Voto de Moraes em Resolução do CFP ameaça liberdade religiosa

Brasília, DF – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu um voto favorável à manutenção de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que proíbe psicólogos de associarem sua prática clínica a crenças religiosas, algo que para a psicóloga Marisa Lobo constitui uma ameaça à liberdade religiosa dos profissionais cristãos.

A decisão, ocorrida no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), tem provocado intensos debates entre profissionais da área, juristas e grupos religiosos, que veem na medida uma possível restrição à liberdade de expressão e de fé.

O foco da controvérsia é a Resolução CFP nº 01/99, que estabelece normas de atuação para psicólogos em relação à orientação sexual e identidade de gênero. O texto proíbe a utilização de “terapias de reversão sexual” e impede que os profissionais tratem a homossexualidade como patologia.

O voto do ministro Moraes, acompanhando a maioria da corte, reafirmou a validade da resolução, argumentando que a prática da psicologia deve ser fundamentada exclusivamente em bases científicas, independentemente das convicções pessoais do profissional.

Críticos da decisão, como a psicóloga e colunista Marisa Lobo, argumentam que o voto de Moraes abre caminho para a perseguição de psicólogos cristãos. Em artigos publicados no Pleno News e em suas redes sociais, Lobo sustenta que a medida impede que profissionais mencionem sua fé, mesmo em ambientes privados ou redes sociais, o que configuraria uma “criminalização da fé na psicologia”.

Segundo essa perspectiva, a resolução do CFP estaria sendo utilizada para punir psicólogos que não aderem a certas visões ideológicas, ferindo o direito constitucional à liberdade religiosa.

Por outro lado, o Conselho Federal de Psicologia defende que a resolução é essencial para garantir a dignidade humana e evitar práticas discriminatórias. O órgão ressalta que a proibição não se refere à fé pessoal do psicólogo, mas à sua aplicação indevida no contexto clínico. No entanto, a própria Marisa Lobo tem sido vítima de ações por causa das suas manifestações cristãs (um exemplo aqui).

O debate jurídico no STF também envolve a discussão sobre os limites do poder regulamentar dos conselhos profissionais. Enquanto alguns ministros veem as resoluções como ferramentas legítimas de controle ético, outros juristas questionam se tais normas podem sobrepor-se a direitos fundamentais.

O caso reflete a complexidade das relações entre ciência, ética profissional e liberdade religiosa no Brasil contemporâneo, onde decisões do Judiciário frequentemente tornam-se pontos de tensão entre diferentes visões de mundo.

Até o momento, a decisão do STF mantém as diretrizes do CFP em vigor, o que significa que psicólogos que descumprirem as normas podem estar sujeitos a processos administrativos e sanções disciplinares.

O tema continua a ser monitorado de perto por associações de psicólogos cristãos e por entidades de defesa dos direitos humanos, evidenciando que a conciliação entre fé e prática científica permanece como um dos grandes desafios da profissão.

O destino da cruz de Jesus: uma investigação entre ciência e a fé

Londres, Reino Unido – A cruz de Jesus de Nazaré, instrumento romano onde o Senhor foi crucificado, evento central para o cristianismo ocorrido há cerca de dois mil anos em Jerusalém, permanece como um dos objetos mais procurados e debatidos da história da humanidade.

Segundo a narrativa bíblica e histórica, Jesus foi condenado à morte por crucificação pelo então prefeito romano da Judeia, Pôncio Pilatos. Desde então, o destino físico do instrumento de sua morte tem gerado uma profusão de lendas, relíquias e estudos científicos.

A busca formal pela chamada “Vera Cruz” (Verdadeira Cruz) teve início no século IV, quando Helena de Constantinopla, mãe do imperador romano Constantino, viajou à Terra Santa em uma missão para localizar os locais sagrados do cristianismo.

Segundo a tradição cristã, Helena teria encontrado três cruzes em uma cisterna próxima ao local da crucificação, identificando a de Jesus após um suposto milagre de cura. Fragmentos dessa madeira foram enviados a Constantinopla e Roma, dando origem a uma vasta rede de relíquias distribuídas por igrejas em todo o mundo.

