‘Profissão Repórter’ mostrou do trabalho evangélico em presídios

Na última terça-feira, 15 de abril, o programa Profissão Repórter, da TV Globo, abordou o trabalho dos evangélicos na rotina de presídios em diferentes regiões do Brasil.

A reportagem explorou o trabalho de igrejas e lideranças religiosas em unidades prisionais de Rondônia, Pernambuco e Rio de Janeiro, destacando como essas iniciativas têm oferecido apoio espiritual tanto para os presos quanto para os servidores do sistema penitenciário.

Porto Velho (RO)

Em Porto Velho, cultos evangélicos são realizados semanalmente nas penitenciárias. A repórter Nathalia Tavolieri acompanhou batismos realizados no pátio das unidades prisionais, com o uso de piscinas infláveis.

O diretor do Núcleo de Assistência Religiosa, Túlio Rogério, destacou a liberdade religiosa nas penitenciárias, afirmando: “Prezamos pela liberdade religiosa. Representantes de todas as religiões podem nos procurar para realizar trabalhos aqui dentro, mas a maioria é da igreja evangélica”.

Relatos de líderes religiosos indicam que muitos presos buscam na religião uma mudança de vida. A conversão e os rituais, como o batismo, são vistos como marcos dessa transformação. A repórter comentou: “É impressionante ver como a fé entra onde quase nada mais chega”.

Recife (PE)

No Recife, o programa acompanhou o trabalho da Pastoral Carcerária na Penitenciária Feminina de Abreu e Lima, onde Caco Barcellos visitou as detentas.

O padre Francisco Demanter visitou o pavilhão do semiaberto, que abriga mães privadas de liberdade. Ana Gerônimo, uma das internas, destacou o papel fundamental da religião: “A religião é tudo. Alimenta nossa alma e espírito, que são muito atribulados neste lugar.”

Rio de Janeiro (RJ)

No Rio de Janeiro, o programa mostrou o trabalho da umbandista Mãe Flávia, que realiza rituais com mulheres presas no Complexo de Bangu.

Mãe Flávia, de 48 anos, escolheu trabalhar com mulheres, pois acredita que elas recebem menos visitas do que os homens. As cerimônias acontecem em uma sala ecumênica com cerca de 30 internas. A equipe do programa também acompanhou outras visitas de Mãe Flávia em presídios de Seropédica.

Por outro lado, o pastor Rogério Afonso, capelão da Polícia Penal, destacou o apoio espiritual voltado aos servidores do sistema prisional: “Sabemos como o ambiente prisional pode ser pesado e difícil para os policiais. Por isso, é essencial cuidar da parte espiritual dos trabalhadores também. Não queremos enfiar religião goela abaixo de ninguém, apenas levar uma mensagem de fé e esperança aos policiais”, afirmou.

Netanyahu diz como Israel enxerga evangélicos e agradece a Deus

Na última semana, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu concedeu uma entrevista à conselheira de fé da Casa Branca, Paula White, na qual abordou o papel de Israel nos eventos do Fim dos Tempos, a relação especial entre Israel e os Estados Unidos e a importância dos evangélicos nessa parceria.

A conversa, gravada durante a visita de Netanyahu a Washington, DC, foi divulgada no canal da Christian Daystar Television Network no YouTube.

Israel no Fim dos Tempos

Durante a entrevista, Paula White questionou Netanyahu sobre a visão cristã do Fim dos Tempos e se ele percebia sinais de sua concretização nos eventos atuais.

Netanyahu destacou o “milagre” do retorno do povo judeu à Terra Santa e a restauração da soberania judaica, afirmando que esses eventos desafiam as “leis da história”. Ele ressaltou que, historicamente, quando um povo é disperso, raramente retorna. Para ele, a reconstrução do Estado de Israel é uma série de milagres.

O primeiro-ministro também destacou a importância do apoio dos Estados Unidos a Israel, particularmente durante a presidência de Donald Trump. Netanyahu mencionou as medidas no primeiro mandato, como o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã, a transferência da embaixada para Jerusalém e a mediação dos Acordos de Abraão, considerando-os como marcos significativos na história de Israel.

