Apenas 3% dos líderes de louvor sentem-se mentalmente bem

Uma pesquisa conduzida pela Worship Leader Research apontou que 3,4% dos líderes de louvor avaliam sua saúde mental como excelente. O levantamento reuniu mais de 3.300 participantes de diferentes denominações na América do Norte e é descrito como o maior já realizado sobre esse grupo.

Em comparação, dados da Gallup indicam que 29% dos adultos nos Estados Unidos classificam sua saúde mental dessa forma. A pesquisa também identificou que 87% dos líderes de louvor não mantêm acompanhamento regular com profissionais de saúde mental ou diretores espirituais.

Os resultados indicam um cenário de tensão entre vocação e desgaste. A maioria dos participantes afirmou encontrar sentido no trabalho: 79% disseram sentir propósito em suas funções na maior parte do tempo. Em outro estudo, realizado em 2025 pela Gallup em parceria com a organização Stand Together, apenas 18% dos trabalhadores norte-americanos relataram forte senso de propósito em suas atividades profissionais.

Apesar disso, o sentimento de realização não se traduz de forma uniforme em bem-estar emocional. Apenas 44,3% dos líderes de louvor disseram experimentar frequentemente alegria ou contentamento em suas funções. O contraste sugere que, embora haja identificação com a missão, o exercício do papel nem sempre é percebido como renovador.

Os entrevistados apontaram fatores associados ao impacto na saúde mental, como estresse ocupacional, demandas simultâneas e sensação de desempenho insuficiente. As funções exercidas frequentemente envolvem múltiplas responsabilidades, incluindo atividades musicais, liderança espiritual e suporte emocional à comunidade.

A pesquisa também identificou um padrão de desgaste contínuo. Em comparação com a população geral, líderes de louvor relataram menos episódios de sofrimento intenso, porém maior frequência de sintomas leves e persistentes ao longo do tempo, caracterizando um quadro de desgaste gradual.

No que se refere ao suporte, a maioria dos participantes afirmou adotar práticas de autocuidado, como oração, exercícios físicos, leitura e atividades de lazer. No entanto, muitos consideraram esses recursos apenas parcialmente eficazes, indicando ausência de suporte estruturado mais amplo.

Entre os líderes mais jovens, o levantamento identificou menor procura por acompanhamento profissional e menor percepção de apoio das congregações, em contraste com tendências observadas na população geral, onde a busca por terapia é mais comum entre pessoas dessa faixa etária. O resultado levanta questões relacionadas a fatores culturais, estigma e barreiras de acesso.

Outros dados apontam diferenças internas no grupo. Homens relataram níveis mais frequentes de sofrimento do que mulheres, divergindo de padrões nacionais. Já líderes mais experientes apresentaram indicadores mais positivos em alguns aspectos, o que pode estar relacionado à experiência acumulada ou à permanência seletiva no ministério.

De acordo com a Relevant Magazine, a pesquisa conclui que, embora esses líderes atuem na condução de momentos coletivos de expressão espiritual, muitos enfrentam níveis constantes de pressão emocional.

Julia Vitória lança dueto com Marcelo Markes: ‘Vamos Cantar’

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Julia Vitória acaba de lançar o clipe de seu dueto com Marcelo Markes no show gravado em Curitiba. A faixa Vamos Cantar foi escrita pela cantora em parceria com Hananiel Eduardo e convida a igreja a se unir ao Céu em adoração.

“A mensagem reflete o que é descrito em Apocalipse 4:8, quando, dia e noite, os seres celestiais declaram ‘Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso’”, diz o comunicado de lançamento.

A cantora comentou o sentido da mensagem que a letra apresenta: “O Deus que ressuscita os mortos está aqui, pronto para trazer vida onde há morte e para transformar o impossível em realidade. E é sobre isso que fala essa composição”, afirmou Julia Vitória, que se emocionou ao ver o teatro lotado cantando cada verso com intensidade, como se as pessoas já conhecessem a letra há muito tempo.