No entanto, a ciência e a arqueologia moderna lançam dúvidas sobre a autenticidade de muitos desses fragmentos. Pesquisadores apontam que a madeira utilizada pelos romanos em execuções comuns raramente era preservada, sendo frequentemente reutilizada ou deixada para apodrecer.

Além disso, a análise de carbono-14 em alguns dos supostos fragmentos da Vera Cruz revelou datas muito posteriores ao século I, sugerindo que muitas dessas peças são, na verdade, artefatos medievais criados para atender à demanda por relíquias sagradas.

O debate sobre a cruz de Jesus também envolve a análise dos métodos de execução romanos. Estudos recentes indicam que a crucificação era uma prática brutal e sistemática, destinada a servir de exemplo público contra rebeldes e criminosos.

A cruz, que para os romanos era um símbolo de infâmia e terror, foi ressignificada pelos primeiros cristãos como um emblema de redenção e vitória espiritual. Essa transformação simbólica é considerada por historiadores como um dos fatores que permitiram a rápida expansão do cristianismo no Império Romano.

Atualmente, diversas instituições religiosas afirmam possuir partes da cruz de Jesus original, incluindo a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, em Roma, e a Catedral de Notre-Dame, em Paris.

Embora a veracidade física de cada fragmento permaneça inconclusiva, a importância cultural e teológica da cruz de Jesus é indiscutível. Para os historiadores, o objeto representa um ponto de intersecção entre o registro histórico de um homem chamado Jesus e a construção de uma fé que moldou a civilização ocidental. Com: BBC.

Nikolas Ferreira mobiliza apoio a padre José Eduardo por dívida

Brasília, DF – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais em 2 de abril de 2026 para manifestar apoio público ao Padre José Eduardo de Oliveira e Silva. Segundo a publicação feita na plataforma X (antigo Twitter), o parlamentar anunciou o início de uma mobilização para arrecadar R$ 250 mil destinados ao pagamento de honorários advocatícios do religioso.

O montante refere-se à defesa jurídica do padre no contexto das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Na mensagem, Ferreira declarou: “Receba meu apoio, Padre José Eduardo. Levantaremos esse valor… O Padre José Eduardo, perseguido no caso do ‘golpe da Disney’, precisa de 250 mil reais para pagar a dívida com seu advogado.”

A referência ao “golpe da Disney” é um termo utilizado por críticos das investigações da Polícia Federal para desqualificar o inquérito que apurou a participação de civis e militares em supostos planos para impedir a posse do governo eleito em 2022.

Padre José Eduardo, que atua na Diocese de Osasco, em São Paulo, foi indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 junto a outras 36 pessoas. A investigação apontava que o religioso teria participado de reuniões e auxiliado na elaboração de minutas de decretos golpistas.

No entanto, em fevereiro de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) optou por não denunciar o padre por falta de provas conclusivas de sua participação direta nos atos ilícitos. Com a decisão da PGR, o STF encerrou a ação penal contra ele, mantendo-o livre de acusações criminais formais.

Apesar do encerramento do processo, o padre relatou publicamente o alto custo financeiro de sua defesa. Segundo o religioso, os honorários para processos dessa complexidade no STF poderiam ultrapassar R$ 1 milhão, mas o escritório de advocacia responsável reduziu o valor para R$ 250 mil.

O deputado Nikolas Ferreira, ao encabeçar a campanha de arrecadação, afirmou poucas horas após o anúncio inicial que restavam apenas R$ 30 mil para atingir a meta estabelecida, demonstrando uma rápida adesão de seus seguidores à causa.

A mobilização em torno do Padre José Eduardo reflete a polarização política no Brasil. Enquanto o deputado e seus apoiadores veem o padre como uma vítima de injustiça, os órgãos de investigação sustentam que as diligências foram fundamentadas em evidências coletadas durante o inquérito.

O encerramento do caso pela PGR, entretanto, marcou uma clara vitória jurídica para o religioso, que agora busca quitar os compromissos financeiros decorrentes de sua defesa.

