SBB testemunha: Centro Cultural da Bíblia chegará a Belém-PA

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Após um período de dois anos de buscas intensas, que envolveu a visita a aproximadamente 80 imóveis e o contato com mais de 50 corretores, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) anunciou a aquisição do espaço que sediará o Centro Cultural da Bíblia na Região Norte.

A nova unidade está localizada na avenida Nazaré, principal via de Belém (PA), e será dedicada à promoção da cultura bíblica por meio de ações educativas e expositivas.

O novo espaço terá múltiplas finalidades. De acordo com a SBB, o local abrigará o Museu da Bíblia, que reunirá um dos maiores acervos bíblicos do mundo, com acesso aberto a igrejas, escolas, famílias e demais interessados. Além disso, a proposta é que o centro se torne um ambiente de convivência, com palestras, exposições temáticas, eventos interativos e ações educativas voltadas à população local e visitantes.

A entrega simbólica das chaves ocorreu recentemente e foi recebida pelo pastor Adriano Casanova, secretário regional da SBB em Belém. Segundo ele, a aquisição representa a concretização de um projeto antigo da entidade, que até então atuava em imóveis alugados na capital paraense.

É parte de um sonho realizado. Depois de mais de 60 anos de aluguel, agora temos nosso próprio espaço: amplo, bem localizado, na principal avenida de Belém”, declarou o pastor, conforme informações da revista Comunhão.

Casanova também citou o Salmo 126.3 para resumir o sentimento da equipe: “De fato, o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres”.

Fundada em 1948, a Sociedade Bíblica do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que atua na tradução, produção e distribuição das Escrituras Sagradas em todo o país. O Centro Cultural da Bíblia em Belém se junta a outras iniciativas da organização, como o Museu da Bíblia em Barueri (SP), e busca ampliar o acesso à literatura bíblica, especialmente na Região Norte.

Segundo informações da entidade, nove das 12 parcelas da compra do imóvel já foram quitadas. A SBB segue mobilizando recursos junto a doadores, igrejas e parceiros para concluir o pagamento e viabilizar a inauguração completa do espaço, cuja data ainda não foi divulgada. O objetivo é consolidar o centro como um polo de cultura, fé e conhecimento na região amazônica.

Veja o que esse pastor fez para impedir que extremistas incendiassem igreja

Na noite de sábado, 05 de abril, dois homens não identificados tentaram incendiar uma igreja pentecostal na cidade de Phoolnagar, distrito de Kasur, na província de Punjab, no Paquistão. A tentativa foi frustrada pela ação rápida do pastor responsável pelo templo.

O pastor Tanveer Boota, da Igreja Pentecostal Bethaniya, informou que estava dormindo nos aposentos residenciais situados na propriedade da igreja, localizada na área de Gulshan Basti, na Colônia Musharraf, quando ouviu barulhos vindo do salão principal por volta da meia-noite. Ao investigar o som, notou uma luz acesa e avistou dois homens com os rostos cobertos dentro do prédio.

“Vi dois homens com o rosto coberto, e um deles estava ateando fogo na cortina da janela”, relatou o pastor. “Gritei com eles e corri para detê-los, mas eles escaparam pela entrada principal”.

O irmão do pastor, Usman Boota, que também dormia nas imediações, acordou com a confusão, correu até o local e conseguiu apagar o fogo, enquanto o pastor acionava a polícia.

De acordo com o relato, uma equipe policial liderada por oficiais superiores chegou pouco depois ao local. Durante a perícia inicial, os agentes encontraram uma garrafa com querosene e um pedaço de pau com um pano amarrado na ponta, artefato geralmente utilizado para iniciar incêndios.

O pastor afirmou que não havia recebido ameaças recentes, e que não existia histórico de tensão religiosa na área. Segundo ele, aproximadamente 500 famílias cristãs vivem na região, que conta com outras quatro igrejas pentecostais e uma igreja católica.

“Nunca enfrentamos qualquer hostilidade de nossos vizinhos muçulmanos”, disse Boota. “Ainda não consigo entender por que alguém iria querer incendiar nossa pequena igreja”, declarou, segundo informações do The Christian Post.

A igreja Bethaniya, composta por 16 famílias, foi fundada há dois anos. O pastor, de 40 anos, atua no ministério há oito anos e construiu a igreja em propriedade própria.

