‘Falsa paz’ gera cicatrizes à Nicarágua, denuncia bispo exilado

O bispo nicaraguense Silvio Báez, exilado desde 2019, criticou o que classificou como “falsa paz” imposta por governantes na Nicarágua. A declaração foi feita no sábado, 12 de abril, durante missa na Igreja de Santa Ágata, em Miami, segundo a Agência Católica de Notícias.

A Nicarágua é governada por Daniel Ortega desde 2007. O país registra restrições a atividades religiosas e denúncias de perseguição a diferentes congregações.

Durante a homilia, Báez associou sua mensagem a um episódio bíblico em que Jesus ressuscitado apresenta suas chagas ao apóstolo Tomé. Ele afirmou que o sofrimento da população pode dar origem a um processo de reconciliação. “Serão cicatrizes curadas pelo amor de Deus, feridas gloriosas para sempre, feridas de amor destinadas à eternidade”, declarou. “Um dia, serão apenas cicatrizes históricas que nos lembrarão do passado doloroso de injustiça e opressão, para que nunca o repitamos”.

O bispo também mencionou uma vigília pela paz conduzida pelo Papa Leão XIV no dia 11 de abril, no Vaticano. Ele afirmou que a paz não se resume à ausência de conflitos e criticou regimes que utilizam repressão e controle social. “Mesmo que falem de paz, se reprimem, controlam, prendem e forçam pessoas ao exílio, são inimigos da paz”, disse. “Não devemos nos acostumar com a falsa paz e a normalidade enganosa que os ditadores querem impor pelo medo e pelas armas, unicamente para preservar seus privilégios”.

Báez declarou que os cristãos devem atuar como promotores da paz, mesmo diante de adversidades, segundo informações da revista Oeste.

Nos últimos quatro anos, autoridades nicaraguenses proibiram milhares de procissões e eventos públicos relacionados à Quaresma e à Semana Santa, permitindo manifestações religiosas apenas sob supervisão policial. Dados da Igreja Católica indicam que 309 religiosos deixaram o país nesse período, incluindo bispos, padres e freiras. O governo também confiscou ao menos 39 propriedades ligadas à Igreja e, em algumas dioceses, restringiu a realização de ordenações sacerdotais.

Tarcísio crítica ‘coação’ de Moraes com inquérito contra Flávio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou na quinta-feira, 16 de abril, a abertura de inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A investigação apura suposta prática de calúnia contra Lula (PT) em publicação nas redes sociais.

“Se eu fosse abrir inquérito a todas as calúnias que recebo, todos os dias, desde sempre, haja inquérito”, afirmou Tarcísio. “Eu entendo que não pode ter dois pesos e duas medidas. A régua tem de ser a mesma para todos. E crítica política não pode ser alvo de sanção, de coação, porque senão você tira a liberdade de expressão. A gente não pode permitir que um lado possa fazer determinadas coisas e o outro não”.

O governador declarou que não vê irregularidade na situação e manifestou apoio à provável candidatura do senador: “Já houve cruzamento de linhas”, disse, ao comentar pesquisas eleitorais. Ele acrescentou: “A tendência que a gente vai ver é um derretimento gradual de Lula, um crescimento gradual do Flávio, e tenho certeza de que Flávio vai chegar ao êxito e será o próximo presidente do Brasil, e olhe lá se essa eleição não terminar no primeiro turno”.

As declarações foram feitas durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, onde o governo estadual anunciou o repasse de R$ 276,6 milhões a municípios paulistas por meio de convênios voltados a estâncias turísticas e municípios de interesse turístico.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, também comentou o caso na quarta-feira, 15 de abril. Ele criticou a decisão de Moraes. “Este é mais um capítulo da perseguição que venceremos”, afirmou. Questionado sobre estratégias diante da medida, declarou: “Ganhar as eleições para presidente e maioria no Senado, e tudo estará resolvido”.

O ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura de apuração para verificar se Flávio Bolsonaro cometeu calúnia em publicação feita em 3 de janeiro. Na ocasião, o senador compartilhou uma imagem de Lula ao lado do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A postagem incluía a seguinte afirmação: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

Em editorial publicado na sexta-feira, 17 de abril, o jornal O Estado de S. Paulo comentou a decisão do STF. O veículo avaliou que a medida pode afetar o debate público ao judicializar disputas políticas. “Às vésperas da campanha oficial, a temerária decisão de Moraes serve de alerta para o perigo da intromissão do Judiciário no debate público”, afirmou o texto. “Não há democracia no mundo que resista à tutela dos eleitores por juízes que se veem como curadores do discurso político”.

