Livro propõe alívio para a sobrecarga materna diante da “perfeição”

Lançado pela editora Mundo Cristão, o livro “Maternidade sem apuros”, da autora Renata Veras, aborda os desafios reais da criação de filhos e critica a exigência contemporânea de que as mulheres desempenhem papéis impecáveis simultaneamente na carreira, na vida doméstica e na educação dos pequenos. A obra propõe um caminho diferente: o abandono da pretensão de autossuficiência e o acolhimento das próprias limitações.

Renata Veras é mestre em Teologia Sistemática, formada em Teologia e em Educação, com especialização em Psicopedagogia. Mãe de Valentina e Carolina e casada com Valberth Veras, ela atua como membro da Igreja Batista Maanaim e como coordenadora e professora no Seminário e Instituto Bíblico Maranata. A autora combina sua formação acadêmica com a experiência prática de quem educa duas filhas.

Temas abordados: da exaustão à infertilidade

A publicação percorre desde o período gestacional até a primeira infância, abordando temas como cansaço físico, excesso de responsabilidades e o que a autora chama de “tribunal domiciliar de pequenas causas” — as cobranças cotidianas que recaem sobre as mães. O livro também dedica espaço a questões menos discutidas, como a culpa relacionada à infertilidade e o luto gestacional.

Renata Veras rejeita as idealizações românticas da maternidade e escreve a partir da experiência real, com suas falhas, limites e aprendizados contínuos. Ao questionar o modelo da “mãe perfeita”, a autora defende que “mães reais criam filhos reais”.

Ela sustenta que não é preciso carregar o mundo nas costas o tempo todo, e que há valor também nos erros e no que ainda está inacabado. “Talvez o primeiro passo seja admitir que somos imperfeitas, limitadas e que, sozinhas, não damos conta de tudo”, afirma.

Estrutura do livro e proposta de reflexão prática

A narrativa é direta e íntima, com a autora compartilhando suas próprias experiências e cicatrizes para estabelecer uma conexão com a leitora. Ao final de cada capítulo, uma seção intitulada “Para reflexão” convida a leitora a aplicar o conteúdo ao seu cotidiano, sem imposições ou aumento da pressão.

O objetivo, segundo a proposta do livro, é ajudar cada mãe a recalcular sua rota e encontrar prazer na experiência materna — especialmente aquelas que estão começando ou já se sentem desgastadas pela rotina. Com: Folha Gospel.

Indicado ao STF, Jorge Messias visita Mourão em busca de apoio

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, realizou na última sexta-feira, 17 de abril de 2026, uma visita ao gabinete do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República.

O encontro foi solicitado por diversas autoridades, conforme relatou Mourão, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de generais das Forças Armadas.

Durante a conversa, que o senador classificou como cordial, os dois trataram, entre outros temas, da situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Apesar da boa recepção, Mourão foi enfático ao declarar que Messias não pode contar com seu voto para a aprovação no Senado.

Para ocupar a vaga de ministro do STF, o indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa obter no mínimo 41 votos favoráveis entre os 81 senadores em votação no plenário da Casa. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está marcada para o dia 28 de abril, seguida da deliberação no plenário.

Resistência de partidos da oposição e voto secreto na CCJ

Messias tem enfrentado dificuldades para conquistar apoios, especialmente entre senadores da oposição. O Partido Liberal (PL) e o Novo já fecharam questão contra a indicação, formalizando em documento interno a orientação para que suas bancadas votem contra o nome do AGU tanto na CCJ quanto no plenário.

Em nota, o PL afirmou que “o que está em jogo é a independência da mais Alta Corte do país”, acrescentando que a indicação de um nome “claramente alinhado a um projeto político-partidário” compromete a credibilidade do Judiciário e enfraquece a separação entre os Poderes.

