‘Salvo Pela Graça’: novo álbum de Davi Sacer é lançado

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O cantor e compositor Davi Sacer lançou o álbum “Salvo Pela Graça”, seu primeiro projeto distribuído pela Universal Music Christian Group.

O lançamento inclui também o vídeo da faixa-título, gravado ao vivo na Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, com direção de Filipe Dias.

Mensagem central da fé cristã

Segundo o cantor, o novo trabalho busca destacar a mensagem da graça como elemento central da fé cristã.

“Uma declaração de graça que busca marcar uma geração. ‘Salvo Pela Graça’ é um projeto que reafirma a essência da fé cristã com intensidade e profundidade. A faixa-título traduz a convicção de quem experimentou o amor redentor de Deus e vive marcado por essa verdade”, afirmou.

O álbum reúne 11 faixas e apresenta composições com características congregacionais, voltadas ao ambiente de adoração nas igrejas.

De acordo com a divulgação do projeto, as músicas foram desenvolvidas com foco em conduzir o público a momentos de adoração e reflexão espiritual.

A primeira faixa do novo projeto foi lançada em novembro de 2025. Na ocasião, o cantor apresentou a música Maior Valor, acompanhada de um vídeo oficial divulgado nas plataformas digitais.

O lançamento marcou o início da divulgação do álbum que agora chega ao público completo.

Trajetória na música gospel

Com mais de duas décadas de carreira, Davi Sacer é considerado um dos nomes mais conhecidos da música gospel brasileira.

O artista soma 21 anos de trajetória musical, sendo 11 anos dedicados à carreira solo.

Ao longo desse período, ele ultrapassou a marca de cinco milhões de discos vendidos e acumulou mais de um bilhão de reproduções em plataformas de streaming.

Produção musical

Antes da carreira solo, Sacer integrou grupos importantes do cenário gospel, como Toque no Altar e Trazendo a Arca.

Durante sua trajetória, o cantor participou da gravação de 12 CDs com músicas inéditas e quatro DVDs.

Os números nas redes sociais e serviços de streaming também refletem a popularidade do artista. No Instagram, o cantor reúne mais de 1,2 milhão de seguidores.

Seu canal no YouTube ultrapassa 232 milhões de visualizações e possui cerca de 494 mil inscritos. Já na plataforma Spotify, o artista registra aproximadamente dois milhões de ouvintes mensais.

Círculo de Oração se torna patrimônio cultural no Paraná

O Círculo de Oração foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial do estado do Paraná. A homenagem ocorre no contexto dos 84 anos de existência do movimento de intercessão formado por mulheres evangélicas.

A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná em 3 de março, por meio do projeto de lei 492/2025.

Reconhecimento oficial

A proposta foi apresentada pela deputada Mara Lima (Republicanos), em junho do ano anterior.

Após a aprovação pelos parlamentares, a lei foi sancionada pelo governador Ratinho Júnior, do Partido Social Democrático, em 5 de março.

Durante evento realizado no plenário da Assembleia, a deputada destacou a relevância do movimento de oração no estado.

“São mais de 1 milhão de mulheres que oram, intercedem pelo nosso estado e que muitas vezes não são reconhecidas. Oram pelos nossos filhos, pela nossa família, por aqueles que não têm quem os ajude. Elas são as primeiras a prestar apoio quando se trata de um momento difícil, de uma catástrofe ou de uma pandemia. Estão lá como voluntárias. Seu esforço é merecedor de reconhecimento”, afirmou.

Origem do movimento

O Círculo de Oração surgiu em 6 de março de 1942, na Igreja Assembleia de Deus em Recife (PE).

A iniciativa partiu da irmã Albertina Bezerra Barreto, que reuniu mulheres da igreja para orar pela cura de sua filha, Zuleide, que havia sido considerada sem chances de recuperação pelos médicos.

Segundo relatos, a menina acabou sendo curada após o período de intercessão.

A escolha do nome “Círculo de Oração” também tem origem em um episódio lembrado pela própria fundadora.

“Quando estávamos orando, me lembrei da mensagem e disse: Vamos circular os céus com as nossas orações”, relatou.

Expansão no Brasil

De acordo com a justificativa apresentada no projeto de lei, o gesto inicial deu origem a um movimento religioso que se expandiu por diferentes regiões do país.

“Esse gesto de fé originou um movimento que atravessou gerações e se espalhou por todo o país, tornando-se uma das mais relevantes expressões da espiritualidade evangélica”, afirmou Mara Lima no texto da proposta.

