Tiago Leifert expõe cristofobia de jornalistas do Uol: ‘Fanáticos’

Após críticas de José Trajano e Juca Kfouri, Tiago Leifert responde acusando viés político e ideológico e relembra críticas feitas a Virginia Fonseca e Felipe Melo. pic.twitter.com/R84H4JQSw8

— Pérolas da Imprensa Esportiva (@esporteperolas) May 25, 2026

O jornalista e narrador Tiago Leifert comentou, em live no seu canal no YouTube, que há preconceito por parte de jornalistas esportivos que atuam no Uol contra evangélicos e conservadores em geral.

Sem citar nomes diretamente, Leifert afirmou que jornalistas esportivos que atuam no Uol fazem reiteradas críticas ao ex-jogador Felipe Melo motivados por preconceito religioso e aversão à divergência de ideias políticas:

“O amigo dele […] quando o Felipe Melo foi contratado pelo Sportv, falou ‘nossa profissão está sendo invadida por ex-jogadores’. Meu Deus! Tem um ex-jogador sentado do lado dele, amigo dele, tomam cerveja juntos. Tem um ex-jogador do lado e ele não fala absolutamente nada”, introduziu Leifert.

“A Globo tem Alex, Caio Ribeiro, Roger… tem uma porrada de ex-jogador comentando e trabalhando. Cada hora um novo é contratado. Mas ele implicou só com o Felipe Melo. Por quê foi só com o Felipe Melo? Por quê só o Felipe Melo está ameaçando a profissão? Eu falo para vocês. Porque ele é evangélico e é de direita”, enfatizou.

Para Tiago Leifert, tais jornalistas se comportam como militantes político-ideológicos: “Esses caras são tão fanáticos que não conseguem conviver com uma pessoa como o Felipe Melo, que pensa diferente deles, que tem uma religião diferente da deles, que vota num candidato diferente do deles. Só isso. Eu consigo conviver”.

“Chega ao cúmulo que, esses caras aí, quando foram fazer o programa deles no Uol, que chamava ‘alguma coisa vermelho’, sei lá o quê, no teaser do programa deles os caras falavam de mim. Usava meu nome no teaser do Uol. O que eu tenho com isso, cara? Por quê toda oportunidade que eles têm, eles vêm atacar meu trabalho? Todas as vezes”, afirmou Leifert, deixando pistas sobre a identidade dos jornalistas.

O portal Uol exibe um programa chamado Cartão Vermelho, que reúne os jornalistas José Trajano – conhecido por sua militância pelo PT – e Juca Kfouri. Este último se envolveu em polêmicas com Kaká no passado, jogador evangélico eleito Melhor do Mundo em 2007, por conta de suas comemorações que faziam alusão à fé cristã.

Mulheres abusadas por pastor processam Assembleia de Deus

Seis mulheres entraram com uma ação judicial contra a Assembleia de Deus nos EUA e contra uma igreja do Arkansas, acusando líderes da denominação de ignorarem denúncias envolvendo o ex-pastor infantil Anthony “Tony” Waller.

O processo foi protocolado em 20 de maio no Tribunal do Condado de Craighead e afirma que o líder religioso abusou sexualmente de meninas e gravou crianças secretamente durante aproximadamente 15 anos.

A ação cita a Refuge Church, anteriormente conhecida como Primeira Assembleia de Deus de Jonesboro, além de líderes regionais e nacionais da denominação. Segundo o processo, famílias e adolescentes relataram preocupações sobre o comportamento de Waller desde os anos 2000, incluindo denúncias sobre câmeras escondidas, toques inadequados e situações em que meninas teriam sido orientadas a se despir durante atividades da igreja.

Uma das autoras da ação, Stephanie Davis, afirmou que ela e outras meninas encontraram uma câmera escondida apontada para um banheiro da igreja por volta de 2004. Segundo o relato, Waller teria pedido que meninas participantes das atividades se despissem para realizar alongamentos. Davis também alegou que recebeu uma bebida que a deixou tonta antes de conseguir entrar em contato com a mãe.

