Veja como centenas de presos estão sendo transformados no Piauí

Desde janeiro deste ano, 215 presos foram batizados em unidades prisionais do Piauí como parte de iniciativas evangelísticas promovidas por igrejas em parceria com a Secretaria de Justiça (Sejus).

O ápice ocorreu no último sábado (12), quando 70 detentos de duas penitenciárias realizaram o ritual, simbolizando adesão pública à fé cristã, algo que consolida os frutos do evangelismo voltado para esse público.

Detalhes

  • Penitenciária Luiz Gonzaga Rebelo (Esperantina): 41 homens foram batizados em caixas d’água adaptadas, durante culto organizado por denominações evangélicas locais.
  • Penitenciária Professor José de Ribamar Leite (Teresina): 29 detentos participaram do ritual, acompanhados por pastores e voluntários.

Os eventos integram o programa de assistência religiosa da Sejus, que já registrou 816 batismos no sistema prisional piauiense em 2024.

Maria Almeida, coordenadora de Assistência Religiosa da Sejus, destacou o impacto das ações: “A fé oferece um caminho para lidar com o encarceramento e motiva uma reintegração ética pós-pena. Nosso desafio é expandir esse apoio, que reduz conflitos e promove reflexão”.

Ela ressaltou que os batismos são voluntários e precedidos por meses de acompanhamento espiritual, incluindo estudos bíblicos e atendimento psicossocial.

Ressocialização

A Sejus atribui à assistência religiosa a queda de 18% em incidentes violentos nas unidades com programas regulares desde 2023. Segundo relatórios, detentos engajados nessas atividades têm 30% mais chances de conseguir emprego após a liberdade, comparado à média geral.

Os cultos ocorrem semanalmente em 14 presídios, com participação de igrejas de diversas denominações. Batismos são realizados trimestralmente, usando piscinas infláveis ou caixas adaptadas, conforme normas de segurança.

Ex-detentos relatam transformações. João Silva*, liberado em agosto, afirmou: “O batismo foi um recomeço. Hoje, trabalho e cuido da família longe do crime”. Nomes como o dele compõem 40% dos egressos que mantêm vínculo com comunidades religiosas pós-saída.

A Sejus planeja estender o programa a mais 6 unidades até dezembro, com foco em capacitação profissional aliada ao apoio espiritual. Com: Guiame.

'Oferta da viúva': idoso emociona com doação inusitada para igreja

Um gesto incomum comoveu fiéis e usuários das redes sociais: Juarez Soares, 72 anos, doou duas galinhas vivas como oferta para a reforma do piso de sua igreja em Belém (PA).

O momento, registrado em vídeo durante culto em fevereiro, alcançou mais de 9 milhões de visualizações no Instagram e gerou debates sobre formas de contribuição religiosa.

Durante uma campanha para arrecadar recursos destinados à renovação do templo, Juarez levou ao altar uma caixa com as aves, em vez de dinheiro. Em publicação nas redes, a igreja destacou o trecho bíblico de 2 Coríntios 9:7 — “Cada um dê conforme determinou em seu coração […] pois Deus ama quem dá com alegria” — e afirmou: “Respeitamos todas as formas de ofertar”.

Reação do idoso

Nos comentários do post viral, Juarez explicou: “Me criei vendo esse tipo de oferta. Fiz o que aprendi”. Membros da congregação reforçaram que a instituição aceita doações não monetárias, como alimentos e materiais de construção.

“Todas as igrejas deveriam valorizar a generosidade, seja qual for a forma”, disse um frequentador.

O vídeo gerou milhares de interações, com usuários comparando o gesto à “oferta da viúva” citada na Bíblia (Marcos 12:41-44), em que uma mulher doa tudo o que tem. “Ele deu o melhor que podia, com o coração sincero”, escreveu uma seguidora.

Outros destacaram a importância de resgatar tradições: “Antigamente, galinhas, frutas e até tecidos eram usados como contribuições. Isso é cultura cristã”, comentou um historiador religioso.

A Assembleia de Deus Jarbas Passarinho informou que as galinhas serão utilizadas em ações sociais da comunidade, como sopas para famílias carentes. “Cada oferta, simbólica ou material, é convertida em bençãos práticas”, explicou o pastor responsável, Josué Almeida.