Atualmente, grupos de Círculo de Oração estão presentes em diversas denominações evangélicas e também em comunidades fora do Brasil. O movimento alcançou países como Argentina, Estados Unidos e Japão.

Testemunhos e repercussão

Durante o evento na Assembleia Legislativa, a coordenadora-geral da União das Esposas de Ministros das Assembleias de Deus do Paraná, Rozeli Santos Fontoura, comentou o papel da oração na prática cristã.

“A oração é a chave e nós temos essa chave. Há a chave da casa: é só chegar nela e abrir, não é? Nós temos a chave do Céu. Quando precisamos de alguma coisa, se tivermos fé, orarmos e pedirmos a Deus, recebemos”, declarou.

A teóloga e escritora Céfora Carvalho também comentou o reconhecimento do movimento.

“Esse é um lindo reconhecimento desse movimento de intercessão liderado por mulheres assembleianas há mais de oito décadas. Hoje, toda igreja Assembleia de Deus tem o seu Círculo de Oração”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Ela também lembrou que, ao longo dos anos, participantes do movimento já foram alvo de críticas e apelidos.

“Essas mulheres já foram vítimas de chacota. O apelido ‘irmãs do coque’, que hoje é usado de forma carinhosa, veio primeiro como forma de zombaria pelo estilo dessas mulheres, pela forma como elas vivem sua fé. Então, é muito bonito ver esse reconhecimento externo”, comentou, de acordo com o portal Guia-me.

Aumento de casos de divórcio após os 50 anos gera desafio

O aumento de separações entre pessoas com mais de 50 anos tem chamado a atenção de especialistas e líderes religiosos. O fenômeno, conhecido como “divórcio cinza”, envolve casais que passaram décadas casados e decidem encerrar o relacionamento em fases mais avançadas da vida.

Dados recentes indicam que esse tipo de ruptura deixou de ser incomum e passou a integrar uma tendência crescente no Brasil.

Divórcio acima de 50 anos

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostra que o número de divórcios envolvendo pessoas com mais de 50 anos mais que triplicou em pouco mais de uma década.

Segundo registros civis analisados pelo instituto, em 2022 cerca de 31% das mulheres divorciadas tinham mais de 50 anos. Entre os homens, o percentual chegou a 23,3%.

Os números representam uma mudança significativa em comparação com décadas anteriores, quando essa faixa etária correspondia a uma parcela muito menor das separações formais.

Ciclos da vida conjugal

Para o pastor e terapeuta familiar Gilson Bifano, o crescimento do chamado divórcio cinza está relacionado às transformações naturais que ocorrem ao longo do casamento.

Segundo ele, muitos casais enfrentam o chamado ciclo do “ninho vazio”, momento em que os filhos já se tornaram independentes e deixam a casa dos pais.

“O casamento é constituído de ciclos, os chamados ciclos do casamento. O penúltimo deles é o ciclo do ninho vazio. São casais que já criaram os filhos e esses já saíram de casa”, explicou.

Bifano afirma que, em muitos casos, a relação conjugal acaba sendo colocada em segundo plano durante anos.

“Muitos casais que se divorciam viveram toda a vida em função dos filhos e, quando esses saem de casa, já não se reconhecem mais. Não investiram em si mesmos, no casamento, mas nos filhos”.

Aposentadoria e convivência diária

Outro fator apontado pelo terapeuta é a mudança na rotina causada pela aposentadoria.

Segundo ele, muitos casais passam décadas com rotinas profissionais que reduzem o tempo de convivência. Quando essa dinâmica muda, conflitos e diferenças podem se tornar mais evidentes.

“Vejo também um outro motivo: a aposentadoria. O casamento se manteve porque ambos passam a maior parte do tempo separados. Agora com a aposentadoria, percebem as incompatibilidades e não sabem administrar essas diferenças.”

Impacto sobre as novas gerações

De acordo com Bifano, o aumento de separações tardias também pode influenciar a percepção dos jovens sobre o casamento.

“Quando um jovem vê que seus pais se divorciam na fase tardia da vida, há naturalmente um ceticismo.”

Segundo ele, essa experiência pode reforçar a ideia de que relacionamentos duradouros são difíceis de manter.

“Pode gerar uma visão cética de que o amor ‘para sempre’ é uma ilusão e que o casamento é um empreendimento arriscado.”

Preparação dos casais

Para enfrentar o aumento das separações, o pastor defende que os casais recebam orientação ao longo de toda a vida conjugal.

“Precisamos capacitar os casais a viverem bem em todos os ciclos da vida conjugal”.

