Aprovação de Lula é tão baixa quanto a de presidentes derrotados

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à fase final de seu terceiro mandato com índices de aprovação inferiores aos registrados em períodos eleitorais anteriores. Os dados indicam um desempenho abaixo do observado entre governantes que conseguiram se reeleger ou transferir apoio a sucessores.

Levantamento do instituto Ipsos-Ipec divulgado na terça-feira, 10 de março, mostra que 40% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima. Outros 33% classificam o governo como ótimo ou bom.

Análise publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em pesquisas realizadas em março de anos eleitorais desde 2002, aponta um padrão histórico. Presidentes que chegaram a esse período com aprovação igual ou inferior à atual não obtiveram êxito nas eleições nem conseguiram eleger candidatos aliados.

Nos mandatos anteriores, Lula registrava índices mais elevados no mesmo estágio do calendário. Em 2006, apresentava 38% de avaliação positiva. Em 2010, alcançou 75% e apoiou a eleição de Dilma Rousseff.

Outros presidentes chegaram à mesma fase com níveis mais baixos e não obtiveram sucesso eleitoral. Em 2018, Michel Temer registrava 5% de avaliação positiva, e o candidato que apoiou, Henrique Meirelles, não avançou na disputa. Em 2022, Jair Bolsonaro apresentava cerca de 19% de avaliações positivas e foi derrotado no segundo turno.

Parlamentares apresentam interpretações distintas sobre a queda na aprovação do governo. Integrantes da oposição atribuem o cenário a fatores como desgaste administrativo e percepção de aumento da carga tributária. O senador Rogério Marinho afirmou que há insatisfação entre os eleitores.

— O povo tem a sensação de que o governo Lula já deu — declarou, segundo informações da revista Oeste.

O líder do PL na Câmara, deputado Zucco, mencionou investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente como elementos de desgaste. Ele citou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, que inclui entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, além de questões relacionadas ao Banco Master.

— Como o próprio Flávio vem dizendo, Lula é um produto com prazo de validade vencido — afirmou.

Aliados do governo apresentam avaliação diferente sobre o cenário. O deputado Rogério Correia afirmou que há expectativa de recuperação ao longo da campanha eleitoral.

— A decisão do voto costuma levar em conta um conjunto mais amplo de fatores, e a população já começa a perceber essa mudança para melhor — declarou.

Fiel eufórico é retirado de igreja durante pregação sobre Israel e Irã

A polícia informou que um homem foi retirado pela equipe de segurança durante um culto realizado na manhã de domingo, 15 de março, em uma igreja no estado do Texas, nos Estados Unidos. O episódio ocorreu por volta das 11h no santuário principal da Prestonwood Baptist Church, localizada em Plano, cidade situada ao norte de Dallas.

Durante o culto, conduzido pelo pastor Jack Graham, um homem começou a gritar enquanto ele pregava sobre “América, Israel e a Guerra no Oriente Médio”. Frequentadores relataram que o indivíduo foi descrito por alguns como um possível manifestante e, por outros, como alguém excessivamente exaltado.

A frequentadora Linda Casey, que participa das atividades da igreja desde 2000, afirmou que a interrupção ocorreu no momento em que o pastor abordava o tema de “Israel e os judeus como povo escolhido de Deus”. Segundo ela, o homem interrompeu o sermão e foi conduzido para fora por três membros da equipe de segurança.

— Eu não tinha certeza se ele estava armado ou não, mas o pastor Jack Graham foi afastado do púlpito momentaneamente em meio ao caos — disse Casey na segunda-feira, 16 de março. — Antes que ele voltasse para terminar o sermão, saí correndo para encontrar meu filho, que estava na igreja infantil — afirmou.

Ela relatou que deixou o santuário devido à incerteza sobre as intenções do homem e à possibilidade de ele não estar sozinho. — Naquele momento, não sabíamos se o homem tinha um cúmplice ou se estava sozinho. Eu não estava esperando por um possível tiroteio ou ameaça de bomba. Toda a situação foi assustadora — declarou.

Uma pessoa familiarizada com o ocorrido informou que o episódio aconteceu enquanto o pastor compartilhava um relatório sobre conversões ao cristianismo no Irã. Segundo essa fonte, um jovem descrito como “animado” caminhou pelo corredor em direção ao púlpito e perguntou se poderia falar.

