Áudio vaza e mostra desejo diabólico de jornalista da Globo

Durante a transmissão ao vivo do discurso de Benjamin Netanyahu no programa Em Ponto da GloboNews, em que elogiava Trump e comentava sobre os reféns libertados pelo Hamas, vazou um áudio da repórter Mônica Waldvogel: “Nossa Senhora, eu espero que o diabo te…”

Não foi a… pic.twitter.com/tvwjwPoxuL

— Marina Helena (@marinahelenabr) October 13, 2025

Um áudio captado inadvertidamente durante a edição do programa Em Ponto, da Globo News, na manhã de 13 de outubro, revelou um comentário feito pela apresentadora Mônica Waldvogel enquanto o canal exibia um discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O episódio ocorreu por volta das 7h35, quando a emissora transmitia ao vivo a fala de Netanyahu sobre a libertação de reféns pelo grupo Hamas, com elogios aos israelenses pela postura ao longo dos anos de guerra.

Durante a tradução simultânea para o português, o microfone da apresentadora permaneceu aberto por engano, permitindo que o público ouvisse parte de uma observação feita em tom de reprovação: “Nossa Senhora… espero que o diabo lhe…”, disse a jornalista, antes de o áudio ser interrompido.

Apesar da falha técnica, a transmissão seguiu normalmente, sem menções ao ocorrido por parte dos âncoras ou da emissora. O momento, no entanto, repercutiu nas redes sociais, onde usuários criticaram a atitude da apresentadora. Até a publicação deste texto, a Globo News não havia se pronunciado oficialmente sobre o episódio.

Em sua fala, o primeiro-ministro israelense afirmou também que o Hamas “entende que o ataque contra Israel foi um grave erro” e acrescentou que essa percepção “é a base para uma boa paz: paz através da força”.

Pão de Ceia com 1.300 anos é encontrado com imagem de Jesus

Arqueólogos identificaram cinco pães carbonizados datados entre os séculos VII e VIII no antigo sítio de Topraktepe (Eirenópolis), região montanhosa da província de Karaman, Turquia. Segundo comunicado dos estudiosos, a preservação do pão de ceia é rara e oferece uma amostra material das práticas alimentares e religiosas em comunidades rurais do Império Bizantino.

De acordo com a publicação, um dos pães traz a imagem de Cristo e uma inscrição em grego cuja tradução é “Com gratidão a Jesus Abençoado”. O texto informa que a iconografia difere da representação tradicional do Pantocrátor e descreve a figura como um “Cristo agricultor” ou “semeador”, ressaltando a ligação entre fé, trabalho e fertilidade do solo.

A nota destaca que “ao contrário da tradicional imagem do Pantocrátor, que retrata Cristo como governante e salvador, este pão representa um ‘Cristo agricultor’ ou ‘semeador’, simbolizando a conexão entre a fé, o trabalho e a fertilidade agrícola”.

A mesma matéria registra que os outros pães apresentam marcas em forma de cruz, o que sugere uso litúrgico em rituais cristãos primitivos, possivelmente como pão eucarístico ou de comunhão. O portal acrescenta que as inscrições em grego expressam gratidão, indicando o pão como objeto sagrado na adoração, empregado na Eucaristia na tradição ortodoxa.

Os pesquisadores afirmam que a preservação desses materiais é excepcional, pois pães eucarísticos daquele período raramente chegam ao presente. Segundo o comunicado, o conjunto permite examinar técnicas de cozedura, ingredientes e o simbolismo religioso em um contexto de aldeias bizantinas, onde a economia doméstica, a produção agrícola e o culto cristão se cruzavam de maneira rotineira.

Os achados, conforme especificado no artigo, ampliam o entendimento sobre o papel central do pão na alimentação e na economia da Anatólia antiga, além de sua função nos ritos cristãos. A publicação observa que o alimento cotidiano foi transformado em objeto de devoção, unindo sustento e espiritualidade. Para os autores do comunicado, o conjunto de Topraktepe constitui “uma rara evidência física das práticas litúrgicas do cristianismo primitivo na Anatólia provincial”.

