'Mapeando o Diabo': pastor ensina a verdade da batalha espiritual

Após mais de duas décadas ministrando sobre batalha espiritual em igrejas e instituições teológicas, o pastor Eduardo Reis lançou o livro “Mapeando o Diabo” (Editora Vida), com o objetivo de corrigir distorções comuns no ensino cristão sobre o tema.

Em entrevista ao portal Guiame, ele afirmou que a obra busca oferecer uma visão “bíblica, responsável e livre de misticismos”, diante de relatos de fiéis adoecidos espiritualmente por ensinamentos desequilibrados.

“Vi pessoas sendo paralisadas por medo de demônios em cada esquina ou atribuindo a Satanás responsabilidades que são humanas. Decidi escrever este livro para combater a confusão e apontar o caminho das Escrituras”, declarou Reis, que pastoreou uma igreja por quatro anos antes de se dedicar ao projeto.

Estrutura da obra

O livro traça um panorama histórico e bíblico da atuação do diabo, desde o Jardim do Éden até os dias atuais, e dedica um capítulo a responder perguntas frequentes, como “Devo ter medo do diabo?” e “Como discernir influências espirituais?”.

Para evitar generalizações, Reis baseou-se em teólogos como Merrill F. Unger (referência em demonologia), Norman Geisler (teologia sistemática) e George Eldon Ladd (escatologia).

“O inimigo age de forma sutil, por meio de pensamentos e sentimentos que se tornam fortalezas mentais contra a verdade de Deus”, explicou. “Identificamos sua influência observando os frutos: se há medo, orgulho ou descontrole, é sinal de que a velha natureza, estimulada pelo mundo, está ativa.”

Antídoto

Reis destacou Gálatas 5 — que lista amor, alegria, paz e domínio próprio como frutos do Espírito — como chave para o discernimento. “O Espírito conduz à paz; o inimigo, a dúvidas paralisantes ou orgulho disfarçado de autoconfiança. A vigilância nasce de uma mente renovada pela Palavra”, afirmou.

O pastor, reconhecido pelo ensino correto da batalha espiritual, também enfatizou que a vitória sobre o mal já foi conquistada por Cristo na cruz, citando Lucas 10:19: “Jesus nos deu autoridade sobre todo poder do inimigo”. “O medo é fruto da ignorância bíblica. Não lutamos para vencer, mas para permanecer na vitória que é nossa em Cristo”, declarou.

Questionado sobre práticas como “revisar genealogias em busca de maldições” ou “expulsar demônios de objetos”, Reis foi categórico: “Espiritualizar o que já é espiritual leva a exageros. A proteção começa com oração fundamentada na Palavra, não em rituais”. Ele aconselhou os fiéis a priorizarem o estudo das Escrituras e a “sobriedade” na vida devocional.

A obra já está disponível nas principais livrarias do país e em plataformas online. Segundo a Editora Vida, a primeira tiragem de 5 mil cópias esgotou em uma semana, com demanda concentrada em líderes religiosos e estudantes de teologia.

Pescador à deriva no Oceano por 95 dias faz oração e é resgatado

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Máximo Napa Castro, de 61 anos, pescador peruano, sobreviveu após permanecer 95 dias à deriva no Oceano Pacífico. Ele saiu do porto de San Juan de Marcona, no Peru, em 7 de dezembro, em um pequeno barco de pesca. Pouco após o início da viagem, o motor da embarcação apresentou falhas e parou de funcionar.

Cerca de uma semana depois, o rádio via satélite que levava a bordo também quebrou, deixando-o sem comunicação. Sem alternativas, o pescador foi levado pelas correntes para mar aberto, afastando-se gradualmente da costa.

Durante o período em que permaneceu isolado, Castro passou datas marcantes sozinho, como o Natal, o Ano Novo e seu aniversário. Neste último, cantou parabéns para si mesmo e consumiu um biscoito salgado, acreditando que seria sua última refeição. Os suprimentos a bordo — dez latas de atum, oito quilos de arroz e três quilos de macarrão — já haviam se esgotado.

