Menino de 4 anos diz que Jesus lhe fez revelação e surpreende

Desde os dois anos, o pequeno Noah, um menino de 4 anos, afirmava repetidamente que ganharia uma irmã chamada Clara quando completasse cinco anos. Antes mesmo de qualquer exame confirmar a gravidez, o menino contou à mãe que Jesus lhe havia revelado a notícia em um sonho. A história foi compartilhada nas redes sociais por Tamara de Freitas e comoveu milhares de pessoas.

Segundo Tamara, o filho sempre orava pedindo uma irmã e mencionava frequentemente o nome Clara, descrevendo até mesmo como imaginava o momento da chegada. Em um vídeo publicado no Instagram, a mãe pergunta: “Quem é a Clara? E quem vai mandar ela?”. Noah responde: “A minha irmã. Deus vai segurar a Clara e Jesus vai mandar”.

O menino também costumava orar pedindo: “[Jesus], não esquece de trazer a Clara”. Em outra ocasião, declarou: “Senhor Jesus, dê a Clara para nós. Dá ela tão linda, que eu vou amar ela”. Em um dado momento, revelou à mãe uma experiência sobrenatural: “Mãe, sabia que eu sonhei com uma luz branca que falou assim: ‘A Clara já está na barriga da sua mãe, filho’”.

Revelação da Gravidez e Reação do Menino

Tempos depois, a família descobriu a gravidez. Tamara e o marido reuniram Noah na sala e perguntaram: “Filho, lembra que você está pedindo algo há muito?”. Ele prontamente respondeu: “Uhum. A Clarinha”. Ao ouvir da mãe que Jesus havia colocado um bebê em sua barriga, o menino reagiu com alegria. Tamara então confirmou: “Quando você tiver cinco anos, vai nascer. Como você falou”.

Noah beijou a barriga da mãe e orou: “Meu Deus. Faça a Clara nascer bem na hora que eu tiver cinco anos. E que ela seja muito feliz. Eu tenho certeza que ela gosta de mim. Porque ela é muito linda e eu já vi ela. Amém. Eu te amo Clarinha”.

“Testemunho de Fé”

Em suas redes sociais, Tamara celebrou o ocorrido como o cumprimento de uma promessa divina. “Através da vida do Noah, a Clara sempre esteve escrita e planejada por Deus para ser enviada à nossa família, mas, antes dela, teria que ser o Noah, para gerar esse testemunho de fé genuína tão profunda”, declarou.

Ela acrescentou que, embora Noah desejasse uma irmã desde os dois anos, sempre afirmava que Clara viria quando ele completasse cinco anos. “Ela veio no tempo de Deus para mostrar que Ele cuidou de tudo. Obrigada, Deus. Isso é uma prova de fé até para mim, me faz acreditar mais uma vez no teu grande poder em usar uma criança para me transformar”, concluiu.

Exemplo de fé: jovem de 15 Anos emociona ao lavar pés dos pais

Durante sua festa de 15 anos, realizada em maio em Minas Gerais, a adolescente Laura Rocha surpreendeu os pais, Lis e Ricardo Rocha, com uma homenagem que se tornou viral nas redes sociais. Diante dos convidados, ela se ajoelhou e lavou os pés do casal, em um gesto inspirado na passagem bíblica em que Jesus lava os pés de seus discípulos.

“Eu queria muito demonstrar para vocês esse ato de servir através do ato de lavar os pés de vocês”, explicou Laura antes de iniciar a cerimônia. Ao lavar os pés da mãe, ela declarou: “Você que me deu a vida, e eu serei sempre muito grata, eu me espelho todos os dias. Tudo o que eu faço na minha vida, você é o meu espelho, você que me guia”.

Ao se dirigir ao pai, a adolescente de 15 anos afirmou: “Meu maior exemplo de ambição, de paixão e de transformar a vida das pessoas. É o que você faz todos os dias com o seu trabalho, com a sua fé. Eu te amo muito”. A família se abraçou em seguida, sob aplausos dos convidados.

Momento “Sagrado”

O fotógrafo Antonio Rizza, responsável pelo registro da homenagem, publicou um relato emocionado em seu Instagram: “Há noites que brilham e há noites que tocam a eternidade. A festa de 15 anos da Laura foi assim: luz, beleza, celebração, mas, acima de tudo, verdade. Com delicadeza e reverência, lavou seus pés, um gesto simples aos olhos, mas imenso no significado”.

