Globo toca faixa do Oficina G3 em cena da novela ‘Dona de Mim’

Na noite da última segunda-feira, 25 de agosto, a novela Dona de Mim, exibida pela TV Globo no horário das 19h, incluiu em uma cena a canção O Tempo, da banda gospel Oficina G3. O momento mostrou o personagem Marlon, interpretado por Humberto Morais, ouvindo a música em seus fones de ouvido.

A cena repercutiu rapidamente em páginas cristãs no Instagram, já que a faixa é considerada um marco da música gospel no Brasil. A escolha chamou atenção por ter sido inserida em um contexto não religioso dentro da trama.

Na narrativa, Marlon sonha em seguir carreira como policial. Já seu pai, Luisão, vivido por Adélio Lima, é o personagem que mantém ligação direta com a fé evangélica. Ele atua como segurança em uma fábrica, dedica parte do tempo à música e é retratado como um homem de família.

A canção O Tempo foi lançada em 2000 no álbum homônimo, o primeiro do Oficina G3 pela gravadora MK Music. O videoclipe entrou para a história por ter sido o primeiro do segmento gospel a ser exibido na MTV Brasil e alcançou a 5ª posição no programa Top TVZ, do canal Multishow.

Relançada há dois anos pela MK Music no YouTube, a faixa já ultrapassa 2,5 milhões de visualizações. No Spotify, registra mais de 13 milhões de reproduções, consolidando-se como uma das músicas mais conhecidas da banda.

Em 2026, o Oficina G3 promete lançar um álbum completamente novo, e ainda faz suspense a respeito da formação da banda, sem informações sobre o vocalista e o baterista que comporão o grupo nas gravações e eventual turnê.

Cilada: missionária diz como comunismo chegou à Coreia do Norte

Durante uma ministração na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro, a missionária sul-coreana Gina Yon Hi Son compartilhou relatos sobre como o avanço do comunismo alterou a vida da sociedade e da igreja cristã na Coreia do Norte, ainda no período posterior à unificação da península.

A missionária destacou que, antes da implantação do regime, a região norte era conhecida pela força do movimento evangélico. “Vocês conhecem o ditador norte-coreano atual, o Kim [Jong-Un], o gordinho? O avô dele foi pioneiro a trazer comunismo para a Coreia. Porque naquela época que era a Coreia unificada, a região mais avivada era a região norte, que tinha grandes igrejas, pastores, assim, famosos”, disse.

Ela explicou que, naquele tempo, líderes religiosos foram abordados com promessas de liberdade de culto, desde que não interferissem na política:

“Hoje, se você acha uma Bíblia na Coreia do Norte, toda a família é enforcada. Mas naquela época era a região mais avivada. Então, ele, o avô do Kim foi esperto, foi lá procurar os famosos pastores. ‘Olha, eu vou trazer a ideologia nova aqui, chama-se comunismo, que não vai ter rico e pobre, todo mundo vive bem, desde que você me ajuda nas palestras, me acompanhem. Agora, eu prometo, assim que nós tornarmos comunista, não vou interferir na igreja. Desde que você também não interfira na política. Deixa a política para os políticos, que eu deixo vocês, pastores, a se preocupar somente no aumento da igreja’”.

Segundo Gina, a partir desse acordo, iniciou-se um processo que resultou na perseguição religiosa no norte da península: “Essa foi a cilada. Não caia nessa. Nunca deixe política somente para políticos, não. Porque a igreja tem autoridade espiritual sobre a nação. Então, os pastores acreditaram nele. E assim que, então, terminou a guerra, o norte optou pelo comunismo e o sul, não. Primeira coisa que o Kim [Il-Sung] fez? Fuzilou todas as igrejas, fuzilou todos os pastores cristãos”.

Ela também afirmou que experiências semelhantes ocorreram em outros países e contou ter recebido relatos após compartilhar sua história em outro evento. “Quando eu contei isso [em outra palestra], tinha venezuelanos lá atrás, eles vieram correndo para mim. ‘Gina, foi o que exatamente aconteceu com Venezuela’”.

Nigéria: crianças tomadas de orfanato cristão em 2019 libertadas

Oito das 16 crianças removidas de um orfanato cristão na Nigéria em 2019 foram libertadas neste mês, após uma delas sofrer um colapso mental. As demais permanecem sob custódia do governo, que ainda não cumpriu o prazo judicial para o retorno.

