‘Acalma o Meu Coração’: Esther Durán lança versão emocionante

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A cantora Esther Durán apresentou nesta semana uma nova releitura da canção Acalma o Meu Coração, originalmente composta por Anderson Freire. A faixa ganhou destaque após a artista compartilhar um cover nas redes sociais, que ultrapassou 30 milhões de visualizações, tornando-se o vídeo mais assistido em seus canais.

Com produção musical de Hananiel Eduardo e direção de vídeo de Flauzilino Jr., a nova versão foi gravada ao ar livre, em um único plano sequência, com um cenário natural que reforça o tom contemplativo da interpretação. O arranjo é composto apenas por piano e violoncelo, valorizando a suavidade vocal de Esther e a profundidade da mensagem da canção.

“O vídeo anterior tocou tantas pessoas que eu sabia que essa música precisava estar neste novo projeto. A paz não vem da ausência de problemas. Na verdade, a Palavra de Deus nos ensina que é por meio das provações que a nossa fé é fortalecida. Quando demonstramos paz em meio às dificuldades, mostramos que realmente cremos que Deus é o nosso Pai”, afirmou a cantora.

Inspirada em Filipenses 4:7 – “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” – a canção traz consolo em tempos de ansiedade e incertezas. Segundo a cantora, essa verdade bíblica continua sendo uma fonte de esperança para quem enfrenta momentos de dor e angústia.

A faixa faz parte de um novo projeto musical que reúne oito músicas escolhidas pessoalmente por Esther Durán. A estreia ocorreu com a canção Tua Presença, releitura de uma composição de seu pai, o cantor Chris Durán. Em seguida, a artista lançou também a versão em português de Derramo Meu Perfume, adaptação de um dos sucessos do grupo venezuelano Montesanto.

Acalma o Meu Coração já está disponível no canal da Musile Records no YouTube e nas principais plataformas de streaming.

Malafaia denuncia traição de senador ex-ministro de Bolsonaro

O pastor e empresário Silas Malafaia, líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Partido Progressista, se envolveram em uma troca pública de acusações nas últimas horas, após divergências sobre um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O conflito entre os dois teve início na quarta-feira (6), quando Nogueira declarou à CNN Brasil que não assinaria o pedido de impeachment por falta de apoio no Senado: “Só entro em impeachment quando puder acontecer. Não temos 54 votos”.

Malafaia reagiu imediatamente no X (antigo Twitter), dirigindo-se ao parlamentar: “SENADOR CIRO NOGUEIRA. VOCÊ É UM TRAIDOR! […] Seu argumento é joguinho psicológico para desmobilizar outros senadores. Você é uma raposa e um camaleão na política”.

O líder religioso, conhecido por suas críticas a Moraes, o qual chamou recentemente de “desgraçado”, acusou o senador de “fazer graça para amiguinhos do STF”.

Réplica do senador

Horas depois, segundo a revista Veja, Nogueira respondeu nas redes sugerindo que Malafaia buscasse mandato:

“Pastor, eu não me meto na sua igreja. Se quiser ser senador e liderar movimentos políticos, será bem-vindo. Aqui, diferentemente de sua igreja, não prevalece a vontade de um, mas da maioria. Ser torcedor é diferente de estar em campo com responsabilidades”.

Nova investida

Já nesta quinta-feira (7), Malafaia retrucou acusando o senador de preconceito religioso: “Você demonstra que política, para você, é só para quem tem mandato. O poder emana do povo! Sua fala revela mentalidade de coronel nordestino que não suporta críticas. CAMALEÃO OPORTUNISTA! Apoiador do ditador da toga”.

O embate ocorre no cenário de pressões de setores conservadores por impeachment de Moraes. O PP integra a base governista, enquanto Malafaia mantém alianças com oposicionistas. A Constituição exige 54 assinaturas de senadores para instaurar processo de impeachment no STF.

Iraniano estuda a Bíblia pelo Facebook e se entrega a Jesus

Milton*, um engenheiro iraniano, conheceu o cristianismo por meio de contatos com cristãos brasileiros no Facebook e passou a seguir a fé cristã após anos de estudo bíblico realizado com o apoio de aplicativos, redes sociais e conteúdos evangélicos. A história foi relatada pelo missionário Abu Youhana Alves, da Junta de Missões Mundiais (JMM), em depoimento sobre a atuação missionária no Oriente Médio.

