Segunda temporada de ‘Casa de Davi’: data de estreia anunciada

O Prime Video da Amazon divulgou ontem, segunda-feira, 1° de setembro, as primeiras imagens da segunda temporada de Casa de Davi e confirmou a estreia para 05 de outubro. A data coincide com o lançamento do serviço de assinatura do Wonder Project dentro da plataforma de streaming.

O drama bíblico, criado por Jon Erwin e Jon Gunn, terá seus dois primeiros episódios exibidos exclusivamente no Wonder Project antes de ser disponibilizado para todos os assinantes do Prime Video em uma data futura ainda não anunciada. A CEO do Wonder Project, Kelly Merryman Hoogstraten, destacou em comunicado que a iniciativa busca oferecer opções seguras de entretenimento familiar.

“Como mãe, estou sempre em busca de ótimos filmes e séries para assistir com as crianças. Estou sempre pedindo recomendações aos amigos — e eles também. Com este lançamento, estamos expandindo nossa missão para incluir a curadoria de histórias para o nosso público que restaurem a fé em coisas nas quais vale a pena acreditar.”

O serviço de assinatura do Wonder Project será disponibilizado nos Estados Unidos por US$ 8,99 mensais ou US$ 89,99 anuais. Segundo a empresa, a plataforma contará com mais de 125 títulos licenciados e cerca de 1.000 horas de programação entre filmes e séries. Entre as produções de televisão disponíveis já no lançamento estão Mr. Bean, Party of Five, Orgulho e Preconceito, Sherlock, The Conners e A Misteriosa Sociedade Benedict.

Filmes para toda a família, como American Underdog, Dead Poets Society, Friday Night Lights, Jesus Revolution, Lincoln, My Girl, Rudy, The Sandlot, A Vida Secreta de Walter Mitty e A Noviça Rebelde também estarão incluídos. Ainda não há informações sobre a chegada do serviço ao Brasil.

Erwin, fundador do Wonder Project, afirmou que a escolha de lançar a plataforma com a nova temporada de Casa de Davi foi estratégica. “O sonho da assinatura do Wonder Project no Prime Video é tornar mais fácil do que nunca para as famílias decidirem o que assistir juntas. Estamos muito animados para começar com a estreia de dois episódios da segunda temporada de Casa de Davi. A reação à série tem sido extraordinária. A nova temporada é épica e emocionante, e mal posso esperar para que os assinantes do Wonder sejam os primeiros a experimentá-la”.

A Casa de Davi, título da série em português, já havia alcançado a segunda posição entre os conteúdos mais assistidos no Amazon Prime. A primeira temporada dramatizou os relatos de Saul e Davi descritos em 1 Samuel. O elenco conta com Michael Iskander, recentemente convertido ao catolicismo, no papel de Davi, Ali Suliman como o Rei Saul, Ayelet Zurer como a Rainha Ainoã, Stephen Lang como o profeta Samuel, Indy Lewis como Mical, filha de Saul, e Martyn Ford no papel do gigante Golias.

Em declarações anteriores ao The Christian Post, Erwin ressaltou a responsabilidade de adaptar o texto bíblico. “A Bíblia é um best-seller por um motivo. É um dos livros mais lidos do mundo, e levamos isso a sério. Nosso objetivo não é apenas acertar, mas entregar algo que capture o espírito da Bíblia e, ao mesmo tempo, dê vida à história para uma nova geração.”

O pastor Greg Laurie, da Harvest Church, também comentou sobre a importância cultural da produção: “Acredito que esta seja uma das maiores oportunidades evangelísticas da história recente. Milhões de pessoas, através de A Casa de Davi e The Chosen, estão ouvindo histórias da Bíblia pela primeira vez. Nenhum filme jamais substituirá o Evangelho ou a Bíblia, e nem deveria. Mas se ele inspira pessoas que nunca leram a Bíblia ou não têm nenhum relacionamento com Deus a querer saber mais, então isso é algo que devemos celebrar, não criticar”.