Estratégias de sobrevivência

Com o passar dos dias, Máximo recorreu à água da chuva para se manter hidratado. Ele também encontrou 35 baratas na embarcação, que armazenou em um pote e consumiu aos poucos, removendo pernas e antenas. Para suportar a fome, usava a imaginação: “Hoje você vai comer frango grelhado. Aproveite”, dizia a si mesmo antes de comer os insetos.

Em estado de desnutrição e desidratação, o pescador entrou em desespero e recorreu à oração. “Eu clamei a Deus: ‘Por que você está fazendo isso comigo? Ok, eu sou um ser humano com falhas. Eu fui um mulherengo e zombei das mulheres. Mas eu nunca fui ruim. Toda a minha vida, ajudei as pessoas’”, declarou em entrevista ao jornal El País.

Segundo relatou, chegou a pensar em tirar a própria vida. “Eu admito: orei para que meu barco virasse. Eu até peguei uma faca três vezes. Mas então me arrependi e continuei lutando”, lembrou.

Esforços da família

Enquanto isso, em terra firme, familiares de Castro buscaram ajuda das autoridades. Sua filha, Inés, viajou diariamente à capital Lima para pedir à Direção Geral de Capitanias e Guardas Costeiras que iniciasse uma operação de busca, mas não obteve retorno. Sua mãe, Elena Castro, também organizou um protesto em frente à prefeitura do distrito de San Andrés, exigindo a solicitação de um helicóptero da Força Aérea Peruana. Segundo a família, não houve resposta das autoridades.

Em 16 de fevereiro, data do aniversário de Máximo, parentes católicos se reuniram para orar por seu resgate. “Se ele cometeu um erro, o perdoe. Mas guie seu caminho, Senhor. Se ele não te conhece, faça com que ele te conheça. Faça sua vontade”, orou uma de suas irmãs durante o encontro.

No mesmo período, a família organizou uma corrente de oração, pedindo um milagre.

Resgate e visão sobrenatural

Segundo o relato de Máximo, no dia anterior ao resgate, ele voltou a orar. “Eu já estava morrendo e lutando com Deus. Eu disse a Ele: ‘Não quero mais discutir com você, porque sei que você vai me enviar um helicóptero ou um avião’”, afirmou.

No dia 11 de março, um barco de pesca equatoriano localizou a embarcação à deriva a mais de 500 milhas náuticas da costa do Peru, em águas internacionais. Um helicóptero foi acionado e realizou o resgate.

Castro relatou que, momentos antes de ser socorrido, conseguiu capturar uma tartaruga. “Às cinco da tarde, uma tartaruga se prendeu ao barco e, com todas as minhas forças, a virei, cortei sua veia jugular e bebi seu sangue. Uma hora depois, o helicóptero apareceu”, relatou.

Durante o transporte ao hospital, onde recebeu os primeiros cuidados médicos, disse ter tido uma experiência que interpretou como sobrenatural. “Ao olhar para quem estava junto com o piloto, vi Jesus. Eu o vi claramente. Eu me desesperei e comecei a gritar: ‘Você conseguiu, você conseguiu’”, disse.

Recuperação e planos futuros

Após perder 20 quilos durante o período à deriva, Máximo passa por um processo de recuperação. Ele manifestou o desejo de visitar os filhos mais novos e uma neta que vivem no estado de Santa Catarina, no Brasil, a quem não vê há 17 anos.

“Eu me sinto envergonhado. Eu não tenho um único centavo. Espero receber ajuda para realizar meu desejo de conhecer minha neta Thaína. Não quero mais adiar as coisas, porque a vida é agora”, afirmou.

Ao final do depoimento, acrescentou: “Agora quero me render à Palavra do Senhor”.

Vídeo: Sofia Liberato, filha de Gugu, é batizada nas águas

Sofia Liberato, filha do apresentador Gugu Liberato, foi batizada neste sábado, 24 de maio, em cerimônia conduzida pelo pastor Lécio Dornas, líder da Primeira Igreja Batista Brasileira de Orlando, na Flórida. O batismo foi registrado em fotos e vídeos publicados nas redes sociais da jovem, que afirmou ter tomado a decisão como parte de sua caminhada de fé.

