Atrás nas pesquisas, Lula diz ‘não decidi se serei candidato'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que ainda não decidiu se será candidato à reeleição. A declaração foi dada em entrevista ao site ICL Notícias, concedida nesta quarta-feira, 08 de abril.

Ao comentar o cenário do atual mandato, ele disse que a definição dependerá da apresentação de um novo plano de governo: “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para esse país”, afirmou.

Durante a entrevista, Lula mencionou ações realizadas pelo governo, mas avaliou que os resultados ainda não foram suficientes. “Tá tudo ruim ainda”, declarou, segundo a Veja.

Questionado sobre a possibilidade de ser considerado pré-candidato, ele disse que há intenção de disputar, mas ressaltou a necessidade de articulação política. “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato, porque vai ter a convenção. Eu vou propor ao PT a necessidade de reconstruir uma aliança política forte para fazer com que os fascistas não voltem a governar esse país”, afirmou.

A maioria das pesquisas de intenção de voto apontam para um cenário em que o atual mandatário perde para seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno.

O jornalista Rodrigo Constantino comentou o tema em publicação nas redes sociais. “Estou falando tem um tempo: o molusco vai acabar desistindo quando perceber que a vitória será do Flavio. Não quer ter como seu último ato político uma derrota, ainda mais para um Bolsonaro”, escreveu.

Estou falando tem um tempo: o molusco vai acabar desistindo quando perceber que a vitória será do Flavio. Não quer ter como seu último ato político uma derrota, ainda mais para um Bolsonaro… https://t.co/gHlk4frRli

— Rodrigo Constantino (@Rconstantino) April 8, 2026

Emenda de senador para a Lagoinha é irregular, considera CGU

A Controladoria-Geral da União identificou irregularidades na destinação de uma emenda parlamentar indicada pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, à Fundação Oásis, vinculada à Igreja Lagoinha.

O órgão apontou que a escolha da entidade não seguiu os procedimentos legais exigidos, como a realização de chamamento público.

A análise foi realizada em 2022, no contexto do envio de emendas à Prefeitura de Belo Horizonte. O relatório indica que R$ 700 mil foram destinados à fundação sem definição clara do objeto e que o valor não chegou a ser liberado devido à situação fiscal irregular da entidade à época.

Segundo a Controladoria, a Fundação Oásis apresentou pendências fiscais entre junho de 2020 e abril de 2021, o que atrasou a formalização da parceria para recebimento dos recursos. Mesmo com essas irregularidades, o valor permaneceu aplicado em conta de investimento durante o período de regularização.

A emenda total indicada por Carlos Viana somava R$ 1,5 milhão. Desse montante, R$ 700 mil estavam previstos para a fundação e R$ 800 mil para uma obra de engenharia. Ambos os valores ficaram retidos. A CGU observou que o parlamentar poderia ter destinado os recursos a outro município com maior necessidade.

O relatório também aponta ausência de justificativa detalhada para a escolha da Fundação Oásis como beneficiária. A entidade está cadastrada no Sistema Único de Assistência Social como organização de acolhimento a crianças, adolescentes, idosos e mulheres em situação de violência.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que a indicação da fundação partiu do próprio senador. A CGU considerou a escolha irregular por não ter sido precedida de seleção pública, conforme previsto na legislação que rege parcerias com organizações sociais.

A assessoria de Carlos Viana afirmou que os ofícios de indicação de emendas têm caráter indicativo e não dispensam o cumprimento das exigências legais por parte dos municípios. A Controladoria apontou que a demora na execução pode ter relação com a definição prévia da entidade e do objeto pelo parlamentar, além da necessidade de regularização fiscal e da ausência de normas mais claras sobre o uso de emendas especiais.

Posteriormente, a assessoria informou que os recursos foram remanejados para a construção de uma quadra poliesportiva no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte, após a prefeitura comunicar que a fundação não tinha condições de receber a verba.