As crianças foram apreendidas em operações policiais realizadas em 25 e 31 de dezembro de 2019, nos orfanatos Du Merci, localizados nos estados de Kano e Kaduna. No total, 27 crianças foram retiradas, sendo 16 encaminhadas ao Lar Infantil Nasarawa, administrado pelo governo em Kano, onde permaneceram por mais de quatro anos.

A libertação ocorreu na quarta-feira passada, um dia depois de uma menina mais velha ter deixado a unidade estatal e se dirigido ao escritório da Du Merci em Kano. Fontes informaram à organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) que a jovem apresentava sinais de instabilidade mental, como falar sozinha, organizar seus pertences e insistir que queria voltar para “casa”. Embora tenha sido reconduzida ao abrigo do governo, ela foi liberada no dia seguinte, junto a outras sete crianças mais velhas.

No dia seguinte, as oito foram reunidas com seus pais adotivos, os fundadores da Du Merci, professor Solomon Musa Tarfa e sua esposa, em sua residência no estado de Plateau. Os oito menores que permanecem em custódia aguardam a revisão do Procurador-Geral de Kano sobre uma sentença do Tribunal Superior estadual, que determinava a devolução de todas as 16 crianças aos Tarfas até 19 de março de 2025.

Entre os que ainda estão retidos estão três crianças transferidas em janeiro de 2021 para uma instalação remota, supostamente pertencente a um ex-governador de Kano. De acordo com denúncias, elas teriam sido forçadas a recitar orações em árabe, frequentar mesquitas e estudar o Alcorão, além de terem seus nomes alterados.

Em comunicado, os Tarfas agradeceram ao advogado responsável pela libertação parcial, mas manifestaram preocupação com os menores ainda detidos. “Embora estejamos aliviados com o retorno das oito crianças, estamos alarmados que as mais novas, que mais precisam de cuidados e orientação parental, permaneçam no mesmo orfanato do governo onde as condições precipitaram o colapso mental do irmão mais velho”, declarou o CEO da CSW, Scot Bower.

“É profundamente perturbador que as autoridades do estado de Kano continuem a desafiar a ordem do Tribunal Superior para sua libertação e, efetivamente, a deter essas crianças arbitrariamente. A ausência de seus irmãos mais velhos os deixa incrivelmente vulneráveis”, acrescentou, de acordo com o Christian Daily.

Em 2021, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenção Arbitrária concluiu que as 16 crianças de Du Merci e Tarfa foram mantidas sem justificativa legal, pedindo libertação imediata e reparações conforme o direito internacional.

Tarfa foi preso em dezembro de 2019 e permaneceu cerca de um ano em prisão preventiva. Em junho de 2021, foi absolvido da acusação de sequestrar 19 crianças, e em 2023 foi inocentado de uma segunda acusação de falsificação de certificado de registro dos orfanatos.

Em um caso distinto, agentes da mesma agência antidrogas em Kano retiraram oito crianças de um orfanato em Asaba, no estado do Delta, enquanto o fundador participava de um culto. Segundo a CSW, as crianças, de origem igbo e cristãs, foram levadas ao Lar Infantil Nasarawa, em Kano. Relatos indicam que tiveram seus nomes alterados e foram obrigadas a frequentar mesquitas.

A fundadora do orfanato de Asaba comunicou a remoção à Comissária de Assuntos Femininos do Estado do Delta, que enviou uma carta à agência em Kano. O órgão, no entanto, negou ter recebido a notificação.

Menino é morto por motorista embriagado após sair de culto

Um menino de 7 anos morreu vítima de um acidente de trânsito em Campo Grande (MS), no sábado, 23 de agosto, após o carro em que estava ser atingido por um motorista embriagado que avançou a sinalização em um cruzamento no bairro Jardim Tijuca. A vítima foi identificada como Miguel Nunes Alves Bezerra.

De acordo com familiares, Miguel voltava de um culto evangélico acompanhado da mãe, do namorado dela e da mãe do pastor da igreja. Segundo a tia da criança, Isabelly Nunes Jaime, após o culto a família seguia para um restaurante onde se encontrariam com outros membros da comunidade. “Minha irmã estava indo para o restaurante com o namorado que dirigia. Ela estava na frente, Miguel atrás e a mãe do pastor também estava no carro. Eles estavam indo comemorar o congresso com os cantores e pregadores do local”, relatou em entrevista ao Campo Grande News.

