Mendonça critica STF e afirma que criar leis não é papel da Corte

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou nesta sexta-feira, 22 de agosto, que o fortalecimento do Estado de direito exige uma postura de “autocontenção” do Poder Judiciário. Ele destacou que o ativismo judicial significa a prevalência do Judiciário sobre os demais poderes da República.

Segundo Mendonça, “os intérpretes da lei devem seguir a lei e a Constituição. Não cabe ao Poder Judiciário dar a primeira e a última palavra… nem fazer a criação de inovação legislativa”. A declaração foi feita durante participação no 24º Fórum Empresarial organizado pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais), realizado no Rio de Janeiro.

O ministro também afirmou que a preservação das instituições depende da conduta de seus próprios agentes, ressaltando que cada decisão tomada no âmbito do Judiciário tem reflexos diretos na sociedade. “A racionalidade e a lei funcionam como fatores de estabilidade e não de crise. […] É preciso garantir as liberdades básicas e isso significa garantir a livre iniciativa sem intervencionismo não justificado”, disse.

Mendonça acrescentou que, diante de falhas institucionais, é necessário refletir sobre reformas que envolvam não apenas os poderes, mas também tribunais de contas e agências reguladoras, a fim de assegurar a estabilidade. A programação do evento também prevê a participação do ministro Alexandre de Moraes.

Veja como missionários enviam 40 mil Bíblias à Coreia do Norte

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Há 13 anos, a missão Voz dos Mártires (VOM) Coreia do Sul tem lançado Bíblias em balões sobre a Coreia do Norte, país considerado o mais fechado do mundo para o Evangelho. O regime comunista de Kim Jong-un proíbe a posse e a distribuição das Escrituras, e a pena para quem for flagrado com um exemplar pode chegar à morte.

Segundo a missão, os balões carregam tanto Bíblias impressas em tamanho reduzido quanto exemplares em áudio armazenados em cartões de memória. “Lançar balões para a Coreia do Norte é muito mais difícil do que parece! As Bíblias precisam ser cuidadosamente embaladas, balões precisam ser lançados, muitas vezes sob o manto da escuridão, e os padrões climáticos devem estar corretos”, informou a organização.

Os lançamentos dependem de condições climáticas favoráveis e ocorrem em qualquer hora do dia ou da noite. Estudantes e funcionários da missão se revezam em turnos para preparar e liberar os balões. O material é embalado em filme plástico para suportar a viagem, enquanto o gás hidrogênio garante o transporte aéreo. Com o uso de GPS, a VOM confirma se os exemplares chegam ao território norte-coreano.

A missão também destacou que o envio varia conforme as estações do ano. “Nossa temporada de balões termina quando o clima muda. Setembro traz consigo um clima desfavorável para lançamentos de balões. Isso não significa que paramos de enviar Bíblias para a Coreia do Norte; significa apenas que mudamos a forma como as Bíblias são enviadas”, acrescentou a organização.

A dificuldade de acesso à Palavra dentro da Coreia do Norte é um dos principais motivos para a continuidade da ação. Contrabandistas locais chegam a cobrar o equivalente a um salário mensal para alugar uma Bíblia por poucos dias. “Apesar desse preço exorbitante, os desertores nos disseram que alguns norte-coreanos estão dispostos a pagar esse preço”, relatou a missão.

Um desertor afirmou: “O governo pune severamente as pessoas que possuem este livro e isso deixa alguns de nós curiosos para saber o que há nele”. Para atender a esse anseio, cristãos secretos pedem que a missão mantenha os envios.

De acordo com a VOM, cerca de 40 mil Bíblias são lançadas todos os anos. A organização comparou o impacto da iniciativa ao longo do tempo: “Quando começamos, há mais de 10 anos, menos de 2% dos desertores norte-coreanos relataram ter visto uma Bíblia enquanto estavam dentro da Coreia do Norte. Hoje esse número está em torno de 10%”.

