Samuel Ferreira apoia Ronaldo Caiado na eleição para presidente

O bispo Samuel Ferreira, presidente-executivo da Convenção Nacional da Assembleia de Deus no Brasil – Ministério de Madureira, declarou apoio à pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República nas eleições de 2026. A manifestação foi registrada em vídeo exibido durante o evento de lançamento da campanha do governador de Goiás.

Na gravação, o líder religioso também cumprimentou o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e destacou a dimensão institucional da convenção que representa. Ferreira ressaltou a presença nacional da denominação, citando o número de templos, ministros e fiéis distribuídos em todo o país.

“Falo na condição de quem lidera uma convenção histórica, hoje com mais de 42 mil templos espalhados nos 5.569 municípios do Brasil, com 102 mil pastores e milhões de membros. E é com muita satisfação que me dirijo neste momento do lançamento da campanha do nosso querido Caiado”, afirmou.

Ao justificar o apoio, o bispo avaliou que o cenário político exige equilíbrio e criticou a polarização ideológica. Segundo ele, o país precisa priorizar o debate de ideias e buscar lideranças com capacidade de gestão.

“O país precisa fugir dos extremos. Não se trata de atacar pessoas, mas de discutir ideias. O Brasil carece de uma liderança equilibrada, preparada e com capacidade de gestão”, declarou.

Ferreira também abordou a participação da igreja no processo eleitoral. Ele afirmou que a atuação seguirá os limites estabelecidos pela legislação e será conduzida de forma responsável.

“Nossa influência será exercida com responsabilidade, sempre respeitando a legislação. Fora dos templos, no contato direto com a população, estaremos dialogando e participando desse momento democrático”, concluiu.

Pastores defendem prestação de contas do uso de dízimos

A transparência e gestão responsável se tornou uma necessidade urgente das igrejas evangélicas. Membros desejam clareza sobre o uso de dízimos e ofertas, enquanto líderes precisam tomar decisões embasadas. Nesse cenário, a governança eficiente passa a ser observada também pela sociedade, e isso se demonstra com prestação de contas.

O pastor Ozeas Corrêa, da Igreja Rest, em Niterói (RJ), afirma que prestar contas significa dar visibilidade ao uso dos recursos confiados à liderança. Segundo ele, isso envolve relatórios acessíveis, justificativa de decisões e canais abertos de diálogo com a comunidade. A prática, portanto, combina organização administrativa e comunicação clara.

Corrêa destaca que o princípio também tem base bíblica. Ele cita 2 Coríntios 8.20-21, onde o apóstolo Paulo orienta agir com integridade diante de Deus e das pessoas. Assim, a prestação de contas não é apenas técnica, mas expressão de responsabilidade espiritual.

O pastor aponta três dimensões essenciais nesse processo. A dimensão legal exige cumprimento de normas e estatutos. A dimensão ética fortalece a confiança e previne abusos. Já a dimensão bíblica dá sentido ao ato, reforçando a ideia de mordomia, como ilustrado na Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30).

Segundo Corrêa, a transparência gera engajamento. Quando a igreja compreende a aplicação dos recursos, aumenta a participação e o senso de pertencimento. Além disso, a clareza reduz conflitos internos e protege a reputação institucional.

Por outro lado, a falta de transparência abre espaço para desconfiança e questionamentos. O líder lembra que a ausência de informações pode gerar rumores e comprometer a credibilidade da igreja. Ele cita 1 Timóteo 3.2, que destaca a necessidade de uma liderança irrepreensível.

Para consolidar uma cultura de confiança, Corrêa recomenda práticas objetivas. Entre elas estão relatórios periódicos, conselhos representativos, auditorias e reuniões abertas. Ele também orienta o uso de linguagem simples e recursos visuais, facilitando o entendimento da comunidade.

Segundo a revista Comunhão, o pastor ressalta que a comunicação deve ser clara e acessível. Explicar não apenas o que foi feito, mas também o motivo das decisões, contribui para maior compreensão. Ele também destaca a importância de um tom respeitoso e aberto ao diálogo.