Tagliaferro mostra provas contra Moraes e Damares cobra reação

PAREM O JULGAMENTO DE BOLSONARO AGORA, ESTÁ TUDO VICIADO

Em depoimento à Comissão de Segurança Pública do Senado, Eduardo Tagliaferro fez uma revelação bombástica. Segundo ele, Alexandre de Moraes determinou buscas contra empresários com base numa mera reportagem. A… pic.twitter.com/m8Xp6g1wFB

— Damares Alves (@DamaresAlves) September 2, 2025

Nesta terça-feira, 02 de setembro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a suspensão imediata do julgamento da suposta tentativa de golpe de Estado em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após o perito ex-auxiliar de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, prestar depoimento à Comissão de Segurança do Senado, alegando que todas as ações da investigação teriam sido forjadas.

Tagliaferro está exilado na Itália e participou da oitiva de forma remota. Durante a sessão, Damares afirmou que as revelações comprometem diretamente a legalidade do processo em curso no STF: “Isso tem que ser encaminhado hoje para o ministro Barroso e ele, de ofício, tem que interromper aquele julgamento. Aquele julgamento está contaminado, as provas estão contaminadas”.

A senadora argumentou que a denúncia apresentada por Tagliaferro caracteriza violação de garantias fundamentais. “Qualquer estudante de direito sabe que tem que interromper aquele julgamento hoje. Chega, gente! Olha só, as provas estão aí. Eu sou militante de direitos humanos há mais de 35 anos. O que nós estamos vendo aqui é uma grande violação de direitos humanos. Pessoas foram acusadas, busca e apreensões foram feitas, pessoas foram presas com provas falsas, provas forjadas por um magistrado. Esse magistrado tinha que ser preso hoje”.

Em sua fala, Damares também se dirigiu ao presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e ao senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça. “O ministro Barroso – olha, vou dizer uma coisa, eu tenho diferenças com o Barroso, mas ele é um jurista sério – teria que interromper esse julgamento hoje. O Brasil precisa ver o que nós estamos vendo aqui. O Barroso tem que ter acesso em material hoje e tem que tomar uma providência. E o Davi Alcolumbre também. Que raio de Senado nós somos? Depois de tudo isso aqui, [se] a gente não fizer nada ainda hoje…”.

O depoimento de Eduardo Tagliaferro e as declarações de Damares Alves ocorrem em meio ao julgamento no STF de oito réus acusados de participação em um suposto plano de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Jornalista Milly Lacombe rejeita monogamia e família: ‘Um horror’

A jornalista Milly Lacombe participou do podcast Louva a Deusa e fez uma série de críticas ao conceito de “família tradicional”. As declarações viralizaram nos últimos dias, provocando forte repercussão em redes sociais e em setores que defendem valores conservadores.

Em um dos trechos, Milly questionou a forma como o amor romântico é retratado em produções culturais. “Eu não quero falar contra o amor romântico, mas eu vou falar contra o amor romântico. Porque eu passei a vida, desde os 16 anos, a gente fica vendo esses filmes, né, de que o objetivo da mulher é casar. A mulher tem que casar e que aí o filme acaba. A cena mais feliz da vida dela é o casamento”, afirmou. Para a jornalista, esse modelo acaba limitando as perspectivas femininas. “Os filmes deveriam começar com essa cena. Porque dali é pra baixo, gente”.

Ela também declarou que se opõe à monogamia e ao modelo tradicional de família. “Eu estou super contra a monogamia, super contra o amor romântico. Eu acho que esse negócio de família tá f*** a gente. Família é um núcleo produtor de neuroses”, disse. Em seguida, acrescentou críticas ao recorte conservador. “Família tradicional, branca, conservadora, brasileira. Gente, isso é um horror. É a base do fascismo. Falemos a verdade”.

