“Leis serão mudadas por você”: André Mendonça relata profecia

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça compartilhou, durante discurso público em uma igreja evangélica, um relato sobre um episódio ocorrido há aproximadamente 28 anos que, segundo sua interpretação, teria antecipado sua chegada a uma das mais altas posições do sistema judiciário brasileiro.

O magistrado descreveu a experiência vivida quando ainda residia em Londrina (PR) e não cogitava ocupar cargos de projeção nacional. Segundo seu relato, o episódio aconteceu durante um culto em uma igreja da qual ele não era membro, enquanto acompanhava a pregação de uma galeria no andar superior do templo.

“Há 28 anos, mais ou menos, eu assisti um culto numa galeria ali em cima, numa igreja talvez três vezes maior que essa. O pregador não podia me ver, nem me conhecia, porque não era a igreja que eu frequentava”, afirmou Mendonça.

Dúvida interna e interpelação

O ministro contou que, durante a mensagem, questionava interiormente as palavras do pregador, dúvida que, segundo ele, apenas ele e Deus conheciam naquele momento.

“Em certo momento da palavra, duvidando no meu coração daquilo que o pregador dizia – não que ele estivesse dizendo algo para mim – mas duvidando da forma como ele pregava, e só eu e Deus sabíamos que eu estava com aquilo no coração em relação a ele”.

De acordo com o relato, o pregador interrompeu a exposição e fez uma declaração que atingiu Mendonça diretamente. “Eu com a Bíblia aberta enquanto ele pregava, em que ele pudesse me ver. Ele disse: ‘E você aí que está duvidando do que eu estou falando?’ Eu fechei a Bíblia, com medo. Ele continuou: ‘É com você mesmo que eu vou falar’”.

Anúncio sobre o futuro

Mendonça relatou que o pregador fez então uma afirmação que considerava improvável para sua realidade na época. “Um dia você vai ocupar uma posição neste país em que leis serão mudadas por sua causa”.

O ministro destacou que naquele período vivia em Londrina, não conhecia Brasília e seu filho ainda não havia nascido. Ele também ressaltou que o pregador não teria motivo para agradá-lo, justamente por estar em posição de dúvida quanto à mensagem.

Anos depois, Mendonça ocupou o cargo de ministro da Justiça e, em 2021, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal. Durante o processo de indicação, o ex-presidente afirmou que pretendia nomear um ministro “terrivelmente evangélico”, expressão que passou a ser associada a André Mendonça, pastor-adjunto da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, e que profere publicamente sua fé.

Professor cristão tem direito de não ensinar união gay a crianças

Um professor da rede pública em Nashville obteve o direito de seguir suas convicções religiosas após um impasse com a escola onde leciona. O caso envolve Eric Rivera, que atua como professor da primeira série.

Rivera havia sido afastado de suas funções na KIPP Antioch College Prep Elementary School após solicitar uma acomodação religiosa.

Acomodação religiosa

O professor pediu para não participar da leitura de livros que abordavam o casamento entre pessoas do mesmo sexo para alunos pequenos. Segundo o relato, ele solicitou que outro professor assumisse essa atividade específica.

Após o pedido, Rivera foi realocado e enfrentou a possibilidade de demissão.

O caso passou a ser acompanhado pelo First Liberty Institute, que defendeu o direito do professor à liberdade religiosa.

De acordo com a entidade, a escola não poderia exigir que o professor agisse contra suas convicções para manter o emprego.

O advogado Cliff Martin afirmou que a exigência configuraria discriminação religiosa: “Nosso cliente se preocupa profundamente com seus alunos e simplesmente tem uma objeção religiosa a ensinar certas lições e pediu uma simples acomodação religiosa”, declarou, segundo a emissora CBN News.

O First Liberty Institute enviou uma notificação formal à escola citando o Civil Rights Act de 1964.

A legislação proíbe discriminação por motivos religiosos no ambiente de trabalho e determina que empregadores devem acomodar práticas religiosas, desde que isso não cause prejuízo indevido às atividades da instituição.

Resultado do caso

Segundo a organização jurídica, a escola recuou após a notificação e concordou em revisar as medidas adotadas contra o professor.

A instituição teria aceitado remover registros negativos relacionados ao caso no histórico profissional de Rivera.

Além disso, a escola se comprometeu a permitir que professores solicitem substituição em atividades que entrem em conflito com suas convicções religiosas.

Declaração da defesa

Cliff Martin afirmou que a decisão representa o reconhecimento do direito à liberdade religiosa no ambiente de trabalho.

