas religiosas que os exploram sob o discurso de missão. Não têm descanso, vínculos empregatícios formais ou segurança material. Muitos vivem de ofertas, favores ou caridade, enquanto figuras superiores da mesma instituição desfrutam de benefícios, blindagens e privilégios.

É comum que pastores e pastoras sejam impedidos de cuidar de suas famílias, criticados por necessitarem de tempo para si ou envergonhados por buscar ajuda psicológica. As mulheres líderes enfrentam dupla pressão: cuidar da igreja e da casa, como se qualquer cuidado pessoal fosse interpretado como desvio de propósito.

O que começa como vocação transforma-se, em muitos casos, em cárcere emocional e espiritual, resultando em burnout espiritual. Esses líderes são convencidos de que o sofrimento é prova de fé e que a abnegação constante é sinônimo de fidelidade. Discursos religiosos que utilizam técnicas de convencimento — como programação neurolinguística (PNL) ou coaching —, aliados à descontextualização de trechos sagrados, geram medo, culpa e obediência acrítica.

O apóstolo Paulo, na segunda carta a Timóteo (4:3-4, NVI), já alertava: “Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina. Pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, ajuntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.” E no evangelho de João (8:32, ARA), está escrito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Nessa lógica adoecedora, o descanso torna-se pecado, a dúvida vira rebeldia e o cansaço é interpretado como fraqueza espiritual.

Necessidade de uma nova ética institucional

A abundância prometida em passagens como João 10:10 (“Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”) não se restringe ao aspecto material. Inclui tempo com a família, saúde mental e paz interior. O cuidado espiritual, portanto, precisa vir acompanhado de justiça, dignidade e humanidade.

Falar sobre burnout espiritual é abrir espaço para uma nova ética dentro das instituições religiosas — uma ética que reconheça que amar a Deus não pode significar morrer de exaustão para servi-Lo. Uma ética que afirme, com clareza e compaixão: você também precisa ser cuidado. Com: Comunhão.

Atrás nas pesquisas, Lula diz ‘não decidi se serei candidato'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ainda não decidiu se será candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista ao site ICL Notícias, concedida nesta quarta-feira, 08 de abril.

Ao comentar o cenário do atual mandato, ele disse que a definição dependerá da apresentação de um novo plano de governo: “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para esse país”, afirmou.

Durante a entrevista, Lula mencionou ações realizadas pelo governo, mas avaliou que os resultados ainda não foram suficientes. “Tá tudo ruim ainda”, declarou, segundo a Veja.

Questionado sobre a possibilidade de ser considerado pré-candidato, ele disse que há intenção de disputar, mas ressaltou a necessidade de articulação política. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato, porque vai ter a convenção. Eu vou propor ao PT a necessidade de reconstruir uma aliança política forte para fazer com que os fascistas não voltem a governar esse país”, afirmou.

A maioria das pesquisas de intenção de voto apontam para um cenário em que o atual mandatário perde para seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno.

O jornalista Rodrigo Constantino comentou o tema em publicação nas redes sociais. “Estou falando tem um tempo: o molusco vai acabar desistindo quando perceber que a vitória será do Flavio. Não quer ter como seu último ato político uma derrota, ainda mais para um Bolsonaro”, escreveu.

Estou falando tem um tempo: o molusco vai acabar desistindo quando perceber que a vitória será do Flavio. Não quer ter como seu último ato político uma derrota, ainda mais para um Bolsonaro… https://t.co/gHlk4frRli

— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) April 8, 2026

Emenda de senador para a Lagoinha é irregular, considera CGU

A Controladoria-Geral da União identificou irregularidades na destinação de uma emenda parlamentar indicada pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Lagoinha.

O órgão apontou que a escolha da entidade não seguiu os procedimentos legais exigidos, como a realização de chamamento público.

A análise foi realizada em 2022, no contexto do envio de emendas à Prefeitura de Belo Horizonte. O relatório indica que R$ 700 mil foram destinados à fundação sem definição clara do objeto e que o valor não chegou a ser liberado devido à situação fiscal irregular da entidade à época.

