Kivitz rejeita ‘fogo consumidor’; Yago reage: ‘Espírito do anticristo’

O ex-pastor presidente da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), Ed René Kivitz, voltou a gerar controvérsia no meio evangélico após declarações feitas durante o sermão intitulado “O Deus da minha casa”. Em sua pregação, o líder afirmou não acreditar na condenação eterna conforme descrita na Bíblia e rejeitou a imagem de Deus como “fogo consumidor”, mencionada em Deuteronômio 4 e Hebreus 12.

“Eu não creio no Deus que é fogo consumidor. Deus que condena e que manda pro inferno e queima a gente no inferno. Churrasco humano eterno. Não creio nesse Deus”, declarou. Em seguida, Kivitz usou uma analogia para reforçar seu ponto: “O que você pensaria de um pai, no dia dos pais, que pegasse o seu filho, colocasse num forno a lenha, uma criancinha, e dissesse pra ela: você vai ficar aí pra sempre, pecadora”.

O ex-pastor também comparou o relato bíblico da queda em Gênesis com exemplos do cotidiano: “‘Desobedeceu a mamãe, comeu danone, que ela falou que não era pra comer’. Você imagina isso? Não, você não imagina. Você acredita que Deus faz isso. Só trocou o danone pela maçã. ‘Comeu a maçã, vai pro inferno’. ‘O pastor perguntou se você queria aceitar Jesus como salvador. Não aceitou, vou te colocar na fornalha, porque eu sou fogo consumidor’. Não dá”.

Em sua exposição, Kivitz afirmou que há diferentes imagens de Deus nas Escrituras: “Se você quiser continuar crendo nesse Deus, Deus te abençoe. Você vai encontrar versículos na Bíblia que vão falar desse Deus. Mas você vai encontrar versículos na Bíblia que vão falar o contrário”. Para ele, uma compreensão punitiva de Deus leva a distorções religiosas: “Quem crê num Deus cruel, das duas uma. Ou é cruel e se identifica com ele, ou se torna cruel para imitá-lo. […] Não é esse o Deus e Pai de Jesus Cristo. O Deus e Pai de Jesus, ele se assenta à mesa dos pecadores”.

Antecedentes

Anos atrás, em outro sermão na IBAB, Kivitz já havia comentado sobre acusações de universalismo recebidas após uma série de mensagens em Romanos. Na ocasião, afirmou: “O pessoal está falando na internet que eu sou universalista e eu acho que eu dei brecha mesmo quando expliquei Romanos. Tem uns textos lá de Romanos que dá essa deixa. E eu me agarrei nessa deixa porque eu quero mesmo que todo mundo vá para o céu”.

O pastor acrescentou que sua esperança se baseia em textos bíblicos que falam do desejo divino de salvação universal: “A Bíblia Sagrada diz que Deus quer que todos os homens se salvem. Ah, eu também quero! Eu quero que o inferno esteja vazio. Tenho essa esperança. […] Hoje eu não sei se eu sou, mas que eu gostaria de ser, eu gostaria, porque tem uns crentes que eu acho que eles ficam na bronca porque Deus vai salvar os outros”.

Reação

As falas de Kivitz foram refutadas por Yago Martins, pastor da Igreja Batista Maanaim, que citou Hebreus 12.29 para contrapor a interpretação do ex-presidente da IBAB. “O nosso Deus é fogo consumidor. ‘Yago, eu não concordo com a sua interpretação’. Eu não estou interpretando, eu estou lendo. Deus se revela no Antigo Testamento como fogo consumidor. Deus se revela no Novo Testamento como fogo consumidor”, afirmou.

Em seguida, Martins criticou diretamente Kivitz: “Ed René Kivitz está dizendo, abre aspas: ‘Eu não creio no Deus que é fogo consumidor’. Fecha aspas. O que ele está dizendo? Ele está dizendo que não crê na Bíblia. Ed René Kivitz está, mais uma vez, deixando claro que não crê na Bíblia, que a Bíblia, pra ele, é um ferramental, é um instrumental que ele pode escolher o que é que ele gosta e então rejeitar aquilo que ele não gosta”.

O pastor prosseguiu em tom de reprovação: “Toda vez que o Ed René Kivitz sobe num púlpito com a Bíblia aberta, é o espírito do anticristo que fala pelo meio desse homem. […] Não é porque alguém fala em nome de Deus que ele é bíblico”.

