Irã: cristão preso por ser membro de igreja doméstica é libertado

O iraniano Amir-Ali Minaei foi libertado da Prisão de Evin na terça-feira, 29 de abril, após cumprir pena por participação em uma igreja doméstica no Irã. A informação foi divulgada pela Article 18, entidade que acompanha casos de perseguição religiosa no país.

Segundo a organização, a libertação ocorreu dentro do programa anual de anistia concedido pelo governo iraniano a parte da população carcerária.

Amir-Ali Minaei, de 32 anos, permaneceu preso por cerca de dois anos após ser acusado de “atividades de propaganda contra o regime por meio do estabelecimento de uma igreja doméstica”. Inicialmente, ele havia sido condenado a três anos e sete meses de prisão, mas a pena foi reduzida para dois anos e seis meses depois que decidiu não recorrer da sentença.

Convertido ao cristianismo após deixar o islamismo, Amir-Ali foi detido pela primeira vez em dezembro de 2022. Na ocasião, passou mais de dois meses na prisão antes de ser liberado sob fiança após interrogatórios conduzidos pelas autoridades iranianas.

Durante o período em liberdade provisória, ele recebeu diagnóstico de uma doença cardíaca. De acordo com a Article 18, o problema de saúde teria sido provocado pelo estresse e pelas ameaças sofridas durante a perseguição enfrentada no país.

O cristão voltou a ser preso em abril de 2024. Segundo relatos da entidade, ele teria sido agredido por um guarda penitenciário durante a segunda detenção. A organização informou ainda que diversos pedidos para atendimento com um cardiologista foram negados pelas autoridades prisionais.

Em março de 2025, Amir-Ali voltou a denunciar agressões dentro da prisão após solicitar novamente tratamento médico. Conforme a Article 18, um agente penitenciário o atingiu na região do peito, agravando seu estado de saúde.

Posteriormente, o cristão iniciou uma greve de fome depois de ter o direito a uma ligação telefônica negado, segundo a entidade.

O Irã possui maioria muçulmana e mantém restrições a atividades cristãs, especialmente relacionadas a igrejas domésticas e evangelismo. Convertidos do islamismo podem enfrentar detenções e processos judiciais com base na interpretação da sharia, a lei islâmica adotada pelo regime iraniano.

Apesar das restrições, a Article 18 afirma que grupos cristãos continuam se reunindo de forma clandestina no país. O Irã ocupa a 10ª posição entre os 50 países mais hostis ao cristianismo que formam a Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

Dia das Mães: Memorial do Jardim Bíblico reabre após reforma

O Memorial do Jardim Bíblico, localizado no Templo de Salomão, retomará as visitas públicas no domingo, 10 de maio, após passar por um processo de revitalização que manteve o espaço fechado nos últimos meses. A reabertura ocorrerá com uma programação especial voltada aos visitantes que acompanham o projeto em São Paulo.

Conhecido por reproduzir cenários inspirados em relatos das Escrituras, o memorial oferece um percurso guiado por ambientes que remetem a momentos históricos da fé cristã. Entre os espaços apresentados estão representações do Tabernáculo de Moisés, do Jardim das Oliveiras e do Memorial dos Templos.

A nova etapa do projeto inclui mudanças estruturais e atualizações preparadas para o público, embora os detalhes das novidades sejam apresentados apenas durante a experiência no local. A proposta do passeio é proporcionar uma imersão histórica e cultural baseada em referências bíblicas.

O espaço também faz alusão ao Cenáculo, citado na Bíblia como o lugar onde os discípulos receberam o Espírito Santo. Por esse motivo, o memorial se tornou um ponto de visitação para pessoas que buscam conhecimento bíblico, reflexão e atividades ligadas à espiritualidade cristã.

A reabertura acontece durante o período do Jejum de Daniel e na preparação para o Dia de Pentecostes, datas observadas por diferentes grupos cristãos. Segundo a organização, o tour procura apresentar elementos históricos relacionados ao desenvolvimento da fé cristã ao longo dos séculos.

No domingo de Dia das Mães, as visitas ocorrerão às 9h, 10h e 11h. No período da tarde, o atendimento ao público seguirá entre 14h e 18h, de acordo com informações da revista Comunhão.

O acesso ao memorial depende de agendamento prévio, realizado pelo e-mail ou pelo WhatsApp (11) 3573-3641, disponível apenas para mensagens de texto. O atendimento funciona diariamente, das 8h30 às 19h30. Os visitantes também podem solicitar acompanhamento em inglês, espanhol e interpretação em Libras durante o agendamento das visitas.

