‘O Rei dos Reis’ supera bilheteria de filme clássico sobre Moisés

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O longa de animação O Rei dos Reis, produzido pela Angel Studios, estreou no fim de semana com uma arrecadação estimada de US$ 19.050.397 nos Estados Unidos, conforme divulgado pela própria produtora.

A produção se tornou a maior estreia de um filme de animação bíblico na história, superando títulos anteriores como O Príncipe do Egito (DreamWorks, 1998 – US$ 14,5 milhões), A Estrela de Belém (US$ 9,8 milhões) e Jonah e Os Vegetais (US$ 6,2 milhões), segundo dados do portal The Numbers.

Lançado em aproximadamente 3.200 salas, o filme teve um desempenho estável durante o fim de semana: US$ 7 milhões na sexta-feira, US$ 6,8 milhões no sábado e US$ 5,2 milhões no domingo.

A estreia também rendeu ao filme uma das avaliações mais raras do setor cinematográfico: a nota A+ do CinemaScore, uma distinção obtida por apenas 128 filmes desde a criação da métrica, sendo este o quinto filme de animação não produzido pela Disney/Pixar a alcançar tal pontuação.

“A Angel Guild escolhe os vencedores. A ideia revolucionária da Angel é simples: conheça seu público — e ouça-o”, afirmou Brandon Purdie, Diretor da Angel Studios. “O CinemaScore de O Rei dos Reis diz tudo. Este fim de semana simplesmente reflete o que o público anseia.”

Enredo e inspiração

A produção apresenta a vida de Jesus Cristo contada por Charles Dickens a seu filho, adotando uma perspectiva infantil e uma abordagem narrativa inspirada no livro A Vida de Nosso Senhor, escrito por Dickens. A história assume o formato de um conto de ninar que se transforma em uma jornada espiritual.

“Por meio de uma imaginação fértil, o menino caminha ao lado de Jesus, testemunhando Seus milagres, enfrentando Suas provações e compreendendo Seu sacrifício supremo”, descreve a sinopse oficial do filme.

Com uma estética que combina elementos vitorianos com tecnologia de cinematografia virtual, o filme conta com um elenco de dubladores renomados: Kenneth Branagh, Uma Thurman, Pierce Brosnan, Mark Hamill, Forest Whitaker, Ben Kingsley, Oscar Isaac e Roman Griffin Davis. A trilha sonora inclui uma canção original interpretada por Kristin Chenoweth, coautora da música de encerramento Live Like That.

Produção e motivações

O diretor do filme, o sul-coreano Seong-Ho Jang, é cristão confesso e compartilhou ao The Christian Post que a ausência de produções animadas sobre a vida de Jesus o motivou a iniciar o projeto.

“Como cristão, fiquei um pouco surpreso por não haver nenhum filme de animação que fale sobre a história de Jesus”, afirmou Jang por meio de um tradutor. “Então, houve uma grande motivação para mim.”

Jang também mencionou o desejo de impactar as gerações mais jovens na Coreia do Sul, onde a frequência à igreja tem diminuído.

“Há muitos cristãos na Coreia. Mas, infelizmente, poucos jovens vão à igreja. Pensei que havia necessidade de alguém que transmitisse a mensagem de Jesus da maneira certa.”

A temática central da produção, segundo o diretor, gira em torno do amor de Cristo.

“Todo esse projeto começou com a minha ideia de extrair apenas uma palavra de toda a Bíblia. Eu pensei que fosse amor. Jesus é amor. Quero que [o público] sinta que a razão do Seu sacrifício é o Seu amor por nós.”

Técnica e abordagem visual

O diretor de fotografia e produtor Woo-hyung Kim detalhou o processo técnico adotado, que incluiu captura de movimento e produção virtual. O objetivo, segundo ele, foi proporcionar uma experiência visual mais próxima de um épico em live-action do que de uma animação tradicional.

“Primeiro, contratamos os atores e depois capturamos os movimentos”, explicou Kim. “E, depois que tudo está pronto, entro no mundo virtual com minha câmera virtual e faço os movimentos de câmera lá, repetidamente.”

