Ativistas que interromperam culto em igreja nos EUA são presos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, na quinta-feira, que agentes federais prenderam três ativistas ligados a um protesto contra o ICE que interrompeu um culto no último domingo na Cities Church, em St. Paul, Minnesota.

A procuradora-geral Pam Bondi e o diretor do FBI, Kash Patel, anunciaram que Nekima Levy Armstrong e Chauntyll Louisa Allen foram indiciadas com base na Lei FACE, de 1994. A norma proíbe ferir, intimidar ou interferir intencionalmente com pessoas que estejam exercendo o direito de liberdade religiosa garantido pela Primeira Emenda em um local de culto.

Bondi declarou que a primeira prisão ocorreu “sob suas ordens” e disse que Armstrong teria exercido papel central na organização do que classificou como um ataque coordenado à igreja. Em seguida, anunciou a detenção de Allen e reforçou que o governo pretende proteger locais de culto.

A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, publicou uma foto de Armstrong algemada e afirmou que ela seria acusada com base no Título 18 do Código dos EUA, Seção 241, conhecido como “conspiração contra os direitos”. Essa lei proíbe que duas ou mais pessoas conspirem para prejudicar, oprimir, ameaçar ou intimidar alguém no livre exercício de direitos assegurados pela Constituição ou pelas leis do país.

Noem descreveu a liberdade religiosa como um dos fundamentos dos Estados Unidos e afirmou que não existe um direito constitucional que impeça alguém de praticar a própria religião.

As prisões foram anunciadas no mesmo dia em que o vice-presidente JD Vance viaja para Minnesota, em meio a uma onda de protestos no estado. Mais tarde, Bondi também comunicou a prisão de William Kelly, visto em vídeo repreendendo fiéis e zombando deles, chamando-os de “falsos cristãos”. Na mesma linha, a procuradora-geral declarou que o país foi colonizado por pessoas que fugiam de perseguição religiosa e afirmou que o governo protegerá pastores, igrejas e americanos de fé.

Armstrong, Allen e Kelly integraram um grupo associado à Rede de Justiça Racial que entrou na Cities Church (filiada à Convenção Batista do Sul) durante o culto e provocou o encerramento antecipado da cerimônia após gritar com os presentes. O grupo protestava contra o fato de o reverendo David Easterwood, um dos pastores, também atuar como diretor interino do escritório do ICE em St. Paul.

Os manifestantes pediram a renúncia dele em meio à repressão do ICE à imigração ilegal na região da capital de Minnesota, marcada por protestos recentes e por dois episódios de violência a tiros envolvendo agentes do ICE nas últimas semanas, incluindo a morte de Renee Good, de 37 anos.

O ex-apresentador da CNN Don Lemon acompanhou o grupo e filmou sua própria participação no protesto, mas depois buscou se distanciar dos manifestantes enquanto a apuração federal avançava. Um juiz federal de Minnesota se recusou a assinar uma denúncia contra Lemon.

Allen, que afirmou publicamente ter organizado os protestos, é descrita como líder do movimento Black Lives Matter e integrante do Conselho de Educação das Escolas Públicas de Saint Paul. Filha de uma pastora, ela comparou a ação na igreja ao episódio bíblico em que Jesus expulsou cambistas do templo, dizendo que, quando “as coisas não iam bem”, ele “virava as mesas”. Lemon também fez comparação semelhante. O caso gerou reação de comentaristas cristãos que sustentam que a ação de Jesus no templo foi singular e ligada à afirmação de sua autoridade.

O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, defendeu os manifestantes, afirmando a Lemon em entrevista que as ações estariam protegidas pela Primeira Emenda. “Cantar hinos não pode ser crime; é liberdade de expressão”, disse.

Após a interrupção do culto, foi criada uma campanha de arrecadação para a Cities Church que já havia superado US$ 40 mil de uma meta de US$ 100 mil até a manhã de quinta-feira, segundo o relato.

O anúncio das acusações também reacendeu debate sobre o uso da Lei FACE em outros contextos. Sob a administração Biden, a lei foi aplicada para processar manifestantes pró-vida em ações ilegais em clínicas de aborto, e houve casos em que acusações adicionais foram usadas para buscar penas mais longas, de acordo com o The Christian Post.