O homem teria gritado expressões como “Deus abençoe a América” e “Deus abençoe Israel”. A mesma fonte afirmou que ele “estava apenas empolgado em compartilhar sua fé e não percebeu que aquela era uma maneira inadequada de fazê-lo”.

Após o pastor recusar o pedido, integrantes da segurança o abordaram e o retiraram do local. Outro fiel presente no culto confirmou que o homem foi rapidamente conduzido para fora e que o pastor foi orientado a se afastar do palco até que a situação fosse controlada.

Embora alguns tenham avaliado que o episódio não representava risco imediato, Casey afirmou que interpretou a situação como potencialmente perigosa. — Quando a segurança afastou o pastor do púlpito para sua própria segurança, alarmes dispararam na minha cabeça, sinalizando perigo — disse.

Ela informou que a maioria dos presentes permaneceu sentada e aguardando instruções, enquanto a polícia já se encontrava do lado de fora do templo com sirenes acionadas. — Eu não ia ficar parada como um alvo fácil — afirmou.

Um porta-voz da polícia de Plano informou que o homem não era membro da igreja e estava no local acompanhado da esposa. Segundo a corporação, ele passou a causar tumulto ao concordar em voz alta com o sermão de forma considerada excessiva pelos demais participantes.

O policial JD Minton, do Departamento de Polícia de Plano, declarou que a equipe de segurança conversou com o homem e que agentes foram acionados para emitir uma advertência por invasão de propriedade. — Não houve qualquer perturbação ou altercação física, mas seus rompantes verbais, embora apoiassem as palavras dos pastores, foram considerados perturbadores para os outros fiéis — afirmou, segundo o The Christian Post.

O caso ocorreu dias após procuradores federais anunciarem a acusação de mais de 30 pessoas por envolvimento em um protesto contra o ICE que interrompeu um culto religioso em 18 de janeiro, na cidade de St. Paul, no estado de Minnesota.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Minnesota, os manifestantes participaram de “um ataque coordenado de tomada de poder” na Cities Church, envolvendo atos de intimidação, ameaças e obstrução física.

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Justiça autoriza a volta dos seguranças e motoristas de Bolsonaro

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) decidiu, por unanimidade, restituir a Jair Bolsonaro o conjunto de benefícios assegurados por lei aos ex-presidentes da República, incluindo motoristas, veículos oficiais, seguranças e assessores.

A decisão, assinada em 13 de março, reforma integralmente liminar anterior que havia suspendido parte dessas prerrogativas .

O caso chegou à Justiça Federal por meio de uma ação popular movida pelo vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG), que questionava a manutenção da estrutura custeada pela União durante o cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta ao ex-mandatário .

Em decisão liminar, o juiz federal Pedro Pereira Pimenta, da 8ª Vara Cível de Belo Horizonte, havia determinado a suspensão dos benefícios, argumentando que os fundamentos que justificam a concessão deixam de existir quando o ex-presidente está recolhido ao sistema penitenciário .

Fundamentação da relatora

A desembargadora federal Mônica Sifuentes, relatora do recurso apresentado pela defesa de Bolsonaro, destacou em seu voto que a legislação que trata das prerrogativas de ex-presidentes não estabelece qualquer condição relacionada à liberdade de locomoção ou à existência de condenação criminal para a manutenção dos benefícios.

“Não há previsão legal para a suspensão do direito em qualquer hipótese de encarceramento”, afirmou a magistrada .

Sifuentes também rebateu o argumento de que os motoristas seriam dispensáveis durante a prisão, ressaltando que esses profissionais não atendem apenas ao ex-presidente, mas também à equipe de assessores que continua exercendo suas funções.

“A própria União, responsável por prover a estrutura, reconheceu a indissociabilidade entre a equipe e os meios para sua locomoção, afirmando que privar a equipe de motoristas sob o argumento da prisão do ex-presidente é, por via reflexa, impedir que os demais servidores exerçam o cargo que a própria lei lhes conferiu”, escreveu a relatora.

Em sua decisão, a magistrada enfatizou que, mesmo na condição de preso, um ex-chefe de Estado “continua sendo uma figura de alta relevância histórica e política, detentora de informações e memórias que compõem o patrimônio imaterial da nação” .

