Malafaia: Moraes faz perseguição religiosa ao impedi-lo de pregar

A PROVA DA PERSEGUIÇÃO DE ALEXANDRE DE MORAES A SILAS MALAFAIA pic.twitter.com/Qe30o7B1vf

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 29, 2025

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), afirmou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a apreensão de seu celular, passaporte e cadernos de sermões, configura um ato de perseguição religiosa.

Segundo o pastor, a retenção do documento impossibilita que ele realize pregações fora do Brasil, além de prejudicar suas atividades ministeriais.

Malafaia também declarou que o vazamento de conversas privadas, mantidas em tom coloquial, teria como objetivo expô-lo e reduzir sua credibilidade. Para ele, trata-se de uma tentativa de impor silêncio diante das críticas que tem feito ao ministro do STF nos últimos anos:

“Faça uma análise fria. Nos últimos 4 anos, eu fiz mais de 50 vídeos denunciando os crimes de Alexandre de Moraes e em todas as manifestações eu me posicionei contra ele. […] Qual é a maior prova que eu dou a vocês, para vocês entenderem isso? Alexandre de Moraes processou gente por calúnia, injúria e difamação. Por que ele não me processou? Porque todas as críticas que fiz a ele, eu baseei em lei”.

O pastor disse que a medida judicial representa um padrão de conduta que visa silenciar opositores. “E por que isso agora? Porque esse é um modo de operação do ditador da toga Alexandre de Moraes: calar seus opositores, seus adversários, quem enfrenta ele. É só você ver a história dos últimos 4 anos”.

Sobre os áudios que vieram a público, Malafaia atribuiu o vazamento à Polícia Federal. “Eu não falei nada de mais. Os áudios vazados de conversas particulares e secretas com Bolsonaro no telefone dele é um modus operandis. Isso não é de graça. Qual é a ideia? A Polícia Federal, que detém a guarda de um inquérito sigiloso, vazou [os áudios]. E vazou para a imprensa oficial de Alexandre de Moraes, que é a Globo News”.

Na avaliação do líder da ADVEC, a divulgação das gravações teria o propósito de desviar a atenção da medida que considera abusiva. “E vazou por quê? Para desviar o foco da maldade, do absurdo que fez comigo. Para tentar me desmoralizar diante da opinião pública brasileira e da opinião pública evangélica. Esse é o jogo. Tirando o foco do crime. Artigo 5º, inciso 10º da Constituição é inviolável a vida particular das pessoas. Eu não falei nada de mais”.

Malafaia também contestou a justificativa para a retenção de seu passaporte. “Agora, escute: eu estava chegando do exterior de Portugal, eu não estava saindo. Nenhum dos áudios tem uma palavra minha de que eu vou fugir do Brasil. Todo o mundo jurídico sabe que para prender o passaporte de alguém [é preciso que haja] risco iminente de fuga. Tem que provar. Onde é que está a prova, ditador da torre Alexandre de Moraes, que eu ia fugir do país? Onde é que está essa prova? Eu estava chegando do exterior”.

Ao mencionar seus cadernos de sermões, o pastor afirmou que a apreensão configura interferência direta em sua atividade religiosa. “E tem uma coisa grave: ao prender o meu passaporte, ele está impedindo o meu exercício da minha atividade religiosa. Então deixa de simplesmente ser perseguição política para também ser perseguição religiosa. Quando toma os meus cadernos de esboços, que é a minha ferramenta de trabalho, também é perseguição religiosa. E pode devolver meus cadernos, que isso não é suficiente”.