“Há algum tempo venho caminhando ao lado de Deus, mas hoje tomei a decisão de oficializar essa entrega através do batismo nas águas”, escreveu Sofia na legenda da postagem. “O batismo simboliza o renascimento — morrer para o velho e nascer para uma nova vida com Cristo. É um ato de fé, obediência e amor. A partir de hoje, sigo ainda mais firme nessa jornada, com o coração cheio de gratidão”, concluiu, citando uma passagem da segunda carta de Paulo aos Coríntios.

A cerimônia foi conduzida pelo mesmo pastor que, anteriormente, também batizou os irmãos de Sofia — João Augusto e Marina — e a mãe, Rose Miriam Di Matteo. Nas redes sociais, a família celebrou a ocasião com mensagens de gratidão e apoio.

“Deus, não consigo encontrar palavras para te agradecer por esse momento tão precioso na vida da minha filha Sofia! Santo, Santo, Santo é o Senhor!”, declarou Rose Miriam. A irmã Marina também reagiu à decisão: “A melhor decisão que você tomou”.

O pastor Lécio Dornas já havia batizado João Augusto Liberato em 27 de julho de 2024. Na época, publicou: “Muita alegria em batizar o querido João Augusto Liberato. Uma bênção ver uma vida dedicando sua juventude ao Senhor. Deus o abençoe João Augusto!”.

Meses depois, em setembro de 2024, Dornas participou do podcast PodCrê, onde comentou sobre o acompanhamento espiritual de Rose Miriam e dos filhos. Na entrevista, relatou o envolvimento da família com a fé cristã e o processo de discipulado iniciado após a morte de Gugu Liberato, em novembro de 2019.

A família reside nos Estados Unidos desde antes do falecimento do apresentador e tem compartilhado publicamente momentos relacionados à fé e à vida espiritual.

Sofia, filha de Gugu Liberato, é batizada nas águas e cita carta do apóstolo Paulo
Legenda da publicação de Sofia Liberato no Instagram

Show do trapper Victin tem pregação e jovens se entregam a Jesus

Um show do trapper cristão Victin reuniu 1.200 pessoas, principalmente jovens, na Igreja Semear de Campos dos Goytacazes (RJ) na quinta-feira (9/5), como parte da turnê “Jesus Invadiu a Tour”.

Segundo a organização do evento, 75 adolescentes e jovens que estavam afastados da fé cristã decidiram “reconciliar-se com Jesus” durante o encontro, que misturou música, pregação e momentos de oração.

Em seu discurso, Victin, de 26 anos, enfatizou a centralidade de Cristo: “Isso aqui não é uma religião, é um estilo de vida. Não tenho nada para te oferecer, a não ser Jesus, porque somente Ele já é suficiente. Se você quer cura ou salvação, está nEle”.

Ao final, o artista liderou uma oração coletiva pelo Brasil, declarando: “O país não é só terra do futebol e do carnaval. É terra de avivamento”.

Da UTI ao palco

Em entrevista anterior ao portal Guiame, Victin detalhou como um acidente aos 11 anos o levou à fé. Em 2009, durante um jogo de futebol na escola, sofreu um traumatismo craniano que o deixou dois meses internado em São José dos Campos (SP).

“Médicos não acreditavam na minha recuperação. Na UTI, membros da Assembleia de Deus me deram uma Bíblia e falaram que Jesus podia me curar. Aceitei Ele por não ter outra opção”, relatou.

Após exames mostrarem o desaparecimento de um coágulo e um tumor cerebral, sem explicação médica, Victin afirmou que o neurocirurgião respondeu: “A medicina não consegue explicar isso”. Sua mãe, presente, atribuiu a cura a uma intervenção divina.

Apesar do milagre, o artista admitiu ter se afastado da fé na adolescência, retornando em 2018. “Foi quando entendi que minha missão era usar a música para evangelizar”, disse. Em 2019, ganhou notoriedade com um vídeo poético que viralizou nas redes, acumulando 15 milhões de visualizações.