“Estamos satisfeitos que a escola tomou a decisão correta ao acomodar o Sr. Rivera por suas visões religiosas profundamente enraizadas”, disse.

Ele também destacou o compromisso do professor com a educação: “Nosso cliente é profundamente devotado ao ensino e é grato por seu histórico ter sido limpo e por acomodações razoáveis serem fornecidas daqui para frente”.

Menina relata visão impactante de anjos e testemunho emociona

Uma criança identificada como Ellie compartilhou um relato da visão de anjos em sua casa, durante conversa com o pastor Landon Schott, líder da Mercy Culture Church, em Fort Worth, no Texas. O testemunho foi registrado em vídeo e publicado nas redes sociais da igreja, onde já ultrapassou 20 mil visualizações.

Segundo o relato da menina, a experiência teve início quando ela percebeu uma luz intensa atravessando o ambiente de sua residência. “Eu vi uma luz brilhante entrando pela casa, e vi asas de anjo. Eu vi asas de anjo passando pela parede”, descreveu. Ellie afirmou que, na sequência, sentiu necessidade de acordar uma de suas irmãs e reunir a família na sala para orar.

Descrição dos seres

Durante a conversa com o pastor, a criança detalhou características dos seres que afirmou ter visualizado. “Eu vi dois anjos que tinham olhos por todas as asas”, relatou. Segundo Ellie, um dos seres não aparentava traços humanos. “Eu olhei para o lado e pensei: ‘Não estou com medo, mas esse não parece humano’. Ele tinha olhos por todo o corpo — nos braços, nos pés, no rosto, por toda parte”.

A menina também mencionou ter sentido que deveria tocar um sino em sua casa. Ao fazê-lo, disse ter ouvido outros sinos ecoando simultaneamente no ambiente. “Nós tocamos o sino bem alto. E enquanto tocávamos, eu ouvi outros sinos tocando na sala”.

Vaso com óleo e unção da casa

Em outro momento do testemunho, Ellie afirmou ter visto um anjo particularmente brilhante segurando um recipiente. “Havia um anjo muito brilhante. Era o mais santo. Ele tinha um jarro com um óleo dourado. Era um vaso de barro com duas alças nas laterais”.

Segundo a criança, o conteúdo do vaso teria sido derramado sobre ela. “Levantei minha mão, e o óleo começou a escorrer sobre mim e inundou o chão. Era óleo dourado e inundou o chão”. Ellie também disse que os anjos orientaram a família a ungir a casa. Em determinado momento, uma de suas irmãs, ao tocar a parede, teria caído no chão, fenômeno que ela descreveu como “cair no Espírito”.

Intensidade da experiência

Questionada pelo pastor sobre o que sentiu durante o episódio, a menina afirmou não ter sentido medo, mas percebeu algo espiritualmente intenso. “Não sei bem como explicar. Parecia a presença do Senhor… mas muito mais poderosa”. Quando indagada se a sensação era semelhante à experiência de adoração na igreja, ela respondeu negativamente. “Não. Era muito mais poderoso. Muito mais poderoso até do que estar na igreja na presença de Deus”.

Ao refletir sobre o impacto do ocorrido, Ellie disse acreditar que o episódio transformou sua fé. “Acho que provavelmente mudou completamente a minha vida”.

Oração pela igreja

Ao final da conversa, o pastor pediu que a menina orasse pela congregação. Em sua oração, ela intercedeu para que outras pessoas tivessem experiências espirituais semelhantes. “Senhor, eu oro para que crianças tenham encontros com anjos como eu tive, e até melhores… e que sintam a Tua presença. E também os adultos. Que isso alcance crianças, adolescentes e adultos, e que todos sintam a Tua presença”.

Repercussão

O vídeo com o testemunho gerou centenas de comentários de internautas. Uma pessoa escreveu: “Ver crianças e jovens com uma unção tão grande simplesmente derrete meu coração. Não existe Espírito Santo júnior”. Outra comentou: “Isso me faz tão grata pela forma como cresci. Meus pais acolhiam o Espírito Santo em nossa casa quando eu era menina”.

Uma mulher testemunhou: “Meus filhos têm me contado sobre seus encontros com Deus, e tem sido algo tão preciso – até nos mínimos detalhes, assim como esse. Isso é tão encorajador!”. Outro comentário destacou: “Uau, uau, uau, essa pequena é um amor!!! Nem todo mundo tem experiências assim, nem consegue descrevê-las com tanta maturidade”.