Apesar das críticas, Martins reconheceu a capacidade de comunicação do ex-pastor da IBAB: “Ele se expressa muito bem, eu já falei isso várias vezes. É um comunicador inigualável. Eu conheço quase ninguém no Brasil – se tiver alguém no Brasil – que se comunique com a capacidade desse homem. Mas é uma capacidade, se foi dada por Deus, eu não sei, mas que está sendo usada pelo diabo para ensinar aquilo que é demoníaco”, concluiu.

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Xeque islâmico tem visão de Jesus, se converte e é espancado

Wambuzi Maka Uthman, de 39 anos, até então um xeque islâmico do distrito de Mayuge, no leste de Uganda, relata ter tido uma visão de Jesus Cristo durante uma oração na mesquita municipal no dia 1º de agosto.

De acordo com seu depoimento ao Morning Star News, um homem vestido de branco e cercado por anjos o chamou pelo nome e ordenou que pregasse o arrependimento ao seu povo.

Após o ocorrido, o até então xeque islâmico procurou um pastor da Igreja Elim, que o auxiliou a interpretar a experiência como um chamado de Jesus, referido no Alcorão como ‘Issa’. No dia 4 de agosto, ele começou a compartilhar sua nova fé com a esposa, os seis filhos e vizinhos.

A reação da família foi imediata. Considerando-o mentalmente instável, sua esposa e irmãos tentaram levá-lo a um centro médico em Butabika. Ao insistir que não estava louco e detalhar a visão, Uthman foi agredido violentamente por seu irmão mais velho e outros familiares, resultando em ferimentos no rosto e sangramento.

O xeque conseguiu fugir e foi socorrido por um vizinho cristão, que o levou para receber tratamento no hospital da cidade de Mayuge, onde permaneceu por uma semana.

Enquanto estava hospitalizado, sua esposa mudou-se com os seis filhos para a casa de parentes. Estes, posteriormente, demoliram a casa de Uthman, segundo o Christian Daily.

Seu irmão, Said Isabirye Muhammad, justificou a ação ao Morning Star News: “Não podemos continuar com esse infiel que está nos dizendo coisas sobre Jesus como o Filho de Deus, mas nós o conhecemos apenas como um mensageiro de Alá”.

Uthman, agora um cristão convertido, recebeu alta hospitalar em 11 de agosto e atualmente permanece em local não divulgado por motivos de segurança. A Constituição de Uganda garante liberdade religiosa, incluindo o direito de converter-se. Estima-se que os muçulmanos representem até 12% da população do país, com maior concentração nas regiões orientais.

Para os brasileiros, família e fé são os pilares mais importantes

Um estudo inédito, encomendado pela TV Globo e realizado pelo instituto Quaest, traçou um perfil abrangente dos valores da população brasileira. Intitulado “Brasil no Espelho”, o levantamento ouviu aproximadamente 10 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Os resultados indicam que a família e a fé são fundamentais para a autoidentificação do brasileiro. Segundo a pesquisa, 96% dos entrevistados classificam a família como o aspecto mais importante de suas vidas. O mesmo percentual declarou que Deus está no comando de sua vida e que a fé é sua principal fonte de esperança para enfrentar desafios.

Em análise ao Fantástico, Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que os dados confirmam a força de uma visão conservadora na sociedade. “O brasileiro tem uma visão marcada pelo fatalismo religioso, presente em expressões comuns como ‘graças a Deus’ e ‘vai com Deus’”, declarou Nunes, acrescentando que a média nacional é tradicional tanto em valores sociais quanto econômicos.

Suzana Pamplona, diretora de Pesquisa e Conhecimento da Globo, comentou os resultados. “Há muito mais pontos de união do que de separação entre os brasileiros. Família e fé são pilares que definem a identidade nacional”, afirmou.

O estudo também mensurou o sentimento de patriotismo. Cerca de 85% dos entrevistados disseram sentir orgulho do Brasil. Quando questionados sobre defeitos nacionais, os mais citados foram corrupção e preguiça.

Solidariedade, coragem, alegria, criatividade e otimismo foram apontados como qualidades predominantes do caráter nacional. O esforço pessoal também foi destacado como um valor central.

A centralidade da fé na cultura do país já havia sido apontada por outros levantamentos. Uma pesquisa de 2022, realizada pelo IPESPE em parceria com o Observatório Febraban, indicou que 30% da população considerava a fé o traço mais marcante do Brasil.

