Líderes evangélicos assinam manifestos em defesa de Malafaia

Após a divulgação de que o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), foi incluído em inquérito da Polícia Federal que investiga uma possível obstrução de Justiça ligada aos atos de 08 de janeiro de 2023, o caso gerou ampla repercussão no meio evangélico e político.

A informação, noticiada pela imprensa antes de Malafaia ser oficialmente notificado, motivou manifestações de solidariedade de entidades religiosas e da bancada evangélica no Congresso Nacional.

Malafaia classificou sua inclusão no inquérito como tentativa de intimidação e afirmou tratar-se de “perseguição política”. Em vídeos e publicações, declarou: “Esse é um negócio assustador [que foi] me incluir num inquérito que não tenho nada a ver com isso, para tentar me intimidar e me calar”. O pastor disse confiar na “justiça divina e na Constituição”.

Líderes evangélicos interpretaram o caso como ataque à liberdade religiosa e de expressão. Em nota, o Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), formado por 26 pastores, bispos e apóstolos, repudiou a decisão contra “uma das maiores lideranças evangélicas do país”. O documento afirma: “A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito, como garante a nossa Constituição”.

Entre os signatários estão bispo Abner Ferreira (Assembleia de Deus Ministério de Madureira), bispo Robson Rodovalho (Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra), pastor Cláudio Duarte (Ministério Projeto Recomeçar), pastor Samuel Câmara (Assembleia de Deus Belém e CADB) e pastor Silmar Coelho (Igreja Metodista Wesleyana).

Entidades cristãs se manifestam

A Frente Parlamentar Evangélica da Câmara e do Senado também divulgou nota oficial, afirmando acompanhar o caso “com intensa atenção e preocupação”. O texto reforça que a Constituição assegura o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório como pilares do Estado Democrático de Direito.

O movimento Parlatório Brasil, coordenado por Teo Hayashi (Zion Church e Dunamis), afirmou que a investigação contra Malafaia “configura afronta direta à Constituição Federal” e que “criminalizar a palavra é atentar contra a democracia, a cidadania e a fé”.

Apoio de pastores

O pastor Filipe Duque Estrada, conhecido como pastor Lipão, da Igreja Onda Dura, declarou em suas redes: “Vi com muito espanto e preocupação a veiculação da notícia de que o pastor Silas Malafaia foi incluso no inquérito”. Para ele, “essa escalada autoritária de cerceamento de liberdades individuais é extremamente preocupante”.

Na esfera política, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou o que classificou como perseguição a vozes contrárias. “Antes de qualquer genocídio físico, existe um genocídio cultural, ou seja, estão literalmente fazendo tudo aquilo que a gente disse que aconteceria, perseguindo vozes contrárias”.

Críticas à condução do processo

O pastor Edilson de Lira, da Igreja Verbo da Vida em Petrolina (PE), destacou a forma como o caso foi conduzido: “Minha preocupação vai além da pessoa dele: é com a FORMA como certos processos estão sendo conduzidos em nosso país. Mas quando alguém descobre que está sendo investigado pela TV antes de receber notificação oficial, algo muito grave pode estar acontecendo”.

O inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e faz parte das apurações sobre a suposta tentativa de golpe e a ruptura da ordem democrática, envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Malafaia nega qualquer participação e afirmou que sempre se posicionou em defesa da liberdade religiosa. “Agradeço aos pastores, líderes e políticos que saíram em minha defesa dessa vergonha, dessa perseguição”.

Lipão anuncia fundação do Colégio Onda e compartilha sonhos

O pastor Filipe Duque Estrada – também conhecido como Lipão – fundador da igreja Onda Dura, sediada em Joinville (SC), anunciou o início das atividades do Colégio Onda, uma instituição de ensino confessional voltada para a formação de alunos a partir de princípios bíblicos.

O anúncio foi feito com a abertura das matrículas, que marcam o início oficial do projeto. Em sua declaração, o pastor ressaltou o caráter espiritual da iniciativa e afirmou que o colégio não tem objetivos comerciais: “Hoje é um dia histórico para a nossa igreja! O que um dia foi apenas sonho, agora se torna realidade: as matrículas do Colégio Onda estão abertas”.