Ele afirma que o fortalecimento do casamento depende de diferentes aspectos do relacionamento: “O divórcio é uma epidemia, e os casais precisam tornar seus casamentos mais imunes. Isso acontece quando se fortalecem áreas como comunicação, intimidade, planejamento e espiritualidade.”

Bifano também ressalta o papel das igrejas no acompanhamento pastoral dos casais: Segundo ele, o cuidado não deve se limitar apenas aos recém-casados, mas incluir casais em todas as fases da vida.

“Casais precisam ser ajudados na construção da indissolubilidade do casamento, dos seus propósitos e da fidelidade conjugal. Os relacionamentos passam por altos e baixos, e os conflitos precisam ser enfrentados e resolvidos”, concluiu, segundo informações da revista Comunhão.

Patrões muçulmanos torturam cristão até a morte no Paquistão

Um jovem cristão de 21 anos morreu após sofrer tortura no Paquistão, em um caso que gerou indignação entre membros da comunidade cristã local. O crime ocorreu na quarta-feira (4) em uma fazenda situada no distrito de Sargodha, na província de Punjab.

A vítima foi identificada como Marcus Masih, que trabalhava na propriedade rural havia cerca de cinco anos. Segundo relatos da família, seus empregadores teriam tentado encobrir o crime simulando um suicídio por enforcamento.

Suspeitas após autópsia

De acordo com familiares, os empregadores informaram inicialmente que Marcus teria tirado a própria vida. Os proprietários da fazenda foram identificados como Muhammad Mohsin Kharal e Muhammad Basharat Kharal.

No entanto, a autópsia levantou suspeitas sobre essa versão. O exame indicou marcas de agressão severa, incluindo hematomas profundos e queimaduras, sinais que sugerem que o jovem teria sido torturado antes da morte.

O irmão da vítima, Dilshad Masih, afirmou que a família foi informada da morte de forma repentina e inicialmente acreditou na explicação apresentada pelos empregadores.

Pressão sobre a família

Segundo Dilshad, durante o processo de liberação do corpo houve pressão por parte de advogados ligados aos empregadores. Ele afirmou que a família foi orientada a assinar documentos em branco sob a justificativa de agilizar os procedimentos legais.

Somente após o corpo ser devolvido à família, os parentes perceberam evidências claras de violência.

Dilshad afirmou que Marcus nunca havia relatado maus-tratos no trabalho. Ainda assim, ele disse que os proprietários da fazenda possuíam reputação controversa na região.

O irmão contou que havia sugerido que Marcus deixasse o emprego e trabalhasse com ele, mas o jovem decidiu permanecer na fazenda.

Protesto por justiça

A morte provocou protestos entre cristãos da região. Dezenas de manifestantes bloquearam uma rodovia local, levando o corpo da vítima para o local como forma de exigir ação das autoridades.

O objetivo do protesto era pressionar a polícia a registrar oficialmente o caso e iniciar uma investigação criminal.

Após a manifestação, autoridades registraram um boletim de ocorrência e prometeram investigar o caso. Mesmo assim, a família afirmou temer que a influência social dos acusados possa interferir no andamento do processo.

Até o momento, não havia confirmação de prisões relacionadas ao caso.

Vulnerabilidade de minorias religiosas

Organizações de direitos humanos afirmam que o caso reflete os riscos enfrentados por minorias religiosas em regiões rurais do Paquistão.

Muitos cristãos vivem em condições de pobreza e trabalham em empregos informais sob controle de proprietários influentes. Essa situação pode dificultar denúncias de abusos ou violência.

Especialistas também destacaram que os ferimentos encontrados no corpo de Marcus indicam tortura intensa, além de uma possível tentativa de encobrir o crime simulando suicídio.

Relatórios sobre perseguição religiosa

O Paquistão frequentemente aparece em relatórios internacionais sobre perseguição religiosa. Um dos documentos mais citados é a Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborado pela organização Portas Abertas.

Segundo esses relatórios, cristãos no país enfrentam diversos desafios, incluindo discriminação, violência coletiva, conversões forçadas e exploração laboral.

Muitos desses casos, segundo especialistas, acabam sem punição devido a dificuldades na aplicação da lei e à pressão social em determinadas regiões.

A família de Marcus Masih afirma que busca assistência jurídica e pede uma investigação transparente para que a morte do jovem seja plenamente esclarecida, segundo o Morning Star News.

Congregação Cristã no Brasil é fonte de músicos para orquestras

A história da música erudita ocidental possui forte ligação com a fé cristã, especialmente com a tradição da Igreja Católica. No Brasil, denominações como a Congregação Cristã no Brasil e segmentos das Assembleias de Deus dão continuidade a essa tradição.

