Conceito de autoajuda engana ao ser o “extremo oposto” da Bíblia

Em um trecho adaptado de seu próximo livro, a autora e teóloga Alisa Childers apresenta uma crítica fundamentada na cosmovisão cristã à ideia, predominante na cultura contemporânea, de que o ser humano é inerentemente suficiente, algo que se traduz muito bem no atual conceito de autoajuda.

A reflexão parte de sua experiência pessoal como mãe, que a confrontou com a própria insuficiência, servindo como ponto de partida para uma análise mais ampla a esse respeito.

Childers identifica a origem cultural desse conceito no gênero literário da autoajuda, inaugurado pelo livro “Self-Help”, de Samuel Smiles, em 1859. Ela argumenta que a indústria multimilionária da autoajuda e os movimentos de autoestima popularizaram a premissa de que o amor-próprio é a solução fundamental para os problemas humanos, uma noção que, segundo ela, pressupõe uma bondade essencial inerente ao ser humano.

A autora contesta essa visão otimista a partir de duas frentes: a observação prática e a doutrina cristã. Na frente prática, cita o comportamento infantil como evidência de que traços como egoísmo, mentira e cobiça surgem naturalmente, sem necessidade de ensino.

Na frente teológica, recorre ao princípio da depravação total, explicando que, embora os seres humanos tenham sido criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26), essa imagem foi desfigurada pela entrada do pecado no mundo através da desobediência de Adão e Eva.

Para embasar essa visão, Childers recorre a uma série de passagens bíblicas que descrevem a condição humana de forma sombria, incluindo Romanos 5:12, Salmos 14:2-3, Jeremias 17:9 e Eclesiastes 9:3. Ela contrasta essa descrição com citações de autores cristãos modernos que afirmam “eu sou completamente suficiente”, destacando um ensinamento que ela considera ser um “extremo oposto” ao ensinamento bíblico.

A autora então explica, com base em Romanos 1, que a rejeição humana a Deus não é por ignorância, mas por uma escolha voluntária de suprimir a verdade evidente na criação, levando a uma troca do culto ao Criador pelo culto à criatura – frequentemente, a si mesmo. Essa condição, descrita em Efésios 2:1-3, resulta em serem “por natureza, filhos da ira”.

A conclusão de Childers, que classifica como “a parte boa”, aponta para a solução cristológica. Ela argumenta que a incapacidade humana de ser suficiente é resolvida na obra de Jesus Cristo, diferentemente do que a ideia moderna de autoajuda transmite, ainda que implicitamente, buscando dissociar a dependência humana de Deus.

Citando 2 Coríntios 5:21, explica que Cristo, tornando-se pecado na cruz, cobre a insuficiência humana com sua própria suficiência, permitindo que os crentes sejam declarados justos diante de Deus. A verdadeira suficiência, portanto, é encontrada não no “eu”, mas na dependência de Cristo, ilustrada pela metáfora da videira e dos ramos em João 15:5.

O argumento final enfatiza um paradoxo central da fé cristã: a humilhação do ser humano em reconhecer sua insuficiência é o caminho para ser exaltado pela graça de Deus, através da justificação pela fé em Jesus Cristo, conforme exposto em Romanos 3:23 e 5:1, e não por meios próprios. Com informações: Voltemos ao Evangelho.

Bruxaria e pró-LGBT: ex-médium faz alerta sobre o filme “Wicked”

A ex-médium Jenn Nizza, que hoje lidera um ministério cristão voltado para pessoas que deixam o ocultismo, manifestou publicamente sua preocupação com a influência da nova sequência cinematográfica do filme “Wicked”, também considerado um musical.

Em um episódio recente de seu podcast “Ex-Psychic Saved”, Nizza alertou que a produção, ao retratar e romanticizar a bruxaria, poderia representar uma forma de “doutrinação demoníaca” direcionada ao público jovem.

“Tem influência de bruxaria e está romantizando o assunto”, afirmou Nizza sobre o filme. Com base em sua experiência de décadas no ocultismo antes de sua conversão ao cristianismo, ela argumentou:

“Como alguém que viveu no mundo do ocultismo e da Nova Era por muitos anos, este filme mexe com a sensibilidade de muitas pessoas, sugerindo que deveria haver alguma compaixão pela bruxa má e sugere que pode haver bruxaria boa”.

