Radicais muçulmanos mataram mais de 22 mil pessoas na África

Grupos militantes islâmicos ampliaram sua atuação na África e mais que dobraram o número de mortes relacionadas a atividades violentas em áreas específicas do continente, segundo estudo do Centro Africano de Estudos Estratégicos (ACSS).

No período de 12 meses encerrado em 30 de junho, 10 grupos militantes islâmicos foram responsáveis por 22.307 mortes, a maioria de cristãos na África Ocidental, Oriental e Central. O levantamento aponta um aumento de 60% em comparação com os anos de 2020 a 2022, indicando intensificação dos métodos violentos adotados desde 2023.

De acordo com o estudo, “quase metade das mortes (10.685) no ano passado ocorreram no Sahel”, região que abrange 10 países, incluindo Mali, Chade, Nigéria, Burkina Faso e Camarões. Juntamente com a Bacia do Lago Chade e a Somália, o Sahel concentrou 99% das mortes atribuídas a militantes islâmicos na África no último ano. O levantamento estima que 950.000 quilômetros quadrados de territórios povoados — área equivalente à da Tanzânia — estejam fora do controle governamental devido às insurgências.

Nos últimos 10 anos, os grupos militantes islâmicos foram responsáveis por mais de 150 mil mortes. Entre eles, destacam-se o Al Shabaab, na Somália, e as facções ligadas ao Jama’at Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), no Sahel, cada qual com mais de 49 mil mortes registradas em suas regiões nesse período. A Bacia do Lago Chade registrou aproximadamente 39.000 mortes.

A instabilidade política no Sahel tem contribuído para o aumento da violência. A média anual foi de 10.500 mortes nos últimos três anos, em comparação a 4.900 no triênio anterior, representando aumento de sete vezes desde 2019. O relatório, publicado em 28 de julho, afirma que “o ritmo e a escala da violência no Sahel são provavelmente ainda maiores do que os relatados” devido à restrição de acesso da imprensa por juntas militares no Mali, Burkina Faso e Níger.

O JNIM, com estimativa de até 7.000 combatentes, é responsável por mais de 80% das mortes no Sahel, atuando principalmente no norte, centro e sul do Mali e no sul de Burkina Faso, onde controla mais da metade do território. O grupo tem intensificado o uso de redes sociais, drones e inteligência artificial para recrutamento, propaganda e combate às forças militares na Nigéria, Mali e Burkina Faso.

No Mali, divulgou vídeos de supostos abusos de forças de segurança contra a comunidade Fulani, buscando se apresentar como “defensora das populações marginalizadas”. O estudo associa 17.700 mortes de civis às forças governamentais e aliados.

O Al Shabaab registrou 6.224 mortes entre 2024 e 2025. Segundo o levantamento, a arrecadação anual do grupo, estimada em US$ 200 milhões por meio de extorsão, pedágios e pirataria, se aproxima da receita interna da Somália e sustenta um contingente de 7.000 a 12.000 combatentes. A expansão do Estado Islâmico na Somália (EIS) é apontada pela ONU como ponto de preocupação, sendo classificado como sede administrativa e financeira do ISIS global.

O estudo foi divulgado em meio a um ataque contra cristãos em Komanda, no leste da República Democrática do Congo, atribuído às Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligadas ao ISIS/ISIL.

De acordo com o The Christian Post, o grupo reivindicou a morte de 43 pessoas durante uma missa noturna, além do incêndio de lojas e residências. Também assumiu a autoria de outro ataque no início de julho, que deixou 66 mortos na província de Ituri, próxima à fronteira com Uganda.

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Movimento lança guia de oração para a COP30 em Belém

Movimentos cristãos internacionais divulgaram um guia de oração voltado especificamente para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), programada para novembro em Belém do Pará.

A proposta prevê uma jornada de dez semanas de intercessão, com temas que incluem decisões políticas, ética no uso de recursos naturais e responsabilidade ambiental. O material parte da premissa de que ações humanas contribuem para as mudanças climáticas e propõe a oração como ferramenta preventiva contra desastres ambientais.

O documento foi elaborado por organizações como Tear Fund, Renovar Nosso Mundo e 24/7 Prayer, que defendem a integração entre fé e ciência. Segundo os autores, o conhecimento científico deve ser valorizado pelos cristãos, e há uma responsabilidade coletiva diante da crise ambiental. Além das orações, o guia sugere atividades simbólicas, como escrever pedidos em lenços de papel, representando a fragilidade das decisões em prol do planeta.