A entidade também afirmou que confia que os exemplares chegam às mãos de quem deve recebê-los. “Com nossa tecnologia de rastreamento GPS, podemos confirmar exatamente onde nossos balões estão pousando no Norte. Além disso, podemos confiar que Deus está entregando essas Bíblias nas mãos daqueles a quem Ele pretende – às vezes até mesmo ao exército ou a funcionários do governo”, declarou, segundo informações do portal Guia-me.

Jottapê conta que estava drogado quando ouviu a voz de Deus

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O cantor Jottapê, conhecido por interpretar o personagem MC Doni na série Sintonia, da Netflix, anunciou o fim da carreira no funk e sua conversão a Jesus durante o último show realizado em São Paulo. Ao lado da esposa, Estefany Boro, ele relatou que a decisão marcou uma mudança definitiva em sua trajetória pessoal e profissional.

Em participação no podcast JesusCopy, Jottapê contou detalhes de seu encontro com Cristo. Nascido em um lar cristão, afirmou que não frequentava a igreja com os pais e nunca havia tido uma experiência pessoal com a fé. Na adolescência, iniciou sua carreira como MC e alcançou projeção nacional, mas destacou que, nesse período, se envolveu com drogas e práticas que descreveu como destrutivas.

O início da transformação

Segundo o cantor, a mudança começou há cerca de dois anos, quando se mudou para o bairro de Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Ao frequentar uma barbearia local, passou a ser confrontado pelo dono do estabelecimento, identificado como Sam, que também é pastor.

“Eu chegava nessa barbearia sempre chapado, drogado, contando as besteiras que rolavam nos bastidores do funk. E o dono da barbearia, toda vez que eu trazia algum problema, ele me respondia com a Palavra”, relatou.

Com o tempo, Jottapê se aproximou do pastor e relatou ter sido tocado pelas mensagens que recebia. “Eu não estava caminhando com Deus, mas tudo que eu ouvia da Palavra, eu tinha um temor. O Sam respondia o que eu precisava ouvir, não o que eu queria ouvir”, afirmou.

Encontro com Cristo

O cantor também contou que, paralelamente às conversas na barbearia, sua esposa começou a ser confrontada pela fé e pediu que ele não usasse mais drogas em casa, pois a filha do casal estava prestes a nascer. Pouco depois, Jottapê participou de uma célula em sua residência, quando relatou ter tido uma experiência sobrenatural.

“Eu comecei a sentir algo diferente – eu não sabia que isso era a presença de Deus. Era como se fosse uma coisa me enchendo desde os meus pés, e senti uma sensação de paz que eu nunca tinha sentido. Eu ouvi uma voz no meu ouvido dizendo: ‘Finalmente você deixou eu entrar’”, disse.

No mesmo encontro, uma cristã entregou uma palavra profética confirmando que a experiência vinha de Deus, o que, segundo ele, reforçou sua decisão de buscar uma nova vida.

Decisão de abandonar o funk

Jottapê afirmou que passou a sentir desconforto durante apresentações e crises de ansiedade nos bastidores. “Era como se eu não fizesse mais parte do ambiente. O Espírito me constrangia. Até que chegou um momento onde Deus começou a ser muito claro que era para eu abrir mão desse trabalho”, relatou.

Em 2024, ele e a esposa aceitaram Jesus publicamente e foram batizados. O cantor então deixou o funk, mesmo enfrentando multas milionárias por quebra de contratos. No entanto, em maio de 2025, conseguiu encerrar o vínculo com a produtora e declarou estar livre para iniciar uma carreira no meio gospel.

Caminho atual

Atualmente, Jottapê e Estefany congregam na Paz Church, em Santana de Parnaíba, e têm participado de eventos para compartilhar o testemunho de sua conversão. “Eu tentei ignorar a voz de Deus porque mexia no meu bolso, mas entendi que o propósito que Ele tem para mim é maior do que qualquer carreira”, declarou.

Cristãos devem ser contra o mal, diz pastor: ‘Nada de baixar o tom’

Durante a Cúpula de Pastores Faith Forward, organizada pela Turning Point USA, o pastor John Amanchukwu pediu que líderes religiosos e cristãos em geral se manifestem publicamente contra o que classificou como males cada vez mais evidentes na cultura americana.