A Prefeitura confirmou a tentativa de direcionamento à fundação, mas afirmou que a operação não foi viável. Em nota, a Fundação Oásis declarou que atua nas áreas de assistência social e educação, conforme a legislação vigente, e informou que não foi notificada nem tem conhecimento do teor da manifestação da CGU, de acordo com a Folha de S. Paulo.

O senador também é citado em apurações no Supremo Tribunal Federal relacionadas ao envio de outros R$ 3,6 milhões em emendas destinadas à Igreja Lagoinha, no contexto de investigações envolvendo o Banco Master. O caso inclui o empresário Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, e Fabiano Zettel, seu cunhado e pastor afastado da igreja. A Polícia Federal investiga se Zettel teria atuado como operador financeiro, realizando pagamentos em nome de Vorcaro.

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula na pesquisa Meio/Ideia

O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, aparece com 45,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que registra 45,5%, segundo pesquisa do instituto Meio/Ideia divulgada na quarta-feira, 08 de abril. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.

Em outro cenário, Lula tem 45% das intenções de voto contra 39% do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD. Nesse caso, 16% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou indecisão.

Na simulação contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, Lula aparece com 44,7%, enquanto Zema registra 38,7%. Brancos, nulos e indecisos somam 16,6%.

Em disputa com Renan Santos, do partido Missão e coordenador do Movimento Brasil Livre, Lula tem 45% das intenções de voto, enquanto o adversário aparece com 26,4%. Nesse cenário, 28,6% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou indecisão.

Contra o ex-ministro Aldo Rebelo, do Democracia Cristã, Lula registra 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%. Brancos, nulos e indecisos somam 31,4%.

O jornalista Rodrigo Constantino comentou os resultados em uma publicação nas redes sociais. “Muito apertado ainda, vai ser no photochart. Precisamos de todo apoio possível. Cada voto importa!”, escreveu no X.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o país entre os dias 03 e 07 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00605/2026.

Deputada católica cotada para vice de Flávio é elogiada

A deputada federal Simone Marquetto, do PP de São Paulo, reuniu-se na terça-feira, 07 de abril, com o senador Flávio Bolsonaro, também de São Paulo, em um encontro realizado na capital paulista. O nome da parlamentar é considerado para compor como vice em uma eventual candidatura presidencial.

O presidente do PP em São Paulo, Maurício Neves, afirmou que a deputada reúne características que podem favorecer a composição da chapa. “A deputada Simone reúne várias qualidades para compor a chapa”, declarou à coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Ele destacou que ela é mulher, possui influência entre católicos e tem base eleitoral em São Paulo, estado considerado estratégico na eleição.

Simone Marquetto era filiada ao MDB e recentemente se transferiu para o PP. Dentro do partido, também é mencionado o nome da senadora Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul. Integrantes da legenda avaliam, no entanto, que a escolha poderia ter impacto limitado na ampliação da base eleitoral, já que o eleitorado ligado ao agronegócio tende a apoiar Flávio Bolsonaro.

O deputado estadual Gil Diniz, do PL de São Paulo, comentou a possibilidade de Marquetto integrar a chapa. “Ver o senador Flávio Bolsonaro ao lado da deputada Simone Marquetto é um sinal poderoso. Conheço o trabalho da Simone, sua trajetória como prefeita de Itapetininga e sua atuação firme na defesa da fé e dos valores cristãos”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Na mesma mensagem, ele acrescentou: “Se essa união se concretizar e ela se tornar vice na pré-candidatura de Flávio, será mais do que uma chapa, será um símbolo da união entre católicos e evangélicos em defesa do Brasil”.

A definição sobre o nome para a vice-presidência ainda não foi tomada. Aliados do senador também defendem a possibilidade de indicação do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, para compor a chapa.