Segundo a Controladoria, a Fundação Oásis apresentou pendências fiscais entre junho de 2020 e abril de 2021, o que atrasou a formalização da parceria para recebimento dos recursos. Mesmo com essas irregularidades, o valor permaneceu aplicado em conta de investimento durante o período de regularização.

A emenda total indicada por Carlos Viana somava R$ 1,5 milhão. Desse montante, R$ 700 mil estavam previstos para a fundação e R$ 800 mil para uma obra de engenharia. Ambos os valores ficaram retidos. A CGU observou que o parlamentar poderia ter destinado os recursos a outro município com maior necessidade.

O relatório também aponta ausência de justificativa detalhada para a escolha da Fundação Oásis como beneficiária. A entidade está cadastrada no Sistema Único de Assistência Social como organização de acolhimento a crianças, adolescentes, idosos e mulheres em situação de violência.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a indicação da fundação partiu do próprio senador. A CGU considerou a escolha irregular por não ter sido precedida de seleção pública, conforme previsto na legislação que rege parcerias com organizações sociais.

A assessoria de Carlos Viana afirmou que os ofícios de indicação de emendas têm caráter indicativo e não dispensam o cumprimento das exigências legais por parte dos municípios. A Controladoria apontou que a demora na execução pode ter relação com a definição prévia da entidade e do objeto pelo parlamentar, além da necessidade de regularização fiscal e da ausência de normas mais claras sobre o uso de emendas especiais.

Posteriormente, a assessoria informou que os recursos foram remanejados para a construção de uma quadra poliesportiva no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte, após a prefeitura comunicar que a fundação não tinha condições de receber a verba.

A Prefeitura confirmou a tentativa de direcionamento à fundação, mas afirmou que a operação não foi viável. Em nota, a Fundação Oásis declarou que atua nas áreas de assistência social e educação, conforme a legislação vigente, e informou que não foi notificada nem tem conhecimento do teor da manifestação da CGU, de acordo com a Folha de S. Paulo.

O senador também é citado em apurações no Supremo Tribunal Federal relacionadas ao envio de outros R$ 3,6 milhões em emendas destinadas à Igreja Lagoinha, no contexto de investigações envolvendo o Banco Master. O caso inclui o empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, e Fabiano Zettel, seu cunhado e pastor afastado da igreja. A Polícia Federal investiga se Zettel teria atuado como operador financeiro, realizando pagamentos em nome de Vorcaro.

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula na pesquisa Meio/Ideia

O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aparece com 45,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que registra 45,5%, segundo pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada na quarta-feira, 08 de abril. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.

Em outro cenário, Lula tem 45% das intenções de voto contra 39% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD. Nesse caso, 16% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou indecisão.

Na simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, Lula aparece com 44,7%, enquanto Zema registra 38,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 16,6%.

Em disputa com Renan Santos, do partido Missão e coordenador do Movimento Brasil Livre, Lula tem 45% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 26,4%. Nesse cenário, 28,6% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou indecisão.

Contra o ex-ministro Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, Lula registra 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 31,4%.

O jornalista Rodrigo Constantino comentou os resultados em uma publicação nas redes sociais. “Muito apertado ainda, vai ser no photochart. Precisamos de todo apoio possível. Cada voto importa!”, escreveu no X.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 03 e 07 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026.

Deputada católica cotada para vice de Flávio é elogiada

A deputada federal Simone Marquetto, do PP de São Paulo, reuniu-se na terça-feira, 07 de abril, com o senador Flávio Bolsonaro, também de São Paulo, em um encontro realizado na capital paulista. O nome da parlamentar é considerado para compor como vice em uma eventual candidatura presidencial.

O presidente do PP em São Paulo, Maurício Neves, afirmou que a deputada reúne características que podem favorecer a composição da chapa. “A deputada Simone reúne várias qualidades para compor a chapa”, declarou à coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Ele destacou que ela é mulher, possui influência entre católicos e tem base eleitoral em São Paulo, estado considerado estratégico na eleição.