Durante o registro do incidente no Primeiro Relatório de Informações (FIR), documento usado pela polícia para iniciar investigações formais, foi incluída uma hipótese de tentativa de roubo. Segundo o pastor, essa versão não foi apresentada por ele: “Foi a polícia que espalhou os livros e papéis no carpete para dar a impressão de que o incidente foi uma tentativa frustrada de roubo”, afirmou.

Boota relatou que se reuniu com o chefe de polícia do distrito e outros oficiais, que teriam garantido uma investigação completa. A análise de impressões digitais encontradas no local está em andamento, conforme informado pelas autoridades locais.

“Somos extremamente gratos a Deus por ter salvado nossa igreja e residência do incêndio”, declarou o pastor. “Confiamos que as autoridades garantirão que quem estiver por trás deste ato criminoso seja levado à justiça para que nenhum outro criminoso tente perturbar a harmonia religiosa em nossa região.”

Contexto regional

O incidente ocorre menos de seis meses após um caso semelhante na cidade de Lahore, também na província de Punjab. Em novembro de 2023, um incêndio destruiu parte de uma Igreja Presbiteriana, incluindo o altar, dois aparelhos de ar-condicionado, móveis e um armário contendo Bíblias e livros cristãos.

Na ocasião, suspeitou-se de motivação religiosa. No entanto, a investigação policial concluiu que o responsável foi um membro da própria congregação, que ocupava o cargo de tesoureiro e teria tentado remover o pastor do cargo. Segundo a polícia, o suspeito chegou a enviar uma carta de ameaça em nome de um grupo islâmico e, não obtendo êxito, decidiu incendiar o prédio para atribuir a culpa a extremistas.

O Paquistão, país com mais de 96% da população muçulmana, figura atualmente na 8ª posição da Lista Mundial de Perseguição 2025 da Missão Portas Abertas, que identifica os locais com maiores índices de perseguição a cristãos.

Pastor que teve vídeo pessoal vazado toma decisão sobre cargos

O pastor Riter José Marques de Souza renunciou ao cargo de quinto secretário da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) nesta semana, antes mesmo de ser oficialmente empossado. A decisão foi tomada após a divulgação de um vídeo pessoal e outras fotos.

Os materiais vazados começaram a circular em redes sociais e grupos ligados à igreja. Segundo informações divulgadas pelo site Fuxico Gospel, as imagens teriam sido enviadas pelo próprio pastor a uma mulher cuja identidade não foi revelada.

Embora tenha negado o suposto envio a uma terceira, a repercussão do caso levou Riter a apresentar uma carta de renúncia preventiva, na qual afirma que a decisão busca preservar a liderança nacional da denominação.

Na carta, o pastor justificou sua saída como “um gesto de responsabilidade com a igreja”, afirmando que a renúncia visa evitar que o episódio cause “embaraço à gestão da convenção geral”.

Além de se afastar da CGADB, Riter também deixou a presidência da Convenção de Ministros e Igrejas Evangélicas da Assembleia de Deus no Estado do Pará (Comieadepa). A informação foi publicada pelo portal JM Notícia. O cargo será assumido interinamente pelo pastor Océlio Nauar de Araújo.

Em nota oficial, a Comieadepa classificou o vazamento das imagens como um “ato criminoso” e alegou que o conteúdo teria sido manipulado.

O comunicado também destacou que o episódio afetou emocionalmente o pastor Riter e sua esposa. Até o momento, não há confirmação sobre a identidade da destinatária das imagens. A CGADB ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

ChatGPT: vídeo mostra resposta sobre a única religião verdadeira

Durante uma interação com um influenciador digital, o modelo de linguagem ChatGPT foi questionado sobre qual religião seria, em sua avaliação, a mais provável de ser verdadeira. A resposta, dada em uma palavra, foi: “Cristianismo”.

Ao ser solicitado a justificar, a inteligência artificial afirmou basear-se em “evidências históricas, profecias cumpridas e na vida e ressurreição de Jesus”. Em seguida, acrescentou: “a consistência e coerência de seus ensinamentos e o impacto transformador na vida das pessoas”.

A breve troca de mensagens foi registrada e divulgada em plataformas sociais. Abaixo, o trecho da conversa:

ChatGPT, de todas as religiões do mundo, qual você acha que é a mais provável de ser verdadeira? Responda com apenas uma palavra, por favor.

Cristianismo.

Por que você diz isso?