Durante séculos, diversas composições clássicas foram criadas no contexto do catolicismo com o objetivo de expressar devoção a Deus e fortalecer a espiritualidade dentro das igrejas.

Entre os exemplos históricos estão compositores como Antonio Vivaldi, que dedicou parte de sua produção musical à música sacra. No Brasil colonial, figuras como Frei Jesuíno do Monte Carmelo também contribuíram para a tradição musical religiosa.

Formação musical

Ao longo das últimas décadas, mudanças no cenário religioso e social do Brasil transformaram a origem de muitos músicos clássicos. Atualmente, um número significativo de instrumentistas que ingressam em orquestras brasileiras tem origem em igrejas evangélicas.

Na Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, por exemplo, entre 80% e 90% dos músicos possuem ligação com igrejas pentecostais, segundo o maestro Cláudio Cruz.

Grande parte desses músicos vem da Congregação Cristã no Brasil (CCB), uma das maiores igrejas evangélicas do país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a denominação tinha cerca de 2,29 milhões de fiéis em 2010, embora estimativas internas apontem números mais recentes próximos de 4,5 milhões de membros.

Tradição musical da CCB

A Congregação Cristã no Brasil possui uma forte tradição musical dentro de seus cultos. A denominação organiza grandes formações instrumentais que, em alguns momentos, chegaram a ser chamadas informalmente de uma das maiores orquestras religiosas do mundo.

Apesar da forte presença musical, a igreja mantém características bastante reservadas em sua estrutura. A instituição evita destaque individual, não promove líderes midiáticos e também não remunera músicos ou professores que participam das atividades musicais nos cultos.

Segundo Cláudio Moraes, essa prática reflete um princípio de humildade institucional: “Não há aqui reconhecimento do homem, do nome, da pessoa. Se o que temos veio de Deus, então a obra é de Deus, não daquele nome”, afirmou.

Jovens talentos

A influência das igrejas na formação musical pode ser observada em trajetórias de jovens músicos. Um exemplo é o violinista Jhony Santos, que iniciou sua formação musical ainda criança dentro da igreja.

Ele começou a frequentar a Congregação Cristã em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, e aos sete anos passou a estudar violino. Mesmo atuando atualmente em orquestras profissionais, continua participando de cultos religiosos.

Segundo o músico, tocar na igreja possui um significado diferente da prática musical profissional.

“Na igreja eu toco com o intuito de adorar. Ali não importa se alguém toca muito ou pouco, o importante é fazer música com o coração.”

Influência da Assembleia de Deus

Outra denominação importante na formação de músicos é a Assembleia de Deus, que possui mais de 12 milhões de fiéis, segundo dados do censo de 2010. Foi nessa igreja que a violinista Otielen Luz iniciou sua trajetória musical.

Ela começou a estudar música aos sete anos, inicialmente no teclado, e posteriormente passou para o violino. Mais tarde ingressou na Escola de Música do Estado de São Paulo, uma das principais portas de entrada para músicos que desejam atuar profissionalmente.

Mesmo com a carreira em desenvolvimento, Otielen continua participando da igreja, onde rege um coral de jovens adultos em Osasco.

Diferenças denominacionais

As regras musicais variam entre as denominações evangélicas. Na Assembleia de Deus, por exemplo, há maior liberdade para arranjos musicais e participação feminina em diferentes instrumentos.

Na Congregação Cristã, porém, existe uma divisão mais rígida. Mulheres costumam atuar exclusivamente como organistas, enquanto instrumentos de sopro e cordas são tradicionalmente tocados por homens.

Esse modelo acaba refletindo também nas orquestras profissionais. Na Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, por exemplo, apenas cerca de 22% dos músicos bolsistas são mulheres. O maestro Cláudio Cruz afirma que essa diferença proporcional é um desafio que ainda precisa ser melhor compreendido.

Projetos sociais

Especialistas apontam que o crescimento da presença evangélica na formação de músicos também está ligado ao aumento de projetos sociais mantidos por igrejas nas periferias urbanas.

Diversas instituições religiosas oferecem aulas gratuitas de música, coral e instrumentos, criando oportunidades para crianças e adolescentes que dificilmente teriam acesso a formação musical tradicional.

Um exemplo é a Associação Beneficente Projeto Elikya, que oferece atividades educativas, esportivas e musicais para cerca de mil crianças.

Outra iniciativa é a Fábrica de Artes da Igreja Batista da Lagoinha, localizada em Belo Horizonte, que oferece cursos de música, teatro e dança em um espaço com dezenas de salas de aula e um teatro próprio.

Também existem projetos como o Projeto Dorcas, que utiliza a música como ferramenta educacional para milhares de crianças e adolescentes.

