Filmes e séries de terror abrem portais? Pastor mostra na Bíblia

O pastor Pedro Pamplona publicou uma avaliação sobre a discussão recorrente entre cristãos a respeito de filmes e séries de terror e o suposto impacto dessas obras no mundo espiritual.

Na exposição, o pastor da Igreja Batista Filadélfia em Fortaleza (CE), abordou a pergunta “ter contato com obras de terror abre portais ou dá legalidade para o diabo agir nas nossas vidas?” e situou o tema no contexto da popularidade de produções como a série Stranger Things, da Netflix, que retrata monstros, possessões e “portais” como elementos centrais da narrativa.

Pamplona afirmou que a Bíblia descreve diversas situações de atuação de Satanás e de demônios contra pessoas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mas disse não encontrar respaldo bíblico para a ideia de que obras culturais, por si, “abram portais” ou concedam “legalidade” espiritual. Ele organizou sua argumentação em três observações, a partir do que chamou de uma leitura dos casos de opressão ou ação demoníaca nas Escrituras.

A primeira observação apresentada por ele foi a de que, em muitos episódios, especialmente nos relatos de endemoninhados durante o ministério de Jesus, não aparece uma causa explícita para a condição das pessoas. Ele disse que, nesses casos, não há explicação textual indicando o motivo pelo qual os demônios estavam agindo.

Na segunda observação, Pamplona declarou que, quando a Bíblia aponta causas, a explicação “quase sempre” envolve o pecado. Ele citou exemplos como Saul em 1 Samuel 16, Acabe em 1 Reis 22 e um episódio envolvendo os filhos de Ceva em Atos 19, apresentando o pecado como o principal fator associado à influência de Satanás sobre a vida humana.

A terceira observação, segundo ele, é a presença de casos em que a atuação de Satanás aparece vinculada a um propósito divino, com Deus permitindo ou utilizando a ação do adversário dentro de um contexto específico. Pamplona mencionou Jó como o exemplo mais conhecido e voltou a citar Acabe como um caso em que essa dinâmica também apareceria no texto bíblico.

A partir desse conjunto, o pastor afirmou que a noção de “portais” ligados ao consumo de conteúdos culturais não aparece nas Escrituras. Ele atribuiu a disseminação dessas ideias ao que chamou de “movimento de batalha espiritual de terceira onda”, associado, em sua fala, a correntes ligadas ao neopentecostalismo brasileiro e a doutrinas que, segundo ele, aproximariam o cristianismo de elementos de esoterismo e misticismo.

No argumento, Pamplona disse que, quando a Bíblia trata de “dar lugar ao diabo”, o tema está ligado ao pecado, e não ao contato com produções artísticas. Ele citou Efésios 4:27 como o texto bíblico que menciona “dar lugar ao diabo”, relacionando a passagem à “ira pecaminosa”, prolongada e não tratada. Para ele, a preocupação central do cristão deveria ser com pecados não confessados e uma vida mantida no pecado, e não com filmes, séries ou livros.

Ao mesmo tempo, Pamplona indicou critérios práticos de cautela. O primeiro ponto foi a possibilidade de uma obra ser “pecaminosa em si”, citando conteúdos pornográficos ou “semi-pornográficos” como exemplos do que, em sua avaliação, não deveria ser consumido. O segundo ponto foi o risco de determinadas obras levarem ao pecado, por ensinarem, exaltarem ou incentivarem comportamentos que ele descreveu como errados, o que, segundo sua fala, poderia influenciar escolhas pessoais e abrir espaço para quedas morais.

O terceiro ponto destacado foi o efeito emocional de produções de terror. Pamplona afirmou que o conteúdo pode gerar medo excessivo, com possibilidade de trauma, e avaliou que esse medo pode ser explorado como forma de opressão espiritual. Ele recomendou atenção especial a pessoas que se considerem mais sensíveis a esse tipo de conteúdo.

Na parte final, o pastor orientou que avaliações sobre consumo de filmes e séries não sejam transformadas em regras universais impostas a todos, apontando a necessidade de discernimento individual conforme “condição” e “fraquezas” pessoais.

