Fé cristã e dinossauros: perspectivas sobre a ciência e a Bíblia

A relação entre a narrativa bíblica da criação e as evidências científicas da existência dos dinossauros tem gerado reflexões e debates entre cristãos ao redor do mundo. Para muitos fiéis que cresceram em ambientes eclesiásticos, o tema dos grandes répteis pré-históricos simplesmente não era abordado nos cultos ou estudos bíblicos, enquanto nas escolas as informações sobre esses animais eram apresentadas como fatos científicos consolidados.

A ausência de menção explícita aos dinossauros nas Escrituras levanta questionamentos naturais entre os cristãos: se Deus criou todas as coisas, por que a Bíblia não fala sobre essas criaturas? A resposta, segundo teólogos e estudiosos, pode estar no propósito fundamental do texto sagrado, que não é fornecer um tratado científico ou listar todas as espécies criadas, mas revelar o relacionamento de Deus com a humanidade e seu plano redentor.

Criaturas enigmáticas nas Escrituras

O livro de Jó menciona duas criaturas extraordinárias que alguns estudiosos associam a possíveis referências a animais de grande porte: o Beemote e o Leviatã. Em Jó 40:15-18, o Beemote é descrito como uma criatura de força incomparável, com cauda que se move como um cedro e ossos comparados a tubos de bronze. Já o Leviatã aparece nos Salmos 74:13-14 e 104:25-26, descrito como um monstro marinho com múltiplas cabeças.

Interpretações variam quanto à natureza dessas criaturas. Alguns estudiosos sugerem que o Beemote poderia ser uma referência poética a animais como hipopótamos ou rinocerontes, enquanto o Leviatã poderia representar crocodilos ou mesmo criaturas mitológicas usadas para ilustrar o poder divino sobre as forças do caos. A ausência de consenso sobre essas passagens contribui para diferentes posicionamentos entre cristãos sobre a existência de dinossauros.

Debate sobre a idade da Terra

Um dos pontos centrais da discussão envolve a interpretação dos seis dias da criação narrados no livro de Gênesis. Para cristãos que adotam uma leitura literal do texto bíblico, a Terra teria aproximadamente seis mil anos, o que entraria em conflito com as datações científicas que situam os dinossauros em um período entre 230 e 65 milhões de anos atrás.

A organização Answers in Genesis, dedicada à defesa do criacionismo bíblico, sustenta que a Terra possui cerca de seis mil anos e que os métodos de datação radiométrica seriam imprecisos. Em contrapartida, defensores da datação radiométrica argumentam que as técnicas desenvolvidas desde o início do século XX são confiáveis e consistentes.

O apóstolo Pedro, em sua segunda carta (3:8), escreveu que “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia”. Essa passagem é frequentemente citada por cristãos que consideram a possibilidade de que os dias da criação não precisem ser interpretados como períodos literais de 24 horas, abrindo espaço para conciliação com as evidências científicas de uma Terra antiga.

Diferentes abordagens entre cristãos

A comunidade cristã não possui uma posição uniforme sobre a questão dos dinossauros e da idade da Terra. Richard Carlson, ex-professor visitante do Fuller Theological Seminary, recomendava aos pais que não criassem conflitos desnecessários para seus filhos em relação ao tema. Em seus escritos, ele afirmou que “é muito provável que os dinossauros tenham vivido na Terra há milhões de anos, tenham sido extintos há mais de 60 milhões de anos e que são uma parte maravilhosa da criação de Deus”.

Por outro lado, cientistas vinculados a organizações como Answers in Genesis mantêm a posição da Terra jovem, sugerindo que os dinossauros foram criados no sexto dia da criação, juntamente com os demais animais terrestres. Segundo essa perspectiva, Adão teria nomeado essas criaturas, e elas podem não ter sido incluídas na arca de Noé, tendo sido extintas posteriormente, talvez durante o dilúvio ou em eventos subsequentes.

Hope Bolinger, escritora cristã, oferece uma perspectiva conciliadora em seu artigo “O que a Bíblia diz sobre dinossauros”. Ela observa que a existência dessas criaturas “deixa uma marca indelével no registro geológico, seus restos fossilizados testemunham um tempo muito passado. Como cristãos, somos lembrados da vastidão da criação de Deus, que se estende muito além da nossa compreensão”.

Fé, ciência e admiração pelo Criador

Especialistas consultados destacam que a Bíblia não foi escrita com o propósito de oferecer um tratado científico. Seu objetivo central, segundo a teologia cristã, é revelar o amor de Deus e seu plano redentor para a humanidade por meio de Jesus Cristo. A existência de fósseis de dinossauros é amplamente documentada pela paleontologia, com esqueletos completos encontrados em diferentes partes do mundo.