Contexto histórico

Práticas de doação não monetária remontam ao período colonial brasileiro, quando igrejas aceitavam animais e colheitas como dízimos. Em 2023, um templo no interior de Minas Gerais recebeu 300 kg de feijão como oferta, revertidos para um banco de alimentos.

A reforma do piso da igreja, orçada em R$ 120 mil, segue com arrecadações tradicionais. Juarez foi convidado a participar da cerimônia de inauguração, prevista para junho.

Tendência? Academia para evangélicos ganha força no Brasil

A tendência de academia para evangélicos, que combinam exercícios físicos com práticas espirituais, avança no Brasil. Após o sucesso de unidades como “A Sou Mais Cristo”, em Curitiba (PR), Feira de Santana (BA) prepara o lançamento de um novo espaço pela Renova-me Church, igreja conhecida por atrair jovens.

O projeto, ainda sem data oficial, promete ambiente com música gospel, dress code “modesto” e salas de oração, seguindo um modelo que já mobiliza debates políticos e religiosos.

Características

As academias evangélicas priorizam:

  • Música gospel no lugar de estilos como funk ou pop;
  • Vestimentas modestas, evitando roupas consideradas “provocativas”;
  • Espaços de oração integrados à estrutura;
  • Acolhimento espiritual, com ênfase em valores bíblicos.

Segundo a pastora Eristelia Bernardo, da Igreja Casa do Pai (MG), a iniciativa alinha-se à visão de que “o corpo é templo do Espírito Santo” (1 Coríntios 6:19). “Cuidar da saúde física é um ato de fé. Paulo nos ensina que devemos honrar Deus com nosso corpo”, afirmou.

Contexto 

A Renova-me Church, responsável pelo projeto na Bahia, garante que o espaço não será apenas uma academia para evangélicos, mas aberto pessoas de todas as crenças. “Não queremos segregar, mas oferecer uma opção segura para quem busca equilíbrio entre corpo e espírito”, explicou o pastor Valdemir (PP), líder da igreja.

A proposta recebeu apoio de vereadores como Ismael Bastos (PL), que defendeu a iniciativa na Câmara Municipal: “Muitas mulheres se incomodam com letras de funk e roupas justas. Isso não é motivo para deboche, mas para respeito”.

Repercussão

O vereador Jorge Oliveira (PRD) revelou que não só evangélicos já demonstraram interesse em se matricular. “Sabem que será um ambiente saudável, sem pressão religiosa”, disse. Já Eli Ribeiro (Republicanos) destacou: “Evangélicos são criticados mesmo quando promovem espaços pacíficos. Isso é intolerância”.

Nas redes sociais, a ideia de academia para evangélicos dividiu opiniões. Enquanto alguns usuários elogiaram a “inovação inclusiva”, outros acusaram a iniciativa de “segregação velada”.

A pastora Eristelia Bernardo reforça que a academia cristã vai além do físico: “Unimos saúde corporal, mental e espiritual. É um modelo holístico, como ensina a Bíblia”. Ela também destacou a importância de ambientes que “não agridam a fé”, citando músicas e interações alinhadas a princípios éticos.

Expansão

Além de Feira de Santana, outras cidades estudam replicar o formato de academia para evangélicos. Em Governador Valadares (MG), a Igreja Casa do Pai planeja abrir uma unidade até 2025. “A procura por realização pessoal não pode excluir Deus. Precisamos resgatar o equilíbrio”, afirmou a pastora.

A Renova-me Church promete divulgar local e data de inauguração em abril. Enquanto isso, lideranças articulam parcerias com nutricionistas e psicólogos cristãos para oferecer atendimento integrado. Com: Comunhão.

Prefeitura orienta que professores evitem associar Jesus à Páscoa

Um informe pedagógico da Secretaria de Educação de Pouso Alegre (MG), que orientava escolas públicas a evitar referências cristãs em atividades da Páscoa, provocou reações de pais, políticos e entidades religiosas.

O documento, emitido em 15 de abril, foi revogado após o prefeito Coronel Dimas (Republicanos) e o vice Igor Tavares (PSD) classificarem a norma como “não oficial” e “errada”.

Conteúdo 

Informativo 15/2015 instruía professores a não abordar termos como “crucificação” e “ressurreição”, priorizando “valores universais” como solidariedade e respeito.

