Trump tem expectativa de acordo com Irã após retorno ao diálogo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito com o Irã está próximo do fim, em meio à expectativa de retomada das negociações entre os dois países.

Durante entrevista à Fox Business, Trump declarou: “Acho que está perto do fim, sim. Considero que está muito próximo de terminar”. As conversas devem ser retomadas na quinta-feira, 16 de abril, após reuniões realizadas no fim de semana no Paquistão não resultarem em acordo.

Na segunda-feira, 13 de abril, o presidente determinou o bloqueio naval de portos iranianos. A medida foi adotada após a suspensão de bombardeios por parte dos Estados Unidos. Apesar da avaliação de que o conflito pode estar próximo do encerramento, Trump afirmou que as ações militares ainda não foram concluídas.

“Se eu saísse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país”, disse. “E nós não terminamos. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem fechar um acordo desesperadamente”.

O vice-presidente J.D. Vance participou de reuniões com representantes iranianos no Paquistão, junto a integrantes do governo norte-americano, para discutir o programa nuclear de Teerã. Não houve acordo, mas Vance afirmou que houve avanços nas conversas.

“A bola está muito do lado deles. Você pergunta o que vai acontecer agora, acredito que os iranianos vão decidir o próximo movimento”, declarou.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, após ações militares coordenadas entre Estados Unidos e Israel. Segundo informações do governo norte-americano, os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Trump afirmou que a operação reduziu significativamente a capacidade militar do Irã. “Tive de intervir, porque, se não fizesse isso, agora o Irã teria uma arma nuclear. E, se eles tivessem uma arma nuclear, todos vocês os estariam chamando de ‘senhor’, e ninguém quer isso”, resumiu, segundo a revista Oeste.

Genial/Quaest também aponta vitória de Flávio sobre Lula

Levantamento divulgado pelo instituto Genial Quaest na quarta-feira, 15 de abril, indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro registra 42% das intenções de voto, enquanto Lula soma 40%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. Em março, ambos apareciam com 41%.

O levantamento também aponta que 16% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 2% se declararam indecisos.

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Outros nomes testados incluem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%.

Também foram citados Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), ambos com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Aldo Rebelo (DC) não pontuou. Nesse cenário, 11% indicaram voto em branco, nulo ou ausência, e 5% se declararam indecisos.

Em relação à avaliação do governo, a pesquisa aponta que a desaprovação de Lula passou de 51% em março para 52% em abril. Sobre a percepção econômica, 50% dos entrevistados afirmaram que a situação do país piorou nos últimos 12 meses. Além disso, 72% disseram ter percebido aumento no preço dos alimentos no último mês.

O instituto ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 9 e 13 de abril, segundo informado pela revista Oeste. A margem de confiança é de 95%, e o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09285/2026.

‘Nossa opinião é a das Escrituras’, diz pastor Raphael Abdalla

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O pastor Raphael Abdalla, eleito presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), destacou durante uma entrevista os principais desafios da liderança no contexto social marcado por mudanças culturais, debates ideológicos e tensões no ambiente público.

Entre as prioridades da gestão, Abdalla apontou o fortalecimento das missões, área tradicional de atuação da denominação no Brasil e no exterior, e a modernização de processos administrativos. “Vivemos um momento de otimização de processos. Há uma expectativa de aprimorar o sistema de gestão”, afirmou. Segundo ele, a estrutura atual já conta com mecanismos de organização e transparência.

A unidade interna também foi destacada como ponto central da liderança. “Unidade não é uniformidade”, declarou. Abdalla afirmou que pretende manter a coesão entre os membros, respeitando a diversidade de posicionamentos dentro da igreja e preservando o modelo congregacional adotado pela denominação.

Ao tratar do cenário político, ele defendeu a separação entre Igreja e Estado e evitou alinhamentos partidários. “Enquanto presidente, sou absolutamente impedido de manifestações político-partidárias”, afirmou. Ele acrescentou que a igreja deve manter seu papel como referência moral, preservando a liberdade de consciência dos fiéis.

Sobre temas contemporâneos, como debates relacionados à ideologia de gênero, Abdalla afirmou que sua posição está fundamentada nas Escrituras. “A nossa opinião é sempre a opinião das Escrituras Sagradas”, declarou. Ao mencionar o legado que pretende deixar, afirmou: “Se eu for lembrado como alguém que valorizou a palavra de Deus e manteve o povo em unidade, vou ficar muito feliz”.