Para muitos cristãos, essas evidências não representam ameaça à fé, mas antes ampliam a admiração pela criatividade e soberania divinas. A possibilidade de que Deus tenha criado criaturas gigantescas que posteriormente foram extintas não contradiz necessariamente as Escrituras, uma vez que o texto bíblico não especifica que todas as espécies criadas deveriam necessariamente sobreviver até os dias atuais.

A posição mais equilibrada, segundo teólogos e cientistas cristãos consultados, envolve reconhecer que tanto a fé quanto a ciência oferecem contribuições valiosas para a compreensão da realidade. Enquanto a ciência investiga os mecanismos e a história do mundo natural, a fé oferece significado e propósito à existência.

O mistério da criação

O escritor da carta aos Hebreus (12:2) exorta os cristãos a fixarem os olhos em Jesus, “autor e consumador da fé”. Para muitos crentes, essa orientação implica que questões periféricas, como a idade exata da Terra ou a lista completa de criaturas criadas, não devem ocupar o centro da vida espiritual nem abalar a confiança no Criador.

A diversidade de opiniões entre cristãos sobre os dinossauros reflete, em última análise, a complexidade de interpretar um texto antigo à luz de descobertas científicas modernas, bem como a humildade necessária para reconhecer os limites do conhecimento humano diante do mistério da criação.

Como observa um professor de geologia de uma faculdade cristã, que viaja pelo mundo estudando sítios arqueológicos, é possível discutir diferentes teorias sobre a idade da Terra em sala de aula enquanto se mantém a fé no Criador. A contemplação da natureza, desde o menor inseto até as galáxias distantes, pode, segundo essa perspectiva, aproximar o ser humano do coração de Deus.

A mensagem central permanece: independentemente da posição adotada sobre os dinossauros ou a idade da Terra, o fundamento da fé cristã está na pessoa de Jesus Cristo e em sua obra redentora, um fato que, para os crentes, transcende qualquer debate científico ou interpretativo. Com: Comunhão.

Pesquisadora que critica movimento trans é absolvida pela Justiça

A pesquisadora e influenciadora digital Nine Borges foi absolvida em um inquérito conduzido pela Polícia Federal no Distrito Federal. A investigação apurava acusações de transfobia com base na interpretação da legislação brasileira que equipara discriminação por identidade de gênero ao crime de injúria racial.

O procedimento foi aberto após representação apresentada por Symmy Larrat, atual chefe da Secretaria Nacional LGBTQIA+, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos.

A investigação teve origem em publicações feitas por Borges nas redes sociais em 2024. Em um vídeo, a pesquisadora apresentou dados sobre repasses de recursos públicos para organizações da sociedade civil ligadas à pauta LGBT.

Segundo ela, as informações foram obtidas no Portal da Transparência. Os dados indicariam transferências superiores a R$ 5 milhões para organizações do setor, incluindo mais de R$ 3 milhões destinados à Aliança LGBTI+.

De acordo com a pesquisadora, a entidade passou a operar um projeto denominado “Plataforma do Respeito”. Borges também afirmou ter identificado possíveis irregularidades relacionadas ao endereço de registro de organizações envolvidas.

Segundo seu relato, diferentes entidades com registros jurídicos distintos teriam compartilhado o mesmo endereço. Entre elas estaria uma organização anteriormente presidida por Larrat.

Após a divulgação do conteúdo, Larrat apresentou representação contra a pesquisadora, alegando que as declarações configurariam transfobia. Borges, que reside no Reino Unido há mais de uma década, informou ter sido intimada por e-mail no decorrer da investigação.

Para acessar os autos do processo, a pesquisadora declarou ter contratado representação jurídica. Segundo ela, os custos foram cobertos por meio de campanha pública de arrecadação.

Borges afirmou ainda que o foco da investigação deveria ter sido a análise dos repasses de recursos públicos. Em entrevista à revista Oeste, declarou que considerou inadequada a abertura de investigação contra quem apresentou a denúncia.

Além do caso no Distrito Federal, Borges também é alvo de outro inquérito conduzido pela Polícia Federal no estado de Minas Gerais. A investigação está relacionada a declarações feitas pela pesquisadora durante participação no podcast Inteligência Ltda..

Nesse episódio, ela comentou políticas públicas relacionadas à pauta LGBT e criticou o que chamou de influência ideológica em instituições públicas.