Encerrando sua declaração, Malafaia afirmou que não será intimidado pela decisão judicial: “A verdade é que essa é a maneira que Alexandre de Moraes faz para tentar calar seus opositores. Só que ele escolheu o cara errado, porque eu não tenho medo dele e eu não vou calar. […] Não que eu tenha poder de fazer alguma coisa contra você. Não, não é isso, não. Mas eu tenho um Deus. E o meu Deus, um dos nomes de Deus, é […] ‘o Senhor que é a justiça nossa’. E eu quero profetizar aqui: não me pergunte o dia e o tempo, em nome de Jesus, Alexandre de Moraes, você vai dar conta a Deus ou vai dar conta à sociedade brasileira e ao povo, que é o supremo poder, ou as duas coisas juntas […] Eu não vou parar de falar”.

Com a Bíblia, pai emociona ao ensinar como pastorear os filhos

Durante uma aula devocional doméstica, um pai foi gravado enquanto instruía sua filha a proclamar passagens bíblicas como forma de enfrentar adversidades. O momento, registrado em vídeo, ocorreu na residência da família Silva, na cidade de São Paulo, na última terça-feira.

O empresário Carlos Mendonça foi filmado por sua esposa, Ana Cláudia Mendonça, enquanto orientava a filha, Laura, de oito anos, a declarar versículos do Livro de Salmos. Nas imagens, a menina repete após o pai:

“O Senhor é o meu escudo; nele confio, e sou vitoriosa”. Carlos então pede que Laura levante os braços e proclame com convicção: “Com Deus, serei sempre vencedora. Nada me faltará”.

“Em Cristo, encontramos a força que transcende toda e qualquer circunstância. Ele é a nossa âncora”, afirmou Carlos durante a instrução à filha.

“Formando uma geração na fé”

Carlos e Ana Cláudia são pais de Laura e do pequeno Miguel, de três anos. Ao publicar o vídeo em suas redes sociais, Ana Cláudia descreveu a cena:

“É assim que se forma uma geração na fé, com a Palavra sendo semeada no coração desde a infância”. Ela ainda acrescentou: “Ver meu marido pastoreando o coração dos nossos filhos é a maior bênção. Ele tem sido um instrumento de Deus para nossa família”.

Reações

O vídeo, que alcançou milhares de visualizações, gerou dezenas de comentários de outros pais que compartilham da mesma prática. Uma usuária escreveu: “Uma criança que conhece sua identidade em Deus está blindada contra as setas do mundo”. Outro seguidor comentou: “Essa é a maior herança que os pais podem deixar: a fé”.

A psicóloga infantil Christiane Dias, que estuda o impacto de valores espirituais no desenvolvimento infantil, comentou sobre a prática em uma entrevista ao portal Bem Estar Familiar em 2023.

“Rituais familiares que envolvem afirmações positivas e enraizadas em crenças podem contribuir para uma autoimagem mais resiliente nas crianças”, afirmou a especialista.

Ela ainda citou um estudo da Universidade de Harvard, de 2019, que indica que crianças que crescem com práticas devocionais regulares tendem a desenvolver maiores níveis de esperança e propósito na adolescência.

Orientação Pastoral

O pastor e escritor Samuel Oliveira, líder do ministério “Família em Foco”, frequentemente aborda o tema em suas pregações. Em um culto transmitido via YouTube no último domingo, ele declarou:

“A responsabilidade de instruir os filhos no caminho é dos pais. A igreja apoia, mas o discipulado primário vem do lar”.

Oliveira faz referência constante ao texto de Provérbios 22:6, que diz: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles”.

O vídeo da família Mendonça ilustra uma prática comum em muitas casas evangélicas no Brasil: o uso de declarações de fé como ferramenta de ensino e encorajamento para as crianças. A cena reforça a crença, amplamente difundida nessas comunidades, de que a identidade espiritual deve ser construída desde a primeira infância.

Rede Novo Tempo promoverá jornada sobre saúde emocional

A Rede Novo Tempo de Comunicação realizará, entre os dias 29 e 31 de agosto, a Jornada de Saúde Emocional com o tema “Recomeços – Para Quem Está Cansado”. O evento será gratuito, transmitido de forma online, e contará com palestras, oficinas e rodas de conversa voltadas ao enfrentamento do cansaço emocional.

