Senador nega que Lagoinha tenha recebido recursos do INSS

O senador Carlos Viana afirmou na terça-feira, 17 de março, em Brasília, que não há evidências de que igrejas tenham recebido recursos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita durante coletiva de imprensa sobre as investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura possíveis fraudes e irregularidades.

Segundo o parlamentar, até o momento não foi identificada ligação direta entre instituições religiosas e repasses do INSS. — Não há, até o momento, qualquer ligação de que a igreja tenha recebido dinheiro do INSS — declarou.

Ele informou que o foco das apurações está na atuação de um pastor com CNPJ próprio e em sua relação com o Banco Master, que deverá prestar esclarecimentos à comissão.

O senador também anunciou a apresentação de um requerimento para compartilhar a quebra de sigilo fiscal de Fabiano Campos Zettel com a CPMI do crime organizado. Segundo Viana, o material ficará disponível aos parlamentares para aprofundamento das investigações.

De acordo com o presidente da comissão, seis igrejas foram mencionadas ao longo das apurações. Três delas apresentaram indícios de lavagem de dinheiro e tiveram o sigilo quebrado. Outras três, incluindo a Lagoinha Global, foram citadas em razão de contribuições realizadas por pessoas investigadas.

A CPMI aprovou convocações e convites para que líderes religiosos prestem esclarecimentos. Entre os nomes citados estão César Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Zettel e André Fernandes.

Segundo a comissão, as medidas têm como base relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal. Entre as igrejas mencionadas em requerimentos estão a Adoração Church, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Em nota divulgada em janeiro, a Igreja Batista da Lagoinha negou qualquer relação com as investigações. A instituição informou que afastou Fabiano Zettel após as primeiras denúncias e afirmou que ele não mantém vínculo com a igreja desde novembro de 2025.

A igreja também declarou que não há provas de utilização da instituição em esquemas relacionados ao caso e classificou como falsas as associações feitas.

Câmara aprova urgência para PL que institui o Dia do Nascituro

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (18) o regime de urgência para o Projeto de Lei 4281/23, que cria o Dia do Nascituro e a Semana de Defesa e Promoção da Vida. A votação ocorreu durante a sessão plenária conduzida pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) .

Com a aprovação do requerimento de urgência, apresentado pela deputada Priscila Costa (PL-CE) e outros parlamentares, o texto poderá ser votado diretamente no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões temáticas da Câmara . O projeto, de autoria do senador Eduardo Girão (NOVO-CE), já havia sido aprovado no Senado em setembro de 2023 pela Comissão de Direitos Humanos, em caráter terminativo .

Conteúdo da proposta

O texto define o nascituro como o ser humano concebido, mas ainda não nascido, e estabelece o dia 8 de outubro como data anual para celebrar o tema. A Semana de Defesa e Promoção da Vida deverá ocorrer nos dias anteriores à data .

Durante esse período, o projeto prevê a realização de ações como a iluminação de prédios públicos com luzes de cor azul-claro, promoção de palestras e campanhas educativas, além da divulgação de conteúdos informativos em meios físicos e digitais .

O senador Magno Malta (PL-ES), relator da proposta na Comissão de Direitos Humanos do Senado, afirmou à época da aprovação que a instituição da data servirá como lembrete para que “as autoridades governamentais e a sociedade como um todo ampliem seus esforços na preservação do bem maior da vida” .

Repercussão

Nas redes sociais, a deputada federal Carol De Toni (PL-SC) comemorou a aprovação da urgência. “É um grande marco e representa, sim, a vontade do povo brasileiro. Afinal, quase 70% da população é contrária ao aborto”, escreveu. A parlamentar afirmou que a data não é apenas simbólica, mas um passo importante na afirmação de que “há vida desde a concepção” .

O senador Eduardo Girão, autor do projeto, destacou que, na ausência de uma norma federal, diversos municípios e estados já aprovaram leis sobre o tema. É o caso de Ceará, Minas Gerais, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul, Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo .

Tramitação

O projeto chegou à Câmara em outubro de 2023 e estava apensado ao PL 2611/21. Com a aprovação da urgência, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário nas próximas sessões . Além do PL 4281/23, a Câmara também aprovou o regime de urgência para outras duas propostas: o PL 3929/19, que estabelece carga horária mínima para educação física nas escolas, e o PL 4675/25, do Poder Executivo, que permite novos tipos de processo no Cade para mercados digitais .