O procedimento ainda aguarda decisão da delegada responsável pela investigação, que conduziu o depoimento da pesquisadora recentemente.

Ausência paterna e seus impactos: os desafios da paternidade

Dados recentes do Departamento do Censo dos Estados Unidos indicam que aproximadamente 23% das crianças norte-americanas vivem sem a presença do pai biológico em seus lares. Os números, que refletem uma realidade preocupante, são acompanhados por estatísticas que correlacionam a ausência paterna a maiores índices de vulnerabilidade social e emocional entre crianças e adolescentes.

De acordo com levantamentos citados por especialistas, crianças criadas sem a figura paterna apresentam cinco vezes mais chances de viver em situação de pobreza e até nove vezes mais probabilidade de abandonar os estudos precocemente.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) também associam a ausência do pai a maior propensão ao envolvimento com drogas, início precoce da vida sexual, quadros de depressão e taxas elevadas de suicídio entre jovens.

Realidade brasileira

Embora os dados sejam norte-americanos, o fenômeno da ausência paterna encontra paralelos no Brasil. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em 2022 apontou que mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras não possuem o nome do pai registrado em suas certidões de nascimento.

O número, embora não represente necessariamente abandono em todos os casos, acende alerta sobre a fragilidade da presença masculina na estrutura familiar do país.

Perspectiva religiosa e social

Tony Perkins, presidente do Family Research Council (FRC), organização que acompanha políticas familiares nos Estados Unidos, destaca que a paternidade transcende a função de provedor material.

Em declaração recente, ele afirmou que “a paternidade não é um papel casual para os medianos; é um chamado ordenado por Deus que assegura a identidade de um lar e, por extensão, a vitalidade de uma república”.

Perkins observa que pais espiritualmente engajados contribuem não apenas para o fortalecimento dos vínculos familiares, mas também para indicadores de saúde pública e estabilidade social.

“Famílias que cultuam e estudam juntas apresentam taxas significativamente menores de criminalidade, abuso de drogas, depressão e tentativas de suicídio”, afirmou, citando estudos conduzidos pela Universidade de Michigan e pelo Pew Research Center.

As pesquisas mencionadas indicam que a presença física e emocional do pai produz efeitos positivos duradouros, como melhora no rendimento escolar dos filhos, maior estabilidade emocional, fortalecimento dos vínculos conjugais e maior probabilidade de transmissão de valores religiosos entre gerações.

Iniciativas de engajamento paterno

Como resposta a esse cenário de ausência paterna, o Family Research Council lançou o Desafio Bíblico Familiar de 21 Dias, programado para iniciar em 11 de junho. A proposta consiste na reserva diária de aproximadamente 15 minutos para leitura bíblica em família, com atividades complementares adaptadas por faixa etária.

Perkins defende que a iniciativa representa mais que uma prática devocional, configurando-se como intervenção preventiva com resultados mensuráveis. “Fortalecer a vida espiritual do lar não é apenas uma prioridade teológica; é uma estratégia comprovada de saúde pública”, sustentou.

A paternidade como construção

O presidente do FRC reconhece os desafios enfrentados por muitos homens que não tiveram exemplos paternos em suas próprias trajetórias. “Pais e avós precisam entender que nunca é tarde demais para melhorar”, afirmou, defendendo que a paternidade intencional não exige perfeição, mas disposição para o envolvimento.

A parábola do filho pródigo, registrada no Evangelho de Lucas (capítulo 15), é frequentemente citada por líderes religiosos como ilustração do modelo paterno baseado no acolhimento. Na narrativa, o pai que espera, recebe e celebra o retorno do filho é apresentado como exemplo de postura pastoral e amorosa, distante de autoritarismo ou omissão.

Especialistas observam que, em sociedades onde o desempenho profissional e as conquistas externas ganham protagonismo, a função paterna corre o risco de ser reduzida a uma figura periférica. A ruptura com esse padrão, segundo eles, passa pela valorização da liderança espiritual do lar, compreendida não como imposição, mas como guia fundamentada na escuta e no cuidado.

A transmissão da fé entre gerações, a construção de memórias afetivas e o exemplo cotidiano constituem, na visão dos estudiosos, heranças que transcendem a existência individual e contribuem para o fortalecimento do tecido social como um todo. Com: Comunhão.

Judeu se converte após ler o Novo Testamento para refutar Jesus

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O norte-americano Ed Grifenhagen afirma que sua jornada espiritual começou com a intenção de refutar o cristianismo. Hoje pregador e escritor cristão nos Estados Unidos, ele relata que decidiu estudar a Bíblia com o objetivo inicial de contestar a fé cristã.