“Nosso irmão Milton veio a Cristo ao buscar incessantemente a Deus e estudar a Bíblia. Mas não uma como a que temos”, explicou Alves. Segundo o missionário, o acesso às Escrituras em países como o Irã é limitado, e os novos convertidos utilizam recursos como trechos impressos, aplicativos e sites cristãos para aprender sobre Jesus.

Alves destacou a importância da atuação digital para alcançar povos em contextos restritos. “Devemos investir cada vez mais em Evangelismo Digital. Milton passou alguns anos lendo, estudando e se relacionando com crentes brasileiros via Facebook, o que o ajudou a desenvolver sua fé”, afirmou.

Prisão e tortura após protestos

Em 2022, após a morte de Jina Mahsa Amini, jovem curda de 22 anos que faleceu sob custódia da “polícia da moralidade” iraniana em 16 de setembro, Milton participou dos protestos que se espalharam pelo país. Durante sua detenção, autoridades descobriram que ele era cristão, o que agravou sua situação.

De acordo com a JMM, Milton foi submetido a tortura e sofreu abusos por causa de sua fé. Diante do risco de morte e impossibilidade de continuar vivendo no Irã, a organização missionária iniciou os trâmites para acolhê-lo no Brasil.

“No final de 2023, entramos em contato e nos dispusemos a ajudá-lo. Milton se mostrou muito apaixonado por Jesus e sedento por aprender mais e servir ao Senhor”, relatou Alves. A missão então providenciou sua vinda ao Brasil para que pudesse exercer sua fé em liberdade.

Recomeço no Brasil

Atualmente, Milton vive no interior de São Paulo e está sendo acompanhado de perto por uma igreja parceira da Junta de Missões Mundiais. Ele foi batizado no Brasil e segue sendo discipulado em sua nova caminhada.

“Ele é quase tão apaixonado pelo Brasil quanto é por Jesus, e sonha em ser missionário”, destacou Alves.

A JMM tem formado novos obreiros em parceria com igrejas locais e considera o testemunho de Milton um exemplo da ação do Espírito Santo. “Entendemos que o Espírito Santo está resgatando e levantando pessoas dentre todos os povos para completarmos a Missão juntos”, afirmou o missionário.

Contexto da perseguição no Irã

O Irã figura entre os países com maiores índices de perseguição religiosa, especialmente contra cristãos ex-muçulmanos. Conversões são consideradas crime e podem levar à prisão ou até à pena de morte.

“Hoje, mais de 365 milhões de irmãos enfrentam algum tipo de perseguição”, alertou Alves. “A quantidade de cristãos com medo de ir à igreja, que não tem uma congregação ou que precisam escolher se permanecem fiéis a Deus ou mantêm os filhos seguros, aumenta cada vez mais”.

O missionário acrescentou que muitos desses cristãos sofrem perdas irreparáveis. “Há um crescimento de vítimas de violência extrema que perderam familiares, casa, bens e a liberdade por compartilharem sua fé em Jesus”, afirmou.

Palavra de encorajamento

Apesar das dificuldades enfrentadas por cristãos ao redor do mundo, Alves reafirmou que a esperança permanece viva. “Jesus Cristo, o autor da Missão, continua conosco até o fim dos tempos”, declarou.

Ele citou 2 Coríntios 4:8-9 como expressão do consolo nas adversidades: “As palavras nos mostram a nossa fragilidade e a graça operante do Espírito Santo. As perseguições e sofrimentos sempre fizeram parte da caminhada cristã, assim como o livramento, o fortalecimento e a graça”.

O missionário também chamou atenção para a liberdade ainda presente em países do Ocidente. “Muitos sonham em apenas ter uma Bíblia impressa e levá-la embaixo do braço para um culto público, ato tão comum para nós e que até passa despercebido”, observou.

Pedido de oração

Ao final do relato, Alves pediu orações em favor de Milton, especialmente por sua família que permanece no Irã, e por sua adaptação no Brasil. “Orem pelo crescimento pessoal e espiritual do novo convertido; e para que ele consiga recomeçar sua vida no Brasil, cumprindo o chamado que recebeu do Espírito Santo”, concluiu.

*Nome alterado por segurança.

Sob forte temporal, igreja sem teto se mantém adorando a Deus

Um vídeo gravado em uma igreja pentecostal de Uganda, sem infraestrutura física – desprovida de paredes e teto – mostra fiéis mantendo culto durante forte temporal nesta semana.