O processo afirma que líderes da igreja removeram a câmera escondida, suspenderam Waller por algumas semanas e depois o reintegraram ao ministério infantil. “Eles não fizeram nada a respeito. Absolutamente nada”, declarou Davis à NBC News.

Novas acusações surgiram nos anos seguintes, incluindo denúncias de gravações secretas de meninas se trocando, além de relatos de aliciamento e abuso sexual dentro da igreja. O caso veio à tona em 2015, após a esposa de Waller encontrar imagens de crianças nuas em seu computador e comunicar as autoridades.

De acordo com registros policiais citados na ação, investigadores localizaram vídeos gravados com câmeras escondidas instaladas em banheiros da igreja e em outros locais. Em 2016, Tony Waller se declarou culpado pelo estupro de duas meninas e foi condenado à prisão perpétua.

O processo foi apresentado após uma investigação da NBC News sobre denúncias de abuso sexual ligadas às Assembleias de Deus. A reportagem mencionou acusações contra cerca de 200 pastores, funcionários e voluntários da denominação ao longo das últimas cinco décadas.

Em nota divulgada no relatório, o Conselho Geral das Assembleias de Deus afirmou que tomou conhecimento das acusações contra Waller apenas em 2015. A denominação informou que o ex-pastor foi denunciado às autoridades e teve suas credenciais ministeriais revogadas, destacando que mantém uma política de “tolerância zero” contra abusos.

A Refuge Church não comentou o caso até o momento. O ex-pastor sênior Mike Glover, citado no processo, negou as acusações de negligência por meio de seu advogado e contestou afirmações de que líderes da igreja teriam sido avisados anteriormente sobre suposta má conduta sexual ou sobre câmeras escondidas.

Outros casos recentes envolvendo líderes religiosos no Arkansas também ganharam repercussão. No início deste ano, o pastor Rod Loy negou acusações apresentadas em uma ação movida por Suzanne Lander, que afirmou ter sofrido abusos sexuais durante duas décadas.

Em outro caso, o Ignite Life Center e o Distrito Multicultural da Flórida das Assembleias de Deus foram processados por suposta falha em proteger crianças durante um acampamento de verão promovido pela igreja.

Marcha para Jesus volta a Londres após 25 anos e reúne milhares

Milhares de cristãos ocuparam as ruas do centro de Londres no último sábado (23) para celebrar o retorno da Marcha para Jesus, evento que não ocorria na capital inglesa desde o ano 2000.

A iniciativa original foi lançada em 1987 pelo líder da Igreja Icthus, Roger Forster, e pelo músico Graham Kendrick, tornando-se um fenômeno global ao longo dos anos seguintes. O percurso começou próximo ao Marble Arch e seguiu até a Trafalgar Square, onde os participantes encerraram o trajeto com um momento coletivo de adoração e oração.

De acordo com os organizadores, o evento aconteceu no fim de semana de Pentecostes e teve caráter exclusivamente espiritual, sem motivações políticas ou vínculos com campanhas específicas.

“Isso não é um protesto, isso não é político, e isso não é uma promoção para uma igreja em particular ou marca cristã. Isto é sobre Jesus”, afirmou Henry George, um dos organizadores e atual sucessor de Forster na liderança da Icthus.

Geração Z e Confiança Crescente

George destacou que a marcha deste ano evidenciou uma igreja londrina “viva, em crescimento e diversificada”, com diferentes faixas etárias, raças e origens culturais. Ele atribuiu o momento oportuno para o reavivamento do movimento a uma maior abertura ao culto público e a uma confiança crescente entre os cristãos mais jovens.

“Há uma verdadeira coragem sobre seguir Jesus nas gerações mais jovens”, disse, mencionando o desejo de conectar quem se lembrava das marchas originais com o “zelo fresco” da Geração Z.