Ao tratar do lema “Deus, Pátria e Família”, usado em discursos e documentos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Milly Lacombe afirmou que a expressão teria origem em ideologias autoritárias. “Deus, pátria e família. Não é assim que o nosso ex-mandatário assinava. Esse é um slogan fascista. Ele assinou cartas com esse lema. Pra quem não estivesse entendendo, ele deixou bastante claro o que ele é, o que ele representa”.

Segundo a jornalista, seria necessário repensar os formatos sociais de organização familiar. “Então, eu acho que a gente tem a luta por superar essa organização de família”, concluiu.

Elementos diabólicos em ‘Guerreiras do K-Pop’ são risco, diz líder

O evangelista Fernando Ortega, idealizador do ministério Não Morda a Maçã, refletiu sobre a importância do discipulado exercido pelos pais ao comentar sobre o filme infantil da Netflix Guerreiras do K-pop. A animação, que é a mais assistida da plataforma, apresenta um trio de estrelas pop que secretamente são “Caçadoras”, usando suas vozes para banir demônios.

Em um vídeo publicado no Instagram, Ortega analisou a letra da música da produção, afirmando que ela “exalta o pecado e as manifestações demoníacas”. Ele também chamou atenção para a classificação indicativa do título. “Achou forte? Achou pesado? A restrição de idade é de 10 anos, mas o seu filho pode estar assistindo e você não sabe”, declarou.

O evangelista destacou que sua intenção não é apenas alertar sobre o conteúdo do desenho, mas ressaltar a responsabilidade dos pais em discipular seus filhos. “O problema é que não dá para você querer restringir o que o seu filho assiste se você mesmo não passa tempo com ele, brincando, conversando, ouvindo ele”, afirmou.

Ele acrescentou que a presença dos pais é fundamental para a formação das crianças. “A birra por ele ouvir um: ‘não assista a isso’, muitas vezes é porque você não oferece o que há de melhor, a sua presença. Sua presença é essencial para a segurança emocional, formar valores, ensinar pelo exemplo, fortalecer a identidade do seu filho, ajudar ele a crescer de forma saudável e confiante”, disse.

Ainda sobre a responsabilidade familiar, Ortega reforçou: “Você pode estar cuidando de um futuro evangelista, um pastor, uma missionária, mas isso depende do cuidado que você tem com ele hoje. Se você não priorizar o discipulado do seu filho hoje, o mundo está pronto e disposto a assumir esse papel. Então, ame o seu filho e dê o maior presente que ele pode receber: a sua presença”.

Análise da animação Guerreiras do K-pop

De acordo com a organização MovieGuide, que avalia filmes sob uma perspectiva cristã, a animação é baseada na mitologia coreana, com elementos metafóricos e outros literais. A trama acompanha as personagens Rumi, Zoey e Mira, integrantes da banda global Huntrix, que fortalecem uma barreira espiritual contra demônios por meio de seus cantos. A narrativa apresenta a ameaça de uma boy band demoníaca criada para dividir a lealdade dos fãs.

Entre os antagonistas está Gwi-Ma, descrito pela MovieGuide como “a figura de Satanás: mente, engana, manipula, condena e induz um personagem a um ataque de pânico”. A organização afirmou ainda que o personagem envia demônios para sugar almas e controla pessoas por meio da vergonha e da condenação, representando a guerra espiritual.

Após avaliar a violência, a linguagem e os elementos malignos presentes no enredo, a MovieGuide concluiu que “este filme não é adequado para crianças, pois o público-alvo são jovens adultos”. A entidade acrescentou que a produção contém “uma visão de mundo pagã muito forte, um tanto confusa, com falsos motivos religiosos orientais ao longo de toda a história”. Embora adultos possam compreender paralelos sutis com o cristianismo, a recomendação da MovieGuide é de cautela para adolescentes e adultos sensíveis.