Nas imagens, divulgadas pelo site Brah Adams, os seguidores de Jesus Cristo aparecem ajoelhados em oração ou caminhando entre as bancadas enquanto a água da chuva inundava o local. O que parecia ser um momento de desistência, contudo, se transformou em exemplo de fé.

Um homem identificado como o pastor local liderava os cânticos em glossolalia (“línguas estranhas”), prática comum em igrejas pentecostais.

O registro gerou repercussão internacional após usuários das redes sociais compararem a cena com as suas próprias práticas religiosas, vendo a atitude dos cristãos como um exemplo a ser seguido.

Uma internauta comentou: “Um tapa na minha cara! Quantas vezes deixei de estar em uma igreja confortável por estar cansada demais…”. Outro adicionou: “Aqui já cancelamos cultos por chuva bem menor”, enquanto uma terceira pessoa citou o Salmo 103:1: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR”.

Contexto local

Igrejas ao ar livre são comuns em regiões africanas com escassez de recursos para construção de templos. Uganda, onde cristãos representam cerca de 85% da população, enfrenta desafios econômicos que limitam infraestruturas religiosas.

Apesar das dificuldades regionais, a Constituição do país garante liberdade de culto, conforme o  artigo 29 da Carta Magna revisada em 2017.

O país registra tensões religiosas pontuais, particularmente em regiões orientais onde muçulmanos concentram aproximadamente 12% da população. Organizações como a Portas Abertas monitoram incidentes isolados de perseguição, embora o Estado mantenha mecanismos de proteção à prática inter-religiosa.

A cena dos cristãos adorando sob forte temporal, capturada no vídeo, ilustra a resiliência de comunidades que priorizam a expressão de fé independentemente de condições materiais, tornando-se símbolo de devoção para fiéis ao redor do mundo.

Pesquisa: evangélicos mudarão o cenário político em 2026

Estudo da Mar Asset Management projeta que os evangélicos representarão 36% da população brasileira até 2026, consolidando uma trajetória de crescimento que partiu de 22% em 2010, e que poderá mudar radicalmente o cenário político nacional a partir de então.

A expansão desse segmento religioso continua a exercer impacto direto no contexto parlamentar do país, conforme análise divulgada nesta quinta-feira, o que não por acaso tem causado preocupação na ala da esquerda política.

Dados eleitorais demonstram correlação entre maior concentração evangélica e redução de votos para partidos progressistas, padrão observado nas eleições presidenciais de 2018 e 2022.

Municípios com forte presença evangélica registraram menor apoio a candidaturas de esquerda, tendência que, segundo a análise, deverá se intensificar no pleito de 2026, considerando que os evangélicos se identificam, em sua absoluta maioria, com pautas conservadoras.

O eleitorado evangélico demonstra preferência por ideias e propostas alinhadas a valores religiosos, com ênfase em posições contrárias ao aborto, movimento LGBT+ e liberação das drogas. Além disso, existe em sua base uma visão que valoriza o mérito individual e a menor dependência de políticas estatais, algo que se conecta com a livre iniciativa.

Esse perfil em favor da maior autonomia e dos valores familiares tradicionais contrasta com plataformas baseadas em ampliação de programas assistencialistas, vistos pelos críticos como “muletas” que, em excesso, prejudicam o desenvolvimento econômico da população.

Diante desse cenário, o Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou esforços para ampliar diálogo com lideranças religiosas. A legenda promove mapeamento da religiosidade entre filiados e parlamentares, buscando construir pontes com esse segmento. A estratégia enfrenta desafios devido ao alinhamento histórico entre evangélicos e candidaturas de direita.

A pesquisa conclui que o crescimento demográfico evangélico reconfigura as dinâmicas eleitorais brasileiras, posicionando-se como fator decisivo nas eleições de 2026. Com base atual consolidada, o grupo deverá manter influência crescente na definição de rumos políticos nacionais nos próximos anos. Com: JM Notícias.

Veja como a fé em Deus impacta radicalmente em uma 'boa morte'

Pesquisa publicada na revista científica BMC Palliative Care comparou percepções sobre o fim da vida entre pessoas com demência no Brasil e no Reino Unido. O estudo, que entrevistou 32 pacientes em estágio leve a moderado da doença, identificou diferenças culturais marcantes no conceito de “boa morte”.

Segundo os resultados:

  • Participantes britânicos priorizaram controle sobre decisões médicas e planejamento antecipado

  • Participantes brasileiros destacaram fé em Deus, espiritualidade e aceitação do destino como elementos centrais

O médico geriatra Edison Vidal, coautor do estudo e diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, enfatizou a importância de incluir pacientes com demência nas discussões: “Esse grupo historicamente não é ouvido. Nas fases iniciais e moderadas, muitos ainda conseguem expressar preferências e valores”.