A decisão de fechar questão obriga os senadores das respectivas legendas a seguir a orientação partidária sob risco de sanções internas. No entanto, a votação na CCJ ocorre de forma secreta, o que pode atenuar a pressão formal.

Diante desse cenário, Messias tem direcionado esforços a senadores da oposição. Na última semana, ele também visitou os gabinetes de Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE) na tentativa de reverter votos.

Parlamentares ouvidos pelo site Oeste avaliam que o chefe da AGU não possui chances reais de êxito na empreitada. A sabatina e a votação seguirão o rito constitucional, e o resultado dependerá da articulação política do governo nos próximos dias. Com: Oeste.

Cristãos são investigados por “blasfêmia” após vídeo sobre o Islã

Dois criadores de conteúdo cristãos estão sendo alvo de investigação do Ministério Público em Hamburgo, na Alemanha, por conta de um vídeo publicado em 2024 em seu canal no YouTube, chamado “Eternal Life”.

Os youtubers, identificados pelos apelidos Niko e Tino, produziram o material intitulado “O Islã não é paz”, no qual criticam a retórica antissemita observada em protestos pró-Palestina e pró-Hamas ocorridos após o ataque terrorista de 7 de outubro de 2023 contra Israel.

De acordo com informações da CBN News, o vídeo foi removido da plataforma após ser sinalizado como “perigoso”.

Em fevereiro de 2025, as autoridades alemãs abriram uma investigação formal com base no Artigo 166 do código penal do país, que criminaliza a difamação de convicções religiosas ou ideológicas de terceiros quando a conduta for capaz de perturbar a ordem pública. A pena prevista pode chegar a três anos de prisão ou multa.

Conteúdo do vídeo e reação das autoridades

No vídeo, Niko e Tino afirmam: “Temos o ano de 2024, e o antissemitismo está oficialmente permitido novamente na Alemanha. Os palestinos estão comprometidos com o extermínio dos judeus, conforme ditado pelos Hadith” — coleção de textos com ensinamentos atribuídos ao profeta Maomé.

Eles citam uma passagem que diz: “A Hora não chegará até que os muçulmanos lutem contra os judeus e os muçulmanos os matem até que os judeus se escondam atrás de uma árvore ou de uma pedra”.

Os youtubers acrescentaram: “O ódio aos judeus – a crença de que os judeus devem ser mortos, que é permitido matar judeus – é um espírito demoníaco e não vem de Deus. O Islã e a mensagem por trás dele trazem nada além de ódio, poder e assassinato. Essa religião não oferece paz, alegria e nem vida. Eles estão lutando por uma mensagem morta e um Deus morto.”

Defesa dos investigados e debate sobre liberdade de expressão

O advogado de Niko, Marco Winger, pediu o arquivamento da investigação. Ele argumenta que o objetivo do cliente não era incitar ódio, mas expressar sua fé cristã. Winger recordou que o antissemitismo praticado por muçulmanos já foi tema de análise por órgãos governamentais alemães, como a Agência Federal de Educação Cívica (BPB). Segundo a defesa, o vídeo não constitui perturbação da ordem pública.

Tino, por sua vez, classificou a investigação como uma ameaça à liberdade de expressão na Alemanha. “Não entendo o que eles querem investigar. As pessoas não deveriam ter medo de expressar suas opiniões e professar sua fé em Jesus Cristo”, declarou ao jornal alemão Apollo.

Aumento do antissemitismo na Alemanha

O caso ocorre em um contexto de crescimento expressivo de incidentes antissemitas no país. Relatório da Associação Federal de Departamentos de Pesquisa e Centros de Informação sobre Antissemitismo (RIAS) apontou que os casos de ódio contra judeus aumentaram 80% em 2023.

Foram registrados 4.782 ocorrências ao longo do ano, das quais 2.787 aconteceram após o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro.

Entre o ataque e o fim de 2023, a média foi de cerca de 33 casos diários. Do total de incidentes envolvendo “violência extrema, agressões e ameaças”, 66% ocorreram após aquela data. A investigação contra Niko e Tino segue em andamento. Com: CBN News.