Irã: igreja no país vê guerra como ‘possibilidade de futuro’

Em meio à guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irã, a igreja brasileira se viu em meio a debates éticos a respeito da celebração da iminência da queda de um regime opressor. A especialista em comunicação Sarah Nour, que é uma cristã iraniana, compartilhou a percepção dos seguidores de Jesus no território ainda governado pelos aiatolás.

Sarah Nour é um pseudônimo adotado por questões de segurança, e o contato com o GospelMais foi intermediado pela Missão Portas Abertas, que a descreveu como uma “defensora dedicada à Igreja Perseguida”. Servindo aos cristãos de língua persa, na prática sua atuação é a de uma mensageira que empresa a voz àqueles que são silenciados pelo contexto em que vivem.

“Sarah viaja frequentemente pela região, encontrando-se com líderes da igreja, refugiados, sobreviventes e irmãos e irmãs que compartilham suas histórias impactantes e experiências inspiradoras com Jesus”, diz a Portas Abertas.

Diante do cenário de polêmicas sobre a iminente queda do regime iraniano, a cantora Ana Paula Valadão expressou sua satisfação em ver a precisão dos ataques militares que, no futuro, poderão ser entendidos como parte do capítulo que marcou o fim da opressão teocrática no país. Em resposta, representantes dos chamados “cristãos de esquerda” no Brasil, como o bispo Hermes C. Fernandes e o ex-pastor e sociólogo Valdinei Ferreira, teceram críticas agudas à artista.

Sarah Nour, entretanto, compartilha uma leitura mais fria a respeito dos pormenores éticos e mais pragmática quanto aos eventuais resultados da atual guerra em andamento.

Confira a entrevista na íntegra:

Como a igreja no Irã vê os bombardeios realizados por Israel em junho do ano passado e a nova ação conjunta com os EUA que resultou na morte de Ali Khamenei?

Sarah Nour: “Citarei a resposta do nosso especialista em Desenvolvimento Organizacional sobre o Irã: ‘Como iraniano e cristão, falo com o coração pesado. Não celebro a guerra, nem levo na brincadeira o sofrimento que ela traz para as famílias comuns — no Irã e agora, em toda a região. Toda vida é preciosa perante Deus. Contudo, como iraniano, também não posso ignorar o profundo anseio por liberdade que habita o coração do nosso povo há gerações. Se este momento doloroso se tornar um ponto de virada rumo à justiça e à verdadeira liberdade, então minha oração é que ele leve não a uma destruição ainda maior, mas à restauração da dignidade, da esperança e da paz’.

Como seguidores de Cristo, oramos pela proteção dos inocentes, pela moderação entre os líderes e por um futuro onde o Irã possa conhecer a liberdade sem medo. Que Deus traga luz das trevas e paz da turbulência.

No Brasil, assim como no resto do Ocidente, parte da Igreja se opõe às ações militares contra o regime iraniano, apesar de reconhecer que se trata de um governo opressor. O que você diria aos cristãos sobre a situação no país?

SN: “A Igreja no Irã, seus irmãos, têm permanecido resilientes, em oração e profundamente enraizados na esperança. Este momento não se trata de vingança ou triunfo, mas da possibilidade de um futuro diferente para eles. Um futuro onde a liberdade de consciência, a dignidade e a justiça sejam estendidas a todos os iranianos, independentemente de fé ou origem. Pedimos que orem para que este seja um ponto de virada que abra caminho para a paz, a reconciliação e a verdadeira liberdade para o Irã. Orem conosco para que o futuro reserve liberdade religiosa, a libertação dos cristãos detidos e de outras minorias religiosas que foram presas por acusações relacionadas à fé, e que nossa família possa compartilhar sua fé sem medo nem opressão”.

Há relatos de dezenas de mesquitas fechadas no Irã devido à falta de fiéis, bem como relatos de muitas conversões ao Evangelho, mesmo com legislação adversa. Esses relatos representam a realidade?

SN: “É verdade que nos últimos anos (década) a igreja no Irã continuou a crescer, com muitos se convertendo a Cristo. Nossa estimativa é que haja cerca de 800.000 convertidos ao cristianismo no Irã hoje.

