Por 'liberdade religiosa', município institui o Dia do Evangélico

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, sancionou na última terça-feira a lei municipal que institui o feriado do Dia do Evangélico no calendário oficial do município. A data será comemorada anualmente no dia 12 de agosto.

A proposta legislativa foi de autoria do vereador Filipe Marchesi (PSB), elaborada em conjunto com o Conselho de Pastores de Campinas. De acordo com o texto da lei, o objetivo é reconhecer a atuação e a contribuição da comunidade evangélica local, que, conforme citado, “desenvolve projetos de assistência social, apoio a famílias vulneráveis, recuperação de dependentes químicos e atividades culturais”.

Com a incorporação do Dia do Evangélico, o novo feriado, os órgãos públicos municipais e as autarquias não terão expediente nesta data. A medida prevê a manutenção apenas dos serviços considerados essenciais e de plantão.

Durante a cerimônia de sanção, o prefeito Dário Saadi vetou um artigo específico do projeto que previa o apoio oficial da Prefeitura às celebrações da data. O trecho vetado incluía a autorização para uso de espaços públicos e o custeio de atividades religiosas com recursos municipais.

Em sua justificativa, o prefeito afirmou que a medida “ia contra a laicidade do Estado e os princípios da administração pública”, que impedem o uso de dinheiro público para financiar atividades de cunho religioso específico.

O vereador Filipe Marchesi, autor da proposta, comentou a aprovação. “Esta data busca valorizar a liberdade religiosa e promover a convivência harmoniosa entre diferentes crenças”, declarou. A expectativa, segundo ele, é que o Dia do Evangélico se torne uma ocasião para o reconhecimento e a visibilidade do trabalho desenvolvido por igrejas e entidades evangélicas na cidade.

Campinas já possui outro feriado municipal de origem religiosa em seu calendário: o dia 8 de dezembro, dedicado à padroeira católica Nossa Senhora da Conceição. Com informações: Exibir Gospel.

Reencontro entre mãe e filha 'ex-trans' após conversão viraliza

Um vídeo que registra o momento em que uma mãe se emociona ao ver sua filha ex-trans vestindo roupas femininas pela primeira vez, após um período de sete anos, se tornou viral nas redes sociais. O episódio ocorreu na residência da família na cidade de Pau Brasil, no estado da Bahia.

A jovem Railany Lima, que havia vivido publicamente como um homem transgênero durante os últimos sete anos, decidiu recentemente retornar à sua identidade de nascimento.

A motivação para a mudança, conforme relatado pela própria ex-trans Railany, foi um “encontro com Jesus” após um evento traumático que ela descreveu como um “último aviso” de Deus, ocorrido há aproximadamente um mês.

No vídeo, publicado por Railany em sua conta no Instagram na última semana, ela pergunta à mãe: “Olha aí, o que a senhora acha?”. A mãe, visivelmente surpresa e emocionada, responde: “Amei!”. Railany então comenta: “Isso porque a senhora não me viu de vestido. O que a senhora sente vendo?”.

A reação da mãe, que começa a chorar, foi registrada em vídeo. “Me sinto muito feliz. Obrigada, meu Deus! Te amo. Ficou a coisa mais linda de mãe. Eu sonhei tanto em ver você desse jeito, de mulher, que Deus te abençoe! Eu não te criei à toa não, minha filha”, declarou.

Em relato accompanying o vídeo, Railany contou que testemunhou sua mãe orando por ela inúmeras vezes durante seu período de transição. “Vi ela de joelhos orando por mim. Acordava com ela nos pés da minha cama orando e pedindo para que Deus me tirasse de tudo isso”, disse.

A jovem atribuiu sua decisão de renunciar à identidade transgênero a uma experiência religiosa. “Eu renunciei a 7 anos de transição para viver em Cristo”, afirmou Railany, acrescentando que a decisão “vai muito além de roupas ou de mídia”. Ela também fez referência a um incidente grave que teria servido como alerta final: “quase tirei a vida de uma amiga por imprudência minha”.