Onde o Irã é mencionado na Bíblia? Confira o contexto bíblico

O Irã, frequentemente citado no noticiário internacional, não é mencionado diretamente na Bíblia, mas os povos e impérios que ocuparam seu território aparecem em diversos relatos bíblicos ao longo do Antigo e do Novo Testamento.

O país atual reúne diferentes grupos étnicos e linguísticos, tendo o persa, ou farsi, como idioma principal. O nome “Irã” deriva do termo “ariano”, com o significado de “terra dos arianos”. Já “Pérsia” vem de “Parsa”, região no sudoeste onde se formou o antigo Império Persa. Esse nome foi adotado por estrangeiros e permaneceu em uso no Ocidente por séculos, até a adoção oficial de “Irã” em 1935. A região foi governada por sucessivos xás por mais de dois mil anos, até a Revolução Islâmica de 1979.

Na tradição bíblica, povos associados ao território iraniano são ligados a descendentes de Noé. Os medos, considerados descendentes de Madai, filho de Jafé, são citados em livros como 2 Reis, Isaías e Daniel. A região da Média corresponde ao atual noroeste do Irã. Já os elamitas, descendentes de Elam, filho de Sem, ocuparam áreas ao leste do rio Tigre e fundaram cidades como Susã, mencionada diversas vezes nas Escrituras.

Relatos bíblicos indicam que judeus foram levados para regiões que hoje fazem parte do Irã após deportações promovidas por impérios da Antiguidade. No século VIII a.C., o rei da Assíria transferiu populações israelitas para cidades dos medos. Mais tarde, no século VI a.C., durante o domínio babilônico, habitantes de Judá foram levados para o exílio em diversas partes do império, incluindo Elam.

O livro de Daniel descreve acontecimentos em Susã durante o período babilônico. Em 539 a.C., o rei Ciro, da Pérsia, conquistou a Babilônia e formou o Império Medo-Persa. Segundo os relatos bíblicos, ele autorizou o retorno de judeus à sua terra natal por volta de 538 a.C., permitindo a reconstrução do Templo em Jerusalém.

Seus sucessores também aparecem na narrativa bíblica. Dario autorizou a continuidade das obras do Templo, concluídas por volta de 516 a.C. Já o reinado de Xerxes, identificado como Assuero, é o cenário do livro de Ester, que relata a preservação do povo judeu na Pérsia. Posteriormente, Artaxerxes autorizou Esdras e Neemias a retornarem a Jerusalém e reorganizarem a vida religiosa e administrativa da cidade.

Após esse período, o Império Persa foi derrotado por Alexandre, o Grande, e a região passou por sucessivas mudanças de domínio, incluindo o controle dos selêucidas e dos partos.

No Novo Testamento, povos associados à região voltam a ser mencionados. O evangelho de Mateus cita os magos que visitaram Jesus, cuja origem é incerta, mas que, segundo algumas interpretações, poderiam ter vindo da Pérsia. No livro de Atos, o relato do Pentecostes menciona a presença de partos, medos e elamitas em Jerusalém, indicando a existência de comunidades judaicas dispersas nessas regiões.

Com o avanço do cristianismo, tradições antigas afirmam que missionários chegaram à Pérsia nos primeiros séculos. Registros históricos apontam que comunidades cristãs se estabeleceram na região, permanecendo ao longo dos séculos como minorias religiosas.

No século VII, a conquista islâmica consolidou o islamismo como religião predominante no território, especialmente em sua vertente xiita. Apesar disso, comunidades judaicas, cristãs e zoroastristas continuaram presentes no país, conforme informações do portal The Christian Post.

O Irã também abriga locais associados a personagens bíblicos. Há registros de túmulos atribuídos a figuras como Daniel, em Susa, e Ester e Mordecai, em Hamadã, visitados por peregrinos de diferentes tradições religiosas.

Ao longo da história, o território iraniano manteve vínculos com episódios e personagens descritos na Bíblia. Comunidades judaicas e cristãs permaneceram na região desde períodos antigos, mesmo diante de mudanças políticas e religiosas.