O diretor da Share Jesus International, Andy Frost, também observou sinais de confiança entre os jovens. No início do dia, ele esteve na Trafalgar Square com “muitos Gen Zs” que liam a Bíblia publicamente e compartilhavam sua fé.

“Há uma abertura real em Londres hoje. Esses jovens estão entrando nesses momentos com um senso de confiança de que Deus ainda está no negócio de transformar vidas”, afirmou.

Movimento Global e Visibilidade Cristã

A Marcha para Jesus ganhou força internacional ao longo das décadas, alcançando cidades na Europa, África, Ásia e Américas. No Brasil, tornou-se o maior evento do gênero no mundo, reunindo até 2 milhões de participantes em São Paulo.

George disse que o ressurgimento em Londres foi incentivado por organizadores de cidades como Belfast, Paris e regiões da Colômbia. “Pessoas da Ásia, África, Europa e Américas estão realizando eventos, e queremos nos juntar a essa família global”, afirmou.

Girma Bishaw, diretor da Iniciativa de Gratidão, que participou das marchas originais há décadas, classificou o retorno do evento a Londres como significativo. “Estou encantado que Deus esteja ressuscitando esse desejo e visão”, disse, expressando a esperança de que a iniciativa estimule ações semelhantes em outras cidades e encoraje os cristãos a ocuparem maior visibilidade na vida pública.

“A igreja se torna visível. Não somos apenas pessoas fazendo o que fazemos em nossos prédios, mas nos preocupamos com nossa nação, nossa cidade e as pessoas lá fora”, acrescentou.

O evento não teve caráter de protesto ou campanha, segundo os organizadores, e contou com música de louvor, orações e testemunhos. A Marcha para Jesus em Belfast, na Irlanda do Norte, também foi realizada no último fim de semana.

‘A Ressurreição de Cristo’: distribuidora confirma datas lançamento

A Lionsgate anunciou as datas de lançamento e divulgou as primeiras imagens de A Ressurreição de Cristo, continuação do filme dirigido por Mel Gibson. O estúdio confirmou que a produção será lançada em duas partes a partir de 2027.

Segundo comunicado, as filmagens principais foram concluídas antes do prazo previsto após 134 dias de gravações em cidades italianas como Roma, Matera, Bari, Ginosa, Craco e Brindisi.

A primeira parte do longa chegará aos cinemas em 6 de maio de 2027, data que coincide com o Dia da Ascensão no calendário cristão. Já a segunda parte está prevista para 25 de maio de 2028, durante o fim de semana do Memorial Day nos Estados Unidos e também próximo à celebração da Ascensão.

Anteriormente, a Lionsgate havia anunciado que os lançamentos ocorreriam em março e maio de 2027, mas o cronograma foi alterado após o avanço das gravações.

O elenco do novo filme inclui Jaakko Ohtonen no papel de Jesus, substituindo Jim Caviezel. Também participam da produção Mariela Garriga, Pier Luigi Pasino, Kasia Smutniak, Riccardo Scamarcio e Rupert Everett.

Adam Fogelson, presidente do Lionsgate Motion Picture Group, afirmou que Mel Gibson conduziu uma produção de grande escala e destacou o impacto visual do projeto. “Cada imagem que vimos do set parece uma obra-prima que ganhou vida”, declarou.

Mel Gibson descreveu o longa como um projeto que ocupou grande parte de sua trajetória criativa nas últimas duas décadas: “Este filme representa uma parte importante do meu trabalho de vida e exigiu tudo de mim como cineasta e como artista”, afirmou o diretor.

O cineasta também declarou que considera a produção uma missão pessoal ligada à narrativa da ressurreição de Cristo. Segundo Gibson, o reencontro com integrantes da equipe de A Paixão de Cristo ajudou a concretizar a nova obra da maneira como ele imaginava.