Segundo os organizadores, os inscritos poderão acompanhar os conteúdos ao vivo e concorrer a vagas para atendimentos psicológicos individuais gratuitos, realizados por profissionais voluntários. O objetivo da programação é oferecer apoio a pessoas que lidam com esgotamento, estresse ou dificuldades emocionais.

Os temas discutidos incluem luto, rotina e saúde mental, estresse crônico, redes sociais, autocuidado e fé. Estão confirmados nomes como Rosana Alves, Darleide Alves, César Vasconcelos, Angela Xavier, Dilene Ebinger e Wélida Dancini.

A programação será dividida em três blocos: na sexta-feira (29), às 20h, o tema será esgotamento; no sábado (30), às 14h, o foco será recuperação; e no domingo (31), às 19h30, a discussão abordará recomeços com direção.

Além das palestras, oficinas abordarão questões como criação de filhos, relacionamentos tóxicos, compulsões e impacto das redes sociais. Ao todo, serão dezenas de atividades com foco em novas estratégias para lidar com o peso emocional.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site www.novotempo.com/jornada

Nikolas Ferreira anuncia que vai processar Boulos após fake news

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou, na quinta-feira, 28 de agosto, que vai processar o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) por declarações feitas durante um programa ao vivo da CNN Brasil.

Boulos afirmou que Nikolas teria enviado dinheiro para uma prefeitura administrada por um tio e sugeriu ligação com um primo preso por tráfico de drogas. Nikolas negou as acusações, destacando que não possui tio prefeito. Ele explicou que um parente chegou a disputar eleições, mas não foi eleito. O parlamentar também reforçou que não pode ser responsabilizado por crimes cometidos por familiares.

O primo citado é Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, preso em flagrante em 30 de maio, em Uberlândia (MG), transportando 30,2 quilos de maconha em um veículo. Diante da reação de Nikolas, Boulos ficou visivelmente constrangido e passou a rir do oponente, que relembrou uma frase famosa do filósofo Olavo de Carvalho: “Risadinha de deboche é argumento de…”.

Durante o programa, Boulos ainda mencionou a polêmica sobre a circulação de uma fake news relacionada à suposta taxação do Pix. O boato, que se espalhou em janeiro, foi desmentido pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, que afirmou que a falsa informação atrapalhou a fiscalização de fintechs utilizadas em esquemas de fraude ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.

Evangélicos X mídia: como reagir às produções seculares?

Dados do Censo 2022 do IBGE apontaram que 26,9% da população brasileira declara-se evangélica, e a presença desse público no mercado cultural tornou-se cada vez mais visível.

Um marco foi registrado no dia 9 de junho de 2025, quando o programa TVZ, do canal Multishow, recebeu pela primeira vez uma cantora gospel, Sarah Beatriz, em comemoração ao Dia da Música Gospel. O episódio simbolizou a abertura da televisão a um público que, por anos, esteve restrito a espaços específicos da mídia.

Outros exemplos recentes incluem produções como o filme Fé Para o Impossível (Top 1 na Netflix Brasil), o documentário Apocalipse dos Trópicos (2025) e a novela Vai na Fé (2023), que refletem a influência crescente desse segmento no cenário nacional e que passaram a integrar a programação dos principais polos de comunicação.

Expansão cultural

Para Paulo Alberto, criador e diretor executivo do Dom Reality, primeiro talent show gospel do Brasil, parte das produções ainda apresenta estereótipos negativos em relação aos evangélicos. Contudo, ele observa mudanças no tratamento desse público pela indústria cultural.

“Hoje, há um esforço para compreender melhor o público cristão. Grandes redes e plataformas percebem que precisam se conectar com quase um terço da população brasileira e têm buscado retratos mais equilibrados. Mas ainda há muito caminho a percorrer”, afirmou.

