Pastor atacado à faca por mulher durante o culto será operado

Um pastor do estado de Oklahoma está se recuperando após sofrer ferimentos causados por arma branca durante um ataque sofrido em sua igreja na semana passada. Fiéis precisaram agir para conter a agressora.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o chefe de polícia Jeremy Cantrell, do Departamento de Polícia de Pryor Creek, informou que agentes atenderam a uma ocorrência de “suposta perturbação da ordem” na Igreja de Cristo em Pryor no início do dia. “Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma briga em andamento dentro da igreja”, declarou.

Segundo Cantrell, um funcionário adulto da igreja sofreu ferimentos, incluindo lacerações, recebeu atendimento médico imediato e foi encaminhado a um hospital na região de Tulsa. De acordo com a polícia, os ferimentos não representavam risco de vida.

Ainda conforme o comunicado, uma mulher adulta foi detida após a intervenção policial e levada à Cadeia do Condado de Mayes, sob custódia federal, após passar por avaliação médica. “A situação foi rapidamente controlada e não há ameaça à segurança pública”, afirmou Cantrell, acrescentando que, devido à condição de indígena da suspeita, o caso foi encaminhado ao Departamento Federal de Investigação (FBI).

Em publicação feita na terça-feira em uma rede social, Cantrell apresentou mais detalhes sobre o episódio. “É evidente que o ataque foi gratuito, deliberado e intencional”, escreveu. Segundo ele, “o suspeito atacou o pastor com uma adaga”.

O chefe de polícia também relatou que “dois membros mais antigos vieram imediatamente em auxílio do pastor, colocando-se diretamente em perigo sem hesitar”. Cantrell afirmou esperar que o pastor “se recupere completamente” e descreveu a atuação dos membros da igreja como “verdadeiros exemplos de bravura, altruísmo e fé”, destacando que conseguiram desarmar a suspeita.

A polícia não divulgou oficialmente a identidade da vítima nem da pessoa detida. No entanto, o site da Igreja de Cristo de Pryor identifica DJ Castoe como pastor da congregação, conforme informado pelo The Christian Post.

Uma publicação nas redes sociais de John Lovitt, pastor aposentado que já atuou em diversas igrejas, incluindo a Igreja de Cristo de Pryor, compartilhou uma reportagem da imprensa local que apontava Whitney Adney como a suspeita. Na postagem, Lovitt afirmou: “Essa pessoa perturbada tentou matar DJ Castoe, o pastor da Igreja de Cristo de Pryor, onde eu pregava e DJ fazia parte do nosso grupo de jovens naquela época”.

Ele acrescentou que o pastor passaria por uma cirurgia na quarta-feira e disse: “Oro para que ele se recupere completamente e que essa mulher deixe de ser um perigo para outras pessoas”.

A reportagem local citada por Lovitt mencionou informações de um depoimento de causa provável apresentado em um tribunal federal. De acordo com o documento, policiais encontraram o pastor ferido e imobilizando a suspeita, enquanto um dos membros mais antigos da igreja segurava uma adaga preta e pedia ajuda após desarmá-la. Durante o incidente, a suspeita gritava frases relacionadas a um culto.

Cafeteria viraliza ao celebrar Natal com temática sobre Jesus

Uma cafeteria na capital da Coreia do Sul, Seul, adaptou uma prática comum da cultura local de fãs, conhecida como “fancafe”, para realizar uma celebração natalina centrada em Jesus Cristo. No país, é habitual que estabelecimentos organizem eventos temáticos para marcar os aniversários de celebridades, como ídolos do K-pop.

As influenciadoras brasileiras Marcela e Amanda Gomes, que residem na Coreia do Sul, documentaram a visita ao local em suas redes sociais. “Aqui na Coreia do Sul, todo Natal viraliza um local que a gente estava doidas para visitar e finalmente conseguimos: Cafeteria temática de Jesus”, relatou Amanda em vídeo publicado no Instagram.

Conforme mostraram, havia uma fila de espera para entrar no estabelecimento. O espaço estava decorado com cartazes e ilustrações de Cristo acompanhadas da mensagem “Feliz Aniversário, Jesus”.