O fechamento de mesquitas não está particularmente relacionado ao crescimento da igreja, mas devido à opressão, há uma rejeição evidente na sociedade à ideia de religião como um todo. Muitos estão profundamente decepcionados com o Islã, que deixou o país sob pesadas sanções por anos, uma grave crise econômica, uma repressão agressiva a protestos pacíficos e agora uma guerra… De alguma forma, as pessoas no Irã perderam a confiança na religião por causa da representação que viram das autoridades. Esta pode ser uma razão muito válida para muitas mesquitas estarem vazias, as pessoas estarem fartas e não praticarem mais suas crenças, incluindo orar nas mesquitas”.

Como os cristãos iranianos se reúnem para adorar?

SN: “Como mencionei anteriormente, a conversão ao cristianismo no Irã é frequentemente interpretada como um ‘crime’ pelas autoridades e, portanto, os cristãos de língua persa não têm permissão para entrar em igrejas armênias e assírias (que ainda podem funcionar como locais de culto). Isso levou os convertidos ao cristianismo a esconderem sua fé, muitas vezes se reunindo em igrejas domésticas secretas.

Os locais de encontro mudam com frequência, o uso de palavras-código é comum devido ao monitoramento e, quando se reúnem, os cânticos de louvor são sussurrados, mas eles estudam a palavra de Deus juntos e se concentram no discipulado e no crescimento espiritual. Muitas igrejas domésticas dependem de líderes fora do Irã devido à falta de líderes e/ou recursos dentro do país. No entanto, a fé ousada e o testemunho desses mesmos cristãos que se reúnem em segredo levaram muitos a Cristo. Deus está agindo neste país, transformando vidas e dando esperança a uma sociedade que precisa desesperadamente dela”.

Quais são os maiores desafios enfrentados pela Igreja no Irã?

SN: “Para os convertidos no Irã, seguir Jesus traz desafios significativos. Muitos enfrentam a rejeição de suas famílias, a pressão de suas comunidades e o risco de prisão, interrogatório e encarceramento pelas autoridades. Quando as igrejas domésticas são expostas, a comunidade se dispersa e as pessoas rompem os laços entre si para evitar maiores problemas. A repressão às igrejas domésticas cristãs aumentou, e muitos cristãos foram detidos, interrogados brutalmente e condenados a longas penas de prisão simplesmente por se reunirem, orarem ou serem batizados.

Uma cena comum entre muitos cristãos que conheci é a seguinte: durante uma reunião de uma igreja doméstica, ouvem-se batidas na porta. Geralmente são homens vestidos com trajes de serviços secretos, que entram na casa, prendem alguns, confiscam celulares e laptops, levando muitos, senão todos os presentes, para salas de interrogatório. São presos sob acusações como ‘ameaça à segurança nacional’, ‘conspiração’ e ‘propaganda contra a religião’.

No caso da República Islâmica do Irã… Essas acusações se referem a atividades cristãs como orar, realizar batismos, participar da comunhão e celebrar o Natal… No entanto, todas essas ‘táticas’ para assustar e impedir a igreja não prejudicaram o ministério em geral dentro do país”.

O Irã ocupa a décima posição na Lista Mundial de Perseguição elaborada anualmente pela Missão Portas Abertas, elencando os 50 países mais hostis aos cristãos e à pregação do Evangelho.

Nicarágua: ditadura intensifica perseguição religiosa contra cristãos

O governo da Nicarágua, liderado por Daniel Ortega e sua esposa, a copresidente Rosario Murillo, determinou a proibição da ordenação de novos padres e diáconos católicos em quatro dioceses do país, medida que líderes religiosos classificam como mais um passo no agravamento da perseguição às comunidades cristãs nicaraguenses .

A restrição atinge diretamente as dioceses de Jinotega, Siuna, Matagalpa e Estelí, territórios que atualmente se encontram sob forte pressão governamental e não contam com a presença de seus bispos residentes, todos forçados ao exílio.

Segundo informações da agência ACI Prensa, a polícia local está impedindo que bispos de outras regiões ingressem nessas dioceses para realizar os ritos de ordenação, configurando uma interferência direta na estrutura ministerial da Igreja Católica .

A pesquisadora Martha Patricia Molina, autora do relatório “Nicarágua: Uma Igreja Perseguida”, alertou para o impacto “alarmante” da medida. Em Matagalpa, estima-se que a diocese opere atualmente com apenas 30% de seu clero ativo, sendo que sete em cada dez sacerdotes foram forçados ao exílio. Nas dioceses de Estelí e Jinotega, a redução da capacidade pastoral chega a 50%, deixando comunidades inteiras sem a celebração regular da Eucaristia .