Símbolos culturais, como coelhos e ovos, deveriam ser dissociados de contextos religiosos. O texto defendia “ressignificar práticas pedagógicas” para alinhá-las à laicidade do Estado, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Em vídeo publicado em 16 de abril, o prefeito Dimas afirmou que o documento “não foi revisado” e que “jamais proibirá menções a Jesus Cristo nas escolas”. O vice-prefeito Igor Tavares acrescentou:

“O ensino laico inclui todas as religiões, inclusive a cristã”. A secretária de Educação, Suelene Marcondes de Souza Faria, autora do informe, recebeu apoio do gestor, que a definiu como “vítima de críticas injustas”.

Em nota à imprensa, Suelene reforçou: “Nossas escolas nunca proibiram o nome de Jesus. Ensinamos valores como amor e respeito, herdados dEle”.

Anajure

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) emitiu nota crítica, destacando que a Lei 14.969/2024 reconhece a Páscoa como manifestação cultural nacional.

“Ocultar a correlação entre a data e a fé cristã, que moldou 80% da população, é alienar estudantes de seu contexto histórico”, afirmou a entidade. A Anajure argumentou que a medida promove “apagamento do papel formativo do cristianismo” na sociedade brasileira.

A polêmica envolve a tensão entre laicidade estatal e herança cultural religiosa. A Constituição proíbe proselitismo em instituições públicas, mas a LDB prevê o ensino sobre diversidade religiosa. Em 2023, o STF manteve a legalidade de símbolos cristãos em espaços públicos, desde que não haja promoção exclusiva de um credo.

Pais de alunos relataram preocupação com a “descaracterização da Páscoa”. “Minha filha perguntou por que não pode falar de Jesus na escola”, disse Maria Santos, mãe de uma estudante do ensino infantil. Nas redes sociais, hashtags como #PáscoaCristã e #RespeitemNossaFé viralizaram, com mais de 50 mil menções em 24 horas.

Comparativo nacional

Casos similares ocorreram em São Paulo (2023) e Curitiba (2022), onde propostas de neutralizar símbolos religiosos em escolas geraram debates. Em ambas, as prefeituras recuaram após pressão popular.

A Secretaria de Educação anunciou a criação de um comitê com representantes de religiões para revisar diretrizes pedagógicas. O grupo incluirá líderes evangélicos, católicos e de matrizes afro-brasileiras. Com Gazeta do Povo.

Madonna e Lady Gaga: haveriam rituais satânicos em shows?

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Vinícius Lana, pesquisador em escatologia e autor de estudos sobre simbologias religiosas na cultura pop, afirmou em entrevista ao PodCrê que grandes shows de artistas internacionais no Brasil carregariam rituais satânicos “planejados” com impacto espiritual.

Entre os eventos citados estão apresentações de Lady Gaga, Madonna, The Weeknd e Bring Me The Horizon, marcadas por polêmicas envolvendo iconografia ocultista.

Lana relaciona a indústria musical a uma “estrutura organizada” que, segundo ele, promove rituais satânicos disfarçados de entretenimento. “Nada é por acaso. Desde coreografias até cenários, há uma engenharia simbólica para influenciar o público”, declarou.

O pesquisador destacou o show de Lady Gaga, previsto para 3 de maio na Praia de Copacabana (RJ), que deve atrair 1 milhão de pessoas: “O local e a data são estratégicos, assim como ocorreu com Madonna em 2023”.

Simbologias citadas

  • Lady Gaga: Lana alega que a cantora utiliza figurinos e gestualística que remetem a “rituais de inversão de valores”, citando apresentações passadas com referências a Baphomet e iluminismo.
  • Madonna: O show Celebration Tour, realizado no Rio em 2023, teria incluído “simulacros de missas negras” e projeções de olho que tudo vê, associado à maçonaria.
  • The Weeknd: A turnê After Hours Til Dawn (São Paulo, 2023) exibiu, segundo Lana, “símbolos do terceiro templo de Jerusalém e uma narrativa de gestação do anticristo”.
  • Bring Me The Horizon: O vocalista Oliver Sykes teria “pedido permissão ao público” para realizar um ritual com pentagrama durante show em São Paulo em 2022.