Ao final, concluiu com um chamado a estudar o tema da batalha espiritual a partir das Escrituras e a buscar uma vida de santidade, citando 1 João 5:18: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado, porque quem é nascido de Deus guarda a si mesmo e o maligno não pode tocar nele”.

Líder repreende pastores com luxo e esposa com ‘vestido de chita’

Assine o Canal

Neste natal, viralizou um vídeo do pastor Paulo Martins Neto repreendendo pastores que andam bem vestidos, com carros de luxo, mas deixam suas esposas mal vestidas e com dificuldades para cuidar do lar.

Neto, presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Seta (CIADSETA), no Tocantins, cobrou mudança de postura dos pastores durante a 87ª Assembleia Geral Ordinária da convenção, realizada em julho de 2024. Na ocasião, pastores de todas as regiões do estado compareceram ao evento.

“Muito pastor bonito, terno novo, gravata italiana, sapato de cromo alemão, e a mulher, meu irmão, com vestido de chita e andando com sandalhazinha rasgada. Cuide da sua casa, cuide da sua esposa, cuide dos seus filhos. Eu disse pra um pastor ontem, rapaz, tu cuida de tua mulher. Falei pra ele aqui nessa aí. Rapaz, tu cuida de tua mulher. Mulher mal cuidada acha quem cuide ligeiro”, repreendeu Neto.

“O bom marido se conhece pelo cuidado que ele tem com a sua esposa. O pastor não é diferente, não. O pastor não é diferente, não. Tem muito pastor investindo em carro. […] Tem pastor pedindo oferta pra gente, por causa que o campo é carente, e quando ele sai de perto da gente, entra num carro que parece o presidente da República. Isso aconteceu comigo ontem. O irmão me pedindo uma ajuda, quando eu saí daqui do pátio, eu encontro ele na minha frente num carro de luxo. Meu Deus do céu, como é que está pedindo oferta e entrando num carro desse? Olha o carro do irmão que está pedindo oferta!”, acrescentou o pastor Neto.

Em seguida, ele retomou a bronca nos pastores que não priorizam o cuidado com a família: “Você está investindo em carro e lá na sua casa sua esposa não está tendo como fazer necessidade fisiológica porque o banheiro não presta. A cozinha dela está uma bagunça. Não tem uma pia que preste, cano rachado, torneira pingando, não tem onde botar um prato. Quando tem o prato. Porque o camarada quer um prato limpo, mas ele não compra. Cuide de sua casa, cuide de sua esposa, cuide de seus filhos. Carro é uma ferramenta de trabalho, é importante, você precisa dele. Mas deixe ele em terceiro plano. Você tem que priorizar, é a sua família”, finalizou.

Pastor combate antissemitismo e explica visão bíblica sobre Israel

O reverendo Douglas Wilson, pastor sênior da Christ Church (CREC), em Moscow, Idaho, repreendeu o antissemitismo da podcaster conservadora Candace Owens durante a AmericaFest, da Turning Point USA, em Phoenix, Arizona, na semana passada, e apresentou diferentes correntes cristãs sobre o Israel moderno.

A intervenção ocorreu em um painel de cerca de meia hora com o apresentador do TheBlaze, Steve Deace, sob mediação do teólogo britânico Dr. James Orr. Wilson condenou o antissemitismo entre cristãos, que definiu como “ódio aos judeus” e classificou como um exemplo de “apostasia” pecaminosa.

Ao mesmo tempo, afirmou que críticas ao governo israelense não são necessariamente antissemitismo, assim como não seria antissemitismo defender que judeus creiam em Jesus Cristo. “Não é antissemitismo discordar de [o primeiro-ministro israelense] Benjamin Netanyahu. Não é antissemitismo para os cristãos quererem que os judeus acreditem em Cristo. Não é antissemitismo discordar das políticas israelenses na Cisjordânia”.