Grifenhagen contou sua experiência em entrevista à emissora CBN News. Segundo ele, cresceu em uma família judaica praticante e nunca havia recebido ensinamentos sobre o evangelho de Jesus Cristo.

Aos 35 anos, decidiu ler a Bíblia para entender melhor as crenças que pretendia criticar. “Pensei que, se eu não acreditava, precisava ler aquilo que estava rejeitando”, afirmou.

Entre janeiro e setembro de 2000, ele leu todo o Antigo Testamento. Ao concluir a leitura, disse ter ficado com a sensação de que a narrativa não estava completa.

Segundo seu relato, naquele momento decidiu ler também o Novo Testamento. Como não possuía uma Bíblia completa, ele afirmou ter comprado o livro em uma livraria cristã.

Grifenhagen contou que entrou no estabelecimento de forma discreta, temendo a reação de familiares. “Eu estava preocupado que meu pai me visse entrando em uma livraria cristã”, disse.

Durante esse período, ele também passou a ler obras de autores cristãos. Entre os livros que estudou estavam trabalhos dos apologistas Josh McDowell e Lee Strobel.

Segundo Grifenhagen, a leitura combinada da Bíblia e desses autores influenciou suas reflexões. Após cerca de um ano de estudo, ele afirmou ter chegado a uma conclusão diferente da que esperava no início.

O momento decisivo, segundo seu testemunho, ocorreu em 17 de janeiro de 2001. Nesse dia, ele disse ter percebido que acreditava na mensagem bíblica: “Percebi que acreditava em cada palavra daquele livro”, relatou.

Na ocasião, Grifenhagen afirmou ter feito uma oração pedindo salvação e passou a declarar fé em Jesus como o Messias.

Após sua conversão, ele disse ter continuado estudando as Escrituras com mais profundidade. Segundo ele, análises posteriores da Bíblia reforçaram sua convicção religiosa.

Grifenhagen afirma que, em sua interpretação, diversos textos bíblicos apontam para a figura de Jesus desde o início da narrativa das Escrituras.

Hoje, ele atua como pregador e escritor cristão, compartilhando seu testemunho e suas reflexões sobre fé e estudo bíblico em diferentes contextos religiosos nos Estados Unidos.

Investidor compra igrejas fechadas para mantê-las de pé

O investidor imobiliário britânico Samuel Leeds anunciou que avalia comprar igrejas que estão prestes a fechar no Reino Unido com o objetivo de preservar os edifícios para uso religioso. A proposta busca evitar que templos cristãos sejam convertidos em empreendimentos comerciais ou residenciais.

Leeds afirmou que pretende adquirir propriedades que estejam sendo colocadas à venda por igrejas locais. Segundo ele, alguns desses imóveis podem ser comprados por cerca de £225 mil, valor equivalente a aproximadamente R$ 1,4 milhão.

Em publicações feitas no X, o empresário convidou seguidores a informar sobre igrejas que estejam prestes a encerrar atividades. Ele afirmou que não considera prioritário obter lucro com a iniciativa.

“Quero comprar igrejas que estão sendo fechadas em toda a Inglaterra”, declarou. “Se você souber de uma igreja que esteja à venda ou prestes a fechar, me avise.”

De acordo com Leeds, a intenção é manter esses edifícios como locais de culto cristão. O investidor afirmou que, após adquirir os imóveis, pretende disponibilizá-los gratuitamente para congregações que desejem utilizá-los, sem cobrança de aluguel.

Segundo ele, a proposta tem também motivação religiosa. Leeds declarou que acredita na possibilidade de renovação espiritual no país e defendeu a importância de manter templos cristãos ativos.

“Eu gosto de investir no mercado imobiliário, mas quando um prédio foi construído para honrar Jesus Cristo, acredito que ele deve continuar sendo uma igreja”, afirmou.

O anúncio ocorre em um contexto de fechamento de templos no Reino Unido. Estimativas indicam que mais de 3.500 igrejas foram encerradas no país na última década.

Em muitos casos, os edifícios acabam sendo vendidos e convertidos para outros usos, como residências, bares, centros comerciais ou novos espaços religiosos.

O tema também tem sido discutido no cenário político britânico. O partido Reform UK afirmou que o fechamento de igrejas representa uma preocupação cultural.