Sobre a reação da mãe, Railany finalizou: “A reação de choro da minha mãe foi por ver que isso é resposta de oração, que Deus está agindo onde ela tanto sonhou. Só postei para deixar registrado esse novo capítulo da minha vida”.

O conteúdo, que já acumula mais de seis milhões de visualizações na plataforma, recebeu milhares de comentários de apoio. Um usuário escreveu: “Não negocie a sua identidade, se mantenha firme em Cristo com a certeza viva de quem Ele quem te fez”. Outra mensagem dizia: “Querida, Deus te abençoe! Seguir a Cristo é sempre a melhor escolha! Você é linda!”.

O caso ilustra um fenômeno documentado por alguns grupos religiosos, onde indivíduos decidem interromper suas transições de gênero por motivação faith-based, frequentemente referido como “desistência ou descontinuidade de transição”. Veja também:

“Minha infância foi arruinada”: ex-trans faz alerta sobre a suposta mudança de sexo

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Tarcísio sobe o tom contra Moraes e Malafaia elogia: ‘Um leão’

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde de domingo, 07 de setembro, durante o ato Reaja, Brasil, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. O evento teve como um dos organizadores o pastor Silas Malafaia, que elogiou a postura do governador.

Em sua fala, Tarcísio disse que a população não suporta mais a “tirania” de Moraes. Ao ouvir gritos de “fora, Moraes” vindos do público, respondeu: “Por que vocês [manifestantes] estão gritando isso [fora, Moraes]? Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo no país”.

Essa declaração marcou uma mudança de tom do governador, que em ocasiões anteriores evitava confrontos diretos com a Suprema Corte. Ele também afirmou:

“Nós não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro. É isso que precisamos fazer, é isso que precisamos defender. Chega do abuso, chega. Novos tempos virão. Vamos celebrar de novo com um líder que vai estar solto”.

Defesa da anistia

O discurso ocorreu em meio à mobilização do governador em Brasília em favor da anistia aos réus do 08 de janeiro de 2023, quando milhares de pessoas invadiram e depredaram prédios dos Três Poderes. Entre os acusados estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados próximos.

Segundo Tarcísio, o processo “está maculado e viciado” e deveria ser arquivado. Ele comparou a atual situação à anistia de 1979, que beneficiou militantes da esquerda.

“Se estamos hoje aqui defendendo anistia, é porque a gente sabe que esse processo está maculado e viciado. Essa anistia, assim como foi em 1979, tem que ser ampla e irrestrita, garantia da liberdade”.

O governador também afirmou não haver provas contra Bolsonaro:

“Que história é essa? Como vão condenar uma pessoa sem nenhuma prova? O que eles têm é uma única delação e o colaborador mudou de versão seis, sete vezes em três dias, sob coação. Essa delação vale de alguma coisa? Uma delação mentirosa. Não se pode destruir a democracia sob pretexto de resgatá-la”.

Apoio de Silas Malafaia

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado histórico de Bolsonaro, elogiou a atuação de Tarcísio: “Tarcísio é meu amigo. Já fiz críticas públicas e no privado a ele. Mas agora está sendo um leão em favor da anistia”.

Manifestações em múltiplas capitais lotaram às ruas por anistia

No domingo 7, feriado da Independência do Brasil, milhares de pessoas participaram de atos públicos em diversas capitais brasileiras. As mobilizações, convocadas sob o lema “Reaja, Brasil”, tinham como principal demanda a anistia para os indivíduos condenados ou respondendo a processos judiciais pelos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os eventos foram inicialmente convocados pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), e congregaram apoiadores, parlamentares aliados e outras lideranças conservadoras.

O ex-presidente Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar em Brasília e impedido por decisão judicial de participar de eventos públicos, foi o tema central dos discursos.

O contexto imediato dos atos é o julgamento, a ser retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima terça-feira (9), de ações penais contra Bolsonaro. As acusações incluem os crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, com penas somadas que podem ultrapassar 40 anos de prisão.

Em São Paulo

Na Avenida Paulista, manifestantes exibiram faixas dirigidas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo a votação do projeto de anistia, e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), requerendo abertura de processo de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

O pastor Silas Malafaia discursou, classificando o julgamento de Bolsonaro como um “circo” e acusando o ministro Alexandre de Moraes de atuar como “promotor e juiz ao mesmo tempo”.