Impacto

A turnê já passou por 12 estados e registrou mais de 500 decisões por Cristo, segundo dados da equipe do artista. No Instagram, Victin descreveu o evento em Campos como um marco: “A presença de Jesus invadiu este lugar. Histórias reescritas, corações restaurados. Toda glória a Ele!”.

A Igreja Semear, que organizou o evento, informou que os jovens que decidiram seguir a fé cristã receberão acompanhamento pastoral.  Fontes: Igreja Semear, Guiame, perfil oficial de Victin no Instagram

Diagnosticado com morte cerebral, Pedro Severino reage à oração

Pedro Severino, jovem jogador de futebol de 19 anos, chamou atenção ao aparecer na janela do Hospital Regional de Ribeirão Preto na quarta-feira (21/05), acenando para uma multidão que orava por sua recuperação.

O atleta, que sofreu um acidente grave em março e chegou a ser diagnosticado com morte cerebral, está internado há dois meses e apresenta progressos significativos, segundo atualização médica divulgada nesta quinta-feira (22/05).

O acidente ocorreu em 4 de março, na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Americana (SP), quando o veículo em que Severino viajava colidiu com um caminhão. O motorista, amigo do jogador, admitiu à Polícia Civil que “dormiu ao volante”.

Severino, que estava no banco do passageiro, sofreu traumatismo craniano grave e foi levado ao Hospital de Americana. Na ocasião, médicos iniciaram um protocolo para confirmar morte cerebral, interrompido após o jogador apresentar reflexo de tosse durante a retirada da sedação.

“Ele está a cada dia melhor. Conseguiu, sim, andar com auxílio. Não anda ainda e foi até a janela pra poder ver a oração”, relatou Lucas Severino, pai do atleta, em entrevista ao g1.

Transferido para Ribeirão Preto em abril, Pedro passou por duas cirurgias e deixou a UTI no fim de março. Desde segunda-feira (17/05), ocupa um leito na enfermaria, respirando sem auxílio de aparelhos, mas ainda sob monitoramento neurológico.

Reação 

Desde o acidente, grupos de cristãos organizam vigílias diárias em frente ao hospital. Nas redes sociais, hashtags como #MilagreParaPedro viralizaram, com relatos de fiéis atribuindo a melhora do jogador a “intervenção divina”. A família, no entanto, aguarda orientações médicas sobre a continuidade do tratamento.

Revelado nas categorias de base do Botafogo-SP em 2022, Severino disputou a Copinha de 2025 e estreou no time profissional em jogo contra o Água Santa pelo Campeonato Paulista. Em 2024, foi emprestado ao Red Bull Bragantino, clube que buscava integrá-lo ao elenco principal.

O acidente aconteceu quando ele e o amigo Pedro Castro, também do Botafogo-SP, seguiam para Atibaia (SP) para assinar contrato com o Bragantino. Castro teve ferimentos leves e recebeu alta horas após a colisão.

Situação atual

O boletim médico mais recente classifica o quadro de Severino como “estável, porém com sequelas neurológicas que exigem reabilitação prolongada”. A expectativa é que, nas próximas semanas, ele seja transferido para um centro de reabilitação especializado.

Enquanto isso, o Botafogo-SP emitiu nota destacando “resiliência” do atleta e prometeu apoio à família. Torcedores e colegas de profissão seguem compartilhando mensagens de incentivo, com vídeos das vigílias acumulando mais de 2 milhões de visualizações nas redes.

‘Situação é terrível para cristãos em Gaza’, diz palestino evangélico

O cristão evangélico palestino Khalil Sayegh, nascido e criado na Faixa de Gaza, compartilhou em 21 de maio suas experiências e reflexões sobre os efeitos da guerra entre Israel e Hamas no podcast Inside the Epicenter, apresentado por Joel Rosenberg, editor-chefe dos sites All Arab News e All Israel News.

No episódio, Sayegh detalhou as perdas de familiares, o deslocamento forçado de sua comunidade e os dilemas morais enfrentados pelos cristãos da região.

“Estamos falando de menos de 600 cristãos restantes em Gaza. Antes, eram 1.500. Aqueles que conseguiram sair já partiram, em maio”, afirmou Sayegh, atualmente residente nos Estados Unidos.