Lançado em 2004, A Paixão de Cristo arrecadou mais de US$ 610 milhões em bilheteria mundial com um orçamento estimado em US$ 30 milhões. O filme permanece entre as produções para maiores de 18 anos de maior arrecadação da história do cinema.

Gibson, que escreveu o roteiro da sequência ao lado de Randall Wallace, afirmou anteriormente que o novo filme abordará temas teológicos mais amplos, incluindo Inferno, Sheol, queda dos anjos e a origem de Satanás. O diretor chegou a descrever o roteiro como “uma viagem de ácido”, indicando que a produção não seguirá apenas uma narrativa linear dos Evangelhos.

De acordo com o The Christian Post, Gibson afirmou que histórias sobre redenção e a necessidade de um Salvador sempre despertaram seu interesse. O diretor também incentivou jovens a permanecerem fiéis às próprias convicções mesmo em cenários de forte polarização social.

“A vida é difícil. Mas todos nós estamos seguindo em frente. Todos nós temos uma pedra no sapato que estamos arrastando”, declarou Gibson.

Autoridade dos EUA participa de culto evangélico em Cuba

Este Domingo asistimos al servicio de Pentecostés en la iglesia bautista “El Calvario” en La Habana. La iglesia fue fundada por pastores de los Estados Unidos hace 124 años. #libertaddereligión #Freedom250 #ConCubanosdeaPie

🇺🇸🤝🇨🇺 pic.twitter.com/jBDEeLd5ma

— Embajada de los Estados Unidos en Cuba (@USEmbCuba) May 24, 2026

O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos em Cuba, Mike Hammer, participou do Culto de Pentecostes na histórica Igreja Batista “El Calvario”, em Havana, capital de Cuba. O evento foi registrado em vídeo publicado pela representação diplomática.

Hammer, que ocupa o cargo desde 2024, destacou a importância da liberdade religiosa em um país marcado pela repressão comunista, e relembrou os laços históricos da congregação com missionários norte-americanos, responsáveis por sua fundação há 124 anos.

A presença do diplomata em um culto evangélico ocorre em meio a um cenário de tensões entre EUA e Cuba. Embora as relações tenham registrado uma retomada parcial do diálogo nos últimos anos, questões como direitos humanos, liberdade religiosa, sanções econômicas e repressão política continuam a gerar atritos.

Recentemente, os EUA elevaram as críticas ao anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, aprofundando o clima de hostilidade.

Críticas a Cuba e Resposta do Regime

O governo americano frequentemente denuncia Cuba por violações à liberdade religiosa e restrições a líderes cristãos e igrejas independentes. Relatórios recentes do Departamento de Estado, atualmente sob o comando de Marco Rubio — filho de cubanos —, mantêm a ilha em listas de monitoramento sobre o tema.

Por outro lado, autoridades cubanas e representantes ecumênicos rebatem as acusações, afirmando que há espaço para a prática religiosa no país e denunciam o uso político do tema pelos EUA.

Historicamente, a relação entre o regime cubano e as igrejas passou por mudanças desde a Revolução de 1959. Nas décadas seguintes, houve restrições severas, como confisco de propriedades e limitação de atividades públicas.

A partir dos anos 1990, no entanto, ocorreu uma abertura gradual, embora organizações cristãs internacionais ainda relatem pressão estatal sobre líderes evangélicos e monitoramento de atividades religiosas.

Cuba na Lista da Perseguição

De acordo com a organização Portas Abertas, igrejas cubanas frequentemente enfrentam vigilância e dificuldades para obter registro oficial. “Aqueles que se manifestam contra o regime, incluindo líderes de igrejas e ativistas cristãos, correm risco de prisão, campanhas difamatórias, assédio, restrições de movimento, violência física e encarceramento”, afirma a entidade.

Para conter a influência religiosa, as autoridades negariam sistematicamente o registro de novas igrejas, forçando muitas a operar na ilegalidade. Cuba ocupa atualmente a 24ª posição no ranking da Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas.