A transparência, segundo ele, não deve ser vista como ameaça à autoridade. Pelo contrário, uma liderança madura valoriza a clareza e a prestação de contas. O uso da tecnologia, como relatórios digitais e transmissões online, amplia o acesso à informação e fortalece a confiança.

Na mesma linha, o pastor Kennedy Sobrinho, da Assembleia de Deus – Ministério de Madureira, em Caldas Novas (GO), afirma que a prestação de contas é um direito dos membros. Ele observa que muitas igrejas já possuem conselhos responsáveis por apresentar relatórios regulares à congregação.

Kennedy destaca que, embora nem sempre seja tratada como obrigação formal, a transparência é essencial para manter a confiança. Ele alerta que, diante de má gestão ou falta de clareza, o fiel deve avaliar sua permanência na comunidade.

O pastor também reforça que o princípio está presente nas Escrituras. Ele menciona a orientação de que tudo deve ser feito com ordem e decência, incluindo a administração financeira. Para ele, a gestão da igreja exige responsabilidade e organização contínua.

Por fim, Kennedy afirma que a ausência de prestação de contas pode comprometer a relação entre líderes e membros. A falta de transparência enfraquece a confiança e pode levar ao afastamento. Para evitar esse cenário, ele defende que a prática seja constante, por meio de reuniões, comunicados e ferramentas digitais.

Sociedade Bíblica do Brasil cria curso de formação para mulheres

A Sociedade Bíblica do Brasil anunciou a ampliação da plataforma Academia da Bíblia, que passa a oferecer uma nova estrutura de cursos on-line voltados à formação bíblica. A iniciativa busca ampliar o acesso ao ensino das Escrituras por meio de conteúdos digitais organizados em trilhas de aprendizado.

Como parte do lançamento, a instituição apresentou o curso “Elas e a Bíblia: Sabedoria, fé e propósito para a mulher de hoje”. A formação é direcionada ao público feminino e propõe reflexões sobre temas contemporâneos à luz das Escrituras, abordando questões como identidade, espiritualidade, família e desafios sociais.

O programa é composto por 20 módulos, com carga horária total de 40 horas. As aulas têm duração de até 20 minutos, permitindo que as participantes acompanhem o conteúdo de forma flexível, conforme sua disponibilidade. O material inclui estudos baseados em personagens bíblicas, com aplicações práticas para o cotidiano.

As aulas contam com a participação de mais de 20 professoras e líderes cristãs de diferentes denominações. Segundo a SBB, essa diversidade contribui para uma abordagem ampla dos temas apresentados.

A plataforma também incorpora uma proposta social, de acordo com a Comunhão. Os participantes são incentivados a realizar contribuições voluntárias destinadas a projetos de distribuição de Bíblias, com foco em públicos em situação de vulnerabilidade, incluindo mulheres privadas de liberdade.

Desenvolvida pela área de cultura e formação bíblica da SBB, a Academia da Bíblia foi estruturada para atender à demanda por ensino religioso on-line. A iniciativa inclui conteúdos introdutórios e estudos aprofundados, com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento bíblico em ambiente digital.

Ovo de Páscoa? Chocolate vira luxo com inflação alta

A Páscoa de 2026 registra aumento nos preços do chocolate no Brasil, com alta próxima de 15% em relação ao ano anterior. O índice supera a inflação oficial acumulada em 12 meses até fevereiro, estimada em cerca de 3,8%, segundo dados econômicos recentes.

O encarecimento está associado à crise global do cacau. Problemas climáticos e estruturais em países produtores da África reduziram a oferta e pressionaram os preços internacionais nos últimos anos. Mesmo com alguma estabilidade recente, o insumo permanece em patamar elevado, e a indústria ainda utiliza estoques adquiridos a valores mais altos.