Ela classificou essa mensagem como “perigosa”, explicando que, em sua perspectiva, “bruxaria envolve invocar demônios, não importa se você se considera uma bruxa boa ou má”.

Críticas de Grupos Conservadores

As declarações de Nizza alinham-se com alertas previamente emitidos por organizações como a One Million Moms. O grupo afirma que a Universal Pictures, estúdio responsável pela adaptação do filme “Wicked”, estaria utilizando o musical para promover agendas ligadas ao ocultismo e à identidade LGBTQIA+ para um público infantil.

Em comunicado em seu site, o grupo declarou: “Precisamos da sua ajuda para garantir que o maior número possível de pessoas esteja ciente da Universal Pictures empurrando a agenda LGBT para famílias, particularmente crianças, no musical Wicked”.

A organização criticou o que chamou de “enorme quantidade de bruxaria e feitiçaria” no enredo, além da representação de personagens queer. “Em vez de um musical edificante da Broadway sobre amizade e família, talentos e recursos foram usados para criar um filme sombrio e normalizando o estilo de vida LGBT”, acrescentou.

A adaptação cinematográfica, dividida em duas partes, teve sua primeira parte lançada em 2024 e a sequência, “Wicked: Parte Dois”, estreou em novembro de 2025.

O grupo One Million Moms destacou que “quatro dos personagens principais do filme são abertamente queer ou gays na vida real”, interpretando isso como uma “tentativa flagrante da Universal de normalizar as paixões entre pessoas do mesmo sexo”.

Contexto da Produção e Declaração do Autor

O filme é estrelado por Ariana Grande, no papel de Glinda, e Cynthia Erivo, como Elphaba. A obra é baseada no romance de 1995 “Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West”, de Gregory Maguire, que por sua vez é uma reinvenção da história clássica de “O Mágico de Oz”.

Em entrevista à revista Them, Gregory Maguire comentou sobre a representação dos relacionamentos na trama, descrevendo a sutileza com que são apresentados como “intencional”. A afirmação do autor é frequentemente citada pelos críticos como evidência de que as escolhas narrativas e de representação no filme Wicked são deliberadas. Com: CBN News.

Sóstenes e Nikolas condenam nova decisão polêmica de Moraes

O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), emitiu uma declaração ainda na noite da última quinta-feira, criticando a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que anulou uma decisão da Casa e determinou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

O parlamentar classificou a medida como um “abuso de poder”, chamando o magistrado de “ditador psicopata que manda nos Três Poderes”.

A decisão do ministro foi proferida após o plenário da Câmara, em sessão que se estendeu pela madrugada, ter rejeitado a proposta de cassação por não alcançar o quórum mínimo de 257 votos. No despacho, Alexandre de Moraes considerou o resultado incompatível com a Constituição Federal, citando violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade. O ministro declarou o ato parlamentar como nulo por desvio de finalidade.

Em resposta, Sóstenes Cavalcante contestou a intervenção do STF no processo, lembrando que de acordo com o Artigo 55 da Constituição Federal, cabe à Câmara determinar a cassação ou não de mandatos, mesmo após condenação criminal em trânsito em julgado.

“Quando um ministro anula a decisão soberana da Câmara e derruba o voto popular, isso deixa de ser Justiça e vira abuso absoluto de poder”, afirmou o líder partidário. Ele prosseguiu: “O Brasil viu um ato de usurpação institucional: um homem passando por cima do Parlamento e da vontade do povo. Isso fere a democracia no seu coração. Se o sistema não gosta do eleito, ele tenta destruí-lo no tapetão”.

A senadora Damares Alves também se manifestou através das redes sociais, conclamando uma reação da Casa Alta, classificando ainda a decisão de Moraes como “inacreditável”.

“Um decide que o Senado não pode mais pedir impeachment de ministros do STF [Gilmar Mendes], o outro anula decisão do plenário da Câmara dos Deputados . Eu espero que todos os meus colegas parlamentares agora entendam o que quero dizer quando eu denuncio que estamos vivendo uma ditadura do judiciário. Ou a gente coloca as coisas no devido lugar imediatamente ou já podemos decretar o fim do Congresso Nacional”, comentou a senadora.