Segundo o produtor, a percepção sobre o conteúdo cristão está em processo de transformação. “Produtores de conteúdo, gravadoras e a televisão percebem que a população cristã — ou que aprecia o conteúdo evangélico — tem se expandido cada vez mais. Agora, a grande massa produtora está tentando corresponder a essa fatia enorme do mercado que clama por produtos e conteúdos de relevância”.

Influência da mídia

O pastor e escritor Rodolfo Capler destacou que a mídia exerce papel importante na formação de imaginários sociais: “Quando um cristão consome conteúdos que caricaturam sua fé, isso pode gerar insegurança e até vergonha cultural de ser quem é. A fé não se perde por causa de um filme, mas a repetição dessas mensagens molda a forma como a sociedade vê os evangélicos e como eles mesmos se percebem.”

Capler acrescentou que o risco está na naturalização de valores contrários ao evangelho: “Narrativas que relativizam princípios bíblicos, quando consumidas sem discernimento, acabam sendo absorvidas como se fossem neutras. O problema não é o entretenimento, mas quando ele vira catequese, moldando corações e mentes sem que se perceba.”

Ele reforçou a necessidade de avaliação crítica diante de produções seculares. “Aquilo que edifica pode até divertir, mas o que destrói ou relativiza valores fundamentais da fé precisa ser questionado. O cristão deve aprender a identificar a mensagem por trás da narrativa e decidir o que vale a pena consumir”, acrescentou, em entrevista à revista Comunhão.

Paulo Alberto concluiu destacando os efeitos da expansão evangélica sobre a indústria cultural. “A indústria está mudando porque o público mudou. Cabe a nós, cristãos, garantir que essa mudança seja para melhor e que a nossa fé seja representada com verdade e respeito”.

Dízimos de Andressa Urach: Justiça toma decisão sobre Universal

A Justiça do Rio Grande do Sul voltou a discutir a natureza jurídica das doações feitas por fiéis a instituições religiosas. Em decisão da 13ª Vara Cível de Porto Alegre, a juíza Karen Rick Danilevicz Bertoncello negou o pedido da influenciadora digital Andressa Urach, que buscava anular os dízimos e ofertas de aproximadamente R$ 2 milhões à Igreja Universal do Reino de Deus.

A magistrada concluiu que os repasses tinham caráter voluntário e estavam amparados pela legislação, não cabendo restituição. Especialistas afirmam que a decisão reforça a interpretação consolidada no direito brasileiro.

A advogada Carla Rodrigues, especialista em direito religioso, destacou que “a lei brasileira entende que a cobrança do dízimo pelas igrejas é uma prática voluntária: não há nenhuma obrigatoriedade legal de contribuição por parte dos fiéis, e o dízimo é juridicamente considerado uma doação, respaldada pelo artigo 538 do Código Civil e pela liberdade de religião garantida pela Constituição Federal”.

Ela explicou ainda que “a imunidade tributária concedida às igrejas implica que elas não pagam impostos sobre dízimos e ofertas, mas devem manter registros financeiros e prestar contas de acordo com as obrigações acessórias exigidas pela Receita Federal”.

Segundo Carla Rodrigues, a prática tem papel central para as comunidades de fé. “O dízimo é considerado indispensável para a manutenção da vida da igreja e da prática da fé dos membros porque é através dele que se sustentam todas as atividades religiosas, sociais e missionárias”.

Sustentação e atividades sociais

Na visão da advogada, os recursos são fundamentais para despesas diárias e obras sociais. “Esse recurso viabiliza o pagamento de despesas mensais como salários, encargos sociais, manutenção dos espaços, investimentos pastorais e litúrgicos, além de permitir a realização de obras de caridade e apoio à comunidade. Para muitos fiéis, o ato de contribuir representa um gesto de fé e gratidão, fortalecendo o sentimento de corresponsabilidade pela missão e evangelização da igreja”.