Jovens homens superam mulheres na valorização da fé em Deus

Um levantamento realizado pelo instituto Gallup entre 2024 e 2025 revelou uma mudança significativa no perfil religioso da população jovem dos Estados Unidos. Pela primeira vez em um quarto de século (25 anos), homens com idade entre 18 e 29 anos superaram as mulheres da mesma faixa etária ao declarar que a religião ocupa um lugar “muito importante” em suas vidas.

De acordo com os dados divulgados, 42% dos jovens homens afirmaram considerar a fé religiosa como muito relevante. Esse percentual representa um salto expressivo em relação ao período de 2022-2023, quando o índice era de 28%. Entre as jovens mulheres, o percentual se manteve estável, em torno de 30%.

A Gallup observa que, no início dos anos 2000, o cenário era oposto: 52% das mulheres jovens diziam valorizar muito a religião, contra 43% dos homens. A atual inversão marca o maior nível de religiosidade declarada entre os jovens homens dos últimos 25 anos.

Frequência a cultos também aumenta entre os jovens

Outro indicador analisado foi a participação em serviços religiosos. Entre os homens de 18 a 29 anos, 40% afirmaram frequentar cultos pelo menos uma vez por mês. Esse número é sete pontos percentuais superior ao registrado em 2022-2023 e representa o maior patamar desde o biênio 2012-2013.

Entre as jovens mulheres, a frequência mensal também subiu, alcançando 39%, o que praticamente iguala homens e mulheres nesse quesito.

Na comparação geracional, os jovens homens estão próximos dos homens mais velhos em termos de frequência religiosa — a diferença é de apenas quatro pontos percentuais. Já entre as mulheres, a distância entre as jovens e as mais velhas chega a 12 pontos, indicando um afastamento maior das mulheres jovens em relação ao restante da população.

Contexto geral e limitações da análise

Apesar do aumento observado entre os jovens homens, os níveis gerais de religiosidade nos Estados Unidos permanecem em patamares historicamente baixos. A Gallup ressalta que, entre adultos com mais de 30 anos, indicadores como importância da religião, identidade religiosa e frequência a cultos continuam próximos dos menores índices já registrados.

Especialistas consultados pelo instituto afirmam que ainda é cedo para classificar o fenômeno como um “avivamento” religioso. No entanto, os números sugerem que parte da nova geração tem buscado novamente a fé, a comunidade e o sentido espiritual em um período marcado por ansiedade, isolamento e incertezas culturais.

As conclusões são baseadas em dados agregados bienais da Gallup sobre religião, coletados entre os ciclos de 2000-2001 e 2024-2025, o que permite estimativas estáveis para diferentes faixas etárias e gêneros.

Vídeo de pastor pregando sozinho em igreja no Rio viraliza

A atitude de um pastor no Rio de Janeiro, que manteve a pregação mesmo diante de um templo vazio, repercutiu nas redes sociais ao longo da última semana. O episódio ocorreu durante um culto realizado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

A reunião aconteceu na Igreja Pentecostal Deus Abre Mar. Estavam presentes apenas o pastor, a esposa e a nora, Adrieleh Delgado. Mesmo sem público, o líder religioso conduziu o culto normalmente e ministrou sobre a passagem bíblica de João 10:10.

Durante a pregação, ele citou o trecho: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. O vídeo publicado por Adrieleh nas redes sociais mostra o pastor falando às cadeiras vazias, sem interromper a mensagem.

Adrieleh relatou que a família esperava a presença de fiéis no local. “Esse é o meu sogro. Ele é pastor e um homem íntegro, temente a Deus. Hoje, não foi ninguém no culto, somente eu, ele e minha sogra”, afirmou. Ela acrescentou que percebeu o abatimento dos dois diante da ausência de participantes. “Eu vi o semblante deles muito triste. A igreja é pequena e humilde, mas tem Jesus nela e Ele se faz presente todos os dias”, disse.