Ele destacou que a motivação principal da escola é preparar as futuras gerações a partir de uma visão bíblica da educação: “Nossa motivação não é comercial, mas espiritual. Cremos, à luz da Palavra de Deus e da história cristã, que a igreja não só pode, mas deve participar ativamente da educação das futuras gerações”.

Segundo o pastor, o Colégio Onda será fundamentado em valores cristãos, com foco na excelência acadêmica e na formação integral do estudante. “Por isso, nascerá uma escola cristocêntrica, conservadora e academicamente excelente, preparada para forjar não apenas os melhores alunos, mas discípulos que farão diferença no mundo”.

Entre as atividades propostas, o projeto prevê educação bilíngue em período integral, aulas de inglês diárias, formações extras em caráter, ética, família e finanças, além de práticas esportivas e culturais. “Educação bilíngue em período integral; Inglês diário no semi e vespertino; Aulas extras de formação de caráter, ética, família e finanças; Jiu-jitsu; Ballet clássico; Musicalização; Apoio psicossocial; Cooking class; Interação com a natureza… e muitas outras experiências que irão desenvolver corpo, mente e espírito”.

O líder da Onda Dura também relatou que enfrentou resistência durante a preparação do projeto, mas afirmou que pretende expandir a iniciativa para outros locais. “Sim, abrir um colégio é um grande desafio. Onde esperávamos apoio, muitas vezes encontramos incredulidade, zombaria e malícia. Mas a graça de Deus tem sido suficiente. E seguimos sonhando mais alto: que em cada cidade onde a Onda Dura plantar uma igreja, também floresça um Colégio Onda — e quem sabe, no futuro, até uma universidade cristã”.

Atualmente, a igreja Onda Dura possui filiais em 28 cidades no Brasil e no mundo, e a expectativa do pastor Filipe é que cada uma delas também venha a contar com uma unidade educacional nos próximos anos.

Cristão pode passar por rebatismo? Pastores listam casos

O batismo nas águas é compreendido pelas igrejas evangélicas como um ato público e simbólico que representa a fé em Jesus Cristo, a morte para o pecado e o novo nascimento espiritual.

A prática é entendida como uma ordenança de Jesus, registrada em Mateus 28:19-20, e realizada uma única vez para aqueles que professam crer. No entanto, líderes evangélicos admitem que, em algumas situações específicas, o rebatismo pode ser considerado.

Entendimento bíblico

O pastor Celso Godoy, da Igreja Batista Monte Castelo (Ibamoca), em Teixeira de Freitas (BA), explica que a Bíblia apresenta apenas um episódio claro de rebatismo, registrado em Atos 19:1-7. No relato, o apóstolo Paulo encontrou discípulos em Éfeso que haviam recebido apenas o batismo de João, voltado para o arrependimento e preparação para a vinda do Messias. Como desconheciam a obra de Cristo e a presença do Espírito Santo, Paulo os instruiu plenamente sobre o Evangelho e, então, eles foram batizados em nome do Senhor.

Segundo Godoy, esse caso aconteceu porque o primeiro batismo não foi plenamente cristão. “Se a pessoa já foi batizada de maneira bíblica, após professar sua fé, por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não existe base bíblica para um novo batismo, mesmo que hoje pertença a outra denominação”.

Elementos essenciais do batismo

O líder batista resume três requisitos para que o batismo seja considerado válido:

  1. Fé pessoal em Jesus Cristo – a decisão deve ser consciente e fruto de compreensão do Evangelho.
  2. Forma bíblica – realizada por imersão em água, conforme os exemplos do Novo Testamento.
  3. Significado correto – entendido como obediência e testemunho público de fé, e não como meio de salvação.

O rebatismo, conforme explica, só se aplica quando o primeiro ato ocorreu antes da conversão genuína, sem entendimento do Evangelho, em casos como o batismo infantil; quando o rito teve um significado distorcido, ligado a tradição ou exigência social; ou quando não foi feito na fórmula trinitária.