Dúvidas

O pastor Sérgio Junger, presidente da Associação dos Capelães do Estado do Espírito Santo, reconhece a importância da oração, mas expressa uma visão distinta sobre o formato proposto. Para ele, a prática deve ser constante e individual, não vinculada a eventos de grande porte ou agendas internacionais. “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”, citou, referindo-se a Tiago 1:27.

A sede da COP30 em Belém também carrega um significado histórico para o segmento evangélico. A cidade foi palco da fundação da Assembleia de Deus no Brasil, hoje o maior grupo evangélico do país. O evento reunirá líderes mundiais para discutir medidas contra o aquecimento global, mas a adesão das igrejas ao guia ainda é incerta, em razão da resistência de parte dos fiéis a instituições como a ONU e a OMS.

Para Junger, iniciativas desse tipo geram visibilidade, mas podem não produzir efeitos concretos. Ele afirma não encontrar respaldo bíblico para um cenário otimista em relação ao futuro do mundo e defende que a oração esteja voltada às necessidades imediatas das comunidades. “O papel da igreja é orar pelas pessoas próximas e pelas situações concretas que afetam o dia a dia”, disse.

Os organizadores do guia, por outro lado, acreditam na força da oração coletiva como estímulo à ação consciente. O objetivo é que, ao interceder por líderes e comunidades vulneráveis, os cristãos também adotem mudanças em seus hábitos, contribuindo para a preservação ambiental.

O lançamento ocorre no contexto de debates sobre um projeto de lei que flexibiliza regras ambientais no Brasil. Para os entusiastas da campanha, a possível aprovação da medida reforça a urgência de uma resposta.

Para o pastor capixaba, a prioridade continua sendo a oração constante e pessoal, independentemente de eventos globais. “Cada servo deve orar por tudo, em todo tempo, com sinceridade e compromisso”, concluiu, de acordo com informações da revista Comunhão.

José Dumont, condenado por pedofilia, voltará ao ar na TV Globo

O ator José Dumont, de 75 anos, condenado por pedofilia, voltará a aparecer na programação da TV Globo. A emissora anunciou que a novela Terra Nostra, exibida originalmente em 1999 e da qual Dumont fez parte do elenco, será reprisada a partir de 1º de setembro, substituindo História de Amor.

Dumont foi preso em flagrante em setembro de 2022, acusado de armazenar material de pornografia infantil. Em outubro do mesmo ano, foi liberado com uso de tornozeleira eletrônica. Em julho de 2023, recebeu condenação de 1 ano de reclusão e multa. Por ter mais de 70 anos, a pena foi reduzida e ele pôde recorrer em liberdade. O recurso está em andamento, aguardando novo julgamento.

O inquérito teve início após câmeras registrarem Dumont beijando um menino de 12 anos. Em depoimento, o ator afirmou que o material encontrado em sua casa seria utilizado como preparação para um papel. Em 2024, reportagem noticiou que o artista levava rotina normal em Copacabana, Zona Sul do Rio, sendo visto caminhando na orla e frequentando padarias locais.

Com mais de 40 filmes e dezenas de novelas no currículo, Dumont atuou em produções nas emissoras Manchete (extinta), RecordTV e Globo. No momento da prisão, estava escalado para a novela Todas as Flores, no Globoplay, mas foi retirado do elenco.

Na época, a Globo divulgou nota oficial: “O ator José Dumont estava contratado como obra certa especificamente para a novela Todas as Flores, a ser exibida no Globoplay. Diante dos fatos noticiados, a Globo tomou a decisão de retirá-lo da novela. A suspeição de pedofilia é grave. Nenhum comportamento abusivo e criminoso é tolerado pela empresa, ainda que ocorra na vida pessoal dos contratados e de terceiros que com ela tenham qualquer relação”.

Lula cansa de tentar conquistar evangélicos e desiste, diz jornal

Aliados do governo afirmam nos bastidores que Lula (PT) decidiu encerrar a tentativa de aproximação com o segmento evangélico, estratégia adotada em eventos pelo País. Interlocutores afirmaram que Lula deixou de incluir referências religiosas em discursos, e um deles resumiu a mudança dizendo que “Lula cansou” de buscar esse contato.