Miguel morreu no local do acidente. A mãe sofreu uma fratura nas costas e está em recuperação, utilizando cadeira de rodas devido às dores. O namorado dela teve escoriações e cortes na cabeça. Já a mãe do pastor, de 61 anos, permanece internada em estado grave. Socorristas tentaram reanimar Miguel durante cerca de uma hora e meia, mas não obtiveram sucesso. “Meu cunhado teve escoriações e pontos na cabeça, machucou os joelhos. Está abalado emocionalmente, mas não teve culpa no acidente. Estava dirigindo devagar e cantando louvores”, disse Isabelly.

O motorista do outro veículo, Marcos Vinícius Francelino, de 39 anos, tentou fugir, mas foi contido por pessoas que estavam no local. Conforme o delegado da Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada), Luca Venditto Basso, ele apresentava sinais de embriaguez e foi preso em flagrante. O homem vai responder por homicídio culposo na direção, qualificado pela embriaguez, crime cuja pena varia entre cinco e oito anos de reclusão.

A família informou que Miguel já havia perdido o pai em um acidente de trânsito semelhante e tinha forte ligação com a igreja. “Eu ajudei a criá-lo junto com minha mãe e minha irmã após o falecimento do pai dele. Ele sempre teve muito amor e confiança em nós. Ele era perfeito, educado, responsável, carinhoso e prestativo. Tinha sete anos, mas parecia muito mais maduro. Amava a família, os amigos e a igreja. Ele era pura alegria e sorriso”, declarou Isabelly.

Ela destacou ainda o apoio da comunidade evangélica. “Nossa família sempre foi evangélica. A igreja nos deu muito suporte, principalmente após a morte do pai do Miguel. Minha irmã quer permanecer próxima à igreja, pois é a única força que sente agora”.

O velório aconteceu no domingo, 24 de agosto, na capela do Cemitério Memorial Parque, e contou com a presença de familiares, amigos e membros da igreja. “A igreja e a família estão prestando apoio e presença. Muitas pessoas vieram dar força”, afirmou a tia.

Felipe Simas relembra ‘momento depressivo’ antes de conversão

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O ator Felipe Simas relatou sua experiência de conversão durante participação no podcast PodCrê e explicou como passou a conciliar a fé cristã com a carreira artística. Ele destacou que aceitar a Jesus transformou diferentes áreas de sua vida, em especial o casamento com a influenciadora Mariana Uhlmann.

Simas, que vem de uma família ligada às artes — seus irmãos Rodrigo Simas e Bruno Gissoni também são atores —, relembrou que um dos papéis mais marcantes de sua trajetória foi o personagem Cobra, na novela Malhação de 2014. Segundo ele, apesar do sucesso, aquele período coincidiu com um momento de crise pessoal. “Olhando para trás, eu sinto que eu estava em um momento depressivo da minha vida, porque, por fora, estava tudo muito bom. Parecia que estava tudo maravilhoso, só que dentro tinha uma crise existencial, eu não entendia o porquê das coisas, até mesmo a fama era quase opressiva para mim”, afirmou.

Na época, Simas e Mariana ainda eram namorados quando descobriram a primeira gravidez, do primogênito Joaquim. O ator contou que compreender a nova dinâmica familiar foi difícil e que enfrentaram dificuldades. Ele relatou que a virada em sua vida ocorreu após uma experiência que descreveu como sobrenatural com Deus, durante uma estadia na casa de um de seus irmãos, em Itamonte (MG).

Atualmente, o casal tem mais dois filhos, Mari e Vicente. Toda a família frequenta a Comunidade Presbiteriana da Barra da Tijuca, onde Simas também participa ativamente.

No fim de abril, um vídeo publicado nas redes sociais mostrou o ator levando uma mensagem em um culto, ocasião em que falou sobre perseverança com base no texto de Romanos 5: “Perseverança, para todo crente, é recorrer a Jesus. Muitas vezes a gente pensa que perseverar é continuar, é não parar. Às vezes, sim, perseverar é correr na chuva. Às vezes, sim, perseverar é pegar uma marreta e derrubar uma parede que está nos impedindo de chegar a algum lugar. Mas, às vezes, perseverar é abrir mão e recorrer a quem pode nos ajudar”, declarou.

