Igreja anuncia plano de construir 181 casas para idosos

A igreja Kingdom Faith, localizada em Milwaukee (EUA), anunciou um projeto para construir 181 unidades habitacionais destinadas a pessoas com 55 anos ou mais em sua propriedade. Parte das moradias será voltada a programas de habitação acessível.

A iniciativa está sendo desenvolvida em parceria com a empresa Scott Crawford Inc.. Segundo o presidente da companhia, Que El-Amin, a parceria foi motivada pelas características da região e pela relação construída com a igreja.

“A região oferece muita serenidade e paz”, afirmou El-Amin. Ele também declarou que a congregação “é uma ótima parceira para se trabalhar”.

Segundo o empresário, esta é a primeira parceria da empresa com uma igreja, embora outros projetos semelhantes estejam em andamento. “Atualmente, estamos trabalhando com outra igreja em um projeto semelhante, mas esperamos trabalhar com mais igrejas no futuro”, disse.

O empreendimento prevê diferentes modelos de moradia, incluindo unidades de um quarto com cerca de 63 metros quadrados, apartamentos de dois quartos com aproximadamente 92 metros quadrados e residências de três quartos com cerca de 125 metros quadrados.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, 80% das unidades serão comercializadas a preços de mercado, enquanto 20% serão destinadas a moradias para trabalhadores, modalidade voltada a pessoas de renda média.

O vice-presidente de aquisições e desenvolvimento da Scott Crawford, Marques Morgan, afirmou que o projeto utilizará um modelo de casas geminadas com apartamentos integrados e entradas individuais para cada moradia.

Morgan informou ainda que o espaço contará com academia, sala comunitária, trilha para caminhadas e um jardim de borboletas para uso dos moradores.

Segundo ele, o projeto está alinhado à proposta da igreja desde sua fundação, em 2007. “Isso sempre fez parte da visão da igreja desde a sua fundação em 2007, para ajudar a cumprir o mandato dado por Deus à igreja de servir às necessidades da comunidade em que estamos inseridos”, declarou, de acordo com o The Christian Post.

O representante da empresa explicou que o projeto ainda depende de aprovação da prefeitura local para alteração do zoneamento da área onde as construções serão realizadas.

Morgan também afirmou que a proposta busca oferecer um ambiente residencial voltado ao envelhecimento com estrutura de convivência e proximidade com atividades religiosas. “Criar um ambiente residencial onde os idosos possam envelhecer no mesmo local e também ter a opção de ouvir o Evangelho e adorar ao Senhor a uma curta distância a pé de suas casas”, disse, pontuando que a iniciativa também faz parte da missão evangelística da igreja.

Copa 2026: campanha usará mundial de futebol para evangelismo

Com a expectativa de que cerca de 5 bilhões de pessoas acompanhem a Copa 2026 de futebol, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, o Ministério Evangelístico Mundial (Cru) lançou a campanha “Victory Beyond the Cup” (Vitória Além da Copa, em tradução livre).

O objetivo é capacitar cristãos a transformarem as exibições dos jogos em oportunidades para diálogos sobre fé.

A iniciativa, anunciada oficialmente nesta semana, pretende envolver 100 mil cristãos e 10 mil igrejas nos Estados Unidos, com foco inicial no país-sede, mas com estímulo para que ações semelhantes ocorram em todo o mundo.

A proposta é que os fiéis convidem amigos, vizinhos e colegas de trabalho para assistir às partidas em casas, igrejas ou espaços comunitários, criando ambientes voltados para o relacionamento e a convivência, não para eventos evangelísticos formais.

Kits Gratuitos e Comunidade Online

A Cru disponibilizará gratuitamente kits físicos e digitais para os interessados em organizar encontros. Os pedidos podem ser feitos pela plataforma oficial da campanha. Os kits físicos, distribuídos em inglês e espanhol, serão enviados apenas para endereços nos Estados Unidos. Já os kits digitais estarão disponíveis também em português e francês.

Os materiais para a Copa 2026 incluem guias de planejamento, cartões com perguntas para discussão, tabelas imprimíveis da Copa, receitas inspiradas nos países participantes e recursos de oração. Além disso, a campanha criou uma comunidade online na plataforma Mighty Networks para conectar anfitriões de diferentes regiões e oferecer treinamentos. Com: Comunhão.