Contextos culturais distintos

A pesquisa aponta que as diferenças refletem tradições sociais:

  • No Reino Unido, predomina a valorização da autonomia individual

  • No Brasil, fatores socioeconômicos e religiosos moldam a visão sobre o fim da vida

Vidal explicou: “A instabilidade social e econômica leva muitos brasileiros a se apegar à religião como mecanismo para lidar com o que está além de seu controle”.

O psicólogo Marcelo Matias, que atua em Campinas, destacou a necessidade de abordagens culturalmente adaptadas. Para pacientes brasileiros, ele sugere abordar preocupações como “não causar sofrimento à família”

Ainda segundo o profissional, a espiritualidade pode ser um recurso válido para lidar com o medo da morte.

“Incluir o paciente na conversa sobre a própria morte é garantir dignidade. Quando possível expressar desejos, o cuidado pode refletir quem a pessoa é e o que valoriza”, afirmou o psicólogo.

O estudo também observou que refletir sobre o fim da vida pode modificar a percepção do presente: “Pensar na morte não é necessariamente sombrio. Pode ser um convite para viver com mais verdade e valorizar vínculos”, concluiu o psicólogo.

A pesquisa recomenda que profissionais de saúde adaptem suas abordagens considerando contexto cultural, crenças e valores individuais dos pacientes, estando cientes que a fé constitui uma importante ferramenta de auxílio nos momentos mais difíceis da vida. Com: Metrópoles.

Igreja revoga ordenação de pastor após acusação de ‘má conduta’

O Conselho de Anciãos da Igreja Batista de Nairóbi, uma das maiores congregações batistas do Quênia, anunciou oficialmente a revogação da ordenação do pastor sênior Munengi Mulandi, em razão de “sérias alegações de má conduta”. A decisão foi tornada pública em uma declaração divulgada em 3 de agosto.

Segundo o comunicado, Mulandi não exerce mais a função de pastor sênior desde 1º de junho. “Consequentemente, após consideração fervorosa e plena consciência do peso de tal ação, o Conselho de Anciãos tomou a decisão de revogar sua ordenação. Isso significa que, como igreja, infelizmente não podemos mais afirmar que ele está qualificado para ser um ministro do evangelho de Jesus Cristo”, afirmou o conselho.

O texto ainda informou que Mulandi teve a oportunidade de responder às acusações apresentadas, mas não se manifestou. O Conselho afirmou que a decisão foi tomada com “coragem, cuidado e responsabilidade”, reconhecendo que a igreja atravessa um momento “difícil e doloroso”.

Embora o conteúdo das acusações não tenha sido revelado, a liderança da igreja comunicou que uma investigação independente está em curso para apurar a extensão dos fatos e seu impacto. “Estamos totalmente comprometidos com o devido processo legal, buscando a verdade com integridade e abordando este assunto com a seriedade que ele exige”, declarou o colegiado.

Durante o culto do próprio dia 3 de agosto, o presidente do Conselho de Anciãos leu a declaração aos fiéis. Em sua fala, reiterou que se tratava de um anúncio “difícil” e que a decisão “não foi levada de ânimo leve”. O dirigente destacou: “Como Corpo de Cristo, somos chamados a ser santos e a defender a justiça em consonância com a Palavra de Deus. Portanto, compartilhamos esta declaração com humildade, compaixão e um compromisso sincero com a verdade, a justiça e a transparência”.

Um documento anterior, compartilhado online e assinado pela secretária honorária da igreja, Judy Nyaga, indicava que Munengi Mulandi havia renunciado ao cargo em 1º de junho, após ter sido confrontado por membros do conselho sobre alegações de má conduta grave envolvendo um membro da equipe. Segundo o texto, Mulandi reconheceu que houve um encontro, mas negou qualquer comportamento impróprio.

Ainda conforme a ata de uma reunião realizada em 7 de junho com membros da igreja, outras pessoas teriam se apresentado trazendo relatos semelhantes. O conselho havia suspendido Mulandi preventivamente no dia 31 de maio, aceitado sua renúncia no dia seguinte e iniciado as apurações internas.

Para facilitar a coleta de informações, a igreja disponibilizou canais de denúncia confidenciais, incluindo um portal anônimo, e-mail e um número de telefone. A liderança também garantiu a oferta de serviços de aconselhamento pastoral para membros que necessitarem de apoio emocional durante o processo.