Rizza comparou o ato ao ensinamento de Jesus. “Ela transformou amor em atitude, gratidão em entrega, e humildade em algo impossível de descrever. Não havia roteiro. Não havia ensaio. Só havia sentimento. E naquele momento as lágrimas falaram, os olhares se encontraram, e todos entenderam: estávamos diante de algo sagrado”, escreveu.

A mãe da adolescente, Lis, disse à imprensa que a família não sabia da surpresa. “Foi algo que nos surpreendeu e encheu nosso coração de alegria”, afirmou. Segundo ela, Laura é uma menina obediente, temente a Deus e muito amada. “Eu e meu marido somos muito felizes com essa família que o Senhor nos deu”, concluiu.

“Pessoas que gestam”? Caderneta da gestante causa indignação

O Ministério da Saúde apresentou, no dia 12 de maio, uma versão digital atualizada da Caderneta Brasileira da Gestante, documento utilizado no acompanhamento pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O lançamento ocorreu durante evento na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mas acabou resultando em polêmica.

Segundo Padilha, a nova caderneta tem como objetivo ampliar a participação da gestante nas decisões relacionadas ao parto. O documento adota, em alguns trechos, a expressão “mulheres e pessoas que gestam” e afirma, em uma de suas seções, que “reafirma o compromisso do SUS com o cuidado humanizado, a redução das desigualdades e a proteção da vida de todas as mulheres e pessoas que gestam”, referência normalmente utilizada por adeptos do movimento LGBT+.

O material também inclui novos tópicos sobre saúde mental, violência obstétrica, luto materno, direitos reprodutivos e atendimento a pessoas trans. No item 3.2, a publicação afirma que “homens trans e pessoas não binárias podem engravidar e têm o direito de vivenciar a gestação, o parto, o pós-parto e a amamentação com respeito, sem discriminação ou violência, e com acesso integral aos serviços do SUS”.

Inclusão de Orientações sobre Aborto Legal

O documento também aborda a chamada “gestação não desejada”, definindo-a como aquela “em que a pessoa não pretendia engravidar e não deseja a continuidade da gestação”. Em seguida, a caderneta orienta a avaliação de situações específicas — como violência sexual, riscos à saúde da gestante e casos previstos em lei — e apresenta informações sobre “quando a interrupção da gestação é permitida por lei no Brasil”.

Segundo o texto, a lei brasileira permite a interrupção da gestação em três situações: gravidez decorrente de violência sexual e estupro; risco à vida da pessoa gestante; e anencefalia fetal.

A caderneta afirma que, nesses casos, “o direito ao atendimento em saúde deve ser garantido, com base na legislação brasileira e nos princípios do SUS”, e que a gestante não precisa de autorização judicial nem de boletim de ocorrência para acessar o procedimento.

Para gestações envolvendo menores de 14 anos, o documento estabelece que esse tipo de gravidez “é considerada resultado de violência sexual (estupro de vulnerável), independentemente do entendimento de consentimento que essa criança tenha”.

Reações e Críticas

A nova versão gerou críticas de segmentos religiosos e de profissionais da saúde. O infectologista Francisco Cardoso, Conselheiro Federal de Medicina por São Paulo, classificou o documento como um “guia abortista” e criticou a ausência de informações sobre a entrega voluntária do bebê para adoção como alternativa ao aborto.

O ACI Digital citou o documento da igreja “Dignitas infinita”, que afirma: “Não podemos separar o que é masculino e feminino da obra criada por Deus, que é anterior a todas as nossas decisões e experiências e onde existem elementos biológicos que não podem ser ignorados.”

O texto acrescenta que a pessoa humana “torna-se capaz de descobrir plenamente a si mesma, a própria dignidade e a própria identidade” ao reconhecer e aceitar essa diferença na reciprocidade.

Colunista da Folha admite erro sobre Malafaia e Flávio Bolsonaro

O colunista da Folha de S.Paulo Valdinei Ferreira publicou, na última quinta-feira (21), uma retificação em seu artigo após afirmar, equivocadamente, que o pastor Silas Malafaia teria ocultado a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no culto de Santa Ceia realizado na sede da ADVEC, no Rio de Janeiro, no dia 3 de maio.

Horas depois da publicação original, e diante da ameaça do líder evangélico de “desmascará-lo”, Ferreira refez o texto e reconheceu o erro.