Ao concluir, a nota define o material como testemunho do entrelaçamento entre fé, trabalho e vida comunitária nas províncias bizantinas, ressaltando que a combinação de iconografia, inscrições e marcas litúrgicas oferece um panorama direto das práticas religiosas locais.

Segundo o comunicado, esse quadro contribui para reconstruir hábitos de produção, consumo e culto em um período no qual a materialidade do rito e a subsistência agrícola eram dimensões indissociáveis, de acordo com o Sputnik Brasil.

Especialista desmente rumor de antecedentes criminais em igrejas

O advogado Thiago Vieira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, publicou um vídeo desmentindo o conteúdo de materiais que circulam nas redes sociais apontando que igrejas seriam obrigadas a exigir certidões de antecedentes criminais de voluntários que atuam com crianças e adolescentes.

A discussão ganhou repercussão após postagem da delegada e deputada estadual Sheila, do Rio de Janeiro, que citou a Lei 14.811/2024 como base para a suposta exigência.

Vieira negou a obrigatoriedade, explicando que o texto da lei não menciona igrejas, mas se refere a entidades sociais que recebem recursos públicos: “Essa é mais uma fake news. Igreja não é ONG, não é entidade social, nem associação civil. Para fins jurídicos, igreja é organização religiosa, templo de qualquer culto. A lei fala de instituições que recebem dinheiro público, não de igrejas”.

Vieira explicou que a norma altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e prevê a checagem de antecedentes em organizações públicas ou privadas que desenvolvem atividades com menores e contam com financiamento estatal. “Igreja não recebe recursos públicos. Pode até receber em alguma situação específica com fins de colaboração com o ente público, como está no artigo 19, inciso 1º da Constituição. Mas isso é a exceção da exceção. A regra é que a igreja não recebe recursos públicos”.

Embora não exista exigência legal para igrejas, o advogado afirmou que a adoção voluntária do procedimento é possível. “Não tem problema nenhum da igreja ter os antecedentes criminais desses fiéis consagrados, se a igreja quiser. É até prudente, eu até recomendo, mas não é obrigatório”.

Netanyahu: ‘Nenhum presidente dos EUA fez tanto por Israel’

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira, 13 de outubro, que “nenhum presidente dos Estados Unidos fez tanto por Israel quanto Trump” e que a proposta de paz apresentada pelo republicano “cumpre todos os objetivos de Israel para a paz”.

Em discurso no Parlamento israelense (Knesset), Netanyahu afirmou que o Hamas “entende que o ataque contra Israel foi um grave erro” e que essa percepção “é a base para uma boa paz: paz através da força”. Durante a sessão, o presidente do Parlamento, Amir Ohana, pediu que líderes de Câmaras e Parlamentos em todo o mundo endossem a candidatura de Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz. “Trump, você é a epítome da paz. Jamais alguém chegou perto de fazer tanto quanto você pela causa”, declarou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Israel deve aproveitar o fim da guerra na Faixa de Gaza para avançar em direção à paz no Oriente Médio. Em um extenso discurso na Knesset, ele agradeceu aos mediadores envolvidos e afirmou estar “determinado a alcançar um acordo de paz regional”.

Trump também instou Israel a “olhar além da guerra”, afirmando que o país “conquistou tudo o que podia pela força das armas”. “Vocês venceram. Agora é hora de transformar essas vitórias contra terroristas no campo de batalha no prêmio final da paz e prosperidade para todo o Oriente Médio”, afirmou.

O republicano prometeu ainda apoiar a reconstrução da Faixa de Gaza, devastada durante o conflito, e fez um apelo para que “os palestinos se afastem para sempre do caminho do terror e da violência”. “Após imensa dor, morte e dificuldade, agora é hora de se concentrar em construir seu povo, em vez de tentar derrubar Israel”, acrescentou.

Durante o pronunciamento, Trump também mencionou o Irã, país contra o qual ordenou bombardeios durante um breve conflito direto com Israel em junho. “Nós apenas queremos viver em paz. Não queremos nenhuma ameaça iminente sobre nossas cabeças”, finalizou, de acordo com informações da Agência Estado.