PF arquiva investigação contra Bolsonaro por ligar Lula a ditador

Investigação contra Bolsonaro por associar Lula a ditador é arquivada pela PF

Após questionamento da 8ª Vara Criminal de Brasília, a Polícia Federal informou que não instaurou inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro por publicações que associavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao regime do ex-ditador sírio Bashar al-Assad.

O caso teve origem em uma denúncia apresentada por um cidadão com dupla nacionalidade russa e brasileira. A representação mencionava a divulgação de uma imagem no canal oficial de WhatsApp de Bolsonaro relacionando Lula ao governo sírio e à execução de pessoas LGBTQIA+.

Até o momento, Bolsonaro não é alvo de investigação formal. Após os esclarecimentos prestados pela Polícia Federal, ainda não há definição sobre qual órgão deverá conduzir eventual apuração: a Polícia Civil do Distrito Federal ou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

A publicação foi compartilhada em 15 de janeiro do ano passado no canal oficial do ex-presidente no WhatsApp. O conteúdo, porém, não está mais disponível nos perfis de Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a revista Oeste, o pedido para abertura de inquérito havia sido encaminhado à Polícia Federal em julho do ano passado pelo então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Apesar da solicitação, a corporação não deu prosseguimento à investigação.

A publicação compartilhada por Bolsonaro mencionava o regime de Bashar al-Assad, deposto em dezembro de 2024, quando ele e familiares deixaram a Síria e seguiram para a Rússia após grupos rebeldes assumirem o controle de Damasco.

Justiça condena pastor que pregou João 3.16 em culto ao ar livre

O pastor aposentado Clive Johnston foi considerado culpado por violar a chamada “zona de acesso seguro” de uma clínica de aborto após pregar um sermão baseado em João 3:16 nas proximidades de um hospital na Irlanda do Norte.

A decisão foi proferida por um juiz distrital durante audiência realizada na quinta-feira, 7 de maio, no Tribunal de Magistrados de Coleraine. Aos 78 anos, Johnston foi condenado por duas acusações relacionadas à Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro).

O caso envolve um culto ao ar livre realizado em julho de 2024 nas proximidades da área de segurança do Hospital Causeway. Segundo o Christian Institute, organização que acompanha a defesa do pastor, a condenação poderá resultar em registro criminal e multas de milhares de libras.

Clive Johnston é ex-presidente da Associação das Igrejas Batistas da Irlanda e avalia apresentar recurso contra a decisão judicial.

Após o veredicto, o pastor afirmou que não assediou nenhuma pessoa e classificou a condenação como um “dia sombrio para a liberdade cristã”.

“Realizamos um pequeno culto ao ar livre em um domingo, perto de um hospital. Não fizemos qualquer menção à questão do aborto. No entanto, a lei das zonas de segurança é tão abrangente que realizar um culto de domingo foi considerado crime. E aos 78 anos de idade, me vejo, pela primeira vez, condenado por um crime”, declarou.

Ele também afirmou: “Se alguém está causando problemas, incitando violência, assediando ou atacando verbalmente pessoas, então, sem dúvida, essa pessoa deve ser processada. Mas eu não estava fazendo nada disso, como mostra o vídeo da polícia e como todos os envolvidos neste caso reconhecem”.

Bíblia, João 3:16 afirma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Antes da audiência, Simon Calvert, vice-diretor do Christian Institute, afirmou que João 3:16 “é um versículo maravilhoso e famoso, e todos sabem que não diz nada sobre aborto”.

Calvert acusou a polícia e o Ministério Público de “ultrapassarem os limites” e declarou que a pregação do Evangelho não deve ser confundida com protestos contra o aborto.

“Temos uma liberdade incrível neste país para compartilhar a mensagem cristã. É por isso que assumimos este caso”, afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Ele acrescentou: “Processar o pastor Johnston por pregar ‘Deus amou tanto o mundo’ perto de um hospital em um domingo tranquilo é uma nova e chocante tentativa de restringir a liberdade religiosa e a liberdade de expressão em uma parte do mundo onde cultos evangélicos ao ar livre fazem parte da cultura”.

Barco da Bíblia navega na Amazônia com distribuição de Bíblias

O Barco da Bíblia, projeto da Sociedade Bíblica do Brasil, está percorrendo rios da Amazônia com ações de distribuição das Escrituras, incentivo à leitura bíblica e atendimento social a comunidades ribeirinhas.