Crescimento evangélico

O aumento dessas iniciativas ocorre paralelamente à expansão do número de evangélicos no país, conforme reportou a BBC.

De acordo com dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população que se declara evangélica cresceu de 21,6% em 2010 para 26,9% da população.

No mesmo período, a proporção de católicos diminuiu de 65,1% para 56,7%. Esse crescimento tem ampliado a presença das igrejas evangélicas em diversas áreas da sociedade brasileira — incluindo a formação de músicos que hoje ocupam espaços importantes nas orquestras e instituições culturais do país.

STF rejeita recurso e Universal sofre derrota em disputa de IPTU

O Supremo Tribunal Federal formou maioria na última quinta-feira, 12 de março, para rejeitar um recurso apresentado pela Igreja Universal do Reino de Deus em uma disputa contra a Prefeitura de Caruaru. O caso envolve a cobrança de IPTU sobre imóveis vinculados à instituição religiosa.

Com a decisão, permanece válido o entendimento do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que afastou a imunidade tributária aplicada a templos religiosos nesses bens específicos.

Julgamento no Supremo

O processo está sendo analisado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal. O recurso da igreja questiona uma decisão individual do ministro Edson Fachin, que já havia mantido a decisão do tribunal pernambucano.

Até o momento, acompanharam o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, André Mendonça e Flávio Dino.

Os demais ministros da Corte ainda podem registrar seus votos até o encerramento da sessão virtual, previsto para sexta-feira (13).

Motivo da cobrança

A disputa judicial começou quando a prefeitura de Caruaru passou a cobrar IPTU sobre imóveis ligados à Igreja Universal na cidade.

Segundo o município, os imóveis não estavam sendo utilizados para atividades religiosas, o que impediria a aplicação da imunidade tributária prevista pela Constituição para templos e instituições religiosas.

Ao analisar o caso, o Tribunal de Justiça de Pernambuco concluiu que os imóveis estavam abandonados desde 2019 e sem qualquer atividade religiosa registrada no local.

No processo, a prefeitura apresentou relatórios de fiscalização, fotografias e registros administrativos que indicariam a ausência de cultos ou outras atividades da igreja nos imóveis.

Entendimento da Justiça

Com base nas provas apresentadas, o tribunal estadual entendeu que os bens não atendiam aos requisitos necessários para usufruir da imunidade tributária.

A Constituição brasileira garante que templos religiosos não sejam tributados, desde que os bens estejam vinculados às finalidades essenciais da instituição religiosa.

No entanto, o tribunal avaliou que esse vínculo não estava comprovado no caso analisado.

Argumentos da igreja

A Igreja Universal recorreu ao Supremo Tribunal Federal alegando que a decisão violaria a liberdade religiosa e a imunidade tributária garantida pela Constituição.

A instituição também argumentou que a jurisprudência do STF costuma reconhecer imunidade para patrimônios de entidades religiosas mesmo quando eles não estão diretamente utilizados em atividades religiosas.

Ao analisar o recurso, o ministro Edson Fachin decidiu manter a decisão do tribunal pernambucano.

Em seu voto, ele afirmou que modificar o entendimento exigiria reavaliar provas e fatos do processo, o que não é permitido nesse tipo de recurso.

“Mantenho a decisão agravada por seus próprios fundamentos e voto para que seja negado provimento ao presente agravo regimental”, escreveu o ministro.

Com a formação de maioria no STF, a tendência é que a decisão seja confirmada definitivamente, mantendo a cobrança do imposto municipal sobre os imóveis da igreja em Caruaru, segundo informações da revista Comunhão.

Linha do tempo do caso

2019 — Imóveis deixam de ter atividades religiosas

Fiscalizações municipais apontam que imóveis ligados à Igreja Universal em Caruaru passaram a permanecer sem uso para cultos ou atividades da igreja.

2019–2020 — Prefeitura inicia cobrança de IPTU

O município sustenta que, sem uso religioso, os imóveis não podem se beneficiar da imunidade tributária prevista na Constituição.

Ação judicial da igreja

A Igreja Universal contesta a cobrança e afirma que seu patrimônio deve ser protegido pela imunidade tributária garantida às instituições religiosas.

Decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco

O TJ-PE entende que os imóveis estavam abandonados e confirma a cobrança do imposto municipal.

Recurso ao Supremo Tribunal Federal

A igreja recorre ao STF alegando violação à liberdade religiosa e à imunidade tributária constitucional.

20 de janeiro de 2026 — Decisão individual no STF

O ministro Edson Fachin mantém a decisão do tribunal pernambucano e rejeita o recurso apresentado pela instituição.