Ao fazerem pedidos de um menu especial natalino, as clientes receberam uma série de brindes temáticos, incluindo um “photocard” (carta coletável) de Jesus, uma sacola com um “light stick” de papel (item comum em concertos de K-pop), um cartão postal e uma fotografia 3×4.

A experiência na cafeteria também incluiu atividades interativas, como um quiz sobre o nascimento de Cristo e uma cabine de fotos com elementos alusivos à figura de Jesus. “Isso aqui é o que eles fazem exatamente no aniversário dos k-idols, mas hoje é para Jesus e está lotado”, explicou Amanda durante o vídeo.

A iniciativa é parte de uma estratégia evangelística da organização Campus Crusade for Christ (CCC), que utiliza elementos das mídias sociais e da cultura pop para engajar jovens. A entidade promove ações com essa abordagem durante o período natalino na Coreia do Sul desde 2017.

Amanda Gomes acrescentou em sua publicação: “O Natal é a celebração da encarnação do filho de Deus aqui na Terra, que veio para nos salvar”.

Michelle Bolsonaro: 'Somos a força que vai transformar o mundo':

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem assumido um papel de crescente projeção no cenário político nacional, posicionando-se como uma das principais vozes da direita brasileira após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2025.

Sua atuação, que ganhou maior visibilidade a partir da campanha eleitoral de 2022, consolidou-se com sua presidência do PL Mulher e uma série de articulações partidárias pelo país.

Em discurso durante evento em Fortaleza no final de novembro, Michelle Bolsonaro afirmou a uma plateia majoritariamente feminina: “Nós somos maioria, e nós definimos uma eleição”. A fala sintetiza sua estratégia de mobilização do eleitorado feminino em torno de uma plataforma conservadora e cristã.

Trajetória Pessoal e Início na Vida Pública

Nascida em Ceilândia (DF), filha de um motorista de ônibus aposentado e uma dona de casa, Michelle Bolsonaro construiu uma imagem pública vinculada a causas sociais, especialmente relacionadas à comunidade surda, atuando como intérprete de Libras.

Durante a maior parte do mandato do marido, ela manteve um perfil discreto, focado em projetos assistenciais.

Sua atuação política ganhou contornos mais definidos em 2023, ao assumir a presidência do PL Mulher, cargo que proporciona um salário superior a R$ 40 mil. Desde então, lidera uma campanha nacional de filiação de mulheres ao partido, que já registrou a adesão de mais de 50 mil novas filiadas.

Crise no Ceará e Tensões Internas

Um episódio emblemático de sua influência ocorreu em novembro de 2025, quando Michelle se opôs publicamente a uma aliança do PL no Ceará com o ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT).

Em discurso em Fortaleza, ela criticou a cúpula do partido e reafirmou sua autonomia à frente da legenda feminina. A pressão resultou na suspensão das negociações, mas também acentuou tensões com os filhos de Jair Bolsonaro, que classificaram sua intervenção como autoritária.

Analistas políticos avaliam que essa disputa interna foi um dos fatores que levaram o ex-presidente, então preso, a anunciar oficialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu candidato preferencial à Presidência em dezembro, um movimento interpretado como um reequilíbrio de forças.

Cenário Eleitoral e Desafios

Pesquisa Ipsos Ipec divulgada no início de dezembro de 2025 coloca Michelle Bolsonaro com 23% das intenções de voto para presidente, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (38%), mas à frente de Flávio Bolsonaro (19%) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (17%).

Sua ascensão gera reações diversas dentro do espectro político. O ex-deputado e ex-coordenador da Lava-Jato, Deltan Dellagnol, a define como “a segunda maior liderança política da direita no Brasil”. Já a deputada federal Bia Kicis (PL-SP) atribui seu crescimento a um ganho de confiança no exercício da liderança partidária.

Contudo, há resistências. Fontes internas ao PL avaliam que o episódio no Ceará pode ter prejudicado sua viabilidade em uma chapa presidencial. Analistas, como Yuri Sanches, da AtlasIntel, apontam que setores da direita e do centrão buscam construir uma autonomia em relação ao núcleo familiar bolsonarista.