Baseado em evidências históricas, profecias cumpridas e na vida e ressurreição de Jesus.

Alguma outra razão?

A consistência e coerência de seus ensinamentos e o impacto transformador na vida das pessoas.

Muito obrigado, ChatGPT.

A interação gerou reações distintas entre usuários de diferentes tradições religiosas e especialistas em ética digital, especialmente por envolver uma afirmação considerada sensível, vinda de um sistema de inteligência artificial que, segundo seus desenvolvedores, não possui crenças, consciência ou opiniões próprias.

IA em contextos religiosos

O uso de inteligência artificial em ambientes religiosos tem se expandido globalmente. Em Poznan, na Polônia, uma capela moderna incorporou um programa de IA para responder a dúvidas sobre o catolicismo. Os visitantes fazem perguntas por meio de um terminal eletrônico e recebem respostas diretas e doutrinariamente alinhadas com os ensinamentos da Igreja.

Na Finlândia, uma igreja luterana testou, em 2023, um culto quase inteiramente produzido por inteligência artificial. A IA foi responsável pela elaboração do sermão, escolha dos hinos e estrutura litúrgica. Embora a iniciativa tenha sido considerada inovadora, fiéis relataram a ausência de conexão emocional e empatia, fatores normalmente associados à experiência religiosa presencial.

Nos Estados Unidos, o uso da IA em práticas pastorais também tem gerado debates. O reverendo Colin Bossen, líder da Primeira Igreja Universalista de Houston, no Texas, utilizou o ChatGPT para redigir partes de um sermão.

Em entrevista posterior, destacou: “A IA pode ajudar a organizar ideias, mas não substitui a experiência pastoral nem a orientação espiritual que o ser humano oferece”.

Reações e reflexões teológicas

Dentro da comunidade cristã, as reações são variadas. Alguns líderes enxergam a IA como ferramenta útil na divulgação da fé e no apoio à formação bíblica. Outros alertam para os riscos de se delegar à máquina tarefas que envolvem discernimento espiritual, aconselhamento ou ministração litúrgica.

“É importante manter a centralidade do ser humano na experiência de fé”, afirmou a pastora Elizabeth Reeser, do Sínodo Evangélico da Pensilvânia: “As tecnologias devem ser complementares, e não substitutivas da comunhão e da escuta pessoal.”

O teólogo e professor de ética digital Michael Hanley observa que o uso da IA em contextos religiosos exige critérios claros: “Estamos lidando com algoritmos que organizam dados, não com entidades capazes de compreender transcendência. É preciso cuidado para que a fé não seja reduzida a informação computacional”, declarou, conforme informações da revista Comunhão.

Fé, tecnologia e discernimento

A resposta dada pelo ChatGPT, indicando o cristianismo como a religião “mais provável” de ser verdadeira, reflete padrões presentes nos dados utilizados para seu treinamento, que incluem textos religiosos, acadêmicos e culturais predominantemente ocidentais. O próprio sistema reconhece não possuir consciência ou crença, operando unicamente com base em probabilidades linguísticas.

A crescente presença da inteligência artificial na esfera religiosa levanta, portanto, questões fundamentais sobre a relação entre fé, linguagem e tecnologia. Para estudiosos e líderes religiosos, o desafio está em discernir como essas ferramentas podem contribuir para a espiritualidade sem comprometer os princípios essenciais da fé vivida e relacional.

A discussão permanece aberta. Segundo especialistas, o avanço da tecnologia exigirá diálogo contínuo entre teólogos, programadores e comunidades de fé: “Devemos perguntar constantemente: o que é essencialmente humano na experiência religiosa?”, concluiu Hanley.

Vídeo: bandido desiste de assalto ao ver o que vítimas carregavam

Um assalto à mão armada em São Paulo foi impedido de maneira curiosa: três amigos que voltavam do culto não precisaram reagir aos assaltantes, porque ao verem que se tratavam de evangélicos, os criminosos desistiram do roubo.

O caso foi registrado no bairro do Capão Redondo, na periferia da zona sul da capital paulista, uma região com altos índices de violência. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o assalto é anunciado por dois criminosos numa motocicleta.

Quando o garupa desceu, com a arma em punho, cobrando que os três amigos levantassem as blusas para mostrar que não estavam armados, notou que todos seguravam seus exemplares da Bíblia Sagrada.