“Acho que nunca tivemos amigos tão grandes como os cristãos ao redor do mundo”, enfatizou Netanyahu, sublinhando a relevância da aliança entre Israel e os cristãos.

Defesa de Israel

No decorrer da entrevista, Netanyahu falou sobre os desafios enfrentados por Israel, especialmente os “inimigos comuns” que compartilham com os Estados Unidos. Ele também criticou as ações do governo Biden, mencionando o embargo de armas imposto a Israel. Contrapôs isso com as ações de Trump, que, segundo ele, revogaram restrições e fortaleceram a segurança de Israel com a restauração do envio de armas e munições.

Percepção dos cristãos em Israel

Netanyahu abordou ainda a questão da segurança dos cristãos em Israel, respondendo a acusações de perseguição. Ele reiterou que Israel é o único país do Oriente Médio onde os cristãos estão não apenas seguros, mas também prosperam em sua fé.

“Como as pessoas podem acreditar nessas mentiras?”, questionou Netanyahu, destacando que Israel é um refúgio para os cristãos na região, de acordo com informações do The Christian Post.

Esperança no Futuro

Por fim, Netanyahu transmitiu uma mensagem de esperança para o futuro das relações entre os EUA e Israel, e também para o cristianismo nos Estados Unidos.

O primeiro-ministro mencionou a importância das gerações mais jovens em Israel, destacando sua disposição em defender a nação contra ameaças externas, e sugeriu que as tendências de apoio ao Estado de Israel poderiam ser revertidas entre os cristãos na América.

Ele também refletiu sobre as raízes históricas e espirituais que unem os Estados Unidos e Israel, citando a fundação dos EUA como uma “nova Jerusalém”, conectada à Jerusalém original, e afirmou que a parceria entre as duas nações não desaparecerá.

Netanyahu concluiu que, apesar de desafios, há uma mudança em curso que poderá renovar o entusiasmo e o apoio à aliança entre os cristãos e Israel.

Veja detalhes do resgate do pastor sequestrado durante culto

O pastor sequestrado por homens armados em sua igreja em Motherwell, África do Sul, Josh Sullivan, do Tennessee (EUA), foi resgatado e encontrado “milagrosamente ileso” após um tiroteio intenso que resultou na morte de três pessoas.

O tiroteio ocorreu na região de KwaMagxaki, Gqeberha, onde Sullivan foi mantido em cativeiro por cinco dias. De acordo com um comunicado do Serviço Policial Sul-Africano, os policiais chegaram ao local e avistaram um veículo.

Quando os suspeitos dentro do veículo perceberam a presença policial, tentaram fugir e abriram fogo contra os oficiais. Os policiais reagiram com precisão tática, resultando em um tiroteio no qual três suspeitos não identificados foram fatalmente feridos.

Sullivan foi encontrado dentro do veículo de onde os suspeitos haviam iniciado o ataque. Milagrosamente ileso, ele foi imediatamente avaliado pela equipe médica e se encontra em excelente estado de saúde.

O comunicado também informou que a investigação sobre o sequestro ainda está em andamento, pedindo “privacidade para a vítima e sua família durante o período de recuperação”, segundo informações do portal The Christian Post.

O sequestro ocorreu em 10 de abril, quando Sullivan, pastor da Igreja Batista Fellowship em Motherwell, foi sequestrado durante um sermão em sua igreja. Os sequestradores exigiram um resgate não revelado. O incidente gerou uma onda de orações em apoio a Sullivan, iniciando pela própria igreja de Sullivan, que emitiu um comunicado de agradecimento após o resgate.

O pastor Tom Hatley, líder da Igreja Batista Fellowship em Maryville, Tennessee, celebrou a notícia do resgate em uma postagem no Facebook, agradecendo pelo apoio e orações e incentivando todos a continuarem orando pela recuperação de Sullivan e sua família. “Josh foi liberado. Acabei de receber ‘autorização para divulgar’. Obrigado pelo apoio e orações. Por favor, não parem de orar pelos Sullivans. Louvado seja o Senhor Jesus Cristo!”, escreveu Hatley.