O estudo “Brasil no Espelho” reforça que, apesar das diversidades regionais, a identidade nacional se ancora em três eixos principais: fé, família e orgulho nacional.

Maria Marçal faz evangelismo de rua: 'Magoado pela igreja?'

Em uma iniciativa voltada ao acolhimento de fiéis, o produtor de conteúdo Thiago Solrac e a cantora Maria Marçal realizaram uma ação pública de evangelismo na última segunda-feira, o que também acabou chamando atenção das redes sociais.

A atividade consistiu na instalação de uma mesa e dois bancos em uma via pública, acompanhados de um cartaz com a inscrição: “Se você foi magoado pela igreja, sente aqui”. O objetivo, conforme relatado pelos organizadores, foi criar um espaço para diálogo e oração.

Thiago Solrac ocupou um dos bancos, utilizando fones de ouvido. Durante a ação, uma mulher aproximou-se e sentou-se à mesa. Solrac então compartilhou os fones, permitindo que ela escutasse a canção “Cura”, interpretada por Maria Marçal.

A gravação captou a reação emocional da participante durante a audição. Outras pessoas também interagiram com a dupla ao longo do evento.

Posteriormente, Maria Marçal integrou-se à ação, participando de momentos de oração e conversa com os presentes que responderam à iniciativa.

Em suas redes sociais, Thiago Solrac declarou: “Você já foi magoado (a) pela igreja? Entenda: Jesus não é o culpado, Ele é a cura”. Maria Marçal acrescentou: “Quando Ele é o nosso foco, tudo ao redor ganha direção e propósito”.

A música “Cura”, trilha sonora central da ação, foi lançada em 25 de julho de 2023 e é a faixa-título do mais recente projeto audiovisual da artista, gravado em setembro de 2024, na Bahia.

Em publicação no Instagram, Maria Marçal referiu-se à canção como uma “verdadeira oração”, relatando: “Como eu sofri calada todo esse tempo. Deus enviou essa canção na hora certa”. Ela ainda complementou: “Essa canção me ajudou em vários momentos da minha vida e creio que, a partir de hoje, irá ministrar à vida de vocês”.

Maria Marçal é uma artista consolidada no segmento gospel. Seus trabalhos anteriores acumulam visualizações na casa dos bilhões em plataformas digitais, tendo rendido prêmios e reconhecimento na indústria musical, incluindo citações pela publicação norte-americana Billboard. Seu primeiro DVD foi gravado aos 15 anos, em 13 de setembro, em Salvador, Bahia.

Batismo público reúne 46 convertidos em plena rua de Nova Iorque

Em 29 de junho de 2025, a Movement Church realizou um culto de batismo incomum na Rua 24, em Midtown Manhattan, utilizando uma piscina improvisada instalada sobre o asfalto. Durante o evento, 46 pessoas foram batizadas publicamente, enquanto fiéis entoavam louvores e participavam de pregações ao ar livre.

A igreja descreveu o ato como cumprimento da “Grande Comissão” – referência ao mandamento bíblico de evangelização – e registrou no Instagram:

“Dezenas proclamaram corajosamente sua fé em Jesus no coração de Nova Iorque. Toda glória a Deus”. Em comentários, uma participante afirmou: “Dar meu ‘sim’ ao Senhor foi a melhor decisão da minha vida”.

Outra frequentadora defendeu a estratégia: “Cristãos devem sair das igrejas e levar a Palavra às ruas. O mundo está perdido porque a Igreja deixou de ir atrás das almas”.

Contexto evangelístico:

A ação integra uma série de iniciativas públicas de grupos cristãos na cidade:

  • Em 2023, centenas ocuparam a Times Square em evento liderado pelo pastor Mike Signorelli (Igreja V1), com relatos de “curas e libertações”;

  • Ministros como Greg Locke e Jenny Weaver participaram de atividades que incluíram orações coletivas e exposição do Evangelho;

  • No Natal de 2023, painéis digitais da praça exibiram cenas do presépio com textos bíblicos.

Jenny Weaver, ex-praticante de ocultismo convertida ao cristianismo, testemunhou em ocasião anterior, relatando o quanto Deus transformou a sua vida. “Deus me tirou das drogas e do vício. Tenho esperança nEle”.

Embora autoridades não tenham registrado intercorrências, o batismo de rua gerou centenas de compartilhamentos nas redes, servindo também para atingir a vida de pessoas carentes de Deus.