Ele questionou a legalidade do inquérito das fake news, iniciado em 2019, por não envolver o Ministério Público. “Nós temos brasileiros exilados por expressarem opinião. Que democracia é essa?”, afirmou.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se pronunciou, citando o caso de uma cabeleireira condenada a 14 anos de prisão. “As marcas foram apagadas do monumento, mas as marcas na vida dessa mulher e de sua família não serão”, declarou. Ela encerrou seu discurso conduzindo a multidão em oração.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou o que denominou “tirania” de Alexandre de Moraes e questionou a consistência das provas no inquérito do 8 de janeiro, classificando como “mentirosa” a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid. “Tentam criar uma narrativa de golpe de Estado. Não existe documento, não existe ordem. Como condenar alguém sem provas?”, questionou.

No Rio de Janeiro

Na orla de Copacabana, os manifestantes concentraram-se no Posto 5. A abertura do ato foi marcada pela execução do Hino Nacional. Foram ouvidos gritos de ordem contra o ministro Alexandre de Moraes e exibidas bandeiras dos Estados Unidos, em referência ao apoio do ex-presidente Donald Trump.

O governador Cláudio Castro (Republicanos) liderou coros de “Bolsonaro inocentado” e “Não existe golpe”. Foi reproduzido um áudio de Michelle Bolsonaro no qual ela afirmou que o ex-presidente está “humilhado e preso porque enfrentou o sistema por amor ao povo”.

O senador Flávio Bolsonaro encerrou o ato, defendendo a candidatura de seu pai em 2026. “Não existe anistia criminal sem anistia eleitoral”, declarou, antes de liderar o coro “Fora, Moraes”. Jair Bolsonaro permanece inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em Brasília

No estacionamento da Funarte, manifestantes entoaram cantos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Cartazes faziam referência à Lei Magnitsky, mecanismo estadunidense que foi invocado para propor sanções contra o ministro.

A locutora Cíntia Aquino conduziu a multidão em gritos de “América, por favor, salve o Brasil”, em apelo direto ao ex-presidente Donald Trump. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) discursou, afirmando que a oposição no Congresso se fortaleceu nos últimos meses e declarou: “O jogo mudou, acreditem. As verdades estão sendo reveladas. É apenas uma questão de tempo”.

Em Outras Capitais

Em Belo Horizonte, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou os presidentes do Senado e da Câmara, chamando-os de “covardes” por, em sua avaliação, não pautarem o impeachment de Moraes.

Em Vitória, o ato foi liderado pelo senador Magno Malta (PL-ES), que conduziu manifestantes pela Terceira Ponte. Em seu discurso, Malta acusou o ministro Alexandre de Moraes de ser “o maior violador de direitos humanos no Brasil e no mundo”.

Manifestações de menor porte também foram registradas em outras cidades, como São Luís (MA), Uberlândia (MG), Juiz de Fora (MG), Maceió (AL) e Goiânia (GO), onde o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou existirem “mais de 300 votos pela anistia” na Câmara dos Deputados.

A organização dos atos reiterou que o movimento continuará a pressionar pelas pautas da anistia e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Com informações: Comunhão.

App da Bíblia supera exemplares impressos pela primeira vez

O relatório anual da United Bible Societies (UBS) registrou um marco histórico em 2024: foram distribuídas 25,9 milhões de Bíblias digitais, ultrapassando as 22,5 milhões de impressas. Em 2023, as impressas ainda lideravam, com 24,2 milhões, frente a 21,9 milhões em formato digital.

No total, considerando Bíblias completas, Novos Testamentos e livros bíblicos publicados separadamente, a UBS distribuiu mais de 150 milhões de Escrituras impressas no último ano, alcançando 240 países e territórios.

Principais países e idiomas

De acordo com os números, o Brasil liderou a distribuição de Bíblias impressas, com 4,2 milhões de exemplares. Em seguida vieram a Índia (1,8 milhão) e a China (1,6 milhão).