Simone Marquetto era filiada ao MDB e recentemente se transferiu para o PP. Dentro do partido, também é mencionado o nome da senadora Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul. Integrantes da legenda avaliam, no entanto, que a escolha poderia ter impacto limitado na ampliação da base eleitoral, já que o eleitorado ligado ao agronegócio tende a apoiar Flávio Bolsonaro.

O deputado estadual Gil Diniz, do PL de São Paulo, comentou a possibilidade de Marquetto integrar a chapa. “Ver o senador Flávio Bolsonaro ao lado da deputada Simone Marquetto é um sinal poderoso. Conheço o trabalho da Simone, sua trajetória como prefeita de Itapetininga e sua atuação firme na defesa da fé e dos valores cristãos”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Na mesma mensagem, ele acrescentou: “Se essa união se concretizar e ela se tornar vice na pré-candidatura de Flávio, será mais do que uma chapa, será um símbolo da união entre católicos e evangélicos em defesa do Brasil”.

A definição sobre o nome para a vice-presidência ainda não foi tomada. Aliados do senador também defendem a possibilidade de indicação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, para compor a chapa.

Onde o Irã é mencionado na Bíblia? Confira o contexto bíblico

O Irã, frequentemente citado no noticiário internacional, não é mencionado diretamente na Bíblia, mas os povos e impérios que ocuparam seu território aparecem em diversos relatos bíblicos ao longo do Antigo e do Novo Testamento.

O país atual reúne diferentes grupos étnicos e linguísticos, tendo o persa, ou farsi, como idioma principal. O nome “Irã” deriva do termo “ariano”, com o significado de “terra dos arianos”. Já “Pérsia” vem de “Parsa”, região no sudoeste onde se formou o antigo Império Persa. Esse nome foi adotado por estrangeiros e permaneceu em uso no Ocidente por séculos, até a adoção oficial de “Irã” em 1935. A região foi governada por sucessivos xás por mais de dois mil anos, até a Revolução Islâmica de 1979.

Na tradição bíblica, povos associados ao território iraniano são ligados a descendentes de Noé. Os medos, considerados descendentes de Madai, filho de Jafé, são citados em livros como 2 Reis, Isaías e Daniel. A região da Média corresponde ao atual noroeste do Irã. Já os elamitas, descendentes de Elam, filho de Sem, ocuparam áreas ao leste do rio Tigre e fundaram cidades como Susã, mencionada diversas vezes nas Escrituras.

Relatos bíblicos indicam que judeus foram levados para regiões que hoje fazem parte do Irã após deportações promovidas por impérios da Antiguidade. No século VIII a.C., o rei da Assíria transferiu populações israelitas para cidades dos medos. Mais tarde, no século VI a.C., durante o domínio babilônico, habitantes de Judá foram levados para o exílio em diversas partes do império, incluindo Elam.

O livro de Daniel descreve acontecimentos em Susã durante o período babilônico. Em 539 a.C., o rei Ciro, da Pérsia, conquistou a Babilônia e formou o Império Medo-Persa. Segundo os relatos bíblicos, ele autorizou o retorno de judeus à sua terra natal por volta de 538 a.C., permitindo a reconstrução do Templo em Jerusalém.

Seus sucessores também aparecem na narrativa bíblica. Dario autorizou a continuidade das obras do Templo, concluídas por volta de 516 a.C. Já o reinado de Xerxes, identificado como Assuero, é o cenário do livro de Ester, que relata a preservação do povo judeu na Pérsia. Posteriormente, Artaxerxes autorizou Esdras e Neemias a retornarem a Jerusalém e reorganizarem a vida religiosa e administrativa da cidade.

Após esse período, o Império Persa foi derrotado por Alexandre, o Grande, e a região passou por sucessivas mudanças de domínio, incluindo o controle dos selêucidas e dos partos.