No dia 02 de agosto, levantamento do Datafolha apontou que apenas 18% dos evangélicos avaliam o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de forma positiva, ante 30% em outubro de 2024. A rejeição nesse grupo chegou a 55%, o maior índice desde março de 2023. Pesquisa do PoderData indicou cenário semelhante, com 69% de desaprovação e 26% de aprovação, revelando que cerca de sete em cada dez evangélicos estão insatisfeitos com a gestão federal.

Apesar da decisão, o PT mantém ações voltadas ao público evangélico, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. Em maio, a Fundação Perseu Abramo – ligada ao PT – promoveu um curso de formação para militantes evangélicos, com o objetivo de prepará-los para o debate político com líderes e fiéis religiosos.

Nos Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump acompanha o cenário político brasileiro e, segundo fontes da Casa Branca, considera a hipótese de derrota de Lula nas eleições de 2026, “talvez até no primeiro turno”.

O Executivo norte-americano tem demonstrado simpatia pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mantém agenda frequente em reuniões no Congresso e no Executivo dos EUA, alinhando-se ao governo Trump em pautas como relações bilaterais, geopolítica e sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes.

Uma pesquisa de intenção de voto divulgada em junho mostrou Lula com 41,6% e Eduardo Bolsonaro com 39,1% em um cenário sem a candidatura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo interlocutores, esse resultado foi interpretado na Casa Branca como sinal de competitividade do parlamentar na corrida presidencial, e o eventual respaldo de Washington poderia fortalecer sua pré-candidatura.

‘Minha graça te basta’ é ‘nhenhenhé’, diz bispo Macedo

O bispo Edir Macedo se tornou o centro de uma polêmica ao demonstrar desprezo por uma das mais célebres afirmações do apóstolo Paulo em 2 Coríntios a respeito da providência e soberania de Deus.

A declaração ocorreu durante um programa em que o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus comentava a morte de um pastor de sua instituição. Ao afirmar que o passamento havia ocorrido por suicídio, o líder neopentecostal declarou que não havia nada a ser feito e que a “fé emotiva” é a razão do episódio trágico:

“Ele se matou. Eu senti muito. O que eu vou fazer? Eu vou ficar chorando a morte da bezerra? Eu não vou ficar chorando a morte da bezerra, não. Eu vou continuar na minha fé. Eu vou continuar passando, indo em frente. Mas, aqueles que vivem uma fé emotiva, aqueles que vivem na fé daquela graça, ‘a minha graça te basta nhenhenhenhé’ [sic], que vivem com a fé sentimental, que são os fracos, são os doentes, são os enfermos crônicos que nós temos espalhados nas igrejas, por todo o mundo”, disse Edir Macedo.

A morte por suicídio evidencia, na ótica de Edir Macedo, que o jovem pastor da Universal que tirou a própria vida aos 35 anos “nunca foi pastor”: “Se ele fosse homem de Deus, ele passaria pelos problemas que passou, ele venceria, porque eu passei por problemas piores do que ele. Eu passei por problemas piores do que ele”.

Após a polêmica, a Igreja Universal publicou uma nota de esclarecimento, relatando que o caso ocorreu na Bolívia e o jovem pastor “não enfrentava quadro de depressão”.

A Universal diz ter investido “tudo o que pôde pela sua total recuperação e, graças aos esforços empregados e à fé, ele foi curado”, diz trecho da nota.

De acordo com relatos da esposa, Lucas estava com alguns voluntários na Igreja quando, sem explicação, “correu em direção à rua, invadiu um local privado e escalou uma antena”, informa a Universal, descrevendo o contexto da morte do pastor. “Membros da Igreja o seguiram e chamaram a polícia. Porém, demonstrando um estado emocional alterado, não conseguiu se manter na antena e caiu”, acrescenta.

Ainda no comunicado, a Universal enfatiza que “são falsos os relatos perversos e insensíveis feitos à família do pastor Lucas que a Igreja Universal na Bolívia teria conhecimento de suposta condição mental inadequada e se omitido em oferecer ajuda”.

Pastor atacado por radicais muçulmanos recebe ameaça da Polícia

A Polícia de Avon e Somerset, no Reino Unido, enfrenta críticas após um incidente ocorrido em 22 de março, no centro de Bristol, envolvendo o pastor cristão Dia Moodley. Segundo relatos do pastor e do grupo de defesa legal ADF International, ele foi ameaçado por um grupo de homens muçulmanos enquanto pregava sobre diferenças entre islamismo e cristianismo, segurando um exemplar do Alcorão.