O Rei dos Reis deverá estrear no Brasil em 17 de abril. A Angel Studios ainda não divulgou datas oficiais de estreia internacional, de acordo com informações do The Christian Post.

Nigéria: 6 mil cristãos tomam decisão forçada após novos ataques

Uma nova série de ataques armados contra comunidades cristãs no estado de Plateau, Nigéria, deixou ao menos 70 mortos desde o final de março, segundo relatos de moradores e líderes religiosos locais.

Os ataques, atribuídos a militantes de etnia fulani, atingiram pelo menos sete vilarejos nas áreas de governo local (LGA) de Bokkos e Bassa, resultando em assassinatos, destruição de propriedades e deslocamento forçado de cerca de seis mil pessoas, num momento em que começa a estação chuvosa no país.

De acordo com líderes cristãos da região, vítimas foram baleadas, queimadas vivas ou atacadas com armas brancas: “Cerca de sete a oito comunidades foram atacadas. Os ataques nos afetaram espiritualmente e socialmente. Precisamos de orações por provisão para os deslocados internos e os que acolheram nossos irmãos desabrigados em suas casas”, declarou o reverendo Arum, parceiro da Missão Portas Abertas na Nigéria.

Ayuba Matawal, presidente do Comitê de Bem-estar das Pessoas Deslocadas Internas de Bokkos, afirmou que “pessoas perderam suas vidas, seis vítimas estão desaparecidas e muitas outras sofreram vários graus de ferimentos. Mais de 200 casas e propriedades no valor de milhões foram queimadas, deixando mais de três mil deslocados”.

Cronologia dos ataques:

  • 24 de março – Dundu (Bassa): três agricultores cristãos foram emboscados e mortos enquanto trabalhavam nas plantações.

  • 27 de março – Ruwi (Bokkos): 11 cristãos foram mortos durante um velório, entre eles uma mulher grávida, o marido e uma criança de dez anos.

  • 2 de abril – Tamiso (Bokkos): cinco mulheres foram assassinadas durante um encontro cristão na igreja COCIN.

  • 2 de abril – Dafo e Hurti: dois mortos em Dafo e cerca de 40 em Hurti.

  • 6 de abril – Pyakmula (Bokkos): quatro mortos.

  • 7 de abril – Hwrra (Bassa): três mortos.

  • 8 de abril – Bassa: ataques simultâneos em três locais deixaram pelo menos dois mortos.

Segundo Farmasum Fuddang, advogado e presidente do Conselho de Desenvolvimento Cultural de Bokkos (BCDC), “trinta e uma pessoas foram enterradas em uma vala comum na quinta-feira, com outras cinco vítimas menores de idade queimadas até virarem cinzas na vila de Hurti”.

Reações e contexto

As autoridades do estado de Plateau condenaram os episódios de violência e anunciaram medidas de segurança para conter os ataques nas comunidades afetadas. A LGA de Bokkos já vivia sob tensão desde maio de 2023, quando ocorreram ataques similares. Em 24 de dezembro de 2023, cerca de 200 cristãos foram mortos em um atentado considerado o mais letal do ano na região.

Titus Ayuba Alams, conselheiro especial do governador de Plateau, relatou que a violência afeta diretamente o sustento das famílias locais.

“As pessoas começaram a limpar suas fazendas para cultivar. Mesmo na comunidade de Hurti, quando fomos lá, você podia ver claramente que as pessoas estavam preparadas para plantar. Vimos seus produtos como pimenta e batatas estragando porque as pessoas fugiram e deixaram tudo”, afirmou.

A estação chuvosa, que vai de abril a outubro, é essencial para os agricultores de subsistência da região. Com os ataques, as plantações foram abandonadas, deixando famílias sem comida e sem fonte de renda.

“Temos cerca de quatro campos de deslocados internos: um em Bokkos, um em Gombe e dois em Hurti. Em Bokkos, há mais de dois mil deslocados internos. Em Hurti, temos mais de quatro mil”, informou o reverendo Arum, somando seis mil pessoas obrigadas a fugir pela vida.

