21º Fórum Internacional de Ciências Bíblicas da SBB

São Paulo recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, o 21º Fórum Internacional de Ciências Bíblicas (FICB), promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). O encontro tem como tema “Reconciliação com Deus e consigo mesmo” e acontece no Auditório Ruy Barbosa da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com programação presencial, transmissão online e tradução simultânea em Libras.

Durante o evento, será feito o lançamento oficial da Bíblia Mary Jones and Friends, na versão NTLH – Nova Tradução na Linguagem de Hoje, publicação voltada a ampliar o alcance do ensino bíblico entre as novas gerações.

Palestrantes nacionais e internacionais

O fórum reúne especialistas do Brasil e de outros países. Entre os brasileiros, participam:

  • Dr. Jonas Madureira, pastor, filósofo, teólogo e professor da Mackenzie, que abordará a reconciliação com Deus sob a perspectiva cristã.
  • Dra. Érika Nakano, psicóloga, que discutirá a reconciliação interior diante dos desafios do estresse e da ansiedade.
  • Rev. Dr. Erní Seibert, diretor-executivo da SBB, que fará reflexões sobre a relevância da reconciliação no mundo atual.

Do exterior, destacam-se:

  • Dr. Darrell Furgason, do Canadá, diretor do Worldview Studies Center, que falará sobre a reconciliação de todas as coisas à luz da cosmovisão bíblica.
  • Beatriz Hupa, secretária-geral da Sociedade Bíblica de Angola, que apresentará experiências de tradução da Bíblia em línguas africanas.
  • Dr. Marlon Winedt, de Curaçao, assessor global das Sociedades Bíblicas Unidas, que trará um panorama internacional da tradução bíblica.

Painéis interativos

O FICB também conta com painéis temáticos, entre eles:

  • A Bíblia de Estudo da Igreja Primitiva, conduzido pelos pastores Paulo Teixeira e José Roberto Nascimento, ambos da SBB.
  • Traduções bíblicas para povos indígenas no Brasil, com a participação do missionário Cristiano Barros, que atua entre o povo Kaiwá, e da Dra. Quéfren Moura, consultora de tradução da SBB.

Contexto e relevância

Realizado anualmente, o Fórum Internacional de Ciências Bíblicas se consolidou como um espaço de diálogo entre fé, cultura e espiritualidade. Em sua 21ª edição, o evento busca refletir sobre os caminhos da reconciliação pessoal e coletiva no mundo contemporâneo, integrando contribuições de diferentes áreas do conhecimento.

Serviço

  • Evento: 21º Fórum Internacional de Ciências Bíblicas (FICB)
  • Tema: Reconciliação com Deus e consigo mesmo
  • Data: 11 e 12 de setembro de 2025
  • Horário: 15h às 21h30
  • Local: Auditório Ruy Barbosa – Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Endereço: Rua Itambé, 135 – Higienópolis, São Paulo (SP)
  • Formato: Presencial e online
  • Inscrições: AQUI!
  • Transmissão: com tradução simultânea em Libras

“Deus me disse para ir até lá”: cristãos impedem suicídio de mulher

Um grupo de jovens cristãos relatou ter intervindo em uma situação de risco de suicídio ocorrida em uma passarela no México, em data não especificada. De acordo com depoimentos publicados no Instagram por um dos envolvidos, o episódio aconteceu quando retornavam para casa durante a madrugada.

Um dos jovens afirmou ter percebido uma mulher em situação de risco na passarela e interpretado a situação como uma orientação divina: “Deus me disse para ir até lá ou ela iria pular”. O grupo então subiu as escadas da estrutura, momento em que o jovem relatou sentir “o espírito da morte” e afirmou tê-lo repreendido “em nome de Jesus”.

Lexi Hofer, uma das jovens presentes, descreveu o momento do encontro: “Ela me disse que estava prestes a pular e que momentos antes, tinha orado e pedido a Deus que, se Ele quisesse que ela vivesse e se houvesse algum propósito na vida dela, que enviasse alguém naquele exato momento”.

Segundo os relatos, a mulher seria mãe de duas filhas e enfrentava crise conjugal após o marido tê-la deixado para viver com outra pessoa. Os jovens ofereceram apoio emocional e realizaram uma oração no local. Lexi Hofer compartilhou seu próprio testemunho sobre experiências anteriores com pensamentos suicidas com a mulher.