Direito, teologia e laicidade

O pastor Rogério Rodrigues, advogado e conselheiro da OAB-RJ, destacou que a relação entre Estado e igrejas deve ser analisada à luz da laicidade. “O ordenamento jurídico do Brasil garante a liberdade religiosa e a autonomia das instituições eclesiásticas. Isso significa que o Estado não interfere em dogmas ou doutrinas internas, incluindo a forma como as igrejas solicitam e gerem as contribuições financeiras”.

Ele acrescentou que a prática deve respeitar o princípio bíblico da voluntariedade. “Embora algumas igrejas possam adotar abordagens mais incisivas para a solicitação de recursos, é crucial que a prática se mantenha dentro dos limites da voluntariedade. A Bíblia, em passagens como 2 Coríntios 9:7, reforça o princípio de que a doação deve vir de um coração alegre e disposto, e não por imposição”.

Perspectiva pastoral

O pastor Márlon Silveira Gomes, da Igreja Batista em Maruípe, Vitória (ES), enfatizou a legitimidade da contribuição. “Assim como qualquer organização, a igreja precisa de recursos financeiros para operar e cumprir sua missão. O dízimo e as ofertas são a forma mais legítima e bíblica de sustento, permitindo que a congregação se mantenha funcional, pague despesas como aluguel, contas de água e luz e, mais importante, invista na expansão do Evangelho”.

Ele lembrou que as contribuições não se limitam à manutenção do espaço físico: “Essa contribuição não é apenas sobre a manutenção de um templo físico; ela financia atividades missionárias, projetos sociais, evangelismo e o desenvolvimento espiritual dos membros. O dízimo, portanto, é uma expressão concreta de fé e um ato de cooperação para que a igreja possa cumprir sua vocação de servir e propagar a Palavra de Deus”, declarou Gomes, à revista Comunhão.

Consolidação do entendimento

Com a decisão, a Justiça gaúcha reforçou que as doações têm caráter voluntário e estão protegidas pela liberdade religiosa. O posicionamento tende a consolidar um entendimento já adotado por juristas e lideranças religiosas: as contribuições financeiras dos fiéis são uma prática livre, juridicamente respaldada, e representam ao mesmo tempo um elemento espiritual e administrativo essencial para a vida das igrejas.

Jojo Todynho inicia discipulado para ser batizada nas águas

A cantora Jojo Todynho afirmou em vídeo publicado em sua página no Instgram que iniciou sua preparação para o batismo por meio de estudos de discipulado. A artista destacou que a decisão não será imediata, mas integra uma busca pessoal por maior conhecimento e experiência com Deus.

“Eu vou começar a estudar o discipulado, né, minha prima que vai passar pra mim, pra eu poder me preparar pro futuro batismo. Não vai ser agora, não pretendo me batizar agora, mas eu quero ir buscando e conhecendo o Senhor”, disse Jojo Todynho.

Em sua declaração, a cantora também reprovou a forma como algumas pessoas tratam o batismo como simples conteúdo para redes sociais. Segundo ela, a decisão deve ser encarada com seriedade e não de maneira superficial.

Jojo enfatizou ainda que o batismo é um dos principais símbolos da fé cristã e deve ser assumido com responsabilidade. Para a artista, é essencial preparo e consciência antes do compromisso público com a vida espiritual.

Sudão: pastor presbiteriano e fiéis presos durante culto fúnebre

A polícia no norte de Cartum, capital do Sudão, interrompeu um culto fúnebre e prendeu cinco cristãos sul-sudaneses, entre eles o pastor Peter Perpeny, da Igreja Presbiteriana do Sudão. O caso ocorreu na área de El-Haj Yousif, no distrito de East Nile, segundo informou um líder da igreja local.

Os cristãos foram detidos sob a justificativa de estarem em situação migratória irregular, mas, de acordo com o líder religioso, não receberam acusações formais nem informações sobre deportação. Desde o início de agosto, autoridades em regiões afetadas pela guerra civil iniciaram a detenção e possível deportação de estrangeiros, especialmente cidadãos do Sudão do Sul e da Etiópia.