Ao ver a Bíblia na mão das vítimas, o garupa desistiu do assalto, subindo na moto para fugir do local. O vídeo circulou nas redes sociais e repercutiu também no telejornal policial Cidade Alerta, da RecordTV.

Uma das vítimas, identificado como Renato, contou que é cunhado do cantor gospel Ton Carfi e concedeu um depoimento ao apresentador Reinaldo Gottino: “Escapamos desse susto. Estávamos voltando da igreja, eu e minha família, e esse casal de amigos, Michel e Lidiane. Minha esposa, nesse exato momento, tinha subido com a minha filha para dentro de casa, e os filhos deles entraram para a casa deles”.

“Por um descuido, os motoqueiros vieram por trás, já anunciando o assalto, pedindo para a gente levantar a camiseta, mostrar que não estávamos armados. Nesse momento, eu acredito por uma luz divina, eu mostrei a Bíblia e falei que estávamos voltando da igreja”, acrescentou, explicando o diálogo que a gravação não mostra em detalhes.

Nos comentários da publicação, usuários do Instagram expressaram alegria com o desfecho: “A arma do cristão é a sua espada de fogo. Glória a Deus”, escreveu uma internauta.

“Os anjos do Senhor acampam ao redor dos que os temem e os livram”, escreveu outro, parafraseando o Salmo 37.

Momento de oração em escolas: veja detalhe da lei aprovada

No dia 2 de abril de 2025, a Câmara Municipal de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, aprovou um projeto de lei que institui um momento de oração do Pai Nosso nas escolas públicas e privadas do município.

A proposta foi apresentada pelo presidente da Câmara, vereador Luciano Julião (PL), e recebeu 18 votos favoráveis e 4 contrários.

Segundo o texto aprovado, o momento de oração deverá ser realizado pelo menos uma vez por semana durante o período letivo. A participação dos estudantes, no entanto, não será obrigatória.

O projeto estabelece que os alunos que optarem por não participar poderão ser dispensados, desde que apresentem, no início do ano letivo, uma declaração assinada pelos responsáveis legais.

A proposta segue agora para a sanção do prefeito Coronel Fábio Cândido (PL), que, por meio de publicação em sua conta no Instagram, anunciou que sancionará a medida. “Vamos sancionar esse importante projeto que reforça valores”, escreveu o prefeito na rede social.

Em justificativa à proposta, o vereador Luciano Julião afirmou que o objetivo é “promover valores essenciais para a formação moral e ética dos estudantes”. Ainda segundo o texto do projeto, caberá a cada instituição de ensino definir o dia e o horário da oração, de acordo com a organização e rotina interna de cada escola.

A redação da lei também defende que a prática da oração pode “contribuir para o desenvolvimento espiritual dos alunos, promovendo momentos de reflexão e introspecção”. O texto acrescenta que a iniciativa pode estimular a “integração entre alunos e professores, ressaltando a importância da amizade, respeito, solidariedade e união”.

A medida gerou reações diversas no plenário. Parlamentares contrários à proposta questionaram a inserção de práticas religiosas em instituições de ensino, especialmente em um contexto de diversidade cultural e confessional. A Câmara, no entanto, não divulgou oficialmente os nomes dos vereadores que votaram contra o projeto.

Até o momento, não houve manifestação oficial do Ministério Público ou de entidades ligadas à educação e aos direitos civis sobre o conteúdo da proposta. A sanção ou veto do Executivo municipal deverá ocorrer nos próximos dias, de acordo com a revista Comunhão.

Saiba por quê família culpa a fé cristã pela morte do ator Val Kilmer

A morte do ator Val Kilmer, aos 65 anos, em 1º de abril, reacendeu o debate sobre os limites entre fé e medicina. A família do ator veio a público com críticas ao cristianismo após seu falecimento.

Conhecido por papéis marcantes em filmes como Top Gun e Batman Eternamente, Kilmer enfrentava um câncer na garganta. Após sua morte, familiares do artista atribuíram parte da responsabilidade à Igreja da Ciência Cristã — grupo religioso ao qual ele era vinculado — por desencorajar tratamentos médicos tradicionais em favor da cura exclusivamente por meio da fé.

Em 2017, Val Kilmer chegou a conceder entrevista anunciando a cura de seu câncer através das orações: “Estou muito grato por todas as orações e bons pensamentos de todo o mundo. As pessoas que sabem que sou um cientista cristão fazem a suposição de que de alguma forma me ameacei. Mas muitas pessoas foram curadas por oração durante toda a história. E muitas pessoas morreram por qualquer coisa que fosse a medicina moderna”, contou o ator na ocasião.