A organização do acervo pessoal, a gestão da correspondência, o auxílio em questões de saúde e a administração do patrimônio foram citados como atividades que “se enquadram perfeitamente nos conceitos de apoio pessoal e assessoramento” .

Manifestação da União e do MPF

A União, responsável por prover a estrutura, manifestou-se favoravelmente ao restabelecimento dos benefícios, reconhecendo que “os assessores continuam no exercício de suas atribuições, as quais muitas vezes exigem deslocamentos externos para a gestão de documentos, contatos institucionais e suporte administrativo”.

A Casa Civil da Presidência concluiu que a manutenção dos motoristas é “indissociável da segurança dos assessores e do próprio acervo documental e pessoal do ex-chefe de Estado” .

O Ministério Público Federal também se posicionou favoravelmente à manutenção da estrutura, entendendo que os benefícios são garantidos por lei independentemente da situação penal do ex-presidente .

Contexto da prisão e estado de saúde

Jair Bolsonaro está detido desde novembro de 2025 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi transferido para a Sala de Estado Maior do complexo em janeiro de 2026, após mais de dois meses na Superintendência da Polícia Federal .

No último dia 13 de março, o ex-presidente foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de pneumonia bacteriana bilateral. De acordo com boletim médico divulgado na segunda-feira (16), ele apresentou melhora clínica e laboratorial, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios .

A defesa de Bolsonaro protocolou na terça-feira (17) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal, citando “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico” e argumentando que “o atual regime de cumprimento da pena, ainda que conte com a disponibilização de equipe médica de plantão, não é capaz de assegurar acompanhamento contínuo nem resposta imediata de equipe de saúde em caso de mal súbito”. Com: Oeste.

‘Não vou mudar’, diz Ratinho ao dobrar aposta em polêmica trans

O apresentador Carlos Massa comentou, em seu programa no SBT, a repercussão de declarações recentes envolvendo Erika Hilton, parlamentar de esquerda. As falas geraram críticas e acusações de transfobia, além de possíveis desdobramentos judiciais.

Durante a edição exibida na noite de segunda-feira, 16 de março, Ratinho afirmou que recebeu amplo apoio do público após o episódio.

Sem mencionar diretamente o nome da parlamentar, o apresentador agradeceu as mensagens recebidas.

“Na semana passada, eu tive meu nome envolvido em um verdadeiro furacão depois de dar uma opinião aqui no programa”, declarou.

Ele também afirmou que não conseguiu acompanhar todas as mensagens, destacando que muitas foram favoráveis ao seu posicionamento.

Ratinho reforçou que não pretende alterar sua forma de se expressar, destacando sua trajetória na comunicação: “Eu não vou mudar”, afirmou durante o programa.

O comunicador ressaltou que atua na televisão e no rádio desde antes da popularização da internet.

Segundo ele, seu estilo direto permanece o mesmo, apesar das mudanças no ambiente digital e nas redes sociais.

Origem da controvérsia

As críticas surgiram após comentários feitos pelo apresentador sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, Ratinho questionou a escolha, afirmando que o cargo deveria ser ocupado por uma mulher.

“Ela não é mulher, ela é trans”, disse durante o programa. Ele também declarou que não possui questões pessoais com Hilton, mas manteve sua opinião sobre o tema.

Reação

Após as primeiras declarações do apresentador, Erika Hilton acionou o Ministério das Comunicações e o Ministério Público. Parlamentar pelo PSOL, Hilton solicitou indenização no valor de R$ 10 milhões, além de possíveis sanções a Ratinho, de acordo com informações da Oeste.

Defesa de Bolsonaro volta a solicitar prisão domiciliar ao STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta terça-feira, 17 de março, novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o cumprimento da pena ocorra em regime de prisão domiciliar.

O caso está sob análise do Supremo Tribunal Federal, onde Moraes atua como relator. Segundo a defesa, o pedido tem como base o estado de saúde do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por supostos crimes relacionados à democracia. O voto do relator foi contestado na íntegra pelo ministro Luiz Fux durante o julgamento.

A solicitação foi feita poucos dias após Bolsonaro ter sido internado em um hospital particular em Brasília. Ele esteve na Unidade de Terapia Intensiva para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa.

Internação

O ex-presidente passou mal no dia 13 de março, enquanto estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha.

Após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio, ele foi encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado na UTI. Bolsonaro recebeu alta da unidade intensiva na segunda-feira, 16 de março.