A mulher, que não teve sua identidade revelada, teria dito aos jovens que toda a dor havia desaparecido após a intervenção e que abandonara a ideia de cometer suicídio, expressando intenção de “viver para Deus”.

Os jovens descreveram a mulher como tendo referido a eles como “anjos”, embora tenham se apresentado como “pessoas como você, que Deus ama”.

O grupo finalizou seu relato afirmando: “Em um dos momentos mais desesperados e vulneráveis, Deus encontrou esta mulher e lhe mostrou que a vê, conhece e ama”.

Para situações de crise emocional e risco de suicídio, especialistas recomendam busca por ajuda profissional através de serviços como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que oferece atendimento 24 horas pelo telefone 188, além de canais por e-mail, chat e atendimento presencial. Os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) também fornecem atendimento especializado em saúde mental em todo o território nacional.

Coração e mente dos filhos moldados pelas palavras dos pais

Desde os primeiros anos de vida, a criança constrói sua autoimagem a partir do que ouve em casa. Expressões como “você é tão esperto” ou “você só dá trabalho” não ficam no vazio, mas se transformam em crenças internas. Palavras de incentivo podem gerar segurança e confiança, enquanto críticas constantes tendem a criar dúvidas e inseguranças. O efeito é profundo, contínuo e, em muitos casos, silencioso.

A psicologia do desenvolvimento aponta que crianças criadas em ambientes de respeito, diálogo e afeto verbal apresentam níveis mais elevados de autoestima, maior habilidade para resolver conflitos e menos comportamentos agressivos. Em contrapartida, aquelas que crescem ouvindo gritos, ironias ou rótulos negativos carregam marcas emocionais que podem perdurar por toda a vida.

Linguagem como ferramenta

Quando pais utilizam palavras para rotular os filhos, como “preguiçoso”, “irresponsável” ou “teimoso”, isso influencia diretamente o comportamento infantil. A criança tende a agir de acordo com o que lhe é repetido. Se constantemente chamada de “bagunceira”, pode deixar de se esforçar para ser organizada. A fala, nesse contexto, funciona como instrumento de afirmação de identidade ou de desconstrução dela.

O desenvolvimento cognitivo também é favorecido em lares onde há estímulo ao diálogo. Ambientes em que se fazem perguntas, se escuta com atenção e se compartilham conversas ampliam o vocabulário, a interpretação e o raciocínio lógico da criança. Além disso, o tom de voz utilizado é determinante: firmeza associada à gentileza transmite segurança, enquanto gritos frequentes provocam estado de alerta no cérebro infantil, dificultando concentração, memória e curiosidade.

Validação emocional

Outro ponto relevante é a forma como os sentimentos infantis são acolhidos. Frases como “isso é bobagem” ou “engole o choro” transmitem a ideia de que emoções não são importantes. Com o tempo, a criança pode se retrair, evitando compartilhar sentimentos e até desenvolvendo dificuldades emocionais. Em contrapartida, quando há escuta e acolhimento, ela aprende a nomear suas emoções e a lidar com elas de maneira saudável.

O peso bíblico das palavras

Muito antes da psicologia destacar esses aspectos, a Bíblia já apresentava orientações sobre o poder da fala. Em Provérbios 18:21 está escrito: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”. O texto aponta que as palavras podem construir ou destruir, especialmente no contexto da criação dos filhos.

Efésios 4:29 acrescenta: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e assim transmita graça aos que ouvem”. A instrução ressalta a responsabilidade dos pais em utilizar a fala para edificar, transmitindo graça e segurança por meio de cada correção e orientação.

Declarações e reflexões de especialistas

Cris Poli, coordenadora da Escola do Futuro Brasil, reforça essa perspectiva: “Quando um pai diz ‘eu confio em você’ ou ‘você é uma bênção’, ele está semeando identidade, segurança e destino. Mas quando diz ‘você não aprende nunca’, está ferindo a alma. Precisamos entender que nossas palavras ficam. Elas viram memória, moldam comportamento e afetam o futuro dos nossos filhos”, afirmou, de acordo com a revista Comunhão.

A comunicação em casa

A construção de um ambiente familiar saudável não significa ausência de conflitos, mas sim responsabilidade no modo de comunicar. Correções podem ser feitas com firmeza, sem humilhação, e erros podem ser apontados sem agressividade. O objetivo não é alcançar a perfeição, mas criar um espaço de respeito e segurança.