“De fato, há um medo crescente entre os cristãos sul-sudaneses, então eles permanecem em casa para evitar serem presos”, declarou um líder da igreja, que pediu para não ter o nome divulgado por razões de segurança. Os cinco detidos foram levados para a Prisão de Omdurman, onde a polícia informou a uma das mulheres presas que deveria pagar 600.000 libras sudanesas (cerca de US$ 995) ou ficaria seis meses detida. A cobrança foi classificada por líderes locais como uma forma de suborno.

Extremistas muçulmanos utilizaram redes sociais para pedir a prisão de cristãos sul-sudaneses. A área onde ocorreram as detenções é dominada pelas Forças de Apoio Rápido (RSF), grupo paramilitar em conflito com as Forças Armadas Sudanesas (SAF) desde 15 de abril de 2023. Ambos os lados já atacaram igrejas e locais de culto, conforme relatos de organizações cristãs.

Contexto do conflito

O Sudão vive uma guerra civil desde abril de 2023, após o rompimento entre o general Abdelfattah al-Burhan, das SAF, e Mohamed Hamdan Dagalo, líder das RSF. Ambos haviam dividido o poder militar após o golpe de 25 de outubro de 2021, que derrubou o governo civil de transição iniciado após a queda de Omar al-Bashir, em abril de 2019.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 11,9 milhões de deslocados dentro e fora do país. O impasse surgiu quando Burhan tentou colocar a RSF sob controle do exército em dois anos, enquanto Dagalo defendia um prazo de pelo menos dez anos.

As RSF têm raízes nas milícias Janjaweed, que atuaram na repressão a rebeldes em Darfur sob o governo de Bashir. Apesar das origens islâmicas de ambos os líderes, eles buscam se apresentar à comunidade internacional como defensores de uma futura transição democrática.

Perseguição religiosa

De acordo com o relatório Lista Mundial da Perseguição 2025, publicado pela organização Portas Abertas, o Sudão ocupa a 5ª posição entre os países onde a prática do cristianismo é mais difícil. O relatório aponta que “cristãos de todas as origens estão presos no caos, sem condições de escapar. Igrejas são bombardeadas, saqueadas e ocupadas pelas partes em conflito”.

Após a queda de Bashir, o governo de transição havia promovido avanços na liberdade religiosa, incluindo a revogação das leis de apostasia e a proibição do uso do termo “infiel” contra minorias religiosas. No entanto, com o golpe de 2021, líderes cristãos passaram a temer o retorno de medidas repressivas inspiradas na sharia.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos retirou o Sudão da lista de Países de Preocupação Particular em 2019 e, em dezembro de 2020, da sua Lista de Observação Especial, após registrar avanços. Atualmente, estima-se que os cristãos representem 2 milhões de pessoas, ou 4,5% da população total de mais de 43 milhões de habitantes, conforme informado pelo Christian Daily.

Tempestade interrompe evento mundano e evangelistas celebram

Uma forte tempestade de areia e vento atingiu o festival Burning Man durante sua edição no deserto de Black Rock, Nevada, Estados Unidos, no último fim de semana. O evento, que reúne anualmente cerca de 70 mil participantes, teve suas atividades parcialmente paralisadas devido às condições climáticas adversas.

De acordo com reportagem do New York Post, os ventos fortes danificaram estruturas do festival, incluindo um espaço conhecido como “Orgy Dome” — área destinada a atividades sexuais entre os participantes.

O fenômeno natural também provocou engarrafamentos de até oito horas, deixando frequentadores temporariamente impossibilitados de entrar ou sair do local. As autoridades locais emitiram recomendações para que as pessoas permanecessem abrigadas e longe das estradas.

Ação divina?

Pela primeira vez no evento, um grupo liderado pelo evangelista Philip Renner realizou atividades de evangelismo durante o festival mundano. Em declaração gravada em vídeo e publicada em sua conta no Instagram, Renner afirmou que aproximadamente 20 pessoas haviam “aceitado Jesus” durante sua interação com os participantes.