No mercado interno, o impacto é acumulado. O chocolate registra alta próxima de 25% nos últimos 12 meses, o que tem influenciado o comportamento do consumidor e reduzido o acesso ao produto.

Diante do aumento dos custos, fabricantes passaram a ajustar a composição dos produtos. Parte das empresas reduziu o uso de manteiga de cacau e ampliou a utilização de gorduras alternativas como forma de conter despesas. Especialistas do setor afirmam que essas mudanças podem alterar características como sabor e textura.

Além do custo da matéria-prima, outros fatores contribuem para o aumento dos preços. Despesas com energia, logística e embalagens seguem em alta e impactam o valor final, especialmente em períodos de maior demanda, como a Páscoa.

Segundo a revista Oeste, apesar do cenário, o período mantém relevância para o setor. Em algumas redes varejistas, a data pode representar até 40% do faturamento anual, sustentada pela tradição de consumo.

As vendas de chocolate na Páscoa de 2026 têm expectativa de crescimento entre 10% e 15%. O desempenho indica manutenção da demanda, embora com mudanças no perfil de compra. Consumidores têm priorizado produtos menores, barras e itens promocionais, além de buscar alternativas artesanais como opção de custo-benefício.

Síria: eventos de Páscoa cancelados após violência contra cristãos

Cristãos na Síria cancelaram as celebrações da Páscoa após episódios de violência sectária registrados no fim de semana na cidade de Suqaylabiyah.

Relatos locais indicam que o incidente teve início após dois homens, descritos como muçulmanos de uma cidade vizinha, abordarem mulheres cristãs. Moradores reagiram e expulsaram os indivíduos, que retornaram acompanhados por dezenas de homens em motocicletas, alguns armados.

Segundo testemunhas, o grupo atacou a cidade, destruiu um santuário dedicado a Maria e danificou residências, veículos e estabelecimentos comerciais. Há relatos de participação de membros das forças de segurança no episódio.

O governo sírio declarou anteriormente que pretende garantir os direitos das minorias religiosas, apesar de o país enfrentar instabilidade após anos de conflito armado e da presença de diferentes grupos armados. Durante o episódio, forças governamentais intervieram e impediram novos ataques.

Após os acontecimentos, igrejas Igreja Católica, Igreja Ortodoxa Grega e Igreja Ortodoxa Siríaca confirmaram o cancelamento das celebrações de Páscoa previamente programadas, de acordo com o portal Christian Today.

Em comunicado, a organização Cristãos Sírios pela Paz afirmou: “Conclamamos os sírios de todos os segmentos a permanecerem unidos e rejeitarem o sectarismo e a divisão”. A entidade também pediu que o governo adote medidas para promover diálogo nacional e responsabilização. O texto acrescenta: “Encorajamos também as autoridades sírias a promulgarem as leis necessárias para criminalizar o sectarismo e o discurso de ódio”.

O cenário regional também impactou celebrações em Israel, onde restrições de segurança afetaram eventos religiosos durante o mesmo período.

O presidente da organização Christian Solidarity Worldwide, Mervyn Thomas, afirmou: “Encorajamos as autoridades sírias a intensificarem os seus esforços no combate ao extremismo e ao discurso de ódio”. Ele acrescentou: “Instamos também a comunidade internacional a instar o governo sírio a cumprir a sua obrigação de proteger todos os cidadãos e a produzir melhorias mensuráveis nos direitos humanos”.

Sudário não é uma fraude, diz ex-cético sobre a morte de Jesus

O pesquisador bíblico Jeremiah J. Johnston afirmou que deixou de ser cético em relação ao Sudário de Turim, relíquia que alguns estudiosos associam ao sepultamento de Jesus. Ele relatou sua mudança de posição após analisar estudos científicos e evidências históricas relacionadas ao objeto.

Johnston declarou confiança na base histórica do Novo Testamento. Ele afirmou: “A autenticidade do Novo Testamento é indiscutível”. Segundo ele, os relatos bíblicos descrevem “pessoas reais, lugares reais e eventos reais”, o que, em sua avaliação, reforça a confiabilidade das Escrituras.