Palavras de incentivo, elogios sinceros, validações emocionais e correções equilibradas funcionam como sementes no coração da criança. Com o tempo, essas sementes produzem frutos em forma de confiança, cooperação e proximidade dentro do lar.

Ao compreender o poder real das palavras, pais e mães passam a enxergar a fala como um canal de conexão, ensino e amor. O que a criança ouve diariamente em casa tem papel determinante na formação de quem ela será no futuro.

Homem aceita Jesus ao ver pregadores presos: ‘Vale cada algema’

Três pregadores de rua foram detidos recentemente pela polícia em Brighton, na Inglaterra, durante a realização de pregações públicas. John Thomas, Ollie Sabatelli e Jesse Samuel Ngoma foram abordados sob a acusação de perturbação em local público, conforme relataram em redes sociais. Durante a ação, alguns dos equipamentos de som utilizados pela equipe foram confiscados.

John Thomas afirmou em vídeo publicado no Instagram que foi algemado após ministrar na região. “Poucas horas antes, nosso irmão Ollie foi parado pela polícia e eles o prenderam e o proibiram de pregar por 48 horas”, disse. Segundo ele, mais tarde, enquanto evangelizava com Jesse, foi novamente abordado. “A polícia se aproximou de nós e zombaram, dizendo: ‘Pregar não adianta, ninguém vai ouvir sua pregação’. E eles me algemaram e perseguiram o irmão Jesse também”.

Os três receberam ainda uma advertência para não retornar ao local por 24 horas. O comunicado policial citou a Lei de Comportamento Antissocial e Crime Policial de 2014, que autoriza restrições à permanência de pessoas em espaços públicos. Jesse contestou a decisão. “Não causamos nenhum alvoroço. Não causamos nenhum problema. Vocês me conhecem e sabem como eu prego a palavra de Deus e chamaram a polícia”, declarou. Ele também observou que, na mesma rua, havia um bar com música em volume elevado.

Apesar da abordagem, Jesse afirmou ter pregado aos oficiais. “Jesus morreu por vocês. Podem nos julgar na terra, mas há um juiz maior, seu nome é Jesus, e ele vai julgar por tudo o que vocês fizeram”. Pouco depois, os três evangelistas foram liberados. “Pela graça de Deus, fui libertado. Ele me salvou do mal e o que aconteceu em seguida revelou o porquê”, relatou John.

Segundo o grupo, um homem que acompanhava a cena e registrou a ação policial decidiu se converter ao cristianismo e foi batizado no dia seguinte. John classificou o episódio como um testemunho de fé: “Aquele que filmou aquele momento de perseguição, entregou sua vida a Cristo. E no dia seguinte, ele entrou nas águas do batismo. O inimigo tentou silenciar o Evangelho, mas Deus transformou isso em testemunho. A perseguição se tornou a semente para o batismo nas águas. Uma alma vale cada algema”.

Evangélicos executados em casas com versículos no Equador

Duas famílias evangélicas foram assassinadas dentro de suas casas em Guayaquil, maior cidade do Equador, em um intervalo de poucos dias. Os crimes ocorreram em Flor de Bastión, região noroeste da cidade, marcada pela atuação de grupos criminosos.

Na madrugada de 28 de agosto, Sixto Vega Arana, sua esposa e filha foram mortos a tiros, acusados de não pagar uma extorsão. O único sobrevivente foi o neto do casal, um bebê de um ano, que ficou sob os cuidados de familiares. Em 3 de setembro, outra família foi executada após ter a casa invadida. As vítimas foram o pai, de 66 anos, a mãe, de 63, e o filho, de 28. Até o animal de estimação foi morto durante a ação, que ocorreu pouco depois da 1h30, na Cidadela Rotaria.

Segundo o chefe de polícia do distrito de Nueva Prosperina, Roberto Pastor, mais de cinco indivíduos em motocicletas participaram do ataque. Em ambos os episódios, os criminosos abriram fogo contra as fachadas e invadiram as residências durante a madrugada, enquanto o bairro dormia.

Coincidências entre os casos

Nos dois massacres, as casas exibiam mensagens bíblicas nas fachadas. Em uma delas, a inscrição dizia: “Deus te abençoe, Cristo te ama”, junto ao trecho de Isaías 41:10: “Não temas, eu estou contigo. Eu sou o teu Deus, não tenhas medo. Eu te fortalecerei, sim, eu te ajudarei…”.