O jornal também afirmou que, embora considere as declarações de Flávio Bolsonaro “muito sérias” e feitas em uma plataforma de grande alcance, elas se inserem no padrão de confronto observado em disputas eleitorais recentes.

O editorial criticou ainda a reação institucional ao caso: “Isso é coisa de incumbente acuado, além de autoritário”, declarou. O texto acrescentou que a Procuradoria-Geral da República deveria ter rejeitado eventual ação penal e que o Supremo não deveria ter dado andamento ao caso.

Arsenal do Hezbollah em escola no Líbano é localizado por Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que uma operação realizada na quinta-feira, 16 de abril, resultou na descoberta de um arsenal do Hezbollah em um prédio escolar na cidade de Bint Jbeil, no sul do Líbano.

De acordo com o comunicado militar, as tropas localizaram mais de 130 armas durante a inspeção no local. Entre os itens apreendidos estavam fuzis do tipo Kalashnikov, pistolas e outros equipamentos de uso tático, além de bandeiras e símbolos associados ao Hezbollah.

As FDI informaram que todo o material foi confiscado e que as operações seguem na região com o objetivo de identificar possíveis combatentes remanescentes.

Autoridades israelenses afirmaram que o armazenamento de armamentos em uma escola configura o uso de estruturas civis para fins militares. Em nota, o comando declarou que a prática representa uma “exploração sistemática” de instalações civis no Líbano, com o objetivo de conduzir ataques e operar em meio à população local, de acordo com informações da revista Oeste.

Pastor da Assembleia proíbe velório de membro em disciplina

A influenciadora Sheyrlani Silva afirmou que uma congregação da Assembleia de Deus em Ipojuca (PE) não autorizou a realização do velório de seu primo, identificado como Juno, após a morte dele em um acidente de moto na segunda-feira, 14 de abril. Segundo ela, a decisão foi motivada pelo fato de ele estar em disciplina após um divórcio. O culto fúnebre ocorreu em uma igreja batista da cidade.

Sheyrlani relatou que a família foi informada sobre a mudança do local. “Fomos informados que o velório ocorreria na Igreja Batista. O meu primo e os meus tios não são membros da Igreja Batista. Eles são membros da Assembleia de Deus em Ipojuca”, afirmou.

Ela também apresentou a justificativa atribuída à liderança local. “O pastor da igreja negou que o velório do meu primo acontecesse na congregação, alegando que o meu primo estava sendo disciplinado por ter sido divorciado”, declarou.

Segundo o relato, o primo havia retornado à prática religiosa. “Meu primo voltou para a igreja, se reconciliou com o Senhor e estava em disciplina. Essa foi a justificativa do pastor da igreja para que não ocorresse o culto fúnebre do meu primo na congregação”, disse.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Sheyrlani criticou a decisão. “Parece muito distante, parece muito horrível, parece muito fora do contexto do cristianismo, mas sim”, afirmou.

Ela também comparou o caso com o acolhimento recebido em outra denominação. “Neste momento, a igreja que usa calça, que usa brinco, não é? A igreja que não segue o rigor dos usos e costumes da igreja de Pernambuco é a igreja que está acolhendo a minha família e realizando o culto fúnebre”, declarou.

Apesar das críticas, a influenciadora afirmou que não considera o episódio como uma prática generalizada. “Eu preciso deixar claro que essa aqui não é uma prática da Assembleia de Deus no Brasil”, disse.

Ela também questionou a condução da igreja local. “Mas quando se trata de usos e costumes que estão acima do verdadeiro cristianismo, nós precisamos, sim, questionar que igreja é esta que está sendo conduzida na cidade de Ipojuca”, afirmou.

Sheyrlani mencionou ainda outros relatos semelhantes. “Sabemos de viúvas que não recebem visita, sabemos de visitas de membros acamados, mas que só vai lá para buscar o dízimo”, declarou.

Em tom de apelo, ela acrescentou: “Peço apenas a Deus que seu coração realmente se converta a palavra do Senhor. Que o verdadeiro amor por almas volte a florar no seu coração”.