Segundo dados citados por representantes da sigla, 41 locais cristãos teriam sido convertidos em mesquitas nos últimos anos, enquanto outros pedidos de mudança de uso estariam em análise.

O porta-voz do partido para assuntos internos, Zia Yusuf, declarou que a preservação do patrimônio religioso cristão deveria receber maior atenção.

Ele defendeu medidas que concedam status de patrimônio histórico a igrejas, o que poderia limitar mudanças de uso desses edifícios.

A proposta de Leeds segue direção semelhante ao defender que templos continuem exercendo sua função original.

Segundo o investidor, igrejas que foram construídas para atividades religiosas deveriam permanecer abertas como locais de fé e serviço comunitário.

Caso os planos avancem, os prédios adquiridos poderiam continuar funcionando como espaços de oração, encontro comunitário e atividades religiosas para congregações cristãs locais, segundo informações do GB News.

I’m buying a church.

I’ve made a cash offer of £225,000 to purchase this church, which was about to close and be sold off to developers.

I’m fed up with driving past all these churches in the UK that used to thrive, support the community, and feed the homeless.

Now, just look… pic.twitter.com/hV8H8pXMtx

— Samuel Leeds (@samuel_leeds) March 7, 2026

Tarcísio perto de vencer reeleição no 1° turno, aponta pesquisa

Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 9 de março, pelo Real Time Big Data indica que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lidera as intenções de voto em um cenário para a próxima eleição estadual. Segundo o levantamento, o governador aparece com 47% das preferências.

Na segunda posição está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, filiado ao Partido dos Trabalhadores, com 31% das menções entre os entrevistados.

O deputado federal Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre, aparece em terceiro lugar com 8% das intenções de voto. Em seguida está Paulo Serra, prefeito da cidade de Santo André, filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, com 7%.

Entre os entrevistados, 4% afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% disseram não saber ou preferiram não responder.

Segundo a pesquisa, Tarcísio de Freitas já declarou intenção de disputar a reeleição. Fernando Haddad, por sua vez, ainda não confirmou se participará da disputa eleitoral. O ministro mantém conversas políticas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus próximos passos políticos.

O levantamento também simulou cenários de segundo turno entre possíveis candidatos. Em uma disputa direta entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, o atual governador aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 37%.

Nesse cenário, 6% dos entrevistados declararam voto branco ou nulo, e 7% afirmaram não saber ou preferiram não responder.

Quando o adversário simulado é o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, filiado ao Partido Socialista Brasileiro, Tarcísio registra 48% das intenções de voto, enquanto Alckmin aparece com 39%. Nesse caso, 5% votariam em branco ou nulo e 8% não opinaram.

A pesquisa também avaliou confrontos com outros nomes do cenário político nacional. Em uma disputa contra a ministra Simone Tebet, do Movimento Democrático Brasileiro, Tarcísio alcança 55% das intenções de voto, enquanto Tebet registra 29%.

Em outro cenário, contra o ministro do Empreendedorismo, Márcio França, também do Partido Socialista Brasileiro, o governador mantém 55% das preferências, enquanto França soma 30%.

Nos dois cenários, 7% dos entrevistados indicaram voto branco ou nulo. Entre os que não souberam ou preferiram não responder, o índice foi de 9% no cenário com Simone Tebet e 8% na disputa com Márcio França.

O levantamento entrevistou 2 mil eleitores presencialmente entre os dias 6 e 7 de março. A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

O estudo foi financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-00705/2026, segundo informado pela revista Oeste.

Ex-amante de pastor diz que abortou filho fruto do adultério

A teóloga Stephanie D. Prescott afirmou publicamente que o pastor mencionado em seu livro sobre abuso espiritual é o líder evangélico Bryan Meadows. A declaração foi feita em entrevista ao portal The Roys Report.

Stephanie Prescott, formada pela Candler School of Theology da Emory University, publicou anteriormente um livro relatando um relacionamento extraconjugal de longa duração com um líder religioso identificado apenas como “Apóstolo Fred”. Segundo ela, o homem mencionado na obra seria Meadows, pastor fundador da Embassy Church International, em Atlanta.

Em entrevista recente, Stephanie declarou que decidiu confirmar a identidade do pastor. A afirmação ocorreu poucos dias após Meadows admitir publicamente ter mantido um relacionamento extraconjugal de aproximadamente 12 anos com uma pastora assistente da igreja.

A declaração do pastor foi feita durante participação no podcast Hardly Initiated, apresentado por Jessica Laine McDonald. Na conversa, Meadows afirmou que traiu sua esposa e descreveu o relacionamento como um período prolongado de envolvimento emocional e pessoal.