Sobre a tempestade, o evangelista ofereceu uma interpretação religiosa do evento climático. “A chuva está destruindo a atividade demoníaca. Por causa da chuva, a tenda da orgia foi destruída, e Deus está fazendo o que quer”, declarou. Ele acrescentou: “Deus está dando a palavra final: ‘Santidade, não libertinagem’”.

Seu grupo, hospedado em um trailer no local, realizou orações, cânticos e ministrações evangélicas antes de ser surpreendido pela intempérie.

Os organizadores do Burning Mom implementaram protocolos de segurança, fechando os portões e suspendendo temporariamente a entrada e saída de pessoas até a passagem da tempestade. Voos para a área também foram groundeados seguindo recomendações governamentais.

O festival Burning Mom é realizado anualmente desde 1986, caracterizando-se como um alegado evento de “arte” e comunidade contra-cultural. A edição atual registrou condições climáticas severas, um fenômeno eventual, porém não inédito, no deserto de Nevada.

Evangélicos ultrapassam católicos e muçulmanos em país europeu

Um relatório divulgado em 2025 pelo Observatório do Pluralismo Religioso, na Espanha, detalha a distribuição atual de locais de culto não católicos no país. Os dados indicam que os espaços evangélicos representam agora a maioria absoluta dentre as minorias religiosas, correspondendo a 56% do total.

De acordo com o estudo, existem atualmente 8.140 locais de culto não católicos registrados em todo o território espanhol, pertencentes a 17 denominações diferentes. Desse total, 4.572 são identificados como evangélicos/protestantes.

A presença muçulmana ocupa o segundo lugar, com 1.908 espaços (23%), seguida pelas Testemunhas de Jeová, com 572 locais.

Distribuição geográfica

A distribuição desses espaços não é homogênea. Apenas 17,6% dos municípios espanhóis possuem ao menos um local de culto não católico. A região da Catalunha, particularmente a província de Barcelona, concentra a maior parte desses espaços, abrigando 70% dos 1.625 locais da região.

Outras comunidades autônomas com números significativos incluem a Andaluzia (1.298 espaços), a Comunidade de Madrid (1.167) e a Comunidade Valenciana (933). No extremo oposto, as cidades autónomas de Ceuta e Melilla e regiões como Cantábria, La Rioja e Astúrias apresentam os menores números, variando de 31 a 98 locais.

Hegemonia dos evangélicos

O predomínio de locais de culto evangélicos é notável em várias regiões. Em Astúrias e Galiza, eles representam mais de 60% dos espaços não católicos, percentual que sobe para mais de 70% em Cantábria e Madrid. Ceuta, Melilla, La Rioja e Navarra constituem exceções, sendo os únicos territórios onde os centros muçulmanos superam os evangélicos em número.

Um dado particular do estudo revela que, em municípios com menos de 5.000 habitantes, os muçulmanos formam o maior grupo religioso não católico, com 285 locais de culto (57% do total).

A maioria desses espaços rurais está localizada em Castilla-La Mancha (43), Navarra (39) e Catalunha (34). Em contraste, em cidades entre 5.000 e 100.000 habitantes, as igrejas evangélicas voltam a ser predominantes, superando o número de mesquitas em aproximadamente 400 unidades.

O panorama religioso espanhol é historicamente marcado pela hegemonia católica, consolidada após a Reconquista e os decretos de expulsão de muçulmanos e judeus no final do século XV. O país carrega, no entanto, uma profunda herança do período de domínio muçulmano conhecido como Al-Andalus (711-1492), evidente em monumentos como a Mesquita-Catedral de Córdoba e o Palácio de Alhambra, em Granada.

Os dados atuais refletem uma transformação gradual no tecido religioso do país, ilustrando a diversificação em curso e a consolidação de comunidades de fé além da tradição católica majoritária. Com informações: Evangelical Focus