Godoy reforça que repetir o ato sem necessidade esvazia seu sentido: “A restauração do crente não vem por um novo batismo, mas pelo arrependimento sincero e pela confissão a Deus” (1 João 1:9). Ele acrescenta: “O batismo não é um ‘banho espiritual’ que precisa ser repetido quando alguém peca ou se afasta da igreja”.

Outras circunstâncias

O pastor André Carvalho, da Igreja Batista Nova Jerusalém, em Vila Velha (ES), reconhece que há casos em que o rebatismo pode ser legítimo. Ele cita três situações principais: quando o batismo anterior ocorreu sem compreensão plena do Evangelho; quando houve abandono público e deliberado da fé; e quando a primeira experiência foi em uma denominação que não segue princípios bíblicos conforme a interpretação da igreja.

De acordo com Carvalho, a base bíblica para essa prática está em Atos 19:1-7 e também em Romanos 6:3-4, que associa o batismo à morte para o pecado e ao novo nascimento espiritual. “O batismo é um ato de obediência voluntária e um testemunho público de fé. Não salva ninguém, mas confirma a decisão de seguir a Cristo”.

Orientação

Carvalho ressalta que a preparação para o batismo é essencial. “Praticamos o Discipulado para o Batismo, para que a pessoa entenda sua importância e o significado espiritual do ato. Já tivemos casos de irmãos que voltaram para a fé após anos afastados e, depois de orientação e aconselhamento, foram batizados novamente, como uma renovação espiritual”.

O pastor lembra ainda que o batismo, assim como a Ceia do Senhor, é uma ordenança instituída por Jesus. “Marca também a entrada na comunidade de fé cristã, sendo reconhecido como parte do Corpo de Cristo. E também significa um ato de obediência voluntária”, declarou, em entrevista à revista Comunhão.

Cidade aprova uso da Bíblia como recurso pedagógico nas escolas

Em 12 de agosto de 2025, a Câmara de Vereadores de Joinville (SC) aprovou o Projeto de Lei 147/2025, de autoria do vereador Brandel Junior (PL), que autoriza a utilização da Bíblia como material paradidático nas redes pública e privada de ensino.

De forma semelhante a outras cidades do país que também aprovaram esse tipo de medida, a proposta estabelece a aplicação do texto bíblico para “disseminação cultural, histórica, geográfica e arqueológica”, com uso facultativo em disciplinas como história, literatura, ensino religioso, artes e filosofia.

Ou seja, na prática, os alunos não são obrigados a participar das aulas com a Bíblia, ficando a critério de cada um a escolha por esse tipo de conteúdo.

É por isso que o texto enfatiza a adesão voluntária dos estudantes, alinhando-se ao artigo 5º da Constituição Federal sobre liberdade de crença. Em justificativa, Brandel Junior destacou: “A Bíblia compila textos milenares que documentam a formação de nações, costumes antigos e princípios que influenciaram a cultura ocidental”.

Durante a votação, rejeitou-se emenda da vereadora Vanessa da Rosa (PT) que propunha incluir o Alcorão, a Torá e versões ortodoxas da Bíblia. O autor considerou que a mudança “desvirtuaria o projeto”. A matéria segue para sanção do prefeito Adilson Girardi (PSD).

Contexto nacional:

Joinville integra onda de municípios que regulamentaram o tema:

  • Ceará (07/08): Aprovada distribuição de Bíblias em escolas estaduais;

  • Divinópolis/MG (07/08): Autorizado uso paradidático nas redes pública e privada;

  • Manaus (Lei 1.332/2009): Permite conteúdo complementar desde 2009;

  • Rio Branco/AC (2024): Disponibilização em bibliotecas escolares;

  • Belo Horizonte (05/2025): Lei 11.862 promulgada em maio.

Em Porto Alegre (RS), um projeto similar tramita na Câmara Municipal, segundo a Folha Gospel.

Especialistas apontam que a medida reflete disputas sobre laicidade do Estado. Enquanto defensores enfatizam o valor histórico do texto, críticos alertam para riscos de proselitismo. A resolução dependerá de regulamentação que adetalhe critérios objetivos para aplicação do material, evitando interpretações confessionais.