Igreja doa US$ 1 milhão a famílias endividadas para evitar despejo

A Igreja Batista da Rua Alfred, em Alexandria, no estado da Virgínia (EUA), doou mais de US$ 1 milhão para quitar dívidas de mais de 300 famílias que vivem em habitações populares na região.

A quantia foi arrecadada por meio da iniciativa anual SEEK, que envolve membros da congregação em um período de jejum e oração realizado no início do ano. A ação integra um esforço maior voltado ao apoio social na comunidade local.

No domingo de Páscoa, o reverendo Howard-John Wesley afirmou à congregação: “Oramos para que o Senhor não apenas mude nossas vidas”, mas que “Deus também mude nossa terra”.

Durante o mesmo culto, ele apresentou a Iniciativa Recomeço, voltada a auxiliar moradores de habitações públicas em risco de despejo. Segundo o líder religioso, a igreja decidiu participar do programa para ajudar famílias que enfrentam dificuldades financeiras em Alexandria.

“É com grande alegria que compartilho com vocês que, após realizar as auditorias, analisar os registros contábeis, conversar com todas as famílias e verificar as dívidas, quero informar que, com a oferta do programa SEEK, vocês ajudaram a impedir o despejo de 338 famílias, ao custo de US$ 1.049.000”, declarou.

Em seguida, Wesley acrescentou: “Eu só queria que alguém agradecesse a Deus por uma igreja batista negra que doou um milhão de dólares para garantir que as pessoas não perdessem suas casas. Glória a Deus; glória a Deus”.

No mês anterior, a prefeita de Alexandria, Alyia Gaskins, destacou a iniciativa da igreja após relatório da Autoridade de Reurbanização e Habitação de Alexandria apontar perda de cerca de US$ 1 milhão em aluguéis não pagos em unidades de habitação pública. O levantamento atribuiu o cenário a fatores como o aumento do custo de vida e dificuldades no mercado de trabalho local.

“Trata-se de algo mais do que simplesmente liquidar dívidas — trata-se de criar caminhos para a estabilidade”, afirmou Gaskins em comunicado. “A acessibilidade à habitação continua sendo um dos desafios mais urgentes que nossa cidade enfrenta”.

Ela também destacou a atuação conjunta com organizações religiosas. “Por meio do Conselho Inter-religioso, estamos aproveitando a liderança moral e a generosidade de nossa comunidade religiosa para evitar o deslocamento, ao mesmo tempo que investimos em educação financeira e segurança econômica a longo prazo”, disse, segundo o The Christian Post.

Fundada em 1803, a Igreja Batista da Rua Alfred reúne cerca de 10 mil membros e realiza doações frequentes para causas sociais. Em 2025, a instituição destinou US$ 132.469 para quitar dívidas estudantis de 11 formados da Universidade de Santo Agostinho, na Carolina do Sul.

Ação de Bolsonaro contra Janones terá Mendonça como relator

O ministro André Mendonça foi sorteado na terça-feira, 07 de abril, para relatar a ação movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro contra o deputado federal André Janones no Supremo Tribunal Federal.

A defesa de Bolsonaro acionou a Corte após a divulgação de um vídeo em que Janones o chama de “vagabundo” e “ladrão”. Na gravação, Janones comentava a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.

Os advogados afirmam que as declarações configuram os crimes de injúria e difamação e pedem indenização de R$ 50 mil. As publicações foram feitas nas redes sociais do deputado entre os dias 25 e 28 de março.

Em uma das postagens, Janones afirmou: “Esse vagabundo ladrão que mandou matar o Lula, mandou matar o Alckmin, esse safado está indo para casa para articular contra o fim da escala 6×1”. Em seguida, acrescentou que Bolsonaro, em prisão domiciliar, iria “articular com o Trump” sobre as eleições.