Por outro lado, a influenciadora agradeceu à igreja que acolheu sua família. “Eu não tenho palavras para expressar a minha gratidão de toda a minha família pelo amor que tiveram com a minha casa, com os meus familiares”, afirmou, de acordo com o Exibir.

Nas redes sociais, usuários também comentaram o caso. Um deles declarou: “Nós da Igreja Evangélica Batista em Ipojuca estamos em oração pela família e recebemos vocês da família, pois igreja é isso, é servir placa não salva ninguém, que salva é sua boca confessar Jesus como único e suficiente Salvador. Meus sentimentos a todos familiares”.

Outro comentário afirmou: “Absurdo! Falei sobre isso hoje, antes mesmo de ver o seu vídeo. Já havia comentado que achava um absurdo os pais dele serem membros da Assembleia e, ainda assim, não serem acolhidos pela igreja nesse momento tão difícil”.

Um terceiro relato disse: “Quando meu pai, membro da Assembleia de Deus, faleceu, vivemos na pele a dor, a dificuldade e a necessidade de acolhimento. Infelizmente, não encontramos esse apoio ali. Mas foi na Igreja Batista que fomos acolhidas com amor, e isso fez toda a diferença naquele momento tão difícil”.

Estudo: jovens finlandeses veem no cristianismo uma âncora

Uma nova investigação acadêmica, submetida ao crivo da revisão por pares, indica que em uma das nações mais secularizadas do continente europeu, um segmento crescente da juventude tem encontrado no cristianismo um elemento de atração singular.

Os pesquisadores atribuem esse fenômeno ao fato de o cristianismo fornecer aquilo que descrevem como um arcabouço mais robusto para a construção de identidade, a busca por propósito, a vivência de estabilidade emocional e o senso de pertencimento comunitário.

O artigo, veiculado no periódico especializado Journal for the Scientific Study of Religion e assinado pelos teólogos Kati Tervo-Niemelä e Pietari Hannikainen, debruça-se sobre as razões pelas quais os jovens na Finlândia estariam manifestando uma inclinação renovada pela tradição cristã.

Fundamentada em entrevistas conduzidas com uma amostra de 30 jovens, a pesquisa sugere uma potencial subversão dos padrões de gênero historicamente observados no campo da religiosidade, com indivíduos do sexo masculino demonstrando um engajamento mais pronunciado com a doutrina cristã.

Os autores sustentam que tais evidências colocam em xeque duas premissas amplamente consolidadas no imaginário sociológico: a de que a religião experimenta um declínio irreversível entre as novas gerações e a de que as mulheres sempre se mostraram mais devotas do que os homens.

De acordo com a análise, os achados recentes apontam que os rapazes finlandeses podem, atualmente, exibir um nível de compromisso religioso mais intenso em determinados indicadores do que suas contemporâneas do sexo feminino e até mesmo do que os jovens do sexo masculino de coortes geracionais anteriores.

Tendências análogas já haviam sido sinalizadas em outros levantamentos conduzidos no país nórdico. Em fevereiro de 2025, a Universidade da Finlândia Oriental já havia reportado que seus dados evidenciavam um fortalecimento da adesão dos meninos à fé cristã nos últimos anos, com a crença declarada em Deus tornando-se “notoriamente mais comum entre rapazes do que entre moças”.

Contudo, o novo estudo transcende a mera exposição de dados estatísticos para indagar qual é, de fato, o fator magnético que atrai essa juventude. A resposta revela-se multifacetada, e os pesquisadores alertam que o fascínio é impulsionado por “motivações múltiplas e interconectadas”.

Eles detalharam: “Reduzir o fenômeno a um mero surto de conservadorismo político é simplificar excessivamente a questão. Em síntese, a sedução exercida pelo cristianismo sobre os jovens parece ser poliédrica: oferece senso de comunidade e amparo, estabilidade ancorada na tradição e uma centelha de esperança em períodos de crise, seja na esfera pessoal ou global. Ademais, proporciona uma identidade de caráter contracultural e um modelo de masculinidade pautado pela responsabilidade.

“Os rituais litúrgicos e a densidade teológica conferem à prática da fé tanto uma seriedade de ordem intelectual quanto uma concretude palpável, fazendo com que ela transcenda a condição de mera visão de mundo abstrata.”

Em vez de retratar o cristianismo primariamente como uma plataforma de afirmação política ou ideológica, o estudo o descreve como uma força estabilizadora em meio a uma paisagem cultural cada vez mais pulverizada.