A eleição ocorreu durante assembleia realizada em Salvador, na Bahia. Abdalla afirmou que não esperava o resultado. “Eu realmente fui a Salvador sem nenhuma expectativa de eleição… foi uma surpresa, creio, para a glória de Deus”, disse, ao comentar o processo que envolve a participação de representantes de diferentes regiões do país.

Ao abordar a responsabilidade do cargo, o novo presidente destacou o caráter de serviço da função. “É muito mais uma oportunidade de servir do que um privilégio… eu encaro como uma honra”, afirmou à revista Comunhão.

Conferência Atos 29 reúne Jonas Madureira e Novo Canto

A conferência anual da Atos 29 Brasil está confirmada para os dias 25 a 27 de maio de 2026, em Niterói. O evento reunirá pastores, líderes e membros de igrejas de diferentes regiões do país.

Com o tema “Persevere: firmes no Evangelho, fiéis na missão”, a programação tem como objetivo incentivar a continuidade do ministério cristão diante de desafios contemporâneos. A organização destaca a necessidade de constância na caminhada ministerial, comparando o serviço cristão a um compromisso de longo prazo.

A conferência abordará temas como plantação de igrejas, pregação centrada em Cristo e atuação missionária em contextos locais e internacionais. Segundo os organizadores, a proposta é reforçar a centralidade do Evangelho e incentivar a formação de novas comunidades de fé.

O tema aborda desafios como desgaste emocional entre líderes, mudanças culturais e pressões sobre a prática religiosa. A programação busca oferecer um espaço de encorajamento e fortalecimento, com foco na continuidade da missão cristã.

A expectativa é que o evento contribua para a capacitação e renovação de líderes e membros de igrejas, além de promover integração entre participantes de diferentes regiões.

Entre os palestrantes confirmados estão Jonas Madureira, Cristiano Gaspar, Igor Miguel, Guilherme Andrade, Adam Ramsey, Scott Zeller e Adam Flynt. A programação musical contará com o grupo Novo Canto.

A Atos 29 é uma rede global de igrejas voltada à multiplicação de comunidades de fé, com atuação em diferentes países. A organização informa que seu trabalho envolve apoio à plantação de novas igrejas e à revitalização de congregações, com ênfase em formação teológica e atuação missionária.

A conferência será realizada na Igreja Presbiteriana Oceânica, localizada na Estrada Francisco da Cruz Nunes, nº 9769, no bairro Itaipu.

‘Assinei sem ler’, diz Messias sobre parecer favorável ao aborto

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser debatida, nas últimas semanas, com foco em temas como liberdade de expressão e os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro. O cenário mudou após maior circulação, entre parlamentares, do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre aborto, assinado por Messias em junho de 2024.

O documento foi apresentado na ação ADPF 1141, movida pelo PSOL contra resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM). A norma questionada proibia a assistolia fetal — procedimento que envolve a aplicação de substância no coração do feto — em gestações acima de 22 semanas nos casos de aborto legal por estupro.

No parecer, a AGU argumentou que a resolução seria inconstitucional. O texto sustenta que o artigo 128 do Código Penal permite o aborto nesses casos sem estabelecer limite de idade gestacional e que o CFM não teria competência para criar regras adicionais. O documento também afirma que a morte do feto é “elemento indissociável” do procedimento previsto em lei. Messias registrou no parecer que não tratava de questões morais, políticas ou religiosas.

Em maio de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação favorável à retomada da resolução do CFM. Ele argumentou que o dispositivo do Código Penal representa uma excludente de ilicitude, e não um direito subjetivo ao aborto, o que alterou o contexto do debate no STF.

Segundo relatos de bastidores, senadores passaram a discutir o tema após a repercussão de um editorial publicado pelo portal A Investigação na segunda-feira, 13 de abril, que criticou o conteúdo do parecer. Parlamentares afirmaram não ter conhecimento prévio de pontos específicos do documento.

Integrantes da frente parlamentar evangélica passaram a cobrar explicações diretamente de Messias. De acordo com relatos, durante uma conversa com lideranças, ele afirmou que não leu integralmente o parecer antes de assiná-lo e manifestou arrependimento.