A assessoria de imprensa da artista descreve a participação de Marcelo Markes como um grande destaque. Ao longo de sua carreira, nos últimos anos o cantor gravou duetos como Redentor, com Sarah Beatriz, Sinto Fluir, com Julliany Souza, e Eu Tenho Você, com Isadora Pompeo.

“Nós já havíamos tentado fazer alguns trabalhos juntos, mas Deus tem o tempo certo para todas as coisas, e escolheu justamente este dia para vivermos algo tão especial, neste lugar maravilhoso. Tenho plena certeza de que o que nasceu aqui vai impactar muitos corações”, comentou Markes no dia da gravação.

Vamos Cantar vem na esteira de outras faixas já apresentadas, como Maravilhosa Graça, Canção dos Redimidos – ao lado de Nívea Soares –, Restaura o Teu Altar, Princípio e Fim e Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador, além de medleys como João Viu / Além do Rio Azul, Amor Infinito / A Mensagem da Cruz e Segurança / Canta Minh’alma, esta último com Eli Soares.

De acordo com a assessoria da gravadora Musile Records, “em breve, todas as músicas do projeto serão reunidas em um álbum completo, incluindo uma faixa bônus”.

Defesa da fé precisa ter Bíblia como base e apontar para Jesus

O Fórum de Apologética da Espanha realizou sua oitava edição com cerca de 170 participantes em El Escorial, na região de Madri. O evento contou com exposições conduzidas por Peter J. Williams, diretor da Tyndale House em Cambridge, e por Marcos Vidal, pastor da Igreja de Salem, em Madri.

As apresentações abordaram diferentes perspectivas, mas convergiram na ênfase sobre o aprofundamento no texto bíblico como base da apologética cristã. Os palestrantes destacaram a importância do conhecimento das Escrituras para a vivência da fé e para o testemunho no cotidiano.

Peter J. Williams apresentou argumentos relacionados à confiabilidade histórica dos Evangelhos, defendendo que os próprios textos contêm elementos internos que indicam autenticidade. Ele destacou a presença de detalhes geográficos específicos, incluindo referências a cidades e aldeias com descrições topográficas coerentes, além da correspondência entre os nomes próprios citados nos Evangelhos e registros históricos da Palestina do primeiro século.

Williams também apontou a consistência das descrições de sistemas tributários nos textos bíblicos com o contexto histórico conhecido. Segundo ele, esses aspectos diferenciam os Evangelhos de escritos apócrifos, que apresentam menor precisão geográfica. O pesquisador afirmou que o objetivo não é provar os textos, mas fortalecer a confiança neles.

O diretor da Tyndale House observou que, mesmo após a descoberta de mais de mil manuscritos adicionais desde o período de Erasmo, não surgiram novos debates textuais significativos nos últimos 500 anos. Segundo ele, esse cenário reforça a estabilidade e a credibilidade do conteúdo transmitido.

Em outra exposição, Williams analisou a parábola do filho pródigo, destacando sua estrutura narrativa e sua conexão com o contexto cultural do primeiro século. Ele afirmou que a complexidade e a coerência da narrativa indicam uma origem consistente com o ambiente em que foi produzida. O pesquisador também apontou relações entre a parábola e outros textos bíblicos, incluindo o livro de Gênesis.

Marcos Vidal conduziu apresentações baseadas nos capítulos 1 e 2 da carta aos Romanos. Ao abordar o primeiro capítulo, ele afirmou que o contexto social descrito no texto bíblico apresenta semelhanças com a sociedade contemporânea. Segundo Vidal, a resposta apresentada no texto é centrada na mensagem do evangelho.

“A fé cristã não é a melhor opção; é a única opção”, afirmou. Ele acrescentou que a busca por aceitação social pode dificultar a transmissão dessa mensagem.

Na análise de Romanos 2, Vidal enfatizou aspectos relacionados à conduta individual. Ele destacou a importância da coerência entre discurso e prática na vivência da fé. “O grande poder do nosso testemunho reside na nossa vida — em como o evangelho nos transforma — e não meramente em dizer ou defender aquilo em que acreditamos”, declarou.