Contexto Familiar e Judicial

Michelle Bolsonaro é mãe de duas filhas: Letícia, do primeiro casamento, e Laura, com Jair Bolsonaro. Em 2020, seu nome foi associado a investigações sobre repasses do ex-assessor Fabrício Queiroz, que teria depositado R$ 89 mil em sua conta. O caso foi posteriormente arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ilegalidades na investigação.

Com a prisão do marido, condenado a 27 anos e três meses por crimes contra o Estado Democrático, Michelle tornou-se uma das principais porta-vozes públicas da família, participando ativamente da definição dos rumos políticos do bolsonarismo.

Seu futuro político, seja como candidata ao Senado, à Presidência ou à vice-presidência, deve ser definido ao longo de 2026, em um cenário de disputa interna pela herança política de Jair Bolsonaro e pela liderança do eleitorado conservador. Com: BBC

Autismo: veja como igrejas podem superar a falta de inclusão

A crescente conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem motivado comunidades religiosas no Brasil a revisar suas dinâmicas para garantir acessibilidade para pessoas com autismo. O objetivo é proporcionar uma experiência espiritual segura e acolhedora para crianças, adolescentes e suas famílias.

Um exemplo recente ocorreu durante um batismo na Igreja Assembleia de Deus Brás, em São Caetano do Sul (SP). Adriel, um adolescente autista de nível 3, demonstrou receio ao se aproximar do tanque batismal.

O pastor Marcos Dias, percebendo a ansiedade do jovem com autismo, desceu com ele as escadas e adentrou a água primeiro, oferecendo um abraço e transmitindo segurança. Após esse gesto, o jovem conseguiu prosseguir com o ritual, concluindo seu batismo.

Estratégias para uma Inclusão Efetiva

Aline Santos, pastora de inclusão da Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, afirma que o trabalho começa pela preparação interna da congregação.

“É preciso conscientizar quem já está na igreja — do pastor ao jovem que atua no estacionamento”, explica. Ela, que também é autora de livros sobre inclusão na igreja, defende que a formação da equipe e o conhecimento sobre o TEA são fundamentais antes de se criar programas específicos.

Um dos procedimentos iniciais sugeridos é o mapeamento das famílias da própria comunidade que já convivem com o autismo, para entender suas necessidades e adaptar o acolhimento.

Ferramentas para Reduzir a Ansiedade

Entre as estratégias práticas, Aline Santos destaca a previsibilidade como elemento crucial. A utilização de um “relógio de previsibilidade”, que ilustra visualmente a sequência das atividades do culto (louvor, oferta, mensagem, etc.), ajuda a criança a compreender a estrutura do evento e a se sentir segura, sabendo que será reunida com a família ao final.

Outro pilar é a adaptação pedagógica. A transmissão de conteúdos bíblicos para crianças no espectro exige uma linguagem simples, objetiva e acompanhada de suportes visuais, evitando abstrações.

Fundamento na Ética Cristã

Para a pastora, técnicas e recursos são importantes, mas o alicerce deve ser o amor prático. Ela cita o exemplo bíblico do rei Davi, que acolheu Mefibosete à sua mesa, um gesto que desafiou as convenções da época. “Incluir não é colocar a pessoa num canto da igreja; é dividir a mesa, conviver, fazer dela parte da família em Cristo”, finaliza. Com: Comunhão.

Entenda o que a Igreja Universal alega para não celebrar o Natal

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) divulgou um posicionamento oficial em suas redes sociais detalhando os motivos pelos quais não celebra o Natal e orienta seus fiéis a seguir a mesma conduta. A publicação, que gerou discussão entre seguidores, fundamenta a decisão em argumentos doutrinários.

Segundo a denominação, a data não é instituída por Jesus Cristo nem há um mandamento bíblico específico para sua comemoração. A igreja também ressalta que a Bíblia não registra a data exata do nascimento de Jesus, tornando a celebração do 25 de dezembro uma convenção histórica e não um preceito religioso.

Outro argumento apresentado é o foco teológico da fé cristã. A IURD afirma que o centro da mensagem do Evangelho deve ser a morte de Jesus, e não seu nascimento, citando passagens que enfatizam a crucificação como o ápice de sua missão terrena. A instituição da Santa Ceia como memorial de sua morte, e não de seu aniversário, é apontada como exemplo.