Segundo ela, a sogra havia preparado alimentos para compartilhar ao final da reunião. “Minha sogra não parava de olhar para a porta, na esperança de que alguém viesse, pois fez um panelão de canjica. Ela não faz cantina, ela dá de boa-fé, mas não veio ninguém”, relatou.

A publicação gerou repercussão e reuniu comentários de diferentes regiões do país. Um homem afirmou: “Sou de Pernambuco, bem longe de Belford Roxo, mas queria expressar, por meio dessa mensagem, a minha alegria em ver igrejas como essa! Eu fico tão feliz quando vejo vídeos assim, porque imagino Deus olhando o serviço de vocês e sorrindo! Mesmo sem pessoas presentes no culto, vocês ainda se entregam ao Pai, e isso é muito lindo. Isso é uma prova de que vocês não precisam ver inúmeras pessoas na igreja para seguir o Pai. Apesar de não ter ninguém, vocês continuam ali, e isso mostra muito sobre quem vocês são diante de Deus. São filhos como vocês que o Pai procura. Eu, aqui de Pernambuco, mando um abraço e estou em oração pela comunidade de vocês”.

Uma mulher também comentou: “Deus estava presente, o convidado principal, e isso basta. Que o Senhor abençoe vocês grandemente, e sua atitude foi linda. Logo, aí estará faltando cadeiras para se sentar, pois a casa estará cheia, em nome de Jesus”.

Ao final, Adrieleh fez um convite ao público. “A igreja é pequena e humilde, mas Jesus habita neste lugar: venham nos visitar e, quem sabe, ficar”, declarou.

Malafaia reage a processo contra ele movido por Wagner Moura

SILAS MALAFAIA:

Ator Wagner Moura está me processando. Só kkkk pic.twitter.com/EawstKW9kp

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) April 17, 2026

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), comentou publicamente a ação judicial movida contra ele pelo ator Wagner Moura. A informação foi publicada pelo portal Metrópoles.

Segundo os autos, o processo tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e o ator pede uma indenização no valor de R$ 100 mil. A motivação seriam declarações feitas por Malafaia em suas redes sociais.

Em entrevista ao Metrópoles, o pastor contestou o processo. “O que que esse cara está movendo contra mim se eu nunca citei ele? Eu não estou entendendo isso aí”, afirmou.

Ele acrescentou que as críticas a Wagner Moura circularam amplamente nas redes sociais, e que o ator teria escolhido processá-lo pessoalmente. “Pô, vai ter que processar centenas de milhares de pessoas. Tá de brincadeira”, disse.

Malafaia também questionou a base da acusação. “Qual é a acusação pessoal que eu faço a ele de corrupção de alguma coisa? Nenhuma.” Ele classificou a ação como “uma vergonha para esse cara” e afirmou que o ator “vai voltar a apanhar de novo nas redes sociais”.

Contexto da ação e defesa de Wagner Moura

De acordo com informações da ação, Wagner Moura contesta ter sido responsável pela captação de recursos do filme “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A defesa do ator sustenta que ele não atuou nessa função.

Malafaia, por sua vez, acredita que o processo é uma reação a críticas que fez ao ator em janeiro deste ano. Na ocasião, o pastor teria se referido a Wagner Moura como “cretino” em uma publicação na plataforma X (antigo Twitter).

O caso segue em tramitação na Justiça. O valor de R$ 100 mil solicitado pelo ator corresponde a indenização por danos morais, segundo informações do processo.

Ucrânia: ataque russo atinge Igreja Batista em culto e mata pastor

Um ataque russo atingiu uma Igreja Batista na cidade de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia, durante uma reunião de oração realizada na quinta-feira, 17 de abril. A ação resultou na morte de ao menos uma pessoa, identificada como o pastor Ruslan Utyuzh, e deixou pelo menos oito feridos.