De acordo com boletim médico recente, houve melhora no quadro clínico, incluindo recuperação da função renal e redução parcial de indicadores inflamatórios.

Argumentos da defesa

Os advogados afirmam que, conforme avaliação da equipe médica, há risco de novos episódios de broncoaspiração.

Segundo a defesa, essa condição exige acompanhamento constante e monitoramento clínico frequente.

“A permanência em ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade”, argumentaram.

Decisões anteriores

O ministro Alexandre de Moraes já negou pedidos anteriores de prisão domiciliar apresentados pela defesa. Segundo o magistrado, o local de custódia do ex-presidente passou por adaptações para garantir assistência médica adequada.

O pedido mais recente ainda será analisado pelo relator no Supremo Tribunal Federal.

Igreja suspende pastora ao descobrir relação com Jeffrey Epstein

A Igreja Metodista Unida anunciou a suspensão temporária da reverenda Stephanie Remington após a revelação de seu vínculo profissional com Jeffrey Epstein.

A medida foi adotada para permitir a apuração interna das circunstâncias relacionadas ao caso. Segundo a igreja, a suspensão terá duração de 90 dias e inclui a retirada temporária das responsabilidades clericais da pastora.

Durante esse período, o escritório episcopal conduzirá uma investigação sobre a conduta e as informações apresentadas pela religiosa.

A denominação afirmou que mantém compromisso com padrões elevados de liderança espiritual e moral e que situações dessa natureza são analisadas com rigor.

A igreja também declarou solidariedade às vítimas dos crimes atribuídos a Epstein.

Atuação profissional com Epstein

Stephanie Remington trabalhou para Jeffrey Epstein em dois períodos diferentes.

Entre agosto e dezembro de 2018, ela atuou como assistente administrativa. Posteriormente, entre janeiro e maio de 2019, assumiu a função de gerente temporária de propriedades em uma ilha privada pertencente ao financista.

Na época do primeiro vínculo profissional, Epstein já havia sido condenado por crimes sexuais. Em julho de 2019, ele foi novamente preso sob acusações relacionadas ao tráfico de menores.

A igreja afirmou que a suspensão da pastora não está ligada a acusações criminais, mas a possíveis inconsistências entre os relatos apresentados e as informações obtidas pela instituição.

Histórico ministerial

Remington atuou por mais de 15 anos em diferentes congregações da Igreja Metodista Unida.

Em 2016, ela solicitou licença ministerial após seu divórcio. Seu ex-marido também é pastor na mesma denominação.

Após esse período, apresentou documentos à Conferência de Missouri indicando que exercia ministério em extensão no Lewis Center for Church Leadership.

Essa atuação foi inicialmente aprovada pela conferência, conforme informou a revista Charisma News.

Mudança para as Ilhas Virgens

Posteriormente, Remington mudou-se para as Ilhas Virgens Americanas. Entre 2017 e 2018, trabalhou remotamente como contratada de meio período para o seminário. Após deixar essa função, continuou declarando que exercia atividades ministeriais.

Segundo a conferência, ela não informou oficialmente o encerramento dessa função nem o emprego posterior com Epstein.

Em comunicado, a conferência afirmou: “A Conferência de Missouri não teve conhecimento da associação da indivídua com o Sr. Epstein… Nenhuma informação indicando esta associação foi divulgada em quaisquer desses relatórios.”

Declaração da pastora

Remington afirmou ter mencionado o trabalho realizado nas Ilhas Virgens em um relatório e em uma conversa por videoconferência com seu superintendente distrital.

Ela disse não ter certeza se a referência a Epstein foi plenamente compreendida durante a conversa.

A conferência, por sua vez, declarou que não recebeu informações formais sobre essa associação.

A pastora também reconheceu períodos em que deixou de enviar relatórios e afirmou não ter recebido acompanhamento institucional após seu divórcio.

Atividades na ilha

Documentos indicam que o nome de Remington aparece diversas vezes em registros associados a Epstein.

Segundo relatos, suas funções incluíam organização de viagens de convidados e administração das operações diárias da propriedade.

Embora tenha assinado um acordo de confidencialidade, Remington declarou que não presenciou episódios de abuso durante o período em que trabalhou na ilha.

Ela afirmou ter conhecido Epstein apenas nos últimos meses de vida do financista, após ele já ter cumprido pena por acusações anteriores.