Marionete? Ministro da Defesa de Israel diz que Lula é antissemita

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, criticou nesta terça-feira, 26 de agosto, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “antissemita declarado” e “apoiador do Hamas”. Katz também comparou Lula ao líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Até o momento, o governo brasileiro não se pronunciou sobre as declarações.

Em publicação feita em português na rede social X, Katz afirmou: “Agora, ele [Lula] revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e apoiador do Hamas ao retirar o Brasil da IHRA – o organismo internacional criado para combater o antissemitismo e o ódio contra Israel – colocando o país ao lado de regimes como o Irã, que nega abertamente o Holocausto e ameaça destruir o Estado de Israel”.

O ministro israelense também divulgou uma imagem gerada por inteligência artificial que mostra Lula como um boneco de marionete manipulado por Khamenei. O gesto ampliou as tensões diplomáticas entre os dois países, já desgastadas desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.

Histórico da crise diplomática

Durante seu atual mandato, Lula tem adotado posição crítica às operações militares de Israel em Gaza, chegando a acusar o governo israelense de cometer genocídio. Em fevereiro de 2024, após comparar as mortes de civis palestinos com o Holocausto, Lula foi declarado persona non grata em Israel.

A comparação foi classificada como ofensiva pelo governo israelense, por colocar vítimas do nazismo no mesmo patamar que seus algozes.

No mais recente episódio, o governo brasileiro decidiu no dia 25 de agosto não aprovar a indicação do diplomata Gali Dagan como novo embaixador de Israel em Brasília. Sem a concessão do agrément – autorização necessária para assumir o posto –, Israel anunciou que iria “rebaixar” suas relações diplomáticas com o Brasil.

A medida ocorreu após o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, ter sido convocado pela chancelaria israelense para uma reprimenda pública no Museu do Holocausto em Jerusalém, em fevereiro. O Itamaraty considerou a atitude hostil e chamou Meyer de volta a Brasília, sem indicar substituto.

De acordo com o jornal Times of Israel, a chancelaria israelense avalia que a “linha crítica e hostil que o Brasil tem demonstrado em relação a Israel” desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 “foi intensificada” pelas declarações de Lula ao longo de 2024.

Quando o presidente do Brasil, Lula @LulaOficial, desrespeitou a memória do Holocausto durante meu mandato como Ministro das Relações Exteriores, declarei-o persona non grata em Israel até que pedisse desculpas.

Agora ele revelou sua verdadeira face como antissemita declarado e… pic.twitter.com/O0rzmTYqPA

— ישראל כ”ץ Israel Katz (@Israel_katz) August 26, 2025

Nicarágua: entidades denunciam morte de preso político do regime

Organizações opositoras ao governo da Nicarágua denunciaram nesta segunda-feira, 25 de agosto, a morte do opositor Mauricio Alonso Petri, que, segundo elas, estava em poder da Polícia Nacional após ter sido capturado em 18 de julho. Alonso teria sido sequestrado junto com sua esposa e filho, de acordo com os relatos divulgados. A esposa foi libertada no mesmo dia, mas ele e o filho permaneceram presos.

A União Democrática Renovadora (Unamos) divulgou comunicado afirmando: “Com profunda indignação, denunciamos a morte de Mauricio Alonso Petri enquanto ele se encontrava nas mãos da Polícia Nacional da Nicarágua”. A entidade acrescentou que Alonso “estava desaparecido desde que foi sequestrado em 18 de julho deste ano, e, até o momento, nem a polícia nem qualquer autoridade do governo deram informações sobre seu paradeiro ou suas condições”.

O texto da Unamos descreveu o episódio como um “trágico evento” que ocorreu sem “nenhuma justificativa”, agravando a preocupação sobre as condições de detenção no país. A organização expressou condolências à família do opositor e fez um apelo à comunidade internacional para que adote “medidas políticas, diplomáticas e financeiras firmes e eficazes” a fim de pressionar o governo a encerrar as violações de direitos humanos.