Na mesma declaração, o Conselho anunciou a nomeação do pastor Pinto Kali como pastor sênior interino e do pastor Evans Mutambi como pastor principal interino da congregação situada na Ngong Road, em Nairóbi, de acordo com informações do The Christian Post.

Encerrando o comunicado, o Conselho de Anciãos pediu à comunidade que orasse pelas possíveis vítimas, por Mulandi e sua família, e reafirmou sua confiança na providência divina: “Este é um momento de reflexão, graça e oração. Sejamos uma comunidade marcada pela verdade, pelo amor e pela cura. Confiemos no plano redentor de Deus neste momento difícil”.

Frente Evangélica notifica abusos do STF: 'Prejudica milhões'

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) emitiu nota pública na quarta-feira (6) pedindo ao Senado Federal que intervenha para “conter os excessos do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

O documento, assinado conjuntamente pelas Frentes Parlamentares Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviços, expressa “profunda preocupação com recentes ações de ministros da Corte”.

No texto, os parlamentares afirmam que as decisões do STF estariam “provocando instabilidade institucional no país”, com efeitos sobre a economia: “As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros”.

As frentes defendem que o Senado atue como mediador institucional: “Solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional”.

O documento foi subscrito, dentre outros, pelos deputados, segundo o jornalista Claudio Dantas:

  • Luiz Gastão (PSD-CE), coordenador da Frente Parlamentar Católica

  • Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente do Empreendedorismo

  • Gilberto Nascimento (PL-SP), líder da Frente Parlamentar Evangélica

  • Domingos Sávio (PL-MG), representante da Frente do Comércio e Serviços

A nota não especifica quais decisões ou processos judiciais motivaram o posicionamento, mas faz parte de um contexto de indignação comum por parte da oposição, agora, contra a forma como magistrados como Alexandre de Moraes (STF) têm conduzido processos na mais alta Corte do país.

O apelo da Frente Parlamentar Evangélica também ocorre em meio a debates sobre a divisão de competências entre os Poderes, tema recorrente no atual cenário político. Críticos da atuação do Supremo têm apontado constante interferência no Poder Legislativo, algo que tem causado revolta em parte da população.

Leia a íntegra da nota, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo

protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a

democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

“Imagina se é o contrário?”: Nikolas agredido por deputada petista

Imagina se é o contrário? Esquerda sendo esquerda. Camila Jara, parabéns por mostrar ao Brasil quem realmente você é. Obrigado! pic.twitter.com/wj6qeQuZFj

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 7, 2025

Durante a tentativa de desobstrução do plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (6), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou ter sido agredido fisicamente pela deputada petista Camila Jara (PT-MS).

O incidente ocorreu por volta das 20h30, quando a Polícia Legislativa adentrou o plenário para retirar parlamentares da oposição que bloqueavam o início da sessão, resultando em tumulto próximo à mesa diretora.

Nikolas Ferreira divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram no mesmo dia, acompanhado da seguinte declaração escrita: “Modo da esquerda agir: te agride quando ninguém tá vendo. Bom que eles provam que estou certo”.

Nas imagens compartilhadas, o deputado federal evangélico, considerado um dos mais influentes do Brasil, aparece atrás da cadeira do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A sequência mostra o parlamentar mineiro perdendo o equilíbrio e caindo após ter sido aparentemente empurrado por Camila Jara, momento que ele considera ter sido uma agressão física.

Em resposta encaminhada à imprensa, a deputada petista Camila Jara negou a acusação, muito embora a gravação pareça confirmar a agressão contra o deputado evangélico.

Em nota ao jornal O Globo, a parlamentar do Mato Grosso do Sul argumentou: “Seria impossível tal ato, pois tenho apenas 1,60m de altura, 49 quilos e estou em tratamento contra um câncer”.

Jara classificou as alegações como parte de uma suposta “campanha de perseguição nas redes sociais”. Até a manhã desta quinta-feira (7), a deputada não havia se manifestado sobre o caso em suas próprias redes sociais.

O episódio integra o contexto da sessão marcada para as 20h30 de quarta-feira, que teve início atrasado devido ao bloqueio físico promovido por parlamentares de oposição no plenário. A ação de desobstrução pela Polícia Legislativa gerou confusão e empurra-empurra na área próxima à presidência da Casa.