“Dúzias de jovens que concluíram com êxito seus estudos em filosofia, teologia e formação pastoral encontram-se em um limbo jurídico e espiritual. Possuem aptidão e vocação, mas não podem receber o sacramento”, declarou Molina, alertando para o risco real de fechamento gradual de paróquias diante da ausência de substituições para os sacerdotes exilados, expulsos ou falecidos .

Ofensiva contra evangélicos e organizações cristãs

A perseguição religiosa na Nicarágua não se restringe à Igreja Católica. Nos últimos anos, o Ministério do Interior revogou o status legal de mais de 1.500 organizações sem fins lucrativos, a maioria delas igrejas e missões evangélicas, confiscando seus bens e propriedades sob alegações de irregularidades administrativas.

Segundo o Coletivo de Direitos Humanos Nicaragua Nunca Más, ao menos 21 pastores evangélicos encontram-se na lista de religiosos exilados em decorrência da perseguição .

Líderes de denominações históricas e ministérios independentes têm sido alvo de vigilância, ameaças e fechamento forçado de emissoras de rádio e televisão cristãs. Muitos pastores evangélicos fugiram do país após serem acusados de “traição à pátria” por prestarem auxílio humanitário durante protestos civis ou por se recusarem a alinhar seus sermões à narrativa política oficial .

Dimensão da perseguição

Dados compilados por organizações de direitos humanos revelam a magnitude da repressão. Entre 2018 e o final de 2025, 43 propriedades foram confiscadas da Igreja Católica, e o regime perpetrou 1.030 ataques contra católicos, além de proibir 18.808 procissões. A Conferência Episcopal da Nicarágua informou que 304 sacerdotes e freiras já não exercem seu ministério pastoral no país, sendo 172 homens e 132 mulheres.

Quatro bispos foram exilados: Silvio Báez, bispo auxiliar de Manágua; Isidoro Mora, bispo de Siuna; Rolando Álvarez, bispo de Matagalpa e administrador apostólico de Estelí; e Carlos Enrique Herrera, bispo de Jinotega e presidente da Conferência Episcopal Nicaragüense. Outros cinco bispos nicaraguenses permanecem no país sob severas restrições .

A organização Portas Abertas, em sua Lista Mundial da Perseguição 2026, classificou a Nicarágua na 32ª posição entre os países onde cristãos mais sofrem perseguição. O relatório destaca que “os crentes que levantam suas vozes contra o governo por questões como violações de direitos humanos enfrentam vigilância, intimidação e prisão. Alguns enfrentam até exílio e perda de cidadania”.

Resistência espiritual

Apesar do cenário adverso, lideranças religiosas destacam a resiliência das comunidades de fé. Um padre exilado ouvido pela ACI Prensa afirmou que “as vocações continuam florescendo na Nicarágua e o Senhor continua levantando jovens corajosos que o escutam e iniciam o processo de discernimento vocacional” .

A mesma fonte enfatizou que, mesmo com as proibições governamentais, a Igreja tem encontrado formas de realizar ordenações sem que o regime perceba, demonstrando “a capacidade da Igreja de se reinventar diante da adversidade”.

“A Igreja na Nicarágua está crucificada, mas não imobilizada”, declarou o sacerdote, acrescentando que “os obstáculos não são um problema para a Igreja, mas uma cruz que ela abraça com coragem” .

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifestou preocupação com a “persistente repressão” na Nicarágua e instou o Estado a cessar a perseguição religiosa e libertar os presos políticos, estimados em pelo menos 141 opositores detidos arbitrariamente. Com: Christian Daily.

Emoção: detento é evangelizado, se rende a Cristo e é batizado

Um detento participante de uma ação evangelística promovida pelo ministério God Behind Bars em uma unidade prisional dos Estados Unidos decidiu entregar sua vida ao Senhor Jesus e foi batizado em uma banheira improvisada dentro da prisão. O momento foi registrado e compartilhado nas redes sociais da organização.

Segundo o relato do ministério, o detento aproximou-se dos voluntários visivelmente emocionado e contou ter vivido uma experiência que atribuiu a Deus. “Ele disse que Deus literalmente o tocou hoje. O Senhor o chamou hoje. Ele não conseguia parar de chorar”, publicou a God Behind Bars em seu perfil no Instagram.

A organização descreveu que o detento, após passar um longo período “fugindo” — expressão utilizada no meio religioso para descrever resistência à fé —, decidiu render-se. “Ele realmente sentiu um toque de Jesus, se ajoelhou e entregou sua vida a Cristo. Então, correu para ser batizado”, acrescentou o texto.