O pesquisador citou o uso de textos bíblicos por arqueólogos como um dos elementos que sustentam sua posição. Ele disse: “Os arqueólogos usam seis livros para garantir que estão escavando no local certo em Israel”, mencionando os Evangelhos, o Livro de Atos e os escritos do historiador Flávio Josefo. Ele acrescentou: “Se os arqueólogos usam o Novo Testamento porque ele corresponde ao mundo do primeiro século, podem ter certeza de que eu também vou usar a Bíblia”.

Ao abordar o Sudário de Turim, Johnston afirmou que o considera uma evidência relevante fora do texto bíblico. Ele declarou: “É o único artefato que temos fora da Bíblia que fornece evidências da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, tudo em um único objeto”. Segundo ele, estudos conduzidos por mais de 100 especialistas indicam que a imagem presente no tecido não foi produzida por pigmentos ou técnicas conhecidas.

Johnston também afirmou que não há explicação conclusiva para a formação da imagem no Sudário. Ele disse: “Não há pigmento. Não há corante. Não há coloração”. Em sua avaliação, esse aspecto tem sido um dos principais pontos de debate entre pesquisadores.

O pesquisador relatou que sua visão anterior era de descrédito em relação à relíquia: “Nunca mencionei o Sudário porque eu era totalmente cético em relação a ele”. Segundo Johnston, sua mudança ocorreu após investigar estudos científicos e dialogar com especialistas.

Segundo a CBN News, entre os elementos que ele destacou estão análises que identificaram características como sangue humano do tipo AB e presença de pólen associado à região de Jerusalém. Com base nesses dados, declarou: “Agora acredito que o sudário é autêntico”.

Johnston afirmou que a mudança de perspectiva também impactou sua abordagem acadêmica e religiosa. Ele disse: “Eu acho que é a melhor ferramenta de evangelismo e discipulado que já vi em meu ministério”.

Igreja de Lúcifer inaugurada às vésperas da celebração da Páscoa

Às vésperas da Semana Santa, a inauguração da chamada “Primeira Igreja de Lúcifer” no Rio Grande do Sul gerou repercussão e debate público sobre religião e convivência social. A cerimônia está prevista para ocorrer entre quarta-feira, 02 de abril, e quinta-feira, 03 de abril, atravessando a madrugada da Sexta-Feira Santa, data relevante no calendário cristão.

Os organizadores informaram que o endereço do templo, localizado na região metropolitana de Porto Alegre, não será divulgado por questões de segurança. A cerimônia de abertura será restrita a convidados, com possibilidade de acesso controlado ao público em etapas posteriores.

O projeto é liderado por Lukas de Bará da Rua, que afirmou atuar há mais de 20 anos com práticas associadas ao luciferianismo. Segundo ele, a proposta não envolve a adoração do mal, mas está voltada ao desenvolvimento pessoal e à busca por conhecimento.

A ambientação do espaço segue elementos simbólicos ligados à identidade do grupo, com predominância de cores escuras, uso de símbolos como pentagramas e uma estrutura que remete a templos religiosos, com características próprias, conforme informado pela revista Comunhão.

De acordo com os responsáveis, a criação do templo responde a uma demanda crescente de praticantes no estado. Iniciativas semelhantes já existem em outras regiões do país, mas esta será a primeira com estrutura formal no Rio Grande do Sul.

Discussões sobre liberdade religiosa em um país de maioria cristã têm sido recorrentes, e o caso atual faz parte de um contexto de debates sobre a presença de diferentes manifestações de fé no espaço público e os limites da convivência entre distintas crenças.

Ministro Gilmar Mendes defende fim da guerra 'total' às drogas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes defendeu, em entrevista ao podcast Cannabis Hoje divulgada na terça-feira (31), o encerramento da política conhecida como “guerra às drogas”. Durante a conversa, ele classificou Portugal como um “case de sucesso” no tratamento dado à maconha e afirmou já ter utilizado cannabis para fins medicinais.