A criação do Dia Nacional do Nascituro está alinhada a iniciativas promovidas por entidades religiosas, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que desde 2005 realiza a Semana Nacional da Vida e do Nascituro, sempre de 1º a 7 de outubro, culminando com o Dia do Nascituro em 8 de outubro. Com: Exibir Gospel.

Intuito do Eca Digital, ou Lei Felca, é “censurar o Brasil inteiro”

O vídeo “Adultização”, do influenciador Felca, tornou-se um fenômeno viral recentemente, gerando debates acalorados sobre a erotização precoce de crianças e o trabalho infantil. A peça audiovisual, que acumula milhões de visualizações, foi rapidamente abraçada por setores da imprensa, artistas e parlamentares, dando fundamento à criação do “Eca Digital”.

No entanto, uma análise mais detida do conteúdo e de seus desdobramentos revela um cenário bem mais complexo, segundo avaliação da jornalista Paula Schmitt em seu artigo publicado no portal Poder360. Para ela, em muitos aspectos o seu conteúdo é profundamente hipócrita.

Schmitt diz que o que se vende como um grito de alerta genuíno parece, na verdade, uma cortina de fumaça para interesses políticos e econômicos, enquanto aqueles que deveriam dar o exemplo são flagrados em situações no mínimo constrangedoras.

O abraço do presidente

No dia 14 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento em Recife ao lado do cantor Anderson Neiff, figura conhecida do brega. Neiff vestia uma camiseta com a frase “Respeita quem te come”, uma expressão que, em seu contexto, carrega uma clara conotação de ameaça e submissão. A cena, que deveria ter causado constrangimento imediato, passou despercebida por muitos, mas não por quem conhece o histórico do cantor.

Neiff é amigo e parceiro de Hytalo Santos, o principal alvo do vídeo de Felca. Santos foi preso na Paraíba sob acusações relacionadas à exploração sexual de adolescentes em uma espécie de “reality show” caseiro.

Mais grave ainda: o próprio Neiff é investigado pela polícia há mais de um mês, não apenas porque duas pessoas morreram em um de seus shows, mas porque o evento contou com a participação de uma menina de 11 anos que teria dançado eroticamente no palco. Mensagens atribuídas a ele, dirigidas a uma adolescente de 14 anos, são ainda mais explícitas e perturbadoras.

O episódio expõe uma contradição insustentável: enquanto o governo se coloca na linha de frente do combate à “adultização” infantil, a mais alta autoridade do país posa para fotos com um investigado por exploração de menores. A mensagem transmitida é clara: a cruzada moral se aplica a adversários políticos, não a aliados.

A construção de um pânico moral

O vídeo de Felca, com sua estética apelativa, luzes estroboscópicas e palavras de ordem como “doentio” e “asqueroso”, opera na fronteira entre a legítima preocupação e a manipulação grosseira. Seu erro fundamental, apontado por críticos, é apresentar o abuso infantil como um “problema novo surgido com a internet”, ignorando séculos de história em que crianças foram exploradas em minas de carvão, fábricas têxteis e conflitos bélicos.

Mais grave, porém, é a estratégia de amalgamar questões completamente distintas. Ao lado da denúncia legítima da exploração sexual, o vídeo inclui ataques a “empresários mirins” e crianças que “falam e agem como adultos”. Pais que incentivam os filhos a empreender ou a trabalhar honestamente são jogados na mesma vala dos que exploram sexualmente menores para lucro.

A técnica, segundo a jornalista, é velha conhecida dos manuais de propaganda: toma-se um caso real e chocante, generaliza-se sua ocorrência e cria-se um ambiente de medo que justifica medidas extremas. No limite, qualquer foto de criança na internet, qualquer vídeo de aula de balé ou ioga, qualquer menino ajudando nos serviços de casa pode ser reinterpretado como “adultização” e alvo de censura.

As contradições do mensageiro

A hipocrisia do discurso fica ainda mais evidente quando se examina o histórico do próprio Felca. O influenciador, que agora clama por proteção às crianças, precisou apagar postagens de sua conta no X (antigo Twitter) após a viralização de seu vídeo.