A iniciativa missionária busca ampliar o acesso à Bíblia em regiões com limitações de infraestrutura e serviços básicos, além de fortalecer parcerias com igrejas locais. O projeto também promove atividades culturais e educativas durante as viagens.

“A missão é levar este acervo maravilhoso, folhetos e porções bíblicas a todos, independentemente de classe social, onde menos se imagina”, afirmou Expedito Ferrão Júnior, coordenador do Luz da Amazônia II, conhecido como Barco da Bíblia, em entrevista à afiliada da TV Globo.

A expedição começou no sábado, 19 de abril, e segue por comunidades do Pará e do Amapá. Um dos principais pontos da programação é a passagem por Macapá, onde a embarcação permanece por 21 dias, entre 28 de abril e 18 de maio, com atividades voltadas a famílias ribeirinhas, igrejas e instituições locais.

O Barco da Bíblia atua principalmente em áreas de difícil acesso, onde muitas comunidades dependem exclusivamente do transporte fluvial. Durante a viagem, a equipe distribui exemplares das Escrituras, realiza ações sociais e promove atividades de leitura bíblica. A embarcação também abriga um museu da Bíblia aberto à visitação das comunidades atendidas.

O projeto existe há mais de 50 anos e atende comunidades isoladas ao longo dos rios amazônicos. Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil, a iniciativa já alcançou milhares de pessoas por meio de ações evangelísticas e assistência social.

A viagem começou em São Sebastião da Boa Vista, onde o barco permaneceu entre 19 e 21 de abril. Depois, seguiu para Portel, com atividades realizadas entre 22 e 26 de abril.

Atualmente, a embarcação está em Macapá e seguirá para outros municípios da região Norte. As próximas paradas incluem Santana, entre 19 e 21 de maio; Vitória do Jari, entre 23 e 25 de maio; e Laranjal do Jari, de 26 de maio a 1º de junho.

Na sequência, o barco passará por Porto de Moz, entre 3 e 5 de junho, e por Breves, entre 7 e 11 de junho. A chegada a Belém está prevista para 12 de junho.

Expedito Ferrão Júnior informou que, durante a passagem por Santana, uma Bíblia completa em braile será entregue à prefeitura do município. Segundo ele, a visita marca o retorno da embarcação à cidade após o período da pandemia.

Após visitar o barco com a neta, Florinda de Jesus declarou: “A Palavra de Deus sendo levada àquele que precisa, que muitas vezes entra aqui com um problema e sai transformado”.

O pastor Antônio Lacerda afirmou que a iniciativa amplia o acesso às Escrituras para famílias de baixa renda. “Além de levar o conhecimento a esses povos, ajuda também nos preços acessíveis para a gente de baixa renda, por exemplo, ter acesso a uma Bíblia”, disse.

“Confesso que todas as vezes que eu venho levo uma Bíblia ou alguma novidade para casa”, acrescentou o pastor, que visitou a embarcação pela terceira vez, segundo informações do portal Guia-me.

Polícia Civil: Peninha praticou discriminação religiosa a evangélicos

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul indiciou, na quinta-feira, 7 de maio, o jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos.

O inquérito investiga declarações feitas em um vídeo publicado em janeiro deste ano. Na gravação, o comunicador teria afirmado que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e classificou o grupo religioso como “nefasto e desprezível”.

Eduardo Bueno, de 67 anos, nasceu em Porto Alegre e atua como jornalista, escritor, tradutor e youtuber. O canal dele reúne mais de 1 milhão de inscritos. Ele também trabalhou em diferentes veículos de comunicação e é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância começou após o registro de uma notícia-crime. A representação foi apresentada à Polícia Civil e ao Ministério Público Federal (MPF) pelo vereador de Porto Alegre Tiago Albrecht e pela suplente de deputada federal Sâmila Monteiro, ambos do Partido Novo.

A Polícia Civil informou que a Justiça determinou a retirada do vídeo das plataformas digitais durante o andamento das investigações.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados em junho de 2025 apontam que os evangélicos representam mais de 26% da população brasileira, o equivalente a cerca de 50 milhões de pessoas. Em 2010, o grupo correspondia a 21,7% da população. Os números do Censo 2022 indicam que aproximadamente um em cada quatro brasileiros se declara evangélico.

Sâmila Monteiro afirmou que “o respeito à liberdade religiosa e ao direito ao voto é um princípio básico da democracia”.