Durante o batismo, realizado em uma banheira adaptada, o homem tentou expressar o que sentia. “Esse é o meu dia. Deus me tocou hoje. Eu não tenho palavras”, declarou, emocionado. O momento foi acompanhado por outros detentos e voluntários, que celebraram a decisão.

Atuação do ministério

Fundado em 2009, o God Behind Bars atua em parceria com igrejas norte-americanas para levar assistência religiosa e social a presidiários e seus familiares. A organização informa que, até o momento, mais de 1 milhão de detentos foram alcançados por suas atividades.

Dados do ministério indicam que cerca de 92% dos presos retornarão à sociedade em algum momento, e que aproximadamente 75% deles voltam a ser encarcerados em até três anos. Diante desse cenário, a entidade adota uma abordagem que classifica como “três etapas”, voltada às necessidades físicas, espirituais e relacionais dos reclusos e de suas famílias.

“Ao convidar Deus para a prisão e mostrar Seu amor de maneiras tangíveis, God Behind Bars está restaurando vidas, construindo fé, lutando contra vícios, reconectando famílias e dando a milhares de presos esperança para o futuro”, afirma a organização em seus materiais de divulgação.

A entidade declarou ainda que seu objetivo é garantir que todos os detentos nos Estados Unidos tenham “acesso direto e pessoal ao Evangelho”, visando ajudá-los a desenvolver a fé, curar traumas e romper ciclos de reincidência criminal.

Erika Hilton tem pedido de cassação protocolado na Câmara

O Partido Missão, legenda ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), ingressou na última sexta-feira (13) com uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados solicitando a cassação do mandato de Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentar transexual que recentemente assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Casa.

O requerimento foi assinado pelo presidente nacional da sigla, Renan Santos, e será defendido no colegiado pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), primeiro parlamentar eleito pela legenda. O partido fundamenta o pedido em publicações feitas por Hilton em suas redes sociais após sua eleição para o comando da comissão .

Conteúdo das postagens

No centro da representação estão declarações publicadas por Hilton na sequência da votação que lhe elegeu para a presidência do colegiado. No texto, Hilton afirmou: “Não estou nem um pouco preocupada se o esgoto da sociedade não gostou. A opinião de transfóbicos e imbeCIS é a última coisa que me importa” .

A expressão “imbeCIS” foi utilizada como um trocadilho reunindo os termos “imbecil” e “CIS”, este último referente a pessoas cisgênero — aquelas que se apresentam conforme o sexo natural, macho ou fêmea. Em outro trecho, Hilton escreveu: “Podem espernear. Podem latir” .

Para o Partido Missão, as manifestações configuram motivo para perda do mandato. “É inaceitável que a presidente da Comissão da Mulher, em seu primeiro ato público, escolha não apenas segregar, mas também insultar de forma tão vil justamente o grupo que deveria representar”, sustenta o documento .

O pedido foi encaminhado ao Conselho de Ética, que analisará a representação e poderá aplicar sanções que variam de advertência até a recomendação de perda do mandato, que precisa ser referendada pelo plenário da Câmara.

Repercussão e outras iniciativas

Além da legenda ligada ao MBL, o Partido Novo também anunciou que apresentará pedido contra o transexual. A sigla argumenta que as declarações configuram “misoginia” e atingem mulheres cisgênero de forma genérica .

A controvérsia em torno da eleição de Erika Hilton para a Comissão da Mulher gerou intenso debate político. Parlamentares de oposição questionaram a escolha, enquanto apoiadores da deputada defenderam sua legitimidade para ocupar o cargo. A votação que a elegeu registrou 11 votos favoráveis e 10 em branco .

A decisão do Conselho de Ética sobre o pedido não tem prazo definido e dependerá da tramitação regimental na Casa.

Netanyahu e a guerra no Irã: “Chegaremos ao retorno do Messias”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na última sexta-feira (13) que a ofensiva militar em curso contra o Irã pode abrir caminho para o que descreveu como o “retorno do Messias”. A declaração foi feita durante pronunciamento público sobre os desdobramentos do conflito na região, no qual também estendeu ameaças diretas à nova liderança iraniana.

“Chegaremos ao retorno do Messias, mas isso não acontecerá na próxima quinta-feira”, declarou Netanyahu ao projetar o futuro de Israel e do Oriente Médio. Segundo o premiê, um dos passos necessários para esse cenário seria a reconstrução do antigo templo judaico em Jerusalém, o que, conforme admitiu, exigiria mudanças significativas no local onde atualmente se encontram o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa — terceiro local mais sagrado do islamismo.