A participação de Mike Hammer no culto de Pentecostes é interpretada por observadores como um gesto público de apoio à liberdade religiosa na ilha.

A Igreja Batista El Calvario é considerada uma das congregações protestantes históricas de Havana e mantém viva a herança missionária norte-americana iniciada no início do século XX, período em que denominações protestantes dos EUA ampliaram sua presença em Cuba.

Jovem louva a Deus por bolsa integral em universidade dos EUA

Thalles W. de Souza, de 23 anos, natural da comunidade da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi aprovado com bolsa integral na Universidade de Yale (EUA), uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo. O valor da bolsa é estimado em R$ 1 milhão. Ele pretende cursar Ciência Política e Economia.

Em vídeo publicado no Instagram, Thalles aparece ao lado da família aguardando o resultado do processo seletivo. Ao saber da aprovação, todos comemoram emocionados. “Glória a Deus, obrigada, Senhor”, diz a mãe, Mauriceia. “Tu és fiel, Jesus”, completa a irmã, Brendha Hellen.

Hoje residente em Massachusetts, Thalles relembra a infância marcada por violência e pobreza. “Nasci e cresci na Vila Kennedy, um dos lugares mais perigosos do Brasil. Muitos dos meus familiares e amigos perderam suas vidas em tiroteios”, conta.

Sua mãe, Mauriceia, passou parte da infância em situação de rua e tornou-se mãe solteira aos 19 anos. Thalles afirma que, por muito tempo, via-se como mais um “improvável” diante das estatísticas sociais. “Mas Deus tinha a última palavra”, declara.

A mudança para os EUA

A virada na história da família ocorreu em 2016, após Thalles quase ser morto por um tiroteio dentro de sua própria casa enquanto dormia. “Minha mãe decidiu largar tudo e vir para os Estados Unidos. Sem dinheiro, sem garantias, sem saber o que nos esperava. Mas ela tinha uma certeza no coração: Deus havia falado com ela”, relembra.

Antes da aprovação em Yale, Thalles conciliou os estudos com trabalho em redes de fast food e em um hotel, onde atuava no atendimento ao público e na gestão de redes sociais. “Vi minha mãe sacrificar sonhos e carregar um peso enorme para que eu pudesse ter oportunidades”, afirma.

“O lugar de onde você vem não determina onde você pode chegar”

Ao refletir sobre a trajetória, Thalles diz que sua conquista representa uma mensagem de esperança para jovens de comunidades periféricas. “Se tem uma coisa que eu espero que as pessoas levem da minha história, é isso: a favela também nasceu para vencer. O lugar de onde você vem não determina onde você pode chegar”, afirma.

Ele cita Isaías 41:20: “Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso”. E conclui: “A criança que saiu da Vila Kennedy, sem saber falar inglês, carregando medos e incertezas, agora chega a uma das universidades mais prestigiadas do mundo pela graça de Deus. Tudo isso começou com a coragem da minha mãe, que decidiu ouvir a voz do Senhor”.

‘Ao Vivo na Ópera de Arame’: Julia Vitória lança edição especial

O álbum “Ao Vivo na Ópera de Arame”, da cantora Julia Vitória, foi lançado em uma edição especial pela Musile Records com versões estendidas e conteúdos inéditos disponibilizados nas plataformas de streaming.

Entre os materiais exclusivos estão a abertura completa do espetáculo e a faixa bônus Seu Amor Dura Para Sempre. Segundo a gravadora, o projeto foi disponibilizado sem interrupções ou fades entre as músicas para reproduzir a experiência contínua do evento realizado na Ópera de Arame, em Curitiba (PR).

Julia Vitória afirmou que o álbum representa a realização de uma promessa em sua trajetória ministerial e artística. “Esse trabalho é o cumprimento das promessas de Deus sobre a minha vida, um sonho realizado. Até hoje, quando eu fecho os meus olhos eu consigo reviver aquele dia sobrenatural, em que nos unimos em uma só voz adorando ao Senhor”, declarou a cantora.