O deputado federal Nikolas Ferreira, por sua vez, citou o dispositivo constitucional que confere à Câmara o poder de acatar ou não a decisão judicial a respeito de cassação, acusando o ministro Moraes de tratar a legislação brasileira como algo descartável.

“Olha o parágrafo segundo. A constituição não passa de um papel higiênico pro Moraes”, disparou o deputado ao compartilhar a imagem abaixo:

Constituição sobre cassação de deputados
O que diz a Constituição sobre a cassação de deputados e senadores. Foto: reprodução/Redes sociais

Por “serem crentes”, pai e filho de 17 anos são mortos a tiros

Um caso de homicídio duplo registrado no último sábado, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está sob investigação da Polícia Civil do Paraná sob a suspeita de intolerância religiosa, uma vez que ambas as vítimas eram “crentes” em Deus.

As vítimas foram identificadas como Claudecir Costa Lima, 52 anos, e seu filho, Felipe Willyan Cardoso, 17 anos. O principal suspeito, Paulo Cesar da Silva, vizinho da família, se entregou na delegacia da cidade na terça-feira.

De acordo com o relato policial, o dia do crime foi precedido por Paulo Cesar praticando tiro ao alvo. No período noturno, ele dirigiu seu caminhão até a residência das vítimas. Após chamar as vítimas à porta, retornou ao veículo, pegou uma espingarda e efetuou os disparos.

O primeiro tiro atingiu Claudecir. Felipe, que se aproximou de uma janela ao ouvir os ruídos, foi atingido em seguida. Outros familiares que estavam no interior da casa não foram feridos.

Em entrevista à emissora Ric Record Paraná, Rosimari Costa Lima, esposa de Claudecir e mãe de Felipe, descreveu os momentos finais do filho. “Quando eu agarrei ele, eu vi que ele não tinha força… Quando eu vi, a camiseta dele estava cheia de sangue. Fiquei com ele até o final, mas ele foi rápido”, relatou.

Ela também afirmou ter questionado a esposa do suspeito, que estaria no portão durante o ataque. A resposta, segundo seu depoimento, foi: “ele não gostava da gente porque nós éramos crentes”.

Histórico de Conflitos e Investigação

O delegado Fábio Machado, responsável pelo caso, confirmou a existência de relatos de que o suspeito nutria animosidade contra a família por serem evangélicos. No entanto, ressaltou que a motivação de intolerância religiosa ainda não foi oficialmente confirmada como a causa do crime, permanecendo sob apuração.

Em seu depoimento, Paulo Cesar alegou que mantinha desavenças antigas com Claudecir, citando irritação com o estacionamento de veículos próximo à sua chácara. O delegado Machado ponderou sobre a alegação: “Por um motivo sem razoabilidade alguma, ele executou as vítimas. Não é razoável que uma pessoa atire contra outra somente pelo fato de estacionar um veículo”.

A investigação apurou um incidente anterior ocorrido há aproximadamente dois anos e meio, quando a família se mudou para o local. Rosimari relatou que Paulo Cesar invadiu a propriedade e atirou no cachorro da família, matando-o. Testemunhas informaram à polícia que, a partir desse episódio, as vítimas passaram a temer o suspeito e cortaram qualquer contato.

Paulo Cesar da Silva foi autuado e permanece à disposição da Justiça. Ele deve responder pelos crimes de homicídio qualificado, tendo como agravantes o motivo fútil e a impossibilidade de defesa das vítimas. O inquérito policial continua em andamento para apurar todas as circunstâncias e motivações do crime.

Pastor: pessoas como Ozzy Osbourne são esquecidas pela Igreja

Dylan Novak, pastor de jovens da Henard’s Chapel Missionary Baptist Church em Rogersville, Tennessee, dedica parte de seu ministério compartilhando a sua fé com personalidades da indústria do entretenimento, como o roqueiro Ozzy Osbourne. Em atividade há cerca de uma década, ele descreve esse meio como um “campo missionário esquecido”.

“Essas pessoas são tão conhecidas no mundo, mas são esquecidas”, afirmou Novak em entrevista ao canal Fox News. Sua abordagem ganhou maior visibilidade pública em julho, após o falecimento de Ozzy Osbourne, quando um post de 2023 do pastor, onde detalhava um encontro com o artista, foi amplamente compartilhado.