A secretária da igreja, Heather Shirley, também se manifestou sobre o resgate, afirmando que o que foi compartilhado até o momento com a igreja é que Sullivan foi resgatado, mas sem detalhes adicionais sobre os acontecimentos.

Shirley enfatizou que o milagre do resgate foi exatamente o que a igreja havia orado e louvou a proteção divina de Sullivan durante a situação: “Ele [Deus] era quem o protegia e cuidava dele. E era por isso que orávamos o tempo todo, que Ele cuidasse dele e o trouxesse para casa”.

Sullivan e sua esposa, Meagan, chegaram à África do Sul pela primeira vez em 2015 para um estágio de seis meses como parte de seu treinamento bíblico. Durante esse período, o casal sentiu um chamado para trabalhar com o povo Xhosa, retornando em 2018 como missionários de tempo integral.

Sullivan passou dois anos estudando a língua xhosa para ministrar de maneira mais eficaz, o que levou à fundação da Igreja Batista Fellowship em Motherwell, onde o casal também acolheu duas crianças xhosa em sua família.

Turquia usa estratégia ardilosa para expulsar cristãos do país

A Turquia permanece como um país com grande necessidade de presença missionária. No entanto, relatos recentes apontam para um movimento sistemático de retirada de cristãos estrangeiros do país, orquestrado de maneira ardilosa pelo governo.

A afirmação é de Bruce Allen, representante da organização Forgotten Missionaries International (FMI), que acompanha de perto a situação.

Segundo Allen, o processo não se apresenta por meios diretos como prisões ou deportações formais: “É um pouco mais sutil. É algo como: ‘Não vamos renovar seu visto’. Então não parece que você está sendo expulso. É só que você não vai conseguir uma renovação para voltar”, disse ele.

Essa abordagem, de acordo com Allen, cria um cenário de insegurança jurídica para missionários e suas famílias. Em muitos casos, os afetados só descobrem que não poderão retornar ao país quando tentam sair temporariamente para viagens ou férias. “Você não sabe até chegar ao aeroporto se eles vão dizer: ‘E nunca mais volte’”, relatou uma cristã local em conversa com Allen.

A consequência direta dessa política tem sido a hesitação de algumas famílias em deixar o país, mesmo que brevemente, por receio de não conseguirem voltar. Em situações extremas, isso tem levado a ações policiais: “Essas são as pessoas que, duas semanas depois, têm a polícia na porta dizendo: ‘Vocês estão presos’”, afirmou Allen.

Crescimento da igreja local

Apesar das dificuldades, líderes cristãos turcos têm visto oportunidade em meio à crise, já que o país ainda tem 57 grupos étnicos ainda não alcançados pelo Evangelho. Para Allen, há uma nova ênfase no fortalecimento da igreja local, em resposta ao que ele considera como a segunda parte da Grande Comissão bíblica:

“‘E ensine-os a fazer tudo o que eu disse para vocês fazerem’. E muitas vezes dizemos: ‘Temos essa mão de obra, temos os cordões da bolsa, somos donos do ministério; e não capacitamos os crentes locais’”, declarou.

Nesse cenário, fundadores de igrejas indígenas vêm ganhando espaço e relevância, apresentando-se como alternativas viáveis e bem recebidas pelas comunidades. Allen destaca que ministérios internacionais ainda podem atuar de forma complementar, apoiando os esforços locais com treinamento, mobilização e incentivo.

Desafios contínuos

Além das restrições enfrentadas por estrangeiros, os próprios cristãos turcos convivem com obstáculos diários. Embora a Turquia tenha uma rica tradição cristã, remontando às sete igrejas do livro de Apocalipse, o contexto atual é mais restritivo.

“O governo aprecia o turismo, mas a realidade é que não é possível construir uma igreja cristã hoje no país”, disse Allen, conforme informações do Mission Network News.