Em janeiro, Trump concedeu indulto a cerca de duas dezenas de manifestantes pró-vida processados por protestos ilegais em clínicas. Harmeet Dhillon, procuradora-geral adjunta para Direitos Civis, afirmou que o governo tem “diversas ferramentas” disponíveis para lidar com violações relacionadas a direitos e acesso a locais protegidos por lei.

Índia: cristãos rejeitam negar Jesus e têm casas destruídas

Quatro famílias cristãs de Midapalli, no estado de Maharashtra, na Índia, tiveram suas casas demolidas por vizinhos após se recusarem a renunciar à fé.

Segundo a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW), o conflito começou em 11 de janeiro, quando moradores exigiram que as famílias abandonassem o cristianismo e chegaram a ameaçá-las de morte caso não obedecessem.

No dia seguinte, a exigência foi repetida. Uma multidão de cerca de 20 pessoas se reuniu e destruiu as casas dos cristãos. As famílias procuraram a polícia para denunciar o ataque, mas, ainda segundo a CSW, os agentes não ofereceram proteção e teriam feito novas ameaças.

Entre as advertências relatadas, a polícia teria dito que documentos de identidade e o acesso a suprimentos de ração poderiam ser cancelados. Os cristãos também teriam sido questionados sobre por que, sendo membros de uma comunidade tribal, decidiram seguir o cristianismo. Após a reação oficial, as ameaças dos moradores da aldeia teriam se intensificado.

Ainda conforme a CSW, a polícia passou a negar qualquer tipo de assistência às famílias. Em 14 de janeiro, o pastor local foi levado para interrogatório, sob a alegação de que sua pregação seria “superstição”, e depois foi proibido de visitar os cristãos da aldeia.

Cerca de 25 cristãos estariam agora vivendo nas ruínas das casas durante o inverno. As famílias pretendem buscar ajuda junto a uma instância superior, entrando em contato com o Administrador Distrital.

Mervyn Thomas, fundador e presidente da CSW, afirmou que é “profundamente preocupante” ver famílias sendo atacadas e humilhadas por motivo religioso. Ele também criticou a falta de proteção policial, dizendo que isso teria encorajado os responsáveis.

Segundo informado pelo portal Christian Today, a CSW pediu intervenção urgente das autoridades distritais e estaduais para garantir segurança às famílias, restaurar direitos, oferecer compensação pelas perdas e responsabilizar os autores do ataque.

Petista quer que PRF impeça Nikolas de caminhar até Brasília

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), acionou a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta semana para tentar interromper a caminhada do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), realizada entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). A chegada está prevista para o próximo domingo, 25 de janeiro.

O pedido foi protocolado em conjunto com o deputado Rogério Correia (PT-MG). No documento enviado à PRF, eles solicitam providências diante do que classificam como risco à segurança na rodovia.

Os petistas afirmam que a mobilização ocorre em um trecho de tráfego intenso, com participantes usando o acostamento e, em alguns pontos, ocupando a pista. Eles também mencionam o acompanhamento do ato por aeronaves, com pousos próximos à estrada, o que, segundo o pedido, pode elevar o risco de acidentes.

Nikolas iniciou a chamada “caminhada pela liberdade” na segunda-feira, 19 de janeiro. Até o momento, 22 parlamentares de direita já participaram do percurso.

Para Lindbergh, que é líder do PT na Câmara, a iniciativa oferece risco tanto os participantes quanto os motoristas: “Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, declarou, de acordo com o Correio Braziliense.

Igrejas são reduzidas a escombros por incêndio florestal no Chile

O céu no sul do Chile foi coberto por uma espessa nuvem de fumaça na última terça-feira, 20, enquanto milhares de famílias nas cidades de Lirquén e Penco lidavam com os impactos dos recentes incêndios florestais.

Segundo relatos locais, o fogo matou pelo menos 20 pessoas e destruiu mais de 34 mil hectares, atingindo áreas residenciais e diferentes comunidades, incluindo grupos religiosos. Publicações nas redes sociais, como as divulgadas pela página Chile Evangélico, mostram templos destruídos que funcionavam como espaços de culto e apoio para moradores da região.

Em Lirquén, as chamas avançaram com rapidez, impulsionadas por condições climáticas extremas. Moradores de áreas mais altas, como o bairro Ríos de Chile, disseram que a propagação foi tão acelerada que dificultou qualquer tentativa de contenção, de acordo com o portal Christian Daily.