Encontro com Ozzy Osbourne

Em sua publicação, Novak relembrou um encontro no qual presenteou Ozzy Osbourne, sua esposa Sharon e seus filhos Kelly e Jack com uma Bíblia personalizada e outros materiais de fé.

“Fui muito grato por ter um momento para conversar com Ozzy em sua mesa. Disse a ele que tinha conseguido um presente baseado em suas crenças espirituais”, escreveu ele sobre o icônico vocalista do Black Sabbath.

O pastor relatou que, dias depois, encontrou-se com Jack Osbourne, que informou que seu pai havia gostado do presente e o mantinha na mesa de cabeceira “para mostrar às pessoas que visitam a ‘Bíblia que tem meu nome nela’”.

Método e Abordagem

Novak, conhecido nas redes sociais como @celebrityevangelist, diz ter tido a percepção de que celebridades também precisavam ouvir a mensagem evangélica após assistir a uma entrevista com a atriz Margot Kidder, que se declarava ateia.

“A realidade me atingiu um dia de que essas celebridades… são almas, assim como você e eu, que estão a caminho do céu ou do inferno”, explicou.

Sua metodologia envolve uma abordagem pessoal, frequentemente citando declarações públicas anteriores da pessoa sobre fé. Após a conversa, ele entrega um presente que inclui uma Bíblia personalizada. “Eu tento sempre ter uma carta para cada celebridade… para que alguém possa entrar em contato comigo se tiver perguntas, o que temos visto muito recentemente”, disse à Fox News.

Impacto e Reações

O pastor publica imagens dos encontros em seu perfil no Instagram com um pedido para que seus seguidores orem pelas personalidades. “Escrevo com a intenção de que essa pessoa vá ver, porque não quero que sintam que estou as explorando”, explicou.

Ele afirma que seu trabalho tem incentivado outros. “Estamos vendo milhares de pessoas orando por essas almas”, comentou, citando o caso de um homem que buscou seu conselho para evangelizar um amigo famoso, coincidentemente agendado para um encontro com Novak e sua esposa 72 horas depois.

Em entrevista ao podcast Postscript, o pastor refletiu sobre a tendência de se pré-julgar artistas. Ele usou Osbourne como exemplo, lembrando que, em 2017, o músico e seu filho visitaram o Museu da Arca no Kentucky, onde demonstraram interesse em questões sobre criação e Deus. “Conheci algumas pessoas impecáveis, muito compostas, que são tão anti-Deus quanto possível”, contrastou Novak.

Sobre o desfecho espiritual de Ozzy Osbourne, o pastor disse não conhecer a decisão final do artista, mas expressou esperança. “Não sabemos deste lado do céu como isso terminou… Oro para que Ozzy tenha tomado a decisão de aceitar e seguir a Cristo. Como resultado do timing perfeito de Deus, tantas pessoas estavam orando por Ozzy antes de seu falecimento”, concluiu.

Além de Osbourne, Novak lista entre seus contatos outras figuras como o ex-presidente Donald Trump, os atores Tom Cruise, Keanu Reeves e Sydney Sweeney. Com: CBN News.

Professor que se recusa a usar pronome ‘trans’ seguirá preso

O professor irlandês Enoch Burke permanecerá detido durante as festas de fim de ano, conforme decisão proferida na semana passada pelo Tribunal Superior da Irlanda. A determinação do juiz Brian Cregan mantém Burke na prisão até que ele admita seu desacato a ordens judiciais que o proíbem de frequentar as dependências da Wilson’s Hospital School.

O caso tem origem em 2022, quando Burke foi suspenso e posteriormente demitido da escola. O motivo, conforme alega o professor, foi sua recusa em atender a uma instrução da então diretora Niamh McShane para utilizar os pronomes “neutros”, popularmente conhecidos, também, como pronomes “trans”.

O caso ocorreu quando o docente foi se referir a um aluno. Burke defende que a exigência violava suas crenças religiosas, baseadas na concepção de que existem apenas dois gêneros, masculino e feminino.

Após a demissão, a escola obteve uma liminar judicial proibindo Burke de adentrar o colégio. O professor, no entanto, desafiou a ordem em múltiplas ocasiões, tentando retornar às salas de aula.

“Tenho direito a trabalhar. Estou na folha de pagamento. Sou professor de história alemã”, declarou Burke ao Irish Mirror em agosto. Ele argumenta que continua a receber salário do Departamento de Educação e Juventude, pendente de um recurso perante o Painel de Apelações Disciplinares.