De acordo com o Evangelical Focus, o evento reuniu participantes interessados em temas relacionados à apologética cristã e ao estudo bíblico, com foco na aplicação prática dos conteúdos apresentados.

Projeto contra conversões e casamentos forçados no Paquistão

Uma comissão da Assembleia da Província de Punjab, no Paquistão, aprovou na segunda-feira, 13 de abril, um projeto de lei que busca reforçar a proteção de meninas, especialmente de minorias religiosas, contra casamento infantil e conversões forçadas. A medida ainda depende de aprovação final da assembleia provincial.

O Projeto de Lei de Restrição ao Casamento Infantil de Punjab de 2026 foi analisado pela comissão permanente de governo local e desenvolvimento comunitário e encaminhado ao secretário provincial para finalização das normas. O texto deverá ser submetido à Assembleia de Punjab para votação. A proposta sucede uma portaria promulgada em terça-feira, 11 de fevereiro, pelo governador Sardar Saleem Haider, com validade de 90 dias, que pode expirar em maio sem aprovação legislativa.

Durante a análise, membros da comissão afirmaram que o projeto tem como objetivo reduzir o casamento infantil, combater desigualdades de gênero e ampliar a proteção de crianças. O presidente da comissão, Pir Ashraf Rasool, e o membro Zulfiqar Shah se opuseram à proposta, alegando conflito com garantias constitucionais de liberdade religiosa.

Rasool afirmou que a legislação contraria interpretações da jurisprudência islâmica, segundo as quais o casamento pode ocorrer após a puberdade, e defendeu a inclusão de exceções. “Pais pobres frequentemente casam suas filhas cedo devido à falta de recursos e preocupações com a segurança delas”, declarou ao jornal Dawn.

Outros integrantes da comissão rejeitaram a proposta de exceções, argumentando que isso poderia enfraquecer a eficácia da lei e permitir abusos. Rasool informou que pretende apresentar emendas durante a tramitação na assembleia.

O projeto estabelece idade mínima de 18 anos para casamento, tanto para homens quanto para mulheres, substituindo a legislação de 1929, que fixava 18 anos para homens e 16 para mulheres. A proposta classifica o casamento infantil como crime sem direito a fiança ou acordo, com penas que podem chegar a sete anos de prisão e multa de até 1 milhão de rúpias paquistanesas.

A legislação também prevê sanções para registradores de casamento que formalizarem uniões envolvendo menores, com penas de até um ano de prisão e multa. Adultos que se casarem com menores poderão ser condenados a dois ou três anos de prisão e multa adicional. A coabitação resultante de casamento infantil será tratada como abuso infantil, com penas de cinco a sete anos de prisão.

O texto ainda criminaliza o tráfico de crianças relacionado ao casamento e responsabiliza pais ou responsáveis que facilitarem essas uniões. Todos os casos deverão ser julgados por Tribunais de Sessão, com prazo máximo de 90 dias para conclusão, com o objetivo de acelerar os processos.

Organizações de direitos humanos defendem há anos o aumento da idade mínima para casamento de meninas, argumentando que a legislação anterior expunha adolescentes, especialmente de minorias cristãs e hindus, a casamentos forçados e situações de abuso. Tentativas anteriores de reforma enfrentaram resistência de líderes religiosos e do Conselho de Ideologia Islâmica, que argumenta que a lei islâmica não estabelece idade mínima fixa.

Em decisão de abril de 2024, o Tribunal Superior de Lahore declarou inconstitucional a diferença de idade entre homens e mulheres prevista na lei de 1929 e determinou sua revisão. De acordo com o Evangelical Focus, propostas de reforma foram discutidas até 2025, incluindo mecanismos mais rigorosos de verificação de idade, mas não foram implementadas antes da portaria deste ano.

O Paquistão, país de maioria muçulmana, ocupa a oitava posição na Lista Mundial de Perseguição 2026 da organização Portas Abertas, que monitora condições enfrentadas por cristãos em diferentes países.