Tiago Albrecht declarou que o indiciamento indica que o caso ultrapassou o campo da divergência política e passou a envolver possível violação da legislação brasileira. “Nenhum cidadão pode ser tratado como inferior ou ter seus direitos políticos relativizados por causa da sua fé”, afirmou o vereador. “Democracia pressupõe respeito, inclusive com quem pensa diferente”.

A corporação indiciou o jornalista com base no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/1989, que trata do crime de discriminação religiosa praticado por meio de comunicação social ou internet.

Com a conclusão do inquérito, o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal, responsável por decidir se apresentará denúncia à Justiça. Durante o interrogatório na delegacia, Peninha permaneceu em silêncio, segundo informações da revista Oeste.

Fisioterapeuta lança livro ‘devocional’ que ensina combater a dor

O fisioterapeuta Luiz Sola lançou o devocional terapêutico 365 Dias Sem Dor, obra que propõe uma abordagem integrada entre neurociência, prática clínica e espiritualidade para ajudar pessoas que convivem com dores crônicas.

Com mais de 30 anos de experiência na área, o autor defende que a dor não deve ser vista apenas como um problema físico, mas como uma experiência que também envolve emoções, pensamentos e a forma como cada pessoa interpreta a própria vida.

Fundador do Instituto Krion e fisioterapeuta de atletas como Ana Moser e Fernanda Venturini, Luiz Sola afirma que, ao longo da carreira, percebeu que muitos pacientes permaneciam sofrendo não apenas por lesões, mas pelo medo, ansiedade, traumas e crenças negativas associados ao corpo e ao movimento.

“Muitas pessoas continuam com dor não porque estão machucadas, mas porque aprenderam a ter medo do próprio corpo”, explicou o autor.

A obra apresenta uma proposta de reeducação da dor baseada em cinco pilares: positividade, gratidão, otimismo, fé e movimento. Segundo Sola, hábitos simples do cotidiano, como cultivar pensamentos positivos, valorizar pequenas conquistas e manter o corpo ativo, podem contribuir para mudanças na percepção da dor e no bem-estar emocional.

O livro também diferencia a dor aguda da dor crônica. Enquanto a primeira funciona como um mecanismo natural de proteção do corpo durante o processo de recuperação, a segunda passa a ocupar espaço constante na vida da pessoa quando persiste por mais de três meses.

“Sentir dor é natural. Ela é uma resposta sábia do corpo, um alarme que se acende para proteger enquanto ocorrem a cicatrização e a adaptação”, destaca um trecho da obra.

Com linguagem acessível e foco acolhedor, “365 Dias Sem Dor” foi dividido em duas partes. A primeira apresenta explicações sobre como a dor funciona, abordando fatores emocionais, medo e excesso de proteção corporal. Já a segunda oferece um plano diário com reflexões, versículos bíblicos, exercícios mentais, movimentos corporais e orientações práticas voltadas ao fortalecimento emocional e espiritual.

A proposta é incentivar o leitor a assumir uma postura mais ativa diante do processo de recuperação, desenvolvendo uma relação mais segura com o corpo e com a própria rotina.

Além do público em geral, o material também pode ser utilizado por profissionais da saúde, igrejas e lideranças comunitárias que atuam no acompanhamento de pessoas em sofrimento físico e emocional.

“Mais do que aliviar sintomas, a proposta é devolver autonomia, confiança e liberdade, porque, no final, é sobre voltar a viver”, concluiu Luiz Sola.

365 Dias Sem Dor

Um Devocional Terapêutico para o Corpo, a Mente e a Alma

Autor: Luiz Sola

ISBN/ASIN: 978-65-01-82626-4

Páginas: 512

Preço: R$ 134,90

Saiba mais AQUI.

Egito: estátua do faraó que sofreu pragas achada por arqueólogos

Uma missão arqueológica no Egito encontrou uma estátua gigante que pesquisadores acreditam representar Ramsés II, um dos governantes mais conhecidos do antigo Egito e frequentemente associado, em interpretações populares, ao faraó citado no livro bíblico de Êxodo.

A descoberta ocorreu no sítio arqueológico de Tel Faraoun, na província de Sharqia, segundo comunicado divulgado em 22 de abril pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e pelo Conselho Supremo de Antiguidades.