Os prints salvos por internautas mostram conteúdo no mínimo questionável: uma dança sensual de uma menina que aparenta menos de 10 anos, postada sem qualquer pixelagem, e a foto de um menino nu, aparentando não mais de 8 anos, acompanhada da legenda “Meu público alvo”.

Independentemente da intenção das postagens, o fato é que Felca agora defende a criminalização exatamente do tipo de conteúdo que ele próprio publicou. A contradição é tão flagrante que dispensa maiores comentários.

A agenda por trás do pânico

Enquanto isso, no Congresso, tramita em regime de urgência um projeto de lei que promete “regular as redes sociais” e combater a “adultização”. Críticos apontam que a pressa é suspeita. O que se desenha é uma legislação propositalmente vaga, que permite interpretações amplas e, portanto, pode ser usada seletivamente contra adversários políticos, enquanto protege aliados.

O caso de Antonia Fontenelle é ilustrativo. A apresentadora denunciou Hytalo Santos há mais de um ano, mas seu vídeo foi removido pela Justiça da Paraíba sob ameaça de multa. A denúncia, feita por uma figura associada à direita, foi ignorada. Um ano depois, o mesmo material é requentado e ganha status de revelação.

Há ainda uma inversão perigosa no debate. A narrativa que se consolida em alguns setores da imprensa é a de que a pedofilia deve ser tratada como “doença”, não como crime. Se é doença, o pedófilo é vítima, e a sociedade precisa se adaptar para não “provocar” seus impulsos. A culpa, nessa lógica, recai sobre quem posta a foto, não sobre quem a deseja criminosamente.

O que está em jogo

Por trás do véu da proteção infantil, esconde-se uma disputa pelo controle da narrativa e, mais concretamente, pelo poder de censurar. As grandes redes de televisão, que por décadas lucraram com programas como o “Xou da Xuxa” — cuja capa de um dos discos mostra um bebê de fio dental —, agora veem na “regulamentação” uma forma de conter a concorrência das plataformas digitais.

O debate sobre a proteção de crianças e adolescentes é sério demais para ser tratado com a leviandade e a hipocrisia que têm marcado a discussão até agora. Enquanto investigados por exploração infantil são recebidos no palanque presidencial e influenciadores com histórico questionável lideram a cruzada moral, o que se protege não são as crianças, mas os interesses de quem quer controlar o que se vê e se diz no país.

A lição que fica é a de que, no Brasil de hoje, a “adultização” é um conceito elástico: serve para condenar opositores, mas nunca para constranger aliados. Enquanto isso, as crianças reais, aquelas que sofrem abusos concretos em lares desestruturados ou nas mãos de exploradores, continuam esperando por ações efetivas que vão além dos holofotes e das hashtags.

Por fim, ao recomendar a leitura do seu artigo, no “X”, Schmitt conclui, em tom de alerta: “A Lei Fecal tem o intuito de censurar o Brasil inteiro”.

Gilmar Mendes: chamar Erika Hilton de ‘homem’ não é crime

O jornalista Edilson Salgueiro Jr, editor da Revista Oeste, usou as redes sociais para comunicar que precisou participar de uma audiência de conciliação, após ter sido denunciado à Justiça por Erika Hilton, parlamentar transexual que vem sendo alvo de críticas por ter assumido a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara.

Em sua postagem, o comunicador explicou que a ação judicial foi devido à publicação de uma matéria onde é informado que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, decidiu no ano passado que chamar Hilton de “homem” não é crime.

“Estive há pouco em audiência de conciliação com a deputada Erika Hilton, que nos processou por causa desta reportagem. Sobrevivemos à censura do PT e do STF. Não será diferente agora”, comentou o jornalista.

Conteúdo da reportagem citada

A matéria mencionada pelo jornalista abordava uma decisão do ministro Gilmar Mendes, proferida em 2 de setembro de 2025, que rejeitou reclamação apresentada por Erika Hilton contra o arquivamento de processo movido contra a publicitária Isabella Cêpa. O caso original teve início em 2020, quando Cêpa comentou em rede social: “A mulher mais votada é homem”, referindo-se à eleição de Hilton como “vereadora” mais votada em São Paulo.