Os autores afirmam que uma parcela significativa dos homens entrevistados enxergava na fé uma fonte de “estrutura, senso de dever e arquétipos estáveis”, em franca contraposição ao que identificavam como um estado de “relativismo moral e individualismo exacerbado” predominante no tecido social mais amplo.

A discussão analítica proposta no artigo estrutura esse desenvolvimento em três eixos distintos.

No plano individual, a aproximação com a fé frequentemente emergia como uma resposta a crises existenciais, a questionamentos íntimos e à procura por uma identidade mais saudável, particularmente no contexto dos debates contemporâneos sobre virilidade e papéis de gênero.

No plano comunitário, as igrejas locais, o aprofundamento teológico e a cultura que envolve os ritos de crisma e confirmação não apenas ofertavam suporte emocional e laços de fraternidade, mas também um robusto sentido de enraizamento e pertença.

Já em um nível macrossocial, o cristianismo era frequentemente percebido como uma espécie de bússola moral e uma resposta contracultural às vertiginosas transformações sociais, à precariedade das relações e àquilo que os participantes do estudo identificavam como uma crise generalizada de significado.

Os pesquisadores argumentam que esse movimento não configura uma mera reedição de padrões antigos de avivamento religioso, mas sim a manifestação de influências tipicamente contemporâneas.

Entre tais fatores, destacam-se a crescente sensação de insegurança em um cenário global instável, a perplexidade que ronda o conceito de masculinidade em uma sociedade polarizada, a onipresença e o poder modelador das redes sociais e o desejo, nutrido por alguns jovens, de se reconectar com as raízes da identidade finlandesa e europeia através do legado cultural do cristianismo.

O artigo também lança luz sobre o papel preponderante da influência digital nesse processo. Os estudiosos constataram que o conteúdo religioso disponível online e a dinâmica das plataformas sociais não apenas solidificavam convicções preexistentes, como também, em muitos casos, atuavam como a centelha inicial capaz de despertar o interesse pela fé cristã.

Nesse sentido, o contato com a espiritualidade não se dá mais exclusivamente através dos bancos das igrejas ou do convívio familiar, mas também por intermédio de podcasts, canais de vídeo, influenciadores digitais e testemunhos públicos de crença compartilhados na internet.

No âmago da investigação reside o argumento de que o cristianismo está sendo acolhido por uma parcela da juventude não como um simples compêndio de dogmas, mas como aquilo que os autores denominam “uma estrutura holística para a identidade, o sentido existencial e o amadurecimento pessoal” em uma era marcada pela incerteza.

Não obstante, os pesquisadores fazem a ressalva de que suas conclusões derivam de uma amostra qualitativa restrita a 30 jovens finlandeses, motivo pelo qual não devem ser extrapoladas como representações estatísticas definitivas do universo populacional.

A divulgação deste estudo coincide com um momento de grande relevância na esfera pública da Finlândia. Poucos dias antes de sua publicação, a Suprema Corte do país condenou a ex-ministra do Interior, Päivi Räsänen, e o bispo luterano Juhana Pohjola pelo crime de incitação ao ódio contra um grupo populacional. A sentença decorre de material mantido disponível online baseado em um panfleto eclesiástico originalmente impresso em 2004. O tribunal determinou, ainda, a exclusão dos trechos considerados ilícitos da versão digital da publicação.

Paralelamente, a mais alta corte finlandesa absolveu, por unanimidade, Räsänen de uma acusação correlata que envolvia a postagem de um versículo bíblico realizada em 2019.

Conforme esclareceu o Supremo Tribunal, a condenação refere-se especificamente ao conteúdo que permaneceu acessível ao público entre novembro de 2019 e janeiro de 2022.

Os réus, incluindo a Fundação Luterana da Finlândia — entidade responsável pela publicação do panfleto em parceria com Räsänen e Pohjola —, foram sentenciados ao pagamento de multas cujo valor atinge a casa dos milhares de euros.

Räsänen declarou-se “estarrecida e profundamente consternada” com o veredicto, sinalizando que avalia a possibilidade de submeter o caso à jurisdição do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Com: The Christian Today.

Conselheira escolar demitida por rejeitar ideologia trans tem vitória

Um distrito escolar do estado de Indiana concordou em pagar quase US$ 200 mil para encerrar uma ação movida por uma conselheira demitida após se opor publicamente a uma política aplicada a estudantes embasada na ideologia trans.