Mão de Jesus: jovem é impactado por louvor no leito de hospital

Durante internação hospitalar que já dura um mês devido a complicações no parto, a pastora Keller Silva, uma das líderes da IPTM (Igreja Pentecostal Tempo de Milagres) em São Gonçalo, foi protagonista de um episódio relatado como conversão religiosa dentro do hospital.

O fato ocorreu quando a pastora, ainda internada, entoava cânticos religiosos em seu leito.

Segundo relato publicado em rede social por seu esposo, pastor Freddy Michael, também líder da IPTM, um jovem identificado como Mateus, que estaria afastado da prática religiosa há cerca de dez anos, teria se aproximado durante o louvor.

Freddy Michael descreveu que, no momento em que Keller cantava com a filha recém-nascida nos braços, “algo impactante aconteceu: Mateus não resistiu ao toque do Espírito Santo e se rendeu aos pés de Jesus”. Registros em vídeo mostram o pastor orando pelo rapaz no hospital.

A pastora Keller segue internada sem previsão de alta e utilizou suas redes sociais para solicitar orações pela sua recuperação. “Aconteceram muitas complicações, mas a mão do Senhor interviu. Peço ajuda dos irmãos em oração pela minha vida e pela minha saúde”, declarou a pastora.

O casal, conhecido por ministrar louvor em sua igreja, mantém a prática de adoração durante o período de internação. Freddy Michael descreveu a situação no hospital como um momento em que “a adoração vence a dor”, afirmando que “entre lágrimas e promessas, Deus continua escrevendo algo sobrenatural”.

A igreja

A Igreja Pentecostal Tempo de Milagres (IPTM) foi fundada em 2008 pelos pastores Léo e Sônia Mendes, na cidade de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro.

A denominação surgiu de um pequeno grupo de fiéis e expandiu-se rapidamente, estabelecendo congregações em diversos estados brasileiros, com forte concentração na região Sudeste.

Sua fundação está associada a uma ênfase na doutrina neopentecostal, com cultos que priorizam manifestações como cura divina, batismo no Espírito Santo e operação de milagres, conforme sugere o próprio nome da instituição.

Renomado arqueólogo Rodrigo Silva lança história em quadrinhos

A Escola Bíblica da Novo Tempo lançou a revista “Rodrigo Silva em: Descobrindo Tesouros”, uma publicação direcionada ao público infantil entre 6 e 9 anos. O material consiste em oito lições no formato de história em quadrinhos, que integram narrativas bíblicas com elementos de arqueologia e atividades interativas.

A história acompanha um grupo composto por um menino curioso, um arqueólogo e um camelo medroso em expedições por locais como desertos e cavernas, com o objetivo de explorar conexões entre evidências históricas e relatos bíblicos.

Paralelamente, o projeto inclui uma websérie intitulada “Pequenas Evidências”, disponível no canal NT Kids no YouTube e na plataforma NT Play.

A série, com cinco episódios, segue personagens infantis em investigações num museu de arqueologia bíblica. O primeiro episódio foi disponibilizado em 2 de outubro de 2025. Informações adicionais sobre a revista e o conteúdo interativo podem ser obtidas no site oficial da instituição ou via WhatsApp.

Sobre o autor

O arqueólogo e professor Dr. Rodrigo Silva é reconhecido nacionalmente por seu trabalho na arqueologia, tendo a Bíblia como principal instrumento da sua atenção no campo histórico.

Com doutorado em Teologia e Arqueologia Histórica pela Universidade Andrews (EUA) e formação em Arqueologia Clássica pela Universidade de São Paulo (USP), ele atua como professor de Teologia e Arqueologia Bíblica no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP).

Sua carreira é marcada pela participação em escavações arqueológicas no Brasil e no exterior, com foco principal em sítios vinculados ao contexto do mundo bíblico.

Além da academia, Silva possui significativa atuação midiática, dedicando-se à divulgação científica para o grande público. Ele é apresentador do programa “Evidências”, da TV Novo Tempo, onde aborda descobertas arqueológicas e sua relação com narrativas das Escrituras.

É também autor de vários livros, como “Escavando a Verdade” e “O Credo que Jesus Criou”, nos quais busca apresentar evidências materiais que contextualizam historicamente os relatos bíblicos.