Pastor Gilvan Gonçalves é condenado por abuso de vulnerável

Valparaíso de Goiás, GO – O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por intermédio da 2ª Vara Criminal de Valparaíso, proferiu a sentença condenatória contra o pastor Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos.

O líder religioso foi sentenciado a 17 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, sob a acusação de estupro de vulnerável contra fiéis de sua congregação. A decisão judicial ocorre após um processo que detalhou o uso de rituais religiosos para a prática de abusos sexuais.

As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Valparaíso de Goiás revelaram que o pastor utilizava métodos de manipulação psicológica e espiritual para aliciar as vítimas.

Segundo os relatos constantes no processo, Gilvan Gonçalves empregava o chamado “óleo ungido” em rituais que serviam de pretexto para o contato físico indevido. Em alguns depoimentos, as vítimas mencionaram que o condenado alegava estar “tomado por anjos” ou agindo sob inspiração divina para justificar as solicitações de atos sexuais e o envio de mensagens de cunho íntimo.

O caso ganhou repercussão em julho de 2025, quando a Polícia Civil de Goiás iniciou buscas pelo paradeiro do pastor após a denúncia de que ele teria abusado de uma adolescente de 13 anos. Na ocasião, as autoridades divulgaram que o suspeito enviava áudios e mensagens solicitando detalhes íntimos das vítimas, valendo-se de sua posição de autoridade religiosa para intimidá-las e garantir o silêncio.

A prisão preventiva foi cumprida pela Deam, e o inquérito apontou que os crimes ocorreram de forma reiterada entre os anos de 2009 e 2015, período em que as vítimas eram crianças ou adolescentes.

A sentença proferida pela Justiça de Goiás destaca a gravidade da conduta, observando que o réu utilizava a fé das vítimas como ferramenta de coerção. O uso do “óleo ungido” e a simulação de estados de transe espiritual foram classificados como meios para reduzir a resistência das vítimas e facilitar os abusos.

O condenado permanece à disposição do sistema prisional para o cumprimento da pena estabelecida, enquanto a defesa ainda pode recorrer da decisão em instâncias superiores.

Este caso insere-se em um contexto de vigilância crescente sobre crimes cometidos por

líderes religiosos que se aproveitam de sua influência sobre comunidades vulneráveis. Autoridades policiais e judiciárias têm reforçado a importância de denúncias para interromper ciclos de abuso que, em muitos casos, estendem-se por anos devido ao temor de retaliação espiritual ou social dentro das congregações. Com: Metrópoles

Após deixar prisão, Robert Morris pede perdão à vítima de abuso

Horas após deixar a Cadeia do Condado de Osage, em Oklahoma, na terça-feira, Robert Morris divulgou uma declaração pública pedindo perdão pelos abusos cometidos contra Cindy Clemishire na década de 1980, quando ela tinha 12 anos. Ele cumpriu pena de seis meses de prisão pelo caso.

Em nota compartilhada por seu advogado, William B. Mateja, Morris afirmou: “Quero falar diretamente com Cindy Clemishire e sua família. O que fiz com Cindy décadas atrás foi errado. Não há outra palavra para isso, e não há desculpa. Sinto muito profundamente. Peço novamente, publicamente e sinceramente, o perdão de Cindy e de toda a sua família”.

Clemishire declarou que concedeu perdão ao ex-líder religioso anos atrás, mas afirmou que isso não altera os efeitos do ocorrido. Ela disse: “Perdoei Robert Morris há muitos anos, e o perdão é algo que continuo praticando — às vezes diariamente, conforme necessário. O perdão, no entanto, não apaga a verdade do que aconteceu nem o impacto que isso teve em minha vida”. Em outro trecho, afirmou: “O que aconteceu comigo em 25 de dezembro de 1982, quando eu tinha 12 anos, não foi um relacionamento — foi um crime”.

O caso teve origem em acusações formalizadas em março de 2025, quando Morris foi indiciado por cinco crimes relacionados a atos libidinosos contra menor. Segundo os autos, os abusos começaram em 25 de dezembro de 1982 e se estenderam por cerca de quatro anos e meio. À época, ele atuava como evangelista itinerante.