A artista também informou que o DVD completo do projeto deverá ser disponibilizado futuramente no YouTube em formato contínuo.

A canção Seu Amor Dura Para Sempre, incluída como faixa especial no lançamento, foi inspirada no Salmo 136. Julia Vitória afirmou que escreveu a música durante um período em que percebeu de maneira mais intensa o cuidado de Deus em sua vida.

“Quando escrevi essa letra, eu estava vivendo um momento em que pude perceber nitidamente o cuidado e o amor de Deus por mim, de uma maneira que eu nunca tinha visto. E não saía da minha cabeça esse refrão: ‘Provei e vi que Tu és bom, provei e vi do Teu amor’”, relatou.

O projeto também reúne participações de outros artistas da música gospel, entre eles Nívea Soares, na canção Canção dos Redimidos, Eli Soares, em Segurança / Canta Minh’alma, e Marcelo Markes, em Vamos Cantar.

O repertório inclui ainda músicas como Maravilhosa Graça, Restaura o Teu Altar, Princípio e Fim e Jesus, Meu Amigo, Meu Salvador, além dos medleys João Viu / Além do Rio Azul e Amor Infinito / A Mensagem da Cruz.

Pastor policial prega a criminosos durante operação contra o tráfico

Uma abordagem inusitada realizada por um policial militar do Espírito Santo ganhou repercussão nas redes sociais após ser registrada em vídeo durante uma operação policial. O cabo da Polícia Militar do Espírito Santo, Diego Cassotto, que também atua como pastor, utilizou um rádio comunicador apreendido para falar com integrantes de uma organização criminosa.

Na gravação, Diego Cassotto pergunta se havia alguém na frequência do rádio. Do outro lado, um homem responde acreditando que conversava com outro integrante do grupo criminoso.

“E aí, tem alguém copiando aí?”, perguntou o policial. Na sequência, o homem respondeu: “Os cara tão dando [ininteligível], ladrão. Vamo deixar a visão limpa aê [sic]”.

Após o contato inicial, o policial decidiu transmitir uma mensagem de fé ao interlocutor e falou sobre a possibilidade de abandonar a criminalidade.

“Aí frente, aí visãozada [sic], aqui é o pastor. Jesus Cristo tem uma vida nova para vocês. Vocês não nasceram para isso aqui não. Isso aqui é uma vida de destruição e de morte. Ainda dá tempo, hein? Jesus tá voltando”, declarou Diego Cassotto.

Ao ouvir a mensagem, o homem respondeu: “Eita Glória. Copiou”.

O vídeo foi publicado pelo policial nas redes sociais acompanhado de uma passagem bíblica de 2 Timóteo 4:2-3. Na legenda, Diego Cassotto incentivou cristãos a estarem preparados para pregar em qualquer circunstância.

“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo; corrija, repreenda, encoraje com toda a paciência e ensino. Pois chegará o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, segundo os seus próprios desejos, juntarão para si mesmos mestres que lhes digam o que os seus ouvidos, coçando, desejam ouvir”, escreveu.

A gravação, registrada no dia 13 de maio, ultrapassou quatro milhões de visualizações nas redes sociais. Em outras publicações recentes, Diego Cassotto aparece ao lado do senador Flávio Bolsonaro, a quem se refere como amigo, e também do senador Magno Malta.

Juiz condena pai que apontou doutrinação religiosa em escola

O juiz Marcelo Trevisan Tambosi, da Vara Criminal de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, condenou um homem acusado de discriminar uma professora durante uma discussão sobre uma suposta “atividade pedagógica”, classificada pelo pai da aluna como “doutrinação religiosa” relacionada à cultura afro-brasileira em uma escola estadual. A decisão foi divulgada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC).

De acordo com a sentença, o pai da aluna foi até a unidade de ensino após saber que a filha havia participado de uma aula sobre religiões de matriz africana. Ao encontrar a educadora, ele passou a afirmar que ela promovia “doutrinação religiosa”.