Quando o apoio faz diferença na vida das mães jovens

A norte-americana Kayla Henrique, mãe de dois filhos e moradora do Tennessee, relatou como o suporte de familiares, da escola e de empregadores a ajudou a criar sua filha após uma gravidez na adolescência. Em depoimento às vésperas do Dia das Mães, ela conta que engravidou aos 15 anos e, apesar das dificuldades, nunca considerou o aborto. “Eu sabia que minha filha não era um erro. Também sabia que criá-la seria muito difícil”, escreve.

Segundo Kayla, a escolha pela vida só foi possível porque ela teve “a sorte de ter apoio”, diferentemente de 6 em cada 10 mulheres americanas, mães com histórico de aborto que, segundo ela, citam falta de recursos ou suporte como fator de pressão para a interrupção indesejada da gravidez.

Seus avós foram essenciais: acompanharam consultas, ouviram seus medos e custearam despesas médicas e cuidados com o bebê. “A disposição deles é realmente a razão pela qual minha filha está viva, feliz e construindo seu próprio futuro hoje”, afirma.

Escola Inovou com Creche para Alunas Mães

A escola que Kayla frequentava criou em 2006 uma creche para alunas grávidas, permitindo que continuassem os estudos. A única condição era almoçar com os bebês — um gesto que, para ela, representou apoio concreto. Apesar do estigma e do julgamento de colegas, a iniciativa a ajudou a obter o diploma do ensino médio. “O programa foi uma afirmação para mim e para outras mães de que poderíamos fazer isso e que alguém nos apoiaria”, lembra.

No último ano, outro programa escolar permitiu que ela saísse mais cedo para trabalhar, garantindo independência financeira. Trabalhou cinco anos em uma mercearia local e, mais tarde, foi contratada por uma gerente que respeitava sua ética de trabalho e a promoveu a coordenadora de front office, mesmo sem diploma universitário.

Retribuição e Defesa da “Escolha Real”

Decidida a retribuir, Kayla envolveu-se com a organização “Vidas Jovens” (Young Lives), que fornece apoio emocional e espiritual a mães adolescentes, além de itens como fraldas e produtos de autocuidado. Ela defende que muitas mulheres não sabem que há recursos disponíveis — como os cerca de 3 mil centros de apoio à gravidez nos Estados Unidos — e que “há esperança”.

Para ela, promover uma cultura de vida começa nas famílias, amigos e comunidades que acolhem mulheres diante do inesperado. “Cabe a nós, que defendemos a escolha real das mulheres, garantir que o façam, intervindo nas nossas comunidades e famílias para apoiar bebês preciosos e mães necessitadas”, conclui, segundo a CBN News.

Equilíbrio, fé e presença: mães cristãs compartilham desafios

Na semana que antecede o Dia das Mães, a série especial do portal Comunhão tem apresentado relatos de mulheres que vivem a maternidade cristã em meio à rotina intensa de trabalho e cuidados com os filhos.

A jornalista Ayanne Karoline de Araújo, do Rio de Janeiro, afirmou que prioriza o relacionamento com os filhos Henry, de 9 anos, e Brenno, de 16. “Acredito que, mais do que grandes discursos, são esses momentos de presença, diálogo e exemplo que ajudam a formar valores no coração deles”, disse.

Em Vila Velha (ES), a fotógrafa Carol Trezena relatou que uma mudança de carreira ocorrida antes mesmo de se tornar mãe foi determinante para conseguir maior proximidade com Malu e Antônio.

“Deus me proporcionou um trabalho em que eu consigo ficar a maior parte do tempo com os meus filhos”, contou. Ela destacou também a importância da formação espiritual diária: “A leitura da Bíblia e a oração são inegociáveis. Todos os dias antes de dormir temos que ler uma história da Bíblia e orar”.

Já a pedagoga Kassiara Pivatto Alves dos Santos, que mora em Santa Catarina, descreveu o esforço de conciliar a profissão com a criação do filho Miguel. “É um desafio diário, mas também uma grande responsabilidade e um privilégio. Mesmo com a rotina corrida, acredito que a presença, o carinho e o exemplo dentro de casa fazem toda a diferença na formação de uma criança”, afirmou.

Autocobrança excessiva

A escritora Jeannie Cunnion, autora do livro “Pais Amorosos, Filhos Felizes”, fez um alerta sobre o quanto as mulheres podem se sobrecarregar emocionalmente. “As mulheres devem tomar cuidado para não se cobrarem demais”, disse, acrescentando que exigências excessivas tiram o foco do amor, essencial para a felicidade dos filhos.