Vídeos e imagens compartilhados online indicam que várias congregações evangélicas perderam seus prédios. Entre os registros aparecem estruturas reduzidas a escombros, cadeiras de metal deformadas pelo calor, instrumentos musicais queimados e Bíblias parcialmente consumidas pelas chamas, sinalizando a dimensão das perdas.

Um morador de Lirquén resumiu o sentimento de muitos ao relatar que tentou proteger o que pôde, mas viu o fogo chegar em poucos instantes. Para membros das igrejas atingidas, a destruição não se limita ao dano material, já que muitos desses espaços também eram pontos de encontro e centros de apoio social em bairros vulneráveis.

As autoridades também mencionaram a perda de uma igreja histórica em Lirquén, construída em 1913, considerada parte do patrimônio religioso local. Ao mesmo tempo, relatos apontam que diversas famílias perderam casas e bens, incluindo integrantes de congregações que viviam nas áreas mais afetadas.

A tragédia ganhou repercussão nacional com histórias como a de Matías Arriagada, que teria perdido o pai e um animal de estimação da família durante os incêndios. Mesmo em meio ao luto, moradores começaram a se organizar para apoiar vizinhos, repetindo a ideia de que, apesar de terem perdido muito, ainda estavam vivos.

Organizações religiosas e entidades de ajuda cristã, como a Cáritas e outros grupos locais, iniciaram ações de assistência para famílias atingidas nas regiões de Ñuble e Biobío, oferecendo suporte emergencial e mobilizando doações para os desabrigados.

Em Israel, Flávio Bolsonaro e esposa são batizados no Rio Jordão

Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar nossa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado!

Com @NandaBolsonaro pic.twitter.com/NoWItlOQSL

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) January 22, 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, foi batizado no Rio Jordão, em Israel, ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, durante uma viagem ao país.

Na noite de 22 de janeiro de 2026, ele publicou um vídeo do momento nas redes sociais e afirmou que a cerimônia foi apenas simbólica: “Já somos batizados, mas mesmo com a água congelante não poderíamos perder a oportunidade de renovar nossa aliança com Deus, descendo às águas do Rio Jordão, em Israel, no mesmo local onde Jesus Cristo foi batizado”, escreveu.

Segundo o senador, a decisão foi motivada pela fé cristã e pelo significado histórico e religioso associado ao local.

Há menos de um mês, Flávio atendeu a um apelo do pastor André Valadão e se reconciliou com Deus durante um culto na Lagoinha Orlando. Ele participou da celebração ao lado da esposa e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que também recebeu oração.

A agenda do senador em Israel inclui participação na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, prevista para 26 e 27 de janeiro, em Jerusalém. O encontro reúne autoridades, acadêmicos e representantes da sociedade civil para discutir o aumento de atos antissemitas em diferentes países nos últimos anos.

Nikolas Ferreira mostra pés machucados na caminhada a Brasília

Após caminhar mais de 100 quilômetros em direção a Brasília, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou dores nos pés, mas disse que pretende concluir a Caminhada Pela Liberdade e Justiça. Em publicação nas redes sociais, afirmou que está com os pés inchados e com unhas feridas, e declarou que considera “a dor de não fazer nada” pelo país “muito maior”.

“Minha saúde está de boa, meu pé que realmente, sempre no final, chega um pouco deformado do que o original, algumas dores no joelho, mas a dor de não fazer nada seria muito maior.”

A mobilização começou em Minas Gerais na segunda-feira, 19 de janeiro e, segundo a organização, deve terminar em Brasília no domingo (25). O percurso total previsto é de 230 km. O parlamentar tem sido acompanhado por centenas de pessoas, entre políticos, lideranças religiosas e participantes sem cargo público, com presenças que variam ao longo do trajeto.

De acordo com Nikolas Ferreira, o ato tem como objetivos pedir prisão humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e protestar contra as condenações relacionadas aos eventos de 8 de janeiro de 2023.