O Instituto La Segovia no Exílio Político também responsabilizou o governo pela morte, declarando que o “sistema ditatorial de Daniel Ortega e Rosario Murillo está entregando morto o opositor sequestrado e preso político de nome Mauricio Alonso P.”. A organização afirmou que a família de Alonso foi contatada pelo serviço médico legal para a entrega do corpo, sem explicações oficiais.

A Unidade Nacional Azul e Branco, outra organização opositora, denunciou nas redes sociais: “Mauricio estava desaparecido desde seu sequestro, e as razões de sua morte são desconhecidas. Denunciamos este novo crime da ditadura e exigimos prova de vida do filho de Mauricio, também sequestrado pela ditadura, e de todos os sequestrados, assim como a liberdade incondicional de todas as pessoas presas políticas”.

Nem o governo da Nicarágua nem a Polícia Nacional comentaram as denúncias até o momento. Segundo o Mecanismo para o Reconhecimento de Pessoas Presas Políticas, apoiado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), até 15 de julho havia pelo menos 54 dissidentes e críticos detidos, incluindo 18 idosos.

O episódio ocorre em meio à intensificação da repressão no país. O ditador Daniel Ortega, em ato realizado em 19 de julho pelo 46º aniversário da Revolução Sandinista, declarou: “Assim que forem descobertos serão capturados e processados”, em referência a opositores. A crise política e social da Nicarágua se arrasta desde abril de 2018 e se aprofundou após as eleições de novembro de 2021, quando Ortega, de 79 anos, foi reeleito para um quinto mandato, o quarto consecutivo, estando no poder desde 2007.

Santo Sepulcro: homem é preso após pichar frase sobre Gaza

Um homem acusado de vandalizar locais religiosos em Jerusalém foi preso novamente na madrugada desta terça-feira, 26 de agosto, sob suspeita de ter pichado a frase “há um holocausto em Gaza” na Igreja do Santo Sepulcro.

Segundo a polícia, ele foi localizado nas proximidades do santuário da Cidade Velha portando uma lata de tinta spray. O local, situado no Bairro Cristão, é considerado um dos pontos mais sagrados do cristianismo e recebe dezenas de milhares de peregrinos todos os anos.

De acordo com nota policial divulgada à imprensa israelense, câmeras de segurança identificaram o suspeito vagando perto de uma entrada da Cidade Velha, o que levou os agentes a interceptá-lo. Posteriormente, policiais encontraram a inscrição em hebraico dentro do terreno da igreja.

O Patriarcado Latino, responsável pela representação da Igreja Católica na Terra Santa, informou ao jornal The Times of Israel que não havia sido notificado oficialmente sobre o caso. Outras denominações cristãs que compartilham a custódia do local não comentaram o episódio.

O incidente ocorre duas semanas após pichações semelhantes terem sido feitas no Muro das Lamentações e na Grande Sinagoga de Jerusalém, em 11 de agosto. Na ocasião, frases como “Há um holocausto em Gaza” e “Crianças estão morrendo de fome” foram encontradas. A ação gerou forte reação de líderes políticos e religiosos. O suspeito, um morador ultraortodoxo de Jerusalém de 27 anos, foi detido pela polícia, mas posteriormente encaminhado a uma ala psiquiátrica por decisão do Tribunal de Magistrados, que rejeitou a solicitação de mantê-lo em prisão preventiva.

A família do acusado declarou que ele sofre de problemas de saúde mental e já havia sido hospitalizado anteriormente. O pai afirmou: “Meu filho está em um estado psiquiátrico grave e normalmente não faria algo assim. Ele é uma pessoa boa e gentil, e nós o amamos em casa. Condeno completamente suas ações; é uma vergonha e uma desgraça”.

Segundo relatos da imprensa, o homem já havia sido interrogado e liberado em outra ocasião após vandalizar a fotografia de um soldado israelense morto em Tel Aviv. A polícia informou que pretende apresentar denúncia formal ainda nesta terça-feira e solicitar a manutenção de sua custódia.

Filho se emociona ao lembrar últimas palavras de John MacArthur

O filho mais velho do falecido pastor John MacArthur ficou profundamente emocionado durante o culto memorial em homenagem aos quase 60 anos de ministério de seu pai. Ele também lembrou as últimas palavras que ouviu do veterano pregador.