A Embaixada da Ucrânia nos Estados Unidos informou, em comunicado divulgado enquanto equipes de resgate ainda atuavam no local, que o edifício atingido foi a Igreja Casa do Evangelho, frequentada pela comunidade local há anos. A representação classificou o episódio como uma agressão deliberada contra pessoas reunidas pacificamente para orar.

Produtores do documentário A Faith Under Siege identificaram a vítima fatal como Ruslan Utyuzh, líder da igreja atingida. Ele deixa esposa e dois filhos. Informações publicadas pelo veículo Baptist Standard indicam que o ex-parlamentar ucraniano Pavel Unguryan afirmou que vários líderes religiosos estavam no local para celebrações de Páscoa, e que entre sete e oito pessoas ficaram gravemente feridas.

Unguryan declarou que mais de 300 pessoas consideravam o prédio como seu local de culto e afirmou que cerca de 700 igrejas foram destruídas desde o início da guerra. Ele classificou o ataque como direcionado a pessoas de fé reunidas pacificamente e fez um apelo por orações e ações concretas. Segundo o Conselho Empresarial EUA-Ucrânia, Unguryan integrou o Parlamento da Ucrânia até 2019 e recebeu a Ordem do Mérito de III grau em 2017.

A organização humanitária Mission Eurasia, com sede em Franklin, Tennessee (EUA), mantém relação com a congregação atingida. Kate Akers, diretora de marketing do grupo, informou que a igreja teve origem como uma congregação clandestina e que um de seus membros atua como liderança dentro da entidade. Ela afirmou que igrejas que prestam apoio em momentos de crise costumam ser alvos e destacou que a organização tem documentado casos de perseguição religiosa e ataques a templos no país.

Colby Barrett, produtor do documentário A Faith Under Siege, afirmou que o ataque não foi acidental nem isolado. Ele declarou que a Rússia teria utilizado uma bomba guiada a laser do tipo KAB-1500L. Segundo Barrett, igrejas atingidas funcionam também como centros de ajuda humanitária e apoio comunitário, o que, segundo ele, contribui para que sejam alvos.

Barrett afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, busca enfraquecer estruturas de apoio comunitário, incluindo organizações religiosas. Ele acrescentou que, desde o início do conflito, ao menos 58 líderes religiosos teriam sido mortos e mais de 700 igrejas danificadas ou destruídas na Ucrânia.

O produtor também relatou um ataque ocorrido em setembro, em Kiev, quando uma igreja preparava a inauguração de um espaço com capacidade para 4.500 pessoas. Ele afirmou que centenas de pastores estavam reunidos no local para uma conferência na noite anterior à abertura, segundo informações do portal The Christian Post.

Segundo Barrett, dois drones do tipo Shahed foram lançados contra o complexo, mas não atingiram diretamente o alvo, caindo a cerca de 90 centímetros de distância e destruindo veículos em um estacionamento próximo.

Ele declarou que, caso os ataques tivessem atingido o alvo principal, ao menos 20 pastores poderiam ter sido mortos. Apesar do episódio, a congregação realizou cultos normalmente na manhã seguinte, com grande participação, e cerca de 200 pessoas compareceram para batismo.

Nikolas Ferreira: governo deve indenizar empresas por escala 5X1

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) formalizou, nesta quinta-feira (16), a apresentação de uma emenda à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a eliminação da escala de trabalho 6×1.

O acréscimo legislativo estabelece que a União se responsabilize por ressarcir o setor empresarial pelos custos advindos de uma hipotética migração para o novo regime laboral. A matéria encontra-se na dependência de análise e posterior deliberação por parte dos parlamentares.