Wilson disse que a diferença estaria, muitas vezes, “na maneira como essas coisas são sustentadas e debatidas”. Ao descrever o que chamou de “ódio aos judeus”, citou exemplos que incluiu no próprio discurso: reações em sua rede social, o ataque terrorista de segunda-feira, 07 de outubro de 2023, e o que chamou de “a praia de Bondi”. “É a crença de que os judeus são uma força singularmente malévola para o mal no mundo, e que esse fato justifica uma resposta negativa generalizada a tudo o que esteja relacionado a eles”.

Ele também direcionou críticas a cristãos que, segundo sua avaliação, passam a alimentar hostilidade por causa da rejeição judaica ao Evangelho. “Pensa-se que os judeus são o inimigo, mas Jesus ordenou aos seus seguidores que amassem os seus inimigos, o que vocês manifestamente não estão fazendo”. “Então, por que os judeus deveriam ouvir Jesus se vocês não o fazem?”.

Durante o painel, Wilson apresentou um argumento hipotético que descreveu depois como uma “reductio [ad absurdum]” para ilustrar como Owens chega a conclusões. Ele mencionou uma teoria sobre o ataque ao USS Liberty, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, e contrastou debates de política externa com teorias conspiratórias que atribuiu a Owens, incluindo a sugestão de envolvimento do governo israelense ou de uma conspiração interna da TPUSA no assassinato de Charlie Kirk. “Debates sobre se os organizadores desta conferência foram cúmplices no assassinato de Charlie pertencem a uma categoria completamente diferente, uma categoria que melhor se descreve como demente ou desequilibrada”.

De acordo com o The Christian Post, ele acrescentou: “Se a insolência passivo-agressiva e a manipulação psicológica tivessem um time de basquete, já passou da hora de aposentar a camisa da Candace”.

Wilson, que se descreveu como reformado e pós-milenista, disse que queria apresentar “definições básicas” sobre visões cristãs a respeito de Israel. Ele contextualizou o sionismo como um movimento judaico que ganhou forma sobretudo no século XIX e definiu “sionistas cristãos” como cristãos — “geralmente dispensacionalistas” — que consideram o restabelecimento de Israel em 1948 como cumprimento profético e defendem um mandato divino para manter a terra.

Ele descreveu ainda os “sionistas de fato” como pessoas que não vinculam a promessa de Gênesis 12 ao Estado moderno, mas reconhecem que “quase 8 milhões” de judeus vivem ali e teriam o mesmo direito de defesa territorial que outros países. Wilson comparou essa visão prática à sua própria residência em Idaho, sem aderir à doutrina do Destino Manifesto.

O pastor também detalhou diferenças dentro do supersessionismo (ou “teologia da substituição”), definido por ele como a visão de que a Igreja é “Israel agora” e herdeira das bênçãos da aliança prometidas no Antigo Testamento. Ele associou essa leitura a Romanos 11, com a imagem da oliveira abrangendo Antigo e Novo Testamento, e disse que essa é uma posição comum entre teólogos reformados e teólogos da aliança: “Essa é a visão que eu defendo”.

Wilson distinguiu o que chamou de “supersessionismo radical”, que veria judeus étnicos atuais como fora da aliança, do “supersessionismo moderado”, que sustenta que judeus incrédulos foram “cortados” por incredulidade, mas poderiam ser “enxertados novamente”, com impacto espiritual amplo. Wilson disse que se identifica com o segundo grupo.

No verão passado, Wilson comentou um embate viral entre Tucker Carlson e o senador Ted Cruz sobre o dever cristão em relação a Israel, e apontou dificuldade em separar o povo judeu da entidade política moderna: “A Bíblia, considerada em seu conjunto, indica que ainda há um papel a ser desempenhado pelo povo judeu em Israel”.

O clérigo católico Calvin Robinson, nascido na Grã-Bretanha e presente ao evento, afirmou que o painel com Wilson e Deace foi o único debate sobre Israel na conferência, marcada por disputas internas entre nomes conservadores como Carlson, Ben Shapiro, Megyn Kelly e Steve Bannon.