A conselheira Kathy McCord acionou judicialmente a South Madison Community School Corporation após ser desligada do cargo. Ela afirmou ter se recusado a cumprir uma política que orientava funcionários a não informar pais quando alunos passassem a se identificar com o sexo oposto no ambiente escolar.

O acordo para encerramento do processo foi apresentado na segunda-feira, 14 de abril, perante o Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Indiana, na Divisão de Indianápolis. As partes concordaram com o pagamento de US$ 195 mil em custos e honorários legais, após o distrito já ter revogado a política em função de mudanças na legislação estadual.

McCord foi representada pela Alliance Defending Freedom, entidade que atua em casos relacionados à Primeira Emenda. O advogado Vincent Wagner comentou o desfecho. “Nenhum americano deveria ser demitido por expressar suas crenças, especialmente não uma educadora falando em sua capacidade pessoal, em seu próprio tempo e por preocupação com seus alunos”, afirmou em comunicado divulgado na quarta-feira, 16 de abril.

Ele também declarou: “Kathy sabe que as crianças têm melhor desempenho quando escolas e pais trabalham juntos. Mas South Madison deixou os pais no escuro. É lamentável que South Madison tenha feito Kathy passar por três anos de litígio para chegar a este ponto, mas estamos satisfeitos com este resultado para Kathy”.

Em 2021, o distrito passou a exigir que conselheiros utilizassem um documento denominado “Plano de Apoio à Identidade de Gênero”, que tratava da identificação de gênero e dos pronomes preferidos dos alunos. A diretriz incluía a obrigação de utilizar os nomes e pronomes escolhidos por estudantes transgênero e, em determinadas situações, manter essas informações em sigilo a pedido dos próprios alunos.

A política ganhou repercussão após reportagem do Daily Signal publicada em dezembro de 2022, na qual McCord foi citada manifestando oposição às diretrizes.

Em março de 2023, o conselho escolar decidiu demitir a conselheira em razão de sua posição pública. Em maio do mesmo ano, a Alliance Defending Freedom ingressou com ação judicial em seu nome, segundo informado pelo The Christian Post.

Na petição, a defesa afirmou: “South Madison demitiu a Sra. McCord por exercer seus direitos constitucionais. E mesmo antes dessa retaliação inconstitucional, a obrigou a expressar um ponto de vista que viola sua religião”.

O documento também declarou: “Durante décadas, a Sra. McCord adorou ajudar os alunos — e se destacou nisso. Hoje, ela só quer voltar a trabalhar em uma escola para ajudar mais crianças. Portanto, ela entra com esta ação para obter medidas cautelares, declaratórias, indenizatórias e de reparação simbólica”.

Índia: projeto de lei pode levar à perda de propriedades da igreja

Uma proposta de alteração na legislação que regula o financiamento estrangeiro na Índia pode impactar o apoio internacional a missões cristãs no país. O projeto trata de mudanças no Regulamento de Contribuições Estrangeiras, conhecido como FCRA.

A proposta prevê que o governo possa confiscar ativos de organizações que tenham a licença FCRA bloqueada ou vencida. Essa licença é o mecanismo que autoriza organizações não governamentais a receber recursos do exterior.

O líder Joseph D’Souza, presidente do Conselho Cristão de Toda a Índia, avaliou o cenário como crítico. “Esta é uma crise perigosa e profundamente alarmante, com consequências imediatas e potencialmente irreversíveis”, afirmou.

Críticos da proposta manifestaram preocupação com a possibilidade de aplicação da lei para atingir instituições cristãs. Eles apontam que propriedades ligadas a projetos sociais, especialmente voltados a dalits e outros grupos marginalizados, poderiam ser afetadas.

A organização Release International acusou o governo indiano de ampliar o controle sobre entidades beneficentes e missionárias ao restringir o acesso a financiamento externo. Segundo o grupo, desde que o Bharatiya Janata Party (BJP) assumiu o poder em 2014, mais de 20 mil licenças FCRA foram canceladas ou expiraram, reduzindo as fontes de recursos internacionais.

O debate sobre a proposta foi adiado para a sessão parlamentar prevista entre junho e agosto. De acordo com o The Christian Post, a Release International fez um apelo a cristãos dentro e fora da Índia para que se posicionem contra o projeto.