Sua atuação, por outro lado, também é questionada no campo teológico protestante, uma vez que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é considerada uma seita por organizações como o Centro Apologético Cristão de Pesquisa (CACP).

Estudo: muitos não vão à igreja por falta de convite dos fiéis

Uma pesquisa recente da Lifeway Research indica que a principal barreira para o crescimento das igrejas não é a rejeição ativa da fé, mas a falta de iniciativas de convite por parte dos próprios fiéis.

O estudo, coordenado pelo pesquisador Dr. Thom Rainer, revela que uma parcela significativa de norte-americanos sem vínculo religioso demonstra abertura para visitar uma congregação, caso recebam um convite pessoal.

De acordo com os dados, aproximadamente 60% dos cristãos entrevistados relataram ter convidado alguém para ir à igreja nos últimos seis meses. No entanto, 40% dos fiéis admitiram não conhecer nenhum não-crente para convidar.

Outros justificaram a inação por medo de rejeição, desconforto ou por acreditarem que a evangelização não é sua responsabilidade direta. Scott McConnell, diretor-executivo da Lifeway Research, comentou que o desafio não é necessariamente a apatia, mas a falta de relacionamentos significativos além do círculo religioso.

“É preciso intencionalidade para conhecer novas pessoas na sua comunidade e ter oportunidades de convidá-las”, afirmou McConnell.

Iniciativa de evangelismo

Parte do que foi apontado pelo levantamento pode ser compreendida pela falta de consciência de alguns cristãos a respeito da necessidade de evangelização, algo que muitas vezes têm início com um simples convite.

Para os evangélicos em particular, a prática do evangelismo representa uma obrigação central e um mandamento direto derivado dos textos bílicos, conhecido como a Grande Comissão, onde Jesus instrui seus seguidores a irem por todo o mundo e pregarem o evangelho.

Esta missão é considerada um ato de obediência e amor, com o objetivo primordial de oferecer a oportunidade de salvação e vida eterna, através da fé em Jesus Cristo, a todas as pessoas. A atividade evangelística é, portanto, entendida não como uma opção, mas como uma parte essencial da identidade e do propósito de um crente.

Além do fundamento teológico, o evangelismo é visto como o mecanismo principal para o crescimento da igreja, tanto em número de membros quanto em influência na sociedade.

Através do testemunho pessoal, do convite para atividades eclesiásticas e da integração em comunidades de fé, os evangélicos buscam não apenas converter indivíduos, mas também transformar comunidades, oferecendo suporte espiritual e social. Com informações: Relevant Magazine.

AD Madureira planeja eleger senador e vice-governador; Veja mais

Araguaína (TO), domingo, 5 de outubro de 2025 — Seguindo orientação da Executiva Nacional das Assembleias de Deus Nação Madureira (AD Madureira), a Convenção Estadual dos Ministros das Assembleias de Deus – CONEMAD-TO poderá lançar candidatura própria ao Senado nas eleições de 2026.

O anúncio foi feito na manhã deste domingo (5) pelo pastor Amarildo Martins da Silva, durante a 37ª Assembleia Extraordinária realizada em Araguaína, sinalizando o que parece ser uma demonstração da forte influência evangélica no cenário político regional.

“Recebemos a autorização da CONAMAD para apoiarmos um nome da direita e conservador ao Senado em 2026. Ainda não temos esse nome no momento, mas estamos analisando um nome da instituição para o Senado”, disse o pastor Amarildo, dirigindo-se a líderes, pastores e missionários de todo o Tocantins, fazendo questão de frisar o perfil do potencial candidato.

Em paralelo, a CONEMAD-SP já trabalha com o nome do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) como pré-candidato ao Senado por São Paulo em 2026, com apoio público do Bispo Samuel Ferreira, presidente-executivo da AD Madureira.

Definições

Ainda durante a AGE, ficaram definidos os nomes apoiados pela instituição no Tocantins para as eleições de 2026, que são:

Deputado Federal: Filipe Martins (PL-TO) – Reeleição

Deputada Estadual: vereadora de Palmas Débora Guedes

A instituição

A Convenção Estadual dos Ministros das Assembleias de Deus do Tocantins (CONEMAD-TO) atua como uma força política organizada no estado, seguindo diretrizes da liderança nacional da Assembleia de Deus Nação Madureira.