Mulher é linchada por muçulmanos após piada sobre casamento

No sábado, 30 de agosto, uma vendedora de alimentos identificada apenas como Ammaye foi morta por uma multidão no norte da Nigéria sob acusação de blasfêmia contra o Profeta Maomé. O episódio ocorreu após uma conversa com um sobrinho, que, em tom de brincadeira, sugeriu casamento. A resposta da mulher não foi considerada clara, mas os presentes julgaram-na ofensiva o suficiente para justificar o ataque. Fontes locais informaram que, embora líderes distritais tentassem entregá-la à polícia, a multidão a apedrejou e incendiou antes da chegada de reforços policiais.

A polícia confirmou a morte, relatando que Ammaye foi “incendiada antes do reforço das equipes de segurança”. Autoridades locais declararam que a calma foi restabelecida, mas a ativista de direitos humanos Aisha Yesufu criticou a resposta oficial. Segundo ela, “não se pode minimizar a perda de uma vida com notas vagas de tranquilidade”. A Anistia Internacional também condenou o crime e pediu investigação imediata e transparente.

Em comunicado na rede X, a entidade afirmou: “O linchamento de Ammaye após uma discussão com um jovem é deplorável, e as autoridades devem garantir que os responsáveis por sua morte sejam imediatamente presos e levados à justiça”.

Casos como esse não são isolados na região. Acusações de blasfêmia frequentemente resultam em violência popular, especialmente nos 12 estados do norte que aplicam a sharia em paralelo à lei secular. Relatório da Anistia Internacional de 2024 apontou que pelo menos 91 pessoas foram vítimas de ações coletivas entre 2017 e 2024, a maioria pertencente a minorias religiosas. A prática atinge, sobretudo, cristãos, que enfrentam ataques, destruição de propriedades e deslocamentos forçados.

O assassinato de Ammaye remete a outros episódios semelhantes. Em maio de 2022, Deborah Emmanuel Yakubu, estudante cristã em Sokoto, foi apedrejada e queimada por colegas após ser acusada de blasfêmia em um grupo de WhatsApp. No mesmo ano, a agente de saúde Rhoda Jatau foi detida por mais de 18 meses sem julgamento após criticar a morte de Deborah.

Em janeiro de 2024, o professor cristão hauçá Sadiq Mani Abubakar relatou ter sua casa e veículos incendiados em função de uma publicação antiga no Facebook. Outros casos anteriores incluem o linchamento e decapitação de Gideon Akaluka em 1994, em Kano, e a morte de comerciantes cristãos queimados vivos em 2016 no estado de Níger.

Muçulmanos também já foram vítimas de ataques semelhantes, como Usman Buda em Sokoto, em 2023, e um homem de 50 anos morto em Kano em 2008. A Constituição da Nigéria garante liberdade religiosa e de expressão, mas a aplicação da sharia em estados do norte gera um sistema jurídico paralelo que entra em conflito com esses direitos. Segundo a International Christian Concern, autoridades policiais frequentemente “hesitam em intervir em casos de violência coletiva, seja por medo de repercussões negativas ou por falta de vontade política”, o que favorece a “cultura de impunidade”.

Em abril de 2024, o Tribunal de Justiça da Comunidade da CEDEAO emitiu decisão considerada histórica, declarando que disposições sobre blasfêmia presentes no Código Penal do Estado de Kano e na Lei do Código Penal da Sharia de 2000 são incompatíveis com normas internacionais de direitos humanos.

De acordo com informações do portal Christian Daily, o tribunal determinou que a Nigéria revise ou revogue tais leis, de forma a se alinhar às suas obrigações internacionais.

Niger State: Killing Over Alleged Blasphemy

The Nigerian authorities must immediately and transparently investigate the killing of a female food vendor named Ammaye by a mob at Kasuwan Garba village in Mariga LGA of Niger state over alleged blasphemy.