O texto também estabelece uma hierarquia de valores espirituais, sugerindo que o “novo nascimento” proporcionado pela conversão a Cristo é mais significativo do que a celebração de elementos tradicionais natalinos, como o presépio.

A publicação ainda critica práticas culturais associadas ao Natal, como decorações, troca de presentes e festas, argumentando que podem distrair os fiéis do que considera essencial: a salvação e a vida eterna.

Em contrapartida, a Universal realiza cultos especiais para a virada do ano, prática que mantém em praticamente todos os seus templos. O principal evento ocorre no Templo de Salomão, em São Paulo, e inclui momentos de oração e consagração para o ano que se inicia, sendo replicado em suas congregações no Brasil e no exterior. Com: Exibir Gospel.

Pastor morre de infarto após ajudar motorista com problemas

Um pastor morreu após passar mal ao ajudar um motorista que estava com o carro preso em frente à igreja onde servia. A morte de James “Jim” Bzoskie, de 76 anos, ocorrida no dia 19 de dezembro, gerou manifestações de pesar entre membros da comunidade e autoridades locais.

De acordo com informações divulgadas pela emissora WCCO, o episódio aconteceu nas proximidades da Cornerstone Bible Church. Bzoskie auxiliou um motorista cujo veículo havia ficado preso na neve nas imediações do templo. Após retornar para o interior do prédio, ele desmaiou e, posteriormente, foi declarado morto.

Morador de Hastings, Bzoskie havia passado a manhã preparando sacolas de presentes destinadas a detentos da Cadeia do Condado de Dakota. Além de pastor, ele também atuava como capelão há décadas em Minnesota. Ele foi encontrado pouco depois do episódio de ajuda ao motorista. Sua filha, Sarah Lindner, afirmou que a causa provável da morte foi um ataque cardíaco.

O xerife do Condado de Dakota, Joe Leko, declarou que Bzoskie integrou o trabalho do departamento por quase cinco décadas. Segundo ele, o pastor visitava regularmente a prisão, conduzia estudos bíblicos com os detentos e prestava apoio a policiais e funcionários em momentos de crise, incluindo episódios de suicídio e a morte de três socorristas em Burnsville.

Leko afirmou que a presença de Bzoskie era constante em situações difíceis. “Ele fez isso porque tinha um coração enorme”, disse.

Jacob Schak, sargento responsável pelos programas prisionais, informou que Bzoskie realizava estudos bíblicos todas as terças-feiras com a população carcerária.

O Gabinete do Xerife do Condado de Dakota publicou uma mensagem em sua página no Facebook, descrevendo Bzoskie como uma “presença constante e confiável” desde 1979. “Estamos de coração partido com a perda do Pastor Jim Bzoskie. Desde 1979, o Pastor Jim foi uma presença constante e confiável em nosso escritório”, diz o texto, conforme o The Christian Post.

A publicação acrescenta: “Ele ajudou a construir e manter nossos programas para presidiários, serviu fielmente como nosso capelão e nos proporcionou encorajamento, perspectiva e humor constantes por décadas. Quando o trabalho era árduo, Jim estava lá. Quando havia algo para comemorar, ele também estava lá”.

Ainda segundo a mensagem, “Jim tinha uma maneira natural de se conectar com as pessoas e um amor genuíno pela comunidade. Ele encontrava alegria em estar perto dos outros e nunca deixou de se dedicar a eles. Levaremos conosco os ensinamentos, as conversas e a bondade que o Pastor Jim compartilhou. Seu impacto foi muito além de sua função e deixou uma marca indelével neste escritório”.

Além de sua atuação junto ao sistema prisional, Bzoskie também serviu como capelão dos Departamentos de Polícia e de Bombeiros de Hastings. Seu obituário o descreve como alguém que dedicou a vida à fé, à compaixão e ao serviço.

Sarah Lindner relatou que o pai apreciava especialmente o período natalino e estava se preparando para o Natal quando morreu. Segundo ela, suas últimas palavras foram “Feliz Natal”.

Renee Harwood-Souza, responsável por organizar uma arrecadação de fundos para auxiliar a família com as despesas do funeral, escreveu que Bzoskie ministrou a funcionários da prisão, detentos e policiais por quase 50 anos, conforme informou a AOL.