Impactos sociais e humanitários

A Portas Abertas e outras organizações cristãs relatam que a maioria destes seis mil vítimas são agricultores cristãos e suas famílias, que agora enfrentam insegurança alimentar e ausência de meios de subsistência. Muitas crianças deixaram de frequentar a escola e cultos religiosos foram suspensos por temor de novos ataques.

“Nossa gente está vivendo com medo. As crianças não vão mais à escola, nem mesmo podem adorar nas igrejas, porque estão fugindo para salvar suas vidas”, acrescentou o conselheiro Alams.

Mobilização internacional e campanha de oração

Em resposta à escalada da violência, a campanha Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2025, marcada para o dia 15 de junho, promete unir mais de 16 mil igrejas em oração pelos cristãos perseguidos na Nigéria e em outros países.

Entre os pedidos de oração divulgados por líderes cristãos estão:

  • Consolação espiritual e cura emocional para os afetados pelos ataques.

  • Sabedoria e coragem para os líderes cristãos locais.

  • Transformação dos agressores e fim da violência.

  • Provisão de alimentos, abrigo e segurança para os deslocados.

Situação em andamento

Até o momento, não há confirmação de prisões relacionadas aos ataques mais recentes. O governo nigeriano enfrenta críticas internas e internacionais pela lentidão na resposta aos episódios de violência étnico-religiosa no cinturão central do país.

Em nota, a Portas Abertas afirma que segue monitorando a situação em Plateau e reforça o apelo por ajuda emergencial para os deslocados.

Trump nomeia pastor para cargo em defesa da liberdade religiosa

O presidente dos EUA Donald Trump anunciou na última quinta-feira a indicação do ex-deputado Mark Walker (Carolina do Norte) para o cargo de Embaixador-Geral dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional.

Paralelamente, o mandatário também nomeou Yehuda Kaploun como Enviado Especial para Monitorar e Combater o Antissemitismo. Ambas as nomeações dependem de confirmação pelo Senado.

Perfil de Mark Walker:

Pastor batista antes da política, Walker representou o 6º Distrito da Carolina do Norte na Câmara dos Representantes entre 2015 e 2021. Integrou comitês de contraterrorismo e liderou o Comitê de Estudos Republicanos.

Trump destacou sua “liderança incansável em segurança interna” e afirmou: “Mark exporá violações de direitos humanos e defenderá a fé globalmente”.

Em publicação no X (ex-Twitter), Walker agradeceu: “Como ex-ministro e congressista, conheço regiões que oprimem pessoas de fé. Lutarei deles, do campus universitário à África Subsaariana”.

Yehuda Kaploun

Kaploun, descrito por Trump como “empresário e defensor da fé judaica”, assumiria o posto recriado de Enviado Especial, focado em frear a escalada de ataques antissemitas. “Com o ódio aos judeus em alta, Yehuda será nossa voz forte”, declarou Trump. Dados do FBI mostram que crimes de ódio contra judeus nos EUA subiram 37% em 2023.

Contexto das posições:

  • O cargo de Embaixador para Liberdade Religiosa foi criado em 1998 para promover direitos religiosos globalmente. O último titular, Rashad Hussain, deixou o posto em janeiro de 2024.
  • A posição de Enviado Contra Antissemitismo foi extinta em 2021 e reinstituída por Trump como parte de sua campanha eleitoral.

Ambas as nomeações serão analisadas pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado. Analistas preveem debates acalorados, dada a polarização em temas religiosos. Walker, aliado de Trump, já enfrentou oposição democrata em 2020 por votos contra direitos LGBTQIA+.

A Conferência de Bispos Católicos dos EUA emitiu nota apoiando a indicação de Walker, enquanto a Liga Antidifamação (ADL) classificou a escolha de Kaploun como “sinal necessário em tempos de intolerância”.

As audiências no Senado devem ocorrer em novembro. Com informações de Christian Post.