Hilton considerou a manifestação discriminatória e apresentou denúncia, que foi acolhida pelo Ministério Público de São Paulo com base na Lei nº 7.716/1989, que equipara a discriminação contra pessoas LGBTQ+ ao crime de racismo, conforme entendimento fixado pelo STF na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 26, de 2019.

O processo tramitou na Justiça Federal e foi arquivado. Erika Hilton recorreu, mas o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se pelo arquivamento definitivo, entendendo que as declarações “não ultrapassaram os limites legítimos da manifestação de pensamento e opinião”.

Decisão de Gilmar Mendes

Ao analisar a reclamação de Erika Hilton, o ministro Gilmar Mendes seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República e manteve o arquivamento. Em sua decisão, o magistrado afirmou que o comentário de Isabella Cêpa não extrapolou os limites da liberdade de expressão.

Gilmar Mendes reafirmou o entendimento do Supremo de que a transfobia é equiparável ao racismo, mas ressaltou que críticas e opiniões, ainda que duras, não podem ser automaticamente criminalizadas se não configurarem incitação ao ódio.

“Por mais que o debate jurídico comporte a pluralidade de posições e o saudável dissenso entre intérpretes qualificados, é à jurisdição constitucional que compete, em última instância, a palavra final sobre o alcance e os limites da Constituição”, registrou o ministro.

Com a decisão, a reclamação apresentada por Erika Hilton foi julgada improcedente, mantendo-se o arquivamento da ação penal contra a publicitária.

Cristãos iranianos demonstram generosidade em meio à crise

Cristãos no Irã enfrentam um cenário de silêncio, medo e incerteza após mais de uma semana de conflito armado e interrupções quase totais nas comunicações. Parceiros da Portas Abertas conseguiram contato limitado com alguns fiéis e informaram que muitos estão em segurança, apesar das condições consideradas extremas.

Um representante da organização, que não teve o nome divulgado por questões de segurança, relatou alívio após dias sem comunicação. — Foi um grande alívio finalmente ouvir as vozes de nossos irmãos e irmãs depois de nove dias de silêncio. Louvado seja o Senhor, eles estão seguros — afirmou.

Entre os casos relatados, está o de uma família cristã que segue sem notícias do filho desaparecido durante protestos ocorridos em janeiro. Segundo o parceiro local, os pais já procuraram em prisões e necrotérios, sem obter informações. — O silêncio e a incerteza têm sido extremamente pesados para eles — declarou.

Relatos também indicam preocupação com jovens recrutados para o serviço militar obrigatório. Segundo um cristão identificado pelo pseudônimo Mohsen, comandantes teriam abandonado quartéis, deixando recrutas na linha de frente. — A situação é muito preocupante para nossa família — afirmou.

A crise econômica no país, agravada pelo conflito e por restrições logísticas, intensificou a escassez de alimentos, medicamentos e renda. Igrejas locais continuam oferecendo apoio com itens básicos, mas a demanda tem aumentado.

Informações recebidas pela Portas Abertas também apontam deterioração nas condições da prisão de Prisão de Evin, onde cristãos são mantidos por causa da fé. Um detento relatou que presos estariam sobrevivendo com recursos limitados. — Eles estão basicamente sobrevivendo de pão e água — informou a fonte.

O contexto de segurança também preocupa civis. Segundo relatos, áreas densamente povoadas estariam sendo utilizadas em operações militares, aumentando os riscos à população. O procurador-geral do país teria ameaçado confiscar propriedades de iranianos no exterior considerados colaboradores de inimigos, além de prever punições severas.

Apesar das dificuldades, há registros de ações de apoio entre cristãos. Uma família abriu sua residência para acolher outra que perdeu a casa após uma explosão. Mesmo com recursos limitados, os grupos têm se reunido para orações e leitura bíblica.

O parceiro local afirmou que essas iniciativas refletem um esforço contínuo de apoio mútuo entre os fiéis. — Louvo ao Senhor por ver que a visão pela qual oramos está se tornando realidade — declarou.

Os relatos indicam que, mesmo diante da guerra e das perdas, comunidades cristãs continuam promovendo ações de solidariedade e solicitam orações por proteção, provisão e segurança para famílias afetadas, desaparecidos, presos e civis em áreas de conflito.