The incident which took… pic.twitter.com/Z9C1P9yrms

— Amnesty International Nigeria (@AmnestyNigeria) August 30, 2025

Cristão perde a vida em Uganda ao cair em cilada de muçulmanos

Um ex-muçulmano convertido ao cristianismo foi morto no leste de Uganda no dia 19 de agosto, informaram fontes locais. Mohammed Nagi, de 38 anos, residente na aldeia de Nyanza Sul, distrito de Budaka, foi atraído para a vila de Kamonkoli sob a promessa de trabalho e encontrado morto horas depois. Ele era pai de cinco filhos, com idades entre 4 e 15 anos.

Segundo a viúva, Katooko Nusula, a família decidiu seguir a fé cristã após a visita de um pastor em sua residência em 2 de março, na cidade de Mbale. Duas semanas depois, passaram a frequentar cultos regularmente. “Quando percebemos que estávamos sob vigilância, decidimos começar a frequentar outra igreja”, relatou Nusula.

No mês de julho, parentes e amigos de Nagi tomaram conhecimento da conversão. De acordo com Nusula, o cunhado e o amigo identificado apenas como Rajabu passaram a questioná-lo sobre a ausência nas orações de sexta-feira na mesquita. Ela acrescentou que membros da família disseram a Nagi que ele “merecia ser morto, porque desde a criação deste mundo, eles nunca viram ninguém se tornar cristão na família”.

A emboscada

Na noite de 19 de agosto, por volta das 20h, Nagi recebeu uma ligação de Rajabu, pedindo para que se encontrassem no centro comercial Mailo 5. Segundo a esposa, o suposto amigo teria mencionado a oferta de emprego e insistido na urgência do encontro. “Mas eu disse ao meu marido para adiar a reunião noturna. Ele me disse que Rajabu havia indicado a urgência de encontrá-lo, para não perder o emprego”, declarou Nusula.

Nagi saiu de casa e não retornou. “Esperamos e esperamos até a meia-noite. Tentei contatá-lo por telefone, mas foi em vão”, afirmou a viúva. Na manhã seguinte, uma vizinha identificada como Naisu Isima encontrou o corpo da vítima e comunicou a família.

Ação policial

O caso foi registrado na delegacia central de Budaka sob o número CRB 070/2025. Policiais liderados por Kwebiiha Sarapio, do posto policial local, foram ao local do crime. “O corpo do falecido foi encontrado com ferimentos físicos na cabeça e também foi arrastado por uma estrada lamacenta por uma distância de 20 metros. Não havia sinais de estrangulamento”, declarou Sarapio.

O corpo foi encaminhado para o necrotério da cidade de Mbale para autópsia. Até o momento, Rajabu está desaparecido e é considerado o principal suspeito do assassinato, de acordo com informações do portal Christian Daily.

O assassinato de Nagi soma-se a outros episódios de violência contra cristãos no país. Embora a Constituição de Uganda garanta liberdade religiosa e o direito de converter-se de uma fé para outra, organizações locais registram diversos casos de perseguição. Muçulmanos representam cerca de 12% da população ugandense, com maior concentração na região leste, onde ocorreu o crime.

Damares relata horas de oração com Bolsonaro: ‘Está sereno’

Na tarde de 1º de setembro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) esteve na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília (DF). A parlamentar relatou que o líder político se encontrava “sereno”, apesar do quadro de saúde considerado delicado. “A saúde dele está delicada. Ele segue com aquela crise de soluço, mas ele está sereno”, afirmou.

Damares acrescentou que Bolsonaro ainda não havia confirmado presença no julgamento previsto para o dia 2 de setembro, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Ele não disse se vai ao julgamento amanhã, disse que vai ouvir os advogados ainda”, declarou. A visita da senadora durou aproximadamente duas horas, envolvendo oração, conversa e café. Segundo informações, o veículo utilizado por ela não foi submetido à revista pela Polícia Penal do Distrito Federal, pois não entrou na garagem do imóvel.