A indicação também mobiliza apoios políticos. O ministro do STF André Mendonça declarou apoio público a Messias e, segundo informações, tem feito contatos com senadores para defender a aprovação do nome na sabatina prevista para terça-feira, 29 de abril.

Entre lideranças religiosas, o pastor Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, afirmou que Messias é “extremamente capacitado” e um “cristão comprometido”. Já o pastor Silas Malafaia declarou que suas divergências com o indicado são de natureza ideológica. “Minhas divergências com Jorge Messias são no campo ideológico. Eu não tenho nada pessoal contra ele, não vi até aqui nada moral contra a vida dele. A minha questão é ideológica só. Eu aprendi uma coisa: eu posso discordar, eu posso até criticar, mas é uma indicação de competência do presidente da República”, afirmou.

Lideranças evangélicas também articulam a presença de uma comitiva de pastores no Senado durante a sabatina, com o objetivo de acompanhar a sessão e dialogar com parlamentares.

De acordo com levantamento divulgado por plataforma ligada ao deputado Gustavo Gayer (PL-GO), o cenário atual indica 24 senadores contrários à indicação, 26 favoráveis e 31 indecisos. O senador Carlos Viana (PSD-MG) sinalizou voto contrário.

A análise da indicação de Jorge Messias ao STF deve ocorrer no Senado, onde os parlamentares avaliarão o nome em sabatina antes da votação final.

Enfermeira cristã punida por rejeitar ideologia trans será indenizada

Uma enfermeira cristã no Reino Unido recebeu indenização do NHS após ser suspensa por 10 meses em decorrência de um caso envolvendo o uso de pronomes de gênero no atendimento a um paciente.

Jennifer Melle foi afastada pelo Epsom and St Helier University Hospitals NHS Trust após se recusar a utilizar pronomes femininos para se referir a um paciente do sexo masculino que se identificava como mulher. O paciente, segundo o caso, era um condenado por pedofilia transferido de uma prisão masculina para tratamento médico.

A instituição encaminhou a enfermeira ao órgão regulador da profissão e abriu investigação interna, que também considerou declarações dadas por ela à imprensa. Durante o episódio, Melle relatou ter sido alvo de ameaças e insultos racistas por parte do paciente.

Apesar disso, um painel disciplinar concluiu posteriormente que não houve má conduta. Em fevereiro, ela foi reintegrada ao cargo. O acordo de indenização foi firmado poucos dias antes do início de audiência no Tribunal Trabalhista de Croydon.

Os termos do acordo não foram divulgados. O Christian Legal Centre, que representa Melle, informou que as condições permanecem confidenciais por exigência legal.

O hospital também confirmou que emitiu advertência formal ao paciente, informando que linguagem ameaçadora ou racista não será tolerada e pode resultar em restrições de acesso às instalações.

Após o desfecho do caso, Melle comentou a decisão. “Estou feliz por a Fundação finalmente ter decidido estender-me um ramo de oliveira”, afirmou. “Estou ansiosa para poder me concentrar no trabalho que amo, em vez de me defender de várias acusações bizarras”.

Ela também declarou que a situação não deveria ter chegado a esse ponto. “Nenhum enfermeiro ou outro profissional da saúde deveria jamais ter que enfrentar o que eu enfrentei simplesmente por dizer a verdade, fazer seu trabalho e denunciar abusos racistas e ameaças físicas por parte de um paciente”, disse.

Melle acrescentou que o caso tem impacto mais amplo. “Meu sofrimento não é importante apenas para mim, mas para todas as enfermeiras que devem poder exercer a profissão de acordo com a consciência, a realidade biológica e os princípios básicos de proteção, sem medo”, afirmou.

A enfermeira informou ainda que permanece sob investigação do Conselho de Enfermagem e Obstetrícia em dois procedimentos distintos. “O fato de eu ainda estar sendo investigada deveria alarmar todos que se preocupam com a justiça, a proteção e a liberdade de expressão em nosso NHS”, declarou.

A diretora executiva do Christian Legal Centre, Andrea Williams, comentou o caso. “O caso de Jennifer foi um dos mais preocupantes que já vimos. Uma enfermeira cristã dedicada, com uma ficha impecável de 12 anos, foi tratada como a agressora, enquanto o homem, que a insultou racialmente e a ameaçou fisicamente, foi tratado como a vítima”, afirmou.