EUA acompanha processo contra pastor que pregou João 3.16

A gestão do presidente Donald Trump informou que acompanha o processo judicial contra Clive Johnston, pastor aposentado de 77 anos na Irlanda do Norte, acusado de violar a legislação britânica sobre zonas de acesso seguro ao realizar um sermão ao ar livre nas proximidades de uma unidade de saúde que oferece serviços de aborto.

Johnston, residente de Strabane e ex-presidente da Associação de Igrejas Batistas da Irlanda, responde a duas acusações com base na Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro). O julgamento ocorre no tribunal de magistrados de Coleraine, e o segundo dia de audiências está previsto para quarta-feira. Em caso de condenação, ele poderá receber antecedentes criminais e multa de até £2.500, equivalente a cerca de US$ 3.300.

O episódio ocorreu em domingo, 07 de julho de 2024, em uma área gramada separada do Hospital Causeway, em Coleraine, por uma via expressa. Aproximadamente doze pessoas participaram da atividade, que incluiu cânticos religiosos e a exibição de uma cruz de madeira. Durante a ocasião, Johnston pregou sobre o versículo João 3:16, que afirma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Os registros do processo não indicam menção direta ao aborto durante o sermão, nem a presença de cartazes ou manifestações visuais relacionadas ao tema. As acusações apontam que o pastor teria tentado influenciar pessoas que buscavam serviços no hospital e que se recusou a deixar o local após solicitação policial. Não há imputação de obstrução ou assédio.

A Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro) foi introduzida em 2022 e estabelece áreas de restrição entre 100 e 150 metros ao redor de clínicas e hospitais que realizam abortos na Irlanda do Norte. A legislação proíbe ações como influenciar, filmar, impedir acesso ou causar alarme ou angústia a pessoas dentro dessas zonas.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que o governo norte-americano segue acompanhando casos relacionados a zonas de segurança no Reino Unido e outros episódios envolvendo restrições à liberdade de expressão na Europa. “A perseguição do Reino Unido à oração silenciosa representa não apenas uma violação flagrante do direito fundamental à liberdade de expressão e à liberdade religiosa, mas também um afastamento preocupante dos valores compartilhados que deveriam fundamentar as relações entre os EUA e o Reino Unido”, afirmou.

Autoridades norte-americanas também indicaram, em novembro de 2025, que analisavam a possibilidade de conceder asilo político a cidadãos britânicos processados por questões relacionadas à liberdade de expressão. Durante a Conferência de Segurança de Munique de 2025, o vice-presidente JD Vance mencionou o caso de Adam Smith-Connor, condenado por violar uma zona de acesso seguro, e declarou que “a liberdade de expressão na Grã-Bretanha e em toda a Europa está em retrocesso”.

Em dezembro do mesmo ano, a Casa Branca afirmou que restrições à liberdade de expressão na Europa estariam contribuindo para o “apagamento da civilização”. No mesmo período, Isabel Vaughan-Spruce tornou-se a primeira pessoa acusada com base na legislação de zonas de segurança, e autoridades dos Estados Unidos classificaram o caso como um “desvio indesejável” dos valores compartilhados entre os países.

Simon Calvert, vice-diretor do Instituto Cristão, afirmou que o caso levanta questões sobre liberdade religiosa. “Processar o pastor Johnston por pregar ‘Deus amou tanto o mundo’ perto de um hospital em um domingo tranquilo é uma nova e chocante tentativa de restringir a liberdade religiosa e a liberdade de expressão”, declarou. Ele acrescentou que “pregar as boas novas de Cristo não é o mesmo que protestar contra o aborto” e afirmou que as autoridades estariam extrapolando limites legais.

As normas sobre zonas de acesso seguro entraram em vigor em setembro de 2024 na Irlanda do Norte, alinhando a região a legislações semelhantes adotadas na Inglaterra, País de Gales e Escócia, de acordo com o porta The Christian Post. Casos baseados nessas leis têm gerado questionamentos de organizações ligadas à liberdade religiosa e à liberdade de expressão, especialmente em situações que envolvem práticas como oração silenciosa ou manifestações religiosas sem abordagem direta ao público.