Impacto espiritual 

Para o pesquisador, a exposição a esses elementos “abre brechas para principados e potestades”, baseando-se em Efésios 6:12, que fala sobre batalha contra forças espirituais.

“Participar desses eventos ou consumir as músicas é uma forma de pacto involuntário”, alertou. Lana não apresentou evidências materiais, mas citou “padrões repetidos” em letras e performances.

A tese divide opiniões. Enquanto líderes evangélicos como pastor Silas Malafaia já criticaram “conteúdos subliminares” na música secular, especialistas em religião contestam o alarmismo. “Associar entretenimento a satanismo é reducionismo que ignora contextos artísticos”, argumentou a antropóloga Carla Rocha, da UFMG.

Lana anunciou um livro sobre o tema, previsto para 2025, e prometeu “revelar documentos internos da indústria”. Enquanto isso, grupos religiosos organizam vigílias de oração durante o show de Lady Gaga no Rio.

Acusações de ocultismo na música pop remontam aos anos 1980, com casos como a suposta “mensagem reversa” em Stairway to Heaven, do Led Zeppelin. Em 2023, o Brasil recebeu 48 grandes turnês internacionais, movimentando R$ 2,3 bilhões, segundo a ABRAFIN.

Referências da teologia nacional condenam distorções na Páscoa

A Páscoa, data central do calendário cristão, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo, tem seu significado original progressivamente ofuscado por símbolos comerciais como ovos de chocolate e coelhos, segundo alertam líderes religiosos.

Em entrevistas exclusivas, os pastores Hernandes Dias Lopes e Augustus Nicodemus discutem a tensão entre a tradição religiosa e o consumismo.

A Páscoa cristã origina-se da Páscoa judaica (Pessach), que comemora a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme descrito no Êxodo. Na tradição bíblica, cada família sacrificava um cordeiro sem defeito, cujo sangue nos umbrais das portas protegeu os hebreus do anjo da morte.

Para os cristãos, esse evento prefigura o sacrifício de Jesus, chamado de “Cordeiro de Deus” (João 1:29), cuja morte e ressurreição redimiram a humanidade.

“A verdadeira Páscoa aponta para a cruz: o sangue de Cristo traz perdão e vida eterna”, afirma Hernandes Dias Lopes. “Foi durante a Páscoa que Jesus foi crucificado e, ao terceiro dia, ressuscitou, derrotando a morte.”

Críticas 

Os teólogos destacam que símbolos como coelhos e ovos, associados à fertilidade em tradições pagãs, foram incorporados à data por influência cultural e interesses comerciais.

“Substituíram o Cordeiro pelo chocolate e a redenção pelo consumo”, critica Lopes. Dados do Procon-SP de 2023 mostram que as vendas de ovos de Páscoa no Brasil movimentaram R$ 3,2 bilhões, reforçando a dimensão econômica do período.

Augustus Nicodemus ressalta que esses elementos “nada têm a ver com a Páscoa judaica ou cristã”. Ele propõe três posturas aos fiéis:

  1. Rejeitar as tradições comerciais por seu caráter secularizado;
  2. Aceitá-las como parte da cultura brasileira;
  3. Ressignificá-las, usando a data para enfatizar o sentido original.

Centro da fé cristã

Para os evangélicos, a Páscoa não é considerada um “dia santo”, mas o domingo — dia da ressurreição — é central. “Sem a ressurreição, a morte de Cristo seria em vão”, explica Nicodemus. “Ela comprova que Ele é o Filho de Deus e que Seu sacrifício redime os que creem.”

O pastor reforça que a semana santa deve focar nos eventos da paixão de Cristo: a última ceia (instituída durante o Pessach), a crucificação e a vitória sobre a morte. “A ressurreição é a garantia da esperança cristã”, completa.

Impacto cultural

Enquanto igrejas organizam cultos especiais e encenações da Via Sacra, o comércio amplia promoções. Em 2024, uma pesquisa do Datafolha indicou que 68% dos brasileiros associam a Páscoa principalmente a chocolates, ante 29% que citam motivos religiosos.

Para Lopes, a solução está em “relembrar o essencial: Cristo não está no túmulo. Ele vive, e essa é nossa maior celebração”.