Um parceiro local da organização declarou que a medida pode ter impacto direto sobre instituições religiosas e sociais. “Esta legislação é um esforço deliberado para permitir que o Estado assuma o controle de propriedades eclesiásticas, instituições educacionais e instalações de saúde construídas ao longo de décadas de filantropia global, marcadas por sacrifícios”, afirmou, acrescentando que “Há mais de 50 anos, as ofertas sacrificiais de fiéis comuns — do Brasil e da África do Sul ao México e à Austrália — têm sido a base da ascensão social dos mais marginalizados da Índia”.

O diretor-executivo da Release International, Paul Robinson, afirmou que a proposta reflete um ambiente considerado mais restritivo para cristãos no país. Ele também mencionou leis anticonversão adotadas em diferentes estados indianos. Segundo Robinson, essas normas, embora apresentadas como instrumentos contra conversões forçadas, têm sido utilizadas, em alguns casos, como base para ações contra minorias religiosas.

Marcel van Hattem critica “campanha eleitoral” de ministros do STF

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que integrantes da cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF) teriam dado início a uma mobilização de natureza político-eleitoral voltada a prejudicar postulantes que se posicionam em oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação do congressista foi veiculada em suas plataformas digitais nesta quarta-feira (15).

Na avaliação do parlamentar gaúcho, o pleito destinado à renovação das cadeiras do Senado Federal adquire, nesse contexto, um peso estratégico crucial.

— Teve início a ofensiva eleitoral dos magistrados da Suprema Corte contra os nomes que integram a Oposição. Por essa razão, a disputa pelo Senado se reveste de tamanha relevância. Chega de arbitrariedades — registrou o deputado em sua publicação.

Contexto da declaração

A fala do deputado Marcel van Hattem insere-se em um cenário de crescente tensionamento entre setores da classe política, sobretudo aqueles alinhados à oposição e o Supremo Tribunal Federal.

Nos últimos meses, decisões do STF envolvendo investigações, como o caso do banco Master e da fraude do INSS, têm abalado as estruturas de Brasília, uma vez que indícios de CPIs sugerem envolvimento dos magistrados da mais alta corte do país.

Como resultado, em pleno ano eleitoral, tais ministros estariam reagindo de forma contrária, mirando os parlamentares da oposição, supostamente a fim de calá-los e de restringir o crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas para a eleição presidencial deste ano.

A menção específica à “eleição ao Senado” não é fortuita. O Senado Federal detém a prerrogativa constitucional de processar e julgar ministros do STF em eventuais crimes de responsabilidade, além de sabatinar e aprovar os indicados à Suprema Corte. Dessa forma, a composição da Casa Legislativa é vista como um contrapeso institucional relevante, capaz de exercer fiscalização sobre o Judiciário.

A acusação de que ministros estariam promovendo uma “campanha eleitoral” surge em um momento em que pré-candidatos da oposição têm sido alvo de procedimentos investigatórios em tramitação no STF, o que, para parlamentares como Van Hattem, configura uma tentativa de constranger adversários políticos do governo e influenciar o resultado das urnas. Com: Pleno News.

Zé Bruno critica pastores que usam camarim e se isolam de fiéis

O pastor Zé Bruno, líder da banda Resgate e da igreja A Casa da Rocha, fez críticas ao modelo de liderança em parte do meio evangélico durante uma palestra recente. Ele abordou o que classificou como “elitização” do ministério pastoral e questionou práticas adotadas por algumas igrejas.

Segundo o pastor, estruturas que separam líderes dos fiéis contribuem para um distanciamento dentro das comunidades religiosas. “Você tem uma salinha onde fica enquanto as pessoas chegam? Eu não tenho”, afirmou ao comentar a existência de camarins, salas reservadas e atendimentos exclusivos.

Zé Bruno também criticou a presença de pessoas designadas para atender exclusivamente pastores. Ele afirmou que esse tipo de prática incentiva comportamentos de favorecimento. “Você está ensinando que o puxa-saco prospera”, declarou.

Durante a fala, ele defendeu que o pastor deve manter proximidade com a comunidade e relatou aspectos de sua rotina na igreja como exemplo. Segundo disse, costuma estacionar distante quando necessário, enfrentar filas e adquirir seus próprios itens. “A mesa do pastor não tem rixô. Se tem alguém abanando com folha de bananeira, você é um pachá, não um pastor”, afirmou.