Quanto ao idioma, o espanhol concentrou a maior parte das distribuições (4,5 milhões de Bíblias), seguido pelo português (4 milhões) e pelo inglês (3,2 milhões).

Avanço digital

O relatório destacou que, pela primeira vez, a UBS publicou dados detalhados sobre o uso de aplicativos bíblicos. Segundo o levantamento, houve 28,3 bilhões de visualizações de capítulos e 1,3 bilhão de acessos em áudio por meio de plataformas digitais ligadas à Bíblia.

Em nota, a UBS afirmou: “A crescente importância dos canais de distribuição digital também se reflete na demanda por aplicativos bíblicos”.

Compromisso com acessibilidade

O secretário-geral da UBS, Dirk Gevers, reforçou a missão da entidade: “Toda Bíblia distribuída, independentemente do formato, permite uma conexão importante entre a Palavra viva de Deus e uma pessoa que anseia por verdade, conforto ou mudança.”

Ele acrescentou: “Continua sendo nossa tarefa administrar fielmente as Sagradas Escrituras para que todas as pessoas possam ter acesso à Palavra de Deus em sua própria língua e em seu formato preferido”.

Panorama da última década

Nos últimos 10 anos, segundo a UBS, foram distribuídas 2,6 bilhões de Escrituras impressas, incluindo:

  • 276,9 milhões de Bíblias completas
  • 102,3 milhões de Novos Testamentos
  • 2,2 bilhões de porções e seleções das Escrituras

Publicação anual

O Relatório de Estatísticas de Distribuição das Escrituras considera apenas os dados enviados por editoras e organizações que integram a UBS. O documento é divulgado anualmente e busca acompanhar a evolução da distribuição global da Bíblia em diferentes formatos, de acordo com informações do Evangelical Focus.

Mãe de jovem à beira da morte afirma: ‘Deus ainda faz milagres’

No dia 16 de dezembro de 2023, a jovem Lauren Worley, de 18 anos, sobreviveu a um grave acidente de carro na comunidade rural de Woolwine, no estado da Virgínia (EUA). Ela e o namorado foram atingidos por um motorista embriagado e ficaram presos nas ferragens do veículo.

O rapaz conseguiu se soltar, mas Lauren precisou ser retirada após mais de 20 minutos de trabalho dos socorristas. Segundo relatou a paramédica Dianna Foley : “Quando vi Lauren, ela não respondeu, mas estava gemendo um pouco. Ela não conseguia obedecer a comandos naquele momento, mas percebi que havia um ferimento grave na cabeça”.

Naquela noite, a mãe de Lauren, Mandy, teve um pressentimento enquanto acompanhava um aplicativo que mostrava a localização da filha. Ela foi até o local acompanhada da filha mais nova, Kendra. Ao chegar, foi parada pela polícia estadual. “Eu perguntei se ela estava morta e eles responderam que não sabiam. E eu disse: ‘Preciso impor minhas mãos sobre ela. Preciso orar por ela’”, contou Mandy. Antes de ser levada de helicóptero, a mãe conseguiu impor as mãos sobre Lauren e orar, conforme autorizado pela equipe de resgate.

Atendimento hospitalar

Inconsciente e com ferimentos graves, Lauren foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A enfermeira de trauma Tilly Lewis relatou: “Lauren estava gravemente ferida. Ela teve uma fratura exposta no crânio, a massa encefálica estava saindo do crânio. Ela estava com dificuldade para manter a pressão dentro da cabeça”. O neurocirurgião Vaibhav Patel realizou uma cirurgia de emergência para remover parte do crânio e aliviar a pressão cerebral. “A extensão da lesão cerebral foi o que mais se destacou. Muitas vezes não é reversível”, disse o médico.

Durante o período de internação, os pais Chris e Mandy pediram constantemente orações nas redes sociais. Mandy, que já havia trabalhado como enfermeira de trauma, afirmou: “Mesmo tendo tanto conhecimento médico, aquele foi um momento muito difícil para mim, porque meu cérebro de fé lutou contra meu cérebro de médica. Mas eu continuei dizendo: ‘Meu Deus é o grande Deus, e Ele pode curá-la’”.