Sonho realizado? Veja os nomes que apoiam Feliciano no Senado

O bispo Samuel Ferreira, líder nacional da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira, declarou apoio público ao deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, 15, Ferreira destacou a necessidade de ampliar a representação evangélica no Congresso Nacional, citando a experiência do parlamentar como trunfo.

Argumentos do apoio

Ferreira mencionou a polarização política atual — “uma divisão histórica entre direita e esquerda” — e exemplificou que estados como Rio de Janeiro, Goiás e Sergipe já elegeram senadores evangélicos.

“São Paulo, maior colégio eleitoral do país, precisa de um representante que pense como a igreja no Senado”, afirmou. O líder religioso também ressaltou os cinco mandatos consecutivos de Feliciano na Câmara (desde 2010): “Sua trajetória o tornou um obreiro preparado, tarimbado no Legislativo”.

Pré-candidatura:

Feliciano confirmou oficialmente sua intenção de concorrer ao Senado em 21 de março de 2024, após reportagem da colunista Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo) abordar a possível permanência do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA.

Essa intenção, contudo, não é nova. Conforme o GospelMais noticiou, o parlamentar já havia demonstrado esse desejo nas eleições de 2018, e obteve o apoio do então presidente Jair Bolsonaro em 2022.

Em vídeo, o parlamentar declarou: “Sou um soldado. A decisão final será do presidente [Jair] Bolsonaro”. A fala reforça a influência do ex-presidente, que mantém articulação sobre candidaturas aliadas.

Estratégia e discurso:

O deputado paulista defendeu a urgência de ter “um conservador evangélico no Senado por São Paulo”, estado que concentra 27% dos evangélicos do país, segundo o Datafolha (2023).

“É hora do principal estado da federação refletir seus valores no Senado”, argumentou. Feliciano é conhecido por pautas como o Estatuto da Família (PL 6.583/2013) e a criminalização do aborto, bandeiras alinhadas a grupos religiosos.

Reações

Apesar do endosso de Ferreira, analistas apontam desafios. São Paulo elege três senadores em 2026, e nomes como o ex-governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a senadora Mara Gabrilli (PSDB) já sondam apoios. O PL paulista ainda não definiu se lançará uma chapa única com o Republicanos ou manterá candidaturas autônomas.

Dados relevantes:

  • Desde 2018, o número de parlamentares evangélicos no Congresso saltou de 87 para 124, segundo o Censo Legislativo.
  • Atualmente, apenas 5 dos 81 senadores declaram filiação a denominações evangélicas.

Ferreira encerrou o vídeo com um apelo aos fiéis: “Pense nisso”. A mensagem já acumula 240 mil visualizações, sinalizando o peso do eleitorado religioso na disputa.

Pastor continua desaparecido após sequestro durante culto

Josh Sullivan, missionário e pastor americano de 34 anos, sofreu um sequestro na noite da última quinta-feira, 10 de abril, enquanto liderava uma reunião de oração na Igreja Batista Fellowship, localizada em Motherwell, próximo à cidade costeira de Gqeberha, na África do Sul.

As informações foram confirmadas por autoridades policiais locais e por declarações de líderes religiosos próximos ao missionário.

Segundo comunicado da polícia, citado pelo jornal Vanguard, “enquanto um sermão era realizado na igreja, quatro suspeitos armados e mascarados entraram no local. Eles roubaram dois celulares e, em seguida, levaram o pastor com eles e fugiram do local”.

A igreja informou em uma publicação no Facebook que “Josh foi sequestrado sob a mira de uma arma por seis homens durante o culto desta noite”.

Sullivan atua como missionário na África do Sul desde 2018. Casado e pai de seis filhos, ele é membro da equipe da Igreja Batista Fellowship, uma congregação batista independente com sede em Maryville, Tennessee (EUA), da qual participa desde 2012. Ele também colaborava com uma escola satélite do Macedonia Baptist College em Midland, Carolina do Norte.