Embora a parte inferior da estátua esteja ausente, arqueólogos estimam que a peça pese entre 5 e 6 toneladas e tenha cerca de 2,1 metros de altura. As autoridades egípcias afirmaram que, apesar do estado de conservação considerado precário, a escultura mantém características artísticas e históricas relevantes.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham Lithi, afirmou que a descoberta representa uma importante evidência das atividades religiosas e reais no Delta oriental do Egito. Segundo ele, o achado também reforça evidências de que estátuas reais eram frequentemente transferidas entre diferentes regiões do país.

Já Mohamed Abdel-Badii, responsável pelo setor arqueológico egípcio do conselho, informou que estudos preliminares indicam que a estátua não foi originalmente produzida em Tel Faraoun. Pesquisadores acreditam que ela tenha sido criada em Pi-Ramesses, cidade fundada por Ramsés II, e posteriormente transportada para reutilização em um complexo religioso.

As autoridades informaram que a peça foi retirada do local e levada para o depósito do museu de San El-Hajar, onde passará por restauração e preservação.

Ramsés II viveu entre 1303 a.C. e 1213 a.C. e é considerado um dos faraós mais conhecidos da história egípcia. A associação entre ele e o faraó descrito no Êxodo bíblico ganhou popularidade em produções cinematográficas como Os Dez Mandamentos, O Príncipe do Egito e Êxodo: Deuses e Reis.

O texto bíblico, no entanto, não identifica nominalmente o faraó que confrontou Moisés. Pesquisadores e intérpretes bíblicos divergem sobre qual governante egípcio teria ocupado o trono durante o período descrito em Êxodo. Algumas interpretações apontam Amenófis II como possível candidato, embora não exista consenso histórico sobre o tema.

Além da descoberta relacionada a Ramsés II, arqueólogos também anunciaram recentemente a identificação de um complexo monástico cristão com cerca de 1.500 anos no Delta do Nilo. O sítio foi localizado em Al-Qalāyā, na província de Beheira.

Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, a estrutura inclui um edifício do século V que teria servido como centro de recepção para peregrinos e religiosos. O local possui 13 cômodos destinados a diferentes funções, incluindo celas monásticas, áreas de hospedagem, cozinha e espaços de ensino.

De acordo com o The Christian Post, os arqueólogos também encontraram um grande salão decorado com bancos de pedra e motivos botânicos, que provavelmente era utilizado para receber visitantes e líderes religiosos.

Hisham Lithi afirmou que Al-Qalāyā é considerado o segundo maior centro monástico conhecido da história do monasticismo cristão. Segundo ele, a descoberta ajuda pesquisadores a compreender a evolução da arquitetura monástica, desde habitações isoladas até estruturas comunitárias voltadas à recepção de visitantes e peregrinos.

Atleta de Cristo RUN combina corrida e shows em São Paulo

A segunda edição da Atleta de Cristo RUN será realizada no Parque Ecológico do Tietê, na Zona Leste de São Paulo. A programação está marcada para o dia 07 de junho, com concentração às 6h e largada prevista para as 7h.

O evento reúne corrida de rua, momentos de oração e apresentações musicais antes e após a prova. A proposta da organização é integrar prática esportiva, espiritualidade e convivência entre os participantes.

Entre as atrações confirmadas estão Ton Carfi, Nesk Only e Bruninho Music. O projeto foi criado em 2025 pelo Atleta de Cristo Club, grupo que reúne corredores ligados a valores cristãos. Segundo o idealizador Matheus Salmazo, a iniciativa surgiu da busca por um ambiente que conectasse esporte e fé de forma intencional.

“A gente já vivia a corrida no dia a dia, mas sentia falta de um ambiente que se conectava com a fé de forma intencional. Então decidimos criar algo que unisse saúde e propósito em um só lugar”, afirmou.

Salmazo explicou que o projeto busca incentivar disciplina, constância e superação pessoal, associando esses valores à vivência da fé cristã. A primeira edição reuniu cerca de 500 participantes e contribuiu para a expansão da comunidade nas redes sociais, que atualmente soma mais de 50 mil seguidores, além de promover encontros presenciais entre corredores.

Segundo a organização, um dos principais desafios tem sido ampliar o alcance do evento sem alterar sua proposta original. “Crescer o evento sem perder o propósito e a qualidade da experiência foi e continua sendo um dos maiores desafios”, declarou.

Além da corrida, a programação inclui atividades voltadas à integração entre os participantes, com momentos de louvor, mensagens e interação comunitária. “Não é só sobre correr e ir embora. É sobre viver um ambiente com fé, comunidade, música, conexão e significado”, destacou Salmazo.