Evento de evangelismo 'Amplify 2025' registra 1.226 conversões

Em agosto desse ano, o festival Amplify 2025 reuniu mais de 45.000 pessoas em Benton, Arkansas, Estados Unidos, onde se consolidou como o maior evento anual gratuito de evangelismo no país. Organizado pela Pulse Evangelism, a iniciativa atraiu participantes de 37 estados e resultou em 1.226 declarações de adesão ao cristianismo, conforme relatório dos organizadores.

A programação principal contou com apresentações de artistas como Maverick City Music, Lecrae e Terrian, além de pregações do evangelista Nick Hall, fundador da organização.

Também houve a formação de lideranças, impactando a vida de 16 jovens do programa Pulse 100 – projeto de treinamento para evangelistas da Geração Z – coadjuvaram as atividades.

Outro destaque da programação incluiu  a capacitação: Paralelamente, 20.000 participantes frequentaram workshops sobre estratégias evangelísticas.

Nick Hall descreveu o resultado como “além do que poderíamos pedir ou imaginar”, acrescentando: “Vidas foram transformadas, correntes quebradas e esperanças restauradas”. Em declaração à CBN News, enfatizou o propósito central: “Viemos para exaltar o nome de Jesus”.

“Percorremos os terrenos orando, pedindo a Deus que se mova com seu poder. Acreditamos que a transformação só acontece através de Jesus e estamos esperando o que Ele vai fazer”, ressaltou.

Estrutura e alcance:

O evento recebeu apoio institucional do Condado de Saline, empresas locais e 700 voluntários – incluindo policiais e equipes médicas. Antes da abertura, a equipe realizou cerimônia de consagração do espaço: “Percorremos os terrenos orando por intervenção divina”, registrou Hall em redes sociais.

Amplify 2025 integra o programa Amplify 365, que visa capacitar comunidades para práticas evangelísticas ao longo do ano. Fundado em 2012, o movimento mantém o objetivo de “unir cristãos através de música e treinamento”. Hall afirmou: “Isto é apenas o início do que Deus fará no Arkansas e além”.

A Pulse Evangelism já realizou eventos semelhantes em 50 cidades norte-americanas, com relatos acumulados de mais de 300.000 decisões de fé desde sua criação. Com informações: CBN News.

‘Vendavais’: a luta de Shirley Carvalhaes contra depressão

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A cantora Shirley Carvalhaes revelou em entrevista ao programa Conversa com Bial, exibido nesta semana pela TV Globo, que enfrentou um período de depressão e que a canção Vendavais foi determinante em sua recuperação.

Conhecida como “Rainha da Música Gospel no Brasil”, Shirley está celebrando 49 anos de carreira e concedeu o depoimento durante a homenagem: “Eu entrei em depressão e fiquei muito mal. Muito depressiva mesmo, dentro de um quarto escuro, não tinha vontade de nada, não me alimentava”, relatou Shirley, ao recordar a fase difícil.

A artista contou que recebeu apoio de Wanderly Macedo, compositor da música. “Ele estava chorando com a presença de Deus, disse que um ser lá no quarto dele falou para que ele pegasse o violão e falou o meu nome. Foi quando ele começou a cantar Vendavais e disse: ‘A paz de Deus está chegando para você agora’”.

Segundo Shirley, aquelas palavras foram decisivas. “Eu não disse nem sim, nem não, fiquei calada. Mas dali por diante eu me esforcei, me levantei, sabe? Acreditei naquelas coisas que ouvi ali naquela música”.

A canção, lançada há cerca de 30 anos, fez enorme sucesso nas FMs gospel do Brasil ao longo das décadas e hoje ultrapassa hoje 4 milhões de reproduções nas plataformas digitais, tornando-se não apenas um marco na trajetória da cantora, mas também um hino de fé que alcançou milhares de ouvintes.

Fala de Felca também expõe preconceito contra cristãos

A prisão do influenciador Hytalo Santos, decorrente das denúncias do youtuber Felca sobre sexualização de menores – com vídeo que superou 40 milhões de visualizações –, trouxe à tona questionamentos sobre a resposta institucional a alertas anteriores, evidenciando também um cenário de preconceito contra os cristãos.