Recuperação 

Em poucos dias, contra os prognósticos médicos, a pressão no cérebro de Lauren começou a estabilizar. Duas semanas após o acidente, ela recuperou a consciência. Depois de 39 dias internada, foi transferida para uma clínica de reabilitação. Determinada, recuperou a fala e a locomoção mais rapidamente do que o esperado. Poucos meses depois, conseguiu participar da cerimônia de formatura e do baile escolar. “Eu não esperava que ela falasse e andasse tão rápido”, afirmou a enfermeira Heather Cole. O Dr. Patel também destacou: “O que mais me surpreendeu foi que, quando a vi no mês passado, ela estava tão normal quanto possível. Eu não conseguiria dizer que ela já teve alguma lesão cerebral”.

Testemunho e perdão

Lauren afirmou que a recuperação é resultado das orações recebidas. “Eu não estaria aqui sem todas as orações que recebi, pelas quais sou muito grata”, declarou. Ela também contou que perdoou o motorista responsável pelo acidente, atualmente preso. “Eu poderia ficar brava com ele se quisesse, mas o que Jesus faria? Ele o perdoaria. Então, eu o perdoo”, disse, de acordo com o Guia-me.

O pai, Chris, afirmou que a experiência o levou de volta à fé: “Foi preciso algo tão trágico para me colocar de joelhos, para me trazer de volta a Deus”. Já Mandy concluiu: “Tenho que dizer que é tudo Jesus. É 100% Jesus. E tudo o que precisamos fazer é abrir os olhos e olhar para ver que Deus ainda é um Deus de milagres. Os milagres da Bíblia, os milagres de hoje. E minha filha é um verdadeiro testemunho da bondade de Deus e do que Deus ainda faz por nós”.

Veja como a 'Lua de Sangue' se liga aos judeus e às profecias

Um eclipse lunar total, popularmente conhecido como “Lua de Sangue“, será visível em diversas partes do mundo na noite de domingo, 7 de setembro de 2025. O fenômeno astronômico coincide com a véspera de Rosh Hashaná, o Ano Novo judaico, um período tradicionalmente dedicado à reflexão e oração.

De acordo com o portal especializado Space.com, o evento terá início às 11h28 do horário universal coordenado (UTC). A fase de totalidade, quando a Lua adquire uma coloração avermelhada, terá duração de 82 minutos, começando às 13h30 no horário da costa leste dos Estados Unidos (ET).

Este eclipse é o segundo de uma sequência de quatro eclipses lunares totais consecutivos. O primeiro ocorreu em 13 e 14 de março de 2025, coincidindo com a celebração judaica de Purim, que comemora a libertação do povo judeu de uma ameaça de extermínio no antigo Império Persa, conforme relatado no livro bíblico de Ester.

Alguns estudiosos de profecias bíblicas, como os pastores John Hagee e Mark Biltz, associam a ocorrência da “Lua de Sangue” em datas de festividades judaicas a eventos significativos envolvendo Israel. Hagee, autor do livro “Quatro Luas de Sangue”, descreve esses fenômenos como “sinais celestiais” que merecem atenção.

Viés religioso

Ao longo da história, agrupamentos de quatro eclipses lunares totais consecutivos, conhecidos como tétrades, coincidiram com períodos marcantes para o povo judeu:

  • Em 1493-1494, logo após a expulsão dos judeus da Espania em 1492;

  • Em 1949-1950, seguindo-se à fundação do Estado de Israel em 1948;

  • Em 1967-1968, após a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel reunificou Jerusalém.

A próxima tétrade está prevista para os anos de 2032-2033, que marcará o bimilenário da morte e ressurreição de Jesus Cristo, segundo a tradição cristã.

O fenômeno astronômico

Um eclipse lunar total ocorre quando a Terra se posiciona diretamente entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite. A coloração avermelhada é causada pelo mesmo fenômeno óptico que gera os crepúsculos – a dispersão da luz solar na atmosfera terrestre, que filtra a maior parte da luz azul e deixa passar principalmente tons vermelhos e laranjas.