No Novo Testamento, povos associados à região voltam a ser mencionados. O evangelho de Mateus cita os magos que visitaram Jesus, cuja origem é incerta, mas que, segundo algumas interpretações, poderiam ter vindo da Pérsia. No livro de Atos, o relato do Pentecostes menciona a presença de partos, medos e elamitas em Jerusalém, indicando a existência de comunidades judaicas dispersas nessas regiões.

Com o avanço do cristianismo, tradições antigas afirmam que missionários chegaram à Pérsia nos primeiros séculos. Registros históricos apontam que comunidades cristãs se estabeleceram na região, permanecendo ao longo dos séculos como minorias religiosas.

No século VII, a conquista islâmica consolidou o islamismo como religião predominante no território, especialmente em sua vertente xiita. Apesar disso, comunidades judaicas, cristãs e zoroastristas continuaram presentes no país, conforme informações do portal The Christian Post.

O Irã também abriga locais associados a personagens bíblicos. Há registros de túmulos atribuídos a figuras como Daniel, em Susa, e Ester e Mordecai, em Hamadã, visitados por peregrinos de diferentes tradições religiosas.

Ao longo da história, o território iraniano manteve vínculos com episódios e personagens descritos na Bíblia. Comunidades judaicas e cristãs permaneceram na região desde períodos antigos, mesmo diante de mudanças políticas e religiosas.

Igreja doa US$ 1 milhão a famílias endividadas para evitar despejo

A Igreja Batista da Rua Alfred, em Alexandria, no estado da Virgínia (EUA), doou mais de US$ 1 milhão para quitar dívidas de mais de 300 famílias que vivem em habitações populares na região.

A quantia foi arrecadada por meio da iniciativa anual SEEK, que envolve membros da congregação em um período de jejum e oração realizado no início do ano. A ação integra um esforço maior voltado ao apoio social na comunidade local.

No domingo de Páscoa, o reverendo Howard-John Wesley afirmou à congregação: “Oramos para que o Senhor não apenas mude nossas vidas”, mas que “Deus também mude nossa terra”.

Durante o mesmo culto, ele apresentou a Iniciativa Recomeço, voltada a auxiliar moradores de habitações públicas em risco de despejo. Segundo o líder religioso, a igreja decidiu participar do programa para ajudar famílias que enfrentam dificuldades financeiras em Alexandria.

“É com grande alegria que compartilho com vocês que, após realizar as auditorias, analisar os registros contábeis, conversar com todas as famílias e verificar as dívidas, quero informar que, com a oferta do programa SEEK, vocês ajudaram a impedir o despejo de 338 famílias, ao custo de US$ 1.049.000”, declarou.

Em seguida, Wesley acrescentou: “Eu só queria que alguém agradecesse a Deus por uma igreja batista negra que doou um milhão de dólares para garantir que as pessoas não perdessem suas casas. Glória a Deus; glória a Deus”.

No mês anterior, a prefeita de Alexandria, Alyia Gaskins, destacou a iniciativa da igreja após relatório da Autoridade de Reurbanização e Habitação de Alexandria apontar perda de cerca de US$ 1 milhão em aluguéis não pagos em unidades de habitação pública. O levantamento atribuiu o cenário a fatores como o aumento do custo de vida e dificuldades no mercado de trabalho local.

“Trata-se de algo mais do que simplesmente liquidar dívidas — trata-se de criar caminhos para a estabilidade”, afirmou Gaskins em comunicado. “A acessibilidade à habitação continua sendo um dos desafios mais urgentes que nossa cidade enfrenta”.

Ela também destacou a atuação conjunta com organizações religiosas. “Por meio do Conselho Inter-religioso, estamos aproveitando a liderança moral e a generosidade de nossa comunidade religiosa para evitar o deslocamento, ao mesmo tempo que investimos em educação financeira e segurança econômica a longo prazo”, disse, segundo o The Christian Post.

Fundada em 1803, a Igreja Batista da Rua Alfred reúne cerca de 10 mil membros e realiza doações frequentes para causas sociais. Em 2025, a instituição destinou US$ 132.469 para quitar dívidas estudantis de 11 formados da Universidade de Santo Agostinho, na Carolina do Sul.