Em um texto publicado em blog pessoal em 2019, sob pseudônimo, a pastora refletiu sobre a decisão de aceitar o emprego, mencionando dilemas éticos relacionados ao trabalho com uma figura pública controversa.

Segundo ela, a decisão foi influenciada por suas convicções religiosas e pelo entendimento de que sua vocação incluía demonstrar esperança e cuidado a pessoas marginalizadas pela sociedade.

Cuba ordena prisão de pastor que publicou vídeo no YouTube

Um pastor evangélico foi detido na região de Matanzas após gravar e publicar um vídeo com ensinamentos bíblicos em seu canal no YouTube. O caso envolve Rolando Pérez Lora, que afirma ser alvo de perseguição por causa de seu ministério.

A prisão ocorreu no domingo, em um parque na área de Peñas Altas, local utilizado por moradores para acesso à internet.

Segundo informações da Christian Solidarity Worldwide, o pastor foi abordado por policiais logo após publicar o vídeo em seu canal “Pregonero de Cristo”.

Pérez Lora afirmou que realiza gravações semanais ao ar livre, com conteúdo bíblico, que posteriormente são publicados online.

Durante as filmagens, pessoas que estavam no local costumam se aproximar para ouvir a mensagem. Algumas também solicitam oração, realizada por sua esposa, Gelayne Rodríguez Ávila.

Registro do momento da prisão

Rodríguez Ávila registrou a abordagem policial em vídeo e compartilhou as imagens nas redes sociais.

“Estávamos gravando um vídeo no parque e levaram o pastor Rolando porque ele publicou um vídeo lendo a Bíblia em seu canal do YouTube”, afirmou.

As imagens mostram o pastor sendo conduzido por policiais até uma viatura. Durante a abordagem, ele declarou:

“Vocês estão me maltratando sem motivo; eu não fiz nada de errado; esse homem está me maltratando”.

O vídeo da detenção se espalhou rapidamente nas redes sociais, com milhares de visualizações em poucas horas.

Usuários passaram a compartilhar o conteúdo e solicitar informações sobre a situação do pastor.

Alegações de perseguição

Após a prisão, Pérez Lora foi levado a uma delegacia local em Matanzas, onde permaneceu detido por cerca de três horas antes de ser liberado.

Posteriormente, ele afirmou que sofre perseguição por parte das autoridades desde que iniciou seu ministério pastoral, em 2011.

Antes de se estabelecer em Matanzas, o pastor atuava em uma igreja ligada à Liga Evangélica na província de Las Tunas.

Segundo ele, agentes de segurança realizavam convocações frequentes para interrogatórios e monitoravam atividades religiosas da congregação.

Contexto de tensão no país

A detenção ocorreu em meio a um período de instabilidade em Cuba, marcado por protestos e dificuldades econômicas. Relatos indicam manifestações em diferentes regiões após sucessivas noites de cortes de energia e escassez de itens básicos.

Em um dos episódios, manifestantes na cidade de Morón teriam atacado uma sede do Partido Comunista Cubano, segundo informado pelo The Christian Post.

Regulação religiosa

A prática religiosa em Cuba ocorre sob um sistema regulatório controlado pelo Estado. A legislação exige que igrejas e organizações religiosas sejam registradas para operar legalmente.

Grupos não registrados podem enfrentar restrições, vigilância e limitações em atividades públicas.

Segundo a Portas Abertas, autoridades cubanas frequentemente tratam atividades religiosas independentes como potenciais ameaças políticas.

Líderes religiosos e fiéis que se posicionam publicamente podem ser alvo de interrogatórios, detenções e outras medidas restritivas.

O cenário indica a continuidade de tensões envolvendo liberdade religiosa e atuação de grupos cristãos no país.

Redescoberta dos devocionais pela Geração Z impulsiona livros

O hábito da leitura devocional tem sido redescoberto por jovens, especialmente entre integrantes da chamada Geração Z. A prática tem impulsionado o mercado editorial cristão, que passou a investir em conteúdos mais curtos, diretos e conectados à realidade atual.

Editoras e livrarias têm ampliado seus catálogos com obras que abordam temas como ansiedade, propósito e relacionamento com Deus.