Ameaças à liderança iraniana

Em sua primeira entrevista coletiva desde o início da guerra, realizada na quinta-feira (12), Netanyahu foi questionado sobre possíveis ações contra o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. O premiê respondeu com uma declaração contundente: “Eu não faria um seguro de vida para nenhum dos líderes das organizações terroristas”, afirmou, segundo agências internacionais .

Netanyahu referiu-se a Mojtaba Khamenei como um “fantoche da Guarda Revolucionária” e disse que o clérigo “não pode mostrar o rosto em público” . O novo líder iraniano assumiu o posto após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos no dia 28 de fevereiro, que marcaram o início da ofensiva denominada por Washington como “Operação Fúria Épica” .

Objetivos da campanha militar

O premiê israelense delineou três objetivos centrais para a operação militar: impedir o Irã de obter capacidade nuclear, destruir seu programa de mísseis balísticos e “criar as condições para que o povo iraniano possa derrubar este regime cruel” . “Estamos desferindo golpes esmagadores na Guarda Revolucionária e no Basij, tanto nas ruas quanto nos postos de controle — e ainda estamos ativos”, declarou .

Netanyahu dirigiu-se diretamente à população iraniana: “O momento em que vocês poderão embarcar em um novo caminho de liberdade — esse momento está se aproximando. Estamos ao seu lado, estamos ajudando vocês. Mas, no final das contas, depende de vocês! Está em suas mãos” . Quando questionado novamente sobre a promoção de uma mudança de regime, o premiê recorreu ao provérbio: “Você pode levar alguém até a água, mas não pode obrigá-lo a beber” .

Repercussão regional

As declarações de Netanyahu ocorrem em meio à intensificação dos confrontos. No sábado (14), um ataque com mísseis atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, danificando sua infraestrutura, embora sem causar vítimas .

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu no domingo (15) uma ameaça direta a Netanyahu, afirmando que continuará a persegui-lo “com toda a força enquanto ele permanecer vivo” e acusando o líder israelense de ser “assassino de crianças” .

A crise elevou a tensão nos mercados globais após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do barril de Brent para mais de US$ 100. Netanyahu também destacou sua aliança com o presidente americano Donald Trump, com quem afirma conversar “quase todos os dias” para coordenar a estratégia conjunta. Com: Exibir Gospel.

Culto em universidade reúne mais de mil e 80 se rendem a Cristo

Cerca de mil estudantes participaram de um encontro de avivamento realizado durante várias noites em uma tenda no estado do Texas. O evento foi organizado pela Universidade Mary Hardin-Baylor e reuniu estudantes para momentos de adoração, oração e pregação.

Durante o encontro, dezenas de participantes relataram decisões relacionadas à fé cristã e ao chamado para o ministério.

Evento organizado por estudantes

A universidade, localizada em Belton e afiliada à Convenção Batista Geral do Texas, promoveu seu 27º encontro anual de avivamento em uma tenda.

O evento foi conduzido por estudantes e contou com música de adoração, mensagens bíblicas e momentos de oração coletiva.

Segundo o diretor de assuntos estudantis da instituição, Michael Burns, o planejamento começou ainda no ano anterior.

De acordo com ele, quatro líderes estudantis iniciaram a organização junto à divisão de Vida Estudantil da universidade. Posteriormente, um comitê formado por cerca de 20 estudantes passou a se reunir semanalmente para preparar o encontro.

“O movimento de avivamento religioso sempre fez parte da Universidade Mary Hardin-Baylor e da comunidade batista local, e assumiu diferentes formas ao longo da história”, afirmou Burns.

Tradição de avivamentos

Burns também recordou um episódio ocorrido em 1909 na comunidade acadêmica da instituição.

Na ocasião, um culto realizado na capela da universidade teria desencadeado um movimento espiritual significativo entre os estudantes.

Segundo o relato, no dia 20 de abril daquele ano, a direção da instituição decidiu cancelar as aulas após o culto. Ao final do dia, 104 alunas da então Baylor Female College haviam declarado conversão ao cristianismo.

“Um período de renovação parece ser uma parte significativa da nossa história como cristãos, então fazemos isso como parte dessa história”, explicou Burns.

Desde 1999, a universidade passou a realizar o encontro anual de avivamento em formato de vários dias sob uma grande tenda.

Segundo Burns, o modelo atual busca ampliar o tempo de culto, oração e acompanhamento espiritual.