O acontecimento seguiu reacendendo debates sobre expressão religiosa no espaço público. A Movement Church mantém atividades semelhantes desde 2021, com aumento progressivo dos participantes.

Justin Bieber agradece a Deus pelo perdão e por guiar os passos

O cantor pop Justin Bieber publicou em 12 de agosto uma mensagem no Instagram agradecendo pelo amor e perdão de Jesus Cristo. Na postagem, ele afirmou que essa fé o ajuda a enfrentar os dias difíceis.

“Grato por um novo dia. Grato a Jesus, ele me encontra todas as manhãs com perdão e amor que eu realmente não mereço”, escreveu o artista. Em seguida, acrescentou: “Sou muito grato por ele me dar esse amor tão livremente, tão graciosamente. Não conseguiria passar o dia sem o amor dele. Ele me encontra no meu momento mais difícil”.

Nos últimos anos, Bieber tem utilizado suas redes sociais para compartilhar reflexões sobre sua fé. Alguns dias antes da publicação mais recente, escreveu: “Orando para afastar a sensação de estar errado”. Já em julho, publicou: “Vamos ter um bom dia, vamos sair, curtir a natureza. Agradeço a Jesus pela paciência comigo esta manhã. Posso ser extremamente egoísta e impaciente, mas Jesus sempre está de braços abertos para mim”.

Apesar de manter esse testemunho público, Bieber também já se envolveu em polêmicas no passado, antes de sua conversão. Em diferentes ocasiões, compartilhou imagens consumindo maconha e fazendo gestos obscenos para a câmera. Atualmente, segundo líderes da igreja próximos ao cantor, ele tem falado de forma consistente sobre a importância de sua fé, inclusive em meio a desafios relacionados à saúde mental.

Em 2021, durante o evento The Freedom Experience, o cantor declarou ao público: “Estou cansado de religião. Estou cansado de divisão. Só quero saber como é amar as pessoas. Quero conhecer Jesus, que vai onde as pessoas destruídas estão”. Na mesma apresentação, emocionado, Bieber acrescentou: “Temos uma esperança, e seu nome é Jesus, e Ele mudou minha vida”.

Na ocasião, o cantor chamou ao palco seu pastor, Judah Smith, a quem se referiu como “um irmão que mudou sua vida”. Entre lágrimas, disse: “Não consigo olhar para você, senão vou chorar”.

O mais recente álbum de Bieber, intitulado SWAG, inclui a canção Forgiveness, de Marvin Winans, uma versão ao vivo da interpretação de Lord, I Lift Your Name on High.

Varejista interrompe venda de pílulas do dia seguinte

A rede de atacado Costco Wholesale confirmou que não comercializará a pílula abortiva mifepristona em nenhuma de suas farmácias nos Estados Unidos. Em declaração divulgada na semana passada, a empresa alegou “falta de demanda” entre seus membros e clientes como principal motivo para a decisão.

“Nossa posição neste momento de não vender mifepristona, que não mudou, é baseada na falta de demanda de nossos membros e outros pacientes, que entendemos que geralmente têm o medicamento dispensado por seus provedores médicos”, informou a Costco, conforme relatado pela Reuters.

Reações de grupos pró-vida

A medida foi celebrada por organizações conservadoras cristãs e grupos pró-vida. Penny Nance, CEO da Concerned Women for America (CWA), declarou que a decisão representa “uma vitória para mulheres e bebês e um grande exemplo para outras empresas” ao mostrar que “valorizam a vida humana”. Segundo ela, a escolha da Costco também teria impactos positivos financeiros.

Mary Szoch, diretora do Centro para a Dignidade Humana do Conselho de Pesquisa Familiar, sediado em Washington, afirmou que a decisão significa que a Costco “não se tornará uma clínica de aborto”. Para ela, isso reforça a confiança de famílias que compram na rede de que estão apoiando valores relacionados à preservação da vida.

Em uma publicação nas redes sociais no domingo (17 de agosto), Lila Rose, fundadora da organização Live Action, afirmou que a Costco é um espaço “onde os consumidores vão para comprar a granel, não para comprar a morte em uma garrafa”. Para Rose, a decisão representa “uma grande vitória para a vida”.