Para muitos jovens, o devocional se tornou uma ferramenta prática para organizar o dia e fortalecer a espiritualidade. A leitura diária oferece momentos de pausa, reflexão e conexão com valores espirituais.

A Editora Mundo Cristão confirma o aumento na procura por materiais com linguagem acessível e foco no cotidiano. Esses conteúdos têm sido valorizados por sua objetividade e aplicação prática.

Espiritualidade

O crescimento da leitura devocional está ligado a uma tendência mais ampla de retorno à espiritualidade pessoal. Estudos indicam maior interesse dos jovens por práticas que promovem equilíbrio emocional e sentido de vida.

Segundo a Sociedade Bíblica Americana, no relatório State of the Bible 2025, houve aumento no engajamento bíblico entre jovens adultos.

A pesquisa aponta que momentos devocionais têm sido utilizados como apoio diante da ansiedade e da rotina intensa.

Mercado editorial

A presença da Geração Z também tem se destacado em eventos literários, como a Bienal do Livro do Rio.

Segundo Renato Fleischner, há uma busca crescente por conteúdos que conectem fé e realidade.

“Encontramos leitores vorazes em busca de conteúdo que costure a fé cristã com a realidade do jovem”, afirmou.

Tendências de leitura

Entre os materiais mais procurados estão obras como Bíblia Minha História e O Poder da Garota que Ora, além de séries como Corajosas. Esses conteúdos refletem uma demanda por mensagens práticas e inspiradoras.

O mercado editorial também prevê novos lançamentos para atender esse público em crescimento.

A estudante Marina Souza relata que iniciou o hábito durante a pandemia: “Hoje é o momento em que paro, respiro e falo com Deus. Me ajuda a começar o dia com mais leveza e propósito”, afirmou.

Relatos como esse têm se tornado comuns entre jovens que buscam equilíbrio emocional por meio da fé.

Influência das redes sociais

Outro fator relevante é a atuação de influenciadores cristãos nas redes sociais. Eles compartilham recomendações de leitura e experiências pessoais com devocionais.

Esse movimento tem criado comunidades digitais de fé, conectando leitores e autores. Segundo Fleischner, os devocionais ajudam a manter constância espiritual mesmo em rotinas aceleradas.

O pastor Fernando Lorca interpreta o fenômeno como uma resposta ao excesso do ambiente digital.

Segundo ele, muitos jovens buscam algo que ofereça propósito e conexão espiritual.

“Após crescerem imersos em telas, muitos perceberam que isso não os satisfaz espiritualmente”, destacou, de acordo com informações da revista Comunhão.

Base bíblica

Lorca ressalta que o conteúdo dos devocionais deve ter base bíblica sólida. Ele recomenda que os jovens avaliem autores e objetivos das obras escolhidas.

O pastor também cita ensinamentos bíblicos sobre ansiedade e foco espiritual como fundamentos importantes.

Segundo ele, a prática diária pode contribuir para a saúde emocional e espiritual.

Prática adaptada ao presente

Mais do que uma tendência editorial, os devocionais se consolidam como uma prática espiritual adaptada ao estilo de vida contemporâneo. A preferência por conteúdos breves reflete a dinâmica do mundo digital.

A leitura diária se tornou um ponto de equilíbrio entre rotina, fé e propósito. Nesse cenário, o devocional se apresenta como uma ferramenta acessível para fortalecer a espiritualidade na vida moderna.

Nigéria: extremistas fulani matam cristão e sequestram outros 5

Um ataque violento registrado no oeste da Nigéria resultou na morte de um cristão e no sequestro de outras cinco pessoas. O caso ocorreu na última quarta-feira, 11 de março, em uma comunidade rural do estado de Kwara.

As informações foram divulgadas por líderes da igreja local, que apontam a atuação de suspeitos ligados a grupos extremistas de origem fulani.

A vítima fatal foi identificada como John Omoniyi Ajise, morto durante a invasão à aldeia de Oyatedo, na área de Irepodun. Durante o ataque, a esposa da vítima e outras quatro pessoas foram sequestradas.

O caso foi confirmado em comunicado conjunto do reverendo Samuel Adewumi e do reverendo Joseph Agboluaje, representantes da ECWA (Igreja Evangélica Vencedora de Todas as Nações) no estado.

Escalada de violência

Segundo os líderes religiosos, o ataque faz parte de uma série de episódios recentes de violência contra cristãos na região.