Práticas

  • Participar de cultos que enfoquem a ressurreição;
  • Estudar passagens bíblicas como Êxodo 12 e 1 Coríntios 15;
  • Dialogar com familiares sobre o significado teológico da data.

A tensão entre religião e consumo não é exclusividade brasileira. Nos EUA, 54% dos adultos veem a Páscoa como cultural, não religiosa, segundo o Pew Research Center (2023). Com: Comunhão

“Até que o Fim nos Separe”: ator cristão fala sobre novo filme

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Daniel Friesen, cineasta e ator em ascensão no cinema cristão, concedeu entrevista exclusiva detalhando sua trajetória, métodos de produção e o próximo lançamento “Até que o Fim nos Separe”, premiado em festival secular nos EUA e com estreia prevista no Brasil para 2025.

Casado com a cantora Marine Friesen e pai de três filhos, o ator e diretor combina mensagens de fé com excelência técnica, posicionando-se como voz influente para jovens e não cristãos.

Trajetória e filosofia:

/Friesen ganhou destaque com Código do Armagedom” (2021), filme que alerta sobre a volta de Cristo e alcançou o Top 10 de aluguéis em plataformas digitais.

“Quero que as pessoas tenham um encontro com Jesus, mesmo que entrem no cinema sem fé”, afirmou. O longa impactou espectadores além do público religioso, com relatos de “e-mails de não cristãos que repensaram suas vidas”, segundo o diretor.

Processo criativo

O cineasta destacou a importância de práticas espirituais em seus projetos: “Cada decisão passa por oração, jejum e orientação pastoral”. A esposa, Marine Friesen, é peça central nesse processo, atuando como parceira criativa e consultora musical. “Ela traz sensibilidade artística que equilibra minha visão técnica”, explicou.

“Até que o Fim nos Separe”, seu próximo filme, venceu como “Melhor Longa-Metragem” no New York Independent Film Awards e foi indicado em outro festival norte-americano.

A produção, baseada em fatos reais, retrata conflitos familiares e redenção, com lançamento marcado para 2025. “É um filme cristão premiado em circuito secular, o que prova que histórias de fé podem transcender fronteiras”, comemorou Friesen.

O trailer, divulgado em parceria com uma emissora em agosto, gerou 2,3 milhões de visualizações em 48 horas. “O objetivo é fazer o público refletir, não apenas entreter”, disse o diretor, que evitou spoilers, mas adiantou: “É uma narrativa crua, porém esperançosa, sobre lealdade e perdão”.

Futuros projetos:

Friesen planeja adaptar mais histórias reais, incluindo um drama sobre resgate social de jovens em situação de risco. “Vamos usar estratégias híbridas de distribuição: cinemas, streaming e debates pós-exibição em igrejas”, revelou. O objetivo, segundo ele, é “democratizar o acesso sem abrir mão da qualidade hollywoodiana”.

O cineasta integra uma geração que busca profissionalizar o cinema cristão. Em 2022, o filme “Código do Armagedom” teve 40% de sua audiência composta por não religiosos, segundo pesquisa interna. “Isso mostra que é possível conciliar mensagem e entretenimento sem pregar para convertidos”, analisou.

A indicação em festivais seculares é inédita para produções brasileiras do gênero. Para o crítico de cinema Raul Mendes, “Friesen está quebrando estereótipos ao evitar o proselitismo óbvio e investir em roteiros universais”.

Friesen viajará a Nova York em novembro para receber o prêmio e iniciar negociações para distribuição internacional de “Até que o Fim nos Separe”. Enquanto isso, finaliza a pós-produção de um documentário sobre milagres modernos, com lançamento previsto para 2024.

ONG descreve Páscoa como festa pagã e cristãos protestam

A ONG English Heritage, instituição britânica responsável por administrar mais de 400 locais históricos no Reino Unido, recebeu críticas públicas após distribuir um livreto infantil que descreve a Páscoa como uma celebração pagã da primavera, omitindo suas origens cristãs.

O material, entregue a famílias em pontos turísticos como a Abadia de Whitby, o Castelo de Dover e a Down House, gerou controvérsia ao afirmar que a festividade está relacionada à deusa Eostre.