A ofensiva iniciada em 07 de outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque contra Israel, teve impacto direto sobre sua família. No dia seguinte ao início do conflito, a casa da família Sayegh foi atingida por bombardeios. Eles buscaram refúgio em uma igreja, considerada um dos últimos locais seguros para cristãos na região.

“Perdi tantas pessoas nesta guerra”, relatou. “Colegas de classe, amigos — muçulmanos e cristãos — e familiares. Quando o bombardeio da igreja aconteceu em 23 de outubro, perdi primos, a maioria bebês. […] Então, após o ataque de um atirador à igreja católica em Gaza, meu pai faleceu. […] E minha irmã mais nova, Lara, que tinha acabado de completar 18 anos, morreu enquanto evacuava a pé para o Egito. Ela simplesmente desmaiou. Não sabemos o que aconteceu”.

Sayegh destacou que desde o início da crise previa o agravamento da situação. “Eu entendia como os israelenses pensam. Eu entendia o que o Hamas poderia ter feito. Eu sabia que seria um inferno em Gaza. Dormi aterrorizado naquela noite”.

Para ele, a guerra foi resultado de equívocos estratégicos tanto por parte do Hamas quanto de Israel. “Pessoalmente, acredito que dois cenários, os mais prováveis, aconteceram. Um, que [Yahya] Sinwar estava embriagado de poder e pensou que poderia obter reféns e forçar Israel a um acordo. O segundo, que Irã, Hezbollah e Síria lançariam um ataque conjunto, pegando Israel desprevenido enquanto os EUA estavam distraídos na Ucrânia. Ambos foram erros de cálculo completos”.

Em sua análise, Sayegh também apontou falhas na política israelense: “Israel se acostumou com a ideia de que o Hamas poderia ser administrado. Havia uma sensação de que, se simplesmente dessem dinheiro ao Hamas — dinheiro do Catar chegando em malas —, Gaza ficaria quieta. Netanyahu acreditava que o Hamas era um trunfo para impedir a formação de um Estado palestino”.

Joel Rosenberg acrescentou: “O governo israelense via o Hamas como uma tensão a ser administrada”, destacando a ausência, até então, de apoio interno para uma grande operação militar terrestre em Gaza.

Ao analisar o cenário atual, Sayegh identificou uma mudança inédita entre os palestinos. Segundo ele, uma nova pesquisa indica que 48% dos habitantes de Gaza apoiam os protestos contra o Hamas: “Até mesmo esse número provavelmente é maior”, disse. “Dezenas de milhares marcharam em Beit Lahia com slogans dizendo: ‘Nós somos a resistência’. Isso é inédito. Na cultura palestina, a resistência é sagrada. Mas agora as pessoas estão dizendo: se isso custar nossos filhos, somos contra”.

Para Sayegh, os protestos são também uma expressão de exaustão diante da guerra. Ao tratar do futuro da região, ele defendeu o fim do controle do Hamas e uma transição liderada pela Autoridade Palestina, com apoio de países árabes como Egito e Arábia Saudita. “O Hamas deve ser desmantelado e o policiamento deve ser feito com apoio árabe”.

Questionado sobre a viabilidade dessa proposta, Sayegh afirmou: “Sim, mas duas condições devem ser cumpridas. Primeiramente, a Autoridade Palestina deve convidá-los. Eles são vistos como o governo legítimo. Segundamente, Israel deve se comprometer com um plano político — algo como a Iniciativa de Paz Árabe liderada pela Arábia Saudita”.

Apesar das perdas, Sayegh afirmou manter viva a esperança. “Não se trata de otimismo ingênuo, mas de uma esperança forjada na dor e na fé”, concluiu, segundo informações do The Christian Post.

Secretário de Defesa dos EUA criticado por orar ‘ao Rei Jesus’

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, conduziu uma oração ao Rei Jesus durante um evento voluntário realizado no Pentágono, em Arlington, Virgínia, na quarta-feira, 22 de maio.