Isto, porque, líderes religiosos e parlamentares cristãos há anos já reportavam casos semelhantes sem obter a mesma atenção. A senadora Damares Alves (Republicanos), por exemplo, quando ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos (2019-2022), denunciou abusos na Amazônia e foi alvo de descrédito público, inclusive acusada de disseminar “fake news”.

Paralelamente, o pastor Lucas Hayashi documentou por mais de dois anos situações de exploração na Ilha de Marajó, sem desencadear ações efetivas. Em entrevista ao Guiame em 2023, Hayashi afirmou: “A falta de divulgação contribui para a persistência de incesto, pedofilia e tráfico infantil na região”.

Essas denúncias foram frequentemente tratadas como exageros ou teorias conspiratórias. Cristãos que expuseram casos chegaram a ser investigados pelo Ministério Público por “alarmismo”, retardando apurações.

O fenômino se repetiu com o filme Som da Liberdade (2023), sobre tráfico sexual infantil, classificado por setores da mídia como “narrativa da extrema-direita”.

Contradição evidenciada:

Para a jornalista Adriana Bernardo, em análise publicada por ela em sua coluna no Guiame, enquanto o caso Felca gerou suspensão de perfis no Instagram, investigações do MPPB e MPT, e compromisso legislativo imediato, alertas anteriores com conteúdo similar enfrentaram ceticismo sistêmico.

Especialistas apontam que a desqualificação por origem religiosa prejudicou respostas protetivas.

Contexto atual:

  • Pastor Hayashi segue atuando via Instituto Akachi, apoiando famílias vulneráveis em Marajó;

  • Projetos como a “Lei Felca” (em elaboração) e o PL 2628/2022 buscam preencher lacunas legais;

  • Dados do ChildFund Brasil indicam que 9 milhões de adolescentes sofreram violência sexual online.

O episódio expõe um consenso entre entidades de proteção à infância. Como observou Adriana, “a proteção infantil deve superar divisões ideológicas”. A eficácia no combate à exploração depende da avaliação objetiva de evidências, independentemente da identidade de quem as apresenta.

Legendários: ataque de abelhas deixa participantes hospitalizados

Um grupo que participava do Legendários, retiro espiritual voltado para homens, foi atacado por um enxame de abelhas na sexta-feira, 15 de agosto, em Caldas Novas (GO). O episódio mobilizou equipes de emergência e deixou pelo menos oito pessoas em estado grave, segundo informações do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as vítimas receberam atendimento inicial ainda no local e, em seguida, foram encaminhadas a unidades hospitalares da região. No total, dez pessoas foram hospitalizadas, embora dezenas tenham sido atingidas pelos insetos. Apesar da gravidade do ocorrido, todos receberam alta no mesmo dia.

A causa do comportamento agressivo das abelhas ainda não foi esclarecida. A Secretaria informou que seguirá monitorando eventuais desdobramentos do caso.

Este não foi o primeiro incidente registrado em atividades do movimento. Em junho, durante uma trilha organizada pelo Legendários em Rondonópolis (MT), um participante sofreu uma crise convulsiva. Ele chegou a ser intubado na unidade de saúde local, mas não resistiu.

Em nota oficial, a Coordenação da Rota do Cerrado – Legendários Caldas Novas afirmou que “a situação foi imediatamente contida por meio da atuação coordenada da equipe de saúde presente e do time de gestão de crise, garantindo resposta ágil, eficaz e segura”.

O comunicado também informou que todos os envolvidos foram estabilizados no local e que alguns foram levados a hospitais apenas para avaliação complementar. Segundo a coordenação, “não houve qualquer ocorrência de gravidade, e todos retornaram em plena segurança, prosseguindo até a conclusão do evento juntamente aos demais 250 participantes presentes”.

A nota finaliza registrando gratidão “a Deus pela preservação da vida de cada participante” e reafirma o compromisso da organização de promover encontros “seguros, transformadores e proféticos”.

Drex: moeda digital do Brasil é sinal profético?