Em ocasião anterior, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, Damares relatou o constrangimento vivido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que teria sido surpreendida pelos agentes enquanto ainda estava de pijama. Naquele momento, a senadora criticou a forma como a ação policial foi conduzida:

“Se era apenas para conduzi-lo para colocar uma tornozeleira, por que entraram na casa fortemente armados? Forjaram dentro da casa dele [Bolsonaro] uma situação de tamanho constrangimento a uma mulher de pijama”, reprovou.

Mendonça sorteado em pedido de suspensão de ação do ‘golpe’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um pedido de liminar que solicita a suspensão da ação penal que trata de uma suposta tentativa de golpe de Estado. O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus está previsto para começar nesta terça-feira, 02 de setembro, às 9h.

O pedido de habeas corpus foi protocolado na quarta-feira (27 de agosto) pela defesa do tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, integrante do núcleo 3 do processo. O sorteio que designou Mendonça como relator ocorreu no dia seguinte, quinta-feira (28 de agosto). Até o momento, não há despacho do ministro no processo.

A defesa de Ferreira Lima pede a suspensão do processo e a revogação da prisão preventiva, em vigor desde novembro de 2024. O militar integra as Forças Especiais do Exército, conhecidas como Kids Pretos, e teria participado de um plano para manter Jair Bolsonaro na Presidência da República.

O documento também requer a nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Para a defesa, os depoimentos de Cid estariam comprometidos por “contradições e mentiras flagrantes”.

Nas redes sociais, o advogado André Marsiglia, crítico do STF, afirmou: “Desde julho, Mendonça é relator de um pedido semelhante de outro réu e até agora não fez nada. Ninguém vai contrariar a teatral condenação de Bolsonaro pela primeira turma, nem Mendonça”.

🚨Desde Julho, Mendonça é relator de um pedido semelhante de outro réu e até agora não fez nada. Ninguém vai contrariar a teatral condenação de Bolsonaro pela primeira turma, nem Mendonça pic.twitter.com/GBDGNHrDcW

— Andre Marsiglia (@marsiglia_andre) September 1, 2025

Felipe Simas cogitou abandonar carreira de ator após conversão

Prestes a estrear na série Tremembé, do Prime Video, na qual interpretará um dos irmãos Cravinhos, o ator Felipe Simas contou, em entrevista ao podcast PodCrê, que já viveu momentos de conflito entre sua fé cristã e a carreira artística.

Com papéis de destaque na televisão, como Jonatas, em Totalmente Demais (2015), e o cantor Xororó, na série As Aventuras de José e Durval (2022), Simas afirmou que mudou sua perspectiva ao compreender que a atuação foi uma oportunidade dada por Deus para sustentar sua família.

“Eu passei a ter uma relação com a minha fé achando que estava no lugar errado. Muito por aquilo que eu escutava da guerra contra a cultura. Aí, um amigo falou: ‘Você tem três filhos, cara. Isso aqui, antes de mais nada, é o sustento para a sua família’. Quando passei a olhar para esse viés, eu comecei a analisar que tinha tanta gente boa ali dentro”, declarou Felipe Simas.

O ator recordou que seus irmãos, também atores, Rodrigo Simas e Bruno Gissoni, ficaram surpresos com sua aproximação da fé. “Eu vejo fotos minhas durante esse ano caótico que eu passei e fico quase com dó de mim mesmo. Tinha algo muito profundo acontecendo comigo, mas que afetava as pessoas ao meu redor. Então, quando eu fui liberto disso, eu pude respirar aliviado pela primeira vez e não precisava usar máscara e nem da aprovação das pessoas”, afirmou.

Ao falar sobre a atuação, Simas destacou que encara cada personagem como criação de Deus: “Eu passei a entender que cada personagem que interpreto é uma criação de Deus e assim consigo me conectar com essa personagem, por pior que ela seja. Eu já fiz assassino, já fiz coisas difíceis, mas, se Deus ama essas pessoas, quem sou eu para julgar? Então, isso me conecta muito à minha profissão e acho importante o movimento evangélico compreender isso também”, finalizou.