Ela lembrou que a maternidade não precisa ser perfeita. “O inimigo quer que a gente acredite que temos que ser perfeitos exemplos de mãe, mas o que vemos repetidas vezes nas Escrituras é que o que importava eram a soberania e a graça de Deus.”

A educadora parental Cris Poly também destacou o papel da fé no dia a dia materno. “Nesse processo de maternidade, creio que Deus faz uma diferença enorme. Diante das incertezas, das dúvidas, podemos orar e buscar a orientação do Senhor. E, com certeza, se buscamos com fé, Ele nos dará o melhor conselho”, assegurou.

“Doutrina do ungido” virou blindagem para abusador nas igrejas

Milhares de pentecostais se reúnem anualmente em Camboriú (SC) para o Congresso dos Gideões, um dos eventos religiosos de maior influência no país. É dali que saem pregações replicadas em púlpitos Brasil afora, e pastores lotam suas agendas nacionais. Na noite de sábado (2), no entanto, a pastora Helena Raquel subiu ao palco e escolheu um dos textos mais brutais e silenciados da Bíblia para inaugurar sua fala: Juízes 19, o relato de uma mulher anônima, vítima de estupro coletivo, morta e esquartejada por um levita que a entregou à multidão.

Para a colunista Bruna Santini, que escreve sobre o tema na Folha, a escolha não foi casual nem meramente exegética. Foi uma ruptura com a negligência bíblica que evita passagens desconfortáveis. Segundo Santini, é muito mais cômodo pregar sobre pastos verdejantes e vitórias pós-provações do que encarar líderes religiosos que, como no livro, deveriam proteger o rebanho e — ao contrário — praticam e acobertam atrocidades.

A saúde espiritual de uma nação, escreve ela, mede-se pela maneira como trata suas mulheres e crianças. “É incoerente chamar de ‘nação cristã’ aquela que encobre sistematicamente casos de pedofilia, violência doméstica e abuso sexual.”

O Que Helena Disse — e Por Que Isso Incomoda Tanto

No centro da análise de Bruna Santini está a constatação de que Helena não apenas pregou um texto difícil, mas o direcionou à própria plateia predominante do congresso: os líderes religiosos. Segundo a colunista, a pastora confrontou, com reverência e autoridade típicas do pentecostalismo, práticas endêmicas de acobertamento institucional, como a realocação de pastores abusadores para outras igrejas “para a poeira baixar”.

Criticou a desigualdade na cobrança entre homens e mulheres — submissão feminina cobrada, heroísmo masculino ausente — e o corporativismo religioso que protege líderes por seus títulos e não por seu caráter.

Santini destaca que a fala de Helena é fruto de décadas de trabalho pastoral de escuta e acolhimento a vítimas. Ela cita falas contundentes que, na visão da colunista, demonstram conhecimento profundo da realidade local:

“Pai que aterroriza filho em nome da fé, arrancando página da Bíblia, amassando e colocando na boca da criança, existe — e nós sabemos”. Para Santini, essa granularidade não vem de um discurso externo, mas de vivência pastoral.

Enfrentamento Teológico: “Pedófilo Não é Ungido”

Um dos pontos mais elogiados por Bruna Santini é a forma como Helena ataca as distorções bíblicas usadas para acobertar abusadores. Em seu consultório jurídico e teológico, Santini afirma que o principal desafio é desmontar a instrumentalização das Escrituras.

A doutrina do “ungido” — que usa o versículo “Ai daquele que toca nos ungidos” como blindagem espiritual — é enfrentada de dentro por Helena: “Pedófilo não é ungido. Pedófilo é criminoso”. Ela pede que a igreja pare de chamar abusadores de “irmãos” ou “pastores”, pois “não existe unção que justifique abuso”.

Helena também rompe com outro ensino distorcido e comum, segundo Bruna Santini: a ideia de que permanecer em casamentos abusivos seria um sinal virtuoso de perdão. Em sua pregação, a pastora encoraja mulheres vítimas de violência doméstica a orarem por si mesmas primeiro, a buscarem uma delegacia e a denunciarem seus agressores, em vez de aceitar pedidos de desculpas ou esperar que “Jesus salve” o abusador.