Em publicação no X, Robinson sugeriu tensões geracionais sobre Israel no pós-Segunda Guerra Mundial. “Enquanto os mais velhos veem os judeus como especialmente perseguidos por causa da Segunda Guerra Mundial, a Geração Z tende a ver isso como um tratamento especial concedido a um grupo específico, em um mundo onde tantos são perseguidos”.

Pastores cobrados a pregarem contra o aborto após morte de Kirk

Uma carta de coalizão apoiada por conservadores cristãos pediu que pastores tratem com clareza o tema do aborto e a sacralidade da vida dos não nascidos, em um contexto descrito como de aumento na frequência às igrejas após a morte de Charlie Kirk, em 10 de setembro.

A carta foi publicada na semana passada pela Human Coalition, apresentada como um coletivo pró-vida que conecta mulheres com intenção de abortar a recursos descritos como favoráveis à vida. O documento exortou líderes religiosos a proclamarem a Palavra de Deus “sem medo ou concessões”.

“Entre as grandes crises morais do nosso tempo, nenhuma é mais urgente ou devastadora do que o aborto — a destruição de inúmeras vidas inocentes criadas à imagem de Deus”. A carta citou Jeremias 1:5 e Provérbios 24:11 como referências bíblicas.

O texto foi assinado por líderes de diferentes denominações e organizações, incluindo Jeff Bradford, presidente da Human Coalition, Tony Perkins, presidente do Family Research Council, Bunni Pounds, CEO da Christians Engaged, e Daniel Akin, presidente do Southeastern Baptist Theological Seminary.

O documento registrou “uma renovada sede de verdade” nos Estados Unidos após o assassinato de Kirk, fundador da Turning Point USA, e citou relatos de pastores sobre aumento de presença nos cultos no mês seguinte, com destaque para jovens adultos. A carta disse que Kirk, que tratava do tema do aborto, deixou um “mandato” que não deveria recair apenas sobre figuras públicas. “Pertence aos pastores do rebanho de Deus”.

“Toda criança é uma dádiva do Criador, e toda mãe e todo pai merecem a compaixão e a esperança encontradas no Evangelho”. “Contudo, em muitos púlpitos, essa verdade está ausente. O silêncio sobre o aborto tornou-se uma das maiores falhas da Igreja”.

O documento citou uma pesquisa divulgada neste ano pelo Family Research Council, em parceria com o Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona, baseada em 1.003 respostas coletadas em julho. Dezenove por cento dos entrevistados disseram que já pagaram, incentivaram ou escolheram fazer um aborto. Quarenta e um por cento afirmaram que suas igrejas tratam do tema diversas vezes ao longo do ano, enquanto 23% disseram que suas igrejas nunca discutem o assunto. Outros participantes relataram abordagens menos frequentes, com 13% indicando uma vez por ano e 12% indicando discussão anual.

A carta reconheceu que parte dos líderes pode não ver o aborto como tema presente na congregação, ou pode evitar o assunto por experiências pessoais, medo de ofender ou receio de perder membros. Também citou a percepção de que o aborto seria “apenas mais uma questão entre tantas”.

“Mas o nosso silêncio tem consequências mortais. O aborto não é um debate político abstrato; é a principal causa de morte na América”. “E todas as semanas, homens e mulheres em nossas igrejas são diretamente afetados por isso. Quando nos calamos, eles ficam vulneráveis às mentiras de uma cultura que nega a humanidade dos nascituros e a esperança do perdão em Cristo”.

O documento pediu que líderes preguem “o Evangelho da Vida com clareza e compaixão”, afirmem a sacralidade da vida humana no útero, ofereçam “a esperança de Cristo” a homens e mulheres que sofreram aborto e capacitem membros a serem “defensores dos vulneráveis”.