Kent Begnaud, pastor e amigo de longa data, declarou que Bzoskie tinha um forte senso de propósito e serviu à comunidade de forma integral.

De acordo com o obituário publicado pela funerária Starkson, o velório será realizado no dia 09 de janeiro de 2026, na Capela de Celebração da Vida da Família Starkson, em Hastings. Um segundo velório está programado para o dia 10 de janeiro, na Escola de Ensino Fundamental de Hastings, seguido de uma cerimônia conduzida pelos pastores Kent Begnaud e Paris Pasch.

O sepultamento ocorrerá posteriormente, em caráter privado, no Cemitério Lakeside. O obituário também registra que Bzoskie era frequentador assíduo da Feira Estadual de Minnesota e possuía ingressos de temporada para o time de hóquei Minnesota Wild há mais de 20 anos.

Ex-homossexual conta testemunho de libertação após orações

Lukas Lima, ex-homossexual hoje com 24 anos, relata uma jornada de transformação que atribui à sua fé cristã. Em depoimento compartilhado nas redes sociais, ele detalhou um passado marcado por traumas de infância, dependência química e conflitos de identidade, seguido por uma mudança radical a partir de 2022.

Lima contou que sofreu abuso sexual ainda criança, fato que, em suas palavras, “feriu sua inocência” e impactou sua autoimagem. A ausência de uma figura paterna presente teria agravado a situação, gerando revolta e questionamentos.

“Eu odiava Deus, porque eu não entendia como uma criança tão inocente e pequena poderia passar por uma situação tão dolorosa”, relatou.

Aos 11 anos, começou a usar drogas. Na adolescência, envolveu-se em relacionamentos homossexuais, que ele descreve como uma busca pelo afeto paterno que não teve. “Eu era órfão de um pai presente”, afirmou. O quadro evoluiu para a prostituição, automutilação e uma luta contra a saúde mental.

O ponto de apoio constante, segundo seu relato, foi sua mãe, Vanessa Lima. Enquanto o pai o rejeitava, Vanessa manteve o apoio e a oração. “Ela orava e os joelhos chegavam onde ninguém entrava. Ela não maltratou, ela amou e mostrou quem Cristo era”, disse Lukas. Ele citou que a mãe, frequentadora de um Círculo de Oração, mantinha a fé em uma mudança, mesmo quando o pai previu um futuro trágico para o filho.

O ponto de virada ocorreu na virada de 2020 para 2021, quando Lukas, em um momento de profundo desespero, clamou a Deus por ajuda. Ele afirma ter recebido uma mensagem profética de que sua história mudaria naquele ano. Em 2022, teve o que classifica como um “encontro poderoso com o Senhor”, aceitou Jesus e foi batizado.

A partir da conversão, o ex-homossexual afirma ter “renunciado à homossexualidade” e iniciado um “longo processo” de libertação e nova identidade. “Deus foi o pai que não tive e supriu a ausência paterna”, testemunhou.

A mudança, segundo o ex-homossexual, impactou toda a família. Seu pai, antes descrito como ausente e incrédulo, converteu-se ao cristianismo.

“O marido que traia conheceu a Cristo, hoje é fiel e trata minha mãe bem”, relatou. Um irmão que lutava contra depressão também teria se convertido. Lukas encerrou seu depoimento destacando o poder da intercessão materna: “Uma mãe que ora, muda cenários, ela muda tudo”.

Cena de Stranger Things ilustra doutrinação infantil, diz influencer

Uma cena da última temporada de Stranger Things mostra um diálogo em que o vilão afirma quais são seus motivos para atacar as crianças. Com a cena, a influenciadora cristã Ingred Silveira gravou um Reels para o Instagram para ilustrar a estratégia do progressismo para a doutrinação infantil.

Na cena escolhida por Ingred, o vilão Vecna diz que não aterroriza as crianças que protagonizam a série à toa: “Sabe por que escolhi as crianças? Por que escolher elas para remodelar o mundo? É porque elas são fracas, fáceis de quebrar, fáceis de remodelar, de controlar. Os inimigos perfeitos”.