Segundo justificou o congressista, a medida almeja atenuar o impacto financeiro que a nova regulamentação acarretaria ao segmento produtivo nacional. O deputado esclareceu que o dispositivo proposto obriga o Poder Público a absorver os ônus dessa transição, impedindo que o peso da alteração recaia unicamente sobre os ombros dos empregadores.

Divergindo frontalmente do entendimento que prevalece na base aliada do Palácio do Planalto, o parlamentar sustenta que a compensação estatal deve ser viabilizada por intermédio de políticas fiscais e de estímulo econômico:

— É inadmissível que o Estado, ao expandir garantias de indiscutível ressonância popular, limite-se a repassar a fatura ao empregador. Reformas dessa envergadura demandam seriedade institucional, criteriosa análise técnica, calibragem de variáveis econômicas e a implementação de instrumentos que propiciem uma adaptação progressiva, o incremento da produtividade e a salvaguarda dos empregos formais — assinala um excerto da proposição.

Integrantes do alto escalão da administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) advogam a tese de que o custeio da transformação deva ser internalizado pela própria dinâmica do mercado — uma solução que, na avaliação dos críticos, poderia desencadear, além de dispensas em massa, um repasse inflacionário ao consumidor final.

O argumento central mobilizado pelos aliados do presidente Lula repousa na premissa de que trabalhadores submetidos a jornadas menos extenuantes desfrutam de maior bem-estar e, em contrapartida, entregam níveis superiores de eficiência e qualidade no desempenho de suas funções.

Adicionalmente, aponta-se para a redução nos índices de acidentalidade e no acometimento de enfermidades de ordem física ou psicológica, minimizando as ausências por licença médica.

— Um trabalhador devidamente repousado executa suas tarefas com mais excelência, seu rendimento é ampliado. (…) Observem a experiência de outras nações: quando se promoveu a redução da carga horária, quando se reorganizaram os turnos de serviço, o desfecho foi o crescimento da produtividade — declarou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.

Nesta quarta-feira (15), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa deverá submeter a votação, na próxima quarta-feira (22), a PEC que visa abolir a jornada 6×1.

O parecer de teor favorável foi protocolado na última terça-feira (14) pelo relator designado, deputado Paulo Azi (União-BA). Todavia, a apreciação da matéria foi momentaneamente suspensa em virtude de um requerimento de vista coletiva. Com a finalidade de conferir maior celeridade ao rito de tramitação, novas sessões deliberativas extraordinárias foram agendadas na Câmara, devendo se estender até esta sexta-feira (17). Com: Pleno News.

Lula ataca a direita, mas diz que aceitará derrota para Flávio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, em entrevista concedida ao periódico alemão Der Spiegel e publicada nesta quinta-feira (16), que respeitará o veredito das urnas nas próximas eleições presidenciais, ainda que o desfecho aponte para a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A despeito desse aceno de reconhecimento à soberania popular, o mandatário assegurou que sairá vitorioso do pleito como condição necessária para assegurar um horizonte de maior solidez ao regime democrático brasileiro.

— Quando a população se manifesta, seja por uma escolha de direita, de esquerda ou de centro, cabe-nos acatar essa deliberação. Jamais teria projetado que um torneiro mecânico, egresso da presidência de um sindicato como eu, viesse a ser conduzido ao Palácio do Planalto em três ocasiões distintas. No entanto, aqui me encontro — afirmou o chefe do Executivo.

O presidente acrescentou que obterá a vitória no escrutínio de outubro por entender que “não há espaço para adeptos do fascismo ou para indivíduos que desdenham da democracia” no seio da sociedade brasileira.

— Essa vertente ideológica de direita que assola o planeta carece de futuro. Em vez de propostas substantivas, ela limita-se a propagar rancor e inverdades — alegou o petista que já foi preso por denúncias de corrupção conduzidas pela extinta Operação Lava Jato.

Em linha com a retórica adotada em suas mais recentes aparições públicas, Lula esquivou-se de anunciar textualmente sua condição de postulante à reeleição, sublinhando que caberá à convenção partidária do PT a formalização definitiva das candidaturas.