Morris declarou-se culpado em outubro de 2025. O advogado Mateja afirmou anteriormente: “Ele se declarou culpado porque queria assumir a responsabilidade por sua conduta”. Além da pena de prisão, Morris foi condenado ao pagamento de US$ 270 mil em restituição e deverá se registrar como agressor sexual.

Paralelamente, segue em andamento um processo por difamação movido por Clemishire e por seu pai, Jerry Lee Clemishire. A ação, que está temporariamente suspensa, busca indenização superior a US$ 1 milhão. Os autores alegam que Morris e líderes da Gateway Church teriam descrito publicamente os abusos como um “relacionamento” consensual, o que contestam.

O processo tramita no Tribunal Distrital do Condado de Dallas, sob condução da juíza Emily Tobolowsky. Em decisão anterior, ela rejeitou pedido da defesa para encerrar a ação com base na doutrina de abstenção eclesiástica.

Clemishire afirmou que espera que o caso contribua para o reconhecimento de outras vítimas. Ela declarou: “Minha esperança daqui para frente é que este caso ajude a criar espaço para que outros sobreviventes sejam ouvidos, acreditados e protegidos”.

De acordo com o The Christian Post, na mesma declaração, Morris também pediu desculpas a fiéis: “Lamento a dor, a confusão e o dano que recaíram sobre tantos fiéis por causa das minhas ações”. O ex-líder religioso declarou que pretende manter uma vida reservada e afirmou que refletiu sobre sua conduta durante o período na prisão.

Senadora que enterrou CPI do INSS quer atrair evangélicos

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) publicou, nos últimos dias, conteúdos em redes sociais destacando sua fé evangélica após a rejeição do relatório da CPMI do INSS. O voto da parlamentar foi considerado decisivo no resultado da votação.

Em uma das publicações, Eliziane Gama aparece lendo a Bíblia ao lado dos pais, integrantes da Assembleia de Deus no Maranhão. Em outro momento, afirmou que suas decisões são orientadas por sua fé: “Eu sou evangélica, eu sigo Jesus Cristo de Nazaré, eu defendo a vida, as mulheres e as crianças brasileiras, e eu tenho plena convicção de que estou dentro daquilo que Deus me orientou a fazer”.

A comissão rejeitou o relatório por 19 votos a 12. O documento, com cerca de 4,4 mil páginas, sugeria o indiciamento de 216 pessoas por supostas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.

O texto foi elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) e gerou divergência entre os parlamentares, especialmente por incluir nomes associados ao governo. Entre os citados estava Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As investigações apontaram que 47 entidades associativas e sindicais realizaram descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, com movimentação estimada em R$ 10,5 bilhões.

De acordo com o Exibir Gospel, Eliziane Gama é candidata à reeleição e enfrenta resistência em parte de sua base eleitoral, composta majoritariamente por eleitores evangélicos no Maranhão.

Convenção da Assembleia de Deus emite nota de repúdio à senadora por apoio a Lula

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Senadora de esquerda que enterrou CPI do INSS tenta emplacar imagem de evangélica
Público reage negativamente a publicações de Eliziane Gama

EUA: vice-presidente diz que OVNIs são “demônios”

O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou em entrevista ao podcaster conservador Benny Johnson, na sexta-feira (27), que não acredita que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) tenham origem extraterrestre. Segundo ele, tratam-se de “demônios”. Vance, que é católico, associou sua interpretação a uma visão cristã de “seres celestiais que voam por aí fazem coisas estranhas com as pessoas”.

O vice-presidente declarou ainda que pretende analisar em profundidade os arquivos governamentais sobre o tema, assunto pelo qual afirmou ter interesse pessoal.

“Não tive tempo suficiente para entender isso de verdade, mas vou me dedicar. Estou obcecado com o tema”, disse, em tom descontraído. Vance acrescentou que, com três anos restantes de mandato, pretende “chegar ao fundo dos arquivos” relacionados ao fenômeno.