Conflito

A obstrução feita pelos parlamentares bolsonaristas também acabou servindo para expor a postura de outros que, mesmo identificados com o espectro da direita, não aderiram ao movimento para pressionar os presidentes da Câmara e do Senado.

Um deles foi o deputado federal Kim Kataguiri, que foi criticado pelo vereador paulista Fernando Holiday. Em uma publicação feita nas redes sociais, Holiday mostrou uma imagem de Kataguiri junto a deputados petistas que estavam tentando desobstruir o Parlamento.

“Enquanto os deputados da direita ocupavam a Mesa Diretora, o deputado Kim Kataguiri estava ao fundo rindo com seus aliados petistas. Quando esses covardes do MBL vierem pedir votos ano que vem, lembrem-se dessa imagem. Lembrem-se desse dia!”, criticou.

Com maioria pelo impeachment, Nikolas explica próximos passos

Parlamentares da oposição anunciaram, na manhã desta quinta-feira, 7 de agosto, que 41 senadores já declararam apoio à abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa foi divulgada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), ao lado dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Segundo os parlamentares, o número representa a maioria simples necessária para admissibilidade da denúncia, embora ainda faltem 13 votos para alcançar os 54 necessários à destituição de um ministro do STF, conforme previsto no regimento do Senado Federal.

Nikolas Ferreira informou, por meio das redes sociais, que o apoio mais recente foi do senador Laércio Oliveira (PP-SE). “Senador Laércio acaba de se posicionar pelo Brasil e apoiar o impeachment de Moraes”, escreveu o deputado. “Portanto, soma-se 41 assinaturas e temos maioria para admissibilidade da denúncia”.

Ainda de acordo com Nikolas, o rito do processo de impeachment prevê a leitura da denúncia pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em seguida, uma comissão especial deve ser criada para avaliar a admissibilidade do pedido. O parecer dessa comissão precisa da aprovação por maioria simples — ou seja, 41 votos — para ser encaminhado ao plenário.

Caso o parecer seja aceito, Moraes teria dez dias para apresentar sua defesa. Após o prazo, a comissão emitiria um parecer final, também sujeito à votação por maioria simples. Se aprovado, o ministro seria afastado do cargo de forma imediata.

Até o momento, Alcolumbre ainda não se manifestou oficialmente sobre a leitura da denúncia. Cabe exclusivamente a ele autorizar ou não o início do trâmite no Senado.

Oposição desocupa plenário do Senado

No mesmo dia, a bancada de oposição encerrava a ocupação do plenário do Senado Federal, iniciada como forma de pressionar pela tramitação do pedido de impeachment. O gesto foi anunciado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, como um sinal de disposição para o diálogo institucional.

“Fizemos um esforço hoje, junto aos nossos pares, e estamos neste momento nos retirando da Mesa do Senado da República para que os trabalhos possam fluir normalmente”, declarou Marinho. “Agora, às 11 horas, terá uma sessão virtual. Se o presidente entender por bem, poderá ser presencial”.

A ocupação havia sido iniciada por parlamentares da oposição como forma de protesto contra o que consideram inércia de Alcolumbre em dar andamento ao pedido de impeachment contra Moraes. O gesto de desocupação ocorre após reuniões reservadas entre o presidente do Senado e integrantes da oposição, em clima considerado mais conciliatório.

Contexto

Alexandre de Moraes ocupa cadeira no Supremo Tribunal Federal desde 22 de março de 2017, indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB). À época, sua nomeação foi alvo de resistência de parte da esquerda, incluindo membros do PT, da Rede e do PSOL. A oposição ao nome de Moraes se baseava em críticas à sua atuação no Ministério da Justiça e em alertas de setores acadêmicos sobre sua conduta jurídica.

Recentemente, o ministro tem sido alvo de críticas de setores conservadores, especialmente por sua atuação nos inquéritos relacionados a fake news, vandalismo do 8 de janeiro e investigações sobre parlamentares da base bolsonarista. A proposta de impeachment, no entanto, ainda não foi formalmente aceita pela presidência do Senado, condição essencial para que possa ser analisada em comissão e votada pelo plenário.

Historicamente, nenhum ministro do STF foi afastado por decisão do Senado, embora a Constituição preveja essa possibilidade em caso de crime de responsabilidade. O caso segue em desenvolvimento e depende, neste momento, da decisão do presidente Davi Alcolumbre quanto ao encaminhamento da denúncia.

Após maioria pelo impeachment ser alcançada, Nikolas Ferreira explica próximos passos
Publicação do deputado sobre as assinaturas em sua conta no X