A partir do discurso maligno do vilão, Ingred desenvolveu seu raciocínio: “O alvo sempre foi a mente e o coração das crianças. Elas não têm maturidade emocional, elas não têm filtro. É um papel em branco. Por isso, quem alcança a mente de uma criança não precisa convencê-la depois, basta moldá-la desde cedo”.

O conteúdo da cultura pop vem sendo moldado para afastar as crianças de princípios e valores que formaram o ambiente social do mundo ocidental, argumentou a influenciadora: “A Bíblia fala em Oséias 4.6 que ‘o meu povo perece por falta de conhecimento’. O inimigo age pela normalização, pela repetição e pelo entretenimento aparentemente inocente na vida das crianças. Através de desenhos, séries, músicas, influenciadores, infantis, tudo isso virou um campo missionário e ideológico”.

“Mensagens são passadas como ‘família tradicional é um atraso’, ‘siga os seus desejos’, ‘você pode ser o que você quiser’, erotização precoce, confundir a identidade, substituir valores bíblicos pelo relativismo moral. Isso não é coincidência, isso é estratégia, porque quem controla a geração de hoje controla o futuro”, acrescentou Ingred.

Em sua análise, ela afirmou que “nada disso vem como doutrina, vem embrulhado com cores, com personagens carismáticos, exatamente como Vecna disse, [para] quebrar, confundir e reconstruir”, e pontuou que “a Bíblia chama isso de doutrina de demônios e a Bíblia é duríssima, Jesus é muito duro quando se trata de crianças: corromper a mente de uma criança não é opinião, é responsabilidade espiritual”.

“As crianças pertencem a Deus, não ao Estado e não à indústria cultural. No fim, a pergunta não é se isso é só entretenimento, mas qual é o espírito que está por trás disso. E o dever dos pais é ‘ensina a criança o caminho que deve andar e ainda que for velho, não se desviará dele’. Isso está lá em Provérbios. Não entregue a formação moral dos seus filhos a um sistema que não os ama. Eduque os seus filhos segundo a palavra de Deus”, finalizou.

Prefeito do Rio rebate críticas sobre palco gospel no Réveillon

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), respondeu publicamente a críticas feitas pelo babalawô Ivanir dos Santos sobre a existência de um palco dedicado à música gospel durante as festividades de Réveillon na Praia de Copacabana.

Em declarações publicadas na coluna do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo, Ivanir dos Santos afirmou que as tradicionais “oferendas a Iemanjá perderam o protagonismo” desde a introdução do espaço evangélico na festa de fim de ano.

O líder religioso argumentou que os trajes brancos e as oferendas ao mar foram elementos centrais na construção simbólica da virada carioca e questionou uma suposta assimetria no tratamento dado a diferentes crenças.

“A diversidade não pode ser apenas um discurso: ela exige práticas concretas de reconhecimento, representação e igualdade no uso do espaço público”, declarou.

Em resposta, o prefeito Eduardo Paes defendeu a pluralidade da programação. “É impressionante o nível de preconceito dessa gente”, escreveu em suas redes sociais, acrescentando: “A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a MPB, a bossa nova… Cada um que fique no ritmo que mais curte! O povo cristão também tem direito a celebrar!”.

A programação do chamado “Palco Leme” confirmada para a noite do dia 31 de dezembro inclui apresentações de DJ Marcelo Araújo, Thalles Roberto, Midian Lima, Samuel Messias e do grupo Marcados Pagode Gospel. As atrações gospel terão início às 19h, integrando o conjunto de shows distribuídos ao longo da orla de Copacabana.

Cristã processada na Inglaterra por ‘orar'; governo dos EUA reage

O governo dos Estados Unidos afirmou estar preocupado com o quadro da liberdade religiosa no Reino Unido após uma cristã ser acusada, com base em uma lei recente do país, de ter orado em silêncio em frente a uma clínica de aborto.

Isabel Vaughan-Spruce, de 48 anos, voluntária ligada ao movimento pró-vida, tornou-se a primeira pessoa a enfrentar um processo criminal sob a Seção 9 da Lei de Ordem Pública do Reino Unido de 2023. Segundo o jornal The Telegraph, o dispositivo proíbe qualquer ato considerado “influência” a menos de 150 metros de clínicas de aborto.