Dezenas de detentos batizados em ação de evangelismo em Goiás

Uma ação evangelística realizada no início de março mobilizou detentos em uma unidade prisional no estado de Goiás. A iniciativa ocorreu no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), localizado em Luziânia, após voluntários do Universal nos Presídios percorrerem cerca de 67 quilômetros até o local.

Durante a visita, os participantes apresentaram mensagens bíblicas voltadas à mudança de vida, com ênfase no arrependimento e na adoção de novas atitudes. A atividade levou internos a refletirem sobre suas trajetórias pessoais e provocou reações entre os presentes.

O responsável pela ação, o pastor Júlio César Carvalho, afirmou que o momento foi marcado por manifestações de arrependimento. — O que mais chamou atenção foi a compreensão deles sobre o verdadeiro significado do arrependimento — declarou.

Segundo os organizadores, diversos detentos reconheceram publicamente erros e expressaram o desejo de recomeçar a partir da fé. Ao final da programação, 52 internos decidiram aderir à fé cristã e participaram de um batismo realizado dentro da unidade, segundo informações da revista Comunhão.

A cerimônia ocorreu em uma estrutura improvisada e contou com a presença de autoridades penitenciárias, incluindo o diretor do presídio e agentes de segurança. De acordo com os organizadores, este foi o primeiro batismo promovido pelo grupo no local em 2026.

O voluntário Edvaldo Pindaiba afirmou que a experiência teve impacto pessoal. Ele disse que não imaginava atuar em um ambiente prisional e passou a compreender a importância de levar mensagens de esperança a pessoas privadas de liberdade.

Calouro do Raul Gil emociona com superação na luta com o câncer

O cantor Jonatha Calixto se apresentou na sexta-feira, 13 de março, no espetáculo “Seja Luz”, realizado em Santo André, no estado de São Paulo, após passar por uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral em 2025. A participação ocorreu durante o período de tratamento e foi marcada pelo retorno do artista aos palcos.

Ao compartilhar um vídeo do momento nas redes sociais, ele comentou as dificuldades enfrentadas após o procedimento. — Não é fácil, é desafiador estar no palco, pois em meio a tantas limitações, eu teria todos os motivos para não estar ali, mas eu tenho fé que enquanto eu faço aquilo que eu amo, o céu vai cuidando de mim — escreveu.

Durante a apresentação, o cantor interpretou músicas como Gratidão, do ministério FHOP Music, e Tu És Poderoso, de Lukas Agustinho.

Jonatha Calixto ganhou visibilidade nacional ao participar do programa Shadow Brasil Gospel em 2024, exibido pelo SBT. Em junho de 2025, ele foi internado após receber o diagnóstico de tumor cerebral.

No dia 1º de julho de 2025, o cantor passou por cirurgia para retirada do tumor, que foi encaminhado para análise por biópsia. Ele recebeu alta hospitalar no dia 9 de julho e, dias depois, compartilhou registros do local da operação.

Atualmente, o artista segue em tratamento com sessões de quimioterapia, de acordo com o Pleno News. Nas redes sociais, ele publica atualizações sobre o processo de recuperação e também registros de apresentações em igrejas, mantendo atividades musicais durante o tratamento.

Especialista: IA erra em citações bíblicas entre 15% a 60%

A inteligência artificial tem grande potencial, mas ainda não oferece segurança suficiente para responder perguntas sobre Deus e as Escrituras. Essa é a avaliação técnica de Bobby Gruenewald, fundador e CEO do app da Bíblia YouVersion.

Ele disse que a plataforma só adotará plenamente esse tipo de recurso quando houver confiança de que a tecnologia pode operar com precisão e integridade adequadas.

Gruenewald comentou a possibilidade de o app YouVersion investir em ferramentas abertas de perguntas e respostas baseadas em IA. A plataforma bíblica, que já ultrapassou 1 bilhão de downloads em sua família de aplicativos, distribui as Escrituras em centenas de idiomas e é uma das mais utilizadas no mundo.

Durante visita a Nairóbi para inaugurar um centro regional da YouVersion voltado à criação de conteúdo digital localizado, ele afirmou que a organização já usa inteligência artificial em processos internos, como programação e fluxo de trabalho. Apesar disso, a empresa decidiu não lançar um chatbot público para responder questões teológicas. Segundo ele, o principal obstáculo é a falta de precisão.