De acordo com o Pleno News, os participantes — alguns de forma pontual, sem acompanhar todo o trajeto — são:

  • Nikolas Ferreira, deputado federal por Minas Gerais

  • André Fernandes, deputado federal pelo Ceará

  • Gustavo Gayer, deputado federal por Goiás

  • Guilherme Batista, pregador

  • Marcelo Bonifácio, cantor

  • Pablo Almeida, vereador por Belo Horizonte (MG)

  • Wess Guimarães, influenciador

  • Carlos Bolsonaro, ex-vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

  • Luciano Zucco, deputado federal pelo Rio Grande do Sul

  • Rafael Satiê, vereador pelo Rio de Janeiro (RJ)

  • Fernando Holiday, vereador por São Paulo (SP)

  • Carlos Jordy, deputado federal pelo Rio de Janeiro

  • Sargento Gonçalves, deputado federal pelo Rio Grande do Norte

  • Major Vitor Hugo, vereador por Goiânia (GO)

  • Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clezão

  • Thiago Medina, vereador pelo Recife (PE)

  • João Pedro Pugina, vereador por Araçatuba (SP)

  • Magno Malta, senador pelo Espírito Santo

  • Lucas Pavanato, vereador por São Paulo (SP)

  • Lucas Polese, deputado estadual pelo Espírito Santo

  • Pedro Poncio, ex-MST

  • Sebastião Coelho, ex-desembargador

  • Eduarda Campopiano, vereadora por Praia Grande (SP)

  • Junio Amaral, deputado federal por Minas Gerais

  • Chiara Biondini, deputada estadual por Minas Gerais

  • Vile Santos, vereador por Belo Horizonte (MG)

  • Douglas Garcia, ex-deputado estadual por São Paulo

  • Mauricio do Vôlei, deputado federal por Minas Gerais

  • Capitão Martim, deputado estadual pelo Rio Grande do Sul

  • Ivson de Castro, vereador por Sete Lagoas (MG)

  • Samuel Caires, vereador por Janaúba (MG)

  • Matheus Braga, vereador por Ipatinga (MG)

  • Ugleno Alves, vereador por Teófilo Otoni (MG)

  • Pedro Luiz, vereador por Contagem (MG)

  • Thomaz Henrique, vereador por São José dos Campos (SP)

Ex-pastor se diz inocente da acusação de perseguição à ex-mulher

O pastor John-Paul Miller, da Carolina do Sul, declarou-se inocente em um tribunal federal das acusações de prestar declarações falsas a investigadores federais e de perseguir ciberneticamente sua ex-esposa, Mica Miller, por quase dois anos, até a morte dela em 2024, registrada pelas autoridades como suicídio.

Durante a audiência em Florence, na segunda-feira, promotores o descreveram como risco de fuga. Ainda assim, a Justiça fixou fiança de US$ 100 mil, determinou que ele mantenha distância de quaisquer vítimas ou familiares ligados ao caso e exigiu o uso de tornozeleira eletrônica, conforme registros judiciais.

Entre as condições impostas, Miller está proibido de deixar a Carolina do Sul sem autorização do Departamento de Liberdade Condicional dos EUA, não pode portar arma de fogo, deve evitar consumo excessivo de álcool e precisa entregar o passaporte, além de outras exigências.

O Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito da Carolina do Sul afirma, em denúncia apresentada em 17 de dezembro, que Miller teria iniciado a perseguição cibernética por volta de 16 de novembro de 2022, mantendo a conduta até a morte de Mica, em 27 de abril de 2024. A acusação sustenta que as ações teriam sido praticadas com intenção de assediar, intimidar ou manter a vítima sob vigilância, identificada no documento como “Vítima 1”.

Segundo os promotores, Miller teria usado ou ameaçado usar imagens íntimas da ex-esposa para assediá-la e também teria publicado conteúdo íntimo online sem consentimento. A acusação ainda aponta que ele teria instalado, ou mandado instalar, dispositivos de rastreamento em veículos usados por Mica, além de interferir em finanças, operações bancárias e atividades diárias dela.

Os investigadores também afirmam que Miller fez uma declaração “materialmente falsa” ao dizer que Mica teria ligado para ele mais vezes do que o contrário em 11 de março de 2024. A denúncia registra que ele teria ligado para a vítima pelo menos 50 vezes a mais e que teria declarado, de forma incorreta, que a polícia nunca o orientou a parar de contatá-la, quando um policial do Departamento de Polícia do Condado de Horry teria feito essa orientação na mesma data.

A acusação ainda afirma que Miller negou ter danificado os pneus do carro de Mica, mas que teria sido comprovado o uso, direto ou por terceiros, de um dispositivo para esvaziar pneus.