O Banco Central (BC) anunciou uma reorientação estratégica para o Drex, projeto de moeda digital brasileira. Em vez da proposta original de instrumento acessível ao cidadão, a primeira etapa do sistema – com lançamento previsto para 2026 – funcionará como plataforma de reconciliação de gravames, voltada exclusivamente ao mercado financeiro.

A mudança implica o abandono imediato da tecnologia blockchain (especificamente a rede Hyperledger Besu) e da tokenização, inicialmente consideradas pilares do projeto.

A decisão surgiu após dificuldades técnicas em conciliar privacidade e programabilidade na arquitetura blockchain. O novo modelo priorizará tecnologias tradicionais para criar um sistema integrado de verificação de ativos usados como garantia de crédito, conectando bancos, corretoras e cartórios.

Segundo Wagner Martin, VP da Veritran no Brasil, “ao unificar dados de gravames, a velocidade e o custo dos processos creditícios serão drasticamente melhorados”. Para usuários comuns, contudo, a fase inicial não trará alterações práticas – um contraste com as promessas originais de 2023, que incluíam inclusão financeira e pagamento de benefícios sociais.

O replanejamento ocorre num cenário global cauteloso: apenas Bahamas, Jamaica e Nigéria implementaram moedas digitais de varejo, enquanto 134 países mantêm projetos em pesquisa ou fase piloto. Como observa Sarah Uska, analista do Bitybank, “apenas os EUA baniram oficialmente moedas digitais de varejo”.

Paradoxalmente, a América Latina vive expansão acelerada de criptoativos, com crescimento de 42,5% no último ano (Chainalysis). O Brasil ocupa a 9ª posição mundial em adoção, impulsionado por proteção contra inflação (27,3% em 12 meses), pagamentos internacionais e desburocratização.

Reguladores defendem a opção como pragmática: garantir entrega funcional em 2026 antecipa ganhos de eficiência, ainda que distantes do cidadão. Blockchain e contratos inteligentes permanecem no horizonte de longo prazo, sem data definida.

O risco, segundo especialistas, é que o Drex perca relevância pública ao se tornar uma “moeda de bastidor”, enquanto soluções descentralizadas ganham espaço na economia real.

Implicação profética?

Para o pesquisador de escatologia Vinícius Lana, a criação da moeda brasileira 100% digital é um claro sinal do fim dos tempos. Em um artigo publicado recentemente por ele, o autor faz associação dessa ferramenta com o trecho de Apocalipse 13:17.

“A implementação do Drex vem em paralelo a discussões globais sobre um sistema de identidade digital único, já testado em iniciativas ligadas à ONU e ao G20. Ou seja, quem não estiver conforme às regras (políticas, ambientais, sanitárias, ideológicas) simplesmente não consegue comprar ou vender”, analisa.

“Essa identidade pode incluir biometria, histórico médico, status de vacinação, produção de carbono… Tudo isso seria pré-condição para “autorizar” seu dinheiro a funcionar”, completou o autor.

Lana concluiu: “Com o Drex, não é mais necessário um processo judicial complexo para bloquear seus recursos. Basta um algoritmo no sistema, e todo o seu dinheiro fica inacessível. Em um ambiente de censura, isso poderia ser usado contra vozes que se levantam contra o sistema.”

Mocellin elogia postura de Malafaia e critica ‘pastores certinhos’

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O pastor Rodrigo Mocellin, líder da Igreja Resgatar, em Guaratinguetá (SP), e youtuber com mais de 650 mil inscritos, comentou a inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal que apura a suposta “tentativa de golpe”.

Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Mocellin elogiou a postura do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, destacando sua atuação pública diante do episódio.

“A posição do Malafaia é muito correta. Eu acho ele tão errado na teologia, mas é impressionante como vários pastores que eu considero que estão tão certos teologicamente, estão tão errados politicamente. Devem aprender com Malafaia”, afirmou Mocellin.