O eclipse, ou Lua de Sangue, será visível em sua totalidade nas Américas, e parcialmente em partes da Europa Ocidental e da África Ocidental. O próximo eclipse lunar total ocorrerá em março de 2026, novamente durante o período de Purim.

Ex-agente que inspirou filme ‘Som da Liberdade’ resgata brasileira

O ex-agente federal norte-americano Tim Ballard, que inspirou o filme Som da Liberdade, relatou o resgate de uma jovem brasileira de 17 anos vítima de exploração sexual na região amazônica. Ballard, que deixou a carreira pública para se dedicar ao combate ao tráfico de pessoas, esteve em missão no município de Oiapoque, no estado do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa.

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Ballard descreveu a cena do resgate: “Vocês me viram na Amazônia, e havia uma jovem que tinha sido abusada toda a vida, e nós a resgatamos. Vocês me viram confortando-a e lhe dizendo que Jesus a ama. Mas me deixem contar a história toda”, afirmou no Instagram.

Segundo o relato, a jovem reconheceu Ballard no momento em que foi retirada do local. “Ela olhou para mim e disse: ‘Tim!’. E eu falei: ‘Meu Deus, ela sabe o meu nome’”, declarou. A adolescente teria dito que havia orado pedindo que o mesmo homem que resgatava crianças no filme Som da Liberdade fosse enviado para ajudá-la.

No registro divulgado no dia seguinte, Ballard aparece abraçando a jovem, que chora em seus braços. “Está tudo bem, Jesus te ama”, disse. Ele acrescentou: “Esta sobrevivente, resgatada ontem à noite, acordou no dia seguinte com o seu emprego de sonho. Ela tem sido abusada desde que era criança. Aos 17 anos, Deus a libertou”.

Ações no Amapá

A equipe de Ballard contou com apoio da Prefeitura de Oiapoque, por meio da Secretaria de Assistência Social, além do Conselho Tutelar, da Polícia do CORE e da deputada federal Silvia Waiãpi. Durante o encontro, foi entregue ao Conselho Tutelar um veículo destinado a reforçar as ações de combate ao tráfico e à exploração de menores.

Em nota, a Secretaria de Assistência Social do município declarou: “Agradecemos imensamente à fundação e ao senhor Tim Ballard com grande respeito e admiração. Seu apoio ao nosso município não apenas nos honra, mas reafirma o compromisso com essa causa vital. A doação do veículo terá um impacto positivo na vida de muitas crianças e adolescentes. Juntos, enfrentaremos esse desafio com determinação, sempre em prol de um futuro mais seguro e justo para nossas crianças”.

Ballard informou que a missão começou com atividades de orientação a crianças em situação de vulnerabilidade. Posteriormente, a equipe recebeu informações que levaram aos resgates. “O fio condutor é o mesmo: ‘Jesus ama esses bebês’. Ele está com eles e nos guiando em cada detalhe. Em cada milagre”, declarou.

Alerta sobre vulnerabilidade

O ex-agente também destacou a situação de risco enfrentada por crianças na região amazônica. “O Brasil está no top 5 de tráfico de órgãos. Estas crianças aqui são alvos fáceis. A maioria não tem certidões de nascimento e poucos ou nenhum recurso para proteção”, afirmou.

Ballard concluiu seu relato pedindo apoio para a continuidade das ações. “Com a sua ajuda, podemos compartilhar que os filhos de Deus não estão à venda. Mal posso esperar para poder contar essas histórias individuais assim que todos estivermos em segurança”.

Missionária mais velha da Nigéria, Ruth Elton morre aos 90 anos

Ruth Elton, missionária britânica radicada na Nigéria por mais de oito décadas, faleceu no sábado, 30 de agosto de 2025, aos 90 anos, na cidade de Ilesha, estado de Osun, sudoeste do país. A informação foi confirmada pela pastora Ojueromi Omotayo, colaboradora de Elton, através de comunicado oficial.

Nascida em 7 de setembro de 1934, Elton chegou à Nigéria em 1937, com apenas quatro anos de idade, acompanhando seus pais, o reverendo Sydney e Hannah Elton, missionários no país. Filha única do casal, permaneceu na Nigéria por toda a vida, dedicando-se ao trabalho evangelístico e comunitário iniciado por sua família.