Essas repetidas violações à liminar resultaram em sua prisão por desacato à corte. Até o momento, Burke cumpriu 500 dias de detenção. Multas acumuladas pelas infrações, inicialmente fixadas em 700 euros por dia e posteriormente elevadas para 2.000 euros, totalizam mais de 225.000 euros em débito com o Serviço Judiciário da Irlanda, de acordo com a agência Reuters.

Trajetória Judicial e Alegações

A defesa de Burke sustenta que ele foi punido exclusivamente por suas convicções religiosas. Uma linha do tempo divulgada por ele em sua conta no X (antigo Twitter) detalha o andamento processual.

Em 2023, um tribunal de apelação teria afirmado que “não há nenhuma evidência” de que a disciplina aplicada a Burke estivesse relacionada a suas visões sobre transgenderismo. Burke contesta isso, citando um relatório disciplinar da diretora que, em sua visão, comprova o contrário.

Em 2025, um segundo tribunal de apelação reconheceu que “as visões de Enoch Burke sobre transgenderismo e sua objeção à instrução da diretora foram centrais para sua suspensão e demissão”. No entanto, o mesmo tribunal recusou-se a declarar que as conclusões do primeiro tribunal de apelação estavam erradas.

Decisão Recente e Reações

Na audiência de dezembro, o juiz Brian Cregan foi enfático. “Você será tratado como qualquer outra pessoa envolvida em desacato à corte e violações de desacato à corte”, afirmou.

Em transcrições publicadas pelo The Irish Times, o magistrado descreveu Burke como tendo uma “presença nefasta e maligna – um intruso, perseguindo a escola, seus professores e seus alunos”, acrescentando que seu comportamento demonstrava “agressividade verbal, ira desregulada e falta de autocontrole”.

O professor, que atua como seu próprio advogado, solicitou a retirada dessas considerações dos autos, argumentando em uma publicação no X que a acusação de “perseguição” configura um crime com pena de até dez anos de prisão na Irlanda. O juiz Cregan negou o pedido.

Durante as audiências, o magistrado também impôs regras rígidas de conduta. Em novembro, teria se recusado a proferir decisão enquanto o irmão e o pai de Burke estivessem na sala. “Esta é a Irlanda em 2025 – a ‘justiça’ está sendo feita a portas fechadas”, escreveu Burke na rede social.

O professor agora recorre à Suprema Corte da Irlanda, buscando anular uma decisão do Tribunal de Apelação. Paralelamente, requer ao Departamento de Educação que suspenda o processo de apelação de sua demissão. Os custos judiciais da última audiência foram atribuídos a Burke. Com: CBN News.

Armadilha infantil: como aplicativos colocam seus filhos em risco

Uma ação judicial movida no Tribunal Distrital dos Estados Unidos na Califórnia reacendeu o debate sobre a segurança de menores em plataformas digitais interativas, os populares aplicativos.

O processo, protocolado pelo escritório Dolman Law Group em nome de um adolescente identificado como “John Doe JH”, alega que a empresa por trás do jogo Roblox criou uma “falsa fachada de segurança”, permitindo que predadores sexuais tivessem acesso facilitado a crianças.

A denúncia, detalhada em documentos judiciais, descreve a plataforma como um “campo de caça” para tais criminosos devido a supostas falhas graves nos sistemas de triagem e monitoramento. O texto afirma que, “como resultado direto do descaso imprudente do réu pela segurança da criança, o autor sofreu um trauma psicológico devastador e que alterou sua vida para sempre”.

Segundo a petição, o adolescente era um usuário assíduo do jogo em 2023 quando foi abordado por um adulto que se passava por menor. A ação descreve o uso de “táticas de aliciamento bem documentadas”, também praticadas através de aplicativos, incluindo o envio de imagens sexualmente explícitas ao menor e a coerção para que este compartilhasse fotos íntimas.

“Explorando a confiança que lhe foi permitida construir por meio do aplicativo defeituoso do réu, o predador coagiu o autor a enviar imagens sexualmente explícitas de si mesmo”, afirma o processo, que requer indenização por danos físicos, emocionais e despesas médicas.