De acordo com o jornal The Telegraph, o livreto dizia:

“Você sabia que a Páscoa começou como uma celebração da primavera? Há muito tempo, as pessoas celebravam os dias mais quentes e a nova vida homenageando a deusa Eostre, que deu o nome à Páscoa!”

O conteúdo também fazia referência a práticas pagãs, como danças ao redor de fogueiras e a decoração de casas com flores, sem qualquer menção ao significado cristão da data, que comemora a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Reações e críticas

Visitantes de diferentes perfis religiosos demonstraram preocupação com a ausência de informações sobre o contexto cristão da Páscoa. Phil, identificado como presidente do conselho de diretores de uma escola primária católica em Kent, afirmou que o livreto omitia completamente o cristianismo.

“Foi deixado para mim explicar a meu filho de 7 anos quem era a deusa Eostre e por que isso estava sendo ensinado no lugar da verdadeira história da Páscoa”, declarou Phil ao The Telegraph.

A visitante Julie McNamee, que se identifica como não cristã, também criticou a abordagem do material: “Mesmo que eu não seja cristã, qualquer recurso educativo voltado a crianças deveria ao menos mencionar a história cristã da Páscoa”, afirmou.

O historiador Giles Udy comparou a omissão ao que chamou de uma tendência crescente no Reino Unido de marginalizar o cristianismo em contextos públicos. Segundo ele, iniciativas como essa se assemelham a medidas adotadas por regimes comunistas do século XX.

“Estamos vendo um esforço deliberado para apagar referências cristãs, algo que também ocorreu sob o domínio soviético, onde o Estado promovia o ateísmo militante”, disse Udy.

Resposta da ONG

A English Heritage defendeu-se afirmando que o livreto fazia parte de uma atividade educativa voltada especificamente para crianças, com o objetivo de explorar tradições sazonais em locais históricos.

Em nota, a instituição disse que aborda “diversas tradições culturais e históricas relacionadas à Páscoa” em seus materiais educativos e no conteúdo online.

No site oficial da English Heritage, outros artigos reconhecem explicitamente o significado cristão da Páscoa. Um dos textos afirma que ela é “a data mais importante no calendário religioso desde os primórdios do cristianismo”.

Outro recurso disponível menciona o Sínodo de Whitby, realizado em 664 d.C., como marco histórico na definição da data da celebração pascal na Inglaterra cristã.

Em sua página no Facebook, a ONG também descreve tradições pascais cristãs, incluindo a origem da caça aos ovos de Páscoa no século XVI.

A prática é atribuída ao reformador protestante Martinho Lutero, que teria organizado atividades simbólicas para lembrar a descoberta do túmulo vazio por mulheres na manhã da ressurreição, conforme relatado nos Evangelhos (Marcos 16:1–6).

Contraste entre materiais

Apesar da ampla presença de conteúdos cristãos nas plataformas digitais da instituição, a ausência desses elementos no material distribuído fisicamente gerou descontentamento entre os visitantes.

A divergência entre o livreto infantil e os demais recursos da English Heritage foi apontada como um dos principais fatores da reação negativa do público.

A Páscoa, celebrada neste ano no domingo, 20 de abril de março, é considerada uma das festas mais significativas da fé cristã, comemorada por milhões de pessoas ao redor do mundo, conforme informações do portal The Christian Post.

Filhos de cristãos são envenenados com doces no Paquistão

Na noite de 14 de abril de 2025, três crianças morreram e outras cinco foram hospitalizadas em estado grave após consumirem doces contaminados com veneno em Qila Sahib Singh, uma área cristã nos arredores de Hafizabad, província de Punjab, no Paquistão.

O veneno, segundo relatos iniciais, seria destinado ao extermínio de cães sem dono. A tragédia ocorreu poucos dias antes da Páscoa e abalou profundamente a comunidade cristã local, composta majoritariamente por trabalhadores do setor sanitário.

Vídeos publicados nas redes sociais mostraram o desespero de familiares e vizinhos enquanto as crianças eram levadas ao hospital. Diante da gravidade do caso, os feridos foram transferidos para o Hospital Infantil de Lahore para tratamento especializado.

Segundo o Primeiro Relatório de Informações (FIR), registrado com base na denúncia de Shahbaz Masih, um morador local, “todas as oito crianças adoeceram gravemente após consumirem os doces envenenados e foram imediatamente levadas ao Hospital Distrital de Hafizabad. Três crianças — Danish (10), David Shehzad (7) e Samson (8) — morreram, enquanto as demais, em estado crítico, foram encaminhadas a Lahore”.