Imagens de satanismo em jogo do Roblox são banidas

O presidente da Câmara dos Representantes do Texas, Dustin Burrows, orientou legisladores estaduais a avaliarem riscos à segurança infantil em plataformas de jogos online, como o Roblox. A medida foi apresentada na segunda-feira, em recomendação ao Comitê de Assuntos Estaduais, com foco em conteúdos considerados inadequados para menores.

Burrows solicitou a análise da presença de experiências virtuais com violência ou conteúdo sexual explícito, além da possibilidade de interação entre crianças e adultos desconhecidos. A orientação inclui examinar práticas de moderação, falhas na aplicação de regras, mecanismos de controle parental, verificação de idade, eventual responsabilidade de desenvolvedores e se há priorização do engajamento em detrimento da segurança.

A iniciativa ocorreu após alerta do deputado Don McLaughlin, de Uvalde, sobre um jogo na plataforma que recriava o ataque à escola primária Robb, ocorrido em maio de 2022, quando 19 alunos e dois professores foram mortos. O jogo apresentava personagens armados circulando por corredores escolares, além de elementos visuais associados a simbologia satânica, conforme registros compartilhados pelo gabinete de Burrows.

Outros jogos semelhantes foram identificados na plataforma, incluindo títulos inspirados em ataques a escolas, como o ocorrido em fevereiro de 2018 na Marjory Stoneman Douglas High School, na Flórida, que deixou 17 mortos. As produções foram atribuídas ao mesmo grupo desenvolvedor.

Em nota, Burrows afirmou que “a segurança de nossas crianças continua sendo primordial para os legisladores do Texas”. Ele declarou que transformar episódios de violência em entretenimento representa uma falha grave e acrescentou que a prática “vai além do mau gosto e adentra um território perigoso”. O parlamentar também afirmou que cerca de 40% dos aproximadamente 144 milhões de usuários diários da plataforma têm menos de 13 anos e defendeu maior responsabilização. “Os legisladores não podem ficar de braços cruzados enquanto uma plataforma voltada para crianças permite e monetiza esse tipo de abuso”, disse.

A empresa responsável pela plataforma informou que removeu o conteúdo citado. Um porta-voz declarou que “qualquer glorificação da tragédia na Escola Primária Robb nos preocupa profundamente” e acrescentou que materiais que promovam extremismo violento ou representem eventos sensíveis violam as políticas da empresa. Segundo ele, usuários que publicarem esse tipo de conteúdo serão banidos assim que identificados.

A empresa também destacou medidas de segurança em operação, como sistemas de detecção por inteligência artificial, moderação contínua, restrições de chat para usuários mais jovens e novos tipos de contas voltadas a menores de 16 anos, com limitação de conteúdo por faixa etária.

Em outra frente, a empresa concordou em pagar US$ 12,2 milhões ao estado do Alabama após questionamentos sobre segurança infantil. De acordo com o The Christian Post, a plataforma também enfrenta processos em diferentes estados relacionados à proteção de menores.

Em fevereiro, a organização American Parents Coalition alertou pais sobre riscos de exploração infantil associados a plataformas de jogos e aplicativos móveis. A entidade informou que redes internacionais utilizam esses ambientes para abordar menores, conquistar confiança e direcionar a comunicação para aplicativos de mensagens, com o objetivo de contornar mecanismos de segurança e obter material de natureza sexual.

Saiba quando estreia novo longa dos diretores de ‘A Forja’

A produtora AFFIRM Films, divisão da Sony Pictures, anunciou o lançamento nos cinemas de A Virada: Ignição da Alma, remake brasileiro do primeiro filme dos irmãos Kendrick. A estreia está prevista para setembro.

A nova produção reinterpreta o filme A Virada, lançado originalmente em 2003 pelos cineastas Alex Kendrick e Stephen Kendrick. O projeto foi desenvolvido após o crescimento da influência dos diretores no Brasil, especialmente depois do desempenho do filme A Forja, de 2024, que estreou na liderança de bilheteria no país.