Segundo ele, o relacionamento começou quando tinha pouco mais de 20 anos, pouco depois de se casar. O pastor afirmou que reconhecia que a situação era incorreta, mas disse ter dificuldade em encerrar completamente o vínculo.

“Eu tive um caso. Traí minha esposa, mas há complexidade e nuances”, declarou Meadows, acrescentando que deveria ter se afastado do relacionamento logo após o início.

Stephanie descreve o episódio em seu livro 95 Teses à Igreja Americana: O Confronto do Abuso Espiritual, Idolatria e Engano em Massa. Na obra, ela relata que o relacionamento teria durado mais de uma década e afirma que enfrentou forte conflito emocional durante esse período.

A autora também menciona que, durante o relacionamento, tomou a decisão de interromper uma gravidez. Em seu relato, ela afirma considerar essa escolha um dos momentos mais difíceis de sua vida: “Eu me importei demais com o que as pessoas diriam e tomei a terrível decisão de sacrificar nosso filho. Em vez disso, eu deveria ter arcado com as consequências de nossos atos e enfrentado todo o ridículo que viesse com essa escolha. Nunca haverá opinião ou julgamento que valha a pena tomar uma decisão tão traiçoeira”, escreveu ela, arrependida.

Stephanie afirmou ainda que conheceu Meadows durante a juventude, quando ambos participavam de atividades universitárias ligadas a um ministério cristão. Posteriormente, ela diz ter participado do início da igreja fundada por Meadows e atuado como pastora assistente.

No livro, a autora afirma que estava noiva de seu namorado da época quando o relacionamento com o pastor começou. Segundo seu relato, o casamento com o noivo foi mantido enquanto o vínculo com o líder religioso continuava em segredo.

Ela também declarou que, ao analisar o episódio anos depois, passou a interpretar a situação como resultado de abuso de autoridade e manipulação espiritual dentro do contexto religioso.

Em 2024, Meadows afirmou que foi confrontado internamente por líderes da igreja sobre o relacionamento. Após o episódio, ele declarou ter feito uma confissão à comunidade religiosa.

Stephanie reiterou em entrevistas recentes que considera o caso um exemplo de abuso de poder dentro de estruturas religiosas. Segundo ela, a experiência a levou a refletir sobre os riscos de relações desequilibradas entre líderes espirituais e membros das congregações, conforme informado pelo The Christian Post.

Ana Paula Valadão rebate críticas por apoio a Israel contra o Irã

A cantora gospel Ana Paula Valadão comentou publicamente os ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã e afirmou que, em determinadas circunstâncias, o uso da força pode ser considerado justificável para enfrentar regimes que considera tirânicos.

A manifestação ocorreu após críticas feitas pelo bispo Hermes C. Fernandes e também pelo ex-pastor e sociólogo Valdinei Ferreira, que publicou artigo de opinião publicado no jornal Folha de S. Paulo questionando a reação de líderes religiosos diante dos bombardeios e mencionou relatos de vítimas civis em ataques ocorridos durante o conflito.

Em entrevista à Folha, Ana Paula afirmou que sua posição não representa celebração da guerra, mas a percepção de que medidas foram tomadas contra um regime acusado de violações de direitos humanos. Segundo ela, cristãos e outras minorias religiosas enfrentam restrições severas no Irã, governado sob liderança do aiatolá Ali Khamenei.

A cantora também respondeu às críticas relacionadas à postura de igrejas evangélicas diante de países do Oriente Médio. Ela afirmou que organizações cristãs acompanham regularmente a situação de cristãos perseguidos em diversas nações.

Entre as referências citadas está o levantamento anual divulgado pela Portas Abertas, que monitora a perseguição religiosa no mundo. Segundo a entidade, o Irã figura entre os países onde há maior repressão contra cristãos, especialmente convertidos do islamismo.

De acordo com a organização, convertidos ao cristianismo podem enfrentar sanções severas no país, e líderes de igrejas não reconhecidas pelo governo frequentemente são presos. Ana Paula afirmou que parte da comunidade cristã iraniana e da diáspora interpreta os ataques recentes como um possível sinal de mudança política.

O debate se intensificou após Gustavo Bessa, marido da cantora, compartilhar nas redes sociais um vídeo sobre um ataque a uma escola no Irã. Autoridades iranianas atribuíram o episódio às ofensivas militares, enquanto outras fontes pediram investigação independente.