O Grito Silenciado: “Respira e Liga 100”

O momento mais chocante da pregação, relata Bruna Santini, foi quando Helena olhou diretamente para a câmera e se dirigiu a crianças: “Se tem alguém tocando no seu corpinho… Respira e liga 100”, enquanto o Disque 100 surgia no telão atrás dela. Para a colunista, a imagem sintetiza a coragem de levar um alerta de proteção infantil para um palco de milhares de líderes religiosos — muitos dos quais, historicamente, preferem lidar com o tema nos bastidores para evitar escândalos.

Os gritos de “aleluia” no ginásio, no entanto, não se repetiram nas redes sociais. Santini observa que, apesar de viralizar com parabenizações, a pregação de Helena também gerou um padrão previsível de reação contrária.

Comentários a acusam de ser uma “feminista infiltrada”, e sua própria ordenação como pastora é questionada — já que muitas igrejas evangélicas não reconhecem o título feminino. “Quando o argumento não pode ser refutado, ataca-se quem o faz”, escreve a colunista, que reconhece o mecanismo desde quando lançou, em 2020, a campanha “Um Só Corpo Contra o Abuso”.

O Veredito de Bruna Santini

Para Bruna Santini, Helena Raquel fez algo raro e necessário: usou a própria estrutura de autoridade religiosa para confrontar seus pares. No livro de Juízes, Deus escolheu uma mulher chamada Débora para ser sua mensageira. Seu nome significa “abelha”: produz mel, mas ferroa quando precisa. Na noite de sábado, em Camboriú, o mesmo, escreve a colunista, poderia ser dito de Helena.

A angústia que circula nas redes — a dúvida se ela será bem recebida no congresso do ano que vem — apenas reforça, na visão de Santini, o tamanho da ferida exposta. Mesmo entendida como necessária, a mensagem de Helena ainda provoca controvérsia. E é aí, para a colunista, que reside sua força: a mesma Bíblia que foi distorcida para silenciar vítimas aponta para um Salvador que veio libertá-las.

Flávio Bolsonaro liga PT ao escândalo Master e defende CPI

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou-se nesta quinta-feira (7) em apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.

Ele defendeu que o caso seja tratado com total transparência e sem qualquer tipo de proteção a pessoas políticas ou seus aliados.

Em declarações, Flávio elogiou a atuação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o relator do caso na Corte. Segundo o senador, as suspeitas sobre a instituição financeira são preocupantes e merecem ser esclarecidas até as últimas consequências.

“As denúncias do caso Master são muito graves e o ministro André Mendonça agiu corretamente ao autorizar a operação. Eu acredito que, se há qualquer suspeita, ela tem que ser investigada. Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão, sem proteção política”, afirmou o parlamentar.

Flávio também cobrou uma postura mais ativa do Congresso Nacional diante das revelações. Ele argumentou que a população tem o direito de conhecer todos os desdobramentos do escândalo, incluindo os responsáveis diretos e indiretos, bem como os possíveis beneficiários das supostas irregularidades.

“O Congresso Nacional tem a obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel. O povo brasileiro merece saber toda a verdade. Como esse banco cresceu? Quem estava por trás? Quem se beneficiou? E quais são as ligações do Master com a alta cúpula do PT nacional e da Bahia? Não podemos deixar que empurrem esse assunto para debaixo do tapete. CPI do Master já”, enfatizou.

Ciro Nogueira na Mira da Operação Compliance Zero

A fala do senador ocorreu horas depois de novas movimentações na Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Nesta quinta-feira, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) tornou-se alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça e cumpridos pela Polícia Federal.

Além da busca em endereços do parlamentar, a decisão judicial também determinou o bloqueio de bens, direitos e valores do senador, totalizando R$ 18,85 milhões. As investigações buscam esclarecer as conexões entre o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e figuras influentes nos cenários político e econômico brasileiro.

Cristina Mel testemunha adoção como bênção de Deus

A cantora Cristina Mel afirmou que a adoção da filha, Isabela Mel, transformou sua compreensão sobre maternidade, propósito e fé. Aos 40 anos, após enfrentar dificuldades para engravidar e passar por tratamentos de fertilidade sem sucesso, ela decidiu iniciar o processo de adoção, concluído há 17 anos.

Conhecida por sua trajetória de mais de três décadas na música infantil cristã, Cristina relatou que o desejo de ser mãe sempre existiu, mas foi adiado devido à rotina intensa de viagens e compromissos ministeriais durante os anos 1990.