De acordo com o Fuxico Gospel, ele também comentou o que descreveu como uma transformação institucional no ambiente religioso. Ele afirmou que, em alguns contextos, a prática da fé tem sido tratada como um empreendimento. Zé Bruno reconheceu que seu estilo direto costuma gerar reações negativas nas redes sociais, mas disse considerar necessário expor suas posições.

Índia ameaça asfixiar missões cristãs com confisco de bens

O fluxo de recursos internacionais destinados ao sustento de obras missionárias cristãs em território da Índia encontra-se sob grave ameaça diante de uma proposição legislativa que visa alterar o arcabouço normativo que rege as contribuições oriundas do exterior.

O texto em discussão, que modifica o Regulamento de Contribuições Estrangeiras (conhecido pela sigla FCRA), conferiria ao governo da Índia a prerrogativa legal de expropriar os ativos patrimoniais de quaisquer entidades cuja licença FCRA tenha sido suspensa, bloqueada ou simplesmente expirada em sua vigência.

A referida licença constitui o instrumento burocrático indispensável para que Organizações Não Governamentais sediadas na Índia possam receber e administrar doações de procedência internacional.

O Dr. Joseph D’Souza, presidente do Conselho Cristão de Toda a Índia, classificou o cenário com veemência: “Estamos diante de uma crise de proporções perigosas e profundamente inquietantes, cujos desdobramentos são imediatos e carregam o potencial de se tornarem irreversíveis.”

Os opositores da nova redação legal expressam o temor de que o dispositivo venha a ser instrumentalizado por setores do nacionalismo hindu como uma ferramenta para a apropriação de bens pertencentes à comunidade cristã, com especial incidência sobre propriedades voltadas ao amparo de dalits (os chamados “intocáveis”) e de outros extratos sociais historicamente marginalizados na Índia.

A organização Release International denunciou o que considera uma tentativa deliberada do governo indiano de exercer ingerência e controle sobre entidades filantrópicas e missionárias de confissão cristã, utilizando como mecanismo de coerção o estrangulamento de seu acesso ao financiamento externo.

A entidade ressaltou que, desde a ascensão do Partido Bharatiya Janata (BJP) ao poder central, em 2014, mais de 20 mil licenças FCRA expiraram ou foram sumariamente canceladas pelas autoridades, resultando na supressão abrupta das fontes de custeio internacional para as organizações afetadas.

A deliberação acerca da proposta de emenda foi postergada, ficando sua análise remetida para a sessão legislativa a ser realizada entre os meses de junho e agosto. Em paralelo, a Release International lançou um apelo veemente para que cristãos, tanto os residentes em solo indiano quanto os espalhados pelo globo, mobilizem todos os esforços ao seu alcance para fazer frente ao projeto de lei.

Um porta-voz da organização parceira local da Release International declarou em comunicado oficial: “Este instrumento legal configura um esforço premeditado para franquear ao aparato estatal o domínio sobre templos, complexos educacionais e unidades de saúde que foram erguidos ao longo de décadas de filantropia global, em um processo marcado por enormes sacrifícios pessoais.”

O comunicado prosseguiu: “Há mais de meio século, as ofertas voluntárias e os atos de desprendimento de fiéis comuns — oriundos de nações tão diversas quanto Brasil, África do Sul, México e Austrália — têm constituído o alicerce para a promoção social e a emancipação das camadas mais desassistidas da população indiana.”

Paul Robinson, diretor-executivo da Release International, avaliou que a emenda em questão é um sintoma inequívoco de um ecossistema social e político cada vez mais adverso e hostil para a minoria cristã na Índia.

Robinson chamou atenção, de forma específica, para a vigência das leis anticonversão em diversos estados da federação indiana.

Tais normativas, muito embora sejam oficialmente justificadas como mecanismos de proteção do cidadão contra a coerção em matéria de fé, na prática, conforme observado por críticos, frequentemente operam como subterfúgios legais para justificar a perseguição de cristãos e de outros credos minoritários que representam, ainda que indiretamente, uma ameaça à hegemonia do hinduísmo.

Vale notar que, até o presente momento, não há registros de ações penais movidas contra quem quer que seja por empregar força ou intimidação para induzir alguém a se converter ao hinduísmo. Com: The Christian Today.