— Se algum dia adotarmos totalmente a IA, será porque temos muita confiança de que isso pode ser feito com segurança e com um nível de precisão e integridade adequado — declarou.

Gruenewald afirmou que mesmo os modelos mais avançados ainda apresentam índices elevados de erro ao citar a Bíblia. — O melhor modelo, com o melhor desempenho, usando as versões mais populares da Bíblia e as mais indexadas, cita as Escrituras incorretamente em pelo menos 15% dos casos. Alguns chegam a citar incorretamente em até 60% dos casos — disse.

Ele acrescentou que até pequenas mudanças na redação ou na pontuação podem alterar o sentido do texto bíblico: “Para a tradução da Bíblia, cada palavra e pontuação é significativa para a tradução das Escrituras”, afirmou.

Segundo Gruenewald, os grandes modelos de linguagem são treinados com enormes volumes de conteúdo da internet, o que amplia sua capacidade de resposta, mas também aumenta a imprevisibilidade. Ele avaliou que sistemas abertos de conversa podem produzir respostas incorretas sem que muitos usuários percebam, especialmente quando um versículo é alterado de forma sutil.

A posição da YouVersion reflete um debate mais amplo entre líderes e estudiosos cristãos. Parte desse grupo alerta que ferramentas de IA podem apresentar interpretações teológicas falhas ou tendenciosas. Em análise publicada em 2023, a revista Christianity Today informou que sistemas de IA podem produzir explicações aparentemente confiantes, mas imprecisas, e recomendou cautela no uso dessas ferramentas para estudo bíblico.

Ao mesmo tempo, igrejas e ministérios têm ampliado testes com inteligência artificial. Reportagem publicada pela Axios em 2025 informou que congregações nos Estados Unidos passaram a usar a tecnologia para redigir sermões, preparar devocionais e criar aplicativos de oração. Algumas plataformas também permitem que usuários façam perguntas sobre a fé ou interajam com personagens bíblicos simulados.

Nesse cenário, Gruenewald afirmou que a YouVersion não adota uma posição de rejeição total à tecnologia. Ele disse que a organização quer participar da construção de soluções mais confiáveis e que já desafia desenvolvedores, de forma reservada, a melhorar a forma como os modelos lidam com as Escrituras. Segundo ele, se a precisão bíblica avançar de maneira consistente, a plataforma poderá colaborar com acesso a textos confiáveis.

Empresas voltadas ao público religioso também começaram a discutir critérios para avaliar sistemas de IA. Em 2025, a Reuters informou que a Gloo, empresa de tecnologia ligada ao segmento de fé, iniciou esforços para medir se ferramentas de inteligência artificial se alinham a princípios como integridade teológica e bem-estar humano.

Gruenewald reconheceu que a inteligência artificial já cumpre funções práticas importantes em ministérios e igrejas. Ele citou usos como análise de dados, elaboração de comunicados, apoio administrativo, pesquisa de textos bíblicos, comparação de traduções e identificação de padrões linguísticos. Na avaliação dele, essas aplicações podem liberar líderes religiosos para dedicar mais tempo ao cuidado pastoral direto.

Ainda assim, ele estabeleceu um limite quando o tema envolve autoridade espiritual. — Quando se trata de responder às perguntas mais importantes da vida e tentar dar orientação a partir da Palavra de Deus, precisamos que ela seja melhor para podermos confiar nela — afirmou.

Ele observou que o debate ocorre em um momento em que parte do público mais jovem recorre primeiro a chatbots, antes de procurar líderes religiosos. Gruenewald destacou que muitas pessoas tratam essas ferramentas como fontes neutras, embora os sistemas funcionem com base em probabilidade estatística, e não em doutrina ou discernimento espiritual.

Para a YouVersion, a escala do serviço amplia a responsabilidade. Com alcance global e integração em programas de discipulado de muitas igrejas, qualquer recurso baseado em IA voltado às Escrituras teria impacto direto sobre milhões de usuários. Segundo Gruenewald, esse alcance exige cautela adicional.