Segundo a cantora, as tentativas de gravidez aconteceram quando ela já estava próxima dos 40 anos. “Eu achava que era só colocar o óvulo e daria tudo certo. É duro quando Deus diz não. Eu orava e perguntava a Deus o porquê e Ele uma vez respondeu: ‘A minha graça te basta. Eu já te entreguei as crianças do mundo para você cuidar’”, declarou.

Ela afirmou que a decisão pela adoção surgiu após um período de oração e conversas em família. Cristina descreveu o processo como longo e emocionalmente desafiador, mas disse que viveu intensamente cada etapa após a chegada de Isabela ainda bebê. “Eu esperei por ela 40 anos. Foi uma gravidez muito longa, mas ela chegou no momento certo”, afirmou.

A cantora também contou que precisou lidar com expectativas pessoais relacionadas à maternidade biológica: “Eu queria que minha filha fosse parecida comigo, que tivesse a minha voz. Mas entendi que o que importa é o amor”, disse. Segundo ela, hoje a adoção é vista pela família de forma natural. “Ela veio de um lugar muito melhor, do coração de Deus para minha família”, acrescentou.

Cristina afirmou que sempre falou abertamente com a filha sobre a adoção. Durante a adolescência, segundo ela, surgiram questionamentos e sentimentos ligados à rejeição, situação que descreveu como comum em muitas histórias semelhantes.

Em uma conversa com a filha, a cantora reforçou o vínculo familiar. “Não adianta você me testar, eu não vou desistir de você. Eu te amo do jeito que você é”, relatou.

Ao comentar o tema, Cristina disse acreditar que ainda existe resistência à adoção em parte do meio cristão, muitas vezes motivada pelo medo ou pela falta de informação. “Quando a gente decide adotar, não conhecemos o histórico da família, o que a criança já traz geneticamente. Mas quando a gente decide amar, isso é só um detalhe”, afirmou.

Ela também aconselhou mulheres que desejam ser mães a não desistirem do sonho da maternidade, embora reconheça diferentes caminhos possíveis. “Não desista. Existem várias maneiras e Deus realiza do jeito dEle”, declarou. A cantora ressaltou ainda a importância de processos legais e seguros para adoção.

Cristina afirmou que a maternidade alterou sua rotina e prioridades pessoais. “Ser mãe é escolher. Eu decidi amar, acabou. Isso ninguém muda”, disse. Mesmo mantendo agenda artística ativa, ela afirmou que buscou priorizar o convívio familiar durante a infância da filha. “Não terceirize a educação dos seus filhos. Esse é um privilégio”, declarou, de acordo com a revista Comunhão.

Além da carreira musical, a cantora se prepara para participar de uma produção internacional gravada no Rio de Janeiro, prevista para estrear em 2026. O filme abordará temas ligados à família, à relação entre pais e filhos e valores como honestidade e verdade.

Paralelamente, Cristina Mel continua desenvolvendo projetos musicais voltados ao público infantil. Entre os trabalhos recentes estão canções sobre inclusão, autismo, combate ao bullying e proteção infantil. A cantora também lançou a música Meu Pet Favorito, inspirada na história de um cachorro vítima de maus-tratos.

Vídeo: Malafaia rebate acusações de Helena Raquel

É QUENTE! Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores na questão de p3d0f1l14 e vi0lênc1a contra a mulher. pic.twitter.com/PiDxawVXgk

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) May 8, 2026

O pastor Silas Malafaia comentou nas redes sociais a repercussão de uma pregação da pastora Helena Raquel durante o 41º Gideões Missionários da Última Hora. A mensagem da pregadora ganhou ampla circulação nas redes após defender que mulheres vítimas de violência e abuso não permaneçam em silêncio dentro das igrejas.

As declarações de Helena Raquel provocaram debates entre líderes evangélicos, influenciadores cristãos e membros de diferentes denominações sobre acolhimento pastoral, denúncias e violência doméstica no ambiente religioso.

Sem citar diretamente a pregadora em grande parte do vídeo publicado, Malafaia criticou o que classificou como “acusações genéricas” contra igrejas evangélicas e pastores relacionadas a casos de abuso sexual e violência contra mulheres.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) afirmou que rejeita a ideia de que igrejas estariam protegendo criminosos ou orientando vítimas a permanecer em silêncio.

“Que conversa fiada é essa de que nós na igreja evangélica estamos protegendo pedófilos ou homens que cometem violência contra as mulheres?”, declarou no vídeo. “Eu não aceito acusações genéricas contra a igreja e pastores, de pesquisa de esquerdopatas e gente que nos odeia. Eu não aceito”.

Para reforçar sua posição, Malafaia divulgou um trecho de uma reunião na ADVEC realizada em 9 de março de 2026 com mais de mil obreiros, segundo ele. Na gravação, o pastor orienta líderes religiosos sobre procedimentos diante de denúncias de pedofilia e agressões contra mulheres.

“Senhores pastores, há um olho grande na igreja. Então, os senhores não brinquem com negócio de pedofilia, de violência contra a criança, violência contra a mulher”, afirmou.

Em seguida, ele orientou que casos dessa natureza sejam comunicados às autoridades policiais. “Foi meu marido pego abusando do meu filho de 3 anos? Ele vai ser excluído e a senhora vai lá na delegacia. Não tenta botar pano quente nisso aí não”, disse.

Ao comentar situações de violência doméstica, Malafaia também defendeu a denúncia formal dos casos. “Ah, o marido tá espancando a mulher. O que que eu faço? Vai na delegacia”, declarou.

O pastor afirmou ainda que líderes religiosos que tentam encobrir crimes cometem erro grave. “Se tem algum pastor encobrindo pecado de pastor que é pedófilo ou que encobre violência, tá errado. Se tá cobrindo membros que cometem isso, tá errado. Tem que ser denunciado”.

Durante o pronunciamento, Malafaia também destacou o papel das igrejas na recuperação de pessoas envolvidas com violência, alcoolismo e conflitos familiares.

“Uma marca da igreja evangélica tem centenas e centenas de milhares de testemunhos disso que eu vou falar. Homens que chegam na igreja violentos, perversos, beberrões, vagabundos, que ao serem transformados pelo poder do evangelho passam a ser homens de bem, que cuidam da família, que tratam bem a esposa”, afirmou.

O líder religioso também declarou que crimes como pedofilia e agressões contra mulheres ocorrem em diferentes setores da sociedade. “Pedofilia e espancamento de mulher, desde que o pecado entrou no mundo, o pecado tá aí. Tá em tudo que é lugar. Jornalistas, membros do poder judiciário, legislativo, executivo, pastores, padres e vai por aí afora”, disse.

Em outro trecho, Malafaia afirmou enxergar uma tentativa de ampliar a rejeição pública contra igrejas evangélicas e líderes religiosos. “O jogo é colocar um bloqueio, um preconceito na sociedade contra pastores e a igreja evangélica. Essa é a verdade. A coisa é mais profunda do que vocês possam imaginar nesse jogo para nos denegrir”, declarou.

A repercussão começou após a circulação de vídeos da pregação de Helena Raquel no evento Gideões Missionários da Última Hora. Durante a mensagem, a pregadora pediu que mulheres vítimas de violência doméstica, abuso psicológico e opressão denunciem situações de sofrimento vividas dentro de relacionamentos.

Ela também criticou posturas de líderes religiosos que, segundo afirmou, orientariam mulheres apenas a “orar e suportar” diante de situações de violência.

As declarações receberam apoio de parte do público presente e geraram discussões entre evangélicos sobre acolhimento, denúncia e responsabilidade pastoral em casos de violência familiar. Ao mesmo tempo, setores mais conservadores criticaram a generalização das falas e rejeitaram a ideia de omissão institucional das igrejas.

Ao encerrar sua manifestação, Malafaia citou uma frase da pastora Marinês Coimbra. “No reino de Deus, confronto se faz às claras, correção se faz com verdade, justiça se faz com fatos. Insinuação não é coragem, é sombra, e sombra não combina com a luz do evangelho”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Concordo em número, gênero e grau”.

Deputada cristã recorre ao Tribunal Europeu após condenação

A parlamentar finlandesa Päivi Räsänen anunciou na quinta-feira, 7 de maio, que recorrerá ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos após ser condenada pelo Supremo Tribunal da Finlândia por discurso de ódio relacionado a um panfleto publicado há mais de duas décadas.

Em comunicado divulgado pela ADF International, organização jurídica que acompanha o caso, Räsänen afirmou que a decisão do tribunal finlandês representa um precedente para a liberdade de expressão na Europa.

“A falha do Supremo Tribunal finlandês em defender a liberdade de expressão criou um precedente perigoso no meu país e em toda a Europa. Sinto que é meu dever recorrer desta decisão, para restabelecer o respeito pelo direito humano fundamental de todos serem livres para expressar pacificamente as suas opiniões em público”, declarou.