O Ministério Público denunciou o homem, sustentando que suas manifestações ultrapassaram uma simples divergência pedagógica e configuraram tentativa de inferiorizar manifestações culturais e religiosas específicas.

Durante o interrogatório, o pai negou ter discriminado ou ofendido a professora. Ele argumentou que foi à escola preocupado com a filha, que possui uma deficiência em uma das mãos, e que pretendia discutir alternativas para atividades que teriam causado desconforto físico à menina.

Ele afirmou ainda que, “caso alguma de suas falas tenha sido mal interpretada”, pediria desculpas às envolvidas, pois não teve intenção de ofender.

O juiz, no entanto, considerou que os relatos da vítima e das testemunhas foram coerentes ao apontar que o comportamento do acusado mudou quando a professora entrou na sala, assumindo suposto conteúdo discriminatório relacionado às religiões de matriz afro-brasileira e à identidade racial da docente.

As testemunhas também afirmaram que o conteúdo fazia parte do planejamento escolar e tinha finalidade pedagógica, sem caráter religioso ou tentativa de conversão dos alunos.

A condenação ocorreu com base no artigo 20 da Lei 7.716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. A pena fixada foi de um ano de reclusão, em regime inicial aberto, substituída por restrição de direitos e pagamento de multa. Com: Exibir Gospel.

Leão XIV pede perdão pelo papel da Igreja Católica na escravidão

O papa Leão XIV pediu desculpas publicamente, nesta segunda-feira, 25 de maio, pelo envolvimento histórico da Igreja Católica com a escravidão. O pontífice reconheceu que a instituição demorou séculos para condenar plenamente a prática e admitiu que autoridades eclesiásticas contribuíram, em determinados períodos, para sua legitimação.

Durante o pronunciamento, Leão XIV afirmou que a Igreja levou muito tempo para compreender que a escravidão era incompatível com a dignidade humana. O papa classificou esse legado como uma “ferida na memória cristã”.

“Por isso, em nome da Igreja, eu sinceramente peço perdão”, declarou o pontífice ao mencionar o sofrimento causado às pessoas escravizadas ao longo da história.

Leão XIV também reconheceu que integrantes da Igreja colaboraram com governantes para regulamentar práticas de subjugação, incluindo a escravização de não cristãos. O papa mencionou ainda que instituições ligadas à Igreja mantiveram escravos durante a Idade Média.

Segundo o pronunciamento, a condenação formal, universal e definitiva da escravidão pela Igreja Católica ocorreu apenas no século 19, durante o pontificado do papa Leão XIII. O atual líder da Igreja descreveu os séculos anteriores como um período marcado por inconsistências no ensino e na prática institucional sobre o tema.

A declaração foi considerada uma das manifestações mais diretas já feitas por um pontífice sobre a responsabilidade institucional da Igreja Católica na escravidão. Em ocasiões anteriores, pronunciamentos papais concentraram-se principalmente nas ações de indivíduos ou nações cristãs, sem atribuir responsabilidade direta ao Vaticano.

Em 1985, o papa João Paulo II pediu perdão aos africanos pelo sofrimento causado por “homens pertencentes a nações cristãs” durante o tráfico de escravos. Mais recentemente, o papa Francisco condenou a escravidão moderna e rejeitou documentos papais do século 15 utilizados historicamente para justificar práticas coloniais e a escravização, embora sem abordar diretamente a responsabilidade da Santa Sé.

O pedido de desculpas de Leão XIV foi incluído em sua primeira encíclica, intitulada Magnifica Humanitas. O documento trata de desafios éticos relacionados à inteligência artificial e alerta para novas formas de exploração humana na economia global.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, após a eleição de Leão XIV, pesquisas genealógicas apontaram que o primeiro papa nascido nos Estados Unidos possui ascendência diversa, incluindo pessoas escravizadas e também indivíduos ligados ao uso de mão de obra escravizada.