Pressão de grupos organizados

Em agosto de 2024, uma coalizão de organizações conservadoras havia enviado cartas à Costco e a outros grandes varejistas pedindo que não comercializassem a mifepristona. A carta dirigida ao CEO da Costco, Ron Vachris, foi assinada por representantes de investidores que afirmavam gerir mais de US$ 100 bilhões em ativos e deter US$ 56 milhões em ações da companhia. Além disso, uma petição com mais de 7.500 assinaturas, incluindo 6.000 membros da rede, reforçava o pedido.

O documento destacava que a empresa deveria “evitar politizar seus serviços” e manter o foco em “fornecer excelentes produtos de mercearia e varejo para as famílias”.

O analista sênior Arun Sundaram, do Centro de Pesquisa e Análise Financeira, disse à Reuters que a decisão se insere em uma tendência maior de cautela entre grandes empresas após boicotes e reações negativas em casos semelhantes.

A mifepristona, em conjunto com o misoprostol, foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) em 2000 para interrupção da gravidez até a décima semana de gestação. O medicamento atua bloqueando a progesterona, hormônio essencial para a manutenção do revestimento uterino.

Em janeiro de 2025, o comissário da FDA, Marty Makary, prometeu revisar a aprovação do fármaco diante de preocupações relacionadas a possíveis riscos para mulheres grávidas, segundo o portal The Christian Post.

Pastores que deixam o ministério citam esgotamento e conflitos

Cerca de um terço dos pastores que abandonam o ministério cita esgotamento ou conflitos com a igreja como fatores determinantes, segundo um relatório divulgado pela Lifeway Research em 06 de agosto. O levantamento ouviu 730 ex-pastores de quatro denominações protestantes e buscou compreender os motivos que levaram à saída de suas funções.

De acordo com os dados, 18% dos entrevistados mencionaram conflitos na igreja e 16% relataram esgotamento. O principal motivo registrado foi uma “mudança de vocação”, apontada por 40% dos ex-pastores. Outros fatores incluíram problemas familiares (10%), dificuldades financeiras pessoais (10%), doença (6%), incompatibilidade com a igreja (6%), questões denominacionais (4%) e fechamento de congregações devido aos lockdowns da COVID-19 (3%).

Entre os que saíram por conflito, 45% afirmaram ter enfrentado situações significativas de tensão no último ano em que serviram. No total, 87% dos entrevistados disseram ter passado por conflitos em algum momento em sua última congregação, sendo que 56% vivenciaram isso devido a mudanças propostas e 49% relataram ataques pessoais significativos.

O estudo também indicou que 43% dos ex-pastores deixaram o cargo após liderar apenas uma congregação, enquanto outros 43% permaneceram dez anos ou menos no ministério pastoral antes da saída. Mesmo assim, mais da metade (53%) afirmou que ainda atua em algum tipo de serviço ministerial, mas em funções diferentes.

A pesquisa foi realizada entre 06 de maio e 06 de julho, com pastores das Assembleias de Deus, Igreja do Nazareno, Igreja Wesleyana e Convenção Batista do Sul. Em um levantamento semelhante conduzido pela Lifeway em 2021, os principais fatores já se mostravam recorrentes: 32% citaram mudança de chamado, 18% conflitos e 13% esgotamento.

Outro relatório, do Instituto Hartford de Pesquisa Religiosa, publicado no outono de 2023, mostrou que 53% do clero nos Estados Unidos considerou seriamente deixar o ministério desde 2020, em grande parte devido às pressões acumuladas pela pandemia e os lockdowns, de acordo com informações do The Christian Post.

Escócia desiste de processar idosa cristã por ato contra o aborto

🚨BREAKING🚨: Scottish police filmed applying “buffer zone” law to “silent vigil”, despite recent denials from the Scottish government! 👮‍♂️

“Am I committing an offence?”

“Yes, I believe you are conducting a silent vigil”

Vance was right. The law IS being misapplied to prayer!🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 pic.twitter.com/Gsm0x4yspM

— Lois McLatchie Miller (@LoisMcLatch) February 18, 2025

A escocesa Rose Docherty, de 75 anos, foi presa em 19 de fevereiro por segurar um cartaz próximo a uma clínica de aborto localizada ao lado do Hospital Queen Elizabeth II, em Glasgow. A mensagem do cartaz dizia: “Coercion is a crime. Here to talk, only if you want” (“Coerção é crime. Estou aqui para conversar, só se você quiser”).

A ação ocorreu dentro de uma zona de exclusão, espaço em que manifestações relacionadas ao tema do aborto são proibidas por lei. Apesar da prisão, o Procurador Fiscal da Escócia decidiu não prosseguir com a acusação, encerrando o caso sem julgamento.