“Errei ao afirmar, na versão anterior deste texto, que o pastor Silas Malafaia escondeu a participação de Flávio Bolsonaro no culto do dia 3 de maio. O vídeo em que Flávio Bolsonaro foi chamado ao altar é do culto da manhã. Tomei, por equívoco, o vídeo do culto da noite, no qual o pré-candidato não estava presente”, escreveu o colunista.

No mesmo espaço, o doutor em sociologia pela USP pediu desculpas diretamente ao pastor. “Peço desculpas ao pastor Malafaia pela atribuição de ocultação da presença de Flávio Bolsonaro no vídeo que ficou nas redes sociais da igreja”, afirmou.

Manutenção da Crítica

Apesar da correção, Ferreira manteve o tom de cobrança em relação ao papel do líder religioso diante das revelações sobre o relacionamento de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Ele argumentou que, embora pastores não sejam responsáveis por fiscalizar quem participa da comunhão, há o dever de exortar fiéis cuja conduta destoe dos princípios bíblicos.

“Argumentei que pastores não fiscalizam quem recebe o pão e o cálice; todavia, diante de uma conduta não condizente com os princípios bíblicos – mentir é uma das condutas condenadas nas Escrituras –, cabe ao líder religioso exortar o fiel ao arrependimento”, sustentou o colunista, referindo-se a áudios vazados que comprovaram a proximidade entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro para captação de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pai de Santo aliado a Lula invoca entidades em apoio ao petista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi alvo de uma saudação especial do pai de santo Geová D’Kavungo durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz, no Espírito Santo. O líder religioso invocou entidades espirituais para proteger o petista contra adversários.

“Saudamos todos os nossos inquices, orixás e voduns, Nzambi dya Mpungu, para que deem ao nosso presidente Lula cada vez mais forças, saúde, paz, caminhos abertos, caminhos iluminados, para que o inimigo jamais possa destruí-lo. Porque, se destruir o senhor, estará destruindo o Brasil”, declarou o religioso.

Geová D’Kavungo também fez elogios à gestão de Lula, comparando o cuidado do presidente com o país à dedicação de um pai com sua própria casa. “O senhor, quando toma conta do Brasil, é como se estivesse tomando conta da sua casa, dos seus filhos. Porque é um pai que se preocupa com a saúde dos seus filhos; um pai que se preocupa com a educação dos filhos; um pai que se preocupa com a fome”, afirmou.

Ele concluiu: “O senhor representa e jamais deixará de representar para todos nós um grande pai da nação brasileira”.

O presidente participou do evento ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Assista ao vídeo abaixo:

Assembleia de Deus Vitória em Cristo tem dívida de R$ 1,4 milhão

Filial da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acumula dívida de R$ 1,4 milhão

A Assembleia de Deus Vitória em Cristo é alvo de uma disputa judicial no Paraná envolvendo uma cobrança que já ultrapassa R$ 1,4 milhão. O processo tramita na 2ª Vara Cível de Curitiba e tem origem em um contrato de locação de imóvel.

Na ação, a ADVEC aparece como devedora principal, enquanto os pastores Silas Malafaia e Elizete Santos Malafaia figuram como fiadores do contrato.

A Justiça determinou recentemente a instauração de um “concurso singular de credores”, mecanismo utilizado quando há vários interessados em receber valores relacionados ao mesmo processo judicial. A medida busca definir a ordem de prioridade para pagamento caso sejam recuperados recursos ou bens.

Segundo os autos, diversos credores já solicitaram habilitação no processo, além de pedidos de penhora e reserva de crédito. Entre os credores mencionados estão COPEL Distribuição S.A., Geralux Eletro Energia Solar Ltda., Gongra Comércio de Veículos Ltda. e Jean Marcus Pimentel – EPP.

A magistrada responsável pelo caso afirmou que a igreja foi regularmente citada no processo e informou que medidas de execução e expropriação de bens já foram iniciadas.

Em relação aos fiadores, a Justiça apontou dificuldades nas tentativas de citação. Segundo o processo, algumas notificações foram recebidas por terceiros ou não chegaram efetivamente aos destinatários.

Diante da situação, o Judiciário determinou que a empresa credora informe se pretende prosseguir com a execução contra os fiadores ou se considera eventual prescrição da cobrança em relação a eles.