As cinco crianças internadas são Aatishna (10), Harry (8), Kailash (10), Shehroz (7) e Shalom (10). O FIR foi registrado com base nos Artigos 302 (homicídio) e 337-J (administração de substâncias venenosas) do Código Penal do Paquistão, e solicita a prisão dos responsáveis.

Em nota, o Hospital Distrital de Hafizabad informou que “duas crianças foram recebidas mortas, uma faleceu durante o atendimento e as demais foram transferidas com suporte médico adequado”. Equipes do governo acompanham os pacientes hospitalizados.

No entanto, novas informações indicam que a causa do incidente pode ter sido uma falha operacional de um agente sanitário. Em entrevista ao Christian Daily International, o deputado cristão Ejaz Alam Augustine relatou que entrevistou três das crianças sobreviventes, que afirmaram ter encontrado os doces em um saco transparente pendurado em um riquixá.

“Um dos meninos abriu o saco e convidou os demais a comer. Logo após, todos começaram a desmaiar”, relatou Augustine. O parlamentar afirmou que o doce havia sido entregue a um funcionário da limpeza urbana para ser descartado nas ruas como parte de uma campanha de envenenamento de cães, mas acabou deixado exposto em via pública.

Augustine confirmou o falecimento de três crianças e acrescentou que duas permanecem em estado crítico: “Seus pulmões foram gravemente danificados pelo veneno, mas os médicos estão fazendo o possível para salvar suas vidas. Todos nós precisamos orar por essas crianças… Que Deus as abençoe com vida e plena recuperação”, declarou.

O parlamentar também criticou a atuação da Corporação Municipal de Hafizabad, que, segundo ele, tenta ocultar a identidade do supervisor responsável pela operação. “Este incidente deve ser investigado minuciosamente para evitar que uma tragédia como essa aconteça novamente”, afirmou.

Campanhas de envenenamento de cães sem dono são práticas recorrentes em municípios paquistaneses para conter a superpopulação canina. No entanto, organizações de defesa dos direitos dos animais têm pedido a substituição desse método por alternativas como esterilização e castração.

A tragédia evidencia a vulnerabilidade das comunidades cristãs no Paquistão. Até o momento, nenhuma prisão foi anunciada, e as investigações seguem em curso, de acordo com informações do The Christian Post.

Pregadora diz estar há 27 anos sem fazer sexo e revela motivo

Um vídeo com um trecho de um testemunho de uma pregadora viralizou nas redes sociais por conta do grau de sinceridade a respeito dos motivos que a levaram a passar os últimos 27 anos se guardando para o casamento.

Durante um culto, a pregadora afirma que escolheu esperar, mesmo que as pessoas não acreditem: “Tem gente que não acredita que eu estou há 27 anos sem fazer sexo. Ué, é o meu testemunho. Não estou nem aí se você não acredita. Louvado seja Deus”.

Segundo ela, os motivos envolvem a disposição e sucesso profissional dos pretendentes: “Porque ainda não casou? Porque ainda não encontrei um corajoso para enfrentar esse tanque de guerra. E eu não aceito casar com esses homens desempregados. Não quero desempregado, não. Para ficar dividindo cachorro-quente na praça? Não, quero não”.

“É melhor andar sozinha do que mal acompanhada”, encerrou a pregadora, diante dos aplausos e gargalhadas dos presentes no culto.

Nos comentários da página Assembleianos de Valor, os seguidores usaram o bom humor para avaliar as declarações: “Acho que agora vai demorar mais 27 [risos]. Essa mulher de Deus é gente boa”.

“Tem que ser corajoso mesmo”, disse um usuário, fazendo piada com a própria declaração da pregadora. “Nem Davi da conta desse gigante”, emendou outro.

Uma seguidora, porém, adotou um tom sério para comentar a fala da pregadora: “Ela quer um patrocínio. A mulher sábia trabalha junto com o esposo e constrói tudo junto”.

Pregadora diz estar há 27 anos sem fazer sexo e revela motivo; assista
Testemunho da pregadora motivou seguidora a compartilhar sua própria história