“Este modelo enfatizou o culto prolongado, a oração, os pequenos grupos, o acompanhamento e a liderança estudantil — criando espaço para vários dias de envolvimento espiritual concentrado”.

Conversões

Entre os cerca de mil estudantes presentes no evento da semana passada, aproximadamente 80 afirmaram ter tomado decisões relacionadas à fé.

Segundo a organização, essas decisões incluíram declarações de fé em Cristo, renovação espiritual ou resposta a um chamado para o ministério.

“Minha esperança é que o poder do Evangelho tenha realmente transformado cada aluno”, declarou Burns.

“Todos nós reconhecemos que o mundo ao nosso redor está constantemente nos moldando, mas há uma beleza muito maior em entregar esse processo a Deus.”

Mensagens bíblicas

O principal palestrante do encontro deste ano foi Shane Pruitt. Ele atua como diretor nacional do programa Next Gen da Junta de Missões da América do Norte, ligada à Convenção Batista do Sul.

Pruitt afirmou que esta foi a segunda vez que participou como pregador no encontro anual de avivamento.

“Esta é uma escola e um evento excelentes”, disse. “Então, pregar e adorar com estudantes universitários, além de passar uma semana com minha filha e vê-la servir ao Senhor, é uma situação em que todos saem ganhando”.

As mensagens do evento tiveram como base a passagem bíblica de Livro de Isaías 64:8.

“Contudo, Senhor, tu és o nosso Pai. Nós somos o barro, tu és o oleiro; todos nós somos obra das tuas mãos”.

Participação ao longo das noites

Segundo Pruitt, a participação dos estudantes aumentou gradualmente durante os dias do encontro.

“Foi incrível”, afirmou, de acordo com informações do The Christian Post.

“Vimos alunos professarem sua fé em Jesus para a salvação, muitos outros se entregarem a um chamado para o ministério, liderança e missões em suas vidas, e outros se arrependerem, confessarem seus pecados e experimentarem a vitória e a liberdade em Cristo.”

Ele relatou que, na última noite, o número de participantes superou a capacidade inicial da tenda.

“A cada noite a multidão de estudantes universitários aumentava. Na última noite, havia cadeiras extras, e os estudantes não conseguiam caber debaixo da grande tenda”.

Pruitt concluiu afirmando que espera que os participantes tenham compreendido a mensagem central do encontro: “Todos nós somos chamados a ser moldados pelo Senhor. Nós não O moldamos para os nossos próprios interesses, Ele nos molda para a Sua missão”.

Pastor Tupirani causa polêmica ao defender o direito ao aborto

Fui uma das pessoas que mais divulgou a obra do Pr Tupirani aqui no X e reconheço que ele teve momentos de lucidez e coragem que nenhum líder religioso teve nesse século.

Mas a verdade deve ser dita: ele tem se posicionado como um literal anti cristo, com o agravante de ter um… https://t.co/vDku7ps95C

— Felipe Leme (@LEME12) March 15, 2026

Viralizou nas redes sociais um vídeo do pastor Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo, onde ele aparece em um podcast falando sobre o direito ao aborto. Na gravação, o religioso usa argumentos  de cunho social para sugerir que a morte deliberada de bebês no útero materno pode ser justificável.

A fala de Tupirani foi criticada nas redes sociais, onde muitos lembraram do histórico de declarações polêmicas do pastor. “A verdade deve ser dita: ele tem se posicionado como um literal anticristo, com o agravante de ter um grande conhecimento bíblico, o que caracteriza puro charlatanismo de quem se intitula como ‘o último Elias’”, comentou um internauta no “X”.

Em sua fala, o líder religioso disse que os evangélicos não deveriam criar uma lei para “proibir a pessoa de pecar”, uma vez que a responsabilidade moral no caso do aborto recai sobre a pessoa que comete o ato, a qual irá “prestar contas a Deus”.

Internautas discordaram da fala do religioso: “Não adianta pregar na porta da igreja ‘Bíblia sim, constituição não’ e sair por ai falando que feto não é vida e que tá de boa matar criança porque elas vão pro céu, relativizando a ponto de comparar com uso de drogas sob o argumento de livre arbítrio”, continuou o internauta.

“No fim do dia, neopentecostal uma hora ou outra coloca as garras de fora. Daqui adiante não endosso as palavras desse homem, nem como meme”, completou.

Quatro anos atrás, Tupirani chegou a ser condenado e preso por causa de declarações consideradas discriminatórias contra judeus e pessoas de outras religiões.