Os cineastas informaram que, durante a divulgação de seus trabalhos, mantiveram contato com líderes brasileiros que manifestaram interesse em produções locais com temática religiosa. A partir dessa demanda, a AFFIRM Films firmou parceria com os irmãos Kendrick para investir em talentos brasileiros, em colaboração com o produtor executivo Ygor Siqueira e a produtora 360WayUp.

A equipe escolheu A Virada: Ignição da Alma para ser reinterpretado sob uma perspectiva cultural brasileira, considerando o filme como um dos favoritos do público. Antes do início das filmagens, os irmãos Kendrick organizaram um curso intensivo de cinema no Rio de Janeiro, reunindo participantes de diferentes regiões do país. Parte dos profissionais envolvidos na produção foi selecionada a partir dessa iniciativa. As filmagens principais começaram no Rio de Janeiro no outono de 2025.

“Os cineastas brasileiros tinham todo o talento e os ingredientes necessários, mas queriam que os ajudássemos a produzir algo inspirador no Brasil, com a mesma qualidade que viram em A Forja”, afirmou Alex Kendrick, segundo o The Christian Post.

Stephen Kendrick descreveu o cronograma de produção como acelerado em comparação aos padrões habituais: “O que normalmente leva meses de preparação aconteceu em dias”, disse.

“Foi incrível. Não conhecíamos o idioma, os recursos locais ou a cultura, mas vimos Deus nos ajudar a fazer mais em menos tempo. Descobrimos que pastores brasileiros estavam orando por isso há cinco anos. O filme tem uma fotografia, atuações e trilha sonora melhores do que o original, e a história é tão impactante quanto. Estou muito animado para ver como o público reagirá a esta nova versão nos cinemas neste outono”, acrescentou.

Ambientado no Rio de Janeiro, o filme acompanha Noah Silva, um vendedor de carros usados cuja conduta nos negócios passa a afetar sua vida pessoal. Após enfrentar dificuldades, o personagem inicia um processo de mudança, buscando reconstruir sua integridade e restabelecer a relação com a família.

O elenco inclui Mario Bregieira, Pérola Faria, Gui Tavares, Felipe Folgosi, Adriano Canindé e Elizeu Rodrigues, além da participação de Alex Kendrick. O roteiro é assinado por Alex Kendrick, com direção de Alessandro Barros.

A produção foi gravada em português e será dublada e legendada em inglês para exibição no mercado norte-americano. O lançamento no Brasil e na América Latina está previsto para setembro, antecedendo em um mês a estreia nos Estados Unidos.

“Foi uma honra colaborar com os Kendricks nos últimos 20 anos e testemunhar em primeira mão o extraordinário impacto mundial de seus filmes”, afirmou Rich Peluso. “É emocionante ver a história de A Virada reimaginada de uma forma nova e significativa”.

A produção reúne Mark Miller, Stephen Kendrick, Alex Kendrick, Daniel Friesen e Wiltonauar Moura, com produção executiva dos irmãos Kendrick, Jim McBride e Ygor Siqueira.

EUA: igreja fundada por brasileiros dobra a capacidade em templo

Prestes a completar quatro décadas de trajetória, a Reach Church está de endereço renovado. Nos dias 1º, 2 e 3 de maio, será oficialmente inaugurado o novo santuário da congregação, situado na localidade de Hyannis, no estado de Massachusetts, costa leste dos Estados Unidos. A construção da igreja fundada por brasileiros consumiu um período de um ano e dez meses até sua conclusão.

A comunidade religiosa carrega consigo o pioneirismo: há aproximadamente três décadas, destacou-se como a primeira da região a edificar um templo partindo literalmente dos alicerces, erguido pelas mãos da própria colônia de imigrantes brasileiros.

Agora, sob a condução do pastor Dennis Marcelino, a igreja inscreve um novo e expressivo capítulo em sua jornada, materializado em um complexo que representa um salto considerável tanto em tamanho quanto em funcionalidade, segundo o Pleno News.