A defesa sustenta que as declarações foram feitas fora do período eleitoral, o que afastaria a possibilidade de enquadramento como propaganda política ou manifestação protegida pela legislação eleitoral.

Na queixa-crime, os advogados afirmam que Bolsonaro não é autor de crimes de homicídio e destacam que ele próprio foi vítima de uma tentativa de homicídio em 2018. Também classificam como falsas as alegações de que ele estaria articulando contra a pauta da escala 6×1 ou atuando em conjunto com Donald Trump para prejudicar o país.

“Tais afirmações constituem imputação de fatos ofensivos à reputação do querelante”, diz a defesa. “Na medida em que insinuam a prática de atos politicamente desonestos e contrariedade ao interesse público, sem qualquer respaldo factual”.

A equipe de comunicação de André Janones foi procurada, mas não se manifestou até o momento, conforme informações da revista Oeste.

Disputa por evangélicos faz Flávio Bolsonaro intensificar visitas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu início a uma série de visitas a igrejas evangélicas no estado de São Paulo como parte da estratégia de campanha para as eleições presidenciais de 2026.

A movimentação ocorre em um contexto de crescente disputa pelo apoio desse segmento religioso, especialmente após o pré-candidato Ronaldo Caiado (União Brasil) também intensificar sua aproximação com lideranças evangélicas nas últimas semanas.

A agenda do parlamentar teve início com sua participação em um encontro de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém, uma das mais tradicionais denominações evangélicas do país.

Durante o evento, Flávio subiu ao púlpito, ajoelhou-se e recebeu uma oração pública conduzida pelo bispo José Wellington Bezerra da Costa, um dos líderes históricos da denominação. A cerimônia ocorreu diante de dezenas de pastores.

Na oração, o bispo fez menção direta ao futuro político do senador, pedindo que ele seja conduzido à Presidência da República. “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu”, declarou o líder religioso. O encontro reuniu cerca de 40 pastores e integrou uma reunião interna da igreja, que contava com diferentes níveis de liderança religiosa.

Também participou do evento o pastor José Wellington Costa Júnior, vinculado à Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), uma das principais organizações do segmento no país, com forte capilaridade nacional.

Estratégia de aproximação 

Segundo aliados do senador, a passagem por São Paulo incluiu uma série de encontros reservados com lideranças evangélicas influentes. A estratégia segue o modelo adotado em campanhas anteriores, que prioriza a aproximação direta e reuniões fora da agenda pública, com o objetivo de fortalecer vínculos pessoais com dirigentes religiosos.

Entre os nomes que concentram grande capacidade de mobilização eleitoral estão Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo; R. R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus; e Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Todos são considerados estratégicos na disputa pelo voto evangélico.

Cenário eleitoral e disputa com Caiado

A ofensiva de Flávio Bolsonaro ocorre em um cenário de crescente importância do eleitorado evangélico nas eleições nacionais. Pesquisas indicam que esse segmento pode ser decisivo na disputa presidencial, tornando-se alvo prioritário de diferentes pré-candidatos.

A movimentação do senador é vista como uma reação direta ao avanço de Ronaldo Caiado (União Brasil), que recentemente intensificou sua presença junto a lideranças religiosas. A disputa evidencia uma tentativa de consolidação de apoio dentro do campo conservador, onde a influência religiosa desempenha papel central na definição de candidaturas e alianças políticas. Com: Mais Goiás. 

Radialista de afiliada da Globo chama Bíblia de ‘livrinho idiota’

Assine o Canal

O jornalista José Carlos Magdalena, da rádio EP FM, afiliada da Globo em Araraquara, interior de São Paulo, fez declarações ofensivas à Bíblia e à religião cristã durante programa transmitido ao vivo na terça-feira, 07 de abril.

Durante a transmissão, ele criticou a fé cristã ao comentar a mensagem de um ouvinte que defendia a união entre um homem e uma mulher: “A Bíblia é o cacete, é um livrinho idiota. A religião é um demônio que infelizmente está no meio social. A religião é demoníaca”, afirmou.