A cerimônia, intitulada Culto de Oração e Adoração Cristã do Secretário de Defesa, teve duração de 30 minutos e pode, segundo Hegseth, tornar-se uma prática mensal. Antes de ocupar o cargo, uma senadora de esquerda tentou impedir que ele fosse nomeado.

Durante a oração, Hegseth se dirigiu a Jesus como “Rei” e pediu orientação divina para os assuntos pessoais e nacionais. “Rei Jesus, viemos humildemente diante de ti, buscando tua face, buscando tua graça, em humilde obediência à tua lei e à tua palavra”, afirmou.

Em seguida, acrescentou: “Senhor Deus, pedimos sabedoria para ver o que é certo e, em cada dia, em cada circunstância, a coragem de fazer o que é certo em obediência à Tua vontade. É em nome de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, que oramos. E todo o povo de Deus diga amém”.

Alguns dos presentes responderam com “Amém”. O evento foi divulgado pela imprensa norte-americana, incluindo o The New York Times, que noticiou a atividade e suas implicações legais e institucionais.

Críticos apontaram que a oração realizada por Hegseth pode ferir a Cláusula de Estabelecimento da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe o endosso estatal a uma religião específica. A tenente-coronel aposentada da Força Aérea Rachel VanLandingham, professora de direito na Southwestern Law School e ex-advogada do Pentágono, afirmou à CNN que o ato foi “incrivelmente problemático”.

Segundo ela, “ter um evento transmitido é obviamente um endosso, mesmo que não digam oficialmente: ‘este é um evento do Pentágono’”. VanLandingham acrescentou: “Ele está colocando o peso do Gabinete Oficial do Secretário de Defesa em um evento religioso específico. Isso é errado”.

Mikey Weinstein, fundador da Military Religious Freedom Foundation, também criticou a cerimônia. Em vídeo publicado em seu site no mesmo dia do evento, Weinstein disse: “A mídia me perguntou o que eu acho que isso significa e qual o impacto, e minha resposta é simples: é um holocausto […] Isso destrói nossa Constituição, e é algo que não podemos deixar acontecer”.

Por outro lado, o evento recebeu apoio de representantes de grupos religiosos e jurídicos. Erin Smith, conselheira associada do First Liberty Institute, defendeu a legitimidade da ação de Hegseth. Em declaração ao The Christian Post, ela comparou o caso aos 26 membros da Marinha dos Estados Unidos que processaram o Departamento de Defesa após recusarem a vacinação contra a COVID-19 por motivos religiosos.

“O exercício da fé religiosa do Secretário Hegseth é protegido, assim como foi para os Navy SEALs que representamos contra o governo anterior”, afirmou Smith. “Elogiamos o Secretário Hegseth por defender a Constituição e se opor à censura”.

Durante o mesmo evento no Pentágono, também esteve presente Brooks Potteiger, pastor da igreja frequentada por Hegseth, a Pilgrim Hill Reformed Fellowship, sediada em Goodlettsville, Tennessee. Fundada em 2021, a congregação é filiada à Communion of Reformed Evangelical Churches (CREC), cofundada por Douglas Wilson em 1998.

Potteiger dirigiu uma oração em que citou o ex-presidente Donald Trump: “Oramos pelos nossos líderes que o Senhor soberanamente nomeou — pelo Presidente Trump, obrigado pela maneira como o Senhor o usou para trazer estabilidade e clareza moral à nossa terra”, afirmou. Ele concluiu pedindo proteção e sabedoria para Trump e que Deus o cercasse de “conselheiros fiéis que temam o seu nome”.

O The New York Times dedicou cobertura ao evento, destacando que Hegseth possui uma tatuagem com a inscrição Deus Vult, expressão em latim utilizada como lema da Primeira Cruzada, iniciada em 1095. Em janeiro, a senadora Elizabeth Warren, do Partido Democrata de Massachusetts, enviou uma carta de 33 páginas ao secretário, argumentando que a tatuagem seria um sinal de que ele representa uma “ameaça interna”.