Sua atuação concentrou-se em comunidades rurais dos estados nigerianos de Kogi, Ondo, Oyo e Osun, regiões central e ocidental do país. Dominava com fluência as línguas ebira e iorubá, o que facilitou sua comunicação direta com as populações locais. Seu ministério foi marcado pela ênfase na pregação sobre o Reino de Deus, arrependimento e santidade, incentivando práticas espirituais em detrimento de bens materiais.

Além do trabalho religioso, Ruth Elton incorporou serviços de saúde em suas atividades, com foco na redução da mortalidade infantil. Ministrou orientações sobre higiene, alimentação nutritiva e técnicas de cuidado infantil para mulheres em comunidades carentes, iniciativa que recebeu reconhecimento por seu impacto social.

Em 1975, optou formalmente pela cidadania nigeriana, renunciando à britânica – numa época em que a dupla nacionalidade não era permitida. Essa decisão foi frequentemente citada como demonstração de seu compromisso com o país.

O governador do estado de Osun, Ademola Adeleke, emitiu nota oficial lamentando o falecimento. “Ruth Elton dedicou sete décadas à construção da fé e ao fortalecimento da sociedade nigeriana. Sua ausência será profundamente sentida, mas seu legado permanece através de suas contribuições duradouras”, afirmou o governador, por meio de seu assessor de imprensa.

Ruth Elton não assumiu posições formais de liderança eclesiástica, preferindo trabalhar de forma humilde nas bases comunitárias. Foi mentora de diversos pregadores evangélicos na região sudoeste da Nigéria, sendo reconhecida como a missionária em serviço contínuo mais idosa do país.

Seu funeral e celebração de vida estão sendo organizados por comunidades e igrejas locais, com datas e locais a serem anunciados nos próximos dias. Com informações: Christian Daily.

Governo reconhece a Santíssima Trindade em sua Constituição

O Parlamento de Papua-Nova Guiné aprovou, na quarta-feira, 21 de agosto de 2024, uma emenda constitucional que altera o preâmbulo da sua Carta Magna para incluir uma referência explícita à Santíssima Trindade – Deus Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo – como “Criador e Sustentador do universo”.

A alteração, que teve 84 votos a favor e 4 contra, modifica a redação do Quinto Objetivo Nacional da Constituição, inserindo os “valores cristãos” como parte fundamental da identidade do país. A proposta foi resultado de um processo de consulta pública conduzido pela Comissão de Reforma Constitucional do país ao longo dos últimos três anos.

O primeiro-ministro James Marape, que professa a fé adventista do sétimo dia, afirmou em discurso no plenário que a medida “reafirma as raízes espirituais da nação”. “As igrejas cristãs foram a âncora da unidade e da união do nosso país. Chegaram antes do governo em muitas regiões e continuam a prestar serviços essenciais à população”, declarou Marape.

A emenda também eleva a Bíblia Sagrada à categoria de “símbolo nacional”, reconhecendo o papel histórico das escrituras e das denominações cristãs na formação do Estado. Papua-Nova Guiné já havia sido declarada uma nação cristã em 2020, mas a nova legislação incorpora esse princípio no texto constitucional.

Apesar da ampla maioria, a medida recebeu reações distintas. Líderes de diversas denominações cristãs, incluindo a Igreja Católica e a Evangélica Luterana, celebraram a decisão.

Por outro lado, o bispo católico Giorgio Licini, secretário-geral da Conferência Episcopal, advertiu que a mudança “pode gerar desilusão se não for acompanhada de ações concretas contra a corrupção e a violência”.

O Artigo 45 da Constituição, que garante a liberdade de consciência, pensamento e religião, permanece inalterado. A emenda ao preâmbulo não restringe os direitos de cidadãos de outras crenças, conforme confirmado pelo Ministério da Justiça.

A nação da Oceania, com mais de 800 línguas indígenas e uma população majoritariamente cristã, tem uma história de missões religiosas que remonta a mais de 150 anos. A emenda é vista como um reconhecimento formal desse legado histórico e cultural. Com informações: The PGN Sun