Moodley afirmou que um homem o ameaçou com um esfaqueamento e outro tentou agredir fisicamente sua esposa. Ele disse ainda que foi imobilizado no chão e que tentaram tomar o livro de suas mãos.

De acordo com a ADF International, quando a polícia chegou, não repreendeu os agressores, e o homem que teria feito as ameaças continuou a agir de forma intimidatória na presença dos agentes. Moodley foi informado por policiais, em duas ocasiões, que poderia ser preso por “crimes de ordem pública”. O caso foi encerrado no local após a intervenção de um inspetor sênior, que afirmou que ele não seria detido.

Em declaração, Moodley afirmou: “Prego em público porque acredito que todas as pessoas, incluindo os muçulmanos, precisam saber que Jesus Cristo é ‘o caminho, a verdade e a vida’. Sempre o faço com respeito, por amor ao próximo. Infelizmente, nesta ocasião, um grupo de homens muçulmanos se opôs à minha pregação e reagiu com violência. É chocante que a polícia tenha dito inicialmente que eu havia violado a paz. Isso mostra mais uma vez que o policiamento de dois níveis, que visa a expressão de cristãos, é uma realidade na Grã-Bretanha moderna”.

O advogado Lorcán Price, representante da ADF, declarou que o episódio evidencia “leis de blasfêmia de fato” aplicadas no país contra manifestações cristãs. Segundo ele: “Todos os que são a favor da liberdade de expressão devem apoiar a revogação da legislação censitária e a introdução de proteções mais fortes para a liberdade de expressão no Reino Unido. Caso contrário, pessoas inocentes como o pastor Moodley serão forçadas a deixar a esfera pública ou enfrentarão criminalização injusta por sua expressão pacífica”.

Em nota oficial, a Polícia de Avon e Somerset informou que agentes atenderam a um chamado por perturbação pública em Broadmead, Bristol, e dispersaram uma multidão. O comunicado afirma que o pregador foi aconselhado a deixar a área como medida preventiva.

Segundo a corporação, a investigação resultou em um interrogatório voluntário de um homem, em julho, e a decisão inicial foi de não prosseguir com ação legal. Moodley foi informado em 22 de julho sobre seu direito de solicitar uma revisão da decisão, o que foi feito no dia seguinte.

De acordo com o The Christian Post, no dia 27 de julho, um Inspetor-Chefe determinou que o caso fosse encaminhado ao Ministério Público para análise de possível acusação. O procedimento segue em andamento.

Filme cristão brasileiro ‘Tempo de Acreditar’ estreia no YouTube

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O filme Tempo de Acreditar terá estreia oficial nesta sexta-feira, 08 de agosto, às 19h, no canal do YouTube da Feliz7Play, plataforma cristã de streaming que oferece conteúdos com mensagens de fé, inspiração e valores familiares. A produção é realizada pela Cine Haven, com direção e roteiro de Fábio Faria, e direção executiva e de fotografia de Rogério Lemos.

A trama apresenta um drama sobre perda, paternidade e superação, acompanhando Lucas (Kainan Ferraz), um pai que enfrenta a morte repentina da esposa, Daniela (Bruna Liçarrassa), enquanto cria sozinho o filho Dylan (Pedrinho Maia). Nesse processo, conta com o apoio da irmã Ema (Giovanna Abbud), que se torna presença fundamental durante o período de luto e reconstrução familiar.

O enredo se desenvolve com a atuação de Júlia (Fernanda Moreira), avó de Dylan e antagonista da história, que busca a guarda do neto utilizando meios considerados questionáveis. A narrativa também é marcada pela chegada de Sofia (Mony), uma veterinária que tenta recomeçar em uma nova cidade, trazendo consigo segredos que serão revelados ao longo do filme.

O canal da Feliz7Play ultrapassa 100 milhões de visualizações no YouTube, reunindo produções voltadas a transmitir mensagens emocionantes e edificantes. Clique AQUI e se inscreva para receber o aviso da estreia do filme.

Novilhas vermelhas desqualificadas para sacrifícios em Jerusalém

O Instituto do Templo, organização dedicada à restauração dos rituais do antigo Templo em Jerusalém, anunciou em 05 de agosto que todas as novilhas vermelhas trazidas do estado norte-americano do Texas foram desqualificadas para o ritual bíblico de purificação.