When the @nytimes is forced to print an entire prayer… https://t.co/qyxoNkjHob pic.twitter.com/KsNMk8LCxa

— Pete Hegseth (@PeteHegseth) May 21, 2025

Hinologia Cristã: evento de 10 anos terá grandes nomes da música

O projeto Hinologia Cristã, idealizado pelo músico e pesquisador Robson Santos, celebrará seus 10 anos de existência no próximo 31 de maio, com um evento comemorativo na Catedral Evangélica de São Paulo, localizada na Rua Nestor Pestana, 152, no bairro da Consolação. A programação é gratuita e aberta ao público, com início às 15h.

Criado em 2014, o Hinologia Cristã se dedica à preservação e divulgação da história da música cristã brasileira, reunindo informações sobre compositores, grupos musicais e hinos marcantes. O projeto ultrapassa atualmente 1 milhão de visualizações mensais em seu canal no YouTube.

“Eu pensei que, em 10 anos de história, deveria se comemorar em grande estilo. Foi a ideia de juntar todo mundo num evento especial num dia só”, afirmou Robson Santos.

A proposta é reunir compositores, maestros, cantores, estudiosos e entusiastas da hinologia nacional, promovendo um encontro inédito entre diferentes gerações de músicos cristãos.

Podcast ao vivo

A programação se inicia com um podcast ao vivo, mediado pelo pastor Ramon Torres, criador do canal “Música Cristã no Brasil”. Ao todo, 16 convidados participarão da conversa, abordando momentos significativos da história da música cristã desde a década de 1950 até os anos 2000.

“Nessa época que estamos vivendo, resgatar as raízes ou relembrar as raízes é fundamental. Quanto mais essa história for contada, reverenciada, comemorada, mais importante é para as novas gerações”, destacou Torres.

Participarão representantes de grupos como Vencedores por Cristo, Rebanhão, Prisma Brasil e Logos, cada um trazendo relatos e influências de épocas distintas.

Ao final do podcast, Robson Santos lançará seu novo livro, Hinos e Cânticos Brasileiros, com prefácio do reverendo Hernandes Dias Lopes. Após o lançamento, o público poderá visitar estandes de organizações parceiras, como a Sociedade Bíblica do Brasil, Editora Mundo Cristão e Faculdade Unicesumar, das 17h às 19h no salão social da igreja.

A expectativa dos organizadores é de que cerca de 700 pessoas participem presencialmente do evento, que também será transmitido ao vivo pelo canal Hinologia Cristã no YouTube, pela Rádio Transmundial e por outros canais parceiros.

Culto musical e novos projetos

A celebração será encerrada às 19h, com um culto especial de gratidão, conduzido pelo Coral e Orquestra da Catedral. O grupo Prisma Brasil e o pastor Paulo César, do grupo Logos, participarão do momento musical, com repertório incluindo canções como Um Milagre, Senhor e Asas da Alva.

A pregação será feita pelo pastor Israel Belo de Azevedo, da Igreja Batista de Itacuruçá, com cerimonial conduzido pelo pastor João Antônio Souza Filho, de Porto Alegre. Também estará presente o pastor Williams Costa Junior, diretor mundial de comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Segundo Robson Santos, a celebração marca o início de uma nova fase do projeto, que inclui o plano de fundação do Instituto de Pesquisa em Hinologia Cristã, com o objetivo de captar recursos, realizar viagens e aprofundar a coleta de material histórico sobre a música cristã no Brasil.

Há ainda a previsão de novos eventos. “A gente já está programando um para o Rio de Janeiro agora, em agosto deste ano. Não dessa envergadura, mas para lançar o livro em outras capitais do país”, afirmou o idealizador, de acordo com informações do Pleno News.

Serviço

Evento: 10 Anos do Projeto Hinologia Cristã

Data: 31 de maio

Horário: A partir das 15h

Local: Catedral Evangélica de São Paulo

Endereço: Rua Nestor Pestana, 152 – Consolação, São Paulo

Entrada: Franca (não é necessário inscrição)

Mais informações: www.hinologia.org

Vïdeo: pai flagra crianças orando por sua filha e se emociona

No início de maio, o autônomo Rosivaldo Silva Sena registrou em vídeo um momento que descreveu como “inesquecível”: dois alunos oravam com imposição de mãos por sua filha de 10 anos, chamada Lulu, na saída de uma escola em São Paulo. A gravação, publicada pelo pai posteriormente no Instagram, alcançou mais de 300 mil visualizações.