Se condenado, Miller pode receber pena de até cinco anos por perseguição cibernética e até dois anos por declarações falsas, além de multa de até US$ 250 mil, conforme informações do portal The Christian Post.

Registros judiciais indicam que, antes da morte, Mica entrou com um pedido de divórcio em outubro de 2023, que foi arquivado em fevereiro. Pouco depois, Miller apresentou um pedido de “pensão alimentícia e manutenção separada”, buscando apoio financeiro. Mica entrou com solicitação semelhante em abril de 2024, e uma audiência foi marcada para 5 de junho.

Em declaração apresentada ao tribunal, Sierra Francis, irmã de Mica, disse que ela havia entregado os papéis do divórcio em 25 de abril e estava esperançosa com o futuro após a separação.

Malafaia criticado por rejeitar candidatura de Flávio Bolsonaro

Silas Malafaia

“Candidatura de Flávio Bolsonaro não empolgou a direita. Quem tem capilaridade pra vencer a corja que está governando o país é Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro de vice. Tarcísio engloba mais do que Flávio. Pra ganhar do Lula tem que juntar centro-direita.” pic.twitter.com/NdVo2VfaLr

— Pri (@Pri_usabr1) January 21, 2026

As declarações do pastor Silas Malafaia sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) não empolgarem os setores da direita na política foram rebatidas por jornalistas que adotam postura conservadora.

Em entrevista ao SBT News, Malafaia disse que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, definida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não se mostra competitiva, e defendeu que o candidato da direita no Brasil seja o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Candidatura de Flávio Bolsonaro não empolgou a direita. Quem tem capilaridade pra vencer a corja que está governando o país é Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro de vice. Tarcísio engloba mais do que Flávio. Pra ganhar do Lula tem que juntar centro-direita”, afirmou Malafaia.

Em resposta, o jornalista Paulo Figueiredo Filho alfinetou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) lembrando que, em 2022, ele apoiou a candidatura de Lula (PT) contra José Serra (PSDB): “Triste ver o pastor neste estado. Brigando com todas as pesquisas porque apostou no cavalo errado. Ainda assim, tenho certeza de que ele quer o melhor para o Brasil. Até que para quem já apoiou entusiasmadamente Lula, apoiar Tarcisio é uma evolução”.

Pesquisa feita para a Bloomberg pelo instituto AtlasIntel, divulgada na última quarta-feira, 21 de janeiro, mostrou que a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro despencou 12 pontos em um cenário de segundo turno.

O jornalista Rodrigo Constantino, ao comentar as declarações de Malafaia, foi mais objetivo: “Já deu, pastor Silas. O candidato é o Flavio e é hora de união!”.

Leandro Ruschel, que também se dedica a avaliações da política nacional, citou no X rumores do mercado financeiro de que o atual mandatário estaria cogitando desistir da candidatura à reeleição: “Voltou a circular o boato que Lula não será candidato. É o principal combustível do otimismo do mercado neste início de ano. Até mesmo as pesquisas ‘companheiras’ estão demonstrando as dificuldades do Descondenado. Mesmo abrindo as torneiras dos cofres públicos, a sua rejeição segue altíssima”.

‘Voltem para Deus’, diz ex-sogro de ativista morta pelo ICE

O o ex-sogro de Renee Good, ativista que morreu ao ser baleada após atropelar agente do ICE nos EUA, incentivou os manifestantes de esquerda a recorrer à oração ao invés do ódio. A declaração de Tim Macklin Sr. foi repercutida pelo pastor Franklin Graham nas redes sociais.

“Ele [Tim] declarou à imprensa que deseja ser um pacificador e que esta não é uma questão política, mas espiritual”, escreveu Graham no X. “Ele também afirmou: ‘Esta nação está ficando fora de controle… A menos que as pessoas se voltem para Deus ou se arrependam, a situação só vai piorar’”, acrescentou o pastor.

“Ele está certo e eu agradeço por ele se manifestar. Encorajo os cristãos a continuarem orando por nossa nação, nossos líderes e pela calma em nossas ruas”, reiterou Graham.

Renee foi morta por um agente da imigração ICE durante uma ação em Minessota, em 10 de janeiro, quando ela o hostilizou e o atingiu com o carro. Em reação, o agente abriu fogo, matando a ativista.