As instalações foram significativamente expandidas, e a capacidade de acolhimento do público foi praticamente duplicada. Com isso, a igreja passa a dispor de condições muito mais amplas para recepcionar seus membros e frequentadores, bem como para realizar suas atividades litúrgicas, de ensino e de cunho social.

A meta central é ofertar um ambiente que seja proporcional ao ritmo de crescimento da comunidade de fé e que atenda com mais excelência às necessidades do entorno.

— Estamos atravessando um período de imensa alegria e nosso coração transborda gratidão a Deus. Foram quase dois anos de suor, oração e envolvimento sacrificial de toda a membresia para que esse sonho pudesse sair da planta e se concretizar em tijolos. Contemplar este novo templo finalizado não representa apenas o alcance de uma meta de tijolos e argamassa, mas sobretudo a mais pura confirmação de que o Senhor tem sido o arquiteto e o guia de cada passo da nossa história — declarou o pastor Dennis Marcelino.

Missionário faz noites de jogos de tabuleiro em evangelismo

Um missionário que atua na Eslovênia tem conseguido cativar a juventude local por meio de jogos de tabuleiro, convertendo a cultura gamer em uma via inusitada para a proclamação do Evangelho pela atividade de evangelismo.

Tudo começou quando Daniel Bates se deparou com uma loja especializada em jogos, situada entre cafés e vielas históricas do centro de Liubliana, a capital do país. Ele passou a frequentar o espaço e, em pouco tempo, estabeleceu vínculos estreitos com outros jogadores assíduos. Aquilo que inicialmente não passava de um hobby partilhado logo se transformou em uma estratégia local de evangelização.

Enviados à Eslovênia pelo Conselho de Missões Internacionais (IMB), Daniel e a esposa, Heather, vinham encontrando sérias dificuldades para criar laços genuínos com os moradores, sobretudo em razão da barreira linguística.

A imersão na comunidade gamer, contudo, desatou esses nós. O proprietário da loja convidou Daniel a engajar-se em encontros semanais realizados em outra localidade, os quais congregam jogadores provenientes de distintas regiões do país.

Além das reuniões presenciais, o grupo mantém-se conectado por intermédio de plataformas digitais. “Utilizamos redes como Reddit, WhatsApp, Messenger e Discord como parte da nossa estratégia de engajamento digital para o ministério. É onde as pessoas estão, então desejamos estar lá também”, explicou o missionário.

Ele acrescentou que, embora muitos jovens jamais cheguem a conversar pessoalmente, limitando-se à interação virtual, o grupo de jogos se diferencia por adotar um modelo híbrido, o que termina abrindo ponte para o evangelismo: encontram-se face a face e recorrem ao canal do Discord para sustentar o contato ao longo da semana. “Levar esses relacionamentos do ambiente digital para o físico é difícil. É exatamente isso que torna esse grupo tão especial”, observou.

A convivência, tanto on-line quanto presencial, abriu caminho para a edificação de relacionamentos mais profundos. Em meio às conversas sobre jogos, Daniel passou a falar de Jesus e a compartilhar as boas-novas, dando início ao evangelismo. Numa dessas ocasiões, um dos participantes pediu expressamente para ouvir mais a respeito de Cristo.

A experiência também fez com que os missionários notassem o vivo interesse dos jovens eslovenos pelos jogos de tabuleiro como forma de socialização.

“Começamos a refletir sobre como poderíamos utilizar essa cultura para impactar a nossa cidade. A essência dos jogos não reside nos jogos em si, mas na possibilidade de estar em grupo e conectar-se através de uma atividade comum. Isso se encaixa perfeitamente nessa demanda por autenticidade que temos percebido”, comentou Daniel.

Tempos depois, eles iniciaram uma parceria com igrejas locais, auxiliando na realização de eventos com jogos que servem como portas de entrada para a mensagem cristã.

De acordo com o IMB, na Eslovênia os evangélicos são frequentemente encarados com suspeita, por vezes chegando a ser rotulados como uma seita. Em um país de 2,2 milhões de habitantes, existem apenas nove igrejas evangélicas, as quais reúnem cerca de 300 membros no total.