Março de 2026 — Novo recurso interno

A Igreja Universal apresenta novo recurso dentro do STF.

12 de março de 2026 — Formação de maioria no STF

Ministros acompanham o relator e votam para negar o recurso da igreja, mantendo a cobrança de IPTU sobre os imóveis em Caruaru.

Joe Rogan, maior podcaster, admite: ‘Cristãos vivem melhor’

O podcaster Joe Rogan afirmou que continua refletindo sobre o cristianismo e demonstrou interesse crescente pelos ensinamentos de Jesus. Durante um episódio recente de seu programa, ele declarou que acredita que pessoas que seguem os ensinamentos de Cristo tendem a viver de maneira melhor.

A conversa ocorreu em um episódio do podcast The Joe Rogan Experience publicado no início da semana. Rogan discutiu temas religiosos com o escritor e jornalista Michael Shellenberger.

Fascínio por Jesus

Durante a entrevista, Rogan mencionou uma conversa anterior com o apologista cristão Wes Huff. Na ocasião, Huff explicou que os Manuscritos do Mar Morto contêm textos datados do século III a.C. que apresentam grande semelhança com manuscritos muito posteriores.

A partir desse exemplo, Shellenberger afirmou que considera arrogante a ideia de que a sociedade moderna possui todas as respostas enquanto as religiões antigas seriam apenas ilusões.

Rogan concordou que os relatos bíblicos podem representar tradições muito mais antigas e disse que permanece curioso sobre o que chamou de “verdade suprema” por trás dessas narrativas.

Ele também afirmou ter desenvolvido admiração pelos ensinamentos de Jesus.

“Sou absolutamente fascinado pela história de Jesus Cristo, porque se você quisesse encontrar uma maneira de as pessoas viverem que fosse muito mais benéfica do que simplesmente seguir instintos naturais e comportamentos tribais, você seguiria os ensinamentos de Jesus.”

Estilo de vida

Rogan destacou que considera o cristianismo uma forma de vida baseada em perdão e amor ao próximo.

“Não consigo encontrar nenhuma falha na maneira como Ele nos ensina a viver”, afirmou. “É tudo sobre perdão e tratar o seu irmão como o seu próximo. É uma maneira linda de viver.”

Durante a conversa, Shellenberger perguntou diretamente se Rogan se considera cristão. O apresentador respondeu que ainda não tem uma definição clara sobre sua própria fé.

“Bem, eu vou à igreja. Já faz um bom tempo. Estou frequentando há uns três ou quatro anos.”

Quando questionado novamente, Rogan explicou que continua refletindo sobre o tema.

“Porque eu não sei. Acho muito interessante. E acredito que, se você seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, viverá uma vida melhor.”

Fé, dúvidas e curiosidade

Apesar de demonstrar admiração pelo cristianismo, Rogan afirmou que ainda mantém dúvidas sobre alguns elementos sobrenaturais da Bíblia.

Ele comentou que não tem certeza sobre eventos milagrosos descritos nas Escrituras, como a abertura do Mar Vermelho ou relatos de pessoas ressuscitando.

Ainda assim, disse que acredita que esses relatos podem conter algum tipo de verdade histórica ou espiritual.

“Funciona, sabe? As pessoas que vão à igreja são algumas das mais bondosas que conheço.”

Ciência versus religião

As declarações recentes fazem parte de uma reflexão mais longa de Rogan sobre fé e religião. Em episódios anteriores, ele já expressou ceticismo sobre algumas explicações científicas amplamente aceitas.

Em uma conversa no ano passado, ele comparou a crença na teoria do Big Bang com a incredulidade de algumas pessoas diante da ressurreição de Jesus.

“É curioso que as pessoas considerem a Ressurreição impossível, mas aceitem que todo o universo surgiu de algo menor que a cabeça de um alfinete”, disse ele na ocasião.

Visão sobre a Bíblia

Joe Rogan também criticou pessoas que descartam a Bíblia como simples mito ou fantasia.

Segundo ele, muitos críticos demonstram excesso de confiança ao rejeitar completamente os textos antigos.

“Ouço isso entre pessoas que se consideram inteligentes, como se fosse um conto de fadas”, afirmou.

Para o apresentador, os relatos bíblicos podem representar uma história complexa e antiga, transmitida ao longo de gerações.

Ele acrescentou que as diferenças culturais e linguísticas ao longo dos séculos podem tornar esses textos difíceis de interpretar hoje, mas isso não significa que não exista verdade por trás deles, segundo o The Christian Post.