Conforme declarou seu presidente, pastor Amarildo Martins da Silva, a CONEMAD-TO recebeu autorização para apoiar um nome “da direita e conservador” para uma vaga no Senado, embora o candidato específico ainda não estivesse definido naquela data.

Além da projeção de uma candidatura ao Senado pela AD Madureira, a CONEMAD-TO já estabeleceu apoios formais a candidatos para cargos no Legislativo estadual e federal. Para a Câmara dos Deputados, a convenção definiu o apoio à reeleição do deputado federal Filipe Martins (PL-TO).

Para a Assembleia Legislativa do Tocantins, o apoio foi destinado à vereadora de Palmas, Débora Guedes, em sua campanha para deputada estadual. Essas movimentações ilustram a estratégia da entidade de influenciar a representação política do estado a partir de uma agenda alinhada aos seus valores. Com: JM Notícias.

Leandro Karnal em curso sobre Bíblia: ‘Dom de línguas é delírio’

O historiador e filósofo ateu Leandro Karnal criticou, em vídeo, o que as igrejas pentecostais defendem como sendo o “dom de línguas”. Em sua avaliação, as manifestações nomeadas de “glossolia” são um “delírio” estimulado para que pessoas sejam enganadas.

No vídeo, que faz parte do curso “Bíblia com Karnal”, o filósofo ateu afirma que as interpretações contemporâneas sobre o “dom de línguas” citado na Bíblia são deturpadas, classificando-as como “uma invenção posterior”.

Karnal, que já afirmou categoricamente que “Deus não existe” recorre ao texto de Atos dos Apóstolos para categorizar o dom de línguas: “Não é a língua do Espírito Santo, nem a dos anjos. Não é ficar dizendo qualquer coisa que não tem sentido algum pra parecer que você é religioso. Isso é uma degeneração do texto do bíblico. Dom das línguas na Bíblia é Pedro falando em aramaico, a única língua que ele conhecia, né? Pedro falando em aramaico para uma comunidade em Jerusalém cosmopolita e as pessoas entendendo em siríaco, em grego e em latim. Algumas das línguas que certamente estariam presentes em Jerusalém entre tantas outras. Egípcio, qualquer outra língua”.

Imitando as “línguas” pentecostais, o historiador atribuiu a adesão à crença no dom de línguas conforme a interpretação comum desde o avivamento da Rua Azusa como consequência de má formação durante a gravidez: “Isso é o dom das línguas. Eu falo em português e você que é alemão me entende como se eu estivesse falando em alemão. Isso é o dom das línguas. Agora dizer que se eu… [balbucia sons ininteligíveis] isso é o dom das línguas? Não. Isso é falta de proteína na gestação. Isso é delírio. Isso é completo delírio pra eu enganar as pessoas”.

“Dom das línguas do Novo Testamento é isto: eu falo uma língua e todo mundo entende. E isso deriva do Pentecostes porque a ciência é um dos sete dons do Espírito Santo. Temor de Deus, né. Ciência é um dos sete dons do Espírito”, concluiu Leandro Karnal.

Radicais muçulmanos picham igreja com ofensas a Israel

Três ativistas muçulmanos foram acusados de vandalizar a entrada da Igreja Uncommon, uma congregação cristã não denominacional localizada em Hurst, a cerca de 16 quilômetros a nordeste de Fort Worth, no Texas. O episódio, ocorrido no início de março de 2024, levantou um debate jurídico incomum: se o vandalismo pode ser considerado uma forma de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

De acordo com as autoridades, a pichação incluía uma suástica, vários triângulos vermelhos invertidos — símbolo associado ao Hamas e a manifestações pró-Palestina — e um palavrão direcionado a Israel. As marcas foram feitas com spray nas proximidades de um mastro que exibia uma grande bandeira israelense. Inicialmente, os danos foram estimados em menos de US$ 200, mas os promotores posteriormente avaliaram o prejuízo em mais de US$ 750.