“Muitos pastores agora estão sem congregações, enquanto membros e moradores foram obrigados a fugir de suas casas”, afirmaram.

Eles também relataram impactos econômicos e sociais nas comunidades afetadas.

“As atividades econômicas foram severamente afetadas e muitas famílias foram empurradas para dificuldades.”

Preocupação crescente

Os líderes da igreja citaram ainda o sequestro de dois cristãos em outra localidade, a aldeia de Ahun, identificados apenas como Dada e Ishola.

A declaração foi emitida após uma reunião de conselhos distritais da ECWA em várias cidades do estado de Kwara.

Resposta das autoridades

A polícia estadual reconheceu a ocorrência de ataques e afirmou que medidas estão sendo tomadas para conter a violência.

A porta-voz Adetoun Ejire-Adeyemi declarou que operações estão em andamento e que suspeitos já foram presos.

“O comando não está parado. Fizemos algumas prisões recentemente, e esses suspeitos serão levados a julgamento após a investigação”, afirmou.

Perseguição religiosa

Relatórios internacionais apontam a Nigéria como um dos países mais perigosos para cristãos. Segundo a Portas Abertas, na Lista Mundial da Perseguição 2026, a maioria dos cristãos mortos por causa da fé no período analisado estava no país.

Dos 4.849 casos registrados globalmente, 3.490 ocorreram na Nigéria.

Grupos armados

Os fulanis, grupo étnico presente em várias regiões da África, incluem diferentes comunidades, mas parte deles tem sido associada a ataques violentos.

Um relatório do APPG for International Freedom of Religion or Belief apontou que alguns grupos adotam estratégias semelhantes às de organizações como Boko Haram e ISWAP.

Segundo o documento, há indícios de ataques direcionados contra cristãos e símbolos religiosos.

Expansão da violência

Além das milícias fulani, outros grupos jihadistas continuam ativos no país, especialmente em regiões com menor presença do Estado.

O relatório também menciona o surgimento de novos grupos armados, como o Lakurawa, ligado à rede JNIM. A violência, que antes se concentrava no norte, tem avançado para outras regiões, ampliando o cenário de insegurança e tensão religiosa no país, de acordo com o Christian Daily.

Evento da Universal na Sexta-Feira Santa ocorrerá em 9 estádios

A Igreja Universal do Reino de Deus realizará, na Sexta-Feira Santa, dia 3 de abril, mais uma edição do evento “Família ao Pé da Cruz”. A iniciativa acontecerá simultaneamente em diferentes regiões do país, reunindo milhares de pessoas com foco no fortalecimento da família.

O evento será realizado em nove grandes espaços, incluindo estádios de futebol, com participação gratuita.

Proposta do encontro

A ação é organizada pelo bispo Renato Cardoso, que destacou o propósito do encontro como um momento de transformação para os lares.

Segundo ele, a proposta é incentivar valores como amor, perdão e compromisso dentro das famílias.

“Quando uma família decide colocar amor, perdão e compromisso acima de tudo, ela começa a se reconstruir de verdade. […] É um dia para colocar os nossos sonhos e relacionamentos aos pés da Cruz, onde tudo o que é quebrado pode começar a ser restaurado”, afirmou.

Expectativa de público

De acordo com a organização, a edição anterior do evento alcançou cerca de 55 milhões de pessoas, considerando participantes presenciais e público que acompanhou pelas transmissões.

Para este ano, a expectativa é de que mais de 400 mil pessoas participem presencialmente nas diferentes localidades.

Locais e horários

O evento será realizado em diversas regiões do Brasil, com horários variados ao longo do dia, de acordo com informações do Pleno News.

Na Bahia, acontecerá na Arena Fonte Nova, às 10h. No Distrito Federal, será no Estádio Mané Garrincha, também às 10h.

No Mato Grosso, o encontro ocorrerá no Parque de Exposições da Acrimat, às 9h. Em Minas Gerais, será no Estádio Independência, com horários às 9h30 e às 17h.

No Pará, o evento será no Estádio Mangueirão, às 10h. No Piauí, acontecerá no Estádio Albertão, com programações às 10h e às 16h.

No Rio Grande do Sul, o encontro será realizado na Arena do Grêmio, às 10h e às 15h. Já no Tocantins, ocorrerá no Colégio Militar Senador Antônio Luiz Maya, às 10h.