Cristãos precisam denunciar as falsas igrejas, diz pastor

O pastor Allen Jackson afirmou que cristãos precisam ter coragem para denunciar as falsas igrejas, expressão usada por ele para descrever correntes que, segundo sua avaliação, distorcem o ensino bíblico. A declaração foi feita durante uma entrevista concedida no sábado à Fox News.

Jackson lidera a World Outreach Church, nos Estados Unidos. Na entrevista, ele argumentou que cristãos que defendem posições teológicas tradicionais vêm sendo rotulados de forma negativa no debate público.

Durante a conversa, Jackson afirmou que cristãos que expressam publicamente posições teológicas históricas são frequentemente classificados como “nacionalistas cristãos”. Segundo ele, esse tipo de rótulo aparece com mais frequência quando as posições expressas são conservadoras.

“Se você defende opiniões de esquerda e as expressa publicamente a partir de uma base religiosa, você é celebrado. Se formos para o extremo oposto do espectro ideológico, se você defende visões cristãs ortodoxas e as expressa publicamente, dizem que você é uma ameaça e um perigo”, declarou o pastor.

Na mesma entrevista, ele citou o político James Talarico, ligado à ala liberal da Igreja Presbiteriana dos EUA (PCUSA), como exemplo de figura pública que, segundo ele, utiliza linguagem religiosa para defender posições teológicas e políticas progressistas.

“Onde estão os rótulos de ‘nacionalista cristão’ para Talarico?”, questionou Jackson.

Críticas ao liberalismo

O pastor afirmou que Talarico estaria utilizando argumentos religiosos para tornar ideias políticas mais aceitáveis ao público. Segundo Jackson, cristãos que defendem interpretações bíblicas tradicionais enfrentam forte oposição.

Ele afirmou que muitos desses cristãos lidam com hostilidade, críticas e pressões públicas ao defender posições consideradas ortodoxas dentro da tradição cristã.

Talarico, por sua vez, já utilizou trechos do livro de Gênesis para argumentar em favor de posições relacionadas à ideologia de gênero para crianças. Jackson reagiu a essa interpretação afirmando que, em sua visão, tais argumentos distorcem o sentido do texto bíblico.

“A realidade é que a heresia não é algo novo ou progressivo. Ela remonta ao Jardim do Éden, quando disseram: ‘Não vamos cooperar com o que Deus disse ou com os limites que Ele nos deu’”, declarou.

Ele acrescentou que, em sua avaliação, Talarico representaria um exemplo contemporâneo desse tipo de rejeição aos limites estabelecidos pelas Escrituras.

Interpretações bíblicas

Jackson também comentou declarações feitas por Talarico em participação no podcast de Joe Rogan. Na ocasião, o político sugeriu que a história da Anunciação poderia ser usada para apoiar o aborto.

O pastor criticou essa interpretação e afirmou que considera a ideia desrespeitosa em relação à figura bíblica de Maria. Ele destacou que, segundo o relato cristão, Maria enfrentou sofrimento e suspeitas após conceber Jesus e permaneceu fiel durante momentos difíceis, inclusive durante a crucificação.

Jackson descreveu a atitude de Maria como “um ato de corajosa obediência por parte de uma jovem adolescente”.

“Isso não diminui em nada a natureza sagrada da vida, conforme apresentada no contexto mais amplo das Escrituras. Você pode pegar qualquer versículo fora de seu contexto e provar o que quiser”, afirmou.

Defesa da fé cristã

Para Jackson, interpretações que utilizam textos bíblicos para justificar o aborto representam aquilo que ele chamou de “ginástica teológica”. Ele argumentou que cristãos precisam ter coragem para identificar e confrontar doutrinas que consideram incompatíveis com o ensino bíblico.

Segundo o pastor, esse tipo de posicionamento exige clareza dentro das comunidades cristãs: “Não é ortodoxo, e teremos que ter a coragem de fazer essas distinções”, disse.

Ele também afirmou que os cristãos precisam reconhecer a existência do que chamou de “falsa igreja”.

“O presidente Trump teve a coragem de dizer que notícias falsas existem. Precisaremos ter a coragem, dentro da igreja, de dizer que existe uma igreja falsa e estar dispostos a denunciá-la”, declarou.

Repercussões

O debate teológico envolvendo Talarico também foi comentado por R. Albert Mohler Jr., conhecido como Al Mohler. Em um artigo recente, Mohler afirmou que interpreta o liberalismo teológico defendido pelo político como um sinal de ambição por influência e poder dentro do debate público, de acordo com o The Christian Post.