Räsänen liderou o Partido Democrata Cristão da Finlândia entre 2004 e 2015 e ocupou o cargo de ministra do Interior de 2011 a 2015. Ela foi condenada em 26 de março por decisão apertada de 3 votos a 2, com base no Capítulo 11 do Código Penal finlandês, que trata de “incitação contra grupo minoritário”.

Segundo o entendimento do tribunal, o panfleto publicado em 2004 afirmava que a homossexualidade seria “intrinsecamente desordenada”, o que foi interpretado pela Corte como ofensa a homossexuais em razão da orientação sexual.

A parlamentar recebeu multa de 1.800 euros, valor equivalente a cerca de US$ 2.080. A decisão também determinou a destruição de todas as cópias físicas e digitais do panfleto intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou: Relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”.

O bispo luterano Juhana Pohjola, responsável pela publicação do material ao lado de Räsänen, também foi condenado no processo, segundo o The Christian Post.

O panfleto passou a ser investigado durante outra apuração iniciada em 2019, após denúncias relacionadas a uma publicação feita por Räsänen nas redes sociais. Na ocasião, ela citou o trecho bíblico de Romanos 1:24-27 ao criticar o apoio da Igreja Evangélica Luterana da Finlândia a eventos do orgulho LGBT.

Ao longo de seis anos, a parlamentar respondeu a diferentes processos judiciais ligados ao caso e foi absolvida em duas instâncias inferiores. O Supremo Tribunal da Finlândia também rejeitou a acusação referente à publicação nas redes sociais, entendendo que a citação bíblica fazia parte da manifestação de opinião da parlamentar.

O recurso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos ocorre em meio à repercussão internacional do caso e a debates sobre liberdade de expressão em países europeus. O processo também recebeu atenção de integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

“Sei que não estou sozinho ao enfrentar perseguição injusta sob leis de ‘discurso de ódio’ que criminalizam a expressão de crenças cristãs”, afirmou Räsänen. “Faço meu apelo na esperança de que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos reconheça que expressar pacificamente as próprias crenças nunca é crime e garanta que essa liberdade fundamental seja protegida para todos”.

Nos últimos meses, a parlamentar tem utilizado o caso para discutir restrições à liberdade de expressão em países ocidentais e os impactos de legislações relacionadas a discurso de ódio sobre manifestações religiosas e posicionamentos públicos de cristãos.

Hemisfério sul se transforma com o crescimento do cristianismo

O crescimento do cristianismo tem se concentrado cada vez mais em países do hemisfério sul, especialmente na África e na Ásia, segundo dados do relatório Status of Global Christianity 2026, elaborado pelo World Christian Database.

O levantamento aponta que a África reúne atualmente cerca de 780 milhões de cristãos, consolidando a região como um dos principais polos do cristianismo no século 21. Na Ásia, a população cristã ultrapassa 415 milhões de pessoas, mantendo crescimento contínuo em diferentes países do continente.

De acordo com o estudo, a África apresenta a maior taxa anual de crescimento cristão no mundo, estimada em 2,6%. A Ásia aparece em seguida, com avanço anual de 1,27%.

Os pesquisadores identificam uma transferência gradual do centro do cristianismo para o hemisfério sul, movimento que envolve países africanos, asiáticos e latino-americanos. As projeções indicam que, até 2075, mais de 80% dos cristãos do mundo poderão estar concentrados nessas regiões.

Entre as estimativas do relatório está a possibilidade de a República Democrática do Congo superar os Estados Unidos em número de cristãos nas próximas décadas. O país africano enfrenta desafios relacionados à segurança e à liberdade religiosa em diferentes regiões.

Enquanto o crescimento avança no hemisfério sul, regiões historicamente ligadas à expansão do cristianismo registram redução no número de fiéis. A Europa mantém cerca de 553 milhões de cristãos, mas apresenta queda média anual de 0,41%, segundo o levantamento.

Na América do Norte, onde vivem aproximadamente 275 milhões de cristãos, a redução ocorre em ritmo mais moderado, estimado em 0,16% ao ano.

O Oriente Médio também registra diminuição da presença cristã. Atualmente, os cristãos representam cerca de 4,2% da população local, percentual inferior aos 6,1% registrados em 1970.

Os dados do relatório indicam que o cristianismo continua em expansão global, mas com crescimento mais concentrado em novas regiões, conforme informado pela revista Comunhão.