“Pessoas importantes da esquerda e da direita me disseram que preciso baixar o tom”, declarou Amanchukwu em tom enfático. “Liberais mentirosos e membros do RINO [termo usado para descrever a falsa direita nos EUA], que não entendem de política, me disseram isso. Me disseram para baixar um pouco o tom e aliviar a tensão”.

Amanchukwu é pregador na Carolina do Norte e autor do livro Eraced: Uncovering the Lies of Critical Race Theory and Abortion, lançado em 2022. Ele é conhecido por sua oposição ao aborto, a conteúdos pornográficos em escolas e ao marxismo cultural, incluindo correntes como a teoria crítica da raça e a teoria queer. Seu nome tem se destacado em vídeos que viralizaram nas redes sociais, nos quais confronta conselhos escolares sobre a presença de livros considerados inapropriados para crianças.

No encontro, o pastor destacou que, mesmo diante de conselhos para recuar em suas posições, não pretende se calar. “Toda vez que me dizem essas coisas, elas entram por um ouvido e saem pelo outro”, afirmou, antes de conduzir a plateia em aplausos com a frase: “Não vou ficar calado!”.

Ele alertou sobre a pressão cultural e religiosa que, segundo ele, tem levado muitos a abandonarem “a verdade da Palavra de Deus” para se adaptar ao ambiente social. Para reforçar sua mensagem, citou a passagem do Evangelho de Marcos 10, que relata a cura do mendigo cego Bartimeu. “Eles lhe diziam: ‘Ei, mendigo, fique quieto. Já ouvimos você o suficiente. Cale a boca’. […] Mas ele chorou ainda mais”, recordou Amanchukwu, comparando a atitude de Bartimeu à postura que os cristãos devem assumir hoje.

O pregador relacionou a realidade americana atual a exemplos bíblicos de Sodoma e Gomorra, sugerindo que muitos pastores estão mais preocupados em manter posições seguras do que em enfrentar o que chamou de guerra espiritual: “Muitos cristãos hoje em dia querem ser gentis em vez de fiéis”, afirmou. “Cristãos gentis veem a perversão e dizem: ‘Não vou julgá-la’, mas cristãos fiéis dão nome aos bois”.

Amanchukwu citou ainda Romanos 13:12: “A noite já vai avançada; o dia está próximo. Portanto, deixemos de lado as obras das trevas e vistamo-nos com as armas da luz”. Ele concluiu sua mensagem pedindo urgência no compromisso dos cristãos com sua geração. “Não nos resta muito tempo. Agora não é hora de a Igreja baixar o tom. Agora não é hora de nos calarmos. Agora não é hora de ficarmos quietos”, finalizou, de acordo com o The Christian Post.

‘País está caminhando para uma ditadura’, diz pastor Valandro Jr.

O pastor Josué Valandro Júnior, presidente da Igreja Batista Atitude, escritor e conferencista, considerado mentor espiritual da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, declarou que o Brasil está “à beira de uma ditadura” e defendeu a atuação da igreja como voz profética diante da crise nacional.

Em entrevista, Valandro destacou a relevância da instituição religiosa no cenário atual: “A igreja é hoje a única instituição segura para a sociedade”. Segundo ele, não é necessária filiação partidária, mas os membros que desejarem se candidatar têm esse direito. “Existem pessoas que têm vocação e a igreja precisa apoiar e respeitar. Nós precisamos ser a voz profética, não para plantar um candidato, mas para dizer que não aceitamos candidatos que não nos representam”, afirmou.

O líder evangélico analisou o momento de polarização política e fez críticas ao Judiciário. “Nosso país perdeu as referências de família, respeito e temor a Deus. Este é o momento de uma igreja de posicionamento, ainda que ameaçada. Precisa reforçar seus valores. Somos a única esperança para o mundo melhor”, disse.