De acordo com a Polícia de West Midlands, Vaughan-Spruce foi informada das acusações em março. A ADF International, organização que acompanha a defesa, afirmou que ela vinha sendo investigada desde janeiro, por ter permanecido nas proximidades de uma clínica em Birmingham em diversas ocasiões, onde teria orado em silêncio.

A lei entrou em vigor em outubro de 2024, substituiu normas locais sobre zonas de segurança e passou a valer em todo o Reino Unido. O texto não menciona explicitamente a oração silenciosa, mas proíbe atos que possam influenciar a decisão de alguém de acessar, fornecer ou facilitar serviços de aborto. Entre as penalidades previstas está a aplicação de multa ilimitada.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse ao The Telegraph que o processo contra Vaughan-Spruce “não é apenas preocupante em termos de seu impacto no respeito às liberdades fundamentais de expressão e religião ou crença, mas também representa um afastamento indesejável dos valores compartilhados que deveriam sustentar as relações entre os EUA e o Reino Unido”.

As acusações apontam que, entre junho e novembro de 2024, Vaughan-Spruce teria permanecido quatro vezes dentro da zona de segurança estabelecida perto da clínica em Birmingham, com a suposta intenção de influenciar. Ela deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Birmingham em quarta-feira, 29 de janeiro de 2026.

Não é o primeiro episódio judicial envolvendo Vaughan-Spruce e a questão da oração silenciosa. Em dezembro de 2022, ela foi presa com base em uma Ordem de Proteção de Espaços Públicos local, e o caso acabou arquivado. Após uma segunda prisão em março de 2023, ela recebeu um pedido formal de desculpas e £13 mil em indenização da Polícia de West Midlands.

A ADF International, que apoia a defesa legal, afirmou que a denúncia se baseia em uma interpretação que trata a oração silenciosa como conduta criminosa. O advogado Jeremiah Igunnubole declarou que as zonas de segurança estão sendo aplicadas de formas que “visam pessoas inocentes que por acaso estão em determinado lugar e acreditam em determinada coisa”.

Vaughan-Spruce classificou como “inacreditável” ter sido acusada novamente após ter sido inocentada em casos anteriores e afirmou que “a oração silenciosa — ou ter crenças pró-vida — não pode, de forma alguma, ser um crime”.

As diretrizes do Ministério Público da Coroa indicam que a oração silenciosa não ultrapassa automaticamente o limiar da criminalidade, a menos que esteja acompanhada de atividade explícita. Ainda assim, segundo o relato do caso, Vaughan-Spruce foi questionada repetidamente por policiais sobre estar ou não orando.

A situação ganhou repercussão internacional após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, citar o caso em um discurso na Conferência de Segurança de Munique. Ele afirmou que o episódio ilustraria um recuo europeu nas liberdades fundamentais e mencionou processos semelhantes como evidência de enfraquecimento dos direitos de consciência.

Vance também citou o caso de Adam Smith-Connor, veterano do Exército Britânico condenado por rezar em silêncio perto de uma clínica em 2022. Segundo o jornal The Times, Smith-Connor foi considerado culpado de violar uma ordem de proteção local, recebeu uma pena suspensa de dois anos e foi condenado a pagar £9.000 em custas judiciais.

Nos Estados Unidos, o Gabinete do Subsecretário para Assistência Externa, Assuntos Humanitários e Liberdade Religiosa comentou o assunto nas redes sociais. “Não se enganem — isto mina a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”, afirmou o órgão em uma publicação no X.

Lara Trump, em entrevista à Fox News, chamou a história de Vaughan-Spruce de “escandalosa” e disse que o caso integraria um padrão de censura no Reino Unido. Ela também citou Clive Johnston, preso na Irlanda do Norte em 2024 por realizar um culto ao ar livre perto de uma clínica de aborto.

Em novembro, o governo dos EUA informou que avaliava opções de asilo para pessoas processadas no Reino Unido por crimes ligados à liberdade de expressão. Entre as categorias mencionadas estavam ativistas pró-vida e outros acusados de “crimes de pensamento”.

A Casa Branca também declarou preocupação com a possibilidade de leis europeias que restringem a liberdade de expressão contribuírem para o que descreveu como “apagamento da civilização”, segundo o The Christian Post.