O valor atualizado da ação é de R$ 1.491.123,38, conforme informações do portal Fuxico Gospel.

Governo da China cumpre ameaça e templo de igreja é demolido

Autoridades chinesas demoliram na última terça-feira, 19 de maio, a Igreja Yazhong, uma igreja protestante não registrada localizada em Wenzhou, cidade conhecida como “Jerusalém da China” devido à grande população cristã da região.

A destruição ocorreu poucos dias após uma reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, na qual foram discutidos temas relacionados à liberdade religiosa e à prisão de líderes religiosos.

Segundo informações divulgadas pela entidade ChinaAid, a igreja – também conhecida como Yayang Church – vinha sendo alvo de pressão das autoridades desde o fim de 2024. Nos dias 14 e 15 de dezembro, 103 membros da congregação foram presos em uma operação realizada antes do amanhecer. Após a ação, o governo assumiu o controle do prédio.

De acordo com relatos confirmados por fontes locais, veículos de construção atravessaram bloqueios de segurança montados pelas autoridades no domingo, 17 de maio. No dia seguinte, equipes iniciaram a demolição do templo utilizando escavadeiras pesadas. Até a manhã de terça-feira, 19 de maio, a estrutura havia sido completamente destruída.

Durante a operação, mais quatro membros da igreja foram presos, entre eles You Ci’en. Eles se somam a outros 18 integrantes da congregação já detidos anteriormente pelas autoridades ligadas ao Partido Comunista Chinês.

Segundo fontes ouvidas pela ChinaAid, familiares dos detidos receberam ordens oficiais para não comentar o caso publicamente. A região ao redor da igreja também foi isolada nas semanas anteriores à demolição, com instalação de postos de controle e vigilância a cerca de um quilômetro do local.

Relatos indicam ainda que a cruz do templo foi coberta com um pano preto antes da destruição e que policiais monitoravam celulares de pessoas presentes na área, impedindo gravações e fotografias.

A Igreja Yazhong pertence ao movimento da “Igreja Local”, tradição cristã ligada ao pregador chinês Watchman Nee. Segundo integrantes da congregação, o conflito com as autoridades se intensificou após uma determinação do governo exigindo que a bandeira nacional chinesa fosse hasteada dentro do santuário.

Os fiéis afirmaram considerar a medida uma violação da liberdade religiosa. Em junho de 2025, funcionários do governo entraram no terreno da igreja, demoliram parte do muro externo e instalaram um mastro para a bandeira, episódio que gerou protestos e agravou o impasse entre a congregação e o governo local.

Analistas que acompanham a situação religiosa na China afirmam que Wenzhou tem sido uma das regiões com maior rigor na aplicação de políticas de controle religioso. Apenas igrejas vinculadas ao Movimento Patriótico das Três Autonomias possuem reconhecimento oficial no país.

Bob Fu, presidente da ChinaAid, afirmou que a repressão contra cristãos na região se intensificou nos últimos anos.

“Meus irmãos e irmãs na fé têm permanecido firmes por tanto tempo. Mais do que a perda de um prédio da igreja, lamento a forma como o PCC reprimiu esta área conhecida por seus cristãos fiéis e os oprimiu cada vez mais a cada dia”, declarou.

Ele também afirmou que o episódio demonstra um aumento da perseguição religiosa no país: “Essas ações recentes mostram que a perseguição aos cristãos pelas autoridades chinesas se intensificou, tornando-se mais institucionalizada e direcionada”.

Observadores compararam o caso à demolição da Igreja de Sanjiang, ocorrida em Wenzhou em 2014 e que repercutiu internacionalmente.

Ao comentar a destruição da Igreja Yazhong, Bob Fu afirmou que a repressão não impediu a continuidade da fé dos membros da congregação: “Nossas fontes confirmam que este belo e sagrado local de culto foi destruído, mas nossas orações não se reduziram a escombros. Que esta perda desperte a igreja global para o que está acontecendo na China, um grande conflito entre fiéis e o poder estatal”, concluiu.

Estudo: 30% dos cristãos dizem que não falam que são crentes

Um estudo divulgado pela Lifeway Research apontou que uma parcela crescente de frequentadores de igrejas protestantes nos Estados Unidos afirma que muitas pessoas ao seu redor não sabem que eles são cristãos. Apesar disso, a maioria declarou não ter receio de revelar sua fé a pessoas não cristãs.