De acordo com o The Christian Post, Williams concluiu que “Jennifer demonstrou uma coragem notável. Estaremos ao lado dela até que essas injustiças restantes sejam completamente resolvidas”.

‘Cego pelo sangue e pelo ódio’: Erdogan reitera hostilidade a Israel

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, fez novas declarações críticas a Israel e ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu durante participação na Conferência Internacional de Partidos Políticos da Ásia (ICAPP), realizada em Istambul no fim de semana.

Em discurso direcionado à ala feminina do evento, Erdoğan voltou a classificar Israel como uma entidade “genocida” e afirmou que Netanyahu estaria “cego de sangue e ódio”. Ele também comparou as ações do governo israelense às políticas de Adolf Hitler.

Ao abordar o conflito na Faixa de Gaza, o presidente turco declarou que “a grande maioria dos mais de 72.000 civis brutalmente assassinados por Israel em Gaza eram mulheres e crianças”. Os dados mencionados por Erdoğan têm como base estimativas do Ministério da Saúde de Gaza, que não distingue, em seus relatórios, entre civis e combatentes nem entre causas diretas e indiretas de morte.

Análises independentes desses números indicam divergências nos dados e apontam que cerca de metade das vítimas seriam homens, muitos em idade de combate.

Erdoğan também mencionou ações militares no Líbano, afirmando: “No dia em que o cessar-fogo foi declarado, Israel assassinou brutalmente 254 libaneses. Essa rede genocida, cegada pelo sangue e pelo ódio, continua matando crianças inocentes, mulheres e civis, desconsiderando todos os valores humanos e ignorando todas as regras e princípios”.

O presidente turco criticou ainda uma legislação israelense sobre pena de morte para crimes de terrorismo, afirmando que a medida seria aplicada apenas a prisioneiros palestinos. Ele classificou a política como “apartheid” e questionou: “existe alguma diferença fundamental entre as políticas monstruosas de Hitler em relação aos judeus e a decisão tomada pelo parlamento israelense?”.

As declarações ocorrem em meio a informações de que promotores turcos buscam penas que somariam cerca de 4.600 anos de prisão contra 35 autoridades israelenses, incluindo Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, relacionadas à interceptação da flotilha “Sumud”, prevista para outubro de 2025.

Na noite de sábado, Netanyahu respondeu às declarações por meio das redes sociais. “Israel, sob minha liderança, continuará a lutar contra o regime terrorista do Irã e seus representantes, ao contrário de Erdogan, que os tolera e massacrou seus próprios cidadãos curdos”, afirmou.

No domingo, Erdoğan voltou a comentar o tema e mencionou a possibilidade de confronto militar. “Precisamos ser fortes para impedir que Israel faça isso com a Palestina”, declarou a jornalistas. Segundo o The Christian Post, ele acrescentou: “Assim como entramos em Karabakh, assim como entramos na Líbia, faremos o mesmo com eles. Não há nada que nos impeça de fazê-lo. Precisamos apenas ser fortes para que possamos dar esses passos. Não há razão para não o fazermos”.

As declarações foram respondidas por Amichai Eliyahu, ministro do Patrimônio de Israel, também por meio das redes sociais. “A Turquia, que conquistou o Chipre do Norte e controla territórios curdos no leste, ousa nos dar lições de moralidade”, escreveu.

Eliyahu também afirmou: “A Turquia, que construiu sua economia sobre o Genocídio Armênio, ousa nos acusar de genocídio”. Em outra publicação, acrescentou: “Sempre, após cada ‘julgamento’, voltamos mais fortes”.

O ministro declarou ainda que pretende solicitar ao Ministério das Relações Exteriores e ao governo israelense o fechamento da embaixada e do consulado turcos.

Pesquisa mostra Flávio derrotando tanto Lula quanto Haddad

Levantamento divulgado pelo instituto Futura/Apex na terça-feira, 14 de abril, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparecem em situação de empate técnico nas intenções de voto para a Presidência da República.

A pesquisa apresenta três cenários de primeiro turno. Em dois deles, Lula registra vantagem numérica sobre Flávio. No primeiro, o presidente aparece com 39,8%, enquanto o senador soma 37,3%. No segundo cenário, Lula tem 38,4% e Flávio, 38,2%.