Cristãos pedem libertação de presos na Eritreia em protesto

Representantes e apoiadores da organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) participaram, em 21 de agosto, de um protesto pacífico em frente à Embaixada da Eritreia em Londres. O ato pediu a libertação de sete líderes religiosos eritreus que estão detidos arbitrariamente há mais de 20 anos.

O evento foi realizado no âmbito da campanha Voices for Justice, iniciativa global que reúne organizações cristãs, igrejas e indivíduos em diferentes países para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência Baseados em Religião ou Crença. Nos dias 21 e 22 de agosto, ocorreram manifestações semelhantes na Bélgica, Brasil, Itália, Finlândia, Holanda, Nova Zelândia, Nigéria, Suíça e Estados Unidos.

Prisões iniciadas em 2004

Os sete detidos são identificados como:

  • Rev. Haile Naizge, presidente da Igreja do Evangelho Pleno, e Dr. Kuflu Gebremeskel, presidente da Aliança Evangélica Eritreia, presos em 23 de maio de 2004.
  • Rev. Million (Meron) Gebreselassie, pastor da Igreja Evangélica Rhema em Massawa e anestesista no Hospital Massawa, detido em 3 de junho de 2004.
  • Dr. Futsum Gebrenegus, à época único psiquiatra da Eritreia, Dr. Tekleab Menghisteab, médico respeitado, e Rev. Gebremedhin Gebregiorgis, todos detidos em 19 de novembro de 2004.
  • Rev. Kidane Weldou, pastor sênior da Igreja do Evangelho Pleno, capturado em Asmara em 18 de março de 2005.

De acordo com relatos, eles estão detidos no Centro de Investigação Criminal Wengel Mermera, em Asmara. Embora alguns pertencem a denominações religiosas reconhecidas oficialmente pelo governo, foram associados ao movimento de renovação da Igreja Ortodoxa, Medhane Alem, que ganhou grande número de seguidores.

Casos mais recentes

O governo da Eritreia continua a deter membros de comunidades religiosas, inclusive de grupos autorizados. Em abril de 2025, o Rev. Gebremeskel Hagos, padre ortodoxo residente na Suíça, foi preso após viajar ao país para o funeral de seu pai. Em julho, o xeque Adam Shaban, diretor do Centro de Memorização do Alcorão em Ghinda, foi igualmente detido após atender a uma convocação das autoridades.

Declaração da CSW

No encerramento do protesto em Londres, uma carta foi entregue à Embaixada pedindo a libertação dos líderes religiosos e a garantia da plena liberdade de culto.

O CEO da CSW, Scot Bower, declarou em nota: “Temos orgulho de nos juntar a outras organizações e indivíduos em todo o mundo como parte da campanha Vozes pela Justiça para pedir a libertação dos sete líderes religiosos. Não os esquecemos e não interromperemos a campanha até que sejam finalmente livres e reunidos com seus entes queridos. Desde 2002, quando o governo eritreo proibiu práticas religiosas não filiadas ao islamismo sunita ou às denominações católica, evangélica luterana ou cristã ortodoxa, testemunhamos a prisão de milhares de pessoas pertencentes a comunidades religiosas não autorizadas. E, como vemos nos casos do Dr. Gebrenegus, do Dr. Menghisteab, do Rev. Gebregiorgis, do Rev. Hagos e do Sheikh Shaban, mesmo aqueles de comunidades religiosas reconhecidas são alvos deste regime repressivo. Reiteramos nosso apelo para que eles sejam libertados, juntamente com os Revs. Naizge, Gebremeskel, Gebreselassie, Weldou e todos os outros prisioneiros de consciência, sem condições ou mais demora”.