A pesquisa faz parte do relatório “Estado do Discipulado em 2025: Vivendo sem Vergonha”, baseado em respostas de 2.130 frequentadores de igrejas protestantes coletadas entre 19 e 26 de março de 2025. O estudo integra a Avaliação do Caminho do Discipulado da Lifeway, utilizada para medir indicadores de maturidade espiritual.

Segundo os dados, 53% dos entrevistados discordaram da afirmação de que “muitas pessoas que me conhecem não sabem que sou cristão”. Outros 30% concordaram com a frase, enquanto 17% se mantiveram neutros.

O levantamento mostrou crescimento desse grupo ao longo dos últimos anos. Em pesquisa realizada pela Lifeway em 2013, 14% dos frequentadores de igrejas afirmavam que muitas pessoas não sabiam que eles eram cristãos. O índice subiu para 20% em 2019 e alcançou 30% em 2025.

Scott McConnell, diretor executivo da Lifeway Research, afirmou que os resultados revelam desafios relacionados à vivência pública da fé cristã.

“Idealmente, um cristão falaria sobre seu relacionamento com Jesus Cristo não como algo que precisa dizer, mas como uma manifestação espontânea do seu amor por Ele e do impacto que Ele teve em suas vidas. A honestidade dos frequentadores da igreja sobre as lacunas em viver sem vergonha revela que muitos têm espaço para crescer nesse importante aspecto do discipulado”, declarou.

McConnell também destacou que muitos cristãos acabam separando diferentes áreas da vida cotidiana.

“É muito fácil compartimentar nossas vidas. Temos amigos do trabalho, amigos da vizinhança, amigos da igreja e amigos com quem nos encontramos para nos divertir, que podem não ter as mesmas áreas. A questão do discipulado é se Jesus Cristo está presente em todas essas áreas de nossas vidas como parte essencial de nossa identidade como seguidores de Cristo”, afirmou.

Mesmo com parte dos entrevistados dizendo que sua fé não é percebida por outras pessoas, 65% afirmaram não ter receio de revelar a não cristãos que são seguidores de Cristo. Outros 17% disseram sentir esse receio, enquanto 17% permaneceram neutros.

O estudo também mostrou que 61% discordam da afirmação de que muitos aspectos de suas vidas “não têm nada a ver com Deus”. Outros 21% concordaram com a frase e 18% não concordaram nem discordaram.

Em relação às conversas entre cristãos, os resultados indicaram menor frequência de diálogos sobre espiritualidade. Apenas 35% discordaram da afirmação de que “assuntos espirituais não costumam surgir como parte normal das minhas conversas diárias com outros cristãos”. Outros 42% concordaram com a frase.

Quando questionados sobre a necessidade de deixar claro para todos que são seguidores de Cristo, os entrevistados ficaram divididos. Cerca de 47% discordaram da afirmação “não acho que todos que conheço precisem saber que sou um seguidor de Cristo”, enquanto 33% concordaram e 20% permaneceram neutros.

O relatório também citou pesquisas anteriores sobre o tema. Um levantamento divulgado pela Barna Group em 2022 apontou que 56% dos cristãos consideram a vida espiritual um assunto privado.

Outra pesquisa, realizada em 2021 pela Probe Ministries, identificou o pluralismo religioso como um dos principais fatores para que cristãos evitem compartilhar sua fé com outras pessoas.

Entre os motivos mais citados pelos entrevistados estavam a crença de que pessoas podem alcançar o Céu por meio de diferentes religiões, a ideia de que não se deve impor crenças aos outros e a interpretação de que a Bíblia orienta os cristãos a não julgarem outras pessoas.

Steve Cable, vice-presidente sênior da Probe Ministries, afirmou que o avanço do pluralismo ajuda a explicar esse comportamento.

“À primeira vista, isso pode parecer surpreendente. Mas em uma cultura onde o pluralismo é uma parte dominante de todos os grupos religiosos, começa a fazer sentido”, declarou, segundo informações do portal The Christian Post.

Uso eleitoral de igreja é abuso de poder, define TSE

O Tribunal Superior Eleitoral manteve, por unanimidade, a condenação da ex-prefeita de Votorantim, Fabíola Alves da Silva, do ex-vice-prefeito Cesar Silva e do ex-vereador Alison Andrei Pereira de Camargo pelo uso de um culto religioso para promoção de candidaturas durante as eleições de 2024.