“O aborto não é apenas mais uma questão entre muitas. É uma questão do Evangelho. É a crise moral definidora dos nossos dias. E é um momento na história em que a Igreja deve se levantar e falar a uma só voz”. “Conclamamos vocês, líderes, a se unirem a nós nesta tarefa sagrada. Que não se diga da nossa geração que a Igreja se calou enquanto crianças pereciam e pais sofriam […] “Que se diga que fomos fiéis em pregar todo o conselho de Deus, em defender os mais pequeninos e em pastorear o nosso povo com coragem e compaixão”, conclui o documento, de acordo com o The Christian Post.

Indonésia: muçulmanos impedem cristãos de celebrar o Natal

Muçulmanos na província de Java Ocidental, na Indonésia, formaram uma barreira humana em domingo, 14 de dezembro, para impedir que cristãos participassem de uma missa de Natal, sob presença policial, em episódio registrado pela mídia local.

O grupo se reuniu na aldeia de Jayasampurna, no subdistrito de Serang Baru, regência de Bekasi, perto de Jacarta, e bloqueou a passagem de integrantes da Igreja Protestante Huria Kristen Batak (HKBP). A congregação tentou acessar um posto de oração próximo ao complexo habitacional Green Cikarang, local usado para celebrações.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram dezenas de homens e mulheres de mãos dadas, formando uma corrente humana, enquanto policiais e outras pessoas acompanham a cena. As imagens exibem gritos de “Allahu Akbar [Alá é o maior]” e empurrões contra membros da igreja que tentavam chegar ao local. Em um dos vídeos, um cristão afirma: “Só queremos adorar em paz — não temos intenção de perturbar ninguém”.

Outra gravação mostra uma faixa com a mensagem: “Nós, moradores muçulmanos da vila de Jayasempurna, rejeitamos firmemente a construção de casas ilegais em nossa vizinhança para sempre”.

O site Harianterbit registrou bloqueios semelhantes em domingo, 30 de novembro, e domingo, 07 de dezembro, e informou que a igreja utilizava o local para cultos havia sete anos.

Uma reunião de mediação ocorreu em 15 de dezembro, com supervisão do prefeito de Bekasi. O Harianterbit relatou que houve acordo para a congregação da HKBP realizar os cultos temporariamente no escritório do Fórum de Harmonia Inter-religiosa na cidade de Jababeka.

Em quinta-feira, 18 de dezembro, o Ministério de Assuntos Religiosos da Indonésia realizou nova mediação. A agência estatal Antara informou que o encontro resultou em oito acordos, incluindo o compromisso de perdão mútuo, a regularização de trâmites de licenciamento para a construção de postos de oração e apoio do ministério para a celebração do Natal pela igreja, de acordo com o The Christian Post.

Nas redes sociais, houve manifestações de crítica às ocorrências. O ativista Permadiarya2 escreveu: “Kang [que significa irmão, referindo-se ao governador de Java Ocidental, Dedi Mulyadi] Dedi, não fique calado, irmão”. Em seguida, acrescentou: “Por favor, autoridades, não fechem os olhos para essa perseguição aos cristãos. … Eles não são cidadãos de segunda classe, senhor. Eles têm o mesmo direito de praticar sua religião, e o Estado é obrigado a protegê-los e defendê-los”.

A organização Portas Abertas apontou risco de igrejas envolvidas em atividades evangelísticas se tornarem alvo de grupos extremistas islâmicos, em um cenário de maior conservadorismo islâmico na sociedade indonésia.

Cristão condenado à morte recebe indulto após pressão dos EUA

Um agricultor cristão nigeriano condenado à morte após matar um homem descrito como radical fulani, em um caso apresentado como legítima defesa, foi libertado depois que o governador do estado de Adamawa, Ahmadu Umaru Fintiri, concedeu um indulto total. A libertação ocorreu após mobilização de defensores de direitos cristãos e pressão pública liderada pelo deputado americano Riley M. Moore, republicano da Virgínia Ocidental.

Defensores e o congressista comemoraram a saída da prisão de Sunday Jackson, estudante e agricultor da Área de Governo Local de Demsa, em Adamawa. Ele havia sido condenado à morte em 2021 por um confronto ocorrido em 2015 em sua fazenda, quando foi esfaqueado e usou a faca para matar o agressor, identificado como Buba Ardo Bawuro.