Ele também questionou a postura do governo e as incoerências nas investigações. “Pessoas estão sendo inibidas de dar entrevistas, de falar com outras pessoas, perderam suas redes sociais, mas os responsáveis pelos roubos dos aposentados estão tranquilos. Nosso país está caminhando para uma ditadura, num conluio entre o judiciário e o executivo, com o apoio de maus senadores e deputados do Congresso Nacional”, declarou.

Ao final, Valandro ressaltou a necessidade de maturidade política dos cristãos. “Nós como igreja precisamos orar pela nossa nação e votar com sabedoria. O cristão tem compromisso com a verdade. Você não pode votar em alguém que rouba e mente o tempo inteiro”, concluiu, de acordo com a revista Comunhão.

Brasil é o país que mais distribui Bíblias completas no mundo

O Relatório Global de Distribuição das Escrituras 2024, publicado pela Fraternidade das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU), mostra que o Brasil mantém a liderança mundial na disseminação da Bíblia. De acordo com o documento, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) foi responsável pela entrega de 4,2 milhões de Bíblias completas em 2024, número superior ao de todos os outros países membros da fraternidade.

O levantamento reúne informações de uma década, entre 2015 e 2024, período em que foram distribuídos mais de 2,6 bilhões de Escrituras impressas em todo o mundo. Somente em 2023, foram contabilizados 150 milhões de cópias impressas, além do crescimento expressivo no acesso digital, com bilhões de interações em plataformas online.

Avanço digital

Além dos exemplares físicos, o Brasil também se destacou no campo digital. Em 2024, o país registrou:

  • 16 milhões de downloads das Escrituras, correspondendo a mais de 60% do total entre os dez principais países;
  • 5 bilhões de visualizações de capítulos bíblicos online, o segundo maior volume global;
  • 406,8 milhões de reproduções de áudio da Bíblia em português, ficando atrás apenas do conteúdo em espanhol.

Movimento em expansão

O reverendo Dirk Gevers, secretário-geral da SBU, destacou o alcance das Escrituras nos diferentes formatos: “As Escrituras estão sendo lidas, ouvidas, assistidas, compartilhadas e discutidas como nunca antes. Este relatório mostra um movimento centrado em Deus e no coração de milhões de pessoas ao redor do mundo”.

A SBB, fundada em 1948, é considerada uma das principais instituições nesse esforço global. Sua atuação envolve tradução, publicação, distribuição e incentivo ao engajamento com a Bíblia.

Histórias de impacto

A edição de 2024 do relatório também incluiu relatos de transformação pessoal. Um exemplo é o de uma mulher no Laos que percorreu dois dias de viagem para receber sua primeira Bíblia. Outro caso citado foi o de refugiados na Tanzânia que encontraram conforto e esperança por meio da leitura bíblica em grupo.

Segundo a SBU, mesmo diante das mudanças provocadas pela digitalização, a missão permanece a mesma: assegurar que todos possam ler, ouvir e viver as Escrituras em sua própria língua, em qualquer parte do mundo.

Evangelismo reúne estudantes na Universidade Estadual do RJ

Na noite de 19 de agosto, o campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no Maracanã, Zona Norte da capital fluminense, recebeu um ato evangelístico promovido pelo ministério Aviva. O movimento, que tem realizado cultos em universidades públicas e particulares em diferentes estados do Brasil, reuniu estudantes para um momento de louvor e adoração.

De acordo com registros em vídeo divulgados nas redes sociais, os participantes cantaram, dançaram e declararam publicamente sua fé cristã. A doutoranda em Engenharia Civil Laura Setti, que estuda na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, afirmou ao portal Pleno News que soube do encontro pelo Instagram.

“O Aviva foi uma experiência incrível! Sentir a presença do Espírito Santo em um ambiente universitário é indescritível. Saí com um sentimento de esperança, esperança na nossa geração, vendo tantos jovens adorando Jesus em meio ao caos que está o nosso Rio de Janeiro e o mundo”, declarou.

O evangelista Lucas Teodoro, de 22 anos, fundador do Aviva, relatou em entrevista recente que iniciou seu ministério ainda na adolescência, evangelizando em escolas. Segundo ele, o trabalho cresceu a partir de convites para falar de Cristo em outros colégios e universidades.