As diferenças observadas estão dentro da margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, o que caracteriza empate técnico entre os dois nas simulações de primeiro turno.

Em um cenário alternativo, sem a presença de Lula, o senador aparece à frente de Fernando Haddad (PT). Nessa hipótese, Flávio Bolsonaro registra 38,4%, enquanto Haddad soma 21,3%, diferença superior à margem de erro.

O levantamento também simulou cenários de segundo turno. De acordo com os dados, Flávio Bolsonaro aparece à frente nos dois cenários em que é incluído.

Em uma eventual disputa direta contra Lula, o senador registra 48% das intenções de voto, contra 42,6% do presidente. Nesse cenário, 7,3% dos entrevistados indicaram voto em branco, nulo ou nenhum, enquanto 2,1% afirmaram não saber ou não responderam.

Contra Fernando Haddad, Flávio Bolsonaro alcança 48,3%, enquanto o ex-ministro registra 34,8%. Nesse caso, 14,3% declararam voto em branco, nulo ou nenhum, e 2,6% não souberam ou não responderam.

Nos cenários em que Lula aparece contra outros adversários, o presidente registra vantagem. Em disputa com Ronaldo Caiado (PSD), Lula tem 43,9% contra 38,8%. Já em confronto com Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 44,8%, enquanto o adversário soma 38%.

Nessas simulações, os índices de votos em branco, nulo ou nenhum variam entre 14,6% e 14,9%, enquanto os indecisos ou que não responderam ficam entre 2,2% e 2,7%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 11 de abril, com 2 mil eleitores em 895 municípios brasileiros. O levantamento apresenta margem de erro de 2,2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08282/2026.

Distância aumentando… Lula vai desistir? https://t.co/g0fbGEtTQR

— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) April 14, 2026

Estado caminha para incorporar trechos da Bíblia nas escolas

O estado do Texas caminha para se tornar a primeira unidade federativa dos Estados Unidos a incorporar trechos e narrativas da Bíblia em um rol oficial de leituras destinado à rede pública de ensino. A medida obteve aval inicial do Conselho Estadual de Educação texano por um placar de 9 votos favoráveis contra 5 contrários, ficando a deliberação conclusiva agendada para o mês de junho.

Questionada acerca da preservação da laicidade no ambiente escolar, a conselheira Julie Pickren apresentou a seguinte justificativa:

— Não estamos promovendo o ensino de qualquer confissão religiosa nas instituições públicas. Estamos nos valendo do Antigo e do Novo Testamento, em consonância com a legislação estadual, como ferramenta de ampliação cultural.

Quando dispomos de normas no Texas como a Lei do Bebê Moisés ou a Lei do Bom Samaritano, ou quando os estudantes se deparam com obras literárias consagradas e nelas identificam alusões como as feitas pelo Dr. Martin Luther King em sua carta do cárcere de Birmingham — que menciona Sadraque, Mesaque, Abednego e Daniel na fornalha ardente —, torna-se necessário que os jovens compreendam o contexto. Eles carecem desse repertório e precisam ter contato com a fonte original de onde essas referências emanam.

Os opositores da iniciativa contestam a inserção de conteúdo religioso nas salas de aula. Diversos oradores evocaram a cláusula de estabelecimento contida na Primeira Emenda à Constituição americana, cujo texto determina que “o Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião”.

Ampliação do repertório cultural e histórico

Dentre os excertos elencados na proposta figuram narrativas bíblicas amplamente difundidas, a exemplo de Jonas e o grande peixe, Davi e Golias, a parábola do Filho Pródigo, o Salmo 23, as Bem-aventuranças e o episódio da transformação de Saulo no caminho para Damasco.

A nova relação de leituras tem potencial para alcançar aproximadamente 5,4 milhões de alunos, abrangendo desde a educação infantil até o ensino secundário em todo o território texano.

Os defensores da medida sustentam que tais passagens proporcionarão aos estudantes um alicerce mais robusto de conhecimento histórico e cultural. Argumentam que inúmeras referências presentes na literatura, no ordenamento jurídico e nas estruturas sociais do Ocidente mantêm vínculo direto com as Escrituras.

Em contrapartida, os críticos advertem que a proposta pode extrapolar a fronteira entre a instrução sobre fenômenos religiosos e a concessão de privilégios à fé cristã no âmbito do ensino público laico.