Moore anunciou a libertação em uma declaração divulgada em terça-feira. “Sunday Jackson está livre! Depois de mais de uma década na prisão cumprindo pena de morte por se defender, Sunday Jackson foi perdoado”. Ele acrescentou: “Sunday é um agricultor cristão que, como inúmeros outros cristãos na Nigéria, foi brutalmente atacado por um radical islâmico. Sunday reagiu em legítima defesa, matando seu agressor. Tenho defendido a libertação de Sunday tanto em público quanto em reuniões privadas, inclusive durante minha recente visita da delegação do Congresso à Nigéria”.

O secretário de imprensa de Fintiri, Humwashi Wonosikou, comunicou o indulto em terça-feira e afirmou que a medida foi tomada “em comemoração às celebrações de Natal e Ano Novo”. Na mesma nota, ele citou outros beneficiados: “Jackson, que está no Centro de Custódia de Segurança Média de Kuje, foi perdoado juntamente com Joseph Eugene, do Centro de Custódia de Segurança Média de Yola, e Maxwell Ibrahim, que cumpre pena no Centro de Custódia de Segurança Média de Kaduna”.

Jackson afirmou que trabalhava em sua fazenda em Numan quando o homem levou animais para sua propriedade. Ele disse que foi atacado ao confrontar a situação e que conseguiu dominar o agressor, matando-o durante a luta.

Em 2021, um juiz do Tribunal Superior de Adamawa decidiu que Jackson deveria ter fugido do local em vez de matar o agressor, e a sentença foi de morte por enforcamento. De acordo com o The Christian Post, em março a Suprema Corte da Nigéria confirmou a condenação.

Entre os que atuaram pela libertação estão o advogado de direitos humanos Emmanuel Ogebe, do US Nigeria Law Group, e o pastor William Devlin, radicado nos Estados Unidos e descrito como CEO voluntário das organizações REDEEM! e Widows & Orphans. Devlin publicou no Facebook: “Sunday Jackson, nosso irmão cristão na Nigéria, foi perdoado”. Ele também escreveu: “O advogado Ogebe e o reverendo Devlin trabalharam em equipe… toda a glória e todo o crédito são dados a Deus!”.

Em março, Devlin se ofereceu para trocar de lugar com Jackson após a confirmação da sentença. “Eu vejo isso como obediência às Escrituras”. Ele continuou: “Jesus Messias fez isso por mim. Ele foi para a cruz, e eu tenho uma nova vida por causa disso. Então, por que eu não faria isso por outra pessoa?”.

Furacão destruiu moradia de casal, mas missão cristã reconstruiu

Um casal de idosos que teve a casa destruída pelo furacão Helene, nos Estados Unidos, recebeu uma nova residência para celebrar o Natal, com apoio de cristãos ligados à missão Samaritan’s Purse.

Mais de um ano após a passagem do furacão, comunidades da Carolina do Norte ainda lidam com danos registrados desde outubro de 2024, com árvores caídas, encostas afetadas e casas destruídas por deslizamentos e enchentes. Nesse cenário, Scott Richardson e Meta Gatschenberger perderam o imóvel onde planejavam viver a aposentadoria. A residência foi destruída em segundos por um deslizamento de terra, e o local deixou de oferecer condições para reconstrução.

Após meses de busca por outra propriedade, o casal recebeu ajuda da Samaritan’s Purse, que iniciou a construção de uma nova casa. A entrega do imóvel ocorreu entre o Dia de Ação de Graças e o Natal, com familiares e amigos reunidos para a ocasião.

Luther Harrison, vice-presidente do programa US Rebuild da Samaritan’s Purse, declarou: “Deus abriu um caminho onde não víamos. E aqui estamos, com seus amigos e familiares celebrando uma nova casa. Não há momento melhor para consagrar este lar”.

Durante a entrega, membros da equipe compartilharam uma mensagem de fé em analogia à chave da casa: “As saliências representam os altos e baixos que enfrentamos na vida. A borda plana representa Jesus, o alicerce inabalável em nossas vidas”.