“Eu já comprei em Portugal numa loja para fins de atenuar dores. Fiquei com a boa impressão e comprei também para uma pessoa amiga e que estava sofrendo de dores”, relatou o ministro.

Decisão do STF em 2024

Em julho de 2024, o STF fixou o parâmetro de 40 gramas ou seis plantas-fêmea de cannabis para diferenciar o usuário do traficante. A partir da decisão, pessoas flagradas com a substância dentro desse limite deixaram de ser submetidas a penas de prestação de serviços à comunidade, passando a responder com medidas de caráter não penal, como advertências sobre os efeitos do uso ou participação em cursos educativos.

Sobre a decisão, Mendes afirmou:

“A rigor esse foi um passo importante, mas é só um passo. Nós estamos a tentar fazer a redefinição de uma adequada política de drogas, talvez marcando uma ruptura com aquela mensagem de guerra total às drogas.”

O ministro acrescentou que a mudança envolve uma transformação cultural, não apenas jurídica, citando a formação de gerações de juízes, promotores e delegados orientados pelo modelo de combate radical.

Essa perspectiva, contudo, contraria diretamente a visão de muitos especialistas que não enxergam na descriminalização das drogas uma forma de enfrentamento aos abusos e ao tráfico, mas sim uma facilitação e, também, um tipo de formalização capaz de permitir a exploração comercial com base no vício.

Referência ao modelo português

Mesmo assim, Mendes afirmou acreditar que o Brasil caminha para adotar um modelo semelhante ao português, que descriminaliza a posse de substâncias para uso pessoal, também contrariando a opinião da maioria dos brasileiros, que não desejam a descriminalização das drogas, segundo pesquisa já divulgada pela imprensa.

“Portugal é um case de sucesso. O que que implica a adoção desse modelo? Implica uma reconcepção de todo o modelo repressivo e algumas coisas que já estão se fazendo no Brasil […] Portugal não tem grandes cartéis, não tem grandes organizações envolvidas nesse processo. Tem uma vida normal”, alegou o ministro, segundo o Globo.

Anderson Freire realiza visita e recebe homenagem em presídio

Cachoeiro de Itapemirim, ES – O cantor e compositor gospel Anderson Freire, um dos nomes mais influentes da música cristã contemporânea no Brasil, realizou uma visita especial ao Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI), no sul do Espírito Santo, na última quarta-feira (1º).

O artista, que é natural da cidade, foi recebido com uma homenagem por parte das internas e da diretoria da unidade, em reconhecimento ao seu trabalho social e espiritual desenvolvido junto à população carcerária feminina ao longo de mais de uma década.

A relação de Anderson Freire com o sistema prisional de Cachoeiro de Itapemirim é de longa data. Segundo a diretora da unidade, Leida Maria Ayres, o cantor visita o presídio anualmente desde 2010, participando de momentos de louvor e palestras motivacionais.

Durante a visita mais recente, Freire participou de um evento que faz parte do “Projeto Harmonia”, uma iniciativa da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) que utiliza a música e a arte como ferramentas de ressocialização para as detentas. O projeto visa oferecer suporte emocional e espiritual, auxiliando na redução da reincidência criminal e na promoção da paz no ambiente prisional.

A música de Anderson Freire tem um impacto profundo na vida das internas, muitas das quais relatam que suas letras trazem conforto e esperança em momentos de dificuldade. Uma das canções mais emblemáticas do artista, “Raridade”, foi inspirada justamente em suas experiências e visitas a presídios, conforme revelado pelo próprio cantor em entrevistas anteriores.

A letra da música ressalta o valor intrínseco de cada indivíduo, independentemente de seus erros passados ou de sua situação atual, uma mensagem que ressoa fortemente entre as mulheres em privação de liberdade.