Diferente da Cientologia, seguida por Tom Cruise, a Igreja da Ciência Cristã prega que a oração e a confiança em Deus são suficientes para a cura de enfermidades. Segundo os familiares, essa orientação teria influenciado negativamente as decisões de Kilmer sobre seu tratamento.

O caso provocou questionamentos públicos: é possível abrir mão da medicina por motivos religiosos? Fé e ciência podem atuar juntas no processo de cura?

‘Fé e ciência são aliadas’, diz médica cristã

Para a médica Willânia Cristine Damm Lourenço, cirurgiã geral e pediátrica, a resposta está na integração. Cristã evangélica, ela participa ativamente de sua igreja e acredita que a fé não entra em conflito com o conhecimento científico, mas o complementa.

“Como seres racionais que somos, nos movemos em direção à ciência. Mas a fé intensifica a sensação de plenitude. Além disso, quando a ciência chega ao limite, a fé permanece lá, se não para complementar a cura, ao menos para trazer conforto e esperança”, afirmou, em entrevista à revista Comunhão.

Citando o livro de Provérbios 2:6 — “Porque o Senhor é quem dá sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o discernimento” —, a médica argumenta que a sabedoria científica é um dom divino.

“Renunciar à medicina em prol exclusivo da fé é renegar algo dado por Deus. Não usar os recursos oferecidos por Ele é uma fé cega, e não é isso que Ele deseja de nós”, ressaltou.

Segundo a doutora, a fé também desempenha um papel emocional importante no enfrentamento das doenças: “Uma pessoa motivada, confiante, está mais próxima de um equilíbrio entre corpo e mente do que alguém desesperançado. E quanto maior esse equilíbrio, melhor a resposta imunológica corporal”, afirmou.

Willânia relatou ainda que a oração está presente em sua rotina médica:

“Oro sempre, inclusive antes das cirurgias. E como cirurgiã, vendo a anatomia e a fisiologia humana de perto, não consigo acreditar que algo tão perfeito não tenha uma mente criadora brilhante”, disse.

Pastor faz alerta

Para o pastor Josué Ebenézer de Sousa Soares, da Comunidade Batista Atos 2, de Nova Friburgo (RJ), o conflito entre ciência e fé tem raízes históricas. Ele lembra que até o século XVII havia uma forte presença da igreja no sistema político e educacional, o que provocava tensões com os cientistas da época.

“A fé era praticamente imposta, o que desagradava em muito os homens da ciência. Uma agravante era que o ensino e as bibliotecas estavam ligados à igreja, o que restringia e condicionava o pensar”, explicou. Com o surgimento do Iluminismo, que passou a valorizar apenas o que fosse comprovado empiricamente, iniciou-se, segundo o pastor, um processo de rejeição das ideias religiosas.

Josué Ebenézer acredita que a atual distância entre fé e academia é fruto dessas ideias iluministas. “As ideologias ateístas dominantes hoje querem erradicar a herança judaico-cristã da sociedade. Tarefa impossível, pois o que o mundo ocidental é, decorre, em grande parte, dessa tradição”, afirmou.

Sobre a relação entre fé e ciência na prática médica, o pastor é enfático: abandonar os tratamentos convencionais pode ser fatal. Ele contou o caso de uma jovem que, ao ouvir de um líder religioso que estava curada, suspendeu a medicação. Um mês depois, veio a óbito.

“Deus age de diversas maneiras. Ele é o criador e o dono da inteligência, que distribuiu ao ser humano exatamente para ser usada. Infelizmente, existe uma pseudoespiritualidade que procura desconstruir a medicina. Isso é um atraso. Quem segue por este caminho corre sérios riscos”, alertou.

Ainda assim, o pastor defende o papel da fé no processo de cura: “A fé é fundamental para a saúde do corpo. Isto está comprovado cientificamente. A fé e a oração são auxiliares da medicina no processo de cura”, afirmou, concluindo com a citação bíblica de Tiago: “A oração do justo pode muito em seus efeitos”.

Ludmilla ora no monte: pastora relata episódio com funkeira; Veja

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A pastora Adriana Pereira, conhecida como “pastora dos famosos”, concedeu entrevista a um podcast e contou como recebeu esse apelido. Além disso, revelou detalhes da rotina da funkeira Ludmilla nas atividades de sua igreja.