Segundo o comunicado, inspeções rigorosas constataram a presença de pelos não vermelhos nos animais, o que, de acordo com as exigências haláchicas — conjunto de leis religiosas e práticas derivadas da Torá e da tradição rabínica —, invalida o uso dos mesmos para o ritual.

No anúncio, a entidade declarou: “As três semanas de foco intensificado e adoção de costumes de luto pela destruição dos dois Templos Sagrados em Jerusalém terminaram. Mas nossa recapitulação de todo o trabalho em que o Instituto do Templo está envolvido, com o único objetivo de reconstruir o Templo Sagrado e renovar o serviço Divino, está longe de se esgotar”.

Origem das novilhas

As novilhas foram levadas a Israel em setembro de 2022 por meio da iniciativa Boneh Israel, que reúne esforços de judeus e cristãos. A meta era localizar um animal que atendesse aos critérios bíblicos para a produção das cinzas da novilha vermelha, consideradas essenciais para a purificação ritual de sacerdotes e do Templo.

Apesar da desqualificação, o Instituto informou que continuará a busca por animais adequados, tanto em Israel quanto no exterior, mantendo parcerias com criadores de gado e investindo em pesquisas para assegurar conformidade com a tradição judaica.

Regras para o ritual

De acordo com a tradição, a novilha vermelha deve ser completamente dessa cor, não podendo apresentar mais de dois pelos de outra tonalidade, nunca ter sido usada para trabalho e ter, no mínimo, dois anos e um dia de idade. A queima do animal deve ocorrer no Monte das Oliveiras, em local de onde seja possível avistar a entrada principal do Santuário do Templo, ou onde este se situava.

O rabino Azariah Ariel, membro do Instituto do Templo, tem supervisionado detalhadamente cada etapa desse processo. Recentemente, foi realizada uma queima de prática utilizando uma das novilhas vindas do Texas, considerada inadequada para o ritual.

Repercussões

A chegada das novilhas a Israel provocou reações internacionais. O grupo Hamas citou a presença desses animais como uma das motivações para o ataque de 07 de outubro de 2023, afirmando que “sionistas criminosos” estariam avançando na destruição da mesquita de Al-Aqsa para a construção do Terceiro Templo.

O Instituto do Templo reforçou que vê a busca por uma novilha vermelha válida como parte central da preparação para a restauração dos rituais do Templo, ressaltando seu significado religioso e a continuidade dos esforços mesmo diante de barreiras haláchicas e tensões políticas, de acordo com informações do Israel 365.

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África: Estado Islâmico decapita cristãos e queima casas e igrejas

Organizações de monitoramento e ajuda humanitária relataram, nas últimas semanas, uma escalada de violência contra comunidades cristãs na África Central e Meridional, com destaque para Moçambique e República Democrática do Congo. Segundo o Middle East Media Research Institute (MEMRI), a atuação de facções locais filiadas ao Estado Islâmico inclui decapitações, incêndios e destruição de igrejas e residências.

A Província do Estado Islâmico de Moçambique (ISMP) divulgou 20 fotografias que mostram quatro ataques realizados no distrito de Chiure, província de Cabo Delgado, no norte do país. As imagens retratariam a invasão de vilarejos, o incêndio de uma igreja e de diversas casas, além das execuções de um integrante de milícias locais e de dois civis cristãos. De acordo com a análise do MEMRI, outros corpos de membros dessas milícias também aparecem nas imagens.

O vice-presidente do MEMRI, Alberto Miguel Fernandez, declarou à Fox News: “O que vemos na África hoje é uma espécie de genocídio silencioso ou uma guerra silenciosa, brutal e selvagem que está ocorrendo nas sombras e muitas vezes ignorada pela comunidade internacional”. Ele alertou para o risco de grupos jihadistas conseguirem “tomar não um, não dois, mas vários países na África”.

A Província do Estado Islâmico na África Central (ISCAP) também assumiu a autoria de um ataque, em 27 de julho, à aldeia cristã de Komanda, na província de Ituri, na República Democrática do Congo. Segundo o MEMRI, pelo menos 45 pessoas morreram após militantes abrirem fogo contra uma igreja católica e incendiarem residências, lojas e veículos. Fotografias divulgadas pelo grupo mostraram construções em chamas e corpos de vítimas.