Scott e Meta citaram Provérbios 16:9: “O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos”. Em visita à nova casa com familiares e amigos, os dois relataram que a experiência fortaleceu a fé durante a crise.

Meta afirmou: “Quando você pensa que perdeu tudo pelo que trabalhou durante anos, tudo de uma vez, e agora tudo foi restaurado, é maravilhoso”. Scott acrescentou: “Sempre tenha esperança. Sempre tenha fé. Mantivemos nossa fé porque era tudo o que tínhamos”.

A construção envolveu mais de 100 voluntários da Samaritan’s Purse, vindos de diferentes regiões do país. O trabalho durou meses, atravessou feriados e foi concluído antes do Natal, com atuação em meio a dificuldades logísticas e condições climáticas.

Harrison declarou: “Esta casa os acompanhará por muitos anos enquanto estiverem aqui na Terra”. Ele continuou: “Ela foi construída sobre uma pedra fundamental que sustentará este alicerce, e esse alicerce é Jesus Cristo. Então, nós lhes damos um presente este ano, mas vejam o presente que Cristo nos deu. Ele veio a esta Terra e pagou um preço por nós. É um presente gratuito, assim como esta casa é um presente gratuito para esta família”.

Por mais de um ano, Scott e Meta relataram que passaram diariamente pelos destroços da antiga residência, ainda visíveis na floresta. Com a entrega do novo imóvel, o casal associou o momento a uma retomada de esperança.

Meta concluiu: “Pensar em todo o processo e em tudo que Deus providenciou para que isso acontecesse é realmente um milagre. É o melhor Natal de todos os tempos. Somos abençoados”.Furacão destruiu moradia de casal, mas missão cristã reconstruiu: ‘Deus providenciou’

Todos à Mesa: igreja oferece Ceia de Natal para pessoas carentes

A igreja evangélica Comunidad Casa Norte, localizada na cidade de Hermosillo, no México, promoveu uma Ceia de Natal comunitária voltada para pessoas em situação de rua no último dia 6 de dezembro. A iniciativa, denominada “Todos à Mesa”, ocorreu em um espaço aberto na via pública, onde foi instalada uma longa mesa decorada com motivos natalinos.

Durante o evento, voluntários da congregação serviram uma refeição completa, incluindo prato principal, sobremesa e café, aos participantes. Além da alimentação, a ação incluiu a distribuição de itens de vestuário e agasalho, como casacos, tênis, suéteres e cobertores. Momentos de oração coletiva também foram realizados.

Em publicação oficial no Instagram, a igreja descreveu o propósito da Ceia de Natal comunitária. “Servimos com amor. Calor no prato, casaco nas mãos e palavras que elevam o coração”, afirmou.

A nota também fez referência a uma passagem bíblica, citando o evangelho de Mateus, capítulo 25, versículo 40: “Eu lhes asseguro que tudo o que fizeram por um dos meus irmãos, até pelo mais pequeno, fizeram por mim”. A mensagem finalizou com um apelo: “Sejamos as mãos e os pés de Jesus. A generosidade se tornou companhia, refúgio e esperança na mesa”.

A publicação recebeu diversos comentários de apoiadores. Uma usuária escreveu: “O verdadeiro sentido do Natal”. Outra manifestação destacou: “Lindo! Através de vocês eles podem ver e receber o amor de Deus”.

A ação insere-se em uma série de iniciativas de caráter social e assistencial realizadas por grupos religiosos durante o período festivo de fim de ano, com o objetivo de oferecer suporte material e espiritual a populações vulneráveis.

Nelson Junior, ‘Escolhi Esperar’, anunciado como pastor na Zion

O pastor Nelson Junior, conhecido pela criação do movimento Eu Escolhi Esperar, foi apresentado como novo integrante da equipe pastoral da Zion Church São Paulo. O anúncio foi feito no domingo, 21 de dezembro, pelo pastor Teofilo Hayashi, líder da igreja, e foi confirmado depois pelo próprio Nelson em suas redes sociais.