Na sequência, Magdalena voltou a atacar o texto bíblico e a religião. “A Bíblia está errada. A Bíblia é uma bosta, se você quiser saber. Ali tem um monte de criação, cada um colocou uma coisinha a mais. Agora, se as pessoas são felizes, o Luca é feliz como ele é, eu sou feliz como eu sou, você é feliz, o que as pessoas têm a ver com isso? Tá fazendo algum mal pra você? ‘Ah, mas Deus’… Deus o cacete, cidadão!”, declarou.

Um dos colegas de bancada discordou das afirmações e alertou para o risco de caracterização de intolerância religiosa, destacando que nem todas as religiões seriam prejudiciais. Apesar disso, Magdalena manteve o tom das críticas e defendeu que a religião deveria ser “banida”.

Ele repetiu as ofensas ao texto bíblico durante o programa. “Livrinho idiota! Eu li muito! É tudo besteira isso aí! Tudo palhaçada! Tudo palhaçada! Tudo idiotice! Tudo idiotice!”, disse.

Após a transmissão, ouvintes reagiram nas redes sociais da emissora. Uma usuária escreveu: “Passando aqui para avisar que intolerância religiosa é crime”.

Outro comentário cobrou providências da rádio: “Ao manter esse senhor no ar, a EP FM e o jornal responsável chancelam o preconceito e a baixaria. Exigimos: a expulsão imediata do Madalena. Alguém que não respeita a lei e a fé alheia não possui condições éticas de ocupar um microfone. Retratação pública da emissora aos cristãos e a todas as pessoas de fé ofendidas”, afirmou um seguidor.

Tarcísio de Freitas defende fim da reeleição para o Executivo

Assine o Canal

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se manifestou favorável ao fim da reeleição para cargos do Poder Executivo como parte de uma reforma política. A declaração foi feita durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 7 de abril de 2026, na cidade de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

Tarcísio, que é pré-candidato à reeleição ao governo paulista, afirmou que o atual modelo de recondução “está fazendo mal para o Brasil”. Segundo ele, a possibilidade de disputar um novo mandato consecutivo estimula gestores a priorizarem interesses eleitorais em detrimento de decisões estruturais de longo prazo.

“A gente tem que questionar neste momento em que medida a reeleição está ajudando ou não o país”, declarou o governador. “Em que medida uma pessoa que entra consegue estabelecer uma visão de longo prazo ou fica muito refém da possibilidade de reeleição, perdendo tempo deixando de fazer aquilo que precisa de fato ser feito. É um questionamento que faço. Hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil.”

Contexto do debate nacional e propostas em tramitação

A discussão sobre o fim da reeleição ganhou força no cenário político nacional, especialmente em meio às articulações para as eleições de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é um dos defensores de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a recondução ao cargo. O texto propõe mandato único de cinco anos para presidente, governadores e prefeitos, com vigência a partir de 2030.

A PEC de Flávio Bolsonaro, no entanto, prevê o fim apenas da reeleição presidencial, mantendo a regra para os demais cargos do Executivo. A proposta conta com apoio de senadores de sete legendas: PL, PP, Republicanos, União Brasil, Novo, Podemos e MDB.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, disputará a reeleição à Presidência em 2026, dentro das regras atuais.

Críticas ao modelo vigente

Críticos do sistema atual, como Tarcísio de Freitas, argumentam que a possibilidade de reeleição estimula medidas de curto prazo e de caráter populista, com reflexos diretos nas contas públicas.

A regra atual combina a previsão constitucional de recondução com as disposições da Justiça Eleitoral: ocupantes de cargos do Executivo que desejam concorrer a outro mandato precisam renunciar ao cargo atual, com exceção justamente daqueles que buscam a reeleição para o mesmo posto.