A versão atual do projeto foi conduzida por Keven Ellis, membro do Partido Republicano que integra o conselho educacional estadual, em decorrência de uma lei sancionada em 2023 que estipulava a elaboração de uma lista oficial de obras literárias para as escolas do Texas.

Caso receba a chancela definitiva, a previsão é de que a medida passe a vigorar a partir do ano letivo de 2030.

Influência nacional e o debate sobre valores

Dado que o Texas abriga um dos mais extensos sistemas de ensino dos EUA, as resoluções adotadas em seu território costumam produzir efeitos multiplicadores sobre outros estados da federação. Por essa razão, o desenrolar da proposta vem sendo monitorado com atenção por educadores, lideranças religiosas e especialistas em direito constitucional.

A discussão também reaviva o embate acerca da presença de princípios cristãos na esfera pública e dos contornos que a neutralidade estatal deve assumir nas democracias contemporâneas.

À margem das disputas político-ideológicas, acadêmicos reconhecem que a Bíblia exerceu um influxo determinante sobre a trajetória da civilização ocidental, permeando a literatura, as artes plásticas e a própria conformação ética de múltiplas sociedades ao longo dos séculos. Com: Texas

Bella Falconi cita clipe de Luísa Sonza e faz alerta: “Satanismo”

A empresária e criadora de conteúdo digital Bella Falconi recorreu, na quinta-feira (9), ao videoclipe da canção “Loira Gelada”, interpretada por Luísa Sonza, para tecer uma análise sobre o estado espiritual da humanidade. A obra audiovisual em questão aborda temáticas como compulsões, infidelidade e culmina com a artista deitada sobre o regaço de uma figura demoníaca.

Em sua publicação, Falconi articulou uma série de citações das Escrituras Sagradas com o intuito de ilustrar o que classifica como um estágio de degradação moral e rendição coletiva ao pecado. Na avaliação da influenciadora, a recorrência de simbologias obscuras no universo do entretenimento não se trata de um acaso ou de uma simples tendência mercadológica.

— Tornou-se corriqueiro no circuito artístico o emprego de ícones satânicos, contudo isso não configura um modismo nem uma coincidência fortuita. Há um alicerce escriturístico que nos permite decodificar exatamente esse fenômeno que testemunhamos. (…) As Escrituras delineiam uma trajetória espiritual de petrificação do coração, de ostentação do erro e de abandono do temor divino — afirmou.

A digital influencer fundamentou sua argumentação em trechos bíblicos extraídos de Romanos 1:28-32, Isaías 5:20, 1 Timóteo 4:1-3 e 2 Timóteo 3:1-5, entre outros livros, para sustentar a tese de que a veneração ao maligno deixou de ser velada para se tornar ostensiva e incentivada, a exemplo do que seria no clipe de Luísa Sonza.

— Na Epístola aos Romanos, capítulo 1, versículos 28 a 32, o apóstolo Paulo discrimina três estágios: a repulsa a Deus, a execução do pecado e a exaltação pública da transgressão. É precisamente essa dinâmica que observamos em curso na indústria do entretenimento. O louvor a Satanás já não é algo dissimulado. É escancarado e até mesmo incitado — pontuou.

Falconi sublinhou ainda que, dentre os aspectos observados, o que lhe parece mais alarmante é o entorpecimento da percepção espiritual que acomete a coletividade.

— É imperativo mencionar também o embotamento da sensibilidade espiritual, que considero um dos sintomas mais severos desta conjuntura que atravessamos, e que se encontra descrito em Efésios 4:18-19: “tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução”. Aqui se revela uma camada muito densa. Primeiro sobrevém a cegueira de entendimento, em seguida a anestesia da consciência e, por fim, a capitulação completa diante do erro. Ou seja, a zombaria não é o ponto de partida, mas sim um grau avançado de deterioração — ressaltou.

Ao finalizar sua exposição, a empresária reitera que produções dessa natureza, como a de Luísa Sonza, não podem ser rotuladas simplesmente como expressão artística, enfatizando a responsabilidade e o papel de influência dos seguidores de Cristo.

— Não se trata meramente de arte. Isso é liturgia e veneração ao adversário. É a trivialização daquilo que jamais poderia ser banalizado. Portanto, aqueles que detêm visão espiritual têm a incumbência de despertar os que ainda permanecem adormecidos — concluiu.