O pastor Tom Hatley, que acompanha o casal desde a infância, afirmou em nota que Josh e sua esposa, Meagan, têm “um desejo enorme de compartilhar o Evangelho com o povo Xhosa da África do Sul”, segundo informações do The Christian Post.

A última atualização no blog do casal, publicada em março, relata a conversão de duas mulheres e o batismo de outras duas, em um movimento que Sullivan descreveu como resposta direta à evangelização feita por membros da própria comunidade.

Jeremy Hall, outro pastor local, declarou à agência AFP que cerca de 30 pessoas estavam presentes no momento da reunião de oração. Segundo ele, os sequestradores sabiam o nome de Sullivan e estavam cientes de seu papel na igreja, o que reforça a hipótese de que o crime tenha sido motivado por extorsão ou pedido de resgate.

O capitão Andre Beetge, porta-voz da polícia, confirmou o sequestro ao canal WBIR. Ele informou que o caso está agora sob investigação de uma unidade especial dedicada a casos de sequestro e resgate: “Assim que há sequestros com resgates, Hawks assume os casos”, afirmou Beetge, referindo-se à unidade de elite da polícia sul-africana conhecida como Hawks.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também confirmou à BBC que está ciente da situação envolvendo um cidadão americano sequestrado na África do Sul, mas não forneceu detalhes adicionais sobre as ações em andamento.

De acordo com dados oficiais, a África do Sul registrou mais de 17 mil sequestros no ano fiscal de 2022-2023. A Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional atribui esse aumento à crescente incidência de extorsões, incluindo crimes com motivação financeira e sequestros direcionados a estrangeiros ou pessoas com visibilidade.

Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre o paradeiro de Josh Sullivan, nem confirmaram se houve contato dos sequestradores com exigência de resgate. A polícia continua investigando o caso.

Cristãos reagem contra o rapto de crianças pela Rússia na Ucrânia

Uma coalizão formada por líderes religiosos e organizações cristãs dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente Donald Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio, exigindo a repatriação imediata de mais de 19 mil crianças ucranianas raptadas pela Rússia durante a invasão iniciada em fevereiro de 2022 na Ucrânia.

O documento, liderado por Myal Greene, presidente da World Relief, descreve a situação como “crime contra a humanidade” e pede que o retorno dos menores seja pré-condição para qualquer acordo de paz.

Conteúdo da denúncia:

Segundo a carta, as crianças, com idades entre quatro meses e 17 anos, foram submetidas a “reeducação política, treinamento militar e assimilação forçada” em território russo.

O texto cita relatórios da ONU e da ONG ucraniana Truth Hounds que comprovam a alteração ilegal de certidões de nascimento para suprimir identidades ucranianas e a transferência coercitiva para famílias russas.

“Elas sofrem abusos físicos, privação de alimentos e são impedidas de contatar parentes”, afirma o documento, assinado por entidades como a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul (ERLC) e o Our Daily Bread Ministries.

Apelo às autoridades

Brent Leatherwood, presidente da ERLC, declarou: “A deportação forçada de 19 mil crianças é maligna. Seu retorno seguro não é negociável”. A coalizão pressiona para que os EUA condicionem avanços nas negociações de paz — mediadas por Trump desde julho de 2024 — à devolução dos menores. “Nenhum acordo deve ser assinado sem garantias concretas”, reforçou Greene.

A invasão russa à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022 sob alegação de “proteção a separatistas pró-Rússia”, já deslocou 14 milhões de pessoas, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR). Dados do governo ucraniano indicam que 91% das crianças deportadas não tiveram acesso a representantes legais ou organizações humanitárias.

Repercussão

Em março de 2023, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu mandado de prisão contra Vladimir Putin por crimes de guerra relacionados ao sequestro de menores. A Rússia nega as acusações, classificando-as como “propaganda ocidental”.

A carta destaca precedentes históricos, como a devolução de crianças judias após o Holocausto, e exige ação imediata. “Trump tem a chance de corrigir este capítulo sombrio”, disse Mark Tooley, do Instituto de Religião e Democracia. Enquanto isso, a Ucrânia mantém 1.200 casos registrados em cortes internacionais para repatriar seus cidadãos.