Durante o evento, Anderson Freire cantou seus sucessos e interagiu com as internas, compartilhando mensagens de superação e fé. A homenagem recebida pelo artista incluiu apresentações preparadas pelas próprias detentas, que expressaram gratidão pelo apoio contínuo.

A Sejus destaca que a presença de figuras públicas como Anderson Freire em unidades prisionais contribui para humanizar o sistema e fortalecer os laços entre a sociedade e as pessoas em processo de ressocialização.

O impacto social do trabalho de Anderson Freire estende-se para além das fronteiras do Espírito Santo, sendo reconhecido em todo o Brasil. Suas visitas a presídios, hospitais e comunidades carentes são uma marca de sua carreira, que une o sucesso artístico ao compromisso com causas sociais.

Para as internas de Cachoeiro de Itapemirim, a visita do cantor representa mais do que um evento cultural; é um momento de conexão com o mundo exterior e um lembrete de que a transformação pessoal é possível através da fé e do apoio comunitário.

Pergaminho de Isaías: manuscrito foi escrito por dois escribas?

Jerusalém, Israel – O Grande Pergaminho de Isaías, um dos mais importantes e bem preservados achados entre os Manuscritos do Mar Morto, foi alvo de uma descoberta arqueológica e tecnológica sem precedentes.

Pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda, utilizando técnicas avançadas de inteligência artificial (IA) e análise paleográfica, determinaram que o manuscrito não foi obra de um único autor, mas sim de dois escribas distintos que trabalharam em conjunto para completar o texto sagrado há mais de dois mil anos.

A pesquisa sobre os Pergaminho de Isaías, liderada pelos especialistas Mladen Popović, Maruf Dhali e Lambert Schomaker, utilizou algoritmos de aprendizado de máquina para analisar as sutis variações na caligrafia do pergaminho de sete metros de comprimento. A análise focou na forma das letras, no espaçamento entre elas e na pressão exercida pelo cálamo sobre o couro.

Os resultados indicaram uma mudança clara no estilo de escrita por volta da metade do pergaminho, especificamente na transição entre as colunas 27 e 28, sugerindo que um segundo escriba assumiu a tarefa de copiar o Livro de Isaías a partir daquele ponto.

Essa descoberta sobre os Pergaminho de Isaías desafia a visão tradicional de que o Grande Pergaminho de Isaías era uma obra individual e levanta novas questões sobre como os textos bíblicos eram produzidos e transmitidos na antiguidade.

A semelhança entre as duas caligrafias indica que os escribas podem ter tido um treinamento comum, possivelmente em uma escola ou comunidade religiosa, como a de Qumran, onde os manuscritos foram encontrados nas décadas de 1940 e 1950. A colaboração entre os dois autores demonstra um esforço coletivo para preservar e copiar as escrituras com extrema precisão.

O Grande Pergaminho de Isaías é datado de aproximadamente 125 a.C. e contém o texto completo do Livro de Isaías, sendo cerca de mil anos mais antigo do que qualquer outro manuscrito hebraico conhecido antes de sua descoberta. A preservação quase perfeita do rolo permitiu que os cientistas aplicassem tecnologias modernas, como a IA, para desvendar mistérios que a visão humana não conseguia captar.

Além da autoria dupla, o estudo também confirmou que o pergaminho foi originalmente criado a partir de dois rolos de couro separados que foram costurados, reforçando a ideia de uma produção em etapas.

Para a comunidade acadêmica e religiosa, a revelação de que o manuscrito mais antigo da Bíblia foi escrito por mãos diferentes não diminui sua autoridade espiritual, mas enriquece o entendimento histórico sobre o papel dos escribas na preservação da tradição judaico-cristã.

O uso de inteligência artificial na arqueologia bíblica abre novas fronteiras para a análise de outros manuscritos antigos, permitindo identificar autores e datar textos com uma precisão nunca antes alcançada. Com: Gazeta do Povo.