Muitos fiéis têm dificuldade para encontrar espaços adequados de reunião, o que compromete o funcionamento das comunidades. A situação gera preocupação entre os líderes, que buscam alternativas seguras e discretas para manter o culto e o discipulado.

Contexto histórico e atual

A presença cristã na região que hoje compreende a Turquia remonta aos primeiros séculos da era cristã. Cidades como Éfeso, Esmirna e Pérgamo, mencionadas nas Escrituras, estão localizadas no território turco.

No entanto, o número de cristãos no país representa hoje uma parcela ínfima da população, estimada em mais de 85 milhões de pessoas, majoritariamente muçulmanas.

Desde a tentativa de golpe militar em 2016, o governo do presidente Recep Tayyip Erdoğan tem reforçado medidas de controle sobre entidades religiosas e estrangeiros. Diversos missionários e obreiros cristãos foram impedidos de retornar à Turquia desde então, muitos deles classificados como ameaças à segurança nacional, sem apresentação de provas formais.

Apoio e orações

Organizações como a FMI pedem apoio em oração pelos expatriados e pelas igrejas locais que continuam atuando em meio à incerteza. Os pedidos incluem:

  • Que os fiéis encontrem lugares seguros para se reunir;

  • Que os ministérios atuantes no país fortaleçam e equipem as igrejas locais;

  • Que novos pastores e plantadores de igrejas sejam formados e acompanhados;

  • E que os corações nas comunidades turcas estejam abertos à mensagem do Evangelho.

Bruce Allen conclui que, apesar das dificuldades, há sinais de esperança e amadurecimento espiritual entre os cristãos turcos: “Eles veem essa situação como uma oportunidade de crescimento e liderança. É a igreja se tornando verdadeiramente local”.

O anticristo já nasceu? Veja resposta surpreendente de estudioso

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O pesquisador Vinícius Lana, participou de uma edição do podcast cristão PodCrê, na qual abordou temas ligados à escatologia — área da teologia que estuda os acontecimentos finais da história, segundo a tradição cristã, e falou sobre o anticristo.

Durante a conversa, Lana explicou conceitos centrais como as visões pré e pós-tribulacionistas, o milenismo e os símbolos presentes no livro de Apocalipse, como os sete selos, as trombetas e a figura do monstro que emerge do mar.

Conhecido por seus vídeos no TikTok, Vinícius alcançou ampla audiência na plataforma ao tratar de temas ligados à segunda vinda de Cristo e aos sinais bíblicos relacionados ao fim dos tempos. Um dos vídeos mais vistos aborda o que ele chama de “último papado de Roma”. Em outro, comenta a aparição do peixe conhecido como “diabo-negro”, espécie rara que habita a zona abissal e que foi encontrado próximo à superfície.

Durante o episódio do podcast, Lana também compartilhou sua interpretação sobre a marca da besta e analisou algumas teorias populares sobre quem seria o Anticristo. O pesquisador mencionou a postura de algumas igrejas que, segundo ele, evitam tratar do livro de Apocalipse. Para Lana, a escatologia não deveria ser encarada com temor pelos cristãos. “O Apocalipse é, antes de tudo, uma mensagem de esperança e vitória para a Igreja”, afirmou.

Crescimento de especulações

Nos últimos meses, personalidades como Donald Trump, Elon Musk, Emmanuel Macron e o rei Charles III passaram a figurar com frequência em buscas na internet relacionadas ao termo “anticristo”.

A associação entre figuras públicas e a personagem descrita no livro de Apocalipse reflete o aumento do interesse por teorias escatológicas em ambientes digitais.

De acordo com registros históricos, a identificação de líderes políticos com o Anticristo não é um fenômeno novo. No século XX, nomes como Adolf Hitler e Joseph Stalin foram alvo de especulações semelhantes. Tais interpretações são recorrentes entre setores religiosos que buscam sinais proféticos em eventos geopolíticos contemporâneos.