“É muito difícil atrair pessoas que estão fora da igreja”, reconheceu Daniel. Muitos jovens, embora possuam origem católica, identificam-se como ateus e precisam lidar com forte resistência familiar ao evangelismo quando demonstram interesse em explorar outras crenças.

Dentro desse contexto adverso, o simples ato de participar de uma noite de jogos realizada no interior de um templo “já é um grande acontecimento”.

Nas palavras do missionário, esses jovens estão rompendo tradições antiquadas apenas pelo gesto de cruzar a soleira da porta. Eles passam horas sentados ao lado de membros da igreja, entabulando conversas sobre a vida e sobre o que significa depositar a fé em Jesus. E ele concluiu: “É apenas o começo”. Com: Guiame.

Ministério feminino sob investigação policial por desvio de recursos

A polícia investiga um ministério feminino da Igreja Episcopal no estado de Ohio, nos Estados Unidos, por suspeitas de irregularidades financeiras. A informação foi divulgada em carta pública recente da bispa da diocese.

A reverendíssima Anne B. Jolly, bispa da Diocese Episcopal de Ohio, informou na semana passada que o Departamento de Polícia de Cleveland conduz uma investigação envolvendo a seção feminina da igreja na diocese. A comunicação foi compartilhada pelo veículo Anglican Ink.

“Escrevo para informá-la sobre uma situação envolvendo irregularidades financeiras nas contas da Associação de Mulheres da Igreja Episcopal”, afirmou Jolly. “Discrepâncias significativas foram identificadas e constatou-se que houve desvio de fundos”.

A bispa declarou que, após a identificação das inconsistências, a liderança da organização adotou medidas imediatas para proteger as contas e iniciar uma revisão completa. Segundo ela, o processo ocorre em consulta com o chanceler diocesano e outros assessores. “Ao tomarmos conhecimento dessas preocupações, trabalhamos com a liderança da ECW para tomar medidas imediatas a fim de garantir a segurança das contas e iniciar uma revisão completa”, escreveu.

Jolly informou que o caso envolve um indivíduo não identificado e afirmou que a privacidade deve ser preservada até a conclusão das investigações. Ela acrescentou que não há indícios de impacto nas contas operacionais da diocese. “Não há indicação de que as contas operacionais da diocese tenham sido afetadas”, declarou.

A bispa reconheceu a preocupação entre os membros da comunidade e afirmou que o caso está sendo tratado com rigor: “Reconhecemos que esta notícia pode ser preocupante. Saibam que estamos tratando deste assunto com diligência, integridade, responsabilidade e cuidado, e com a supervisão adequada à nossa vida em comum”.

A organização Episcopal Church Women (ECW) da Diocese Episcopal de Ohio informa em seu site que tem como objetivo promover uma comunidade inclusiva de mulheres, com foco em relacionamentos, mentoria entre gerações e ações voltadas à justiça e ao cuidado social. A entidade também declara buscar um ambiente baseado na fé, voltado ao crescimento conjunto e ao compartilhamento de conhecimento.

O grupo mantém programado o 148º Retiro e Reunião Anual da ECW para o mês de agosto, na Fazenda Bellwether, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Nos últimos meses, outra ocorrência envolvendo uma entidade da mesma região também foi alvo de investigação criminal. Em agosto passado, Brett Boardwine, de 31 anos, funcionário do departamento de comunicação da Catedral Episcopal da Trindade, em Cleveland, foi preso sob acusação de aliciar uma menor para fins sexuais.

Boardwine também atuava em um distrito escolar local e foi colocado em licença administrativa. A medida foi confirmada pelo reverendo Bernard J. Owens, reitor da Catedral Episcopal da Trindade. “Nossa maior prioridade é a segurança daqueles que estão sob nossos cuidados. Embora atualmente não tenhamos motivos para acreditar que alguém da comunidade da Catedral da Trindade tenha sofrido algum dano, coloquei Brett em licença administrativa imediata”, afirmou.