Na outra residência, havia duas placas com frases cristãs: “O sangue de Cristo tem poder” e uma passagem do Salmo 91:1: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”.

Esses versículos são frequentemente utilizados por fiéis como símbolos de fé e confiança em meio a situações de ameaça. Apesar da semelhança, as autoridades ainda não confirmaram se os ataques seguiram um padrão específico ou se foram coincidências, conforme informou o Evangelico Digital.

Violência em crescimento

De acordo com o Observatório Equatoriano do Crime Organizado, o Equador registrou 4.619 homicídios no primeiro semestre de 2025, o maior número já contabilizado no período. Em bairros como Flor de Bastión, moradores relataram estar sendo vítimas de extorsões e, por medo, abandonaram suas casas.

Na região, criminosos vinham exigindo o pagamento de “vacinas”, como são chamadas as cobranças impostas a moradores e comerciantes. Segundo relatos, uma das famílias evangélicas vinha sendo pressionada a pagar US$ 50.000 (cerca de R$ 270.500).

Ex-desembargador quer ‘paralisação’ se STF condenar Bolsonaro

Na terça-feira, 09 de setembro, o ex-desembargador aposentado Sebastião Coelho utilizou suas redes sociais para criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação, Coelho afirmou: “Em nenhuma democracia do mundo o juiz julga o seu inimigo. Mas no Brasil, Alexandre de Moraes, inimigo declarado de Bolsonaro, vota pela sua condenação!”.

Na sequência, o ex-desembargador classificou o julgamento do ex-presidente como “farsa” e “vergonha nacional”, convocando uma “paralisação nacional” caso Bolsonaro seja condenado. “Isso é farsa! Isso é vergonha nacional! O povo já mostrou que não aceita esse julgamento. Se essa condenação vier, a resposta tem que ser clara: paralisação nacional!”, escreveu.

O processo em análise na Primeira Turma do STF é considerado pela defesa como praticamente definido pela condenação, uma vez que Alexandre de Moraes e Flávio Dino já apresentaram votos nesse sentido. A expectativa era de eventual divergência do ministro Luiz Fux, que se pronunciou na sessão desta quarta-feira, 10 de setembro.

Em seu voto, Fux argumentou que o Supremo não tem competência para julgar o caso, pois os denunciados já não ocupam cargos com foro privilegiado. “Concluo pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido os seus cargos”, declarou. Segundo o ministro, essa constatação exige a nulidade dos atos praticados. “Impõe-se a declaração de nulidade de todos os atos decisórios praticados. Ela anula, portanto, o processo”.

Ao justificar sua posição, Fux ressaltou que a própria organização do tribunal sempre manteve a competência do plenário para analisar casos envolvendo presidente da República. “Acrescento que, a despeito de sucessivas emendas regimentais que versaram sobre qual órgão deve julgar, a competência sempre foi — e continua sendo — do plenário para analisar casos envolvendo presidente da República”, afirmou.

Israel: arqueólogos encontram propriedade ligada a Simão, o Mago

Arqueólogos israelenses anunciaram a descoberta de uma grande propriedade agrícola samaritana em Khirbet Kafr Hatta, no centro de Israel, local historicamente associado a Simão, o Mago — personagem citado no livro de Atos dos Apóstolos.

O relato bíblico descreve Simão como um homem que praticava artes mágicas e impressionava o povo, mas que, ao ver os milagres realizados pelos discípulos, declarou-se convertido. Posteriormente, ao tentar comprar dons espirituais com dinheiro, foi repreendido pelo apóstolo Pedro, episódio que deu origem ao termo “simonia”, usado para designar a comercialização de cargos e funções religiosas.

Achados arqueológicos

A escavação foi conduzida pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) em parceria com o Ministério da Construção e Habitação. De acordo com os responsáveis, Alla Nagorsky e Daniel Leahy Griswold, a propriedade esteve em funcionamento entre os anos 300 e 700 d.C., abrangendo os períodos romano e bizantino. “O tamanho e o esplendor dos edifícios, a qualidade dos mosaicos e as instalações agrícolas apontam para a grande riqueza e prosperidade da comunidade samaritana local”, afirmaram os diretores.

Entre os achados, estão mosaicos ornamentais com motivos frutíferos, um lagar de azeite, um armazém e um banho ritual. A presença do lagar chama atenção, uma vez que essas estruturas eram mais comuns em Jerusalém e na Judeia, do que na região de Samaria. Com o tempo, a expansão agrícola levou à reutilização de elementos arquitetônicos, como colunas e capitéis, e ao desgaste dos mosaicos originais.