Apesar da variedade de teorias, a interpretação escatológica mais comum entre teólogos evangélicos é a de que a identidade do Anticristo só será revelada no início do período conhecido como grande tribulação. Esse entendimento se baseia principalmente em passagens dos livros de Daniel e Apocalipse, além das cartas paulinas.

“A especulação sempre existiu, mas a Escritura indica que haverá uma manifestação clara e inconfundível no tempo certo”, disse Lana, ao comentar a popularidade das buscas na internet.

O podcast completo com Vinícius Lana está disponível no vídeo acima e também nas principais plataformas.

Hungria: nova lei impede Parada LGBT+ e admite só 2 gêneros

O Parlamento da Hungria aprovou nesta segunda-feira, 14 de abril, uma emenda à Constituição que restringe o ativismo LGBT+ no país e proíbe eventos públicos ligados à comunidade, como a Parada do Orgulho LGBT+ de Budapeste.

A reforma também determina que, perante a lei, apenas dois gêneros serão reconhecidos: masculino e feminino.

A proposta foi aprovada com 140 votos favoráveis e 21 contrários, em uma sessão legislativa na qual a coalizão do primeiro-ministro Viktor Orbán detém ampla maioria. A medida é parte de um conjunto de ações promovidas por Orbán nos últimos anos, com o objetivo de reforçar valores conservadores entre sua base eleitoral.

Ao comentar a aprovação da emenda, Viktor Orbán afirmou: “A rede internacional de gênero deve tirar as mãos das crianças húngaras”.

O premiê também fez referência ao cenário político internacional, mencionando o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos: “Agora, com a mudança na América, os ventos mudaram a nosso favor”.

Segundo o texto aprovado, a Constituição húngara passará a declarar que uma pessoa é “ou homem ou mulher”, reforçando uma binaridade de gênero. A mudança também afirma que os direitos das crianças ao desenvolvimento moral, físico e espiritual terão primazia sobre outros direitos, inclusive o direito à livre reunião.

A emenda constitucional consolida uma legislação já aprovada no mês anterior que, em nome da proteção da infância, proibiu eventos públicos da comunidade LGBT+. Entre as novas disposições, a lei autoriza o uso de ferramentas de reconhecimento facial para identificar participantes de manifestações consideradas ilegais, como a Parada do Orgulho de Budapeste.

Nos últimos anos, o governo Orbán tem adotado diversas medidas com foco em limitar o ativismo LGBT+. Em 2020, o país proibiu a mudança de gênero em documentos oficiais.

Em 2021, uma lei aprovada pelo Parlamento vetou a exibição de conteúdos considerados relacionados à homossexualidade ou mudança de gênero para menores de 18 anos. O casamento entre pessoas do mesmo sexo também é vetado na legislação húngara, que impede a adoção por casais homoafetivos.

Essas ações têm gerado reações de preocupação por parte de organizações internacionais de direitos humanos e da União Europeia, que vêm alertando sobre o contexto das liberdades civis no país, de acordo com informações da Agência Estado.

Comunismo: veja como a China retalia cristãos devido aos EUA

A escalada de conflitos comerciais entre os Estados Unidos e o China tem reverberado além da economia, impactando iniciativas religiosas no território chinês. Na última quarta-feira (9), o presidente norte-americano anunciou a imposição de tarifas elevadas de 125% sobre produtos chineses, justificando a medida como resposta ao “desrespeito às regras comerciais globais”.

A decisão, divulgada em rede social, intensificou a disputa, levando o governo chinês a retaliar com taxações de 84% sobre bens estadunidenses.

Enquanto os mercados internacionais enfrentam volatilidade, organizações missionárias relatam obstáculos inéditos. A China Partner, entidade cristã norte-americana, destacou que seus missionários tiveram viagens canceladas abruptamente para treinamentos em seminários e igrejas locais.

Erik Burklin, presidente da instituição, revelou em entrevista ao Mission Network News que autoridades chinesas negaram autorizações para a entrada dos grupos:

“Fomos convidados para capacitar líderes em três escolas bíblicas, mas, horas antes do embarque, nossos contatos locais avisaram que o governo não permitiria nossa hospedagem. Nunca havíamos enfrentado uma barreira tão direta”, explicou.