Posicionamento da Empresa

Em resposta a um pedido de posicionamento do The Christian Post, um porta-voz da Roblox Corporation declarou: “Estamos profundamente preocupados com qualquer incidente que coloque nossos usuários em perigo. Embora não possamos comentar sobre alegações apresentadas em processos judiciais, a proteção das crianças é uma prioridade máxima”.

A empresa afirmou que, apenas em 2025, lançou 145 novas iniciativas de segurança. Entre elas, destacou um sistema de verificação de idade por reconhecimento facial ou documento de identidade, necessário para ativar a função de bate-papo entre usuários da mesma faixa etária.

“Essa inovação permite o bate-papo baseado em idade e limita a comunicação entre menores e adultos”, explicou o porta-voz. A companhia também citou o uso de tecnologia avançada de moderação, que opera 24 horas por dia.

Críticas de Especialistas e Casos Similares

Especialistas em segurança digital contestam a eficácia das medidas em sites e aplicativos voltados para menores. Tim Nester, vice-presidente de comunicações do Centro Nacional de Exploração Sexual dos EUA, argumenta que o processo atual se soma a mais de “30 outros” envolvendo a plataforma.

“Não há dúvida de que o recurso de bate-papo do Roblox permitiu que predadores aliciassem crianças para abuso sexual”, afirmou Nester. Ele também mencionou o acesso facilitado a conteúdos sexualmente explícitos e o sistema de moeda virtual como fatores de risco.

Casos reportados pela mídia norte-americana ilustram preocupações similares. Em 2023, a emissora WABC noticiou o sequestro de uma menina de 11 anos de Nova Jersey por um homem que ela conheceu no Roblox. No mesmo ano, a NBC News relatou o aliciamento e abuso de um menino de 13 anos em Utah, com contato inicial estabelecido através da plataforma.

Contexto e Recomendações de Segurança

Autoridades policiais e organizações de defesa de direitos digitais, como a SaferNet no Brasil, observam um aumento geral de casos de aliciamento infantil iniciados em ambientes de jogos online.

Especialistas recomendam que os responsáveis acompanhem ativamente o uso das plataformas pelas crianças, configurem restrições parentais disponíveis nos dispositivos e mantenham um diálogo frequente sobre os riscos de interação com desconhecidos na internet.

A verificação das configurações de privacidade nos aplicativos e a desativação de funções de chat com estranhos também são apontadas como medidas preventivas fundamentais.

Para Feliciano, Flávio presidente terá a missão de reconstruir país

O pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) manifestou apoio público à indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato da ala conservadora à Presidência da República em 2026.

Em um texto divulgado nesta semana, o parlamentar afirmou que a definição era aguardada pela nação e classificou a escolha como a mais adequada, endossando a vontade do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que se encontra impedido de disputar a presidência.

Segundo Feliciano, a decisão partiu do que ele denominou “maior liderança conservadora do Brasil”, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado descreveu o senador Flávio Bolsonaro como uma figura com “história de lutas legislativas, lealdade inconteste e experiência política acumulada em diversos mandatos”.

Ele acrescentou que a seleção foi aprovada pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, e terá como objetivo a reconstrução do Brasil.

“Temos uma única chance de mudar. E sim, mudar para melhor. As multidões que saíram às ruas em apoio ao mito devem ter suas expectativas satisfeitas, até por uma questão de justiça com o nosso povo patriota e ordeiro”, escreveu ele no Pleno News.

O parlamentar citou pesquisas de opinião que, em sua avaliação, já apresentam o candidato com “expressiva maioria”. Ele fez referência aos protestos públicos de apoio a Jair Bolsonaro, argumentando que “as multidões que saíram às ruas” devem ter suas expectativas atendidas “por uma questão de justiça com o nosso povo patriota e ordeiro”.

Em suas considerações finais, Feliciano recorreu à fé em Deus para desejar sucesso ao projeto eleitoral: “Finalizo pedindo a Deus a graça de dar ao povo uma resposta aos anseios de uma verdadeira democracia. E que Ele encha os nossos corações com as mais escolhidas bênçãos celestiais”.

A declaração do deputado posiciona-se no contexto do processo de formação de alianças e definição de candidaturas para as eleições presidenciais de 2026, no qual setores do PL buscam consolidar um nome único representativo da base bolsonarista.