Contexto histórico

Durante os séculos 5 e 6, os samaritanos promoveram rebeliões contra o domínio do Império Bizantino, resultando na destruição de diversos assentamentos. A propriedade de Khirbet Kafr Hatta, porém, parece ter resistido, preservando parte de sua estrutura, de acordo com a revista Comunhão.

Nagorsky destacou a importância da descoberta: “Este é um sítio fascinante, que revela a trajetória entre prosperidade e declínio da comunidade samaritana. Seus achados impressionantes nos permitem reconstruir séculos de história e ampliar o conhecimento sobre essa população na antiguidade”.

Nicarágua: cristão morre sob custódia com sinais de tortura

O advogado Carlos Cárdenas Zepeda, assessor jurídico da Conferência Episcopal da Nicarágua, morreu sob custódia policial em Manágua após ser detido em 19 de agosto. Sua família foi chamada pelas autoridades em 30 de agosto para identificar o corpo, após permanecer sem informações sobre seu paradeiro.

De acordo com o jornal El País, o corpo apresentava sinais visíveis de tortura. O caso ocorre menos de uma semana após a morte de Mauricio Alonso Petri, de 64 anos, também sob custódia. Petri havia desaparecido por 38 dias e seu corpo foi encontrado em um necrotério, entregue à família para sepultamento imediato sob vigilância policial.

Escalada de desaparecimentos

As duas mortes se inserem em um cenário de desaparecimentos forçados de curto e longo prazo, intensificados a partir de 19 de julho, data em que o presidente Daniel Ortega e a vice-presidente Rosario Murillo celebraram o 46º aniversário da revolução sandinista.

O Mecanismo de Reconhecimento de Presos Políticos relatou pelo menos 33 prisões nesse período, incluindo casos de famílias inteiras. Em 12 de agosto, uma menina de 12 anos foi detida com os pais em Jinotepe, dias após o governo confiscar o Colégio San José, administrado pela Igreja Católica.

Tortura e intimidação

Organizações e familiares denunciam tortura de presos na Diretoria de Assistência Judicial, conhecida como El Chipote Nuevo. Segundo uma fonte citada por grupos de monitoramento, os detidos são submetidos a “interrogatórios intimidadores e agressões físicas”.

Entre os casos mais recentes está o do médico Yerri Estrada, de 30 anos, preso em 13 de agosto em Granada. Sua mãe, Rosa Ruíz, afirmou que recebeu relatos de que ele estaria em El Chipote Nuevo com unhas arrancadas, dedos enfaixados por choques elétricos e rosto desfigurado.

Mortes sob custódia desde 2019

Com a morte de Cárdenas Zepeda, o número de óbitos sob custódia policial no país chega a seis desde 2019. Entre as vítimas anteriores estão Hugo Torres, ex-comandante sandinista que chegou a salvar a vida de Ortega, e Humberto Ortega Saavedra, irmão do presidente e general aposentado, crítico ao regime.

Um relatório de ONGs exiladas, divulgado após a morte de Petri, listou métodos de tortura atribuídos às autoridades nicaraguenses, como simulação de afogamento, espancamentos, enforcamento, posições forçadas e violência sexual. Outras práticas citadas incluem privação de sono, restrição de alimentos e ameaças a familiares.

Conflito com a Igreja Católica

A Igreja Católica mantém uma relação de confronto com o governo desde os protestos de 2018, quando algumas paróquias ofereceram abrigo a estudantes manifestantes. Desde então, o regime intensificou medidas contra instituições religiosas, incluindo vigilância, proibição de procissões e restrições a atividades do clero, de acordo com o The Christian Post.

Em março de 2025, a Nicarágua retirou-se do Conselho de Direitos Humanos da ONU, dois dias após um relatório acusar o governo de reprimir direitos humanos e liberdade religiosa. Na ocasião, a especialista da ONU Ariela Peralta declarou que o país parecia estar “em guerra com seu próprio povo”. O governo nicaraguense rejeitou a acusação, chamando-a de “calúnia”.

Um relatório da organização britânica Christian Solidarity Worldwide (CSW), intitulado Controle Total: A Erradicação de Vozes Independentes na Nicarágua, documentou 222 casos de perseguição religiosa em 2024, incluindo a prisão arbitrária de 46 líderes religiosos. Parte deles foi libertada, mas outros continuam sob custódia.

Mudança radical: ateu que zombava dos cristãos se rende a Jesus

Griffin Barclay, natural do Alabama, Estados Unidos, relatou em culto na Auburn Community Church sua transição de uma vida ateísta para a fé cristã, em meio a uma batalha contra a depressão crônica. Criado em família ateísta, o até  então ateu afirmou que anteriormente “zombava dos cristãos” e “vivia em pecado constantemente”.

Segundo seu testemunho, durante o Ensino Médio, Barclay recebeu diagnóstico de depressão crônica, entrando em um “ciclo de automutilação e pensamentos suicidas”.

A situação tornou-se crítica quando seus pais o encontraram com uma lâmina de barbear, resultando em sua internação em instituição psiquiátrica para tratamento. “Tomava vários antidepressivos, mas nada ajudava com o sentimento de derrota”, recordou.

Na noite de sua alta hospitalar, Barclay planejou suicidar-se ao saltar da sacada de sua residência. Ele descreveu o momento crítico: “Enquanto eu subia, eu pensava: ‘Deus, me mate’”.

Foi então que, segundo seu relato, um evento inesperado ocorreu: “O quintal foi invadido pelo som dos sapos, que era o meu animal favorito quando criança”. Este episódio fez com que abandonasse seu intento, descrevendo a experiência como divina: “Eu desabei em lágrimas e saí da sacada, sabendo que Deus havia salvado minha vida”.

Apesar desta experiência ainda enquanto era ateu, Barclay continuou a enfrentar desafios de saúde mental. Seu ponto de virada definitivo ocorreu durante seu período universitário, quando colegas cristãos o convidaram para a Auburn Community Church.

Inicialmente cético, ele afirmou ter ido com a intenção de “finalmente descartar o cristianismo”. Porém, durante o louvor da música “Hope in the Horizon”, relatou ter-se emocionado ao recordar o episódio da sacada.

“Me dei conta de que as pessoas que eu estava zombando, encontraram o que me faltava. Quando nenhum remédio pôde me salvar, Ele salvou”, testemunhou. Barclay decidiu aceitar Jesus como Salvador e foi batizado na mesma igreja, onde posteriormente compartilhou publicamente sua experiência.

Em sua pregação, o agora cristão declarou: “Perdição e destruição não podem limitar Jesus. Se Ele consegue me alcançar, Ele pode alcançar qualquer um”. Seu testemunho foi finalizado com a citação do Salmo 107, que descreve o resgate divino em momentos de angústia.

O relato de Barclay foi compartilhado com informações sobre serviços de apoio à saúde mental. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece atendimento 24 horas pelo telefone 188, além de suporte por e-mail, chat e presencialmente em mais de 120 postos no Brasil.

Sexóloga alerta sobre pornografia: ‘Causa 100 danos físicos’

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A sexóloga Aryanne Marques participou do podcast PodCrê e falou sobre a relação entre sexo e fé. Cristã, ela afirmou que o tema ainda é considerado tabu em muitas igrejas, mas ressaltou que, segundo a Bíblia, a intimidade no casamento foi criada por Deus para ser prazerosa.

A especialista relatou ainda que muitas mulheres enfrentam dificuldades no matrimônio em razão de traumas sexuais vividos anteriormente. Aryanne explicou que se tornou sexóloga após ter sofrido abusos. Segundo ela, ao compreender que o sexo dentro do matrimônio é parte do plano divino para o casal, sua vida foi transformada e, desde então, tem buscado ajudar outras pessoas.

Durante a entrevista, a sexóloga também tratou sobre os riscos da pornografia, destacando seus efeitos nocivos:

“A pornografia é um vício químico e gera alterações neurológicas. Tem questões espirituais envolvidas, mas eu vou direto no gatilho. Não é só um videozinho. Um instituto americano desenvolveu uma pesquisa e ficou examinando o sistema neurológico, físico e comportamental de um grupo de homens e mulheres que consumiam pornografia por cerca de três anos. Essa pesquisa é assustadora. Mais de 100 danos físicos, neurológicos e comportamentais na vida dos indivíduos que consomem pornografia”, afirmou.

No programa, Aryanne também compartilhou parte de seu testemunho pessoal. Além do abuso que sofreu, contou que perdeu a mãe, que tirou a própria vida, experiências que marcaram sua trajetória até o ministério atual.