A medida foi considerada um alívio por grupos pró-vida e entidades defensoras da liberdade de expressão, que classificaram a detenção da idosa como um excesso, de acordo com informações do The Christian Post.

Repercussão internacional

O episódio repercutiu além do Reino Unido e motivou críticas internacionais. O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma nota manifestando preocupação com eventuais violações à liberdade de expressão. “A liberdade de expressão precisa ser protegida. Pedimos aos governos, seja na Escócia ou em todo o mundo, que respeitem a liberdade de expressão para todos”, afirmou o órgão americano.

Poucos dias antes da prisão de Docherty, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, havia destacado as regras rígidas das chamadas buffer zones, que criminalizam atividades pró-vida nos arredores de clínicas de aborto, incluindo orações e ofertas de apoio a gestantes em situação de crise.

Reação da sociedade

A organização Alliance Defending Freedom International (ADF), que prestou assistência jurídica a Docherty, classificou o arquivamento como “uma vitória para a liberdade de expressão na Escócia”. Desde o início, a idosa manteve a posição de que sua presença na zona de exclusão e o teor de sua mensagem estavam em conformidade com a lei.

Ainda assim, após a detenção, ela chegou a receber uma advertência formal em troca de admitir irregularidades e se comprometer a não repetir o ato. Ao comentar a decisão de arquivar o caso, Docherty declarou: “Esta é uma vitória não apenas para mim, mas para todos na Escócia que acreditam que devemos ser livres para manter uma conversa pacífica”.

“Criminalizar a bondade”

As autoridades informaram que o cartaz de Docherty será devolvido pela Polícia da Escócia. Em resposta, ela afirmou: “Eu fiquei com amor e compaixão, pronta para ouvir qualquer um que quisesse falar. Criminalizar a bondade não tem lugar em uma sociedade livre”.

Lorcan Price, assessor jurídico da ADF International, reforçou a crítica às zonas de exclusão: “Ninguém deve temer a prisão por oferecer uma conversa consensual. O caso de Rose é um exemplo gritante de como as leis da ‘zona tampão’ podem ser usadas como arma para silenciar a expressão pacífica. Estamos aliviados que o bom senso tenha prevalecido, mas o fato de Rose ter sido presa e ameaçada de processo mostra a necessidade urgente de proteger as liberdades fundamentais na Escócia”.

Padre que questionou papel dos orixás sobre Preta Gil é acionado

O cantor Gilberto Gil e sua esposa, Flora Gil, notificaram judicialmente o padre Danilo César e a Diocese de Campina Grande (PB), conforme revelado pela colunista Mônica Bergamo no Folha de S.Paulo.

A medida ocorreu após declarações do sacerdote católico durante uma missa realizada em julho. Na ocasião, o líder religioso se referiu ao falecimento de Preta Gil, filha do artista.

O episódio

Em sermão transmitido online e posteriormente removido, o padre questionou: “Cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”.

As imagens viralizaram nas redes sociais antes da exclusão, gerando críticas por associação a religiões de matriz africana. O perfil digital do religioso foi desativado após a repercussão.

A notificação extrajudicial caracteriza as falas como “discriminatórias e preconceituosas”, configurando potencial crime de intolerância religiosa (Lei nº 9.459/1997).

O tema é alvo de polêmicas, pois entra na seara do debate teológico, o que significa ser comum entre seguidores de religiões diferentes. Mas, no caso específico, a reação judicial apresentou outros motivos, como o fato do comentário ter sido feito em um momento de sofrimento da família.

Isto, porque, o documento também aponta desrespeito ao período de luto familiar, considerando que Preta Gil falecera em 20 de julho, aos 50 anos, vítima de complicações de um câncer colorretal durante tratamento nos Estados Unidos.

Reivindicações

O casal solicita:

  1. Abertura de investigação pela Diocese;

  2. Retratação pública do padre durante missa transmitida ao vivo;

  3. Medidas disciplinares canônicas.

    A Diocese tem prazo de dez dias para responder, sob risco de ação cível e criminal.

Preta Gil, além da carreira artística, era conhecida por sua atuação em causas sociais e identidade religiosa vinculada a tradições afro-brasileiras. Casos semelhantes de intolerância religiosa tiveram aumento de 27% em 2024, segundo o Disque 100, com 876 registros envolvendo adeptos de religiões de matriz africana. Com: Exibir Gospel.