Ele incentivou os usuários a conhecerem a Bíblia diretamente e a buscarem orientação de pastores e líderes capacitados. Na avaliação dele, a tecnologia pode servir como apoio, mas não deve substituir o discipulado humano nem o estudo cuidadoso dos textos sagrados.

O avanço da inteligência artificial deve manter o tema em discussão nos próximos anos. Parte dos especialistas acredita que sistemas mais especializados, treinados com base nas Escrituras, poderão atingir níveis de precisão mais elevados. Até lá, Gruenewald afirmou que velocidade, alcance e popularidade não devem se sobrepor à fidelidade do conteúdo bíblico. Segundo ele, quando se trata de textos sagrados, a precisão deve vir em primeiro lugar, segundo o The Christian Post.

Parlamento escocês rejeita suicídio assistido em votação histórica

O Parlamento da Escócia rejeitou, na noite de terça-feira, 10 de março, o projeto de lei que buscava legalizar o suicídio assistido para adultos com doenças terminais. A proposta, apresentada pelo parlamentar Liam McArthur, foi derrotada por 69 votos contra 57, com uma abstenção, após horas de debate.

O texto previa que adultos mentalmente capazes, diagnosticados com doenças terminais e residentes na Escócia por pelo menos um ano, pudessem receber assistência médica para encerrar a própria vida. A proposta passou por anos de discussão e emendas antes de ser levada à votação final.

Após o resultado, McArthur afirmou que ficou “profundamente decepcionado”, mas indicou que o tema continuará em debate. — Enquanto os escoceses em fase terminal continuarem a sofrer devido à falta de escolha e segurança que a lei atual lhes proporciona, tenho certeza de que este será mais um tema debatido no parlamento — declarou.

Grupos contrários ao projeto comemoraram a decisão. O vice-diretor do The Christian Institute, Simon Calvert, afirmou que os parlamentares “entenderam a mensagem de que simplesmente não podiam aprovar esse projeto de lei”. Ele acrescentou que profissionais da saúde e organizações de defesa de pessoas com deficiência alertaram para riscos às populações vulneráveis.

— Acho que a lição para Holyrood — e para Westminster também — é que não existe um projeto de lei “seguro” sobre suicídio assistido — afirmou. — Em vez de oferecer a morte aos doentes, convidamos os membros do Parlamento escocês a direcionarem suas energias para oferecer melhores cuidados paliativos — disse.

O reverendo Alasdair Macleod declarou estar “grato e aliviado” com o resultado e afirmou que a decisão reforça a proteção à vida humana. Ele defendeu que o foco das políticas públicas deve estar no fortalecimento dos cuidados paliativos e no apoio às famílias.

O chefe do grupo CARE for Scotland, Stuart Weir, classificou a rejeição como “uma verdadeira vitória para os vulneráveis”. Ele afirmou que países que legalizaram o suicídio assistido registraram aumento progressivo nos casos e ampliação dos critérios de elegibilidade.

— Este projeto de lei teria aberto a caixa de Pandora — declarou. — O que a Escócia precisa fazer é garantir que cuidados paliativos adequados estejam disponíveis para todos que precisarem — afirmou.

O bispo John Keenan, presidente da Conferência Episcopal da Escócia, afirmou que os parlamentares adotaram uma decisão “responsável” e destacou a necessidade de ampliar o acesso a cuidados paliativos. — O voto deles serve para proteger algumas das pessoas mais vulneráveis da Escócia — declarou.

O debate foi marcado por relatos pessoais de parlamentares sobre experiências com doenças graves e perda de familiares. A vice-líder trabalhista Jackie Baillie, que votou contra o projeto, classificou a proposta como uma das mais relevantes já discutidas no período de devolução de poderes ao Parlamento escocês.

Durante a sessão, McArthur defendeu que o projeto era “bem elaborado” e “juridicamente defensável”, mas reconheceu a tendência de rejeição ao observar a mudança de posição de parlamentares. Entre eles, o conservador Brian Whittle afirmou que não estava convencido de que a proposta atendia aos padrões necessários.

Entidades médicas também se posicionaram contra o texto. O Royal College of Psychiatrists Scotland e a Royal Pharmaceutical Society Scotland passaram a se opor ao projeto após a retirada de salvaguardas, incluindo cláusulas de objeção de consciência.