Durante a conversa, também compartilhou seu testemunho, mencionando que enfrentou um diagnóstico de câncer nos ossos, experiência que, segundo afirmou, fortaleceu sua fé.

Lucas comentou ainda sobre a proibição de um culto do Aviva no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. No dia 12 de agosto, estudantes ligados ao movimento foram impedidos pela reitoria de realizar o encontro e, conforme relataram, chegaram a ser retirados do espaço por seguranças.

André Mendonça vota contra condenação de Zambelli

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acompanhou a divergência aberta por Nunes Marques e votou contra a condenação da deputada Carla Zambelli (PL-SP) pelo crime de porte ilegal de arma. O julgamento trata do episódio ocorrido em 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições, quando a parlamentar correu armada atrás de um homem em São Paulo. Até o momento, o placar registra seis votos pela condenação e dois contrários.

O relator, Gilmar Mendes, defendeu a pena de cinco anos de prisão, além da perda do mandato, pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Em seu voto, André Mendonça afirmou que a deputada possuía porte legal e não deveria ser condenada por este crime: “Pode ter feito mal uso de seu porte de arma, mas o tinha, sem dúvida”, escreveu.

Apesar disso, Mendonça reconheceu a prática de constrangimento ilegal, apontando que a conduta ficou registrada em filmagens. Para ele, a pena adequada seria de oito meses de prisão. O ministro também ressaltou que o STF não teria competência para julgar o caso, já que os fatos não ocorreram no exercício do mandato parlamentar. “A conduta da denunciada, embora deputada federal, não teve, conforme se extrai da própria narração acusatória, relação com o exercício de suas funções”, afirmou.

Em seu voto, Mendonça observou que Zambelli estava em um restaurante e não participava de atos de campanha, entrevistas ou compromissos relacionados ao mandato. O ministro ainda defendeu que a cassação de um mandato deveria ser analisada pela Câmara dos Deputados, e não pelo STF. “Nenhum parlamentar é eleito senão pelo voto popular. O seu mandato, portanto, é representativo da vontade do povo”, escreveu.

Além do episódio da arma, Zambelli já foi condenada pelo Supremo a 10 anos de prisão e perda do mandato por envolvimento em um ataque hacker contra o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ação, foi inserido no sistema do órgão um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.

Antes da execução da pena, a deputada viajou para a Itália. Em 29 de julho, foi detida por autoridades locais e aguarda o processo de extradição. A defesa alega problemas de saúde e solicita que ela possa permanecer em casa até a conclusão do processo, que pode se estender por até dois anos, de acordo com informações da Agência Estado.

Batismo na praia reúne 2.100 pessoas e vídeo impressiona

A Harvest Christian Fellowship, igreja liderada pelo pastor Greg Laurie, realizou no último sábado, 16 de agosto, seu terceiro batismo anual do movimento “Jesus Revolution” na praia de Pirates Cove, em Newport Beach. De acordo com dados divulgados pela organização, 2.100 pessoas foram batizadas durante o evento.

Em publicação em suas redes sociais, Laurie celebrou o resultado: “Tivemos um dia incrível ontem no 3º Batismo Anual da Jesus Revolution. Batizamos 2.100 pessoas em um único dia! Adicione esse número aos últimos dois anos e, em apenas três anos, batizamos 8.600 pessoas!”

O pastor, cuja história pessoal foi retratada no filme “Jesus Revolution” de 2023, fez comparações entre o atual movimento e o avivamento histórico dos anos 1960 e 1970, conhecido como Jesus Movement, quando milhares de jovens foram batizados na mesma praia durante o auge do movimento hippie.

“Mesmo durante os dias da Jesus Revolution nunca vimos nada parecido com isso”, afirmou Laurie. “Deus está trabalhando, e acredito que esses são o que eu chamaria de ‘sinais de avivamento’”.

Contexto

O Jesus Movement foi um avivamento cristão que ganhou força no final da década de 1960, particularly na costa da Califórnia, caracterizado pela conversão em massa de jovens e batismos coletivos em praias.