Líder da Casa de Oração, ela tem uma relação muito próxima da cantora Ludmilla que, segundo ela, tem a vida espiritual cuidada pela pastora. Ao longo do programa, a líder religiosa reforçou que, apesar de não ser convertida ainda, a funkeira é aberta a ouvir o Evangelho.

Em seu perfil no Instagram, Adriana Pereira exibe várias fotos ao lado de Ludmila, na maioria das vezes chamando-a de “filha”.

Em 2024, a cantora Ludmilla fez um anúncio que dividiu opiniões nas redes sociais, ao informar que havia comprado “uma igreja”. A celebridade, que é homossexual e mantém um relacionamento estável com Bruna Gonçalves, fez o comunicado através dos seus perfis.

“Eu estou tão feliz que eu consegui comprar uma igreja pro meu Deus. Pastora Adriana Pereira vai macetar. A igreja fica no Recreio dos Bandeirantes”, postou a artista, que já fez críticas à doutrina cristã, apesar de afirmar sua fé em Jesus Cristo.

Na entrevista ao PodCrê, Adriana também compartilhou testemunhos vividos por ela e sua família. Conhecida por supostamente receber revelações de Deus, ela contou que engravidou de seu filho caçula após 18 anos tendo as trompas ligadas.

O nascimento do menino é descrito como um verdadeiro milagre, pois, de acordo com a religiosa, ele chegou a morrer, foi reanimado e ficou internado por um tempo. Hoje, o garotinho tem 3 anos de idade e é saudável.

Adriana também detalhou como suas atividades religiosas começaram e como ele tem crescido. Atualmente, a pastora tem mais de cinco igrejas espalhadas pelo Rio de Janeiro e é comprometida em estar presencialmente em todas elas.

‘Consegui comprar uma igreja’, diz funkeira Ludmilla

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JOCUM é acusada de praticar ‘abusos’ contra ex-missionários

A organização missionária Jovens Com Uma Missão (JOCUM), declarou estar “profundamente arrependida” após a publicação de uma reportagem que reuniu relatos de ex-integrantes sobre episódios de abuso espiritual, controle excessivo e práticas coercitivas em treinamentos da instituição.

O material jornalístico publicado pelo jornal britânico The Observer no domingo, 06 de abril, foi baseado em depoimentos de 21 ex-missionários e membros atuais, com experiências acumuladas ao longo de 20 anos em 18 países.

Entre os relatos, destacam-se pressões psicológicas, sessões públicas de confissão, práticas de “cura” espiritual e controle de condutas pessoais.

Uma ex-integrante da entidade conhecida internacionalmente como Youth With A Mission (YWAM) afirmou que o treinamento de liderança pelo qual passou foi “bastante controlador” e mencionou ter sido desestimulada a comparecer ao funeral de sua avó porque a cerimônia coincidia com um culto.

Outros entrevistados disseram ter participado de sessões públicas de arrependimento, onde eram levados a confessar “pecados” ou pensamentos considerados imorais, como atividade sexual fora do casamento heterossexual ou pensamentos homossexuais.

“Nós ‘expulsamos’ todos os demônios e pecados e pedimos a Deus que os perdoasse e os curasse novamente”, afirmou um ex-missionário à reportagem. As chamadas “noites do testemunho” foram descritas por alguns como catárticas, enquanto outros relataram terem se sentido pressionados a expor pensamentos íntimos em público.

Houve ainda menções a episódios de vergonha induzida, especialmente em relação ao uso de aplicativos de namoro cristão ou ao vestuário feminino. De acordo com os relatos, tais comportamentos eram frequentemente repreendidos por líderes da organização, gerando sentimento de culpa e exclusão.

Em resposta oficial à publicação, a JOCUM afirmou:

“Lamentamos profundamente qualquer um que tenha sofrido danos enquanto fazia parte da YWAM. Ninguém deve sofrer abuso espiritual, coerção ou sofrimento psicológico em uma comunidade baseada na fé”.

A organização declarou repudiar “práticas coercitivas ou humilhantes de grupo”, incluindo sessões de confissão pública. Segundo a nota:

“Embora a confissão pessoal seja parte da prática cristã, ela deve ser sempre voluntária e respeitosa. Qualquer prática que pressione indivíduos a revelar traumas ou envergonhá-los publicamente é errada”.