O acórdão foi publicado na segunda-feira, 18 de maio. O ministro Antonio Carlos Ferreira manteve o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo de que houve utilização da estrutura da Igreja do Evangelho Quadrangular de Votorantim com finalidade eleitoral.

Segundo a decisão, apesar de não existir tipificação específica para abuso de poder religioso, o uso de estruturas e da autoridade religiosa pode configurar abuso político ou econômico quando ocorre desvio de finalidade e comprometimento da igualdade da disputa eleitoral.

Os ministros afirmaram que o culto teve “inegável caráter eleitoreiro” e citaram declarações do líder religioso durante o evento. Entre elas, a afirmação de que a igreja possuía “um projeto de eleger dentro dos municípios” e o objetivo de “elegermos 120 vereadores neste ano nessa eleição”.

O acórdão também mencionou a declaração: “A Igreja Quadrangular aqui de Votorantim, nós estamos fechados com o pastor Lilo”. Segundo a Corte, também houve convocação direta aos fiéis para atuação política, com a fala: “A partir do dia 16, nós vamos trabalhar muito”.

Na avaliação do relator, as declarações “afastam, de plano, qualquer pretensão de que o evento tivesse caráter exclusivamente espiritual”.

A decisão ainda apontou que Fabíola Alves e Cesar Silva, então candidatos à reeleição, foram chamados ao altar como “pré-candidatos” para receber orações públicas diante dos fiéis. Para os ministros, houve “deliberada utilização da estrutura e da autoridade religiosas como plataforma de promoção eleitoral das candidaturas presentes”.

Além do episódio envolvendo o culto, a Justiça Eleitoral considerou irregular um reajuste de 34,1% em contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja por um imóvel utilizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

Segundo o tribunal, o aumento ocorreu em ano eleitoral e sem justificativa considerada adequada. A decisão destacou que outro contrato semelhante firmado pela prefeitura teve reajuste de apenas 2,45% no mesmo período.

Para os ministros, os fatos configuraram abuso de poder político “pelo uso da condição funcional da prefeita” e abuso econômico “pelo uso exacerbado de aporte patrimonial capaz de comprometer a isonomia do pleito”.

O TSE rejeitou os recursos apresentados pelas defesas de Fabíola Alves e Pastor Lilo e manteve as penalidades definidas pela Justiça Eleitoral paulista, incluindo a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade por oito anos. De acordo com a revista Oeste, Cesar Silva teve o registro cassado pelo TRE-SP e não apresentou recurso.

Pesquisa: Flávio tem 47% contra 44% de Lula no segundo turno

Levantamento divulgado pela empresa Gerp nesta sexta-feira, 22 de maio, apontou cenário indefinido para a eleição presidencial de 2026. A pesquisa indica empate entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, ambos com 38% das intenções de voto no cenário estimulado.

Na simulação de segundo turno entre os dois nomes, Flávio Bolsonaro aparece com 47% das intenções, enquanto Lula registra 44%. A diferença permanece dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,24 pontos percentuais. Na pesquisa anterior, o senador tinha 7 pontos de vantagem sobre o atual mandatário.

Outros cenários de segundo turno avaliados pelo levantamento indicam vantagem de Lula sobre Ciro Gomes, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

No cenário espontâneo, em que os entrevistados respondem sem receber lista prévia de candidatos, Lula lidera com 34%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 32%. Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 2% cada. Ronaldo Caiado e Ciro Gomes registram 1% das citações.

Na pesquisa estimulada, além do empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ciro Gomes e Renan Santos alcançam 3% cada um. Ronaldo Caiado soma 2%.

Outros nomes mencionados no levantamento incluem Augusto Cury, Cabo Daciolo e Samara Martins, todos com 1% das intenções de voto. Segundo a pesquisa, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa, Hert Diaz e Aldo Rebelo não pontuaram.

Entre os entrevistados, 4% afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 6% disseram não saber ou preferiram não responder.

O levantamento também mediu os índices de rejeição dos pré-candidatos. Lula aparece com 48% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro, com 41%. Ciro Gomes e Romeu Zema registraram 15% cada. Cabo Daciolo aparece com 14%, Ronaldo Caiado com 13% e Renan Santos com 12%.

De acordo com a revista Oeste, a pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de maio, com 2 mil entrevistas em todo o país. O estudo informa grau de confiança de 95,5% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07971/2026.