Jogadores do Arsenal fazem leitura bíblica antes dos jogos

Um coletivo de dez jogadores do Arsenal, clube da Premier League inglesa, realiza reuniões regulares para oração e leitura da Bíblia, integrando a prática de fé à rotina futebolística. O meio-campista Noni Madueke descreveu a iniciativa, identificada como “Irmãos da Bíblia”, em entrevista à plataforma oficial da liga.

“É uma verdadeira bênção. Antes de cada jogo, oramos juntos por alguns minutos e depois também no hotel, estudamos a Bíblia e oramos. Vemos se estamos todos bem, coisas assim”, afirmou Madueke.

Ele detalhou que o grupo, que inclui também os companheiros Jurrien Timber e Bukayo Saka, conta com cerca de dez participantes. “Alguns de nós contribuem. Levamos uma passagem bíblica, conversamos sobre ela, vemos pelo que todos estão passando, como podemos ajudar, oramos uns pelos outros”.

Para o jogador, a dinâmica fortalece o desempenho dos jogadores. “Acreditamos que isso nos dá um impulso enorme quando entramos em campo, que não estamos sozinhos. É fantástico”, comentou. Madueke acrescentou: “Definitivamente essa é a vez que me senti mais próximo de Deus e do nosso time. Acreditamos que temos um Deus lutando por nós… isso só nos aproxima”.

O zagueiro Jurrien Timber, referido internamente como “Pastor Timber”, reforçou o aspecto unificador da prática. “Oramos antes dos jogos porque temos alguns cristãos no time, o que é incrível. Isso traz unidade e compreensão porque você meio que vive a mesma vida”, declarou ao The Athletic.

Bukayo Saka, que frequenta uma igreja pentecostal em Londres, já havia manifestado publicamente a importância de sua fé. Em coletiva de imprensa durante a Copa do Mundo, revelou que lia a Bíblia todas as noites. “O principal para mim é manter minha fé, ter fé em Deus para não precisar ficar nervoso ou preocupado com nenhum resultado”, observou.

John Bostock, ex-jogador e fundador do movimento Ballers in God, comentou a iniciativa do grupo do Arsenal. “O que está acontecendo no Arsenal é especial. Vi de perto como a fé pode se tornar um vínculo genuíno no vestiário. Os jogadores passam de companheiros de equipe a irmãos”, destacou.

“Eles oram juntos, estudam a Bíblia juntos e cobram uns aos outros. Esse nível de unidade naturalmente flui para o futebol deles”, concluiu. Com: The Christian Institute.

Futuro ministro? Veja a reação de Nikolas ao ‘convite’ de Flávio

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) respondeu nesta semana a comentários feitos pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre uma eventual composição ministerial em um hipotético governo. Em declarações ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, o parlamentar classificou as palavras do senador como um “comentário descontraído” e reafirmou seu foco na atuação parlamentar.

A declaração original do senador, indicado para a disputa presidencial em 2026, ocorreu durante uma reunião na sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, na terça-feira, 9. Flávio Bolsonaro afirmou à plateia: “Tem dois ministros certos: Jair Bolsonaro e Nikolas Ferreira”. Ele não especificou quais pastas seriam destinadas a cada um.

Ao ser questionado sobre o assunto, o deputado mineiro detalhou o contexto do comentário. “Flávio disse numa reunião no PL que eu não tenho idade para ser candidato ao Senado, não tenho idade para ser candidato a governador, mas já tenho idade para ser ministro. E que gostaria que Jair Bolsonaro e eu fôssemos ministros no governo dele”, relatou Ferreira. Em seguida, ponderou: “Mas foi mais um comentário descontraído feito pelo Flávio, em tom de brincadeira, do que um convite formal”.

Ferreira explicitamente afastou a possibilidade de integrar um eventual ministério. “Não cogito ser ministro, porque o meu foco está no Congresso Nacional. Ainda tenho muita coisa a fazer no Parlamento”, declarou.

Na mesma reunião, Flávio Bolsonaro também fez referência a uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Segundo relato do senador ao portal R7, ao se despedir, o ex-presidente teria dito: “Fica firme, moleque, a gente vai ganhar”. “Essa é a mensagem”, completou Flávio.

Jair Bolsonaro cumpre prisão desde 22 de novembro, por decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena, de 27 anos e três meses, foi aplicada pelas condenações pelos supostos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente nega todas as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Com informações: Pleno News.