Ana Paula declarou lamentar a morte de civis e afirmou que é necessário verificar as informações divulgadas durante o conflito. Segundo ela, até o momento não houve confirmação oficial por parte de Estados Unidos ou Israel sobre o episódio, e organismos internacionais pediram apuração dos fatos.

A cantora também mencionou acusações recorrentes de que grupos armados apoiados por Teerã, como o Hamas e o Hezbollah, utilizariam estruturas civis como escudos humanos. Segundo ela, esse tipo de prática dificulta a atribuição de responsabilidades em operações militares.

Ana Paula Valadão afirmou ainda que o apoio de muitos evangélicos brasileiros a Israel possui fundamentos teológicos. Entre os fatores citados estão a origem judaica de Jesus Cristo, a presença de autores judeus nos textos bíblicos e o significado histórico da criação do Estado de Israel em 1948 após o Holocausto.

Ela ressaltou, porém, que apoiar Israel não significa concordar com todas as decisões do país. Segundo a cantora, orações pela paz em Jerusalém fazem parte da tradição bíblica e incluem todos os habitantes da região.

Ao concluir, Ana Paula afirmou que acompanha o tema pensando nos cristãos que vivem no Irã. Para ela, os conflitos atuais representam um lembrete das consequências da violência e das disputas políticas no mundo contemporâneo.

Especialista: evangélicos explicam erro do Datafolha em pesquisas

As pesquisas presidenciais do Datafolha ficaram marcadas em 2022 por erros de estimativa, e agora em 2026 a empresa tem apontado um cenário de intenção de voto diferente de outros levantamentos que já situam o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) no segundo turno.

No último sábado, 07 de março, a nova pesquisa de intenção de voto feita pelo Datafolha apontou Lula com 46% de intenção de voto contra 43% de Flávio. Apesar de os números apontarem a realidade de empate técnico, outras pesquisas recentes apontaram números diferentes. O instituto Paraná Pesquisas, por exemplo, mostrou que Flávio possui 44,4% de intenção de voto contra 43,8% de Lula.

Em termos de comparação com a eleição de 2022, o Datafolha apontou vitória confortável de Lula com 52% dos votos válidos, contra 48% do então presidente Jair Bolsonaro (PL) na véspera da votação. Já o Paraná Pesquisas, na mesma ocasião, apontou que Lula teria 50,4% dos votos contra 49,6% de Bolsonaro. O resultado anunciado das urnas no dia 30 de outubro foi Lula com 50,90% dos votos válidos contra 49,10% de Bolsonaro, diferença que se traduz em cerca de apenas 2 milhões de votos.

O erro do Datafolha

O estrategista eleitoral Roberto Reis fez uma publicação no X questionando se a pesquisa Datafolha divulgada há dois dias pode estar equivocada, provocando uma reflexão profunda sobre possíveis vieses metodológicos.

Em sua publicação, Reis também compara os resultados com outros institutos recentes: enquanto o Datafolha aponta Lula com 39% no 1º turno e 46% no 2º (contra Flávio Bolsonaro em 34% e 43%, empate técnico), o AtlasIntel e o Paraná Pesquisas mostram cenários mais apertados ou até favoráveis numericamente a Flávio, com empates técnicos ou ligeira vantagem numérica para o senador no segundo turno.

O cerne do argumento é a subestimação dos evangélicos na amostra do Datafolha, fixada em 28% – supostamente alinhada ao Censo 2022, que desconsiderou as crianças abaixo de 10 anos de idade na projeção da divisão religiosa no Brasil.

cnReis destaca inconsistências internas do próprio instituto: em 2019, uma pesquisa dedicada indicava 31% de evangélicos na sociedade, e a série histórica da empresa mostra crescimento contínuo (de 14% em 1994 para 31% em 2019, tendência de +0,68 ponto ao ano), o que projetaria entre 34% e 36% de evangélicos no Brasil em 2026.

Institutos como Quaest (que usa correção algorítmica e projeções independentes dos números) e Mar Asset (baseada em 141 mil CNPJs de templos evangélicos na Receita Federal e modelo econométrico municipal) chegam à conclusão de que os evangélicos brasileiros representam entre 31 a 36% no país. Em algumas regiões, esse segmento religioso representa parcelas ainda maiores: 48% no Norte e 46% no Rio.

Reis explica por que isso importa: o próprio Datafolha revela um abismo de preferência: entre católicos, Lula tem 45% e Flávio 30%; entre evangélicos, Flávio lidera com 48% contra 22% de Lula.