Apesar dessa cautela protocolar, a movimentação política indica que o presidente deverá, de fato, concorrer a um quarto período à frente da chefia do governo federal.

— Haverá uma reunião convencional na qual minha legenda debaterá os nomes que encabeçarão as principais chapas. Estou me preparando para esse momento. Minha disposição mental e meu vigor físico encontram-se em plena forma — concluiu Lula. Com: Pleno News.

Pastor questiona: evangélicos são atores ou massa de manobra?

O pastor Samuel Silva apresentará ao público, no próximo dia 13 de maio, sua mais recente produção literária intitulada “Evangélicos: protagonistas?”. O lançamento ocorrerá nas dependências da Igreja Batista do Povo, situada no distrito de São José, capital paulista.

A publicação se propõe a esmiuçar a posição ocupada pela comunidade evangélica na complexa tessitura social e política do Brasil contemporâneo.

O livro debruça-se sobre a notável expansão numérica desse segmento religioso — que já abarca algo em torno de 30% dos habitantes do território nacional — e problematiza o peso de sua influência em uma conjuntura marcada por intensa polarização ideológica.

O escritor lança uma indagação central: estaria esse contingente exercendo genuíno protagonismo ou figurando, na prática, como objeto de instrumentalização por parte de forças políticas?

No decorrer das páginas, Silva sustenta a tese de que a corrente pentecostal desempenhou um papel de relevo na promoção da mobilidade e da transformação social entre as populações economicamente desfavorecidas e residentes nas franjas urbanas. Em sua ótica, a adesão à fé cristã atuou como catalisadora na formação de indivíduos participativos e apegados a um código de conduta ético.

O autor também faz um resgate histórico das raízes do movimento evangélico em solo brasileiro, frisando que sua gênese se deu precisamente entre os estratos mais modestos da população, os quais tiveram de resistir às investidas e constrangimentos oriundos tanto da máquina estatal quanto de outras corporações religiosas hegemônicas.

A análise proposta pelo pastor avança sobre a trajetória do cristianismo no país, traçando um paralelo entre a hegemonia católica de séculos e a posterior inserção das denominações protestantes.

Silva igualmente se aventura na discussão acerca das intersecções entre a esfera do sagrado e a esfera do poder temporal, ponderando inclusive sobre as reverberações do ideário marxista na conformação do pensamento ao longo das últimas décadas.

Outro flanco explorado na obra diz respeito ao preconceito que rotula os evangélicos como sujeitos desprovidos de capacidade crítica ou de autonomia intelectual. O autor rebate essa visão estereotipada, argumentando que o crente genuíno forja suas convicções de maneira independente, alicerçado na leitura e interpretação das Sagradas Escrituras, e não se limita a uma adesão cega aos ditames da liderança clerical.

Silva pontua que, em meio a um ambiente de crescente escrutínio sobre o uso eleitoreiro da religião, os seguidores de Cristo são confrontados com o desafio de oferecer respostas consistentes, reafirmando a essência do cristianismo como uma proposta de sentido espiritual e regeneração para o corpo social.

Trajetória e credenciais do autor

Samuel Silva possui bacharelado em Teologia conferido pelo seminário Vale da Bênção, tendo complementado sua formação acadêmica na Faculdade Unida, no Espírito Santo. Sua qualificação inclui ainda uma especialização em Liderança Missional obtida junto à Saint John University, na Inglaterra.

Portador do título de mestre na área de concentração “Fé e Política” pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo, o religioso acumula mais de duas décadas de experiência no campo da mobilização missionária.

Atualmente, exerce seu ministério na Igreja Batista do Povo, em São Paulo, conciliando essa atividade com a participação ativa em projetos voltados para a plantação de novas comunidades eclesiásticas na região do sertão brasileiro. Com: Exibir Gospel.