Os organizadores afirmam ainda que o projeto tem gerado relatos de mudanças de hábitos e fortalecimento espiritual entre os participantes. “Nosso objetivo é que cada pessoa saia diferente de como chegou, mais motivada e conectada com seu propósito”, disse o idealizador.

A estrutura do evento contará com equipe de apoio e protocolos de segurança voltados para corridas de rua. A organização informou que a iniciativa é independente e atualmente não possui patrocinadores.

“Queremos levar esse movimento para mais pessoas e consolidar a corrida como parte de um calendário anual”, concluiu Matheus Salmazo.

Atleta de Cristo RUN

7 de junho de 2026 (domingo)

Concentração: a partir das 6h

Largada: 7h

Local: Parque Ecológico do Tietê – Via Parque, 8055 – São Paulo (SP)

Estação próxima: Engenheiro Goulart (CPTM)

Saiba mais AQUI.

Cantora relata abuso e traição em livro sobre a fidelidade de Deus

A cantora Nicole C. Mullen lançou o livro It’s Never Wrong to Do the Right Thing, (Nunca é Errado Fazer a Coisa Certa, em tradução livre do inglês) no qual relata experiências pessoais envolvendo violência doméstica, infidelidade conjugal e superação por meio da fé cristã.

Conhecida por músicas como Redeemer e Call on Jesus, a artista afirmou que decidiu compartilhar aspectos mais profundos de sua trajetória após passar por um processo de cura emocional e espiritual.

Aos 59 anos, Mullen declarou que revisitar episódios dolorosos tornou-se possível após perceber o que considera uma restauração promovida por Deus em sua vida. “O erro continua sendo doloroso. Mas é mais fácil falar sobre isso porque vi o Senhor me dar a vitória”, afirmou.

A cantora ganhou projeção no cenário da música cristã contemporânea no fim da década de 1990 e início dos anos 2000. Ao longo da carreira, recebeu nove prêmios Dove Awards, duas indicações ao Grammy Awards e foi incluída no Hall da Fama da Música Cristã em 2011.

Em seu livro de memórias anterior, My Redeemer Lives, It’s Personal – A Story of Hope, publicado em 2020, Mullen revelou ter sofrido agressões físicas em seu primeiro casamento. Ela também relatou que seu segundo marido, o produtor David Mullen, foi infiel durante a relação. O casal se divorciou após 21 anos de casamento e teve três filhas.

Segundo a cantora, o novo livro combina relatos autobiográficos e reflexões devocionais, utilizando histórias bíblicas e experiências pessoais para abordar temas como sofrimento, fé e perseverança. “Este livro não é apenas sobre a minha história, mas sobre muitas outras pessoas que passaram por tragédias, escolhas difíceis e momentos de alegria”, disse.

Mullen afirmou que algumas experiências ainda permanecem emocionalmente sensíveis. “É mais difícil falar sobre coisas que ainda são feridas”, declarou. Ela também destacou que, durante décadas de carreira pública, precisou lidar com dores pessoais enquanto continuava atuando no ministério e na música.

Entre os temas centrais da obra estão discernimento espiritual e obediência a Deus. A cantora disse que ainda está aprendendo a compreender melhor aquilo que considera direção divina. “Aprendi que podemos confiar em Deus tanto nas boas quanto nas más decisões. Ele é capaz de redirecionar nossas vidas”, afirmou.

O livro também apresenta personagens bíblicas como Abigail, Joquebede e Ana, mulheres que, na leitura de Mullen, tomaram decisões importantes mesmo sem reconhecimento público. Ela citou ainda Lia como uma de suas figuras bíblicas favoritas.

Ao comentar o cenário da música cristã contemporânea, Mullen afirmou esperar que artistas mantenham o foco na fé e não apenas na visibilidade pública. Ela citou o texto bíblico de Primeira Epístola a Timóteo ao defender que cristãos sejam exemplos “na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza”.

A cantora, que se casou pela terceira vez em 2021, também afirmou acreditar que períodos difíceis podem fortalecer a fé. “Podemos dizer que acreditamos em Deus, mas até que isso seja provado, não sabemos”, declarou ao The Christian Post.

Ao concluir, Mullen incentivou pessoas que enfrentam sofrimento a buscarem aproximação espiritual. “Às vezes é simplesmente dizer: ‘Senhor, eu preciso do Senhor’. Quando alguém se aproxima de Deus, Ele se aproxima também”, afirmou.