Lideranças políticas de diferentes partidos já haviam declarado oposição, incluindo John Swinney, Anas Sarwar, Russell Findlay e Humza Yousaf. O projeto contou com apoio de Alex Cole-Hamilton e de parlamentares dos Verdes Escoceses, mas não alcançou maioria.

Durante o debate, parlamentares destacaram preocupações com coerção e riscos para pessoas vulneráveis. A parlamentar Ruth Maguire, diagnosticada com câncer em 2021, afirmou que a proposta gerava temor. — Só de pensar em estar sentada em um quarto de hospital e um médico levantar a questão do suicídio assistido enquanto avaliamos as opções de tratamento, meu sangue gela — declarou.

Organizações civis também reagiram à decisão. O diretor da Evangelical Alliance UK, Peter Lynas, afirmou que o projeto era “inseguro” e poderia afetar direitos de idosos e pessoas com deficiência. Já o CEO da Care Not Killing, Gordon Macdonald, declarou que a rejeição evita riscos à população vulnerável e reforçou a necessidade de investimento em cuidados paliativos.

— Ninguém deveria ter que sofrer uma morte dolorosa e precisamos investir em serviços de cuidados paliativos — afirmou.

Representantes religiosos também se manifestaram. A moderadora da Igreja da Escócia, Rosie Frew, destacou que a instituição já havia reafirmado sua oposição ao suicídio assistido em maio de 2025.

O diretor da Right To Life UK, Alisdair Hungerford-Morgan, classificou o resultado como “uma grande vitória para os mais vulneráveis”. Ele afirmou que o tema deve continuar em debate político, mas defendeu que o foco se volte ao acesso universal a cuidados paliativos.

— Holyrood enviou hoje uma mensagem decisiva a Westminster ao rejeitar o suicídio assistido — declarou. — Em vez de prosseguir com esse projeto de lei perigoso, os patrocinadores devem seguir o exemplo da Escócia — afirmou, de acordo com o The Christian Post.

Agência sugere que novo líder do Irã é gay, apesar de muçulmano

Um relatório de agências de inteligência dos Estados Unidos foi apresentado ao presidente Donald Trump durante reunião na Casa Branca, com informações sobre o líder iraniano Mojtaba Khamenei. O documento aponta que ele “possivelmente mantém relações com outros homens”, segundo relato divulgado pela imprensa norte-americana.

O jornal New York Post informou que o material descreve Mojtaba, de 56 anos, como “provavelmente gay” e menciona um suposto vínculo duradouro com um antigo tutor da infância. A publicação também afirma que o relatório inclui alegações de comportamento considerado inadequado em interações com profissionais de saúde após um bombardeio ocorrido em 28 de fevereiro.

Segundo o periódico, a reação de Trump ao receber as informações foi de surpresa. A publicação relatou que ele “gargalhou” durante a reunião, acompanhado por assessores.

— Outros presentes na sala também acharam “hilário” e compartilharam da reação do presidente — informou o New York Post. — Um alto funcionário da inteligência “não parou de rir disso por dias” — acrescentou o jornal.

O relato foi feito após bombardeios registrados em 28 de fevereiro, que resultaram na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pai de Mojtaba. O jornal britânico The Telegraph informou que Mojtaba estava no local no momento do ataque, mas havia deixado a área principal pouco antes do impacto, ocorrido às 9h32 no horário de Teerã.

De acordo com o New York Post, Ali Khamenei demonstrava preocupação com a capacidade do filho para liderar o regime iraniano. A avaliação, segundo a publicação, estaria associada a relatos sobre questões pessoais e de saúde atribuídas a Mojtaba.

Um telegrama diplomático de 2008, divulgado pelo WikiLeaks, indica que Mojtaba teria viajado ao Reino Unido em diversas ocasiões para tratamento médico contra impotência sexual. Fontes citadas afirmam que, após essas viagens, ele teve filhos com sua esposa, Zahra Adel, que também morreu no ataque aéreo de fevereiro.

No Irã, a legislação baseada na sharia proíbe a homossexualidade e prevê punições severas, incluindo a pena de morte. Ao mesmo tempo, o sistema jurídico permite procedimentos de redesignação sexual em determinadas circunstâncias, com respaldo de políticas públicas.