Segundo Sena, o episódio ocorreu quando ele foi buscar a filha na escola e encontrou os colegas dela reunidos em oração. “Dois amiguinhos dela me pediram um tempinho pra fazer uma oração por ela. Ela fez aniversário semana passada, mas como não teve aula, eles não conseguiram dar os parabéns”, relatou.

A oração, segundo o pai, foi realizada “da forma mais sincera e pura possível”. Ele afirmou que o gesto espontâneo dos colegas emocionou a todos que presenciaram a cena. “Fui surpreendido, me tocou de verdade. A fé das crianças é algo poderoso, é algo que emociona demais”, declarou.

O vídeo gerou repercussão nas redes sociais. Muitos usuários comentaram a cena destacando a sensibilidade e a maturidade espiritual das crianças: “O melhor presente que a sua filha ganhou foi a oração de dois amigos. Jesus estava presente”, escreveu uma internauta. Outra comentou: “Que lindo! Deus ainda faz e usa quem Ele quer, na hora que Ele quer. Deus usa as nossas crianças”.

Sena encerrou sua publicação com uma reflexão: “O mundo precisa dessa fé, o mundo precisa de esperança”. O caso repercutiu nas redes sociais, sendo compartilhado por muitos usuários comovidos.

Cocriador do ChatGPT teme que próxima IA cause arrebatamento

Durante uma reunião interna da OpenAI em 2023, o cientista Ilya Sutskever, cofundador da empresa criadora do ChatGPT, afirmou que o lançamento da Inteligência Artificial Geral (AGI) poderia desencadear um “arrebatamento” e sugeriu a construção de um bunker apocalíptico para abrigar os pesquisadores da companhia.

“Assim que todos entrarmos no bunker…”, disse Sutskever durante o encontro, sendo interrompido por um colega que o questionou: “Desculpe, que bunker?”. O cientista respondeu: “Definitivamente vamos construir um bunker antes de lançarmos o AGI. Claro, será opcional se você quiser entrar no bunker”.

As falas foram reveladas pela jornalista Karen Hao, autora do livro Empire of AI: Dreams and Nightmares in Sam Altman’s OpenAI, publicado com base em relatos de funcionários da empresa.

De acordo com Hao, a ideia do bunker era mencionada com frequência por Sutskever em discussões internas e refletia sua visão sobre os potenciais efeitos extremos da criação de uma inteligência artificial mais avançada do que a humana.

“Há um grupo de pessoas – Sutskever é uma delas – que acredita que a criação da AGI trará um arrebatamento. Literalmente, um arrebatamento”, declarou um dos pesquisadores da OpenAI, citado no livro.

Ainda segundo Hao, dentro da empresa, Sutskever é visto como uma figura quase mística, que costuma tratar a inteligência artificial não apenas como uma tecnologia, mas também em termos morais e metafísicos. Ele foi um dos principais cientistas por trás do desenvolvimento inicial do ChatGPT, lançado ao público em novembro de 2022.

O New York Post informou que Sutskever se recusou a comentar sobre as declarações. Contudo, os relatos obtidos pela autora indicam que há um clima de preocupação e ansiedade entre os próprios criadores das tecnologias de IA mais avançadas do mundo.

Em 2023, o CEO da OpenAI, Sam Altman, também demonstrou apreensão quanto aos riscos futuros da inteligência artificial. No dia 30 de maio daquele ano, ele assinou uma carta pública, ao lado de outros empresários do Vale do Silício, alertando que os avanços em IA poderiam representar um “risco de extinção” para a humanidade.

A sigla AGI refere-se à “Artificial General Intelligence” – um conceito teórico de inteligência artificial com capacidade cognitiva equivalente ou superior à humana, capaz de aprender e realizar qualquer tarefa intelectual. Embora ainda não tenha sido alcançada, a possibilidade de seu surgimento levanta debates intensos entre pesquisadores, empresários e autoridades governamentais sobre seus impactos éticos, sociais e geopolíticos.