Contexto político e declarações anteriores

As falas de Vance ocorrem após o presidente Donald Trump ter emitido, em fevereiro, uma ordem determinando que agências federais identifiquem e divulguem documentos governamentais sobre OVNIs e possíveis evidências de vida extraterrestre. Trump justificou a decisão citando o “enorme interesse” público no assunto.

Dias antes, o ex-presidente Barack Obama havia afirmado que extraterrestres são reais, embora nunca os tenha visto. Trump reagiu à declaração, dizendo que o antecessor teria revelado “informações sigilosas” que não deveriam ter sido divulgadas.

Posição do Pentágono

O interesse por objetos voadores não identificados cresceu nos últimos anos, acompanhado de investigações do governo americano sobre relatos de fenômenos aéreos não identificados.

Em março de 2024, o Pentágono divulgou um relatório no qual afirmou não haver provas de que esses fenômenos estejam ligados à tecnologia alienígena. Segundo o documento, muitos dos casos analisados foram posteriormente identificados como balões meteorológicos, aeronaves de reconhecimento ou satélites. Com: Folha de S. Paulo

‘Oro para que Deus abençoe’, diz astronauta líder de missão na lua

O astronauta Victor Glover, piloto da missão Artemis II da NASA, participará do voo tripulado que tem previsão de lançamento para quarta-feira, 01 de abril. A missão tem como objetivo orbitar a Lua e testar sistemas essenciais para futuras operações espaciais.

Glover é capitão da Marinha dos Estados Unidos e já integrou a Expedição 64 na Estação Espacial Internacional, realizada entre 2020 e 2021, com duração de 168 dias. Durante esse período, ele levou uma Bíblia e itens de comunhão a bordo e acompanhou cultos transmitidos de sua igreja enquanto estava em órbita.

Em entrevista ao jornal Christian Chronicle, antes da missão anterior, ele afirmou: “Quero usar as habilidades que Deus me deu para fazer bem o meu trabalho, apoiar meus colegas de tripulação, a missão e a NASA”.

Ao longo da expedição, Glover compartilhou imagens do espaço em suas redes sociais e declarou que a experiência o fazia lembrar de passagens bíblicas. Ele é membro da Igreja de Cristo e participa de atividades religiosas com a esposa, Dionna, incluindo aulas na Escola Dominical, de acordo com informações do portal Evangelical Focus.

Durante a coletiva de imprensa que anunciou a tripulação da Artemis II, o astronauta declarou: “Agradeço a Deus por esta incrível oportunidade”. Ele acrescentou: “Oro para que Deus abençoe esta missão. Mas também oro para que possamos continuar a servir como fonte de inspiração, de cooperação e paz, não apenas entre as nações, mas também em nossa própria nação”.

Glover também afirmou que prioriza a fé em sua rotina. Segundo ele, “eu coloco Deus em primeiro lugar de forma muito intencional”, acrescentando que busca viver de acordo com esse princípio.

Em outra declaração, ele disse: “Eu sei que Deus pode nos usar para os Seus propósitos. Quando Jesus ensinava os discípulos a orar, Ele usou aquela oração específica que todos conhecemos: ‘Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome’”. Ele concluiu: “Então, ouçam, eu sou um mensageiro do Seu reino; seja feita a Sua vontade”.

Ao relembrar sua primeira caminhada espacial, Glover relatou que se preparou tecnicamente e espiritualmente. Ele afirmou: “Não, eu realmente fiz tudo o que pude para me preparar, incluindo orar e ler a Bíblia”.

O astronauta também pediu apoio em oração. Ele declarou: “Orem por nossa equipe, pelos equipamentos. Pela equipe em todo o mundo que apoia esta missão, e pela missão mais difícil de todas, aquela que nossas famílias estão prestes a embarcar”.

A tripulação da Artemis II inclui o comandante Reid Wiseman e os especialistas de missão Christina Koch, da NASA, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense.

Será a primeira vez desde 1972 que seres humanos viajarão tão longe no espaço. A missão terá duração aproximada de 10 dias e prevê uma órbita ao redor da Lua, com foco em testes de navegação, comunicação e segurança.