No argumento apresentado pelo pesquisador em sua publicação, há a explicação numérica: cada ponto percentual a mais de evangélicos na amostra desloca cerca de 0,2 ponto a favor de Flávio. Assim, com 28% de evangélicos, Lula aparece com +3 no 2º turno; enquanto que um cenário com 36% de evangélicos a pesquisa apontaria empate técnico ou até inversão, como na projeção do Paraná Pesquisas.

Reis critica a metodologia de entrevista de rua (pontos de fluxo) sem ponderação formal por religião usada pelo Datafolha, pois essa prática captura mais pessoas de baixa renda (faixa onde evangélicos são desproporcionais: 48% ganham até 2 salários mínimos), ao contrário de AtlasIntel e Quaest, que ajustam por renda e religião.

O pesquisador comenta o erro de 2022 (Datafolha subestimou Bolsonaro), atribuindo em parte à composição religiosa distorcida na metodologia, acrescentando que essa é uma “variável que ninguém controla” e se torna o maior divisor de votos.

Ao final, Reis conclui que a maior diferença entre as pesquisas de 2026 não está nos candidatos, mas na “pergunta sobre fé”, opinando que subestimar essa questão transforma um empate em margem de “conforto” numérico para Lula.

Mendonça transfere Vorcaro para presídio de segurança máxima

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na quinta-feira (5) a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima do sistema penitenciário federal. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF) apresentado no âmbito da Petição 15.556 .

Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero e estava detido inicialmente na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo, onde cumpria período de isolamento, procedimento padrão para novos detentos .

Fundamentos da transferência

No requerimento encaminhado ao STF, a Polícia Federal argumentou que a permanência do banqueiro em um presídio estadual poderia representar riscos devido à sua suposta “capacidade de articulação e influência sobre diversos atores situados em diferentes esferas do poder” .

Segundo a corporação, o caso exige “cautela redobrada” diante da “potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para, direta ou indiretamente, interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais” .

Ao analisar o pedido, Mendonça concluiu que as circunstâncias se enquadram nas hipóteses previstas na Lei 11.671/2008, que regula o sistema penitenciário federal. O ministro afirmou que a legislação permite a inclusão de presos em estabelecimentos penais federais quando a medida se justificar “no interesse da segurança pública ou do próprio preso” .

A PF também ressaltou que a transferência para a unidade federal protege a integridade física de Vorcaro, além de permitir monitoramento mais rigoroso e maior proximidade com os órgãos responsáveis pela investigação e supervisão judicial do caso no STF .

Contexto da investigação

A prisão de Vorcaro ocorreu na terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos por organização criminosa.

Segundo as investigações, o banqueiro liderava um esquema que incluía um núcleo de comando, responsável por estratégias financeiras, e uma estrutura paralela denominada “A Turma”, utilizada para monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar desafetos .

A PF aponta que o grupo mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, com acesso indevido a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais como FBI e Interpol.

Conversas obtidas pela investigação indicam que Vorcaro teria ordenado a simulação de um assalto com o objetivo de agredir fisicamente um jornalista que publicava notícias contrárias aos seus interesses .

Situação de outro investigado

Na mesma operação, foi preso Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado pela PF como responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro. Segundo as investigações, Mourão recebia pagamentos mensais de R$ 1 milhão e era identificado no celular de Vorcaro como “Sicário” .

Na quarta-feira (4), Mourão tentou suicídio na carceragem da Superintendência da PF em Minas Gerais, em Belo Horizonte, enforcando-se com uma camisa amarrada na grade. Ele foi reanimado pelos policiais e encaminhado ao hospital, onde permanece internado em estado grave, com suspeita de morte cerebral .

Estrutura do presídio federal

A Penitenciária Federal em Brasília possui 208 celas individuais de seis metros quadrados. Antes de ser integrado à população carcerária, Vorcaro passará por um período de adaptação de 20 dias em uma cela de nove metros quadrados.

O sistema penitenciário federal é dotado de regime de segurança diferenciado e monitoramento rigoroso, com estrutura para garantir isolamento de líderes de organizações criminosas e atendimento médico moderno .

A Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que tomou ciência da decisão e que estão sendo adotados os trâmites administrativos e operacionais necessários para o cumprimento da determinação judicial . A transferência deve ocorrer nesta sexta-feira (6), com plano aéreo e terrestre montado pela Polícia Penal Federal para escolta do banqueiro .

A defesa de Daniel Vorcaro, assinada pelos advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Roberto Podval, informou que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações, e negou categoricamente as alegações atribuídas a ele, confiando que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Com: Oeste.