A Casa Branca ainda não se pronunciou sobre o apelo.

“Igreja não se cala”: protesto cristão contra a perseguição em SP

Cerca de 200 cristãos reuniram-se na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo, 13 de abril de 2025, para um protesto organizado pela Missão OVERMISSION em solidariedade aos fiéis que sofrem perseguição religiosa em países com casos de intolerância.

Vestidos de preto e portando cartazes com frases como “380 milhões silenciados” e “Igreja não se cala”, os participantes denunciaram a falta de liberdade religiosa em nações como Coreia do Norte, Afeganistão, Nigéria e China.

Mobilização:

Luca Martini, líder da OVERMISSION e evangelista há 15 anos, dirigiu o ato com um megafone, citando dados da organização Portas Abertas: “Hoje, 1 em cada 7 cristãos vive sob perseguição alta ou extrema.

São irmãos que arriscam a vida para ter uma Bíblia ou dizer ‘creio em Cristo’”. Em entrevista ao longo do evento, reforçou: “O Evangelho nasceu ilegal e seguirá assim até a volta de Jesus. Enquanto ditaduras caem, a Igreja avança mesmo sob morte”.

Além dos discursos, o grupo realizou 40 minutos de intercessão coletiva, citando nominalmente países como Paquistão e Irã. Um coral improvisado cantou hinos como “Castelo Forte”, enquanto voluntários distribuíram 500 folhetos com histórias de mártires contemporâneos, incluindo o nigeriano Luka Binniyat, preso em 2023 por denunciar assassinatos de cristãos.

Contexto global:

Segundo o Relatório de Liberdade Religiosa Mundial (2023), 75% dos ataques a religiões em 2022 foram contra cristãos. A Pew Research Center aponta que 52 nações impõem restrições “altas” ou “muito altas” à prática cristã. Martini destacou casos como o da paquistanesa Asia Bibi, condenada à morte por blasfêmia em 2010 e exilada após pressão internacional.

O ato gerou 1.240 menções no X (Twitter), com posts de figuras como o pastor André Valadão, que escreveu: “Enquanto uns dormem, a Igreja clama”. A Polícia Militar registrou fluxo tranquilo, sem incidentes. A Missão OVERMISSION anunciou nova mobilização para 10 de novembro, no Rio de Janeiro, como parte de uma série de protestos em capitais brasileiras.

“Vidas são ceifadas, mas a fé não se enterra. Cada mártir vira semente”, resumiu Martini, encerrando o evento sob aplausos. Assista:

Voz de Cid Moreira é recriada por IA em aplicativo bíblico

O icônico locutor Cid Moreira, falecido em 3 de outubro de 2024 aos 97 anos, em Petrópolis (RJ), teve sua voz recriada por inteligência artificial (IA) e integra o aplicativo “Recados da Bíblia”, lançado em 13 de outubro pela empresa norte-americana ElevenLabs.

A ferramenta permite aos usuários enviar mensagens com salmos, orações e recados personalizados, todos narrados pela versão digital da voz do apresentador.

Detalhes do aplicativo:

Desenvolvido pela ElevenLabs, especializada em síntese vocal via IA, o app oferece acesso gratuito a um banco de 150 trechos bíblicos em português, espanhol e inglês. O usuário seleciona o texto desejado, que é convertido em áudio com a entonação característica de Cid. Recursos premium (US$ 4,99/mês) incluem personalização de mensagens e envio para até 50 contatos simultâneos.

Autorização e motivação:

A utilização da voz foi autorizada pelo próprio Cid em contrato assinado em julho de 2024, dois meses antes de seu falecimento. Sua viúva, Fátima Sampaio, explicou em nota: “Ele desejou que sua voz continuasse a levar esperança. Chorou ao saber que as Escrituras perpetuariam seu legado”. A ElevenLabs utilizou 30 horas de gravações históricas do locutor, incluindo programas da TV Globo (1968-1996) e narrações de documentários, para treinar o modelo de IA.