Laurie relatou ter testemunhado um aumento significativo no que denominou “sede por Deus” na região. Somente nos últimos dois anos, sua igreja registrou aproximadamente 10.000 batismos.

Em julho de 2024, a Cruzada da Colheita anual, organizada pela mesma igreja, atraiu multidões para o Angel Stadium em Anaheim, onde 6.500 pessoas realizaram decisões de fé segundo dados do evento. O movimento também se manifesta em cultos regulares – em fevereiro deste ano, mais de 300 pessoas responderam a apelos altar durante um culto em Riverside.

“Deus está se movendo! As pessoas estão procurando. Elas estão famintas pela verdade. Elas só precisam de alguém como você para iniciar a conversa, para apontá-las para Jesus”, declarou o líder religioso.

Cientista: ‘Não há nada na biologia que conflite com o cristianismo’

O cientista Sy Garte, bioquímico com longa trajetória acadêmica em instituições como a Universidade de Nova York, a Universidade Rutgers e a Universidade de Pittsburgh, defende que as descobertas mais recentes na biologia fortalecem a fé cristã.

Seu novo livro, Beyond Evolution: How New Discoveries in the Science of Life Point to God (“Além da Evolução: Como Novas Descobertas na Ciência da Vida Apontam para Deus”), foi lançado em 19 de agosto de 2025 pela editora Tyndale House.

Carreira e fé

Além de sua atuação como diretor de divisão do Centro de Revisão Científica dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, Sy Garte também foi vice-presidente interino de pesquisa na Universidade de Serviços Uniformizados de Ciências da Saúde. Atualmente, é coeditor da revista God & Nature, publicação da American Scientific Affiliation, e se identifica como cristão devoto.

Em entrevistas anteriores, afirmou que sua intenção com o livro é responder à inquietação de cristãos diante do argumento ateísta de que a teoria da evolução contradiria o relato bíblico da criação. “Muitos livros foram escritos sobre a interação entre fé cristã e ciência, enfatizando a compatibilidade ou harmonia entre as duas”, declarou.

Conteúdo da obra

A obra sustenta que a ciência biológica não apenas é compatível com a fé cristã, mas também aponta para a ação criativa de Deus. Garte apresenta explicações acessíveis sobre pesquisas recentes em biologia molecular e genética, áreas nas quais trabalhou por décadas. Segundo ele, esse conhecimento pode ajudar a superar a visão reducionista do naturalismo materialista, que, em sua avaliação, limita o avanço científico.

“Essas descobertas destacam a validade de ideias anteriormente proibidas, como cognição, caos, fractais, teleologia e agência em toda a vida”, disse o autor. Ele argumenta que a incorporação dessas noções ao corpo da teoria biológica pode oferecer novas perspectivas sobre a origem da vida, a singularidade da humanidade e a natureza da consciência.

Debate sobre evolução

Garte não rejeita a evolução, mas considera que o paradigma neodarwiniano clássico já não responde aos desafios atuais. “Argumentos entre cristãos sobre a verdade da evolução biológica têm pouco valor e servem apenas para semear divisão dentro da Igreja”, afirmou. Para ele, a teoria evolutiva moderna, em transformação, é compatível com uma cosmovisão bíblica e pode servir como base apologética para a defesa de um Deus Criador.

Escrevendo em seu perfil no Substack, Garte reiterou que a evolução não deve ser vista como oposta à fé. “Na realidade, a teoria da evolução não é ateísta nem antibíblica — ela é totalmente consistente com a existência e onipotência de um criador divino”, escreveu.

O autor pretende alcançar tanto cristãos que buscam compreender a relação entre ciência e fé quanto leitores interessados na biologia e no debate sobre a origem da vida. “Os leitores entenderão que não há nada na ciência biológica que entre em conflito com o cristianismo, mas, ao contrário, o que sabemos sobre a vida apoia totalmente a fé biblicamente sólida em Deus”, declarou, segundo o Christian Daily.