De acordo com o The Christian Post, a JOCUM também afirmou não tolerar rituais de cura que “prejudiquem ou estigmatizem” e disse que esses não têm lugar na atuação da JOCUM Inglaterra.

“Estamos tristes com os relatos de indivíduos que sentiram que sua identidade foi tratada como pecaminosa ou demoníaca, e estamos revisando como nossos ensinamentos são expressos para garantir que reflitam compaixão, verdade e amor”, concluiu o comunicado.

Fundada em 1960, a JOCUM é uma das maiores organizações missionárias evangélicas do mundo, com presença em mais de 180 países e foco em treinamento de jovens, evangelismo e ações humanitárias.

Diretora que cancelou Páscoa não esperava reação dos cristãos

Cerca de 50 pessoas se reuniram do lado de fora de uma escola no sul da Inglaterra, na sexta-feira, 04 de abril, em protesto contra a decisão da escola de cancelar o tradicional desfile de chapéus de Páscoa e o culto religioso associado à data.

Os manifestantes, ligados à igreja Living Word Church, acusaram a administração escolar de marginalizar o cristianismo.

A manifestação foi motivada por uma carta enviada pela diretora da escola, Stephanie Mander, aos pais dos alunos, informando que, neste ano, a celebração da Páscoa ocorreria apenas por meio de aulas temáticas em sala e atividades de artesanato, excluindo os eventos religiosos costumeiros. Segundo o jornal The Telegraph, a diretora justificou a decisão como uma tentativa de promover um ambiente escolar “inclusivo”, que respeite as diferentes crenças dos estudantes.

Durante o protesto, manifestantes ergueram bandeiras da Inglaterra com frases religiosas como “Jesus: o caminho, a verdade, a vida” e “Jesus é rei”, além de uma faixa com os dizeres: “A diretora Stephanie Mander quer cancelar a Páscoa — vamos cancelá-la!”. O grupo distribuiu ovos de chocolate às crianças e encerrou o ato com uma oração em grupo pouco antes das 15h15, horário do fim das aulas.

O reverendo Chris Wickland, da Living Word Church, afirmou à GB News que a manifestação não visava causar tumulto, mas expressar descontentamento com o que considerou ser uma exclusão das tradições cristãs nas escolas. “Estamos aqui pacificamente. É sobre manter viva a nossa fé e tradição”, declarou.

Também presente ao protesto, o líder do partido Ukip, Nick Tenconi, leu a carta da diretora em um alto-falante e criticou a medida. Segundo ele, a decisão buscava “cumprir critérios de diversidade e garantir financiamento extra, à custa da tradição cristã”.

Entre os manifestantes, Marie Pigney, avó residente em Titchfield, destacou a importância do cristianismo como base moral e educativa. Rob Owen, outro participante, argumentou que preservar as tradições pascais era essencial para manter a identidade cultural britânica.

Em contrapartida, um pequeno grupo de cerca de 10 pais se posicionou próximo aos portões da escola em apoio à decisão da diretora, argumentando que o protesto poderia fomentar divisão e desentendimento entre os alunos. Um pai, que optou por não se identificar, declarou à imprensa que o cancelamento do desfile de chapéus também levava em consideração as dificuldades financeiras enfrentadas por algumas famílias. Segundo ele, a escola buscava equilibrar diversidade de crenças e realidades econômicas.

Críticas à decisão da escola circularam nas redes sociais nos dias anteriores, sendo descritas por internautas como “vergonhosas” e “caóticas”. Em resposta, Stephanie Mander reafirmou seu compromisso com a inclusão e a diversidade.

“Reconhecemos que algumas famílias ficaram desapontadas, mas estamos buscando formas alternativas de celebrar essa temporada de maneira respeitosa e acolhedora para todos”, escreveu.

A presença da polícia foi constante durante o protesto. Equipes do policiamento de bairro e de ligação com manifestantes acompanharam o ato, que transcorreu de forma pacífica. A polícia de Hampshire informou que não houve incidentes ou detenções.

A Norwood Primary School atende crianças entre 4 e 11 anos na região de Eastleigh, em Hampshire. Nos anos anteriores, o desfile de chapéus de Páscoa e o culto religioso faziam parte do calendário tradicional da escola.

A diretora ainda não confirmou se esses eventos poderão retornar nos próximos anos, segundo informações do portal The Christian Post.