Reação

Segundo o pastor, a inclusão de Silas Malafaia no inquérito teria repercutido inicialmente na imprensa. “O Malafaia foi colocado nesse inquérito, recebeu a notícia, nem foi pela justiça, foi pela Globo News, ele diz ‘bem estranho isso’, não? E o que ele faz aqui? Ele fala ‘não tenho medo’. E aí ele fala, ‘ditador’ – o Moraes – ‘tem que ser impedido, preso’. Que coisa, não? Ele não é frouxo. Você pode falar o que você quiser dele. Frouxo esse cara não é”, declarou.

Mocellin também mencionou declarações do deputado Gustavo Gayer. Segundo ele, o parlamentar teria apontado Malafaia como liderança capaz de convocar manifestações após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro: “O deputado Gustavo Gayer diz que isso aqui está acontecendo porque o Bolsonaro está preso e agora quem pode convocar manifestação, por exemplo, manifestação no dia 7 de setembro? Quem pode? Era o Malafaia, porque é o Malafaia que tem convocado essas últimas manifestações”, relatou.

Crítica a pastores omissos

Em outro trecho, Mocellin fez críticas a líderes evangélicos que, em sua avaliação, evitam envolvimento político: “O quanto tem de pastor certinho que é frouxo. Teologicamente eu acho que ele [Malafaia] é tão errado, tão errado. Mas tão macho, né? Ô meu Deus, quem dera a gente tivesse uns pastores certinhos, mas bravos, mais corajosos. É isso que a gente precisa, porque ao longo, ao longo das últimas décadas, o que os cristãos fizeram? Arregaram. Mas, é óbvio, de maneira piedosa”, afirmou.

Ele ironizou posturas de líderes que evitam confrontos políticos. “‘Não nos envolvemos com política’. Ah, então entregamos aos lobos? Foi isso que a gente fez. Outra maneira piedosa de não confrontar, como os profetas confrontaram os líderes, os governantes e os juízes da época. Uma maneira de fugir dessa função profética do pastor, da igreja, dos cristãos; uma maneira piedosa, dizendo, ‘nós temos que amar e dar a outra face’. E pregaram uma espécie aí de pacifismo. Tudo em nome do amor. ‘Vamos deixar. Vamos engolindo tudo’”.

Comparação histórica

O pastor também recorreu a um exemplo histórico para justificar sua defesa da postura de enfrentamento. Mocellin citou o Acordo de Munique, firmado em setembro de 1938 entre o então primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain e Adolf Hitler.

“Deixe-me lembrá-los de que não se pode arregar para ditadores. Você se lembra do acordo de Munique? […] Setembro de 1938. Chamberlain, primeiro-ministro da Inglaterra, volta da Alemanha com um pedaço de papel – assinado por Hitler – que traria paz para o nosso tempo. Foi isso que ele disse. ‘Fizemos a paz com Hitler’. Isso ficou conhecido como o famigerado Acordo de Munique”, explicou.

Mocellin prosseguiu: “A Inglaterra, por meio desse frouxo, se submeteu às exigências de um cafajeste, do Adolf Hitler. A Alemanha nazista, sob Adolf Hitler, exigia a anexação da região dos Sudetos, parte da Tchecoslováquia, habitada por muitos de origem alemã, para evitar a guerra. Em nome da paz. Líderes europeus foram lá e se submeteram a um canalha. Fizeram acordo com um bandido. Então, em setembro de 1938, o Chamberlain acertou o acordo. O que o Churchill – que viria a ser primeiro-ministro da Inglaterra – disse? Entre a desonra e a guerra, vocês escolheram a desonra. Por isso terão a guerra. Ou seja, entre a desonra de aceitar as exigências de um cafajeste e a guerra, vocês escolheram a desonra. Vocês foram frouxos. […] Vocês foram humilhados e, pior, ainda vão ter a guerra. E, de fato, as profecias de Churchill se cumpriram. Menos de um ano depois, em março de 1939, Hitler invadiu a Tchecoslováquia. Em 1º de setembro, ele invadiu a Polônia e pronto. Começou a Segunda Guerra Mundial”.

Ao final de sua fala, Mocellin reforçou o elogio à postura de Silas Malafaia diante da investigação. “O Silas Malafaia deu um bom exemplo ao não arregar. Que Deus levante mais gente assim”, declarou.