Durante o voo, a equipe deverá passar cerca de três horas observando a superfície lunar, realizando registros fotográficos e coletando dados sobre sua geologia. A missão segue o modelo das operações realizadas em Apollo 8 e Apollo 10, que antecederam o pouso histórico da Apollo 11.

Caso os parâmetros previstos sejam cumpridos, a tripulação da Artemis II poderá superar a marca de 400.171 quilômetros de distância da Terra, registrada pela Apollo 13.

‘Oro para que Deus abençoe’, diz astronauta que lidera missão da NASA na lua
Infográfico mostra o passo a passo da missão Artemis II da NASA

Fundador de megaigreja, pastor que confessou crime sai da prisão

O pastor Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi libertado na terça-feira, após cumprir pena de seis meses na prisão do Condado de Osage, no Oklahoma. A informação foi confirmada pelo gabinete do xerife local, que registrou a saída às 00h11, no horário local.

Morris foi condenado por abusar sexualmente de Cindy Clemishire durante vários anos a partir da década de 1980, quando ela tinha 12 anos. Ele também recebeu pena suspensa de 10 anos e deverá se registrar como agressor sexual, além de pagar US$ 270 mil em restituição.

O caso teve origem em acusações formais apresentadas em março de 2025 por um júri em Oklahoma. Segundo o processo, os abusos começaram em 25 de dezembro de 1982 e se estenderam por cerca de quatro anos e meio. Na época, Morris atuava como evangelista itinerante.

O advogado Bill Mateja afirmou que o pastor se declarou culpado em outubro de 2025: “Ele se declarou culpado porque queria assumir a responsabilidade por sua conduta. Ele prontamente aceitou a responsabilidade perante a lei em virtude de sua declaração de culpa”, acrescentou, de acordo com o The Christian Post.

Além da condenação criminal, Morris enfrenta um processo por difamação movido por Cindy Clemishire e seu pai, Jerry Lee Clemishire. A ação pede indenização superior a US$ 1 milhão e sustenta que declarações públicas do pastor e de líderes da igreja teriam descrito o caso como um “relacionamento” consensual, e não como abuso.

O processo está suspenso enquanto aguarda análise de um pedido de revisão judicial apresentado por advogados da Gateway Church e por membros da liderança, incluindo John D. Willbanks, Kenneth W. Fambro II e Dane Minor. O pedido foi apresentado após decisão da juíza Emily Tobolowsky, do Tribunal Distrital do Condado de Dallas, que rejeitou tentativa de arquivamento com base na doutrina de abstenção eclesiástica.

A magistrada também autorizou a produção limitada de provas para análise do caso, decisão contestada pelos advogados da igreja com base na Texas Citizens Participation Act, legislação que trata da proteção à liberdade de expressão.

O advogado Ron Breaux, representante da igreja, afirmou: “Ninguém na atual liderança da Gateway tinha conhecimento do comportamento criminoso de seu ex-pastor”. Ele acrescentou: “Essas ações […] são protegidas pela Primeira Emenda contra questionamentos seculares”.

Prefeito evangélico de Sorocaba é restaurado ao cargo pelo STF

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou na terça-feira, 31 de março, o retorno de Rodrigo Manga (Republicanos) ao cargo de prefeito de Sorocaba.

Na decisão, o ministro considerou ilegal a duração do afastamento, que já somava 145 dias. Ele afirmou que o período configurou “intervenção excessiva na esfera política e administrativa” do município.

Rodrigo Manga foi reeleito em 2024 com 73,75% dos votos no primeiro turno. O magistrado apontou que o tempo afastado do cargo ultrapassou parâmetros observados em situações semelhantes.

Após a decisão, o prefeito afirmou que a medida representa a garantia de direitos políticos. Com o retorno autorizado, ele poderá optar entre reassumir a função ou se afastar novamente para eventual participação nas eleições de 2026, de acordo com informações da revista Oeste.

O nome de Rodrigo Manga tem sido citado em levantamentos eleitorais como possível candidato a cargos como Senado, governo do estado de São Paulo e Presidência da República devido à sua forte presença em redes sociais, com milhões de seguidores.