Contexto histórico:

Cid Moreira tornou-se referência na comunicação brasileira como âncora do Jornal Nacional (1969-1971) e por documentários como Globo Repórter. Sua dicção marcante rendeu-lhe o título de “voz oficial da Bíblia” após gravar audiolivros do texto sagrado em 2005.

Nas primeiras 24 horas, o app registrou 85 mil downloads no Brasil, segundo dados da Google Play Store. Entre os usuários, destacam-se líderes religiosos, como o pastor Silas Malafaia, que compartilhou um salmo narrado por Cid em suas redes: “Uma inovação que honra a memória de um homem que amou a Palavra”.

A ElevenLabs informou que estuda ampliar o projeto para outras personalidades falecidas, mediante autorização familiar. Enquanto isso, Recados da Bíblia mantém viva a voz de Cid Moreira, agora em formato digital, cumprindo seu último desejo: “Falar de fé até pelos bytes”.

Crente deixa o Evangelho vira o que? Veja descoberta de estudo

Um estudo conduzido pelo Pew Research Center em todo o mundo revelou um aumento significativo de casos em que um crente deixa o cristianismo e muda de postura radicalmente. A pesquisa, realizada em 36 nações, identificou que a maioria dos ex-cristãos passou a se declarar ateia, agnóstica ou sem filiação religiosa.

No Brasil, 11% da população se identifica atualmente como sem religião. Entre os entrevistados que foram criados na fé cristã, 21% afirmaram não seguir mais a religião da infância.

A Espanha apresentou o maior índice de abandono do cristianismo, com 35%, seguida por Suécia e Alemanha, que também figuram entre os países com maior desfiliação religiosa.

De acordo com o levantamento, o cristianismo possui, na maioria dos países analisados, as maiores taxas de perda líquida de fiéis — ou seja, mais pessoas deixam a fé do que aquelas que passam a segui-la. No caso brasileiro, para cada pessoa que se converte ao cristianismo após ser educada em outra religião ou em nenhuma, quase seis pessoas (5,7%) deixam a fé cristã.

Fatores do abandono

O pastor Acyr de Gerone Junior, da Igreja Missionária Evangélica Maranata, no Rio de Janeiro (RJ), atribui parte desse fenômeno à secularização da sociedade. Segundo ele, há uma tendência crescente de pessoas que deixam de considerar a religião como um aspecto essencial de suas vidas.

“Cada vez mais pessoas optam por uma espiritualidade desvinculada de práticas religiosas institucionais”, afirmou, em entrevista à revista Comunhão.

Outro fator mencionado pelo líder religioso é o aumento do poder aquisitivo, especialmente em países desenvolvidos: “As pessoas passam a priorizar outras atividades e, aos poucos, se afastam da igreja e da fé”, observou.

Acyr também destacou a dimensão espiritual do problema. De acordo com ele, o esfriamento da fé e o abandono da religião são descritos nas Escrituras como sinais da apostasia: “Há aspectos bíblicos que também precisam ser considerados, como a batalha espiritual e os sinais dos últimos tempos”, declarou.

Chamada à centralidade bíblica

Apesar dos fatores externos, o pastor considera que o cristianismo precisa olhar para dentro de si. Ele avalia que o atual modelo de igreja tem contribuído para o afastamento dos fiéis. “Há muita gente decepcionada. O desencanto também leva ao abandono da fé”, disse.

Segundo ele, lideranças despreparadas e comportamentos incoerentes com os princípios cristãos alimentam o fenômeno dos desigrejados — aqueles que deixam de frequentar instituições religiosas, embora mantenham crenças pessoais.

Acyr também chamou atenção para o fato de que muitos dos que deixam o cristianismo no Brasil não aderem a outras religiões. Para ele, isso aponta para uma crise espiritual mais profunda, semelhante ao cenário observado em nações europeias e nos Estados Unidos. Entre os motivos, ele cita a falta de discipulado e a escassez de igrejas comprometidas com o ensino bíblico.