Pregador do Evangelho

Macklin, que é um pregador em Knoxville, disse que manteve contato com sua ex-nora Renee ao longo dos anos e que ela levava seu neto para visitas cerca de duas vezes por ano: “Ela era uma pessoa incrível”, disse ele, afirmando que a viu pela última vez em março.

Macklin conta que ficou chocado com o incidente envolvendo um agente do ICE, afirmando que nunca soube a Renee era uma ativista. Frisando que não concorda com as escolhas que a ex-nora fez naquele dia, declarou que está de coração partido por ela ter perdido a vida.

“ICE, eles só estão fazendo o trabalho deles. Concordo com tudo? Não. Mas ao mesmo tempo, podemos confiar em Deus e não tentar interferir; Temos que nos submeter às autoridades”, comentou Macklin, em entrevista à Fox News.

Ele disse que, após assistir ao vídeo, percebeu que sua ex-nora atingiu o agente da ICE com o carro: “Eu vi o vídeo, onde o agente, sabe, estava sendo atingido. Quando você está preocupado com sua vida, faz as coisas de repente e sem pensar. É ruim para todo mundo. Odeio que a Renee tenha perdido a vida. Quer dizer, como eu disse, eu amo a Renee. Eu odeio isso pela Becca [Good, a parceira dela], odeio isso pelo [meu neto], odeio por todo mundo, odeio pelo agente, odeio pelo governo Trump. Não é bom para ninguém. É só uma situação ruim”, lamentou.

‘Estou orando todos os dias’

Macklin disse que a família não está apenas lidando com a perda repentina, mas também tentando descobrir o que é melhor para seu neto: “Eu nem sei o que fazer. Estou orando todos os dias. Só queremos que todo mundo ore por esse garotinho. Ele é só uma criança”.

Macklin disse que Renee e seu filho, Tim Macklin Jr., foram casados por cerca de cinco anos antes de se separarem. Eles tiveram um filho juntos, que atualmente tem seis anos. O pai do menino morreu em 2023 aos 36 anos.

“Ele é tão inteligente. Nunca vi uma criança tão inteligente da idade dele. Ele é muito franco, não tem filtro, mas tem muita alegria, muita energia, um típico de 6 anos”, disse ele, acrescentando que quer o melhor para o neto.

Tim Macklin Sr., the former father-in-law of Renee Good, is urging protestors to turn to prayer rather than rage. He told the media that he wants to be a peacemaker—and that this is not political, but a spiritual matter. He also said, “This nation is getting out of…

— Franklin Graham (@Franklin_Graham) January 17, 2026

Presidente eleito do Chile nomeia evangélica ministra da Mulher

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, confirmou a indicação de Judith Marín Morales, de 30 anos, para comandar o Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero. Evangélica, ela deve assumir o cargo em 11 de março e será a integrante mais jovem do próximo gabinete. A nomeação é interpretada como um sinal de mudança na condução da pasta em relação ao governo atual.

Marín é associada a pautas pró-vida e pró-família e já declarou publicamente que considera necessária uma revisão do papel e da atuação do ministério. A indicação contrasta com a gestão do presidente Gabriel Boric, que colocou a pasta no centro do comitê político e a tratou como eixo estratégico da agenda do governo.

Ao comentar a nomeação nas redes sociais, a futura ministra agradeceu a confiança de Kast e disse que assume a função com responsabilidade. Ela afirmou que pretende trabalhar para “todas as mulheres do Chile”, de acordo com informações do Evangelico Digital.

Formada em Letras pela Universidade de Santiago (Usach), Judith Marín iniciou sua trajetória política como assessora parlamentar e teve atuação territorial na região sul da capital. Ela foi vereadora de San Ramón entre 2021 e 2024, período em que integrou o partido Renovação Nacional. Depois, passou ao Partido Social Cristão (PSC), onde ocupa atualmente a função de secretária-geral e também preside um grupo de jovens evangélicos da Usach.

A nomeação gerou reação entre parlamentares da oposição. Deputadas como Emilia Schneider e Javiera Morales criticaram o perfil ideológico da indicada e disseram temer retrocessos em direitos das mulheres e de minorias sexuais. Kast, por sua vez, descreveu seu time como um “gabinete de emergência”, formado majoritariamente por independentes e técnicos, e afirmou que pretende imprimir rapidez e firmeza ao governo que começa em março.