“Sua bravura e fé foram especialmente evidentes em seus últimos dias”, disse Matt MacArthur, que fez uma homenagem ao pai por cerca de 20 minutos durante o  culto memorial na Grace Community Church.

“Meu pai foi lúcido, incrivelmente corajoso; um marido, pai e avô amoroso”, disse ele. “Sua determinação nunca vacilou. O homem que se ergueu como um leão neste púlpito também se ergueu à beira da eternidade com a mesma coragem inabalável”.

Com a voz embargada, Matt relembrou as últimas palavras de seu pai: “Suas últimas palavras para mim foram: ‘Filho, seja fiel’. Ele não disse: ‘Escreva um livro’. Ele não disse: ‘Seja o palestrante principal de uma conferência’. Ele disse: ‘Seja fiel’. Que modelo!”, ele contou.

Matt MacArthur lembrou que seu pai, que mal conseguia falar além de um sussurro nos últimos dias de vida, expressou certeza de salvação citando a esperança do apóstolo Paulo diante da morte, em 1 Coríntios 15:55-57.

“Ó Morte, onde está o teu aguilhão? Não sinto aguilhão. A graça dominou meu coração pecaminoso”, MacArthur citou as palavras de seu pai. “Que dádiva. Que dádiva. A graça é o maior poder porque afasta o pecado. É tudo graça. Sou indigno. Vivi para ver os filhos dos meus filhos e rezo para que todos vocês terminem bem”.

“Terminar bem” foi um dos principais temas do culto memorial de MacArthur, que apresentou uma reflexão do próprio pastor sobre a expectativa de “comunhão ininterrupta com Deus” para os cristãos no Céu.

Matt MacArthur também relatou memórias da vida de seu pai que revelaram sua confiança na soberania de Deus, mesmo diante das provações. Ele mencionou um acidente de carro em família em 1992, que quase matou a esposa de John MacArthur, Patricia, e outra ocasião em que temeu que seu filho mais novo, Mark, tivesse um tumor cerebral fatal.

“Mesmo na sombra dos medos mais sombrios, ele permaneceu como um pilar: firme, inabalável e ancorado na fé”, disse Matt MacArthur, de acordo com o The Christian Post.

O culto memorial de MacArthur também contou com comentários de outras figuras proeminentes no meio evangélico dos Estados Unidos, como John Piper, Alistair Begg, Sinclair B. Ferguson e Joni Eareckson Tada.

MacArthur faleceu  em 14 de julho, aos 86 anos, após ser hospitalizado com pneumonia. Ele vinha enfrentando problemas de saúde nos dois últimos anos e foi internado em 2023 após ter dificuldade para respirar enquanto proferia um sermão de uma hora. Ele teve quatro stents implantados no coração, teve a aorta substituída e também passou por uma cirurgia pulmonar.

No fim da vida, MacArthur descreveu seus problemas de saúde como “um longo cerco” que tornou os últimos anos de seu ministério difíceis, mas não diminuiu seu desejo de continuar trabalhando o máximo que pudesse. Em seu último sermão, pregado em 24 de novembro de 2024, MacArthur expressou gratidão a Deus, apesar de seu sofrimento físico, observando que Deus usa a dor para realizar Seus propósitos.

Derrota do governo Lula: apuração do INSS na mão de Mendonça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o relator da investigação sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O processo estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, mas foi redistribuído após decisão do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que acolheu pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, feito na semana passada.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), parte da investigação deve tramitar no STF devido à citação de autoridades com foro privilegiado, enquanto a outra parte deve seguir na primeira instância.

Os inquéritos em curso nos estados estavam parados desde junho, quando Toffoli abriu procedimento sigiloso na Corte e requisitou cópia de todas as investigações para avaliar sua competência. Embora não tenha determinado a suspensão das apurações, a decisão resultou, na prática, na paralisação da chamada Operação Sem Desconto.

A operação foi deflagrada pela Polícia Federal em 23 de abril, quando o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo. Na ocasião, foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As apurações apontam suspeitas de descontos irregulares bilionários em benefícios previdenciários, atribuídos à atuação conjunta de sindicatos e associações de aposentados com servidores do INSS.

Até o momento, o INSS calcula em R$ 3,3 bilhões o valor necessário para ressarcir aposentados prejudicados pelos descontos indevidos, de acordo com informações da Agência Estado.