“O que vemos hoje são igrejas que abandonam o conteúdo bíblico. Os cultos deixam de ser cristocêntricos, as músicas são voltadas ao ser humano, e as pregações atendem a desejos pessoais. Isso cansa as pessoas, que acabam se afastando por não encontrarem o Evangelho verdadeiro”, afirmou.

Diante do cenário, o pastor defende uma retomada da centralidade das Escrituras na vida cristã. Ele ressalta a importância da leitura bíblica diária, da prática devocional e do discipulado: “Seguir Jesus exige obediência. É preciso recuperar o modelo bíblico de igreja e de fé cristã individual. A igreja precisa voltar a ser bíblica, e os cristãos, à Palavra”, concluiu.

Ex-ocultista conta como foi liberta do 'caminho sombrio'

A ex-ocultista April (nome preservado a pedido), de 24 anos, compartilhou publicamente no perfil da Five-Fold Church, no Instagram, seu testemunho de superação de traumas, vícios e opressão espiritual, atribuindo sua transformação à fé cristã.

A jovem, que não revelou seu sobrenome, detalhou uma jornada marcada por abusos na infância, distúrbios mentais e práticas ocultistas até encontrar libertação religiosa.

Infância e traumáticas:

Nascida no Texas (EUA), April relatou ter sofrido abusos não especificados durante a infância, o que a levou a desenvolver mecanismos de defesa baseados em mentiras. “Eu culpava Jesus pela minha dor, mas não conhecia Seu amor real”, afirmou em vídeo.

Aos 8 anos, após o divórcio dos pais, foi diagnosticada com depressão e iniciou terapia aos 12. Na adolescência, envolveu-se com grupos que a influenciaram no consumo precoce de álcool. “Bebia até desmaiar. Em uma noite, quase morri intoxicada e fui agredida”, declarou.

Entre os 15 e 18 anos, a jovem relatou confusão sobre sua sexualidade, atribuída aos traumas: “Pensei que era bissexual e buscava validação em relacionamentos destrutivos”.

Ocultismo e pressão espiritual:

Em 2021, April iniciou práticas esotéricas em busca de “cura e poder pessoal”, conforme descreveu. “Montei altares demoníacos e mexi com forças que não entendia. Em 2023, demônios controlavam meu corpo diariamente. Ouvia vozes e via visões do inferno”, testemunhou. A situação culminou em episódios de automutilação e paranoia, segundo relatos enviados à igreja.

No início de 2024, durante crise descrita como “fundo do poço”, April participou de um culto na Five-Fold Church, liderada pela pastora Kathryn Krick, conhecida por ministrações de libertação espiritual.

“Os demônios queriam me matar, mas Jesus interveio. Ele expôs as mentiras que acreditava”, disse. Em entrevista à congregação, Krick afirmou: “April enfrentou uma batalha espiritual intensa, mas a verdade de Cristo prevaleceu”.

Após três meses de acompanhamento, a jovem relatou cessar as visões e vozes, além de abandonar o vício em álcool. “Perdoei meus agressores e entendi: minha dor vinha de uma guerra espiritual, não de Deus”, explicou. Seu batismo ocorreu em 12 de abril de 2024.

Dados:

  • Estudo da American Psychological Association (2023) indica que 33% das vítimas de abuso infantil desenvolvem transtornos de personalidade, como Borderline, citado por April.
  • Pesquisa do Pew Research Center (2022) aponta crescimento de 27% no interesse por ocultismo entre jovens de 18 a 30 anos nos EUA na última década.
  • A Five-Fold Church, fundada em 2018, ganhou notoriedade por relatos de “libertação de demônios”, acumulando 410 mil seguidores no Instagram em 2024.

April integra hoje um grupo de apoio da igreja para vítimas de traumas e dependências. “Entreguei minha vida a Jesus. Seu amor restaura até as feridas mais profundas”, concluiu. A congregação planeja lançar um documentário com seu testemunho em setembro de 2024. Assista: