Perseguição: pastores são multados por suposta “atividade ilegal”

Forças de segurança russas e policiais, supostamente “antiextremismo”, têm realizado uma série de invasões a reuniões de culto cristão em territórios ucranianos que foram invadidos, com foco particular em congregações do Conselho de Igrejas Batistas, afetando pastores locais.

As ações, documentadas pelo grupo de direitos humanos norueguês Forum 18, resultaram em multas aplicadas a pastores por “atividade missionária ilegal”.

O Conselho de Igrejas Batistas, que opta por não solicitar registro oficial em qualquer país onde atua e se recusa a notificar autoridades sobre suas atividades, tornou-se alvo frequente dessas operações. As autoridades russas consideram essas práticas religiosas não registradas como ilegais, algo que, na prática, não passa de uma falsa justificativa para perseguição religiosa.

Em junho, a polícia invadiu uma congregação batista em Krasnodon, na região de Luhansk, durante as celebrações de Pentecostes. Dois meses depois, em 10 de agosto, outra igreja batista em Sverdlovsk, também na região de Luhansk, foi invadida durante o culto dominical.

Os agentes filmaram os presentes e, ao final do serviço, revistaram a casa onde a congregação se reunia, alegando possuir mandado de busca judicial sob suspeita de posse de armas.

O major Gennady Turko, do Centro Antiextremismo, interrogou o pastor Pyotr Tatarenko e o representante do proprietário do imóvel, com foco principal nas questões relacionadas ao registro da igreja e notificações às autoridades.

Além das invasões, tribunais controlados pela Rússia têm aplicado multas substanciais. Vladimir Rytikov, pastor da igreja invadida em Pentecostes, foi multado em 45.000 rublos russos (valor superior ao salário médio mensal local) por “atividade missionária ilegal” em 14 de julho. Rytikov, que é aposentado e cuida de um filho com deficiência, recorreu ao Supremo Tribunal de Luhansk, mas a sentença foi mantida.

Em caso similar, Oksana Volyanskaya foi multada em 10.000 rublos pelo tribunal distrital de Starobesheve, na região de Donetsk, em 30 de junho, por “realizar atividades por uma organização religiosa sem indicar seu nome oficial completo”. O juiz ordenou a destruição de seus livros religiosos.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, relatórios indicam que pelo menos 500 igrejas e locais religiosos foram danificados ou destruídos nos territórios afetados pelo conflito. Com informações: Evangelical Focus.

'Você não é o que fizeram com você': jovem fala sobre abuso

Henrique Ribeiro, membro da Igreja Central Contagem em Minas Gerais, compartilhou publicamente seu testemunho pessoal durante um evento para jovens. Ele relatou ter enfrentado uma tentativa de abuso aos 8 anos de idade, fato que marcou sua infância com medo e questionamentos.

“Meu testemunho começa quando, aos 8 anos, eu sofri uma tentativa de abuso. Eu era da escolinha de futebol e eu sempre vivi com esse medo”, declarou Ribeiro em publicação nas redes sociais.

Durante a pré-adolescência, entre 11 e 12 anos, o jovem disse ter desenvolvido maneiras consideradas “afeminadas” pela sua comunidade escolar, o que levou a comentários sobre sua sexualidade. “As pessoas da minha escola falavam: ‘Você é gay’”, recordou.

Ribeiro explicou que esses episódios o levaram a dúvidas sobre sua identidade sexual. “Eu tive dúvida sobre a minha sexualidade. Eu não sabia de quem eu gostava, eu não sabia se eu gostava de homem ou de mulher. Tive atração por homens, sim, mas essa é só uma parte do meu testemunho”.

Em sua fala, o jovem enfatizou uma mudança de perspectiva baseada em sua fé. “Eu não sou o que me fizeram. Eu não sou o que eu sinto. Eu sou quem Deus diz que eu sou”.

Ele dirigiu-se especificamente a outros que possam ter vivido experiências semelhantes: “Hoje, você pode ser a pessoa que sempre foi zoada na escola. Ou você pode ser a pessoa que já sofreu um assédio ali no ambiente familiar, quando você era menor. É só o seu trauma”.

Citando a passagem bíblica de 2 Coríntios 5:17, Ribeiro afirmou: “Você não é o que sente, não é o seu trauma, não é a sua crise. Você não é o que fizeram com você e não é a sua tentação. Você é quem Cristo te chamou pra ser”.

O jovem finalizou seu testemunho com uma mensagem de encorajamento: “Levante a cabeça, lute contra seu desejo, negue a si mesmo, lute contra a sua carne e seja nova criatura. Lembre-se Cristo morreu pelos seus pecados, Ele morreu pelas suas lutas”.

E acrescentou: “Continue lutando, não abaixe a cabeça e lembre-se que sua identidade não está naquilo que você sente e se atrai, sua identidade está em Cristo Jesus esperança da glória”. Com informações: Guiame.

Pastor batiza tribo nativa na Tanzânia após 5 anos pregando

O pastor Eduardo Alexande Carvalhaes Ribeiro relatou que continua testemunhando os resultados de seu trabalho missionário iniciado há cinco anos na Tanzânia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele mostrou o batismo de nativos da tribo massai e declarou: “É um milagre”.

Eduardo, que também atua como coordenador da Aliança Ministerial Global (AMG), conduziu o batismo em uma piscina improvisada, durante uma celebração que reuniu dezenas de pessoas. “Depois de 5 anos, massais se batizam. Isso aqui é um milagre, Deus é fiel”, escreveu o pastor em seu perfil no Instagram.

Evangelização entre os massais

De acordo com Eduardo, os massais tiveram contato com o Evangelho pela primeira vez em agosto de 2025, quando ele ministrou a Palavra de Deus e distribuiu Bíblias traduzidas para a língua local. O pastor relatou que, mesmo diante do analfabetismo, ocorreram testemunhos de pessoas que passaram a ler por meio das Escrituras. “Há inúmeros relatos de analfabetos que receberam o dom da leitura através da Bíblia”, afirmou.

O missionário já havia realizado batismos anteriormente. Em novembro de 2023, diante da escassez de água, aldeões estenderam plástico sobre o chão e improvisaram uma piscina de barro para que 11 massais pudessem declarar sua fé em Jesus. Na ocasião, Eduardo relembrou seu chamado ao citar uma canção do grupo americano First Call, que havia aprendido na juventude sem saber que estava em língua massai.

Experiência transcultural

Além das ações evangelísticas, Eduardo compartilhou reflexões sobre o valor de experiências transculturais. “Eu acredito que todo líder ministerial precisa ter ao menos uma experiência transcultural. Algo que o desafie experimentar uma cultura completamente diferente da dele. Isso não tem a ver com chamado, tem a ver com uma aceleração da maturidade de Reino”, declarou.

Ele destacou ainda que tais experiências fortalecem a gratidão e ampliam a visão missionária. “É no campo de outra cultura que encontramos uma igreja sem muros, que se junta pelo nome de Jesus, e não de nomes e denominações”, afirmou. Em outra publicação, incentivou: “Projete seu 2026 com ao menos 1 passo em outra cultura”.

Perseguição na Tanzânia

A Tanzânia, localizada no leste da África, aparece frequentemente em relatórios de monitoramento da liberdade religiosa. Em 2021, o país ocupou o 57º lugar na Lista de Países em Observação divulgada pela missão Portas Abertas, com registros de ataques a ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo e incidentes contra igrejas.

Apesar dos desafios, a entidade aponta que o número de cristãos cresce especialmente na região Noroeste do país. Segundo a missão, ainda há dificuldades internas, como insuficiente conhecimento bíblico e falta de unidade entre os fiéis, mas também sinais de avanço.

‘Milagre’: brasileiro escapa da morte em atentado em Israel

O brasileiro Aryeh Shiri, de 77 anos, sobreviveu a um ataque a tiros em Jerusalém nesta segunda-feira, 08 de setembro. O episódio ocorreu após o ônibus em que ele viajava apresentar uma pane e parar em um ponto da cidade. Poucos minutos depois, dois homens armados abriram fogo contra civis, deixando seis mortos e ao menos 30 feridos, segundo autoridades israelenses.

Relato do sobrevivente

Nascido em Israel e residente no Brasil há quase sete décadas, Shiri contou que havia descido do ônibus momentos antes dos disparos: “Desci do ônibus e quando cheguei à parte de trás [do veículo], começou o tiroteio”, disse. “Se estivesse na parte de dentro, estava morto, porque estava bem atrás do motorista”.

Ele afirmou ter escapado “por um milagre”. Segundo seu relato, o som dos tiros foi inicialmente confundido com barulhos de obras próximas. “Depois que percebi que o motor do ônibus morreu, desci e fiquei atrás do veículo. Demorou, então, cerca de 30 segundos para os tiros começarem. Inicialmente, não identifiquei os tiros pelo barulho de obras que tem no entorno.” Ele acrescentou que, quando percebeu a correria, fugiu e viu “corpos no chão e pessoas feridas”.

Dinâmica do ataque

A polícia informou que os atiradores chegaram em um carro por volta das 10h15 (horário local) carregando armas, munições e uma faca. Eles dispararam contra as pessoas que aguardavam no ponto de ônibus. O confronto terminou quando um soldado israelense e um civil reagiram, matando os dois homens no local.

As vítimas foram identificadas pela imprensa israelense como Yosef David, de 43 anos; Mordechai Steintzag, de 79 anos; Yaakov Pinto, espanhol de 25 anos; Levi Itzhak Pash; Israel Metzner; e Sarah Mendelson, de 60 anos. Entre os feridos havia uma mulher grávida. Os autores do ataque foram identificados como Muthanna Omar, de 20 anos, e Muhammad Taha, de 21 anos, moradores da Cisjordânia.

Shiri aparece em um vídeo gravado durante o ataque, caminhando com dificuldade por causa de um problema no joelho e segurando uma sacola. Após a ação, ele recebeu atendimento de policiais e conseguiu retornar à casa da filha, que vive em Jerusalém há mais de 30 anos.

Reação de autoridades

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve no local do ataque: “Estamos em guerra contra o terrorismo”, declarou. “A guerra continua na Faixa de Gaza e, infelizmente, também em Jerusalém”.

O presidente Isaac Herzog exaltou os “extraordinários atos de heroísmo” de quem enfrentou os atiradores. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que “as consequências mais severas e de longo alcance” serão aplicadas e que Israel “perseguirá o terror em todos os lugares”.

A União Europeia condenou o atentado e pediu cessar-fogo. O presidente da França, Emmanuel Macron, também se pronunciou contra a escalada da violência, defendendo uma solução política como caminho para a estabilidade.

Repercussão internacional

O Hamas e o grupo Jihad Islâmico elogiaram a ação e descreveram os agressores como “combatentes da resistência”, embora não tenham reivindicado autoria, de acordo com a Revista Oeste. Este foi o ataque mais mortal em Jerusalém desde 2023, quando três pessoas foram mortas em outro atentado em um ponto de ônibus.

Pornografia se tornou pandemia silenciosa entre cristãos

A pornografia online tem sido apontada como um dos grandes desafios contemporâneos, tanto para a sociedade em geral quanto para o segmento evangélico. Especialistas e líderes cristãos destacam que esse fenômeno está associado à destruição de relacionamentos, aumento da infidelidade e perda de fé. Diversos estudos a classificam como uma pandemia com impactos sociais, psicológicos e espirituais.

Dimensão da Indústria Pornográfica

Estima-se que a indústria mundial da pornografia movimente cerca de US$ 97 bilhões por ano. Relatórios apontam que mais de 35% do tráfego de dados da internet é composto por conteúdo pornográfico, sem incluir o material considerado leve em redes sociais como TikTok e Instagram.

Em 2021, o site PornHub informou que usuários consumiram mais de 6,8 bilhões de horas de vídeos em sua plataforma, com uma média mensal de 5,49 bilhões de visitas.

Tráfico e Abuso Infantil

Nos últimos anos, grandes plataformas de conteúdo adulto, incluindo o PornHub, foram alvo de acusações relacionadas à hospedagem de vídeos contendo tráfico e abuso de menores. Dados internacionais estimam que entre 1 e 2 milhões de crianças sejam vítimas de tráfico a cada ano. Em 2023, provedores de internet relataram mais de 104 milhões de imagens e vídeos de abuso sexual infantil.

Na tradição cristã, esse tipo de prática é interpretado como uma grave violação espiritual. O evangelho de Mateus 18:6 registra as palavras de Jesus: “Qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe seria que lhe pendurassem no pescoço uma grande pedra de moinho e o lançassem no fundo do mar”.

Consumo Entre Cristãos e Pastores

Um levantamento de 2024 do Pure Desire Ministries revelou que 54% dos cristãos praticantes nos Estados Unidos acessam pornografia ocasionalmente, enquanto 49% afirmaram não considerar o hábito problemático. A pesquisa apontou ainda que 25% das mulheres e 54% dos homens admitem contato com esse tipo de conteúdo.

Entre líderes religiosos, o cenário também é relevante. Estatísticas indicam que mais de 67% dos pastores evangélicos nos Estados Unidos já tiveram contato com pornografia em algum momento da vida, e entre 18% e 21% reconhecem uso atual. Considerando a existência de cerca de 60 mil pastores congregacionais e de jovens, estima-se que aproximadamente 11,7 mil enfrentem dificuldades nesse campo.

Pornografia é vício

Pesquisas acadêmicas têm comparado os efeitos da pornografia aos de substâncias químicas, como heroína e cocaína. O motivo está na liberação elevada de dopamina no cérebro, que reforça padrões de comportamento compulsivo. Estudos indicam que o sistema de recompensa cerebral sofre alterações diante da superestimulação, favorecendo a dependência.

Por outro lado, especialistas apontam que a neuroplasticidade permite a recuperação, com o cérebro sendo capaz de formar novos padrões a partir de mudanças de comportamento, pensamentos e práticas espirituais. O apóstolo Paulo, em Filipenses 4:8-9, orientou: “Tudo o que é verdadeiro e honroso… pensem nessas coisas… e o Deus da paz estará com vocês”.

Caminhos de Recuperação

O escritor Greg Cooper relatou sua experiência pessoal e elencou medidas que considera fundamentais para superar o vício. Em artigo publicado, ele afirmou:

“Se você se encontra preso a esse pecado e deseja se arrepender e se libertar, é essencial que aceite a realidade de que precisa de ajuda além de si mesmo: exponha-a. Como alguém que lutou pessoalmente com isso por muitos anos, mesmo sendo cristão, posso atestar que a liberdade é certamente possível, mas você deve tomar medidas radicais para superá-la”.

Entre as práticas citadas por Cooper estão:

  1. Buscar a Cristo com arrependimento – Ele destacou a necessidade de oração, fé e prestação de contas a um cristão maduro de confiança, conforme a orientação de 1 João 1:8-10.
  2. Fortalecer a comunhão e estudo bíblico – A leitura e a meditação na Escritura diariamente, associadas ao convívio cristão, foram descritas como essenciais para transformação espiritual.
  3. Participar de programas cristãos de recuperação – O autor recomendou recursos como Falling Forward, de Craig Lockwood, e Building for Freedom, de Troy Haas, como ferramentas auxiliares.
  4. Remover fontes de tentação – Entre as sugestões, está o uso de dispositivos limitados, sem acesso a aplicativos ou navegadores, e a restrição do uso de redes sociais quando estas representam risco.
  5. Usar softwares de monitoramento – Ferramentas como EverAccountable e Covenant Eyes foram indicadas como meios de estabelecer barreiras digitais e promover responsabilidade mútua.

Artigo original de Greg Cooper publicado originalmente em thehardertruths.net.

Pastor critica dancinha de Vitória Souza e Miguel Oliveira

Um vídeo que mostra os profetas-mirins Vitória Souza e Miguel Oliveira dançando ao som da música Vai Me Criticando viralizou nas redes sociais e gerou reacts de teólogos, que divergiram sobre o episódio.

A música Vai Me Criticando é uma parceria dos cantores Max do Corinho e Jefferson Coluna de Fogo, e diz “se você quer descobrir o segredo do meu sucesso, vai me criticando; quanto mais tu me critica meu Deus vai me abençoando”.

Pegando o gancho da letra, o teólogo Rodrigo Calça Lemos reagiu ao vídeo afirmando que ambos deveriam seguir apostando no entretenimento e abandonarem os púlpitos: “Eu não vou criticar. É melhor a Vitória e o Miguel aqui no Instagram, fazendo dancinha, do que no culto falando besteira, né? O que vocês acham?”, sugeriu.

Em resposta ao vídeo de Lemos, o teólogo e pastor presbiteriano Victor Fontana adotou um caminho diferente: “Cara, eu quase concordaria com você, Rodrigo, mas eu não concordo não por causa da letra da música”.

“Sabe qual que é o lance? A gente não percebe porque a dancinha faz a gente ficar envolvido na bobeira, mas a letra da canção é reveladora, cara. ‘Vai me criticando, Deus vai me abençoando’. O que é a teologia por trás dessa música? É a teologia do mal-olhado, é a teologia da inveja, é a teologia da superstição, do ‘quem te viu passar não sei aonde e não fez não sei o que’”, ponderou Fontana, referindo à polêmica canção de Damares, Sabor de Mel.

“No fundo, é só a reprodução do modelo supersticioso secular com a linguagem de crente. É bem problemática. Mais um desdobramento dessa teologia da prosperidade light, ou neoprosperidade, que nem fundamentação direito tem e fica difícil criticar porque você vai falar qual que é o livro que eu tenho pra criticar? Não tem. Então, tem a música, tá criticada aí”, finalizou, em tom de protesto.

Brasileira que serve como no Exército alemão dá testemunho

A jovem brasileira Eduarda Kaestner, que vive atualmente na Alemanha, compartilhou como tem exercido sua fé cristã em meio aos desafios da vida militar. Após superar dificuldades pessoais e acadêmicas, ela alcançou a patente de sargento no Exército alemão e utiliza as redes sociais para inspirar outras pessoas e falar sobre o amor de Jesus.

Em um vídeo publicado no Instagram, Eduarda explicou como é viver sua fé em um ambiente onde muitos não compartilham das mesmas convicções: “Não é fácil. Não é fácil viver com pessoas que não acreditam na mesma Verdade que você vive. Mas sabe, Deus quer realmente que você esteja nesses lugares”, afirmou.

Reflexão bíblica

Ao refletir sobre sua experiência, Eduarda citou a passagem de Mateus 5:13-16, que fala sobre ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Para ela, este trecho da Escritura é um lembrete de que os cristãos devem manter firme seu testemunho, mesmo diante de ambientes desafiadores.

Eduarda também deixou uma palavra de encorajamento a outros cristãos que enfrentam obstáculos na hora de evangelizar: “Se você está passando por uma dificuldade de não saber como lidar, como falar de Jesus para as outras pessoas, você não está sozinho”, declarou.

Em seguida, acrescentou: “Sabe, se você está nesse lugar, onde você está passando por dificuldade e não sabe como agir direito, como falar de Deus, você está nesse lugar porque você é forte e Deus sabe que você é forte. Ele te colocou nesse lugar porque Deus não nos dá nenhum fardo que a gente não possa suportar. Que a gente possa acreditar nisso e realmente saber que eu estou aqui por um propósito. Ore para Deus te dar essa força. Te dar esse alimento e ore para você ser luz”.

Superação e chamado

Em outro relato, Eduarda lembrou o período anterior à sua mudança para a Alemanha, quando enfrentou dificuldades nos estudos: “Foi um tempo difícil. Reprovei matemática no ensino superior. Então, saí da escola naquele momento e pensei: ‘O que vai ser da minha vida agora?’”, contou.

Ela destacou que, naquele momento, sentiu que todos os seus planos haviam fracassado: “Tudo saiu do controle. Todos os meus planos foram por água abaixo e eu não sabia o que fazer”, relatou.

Após ser informada da reprovação por uma professora, Eduarda foi até a escola buscar o certificado e descreveu a situação como um momento de vergonha: “Foi um momento de estar ali vendo os meus amigos passarem e eu não”, disse.

Apesar da frustração, afirmou que decidiu confiar em Deus: “Deus quis provar para mim que Ele também tem planos para a minha vida. Meus planos eram bons, mas os de Deus são extraordinários”. Agora, após três anos desde o período de incertezas, Eduarda testemunha a transformação em sua trajetória.

Globo: jornalista enfurece católicos com camisa ofensiva a Maria

A jornalista Mariana Spinelli, da TV Globo, foi alvo de críticas nesta sexta-feira, 05 de setembro, após publicar uma foto vestindo uma camiseta com a imagem alusiva à virgem Maria, porém com o rosto substituído pelo da cantora americana Taylor Swift. A publicação foi feita durante a abertura da NFL no Brasil, realizada em São Paulo.

A estampa mostrava o Sagrado Coração de Maria alterado com a face da artista. A imagem gerou reação imediata de páginas católicas nas redes sociais, que acusaram a repórter de desrespeitar um símbolo religioso.

Com a repercussão, Mariana Spinelli optou por desativar os comentários em seu perfil. Até o momento, a jornalista não se manifestou publicamente sobre o caso.

Recorrência

Há três anos, integrantes de um núcleo – supostamente – artístico da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo protagonizaram uma cena de vilipêndio a uma cruz instalada no pátio da instituição.

O perfil do grupo Artes do Corpo no Instagram publicou fotos e vídeos de mulheres nuas subindo no monumento simbólico em uma suposta sessão artística. O episódio também motivou protestos de católicos.

À época, a vereadora evangélica Sonaira Fernandes se manifestou em repúdio, denunciando o vilipêndio em sua página: “O desrespeito com cristãos é uma marca registrada de manifestantes que desprezam os símbolos religiosos alheios. Não é de hoje que vilipendiam a Bíblia, crucifixos e imagens que representam a fé dos católicos, e fazem isso com o propósito claro de provocar”, criticou.

Jornalista LGBT da Globo enfurece católicos ao usar camisa tida como ofensiva a Maria
Diante das críticas, jornalista bloqueou comentários no post

Orações não acabam com tiroteios em escolas? Graham responde

Dois proeminentes líderes religiosos norte-americanos manifestaram-se publicamente para defender a eficácia da oração, após as críticas surgidas na sequência do tiroteio na Escola Católica Annunciation, em Minneapolis, Minnesota, na semana passada.

O incidente, ocorrido quando um atirador que se identificava como transgênero abriu fogo dentro da escola, resultou na morte de duas crianças e deixou outras 17 feridas. Na esteira da tragédia, várias figuras públicas questionaram publicamente a utilidade de pedidos de oração como resposta.

Jen Psaki, ex-secretária de imprensa do presidente Joe Biden, declarou na plataforma X na quarta-feira, 23 de outubro: “Rezar não é suficiente”. E acrescentou:

“Orações não acabam com tiroteios em escolas. Orações não fazem os pais se sentirem seguros mandando seus filhos para a escola. Orações não trazem essas crianças de volta. Chega de pensamentos e orações.”

Estes comentários foram subsequentemente classificados como “incrivelmente insensíveis” por Karine Jean-Pierre, atual secretária de imprensa da Casa Branca, e contestados pelo vice-presidente JD Vance, que defendeu publicamente o poder da oração.

Declarações dos líderes

O pastor Greg Laurie, da Harvest Christian Fellowship, publicou uma declaração na quinta-feira, 24 de outubro, em resposta a um post do Departamento de Segurança Interna dos EUA que encorajava a oração. “Aqueles que criticam a oração não poderiam estar mais enganados”, afirmou Laurie.

Em sua resposta, o pastor abordou diretamente o argumento do prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que havia destacado que as crianças estavam orando quando foram baleadas.

“Sim, é de partir o coração que crianças estivessem rezando quando foram baleadas na igreja em Minneapolis. No entanto, lembremo-nos de que o próprio Cristo orou ao ser crucificado, Estêvão orou ao ser martirizado e inúmeros outros cristãos corajosos ergueram suas vozes a Deus em seus momentos finais de vida.”

Laurie finalizou sua mensagem citando o versículo bíblico 2 Crônicas 7:14 e afirmando: “Vamos lembrar de orar por nossa nação — não importa o que os especialistas digam”.

O reverendo Franklin Graham, CEO da Associação Evangelística Billy Graham e da Samaritan’s Purse, também se pronunciou sobre o assunto numa publicação no Facebook na sexta-feira, 25 de outubro.

Dirigindo-se especificamente ao prefeito Frey, que havia implorado nas redes sociais: “Não digam apenas que precisamos de pensamentos e orações. Essas crianças estavam literalmente em uma igreja rezando”, Graham escreveu:

“Ao prefeito democrata de Minneapolis e aos demais socialistas de esquerda que criticaram o apelo à oração após o trágico tiroteio na escola — suas palavras não mudam nem diminuem o poder e a importância da oração”.

Graham prosseguiu explicando sua visão teológica: “Só porque alguém pede oração não significa que coisas ruins não vão acontecer… Mas a oração é a nossa oportunidade de nos comunicarmos diretamente com o Deus do Céu”.

Ele identificou Satanás como “o autor de todas as mentiras, da turbulência e da violência” por trás do tiroteio, e expressou a crença em um juízo final divino onde “Jesus Cristo enxugará toda lágrima”.

O reverendo concluiu sua mensagem com uma exortação direta: “Espero que você [prefeito Frey] venha a reconhecer o preço que foi pago pelos seus pecados e que você entenda o valor da oração em sua própria vida”.

O debate sobre o papel da oração como resposta a tragédias públicas continua a gerar discussão acalorada nos Estados Unidos, refletindo um profundo divisor de opinião na sociedade norte-americana. Com: The Christian Post.

BC estabelece limite de R$ 15 mil para TED e pix em instituições

O Banco Central (BC) anunciou nesta sexta-feira, 5, a imposição de um limite de R$ 15 mil para transferências dos tipos TED e Pix realizadas por meio de duas categorias específicas de instituições: as instituições de pagamento ainda não autorizadas a operar pelo BC e aquelas que se conectam ao Sistema Financeiro Nacional por intermédio de Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs). A medida tem vigência imediata.

De acordo com comunicado da autarquia, o objetivo da limitação é reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O BC informou que o limite poderá ser removido para aqueles participantes e seus respectivos PSTIs que cumprirem novos processos de controle de segurança estabelecidos pela autoridade monetária.

De forma provisória, instituições que atestarem a adoção de controles robustos de segurança da informação poderão ser dispensadas do limite por um período máximo de 90 dias.

A medida foi tomada “à luz do envolvimento do crime organizado nos recentes eventos de ataques a instituições financeiras e de pagamentos”, conforme stated pelo Banco Central.

Antecipação de Prazo e Novas Regras para Autorização

Em conjunto com a limitação de valores, o BC antecipou significativamente o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas solicitem sua autorização de funcionamento. O novo deadline foi movido de dezembro de 2029 para maio de 2026. A autarquia reforçou que nenhuma instituição de pagamento pode iniciar suas operações sem esta prévia autorização.

Foram introduzidos controles adicionais para o ecossistema. A partir de agora, apenas instituições integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 – com exceção de cooperativas – poderão atuar como responsáveis no Pix por instituições de pagamento não autorizadas. Os contratos vigentes terão um prazo de 180 dias para se adequarem a essa nova regra.

O BC também se reservou o direito de solicitar certificação técnica ou avaliação emitida por empresa qualificada independente para atestar o cumprimento dos requisitos autorizativos. Instituições que já estiverem operando e tiverem seu pedido de autorização negado serão obrigadas a encerrar suas atividades em um prazo máximo de 30 dias. Esta determinação também entra em vigor imediatamente.

Endurecimento de Regras para PSTIs

O Banco Central também anunciou o endurecimento dos requisitos de governança e gestão de riscos para os Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTIs), empresas autorizadas a fornecer serviços de processamento de dados para instituições financeiras.

Passa a ser exigido um capital mínimo de R$ 15 milhões para essas empresas. O descumprimento das novas normas sujeitará os PSTIs à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento. As empresas em atividade terão um prazo de quatro meses para se adequarem às novas regras.

Este movimento ocorre em um contexto em que duas PSTIs – C&M Software e Sinqia – estiveram no centro de ataques cibernéticos nas últimas semanas, conforme noticiado pelo mercado.

A medida já era esperada pelo sistema financeiro. Conforme havia adiantado o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o BC busca fechar o cerco às fintechs, com especial preocupação com fraudes neste segmento e naquelas que operam com o modelo de banking as a service (BaaS).

Com informações da Agência Estado, Por Marianna Gualter e Cícero Cotrim.