Na província moçambicana de Cabo Delgado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou, em 05 de agosto, que mais de 46 mil pessoas foram deslocadas entre 20 e 28 de julho em razão de ataques insurgentes. Aproximadamente 60% dos deslocados eram crianças. Relatos apontam que, no mesmo período, ao menos nove cristãos foram mortos em ataques separados.

Segundo o MEMRI, em 22 de julho, combatentes do Estado Islâmico de Moçambique capturaram e decapitaram seis cristãos na vila de Natocua, distrito de Ancuabe. Já nos dias 24 e 25 de julho, três cristãos teriam sido mortos no distrito de Chiure, conforme informações do Terrorism Research & Analysis Consortium divulgadas pela instituição Barnabas Aid.

A insurgência no norte de Moçambique já dura mais de oito anos, com acusações de decapitação de civis e sequestro de crianças para trabalho forçado ou uso como soldados. Estimativas da ONU indicam mais de 1 milhão de deslocados, resultado da violência e de crises climáticas recentes.

Fernandez afirmou que, após a derrota do Estado Islâmico no Oriente Médio, facções remanescentes procuram áreas vulneráveis para expandir seu domínio. “O que precisamos ver é que eles sejam completamente derrotados na África”, disse.

Organizações como Médicos Sem Fronteiras iniciaram operações de emergência para atender deslocados no distrito de Chiure. O conflito também impacta projetos econômicos na região: em 2021, a TotalEnergies suspendeu um investimento de US$ 20 bilhões em exploração de gás natural offshore em Cabo Delgado devido à insegurança.

Na República Democrática do Congo, o exército atribuiu o ataque em Komanda à Força Democrática Aliada (ADF), grupo que declarou lealdade ao Estado Islâmico em 2019 e busca criar um califado islâmico em Uganda. As ADF têm histórico de ataques contra civis no leste do Congo e em áreas próximas à fronteira ugandesa.

Igreja constrói casas para jovens que não conseguiram adoção

A Assembleia de Deus Trindade, localizada em Fairmont-Whitehall, Virgínia Ocidental, promoveu um mutirão para construir duas casas destinadas a jovens órfãos que atingiram a maioridade sem conseguir uma família adotiva.

A ação foi realizada em parceria com o ministério New Vision e integra o projeto New Vision Village, criado para oferecer moradia e apoio a rapazes em situação de vulnerabilidade após deixarem o sistema de acolhimento.

O objetivo da iniciativa é garantir não apenas um lar, mas também a convivência diária com adultos que desejam acompanhá-los em sua jornada. Segundo o pastor Wayde Wilson, a igreja já possui histórico de apoio à causa da adoção por meio do ministério The CAUSE, que presta auxílio a famílias adotivas com doações, refeições, cuidados temporários de crianças e presentes.

Com autorização da liderança, o projeto foi incluído nas atividades do fim de semana do Dia dos Pais. As casas foram construídas no estacionamento da igreja e serão transportadas para a comunidade de Chestnut Ridge, onde será formado o vilarejo. O carpinteiro aposentado Tim Glover, responsável pela obra, destacou o empenho dos voluntários. “Vi gente que nem se conhecia trabalhando como um verdadeiro time”, afirmou.

Durante o trabalho, um voluntário sofreu uma parada cardíaca. A enfermeira Melissa Bourgeois e seu filho, em treinamento como socorrista, realizaram os primeiros socorros. O homem foi reanimado com o uso de um desfibrilador e encaminhado consciente ao hospital. “Foi um milagre”, declarou Bourgeois.

De acordo com Ruston Seaman, diretor do projeto, 38% dos jovens que deixam o sistema de adoção na Virgínia Ocidental ficam sem moradia ao completarem 18 anos, e 58% enfrentam problemas com a justiça nos primeiros 18 meses. Metade das casas do vilarejo será ocupada por adultos com experiência de vida, como professores, veteranos e pastores, para formar uma rede de convivência e discipulado, segundo o AG News.

O casal Ken e Jenna Combs, do ministério Rural Compassion e integrantes do conselho do projeto, também apoia a iniciativa. “Esse vilarejo tem o poder de mudar gerações inteiras para o Reino de Deus”, disse Jenna. Para Glover, o sentimento que resume a ação é claro: “Queríamos mostrar para esses jovens que ainda há pessoas que se importam com eles”.