Contexto

Burklin lembrou que desafios políticos não são novidade para a organização, fundada há um século por seus avós. Em 1925, os pioneiros da missão já lidavam com tensões durante seu trabalho na China.

“Após a Segunda Guerra Mundial, Mao Zedong chegou ao poder e todos os estrangeiros foram expulsos pelo regime. Sabemos que a história se repete, mas não desistiremos”, afirmou.

A pressão sobre atividades religiosas estrangeiras ganhou força em abril, quando o Partido Comunista da China (PCC) publicou normas restringindo a atuação de missionários.

Sob o pretexto de “proteger a segurança nacional”, o regulamento exige aprovação governamental prévia para pregações, formação de grupos religiosos ou mesmo compartilhamento de fé por estrangeiros. A mídia estatal chinesa defendeu as medidas como forma de “coibir extremismos”, alinhando práticas religiosas a instituições supervisionadas pelo Estado.

Adaptação e Resistência

Apesar das limitações, a China Partner mantém suas atividades por meio de plataformas digitais e redes de apoio locais. “A Igreja na China persiste, seja nas congregações domésticas ou nas registradas. Deus não deixou de agir”, enfatizou Burklin.

A organização segue em diálogo com pastores das regiões afetadas para entender os novos desafios, priorizando o respeito às leis locais. “Queremos ser estratégicos, sem confrontar as autoridades, mas também não silenciaremos nossa missão”, completou.

Analistas apontam que o PCC enxerga lealdades religiosas como rivais à sua hegemonia política, classificando grupos independentes como “ameaças sectárias”. Enquanto isso, missionários adaptam-se ao cenário, usando tecnologia para treinar líderes e fortalecer comunidades cristãs sob censura. “A perseguição não nos paralisa. Ela apenas redefine nosso método de servir”, concluiu Burklin.

Veja 5 conselhos sobre a importância do pastor amar à esposa

Após 19 anos de ministério, o pastor Liam Garvie compartilhou, em artigo publicado em seu blog, cinco lições que gostaria de ter ouvido em seus primeiros anos de liderança.

Com base em 1 Timóteo 4:12 — “Seja exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” —, ele alerta para os riscos de negligenciar a vida familiar em nome do trabalho pastoral. “Ser piedoso em casa é a base para ser um exemplo na igreja”, escreveu.

1. Fala exemplar: priorize a comunicação em casa

O pastor relata que, nos primeiros anos, dedicava horas a estudos e questões ministeriais, deixando a família em segundo plano. “Quando meus filhos batiam na porta do escritório, eu respondia com irritação. Minha língua, que pregava graça, falhava em oferecê-la aos que mais amava”, admitiu.

Ele aconselha: “Fale com interesse genuíno. Ouça sem distrações. Um discurso intempestivo em casa anula o fervor no púlpito”.

2. Conduta exemplar: viva o evangelho no lar

O autor confessa que, enquanto exigia conduta cristã da igreja, sua vida doméstica nem sempre refletia esses padrões. “Nossas casas devem ser vitrines do evangelho. Se não vivemos a fé diante da família, como guiaremos outros?”, questiona. A hipocrisia, segundo ele, mina a credibilidade pastoral.

3. Amor exemplar: reordene as prioridades

O texto critica a tendência de sacrificar a família pelo ministério. “Adiei jantares para terminar sermões e cancelei passeios por reuniões. Que exemplo de amor cristão é esse?”, reflete. Citando João 13:35, ele enfatiza: “Amar a esposa e os filhos profundamente é a melhor recomendação de Cristo à igreja”.

4. Fé exemplar: confiança visível nos desafios

O pastor relembra crises iniciais — divisões na igreja, acusações — que testaram sua fé. “Na frente da igreja, eu parecia firme. Em casa, duvidei e desesperei-me. Minha família via minha fraqueza, não minha confiança em Deus”, reconhece. Ele aconselha jovens pastores a “descansar na soberania divina, mesmo quando as provações chegarem”, citando Provérbios 3:5.

5. Pureza exemplar: santidade começa no privado

Alertando sobre tentações comuns aos jovens, como a pornografia, o autor destaca: “Pecados secretos criam névoas de vergonha que afetam o lar e o ministério”. Para ele, a pureza exige “arrancar ervas daninhas do pecado e cultivar virtudes”, lembrando que a santidade doméstica é essencial para a saúde da igreja.

Conclusão: o lar como alicerce

“Se eu voltasse no tempo, diria: cuide primeiro da piedade em casa. A igreja precisa de líderes que vivam o que pregam — começando pela cozinha, não pelo púlpito”, conclui.

O artigo ressalta que, após quase duas décadas, essas lições seguem relevantes: “Ser exemplo na igreja exige ser santo em casa. Sem isso, todo fervor ministerial é fogo de palha”.

‘Lilo & Stitch’: Lu Alone alerta sobre simbologias no desenho

A cantora e ministra evangélica Lu Alone utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (14) para fazer um alerta a pais cristãos sobre o conteúdo do filme Lilo & Stitch, da Disney. A animação, lançada originalmente em 2002, está prestes a ganhar uma versão live-action, e, segundo Lu, contém referências explícitas a práticas ligadas ao vodu.

“Não sou o tipo de pessoa que demoniza tudo. Inclusive, na minha infância, Lilo & Stitch já existia. Minha irmã gostava muito, tinha um bicho gigante do Stitch em cima da cama dela”, afirmou. “Só que, recentemente, eu comecei a me atentar a várias coisas que eu gostaria, como mãe e cristã, que me fossem ditas. Então por isso estou gravando esse vídeo”.

Durante o vídeo, Lu Alone aponta que a personagem Lilo interage com uma boneca semelhante a bonecos usados em práticas de vodu e é vista consultando um livro com instruções para realizar rituais contra colegas de escola. Segundo a cantora, a personagem diz que os amigos “precisam ser punidos” por possuírem pais, evidenciando sentimentos de inveja e sofrimento.

“‘Ah, Lu, mas acho que isso é teoria da conspiração’. Beleza. Agora vou mostrar um pedaço do desenho onde a própria Lilo começa com um livro a tentar praticar o vodu e poções contra os próprios amigos dela”, afirmou. “Nessa frase, ela fala que os amigos dela precisam ser punidos, porque ela começa a ter inveja dos amigos que têm pais”.

A cantora ressaltou que não possui conhecimento aprofundado sobre o vodu, mas demonstrou preocupação com os símbolos presentes no filme, mencionando inclusive elementos do personagem Stitch:

“Até sobre as costas do Stitch terem três pontos, isso ser algo da religião/prática Vodu. Eu não tenho tanto conhecimento sobre essa prática, então não vou falar o que é teoria da conspiração e o que é certo. Mas eu, como mãe cristã, não gostaria que meus filhos estivessem brincando com um bonequinho desse, que vem de um desenho com tanta consagração e com tantas práticas que são contra a nossa religião, contra aquilo que a gente acredita”, comentou.

Nos comentários da publicação, mães cristãs expressaram apoio à reflexão levantada por Lu Alone. Algumas delas são figuras conhecidas no segmento gospel:

“A primeira vez que passou aqui em casa eu parei e pensei: ‘Opa! Isso aqui não é de Deus não’. Tem alguma coisa que não testificou comigo e na mesma hora eu disse: ‘Pode tirar!’ Tem algum espírito maligno nesse desenho e eu não quero isso entrando na minha casa. Agora eu entendi tudo!!! Obrigada, Lu Alone”, escreveu a cantora Elaine Martins.

“Aviso super importante!!! Alerta para pais e mães… Tudo tem o porquê!? Fiquem atentos… cuidado com as brechas!!! Parabéns, minha amiga! Você é uma mulher de Deus!”, declarou a cantora Cassiane.

Até o momento, a Disney não se manifestou sobre os comentários. A nova versão live-action de Lilo & Stitch segue em produção, com previsão de lançamento pela Disney nos próximos meses.

Antes de ser sequestrado, pastor contou que perdoou ladrão

Antes de ser sequestrado enquanto liderava um culto na Igreja Batista Fellowship em Motherwell, na África do Sul, o missionário norte-americano Josh Sullivan já havia passado por uma situação tensa meses antes, envolvendo um jovem morador da comunidade local.

O episódio foi relatado pelo próprio pastor, de 34 anos, em um sermão realizado em dezembro na Igreja Batista Tri-City, no Tennessee, Estados Unidos.

Segundo Sullivan, ele teve sua carteira roubada por um jovem vizinho, mas optou por perdoá-lo após recuperar o objeto, recusando a punição proposta por moradores da região: “Uma mulher totalmente diferente, que não sei quem é, se aproxima de mim e pergunta: ‘Bem, vamos queimá-lo?’ Pensei: ‘Senhor, me ajude’. […] Subi numa pedra na frente de 200 pessoas e disse: ‘Olha, eu o perdoei. […] Não quero que ninguém o machuque’”.

O missionário afirmou ter aproveitado a ocasião para pregar o Evangelho: “Quero que vocês entendam que talvez ele não só tenha pecado contra mim hoje, mas que todos nós somos pecadores”.

O caso foi rememorado após a confirmação, por parte da polícia sul-africana, do sequestro de Sullivan durante um culto no último dia 10 de abril. A ação foi realizada por um grupo de homens armados, que invadiu a igreja, rendeu os presentes e levou o missionário, além de seu carro e celulares. Os sequestradores estariam exigindo um resgate em valor não divulgado.

Heather Shirley, secretária da Igreja Batista Fellowship em Maryville, Tennessee — à qual Sullivan e sua esposa Meagan são ligados — declarou que, por motivos de segurança, a igreja não poderia informar o valor do resgate nem confirmar se os sequestradores apresentaram provas de vida.

Josh e Meagan Sullivan iniciaram seu trabalho missionário na África do Sul em 2015, como parte de um estágio de seis meses. Em 2018, retornaram como missionários em tempo integral com foco na população Xhosa. “Essa dedicação levou à fundação da Igreja Batista Fellowship no município de Motherwell — uma comunidade que se tornou o lar de seus corações”, informou a biografia oficial da igreja.

Segundo a mesma fonte, o missionário dedicou dois anos ao aprendizado da língua xhosa para pregar e discipular com mais eficácia. O casal acolheu duas crianças xhosa como parte da família.

Em transmissão no Facebook, o pastor Tom Hatley, líder da igreja no Tennessee, afirmou que conversou com Meagan e com alguns dos filhos do missionário. “Eles querem o pai e Meagan quer o marido. Estamos orando por sua segurança, estamos orando por um retorno seguro”.

Motherwell é descrito por Sullivan como um município densamente povoado, com cerca de 400 mil habitantes. Em vídeo publicado em fevereiro no canal Faith on the Field, o pastor afirmou que sua igreja é a única batista fundamentalista independente da região. O templo atual foi adquirido após o início de um estudo bíblico em uma casa alugada em 2020, que se transformou em igreja no ano seguinte. Segundo ele, a congregação conta com cerca de 80 frequentadores regulares.

Sullivan também relatou o assalto ocorrido no passado como parte das dificuldades enfrentadas no campo missionário. “Ele [o assaltante] me devolveu a carteira. O Senhor me permite testemunhar a ele e resolvemos tudo. Ele se desculpou muito, então já resolvi isso.”

O episódio ilustra o ambiente desafiador enfrentado pelo casal missionário em uma área onde, segundo o próprio pastor, a justiça comunitária muitas vezes substitui os serviços formais de segurança.

Até o momento, não há informações atualizadas sobre o paradeiro de Josh Sullivan nem sobre o andamento das negociações para sua libertação, segundo o portal The Christian Post.