Defesa

Durante uma coletiva de imprensa realizada em setembro de 2024, representantes do Conselho de Relações Islâmicas Americanas (CAIR) — organização classificada como grupo terrorista pelos Emirados Árabes Unidos — afirmaram que o ato estava protegido pela liberdade de expressão. “É um caso que está colocando nossos direitos da Primeira Emenda e nosso senso de justiça em julgamento”, declarou um porta-voz da entidade.

A advogada Alison Grinter Allen, que representa uma das acusadas, afirmou: “Acho que protestos, grafites, esse tipo de coisa, são a linguagem de pessoas que não são ouvidas. E por isso me compadeci deles”.

Durante o julgamento, a defesa de uma das rés, Alam, argumentou que a pichação constituía uma manifestação política e não um ataque religioso. O pastor Brad Keeran, líder da Igreja Uncommon, classificou essa justificativa como “risível”.

“O que foi discutido no primeiro dia de julgamento foi que faz parte dos nossos direitos da Primeira Emenda protestar contra o nosso governo e contra o governo de outras nações”, disse Keeran ao The Christian Post. “Então, ele estava protestando contra o governo de Israel e que as suásticas, os três triângulos virados para baixo e ‘do rio ao mar’ — nada disso era antissemita, nada disso era anti judaico, nada disso pretendia ser outra coisa senão uma declaração política contra a nação de Israel, o que é ridículo”.

Condenação

Alam foi condenada por vandalismo, mas absolvida da acusação de crime de ódio. A sentença incluiu seis meses de prisão, pagamento de US$ 1.700 em restituição e proibição vitalícia de frequentar a igreja. Relatos indicam que Venzor, outro acusado, firmou um acordo judicial, enquanto Khan aguarda o encerramento de seu julgamento.

O caso reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão nos Estados Unidos, especialmente em contextos religiosos e políticos.

O início das tensões

O pastor Keeran relatou que as tensões começaram no final de dezembro de 2023, quando decidiu substituir a bandeira de Jesus da igreja pela bandeira de Israel. “Temos um enorme mastro no campus da nossa igreja. Hasteamos uma bandeira com o nome de Jesus sobre a nossa cidade”, explicou. “Pensei: e se hastearmos a bandeira israelense?”.

Após encomendar uma bandeira personalizada de 11,5 metros de comprimento, a igreja passou a exibi-la em janeiro de 2024. Segundo Keeran, a mudança foi bem recebida internamente, mas gerou forte reação na comunidade local.

“Recebemos imediatamente uma quantidade inacreditável de feedback da comunidade; mensagens de ódio, pessoas indo até o prédio, e foi só uma avalanche de mensagens no Instagram e no Facebook, mensagens de voz e e-mails”, relatou. “Todos ficaram muito chateados por estarmos apoiando a nação de Israel”.

Reação do Estado

Apesar do ataque, Keeran afirmou que a igreja manteve praticamente as mesmas medidas de segurança. Ele, contudo, observou que o ambiente político e social se tornou mais hostil. “É ridículo pensar que pintar uma suástica e ‘F Israel’ e triângulos virados para baixo do rio até o mar seja o direito protegido pela Primeira Emenda para alguém vandalizar uma casa de culto”, declarou. “Mas com todas as bobagens que vimos de Charlie Kirk e outras coisas antissemitas que têm acontecido, acho que não é surpresa que estejamos acostumados a esse nível de antissemitismo”.

Em resposta a uma série de incidentes antissemitas registrados em março de 2024, o governador do Texas, Greg Abbott, determinou que policiais do Departamento de Segurança Pública prendessem manifestantes que promovessem discursos de ódio em universidades. Abbott citou cânticos como “do rio ao mar” — comumente usados em protestos pró-Palestina — como exemplos de discurso não protegido pela Constituição.

Em maio de 2024, advogados do CAIR, ativistas da Universidade de Houston e da Universidade do Texas em Dallas, além de membros dos Socialistas Democratas da América, ingressaram com uma ação judicial contra o governador. Eles argumentaram que a diretiva violava direitos constitucionais de liberdade de expressão e manifestação.