Bolsonaro é levado às pressas a hospital e Flávio pede orações

Acabo de receber a notícia de que meu pai @jairbolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez…

Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante.

Peço orações para que não seja nada grave.

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 13, 2026

O senador Flávio Bolsonaro pediu orações pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após um novo episódio de mal-estar. O ex-chefe do Executivo precisou deixar o Complexo da Papuda, na manhã desta sexta-feira, 13 de março, para receber atendimento médico hospitalar.

A informação foi divulgada pelo próprio senador em sua conta no X. Ele relatou que o pai apresentou sintomas intensos ao acordar, o que levou à decisão de encaminhá-lo para avaliação médica.

Mal-estar

Segundo Flávio Bolsonaro, o ex-presidente acordou com fortes calafrios e episódios frequentes de vômito. Diante da situação, o parlamentar solicitou orações de apoiadores e manifestou preocupação com o estado de saúde do pai.

Nas publicações, o senador destacou a necessidade de acompanhamento médico imediato. Ele também pediu que simpatizantes mantenham o ex-presidente em oração enquanto a equipe médica avalia o quadro clínico.

Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre o diagnóstico inicial. O hospital responsável pelo atendimento ainda não publicou boletim médico oficial.

Histórico de saúde

A saúde de Jair Bolsonaro vem sendo acompanhada com atenção desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Na ocasião, ele foi esfaqueado durante um ato político em Juiz de Fora.

O ferimento abdominal provocou diversas complicações ao longo dos anos, incluindo obstruções intestinais e formação de aderências. Essas condições exigiram múltiplas internações e procedimentos cirúrgicos desde então.

A defesa do ex-presidente acompanha o novo episódio de saúde para verificar se os sintomas atuais possuem relação com as sequelas do atentado. Médicos que já acompanharam o caso anteriormente apontaram que esse tipo de complicação pode surgir mesmo anos após a lesão inicial.

Cirurgia recente

Em dezembro de 2025, Bolsonaro passou por sua oitava cirurgia relacionada ao ferimento abdominal. O procedimento teve como objetivo corrigir duas hérnias e tentar controlar crises crônicas de soluço que vinham afetando sua respiração e alimentação.

Segundo interlocutores próximos ao ex-presidente, esses episódios de soluço estavam prejudicando significativamente seu estado geral de saúde. As crises também interferiam na rotina diária e no bem-estar físico.

Especialistas que acompanham o histórico médico do ex-presidente indicam que complicações digestivas e abdominais podem ocorrer em pacientes que passaram por múltiplas cirurgias na mesma região.

Acompanhamento médico

Jair Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro após condenação por suposta tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre pena em Brasília sob monitoramento constante das autoridades penitenciárias.

O novo episódio de mal-estar reacende discussões sobre as condições de saúde do ex-presidente dentro do sistema prisional. Aliados afirmam que o histórico médico exige acompanhamento contínuo e avaliações regulares.

Até agora, a equipe médica responsável pelo atendimento não divulgou se os sintomas indicam uma nova obstrução intestinal ou outro quadro agudo. O estado clínico segue sendo monitorado enquanto aguardam exames complementares e a definição do diagnóstico.

Exemplo: jovens fazem momento de oração em campus federal

Um grupo de alunos do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), campus de Imperatriz, realizou na última terça-feira (3) um momento de oração e adoração durante o intervalo das aulas. A reunião ocorreu no pátio da instituição, onde os participantes formaram um círculo para cantar louvores, orar e refletir sobre passagens bíblicas.

A atividade foi organizada por jovens vinculados ao movimento cristão “Aviva IFMA”. Durante o encontro, o estudante Arthur Lucena conduziu uma breve reflexão baseada na parábola do Filho Pródigo, abordando os temas de arrependimento e restauração espiritual.

Em sua fala, Lucena enfatizou que, conforme a mensagem bíblica, a graça divina permanece acessível àqueles que decidem retornar a Deus.

Os encontros de momento de oração ocorrem semanalmente no campus e fazem parte de uma célula de estudantes interessados em momentos de espiritualidade no ambiente acadêmico. Em publicação nas redes sociais, o grupo destacou que a reunião foi marcada por forte sentimento de comunhão entre os participantes.

A iniciativa do momento de oração recebeu apoio de internautas nos comentários das publicações do grupo, que elogiaram a mobilização dos jovens e incentivaram a continuidade do trabalho de evangelização entre os estudantes.

Movimentos semelhantes têm se expandido em instituições de ensino pelo país, com grupos de universitários e alunos do ensino técnico reunindo-se voluntariamente para estudar a Bíblia, orar e compartilhar experiências de fé dentro do ambiente educacional.