Hayashi informou que Nelson Junior e a família vão se mudar para a capital paulista e passarão a atuar diretamente nas atividades da igreja local. Ele também mencionou expectativa em torno da chegada do pastor e do início de um novo ciclo ministerial.

Além de integrar o quadro pastoral da Zion São Paulo, Nelson Junior ficará responsável pela coordenação dos “geracionais” da Zion em todo o país. A função inclui o acompanhamento e o fortalecimento de iniciativas voltadas a diferentes faixas etárias, com foco na formação espiritual das próximas gerações.

O movimento Eu Escolhi Esperar também se pronunciou sobre a mudança. Em publicação oficial, a organização registrou a alegria de Nelson Junior e de sua esposa, a pastora Angela Neto, diante do novo desafio ministerial.

A mensagem destacou que o casal inicia uma etapa descrita como de maior responsabilidade e compromisso com a liderança nacional. O comunicado também associou a transição a um período de renovação e propósito, com atenção ao cuidado e ao discipulado das novas gerações dentro da Zion Church.

Ex-líder de adolescentes é preso por abuso em 'festa do pijama'

Um homem de 30 anos, identificado como ex-líder do ministério de adolescentes da Igreja Batista Filadélfia, no Guará II (DF), encontra-se preso temporariamente desde a última sexta-feira, 19 de dezembro de 2025. A prisão foi decretada pela Justiça local por 30 dias, prorrogáveis, com base na investigação da 4ª Delegacia de Polícia do DF, que o investiga por suspeita de estupro de vulnerável.

De acordo com o relatório policial, o suspeito teria utilizado sua posição de liderança religiosa para estabelecer confiança com adolescentes do sexo masculino e, posteriormente, abusar sexualmente deles. Os crimes teriam ocorrido em diferentes situações, incluindo durante uma festa do pijama nas dependências da igreja e em encontros privados em sua residência, sob o pretexto de assistir a filmes.

As investigações apontam um padrão: o homem abordava as vítimas de forma não concomitante, estabelecendo vínculo com um adolescente de cada vez. Os relatos colhidos pela Polícia Civil indicam que, durante os abusos, as vítimas pediam para ele parar, mas ele persistia. Para interromper as investidas, alguns adolescentes se refugiavam no banheiro ou solicitavam aos pais que os buscassem.

Até o momento, foram identificadas quatro vítimas, com idades entre 10 e 17 anos no período dos supostos crimes, que teriam ocorrido a partir de 2019. Uma delas já atingiu a maioridade. Em um dos casos, os abusos teriam se iniciado quando a vítima tinha 10 anos e se prolongado por dois anos. Em outro, teriam ocorrido entre os 13 e os 17 anos de idade.

Relação Familiar e Reação da Igreja

O investigado é filho do pastor presidente da congregação. Segundo apurações, em uma reunião de líderes em novembro, teria sido lida uma carta do suspeito anunciando seu afastamento das atividades, mas ele continuou frequentando cultos e acessando áreas restritas. Fontes próximas ao caso afirmam que o pai, ao tomar conhecimento das denúncias, teria tentado convencer as famílias de que não houve abuso, chegando a insinuar que seu filho poderia ser a vítima.

A Igreja Batista Filadélfia emitiu nota oficial negando que o investigado continuasse atuando na instituição em 2025. A congregação afirmou que ele “atuava no passado como membro voluntário” e que “a relação de parentesco com o pastor presidente não interferiu, nem jamais interferirá, nas medidas disciplinares ou na colaboração com as autoridades”.

A nota também refutou alegações de que houvesse tentativa de encobrir os fatos ou desestimular as famílias a buscarem a Justiça.

“Em todos os atendimentos realizados, a orientação explícita foi de que as famílias possuíam total liberdade e incentivo institucional para buscar as autoridades policiais”, declarou a igreja, ressaltando seu compromisso com a precisão das informações e a proteção da privacidade dos menores envolvidos. Com: Metrópoles.