Bispo denuncia perseguição e tem aldeia atacada em retaliação

O bispo Wilfred Anagbe, da diocese de Makurdi, no estado de Benue, relatou ter sido ameaçado por autoridades nigerianas e viu sua aldeia natal ser atacada após denunciar a violência contra cristãos durante uma audiência no Congresso dos Estados Unidos, realizada em março.

Após o testemunho em Washington, em que detalhou uma série de ataques violentos contra comunidades cristãs no centro da Nigéria, Anagbe passou a receber alertas de embaixadas estrangeiras.

Em abril, diplomatas informaram que o bispo poderia ser preso ao desembarcar em seu país e que “algo poderia acontecer com ele”, segundo relatos feitos à imprensa norte-americana.

O deputado americano Chris Smith, presidente da Comissão de Direitos Humanos Globais do Congresso, declarou em 03 de junho:

“Estou chocado com os relatos de que o bispo Wilfred Anagbe e o padre Remigius Ihyula (que testemunhou ao lado do bispo Anagbe) estão enfrentando ameaças – supostamente de fontes do governo nigeriano e organizações afiliadas – por causa do testemunho do bispo perante o Congresso detalhando a violência no estado de Benue. Eles refletem um padrão preocupante de retaliação ligado ao testemunho perante o Congresso sobre abusos da liberdade religiosa na Nigéria”.

Quatro ataques em menos de dez dias

Entre 23 de maio e 1º de junho, quatro ataques foram registrados na região de Makurdi. No dia 23 de maio, o padre Solomon Atongo, da diocese de Anagbe, foi baleado. Dois dias depois, em 25 de maio, a aldeia natal do bispo, Aondona, foi alvo de uma investida armada que durou horas.

“Mais de 20 pessoas foram mortas, dezenas ficaram feridas e milhares agora vivem deslocadas em acampamentos improvisados”, afirmou Anagbe em entrevista publicada pela Fox News.

No dia 1º de junho, um novo ataque ocorreu na cidade de Naka. Segundo o bispo, nem os deslocados que buscavam abrigo em uma escola local escaparam. “Este ataque foi tão intenso que mesmo aqueles que antes estavam deslocados e se refugiaram em uma escola próxima não foram poupados”, declarou.

Para Anagbe, os episódios não são isolados: “O que está acontecendo em minha aldeia e diocese é nada menos que ataques terroristas contra aldeões inocentes para tomar suas terras e ocupar”, disse. Ele atribui os ataques a “uma jihad” em curso no país, com o objetivo de “conquistar territórios”.

Apelo

O bispo Wilfred Anagbe fez um apelo à comunidade internacional para que intervenha diante do que considera um genocídio em curso. Em sua declaração, comparou a situação na Nigéria ao Holocausto e ao genocídio de Ruanda.

“O mundo tem muito a fazer. Em primeiro lugar, o mundo deve aprender com os erros do passado, o Holocausto e, mais recentemente, o genocídio de Ruanda. Em ambos os casos, o mundo escondeu o rosto na areia como um avestruz”, afirmou.

Ele advertiu ainda: “Se o mundo não se levantar agora para acabar com as atrocidades orquestradas em nome do politicamente correto, poderá acordar um dia com as baixas que tornam o genocídio de Ruanda uma brincadeira de criança. Ficar quieto seria promover o genocídio ou a limpeza étnica na Nigéria”.

Mais de 10 mil mortos desde 2023

Dados reunidos por organizações da sociedade civil e veículos de imprensa revelam que, entre maio de 2023 e junho de 2025, ao menos 10.217 pessoas foram mortas em episódios de violência armada em diferentes regiões da Nigéria.

Segundo a Anistia Internacional Nigéria, o estado de Benue concentrou 6.896 vítimas, seguido pelo estado de Plateau, com 2.630 mortes. Apenas nos estados de Benue, Plateau e Kaduna, 672 aldeias foram saqueadas. A maioria dessas comunidades era formada por agricultores cristãos.

O governador de Plateau, Caleb Mutfwang, declarou publicamente que os ataques em série no estado constituem “um genocídio”.

Crise humanitária se agrava

A onda de violência resultou em uma grave crise humanitária. Milhares de pessoas estão deslocadas, vivendo em escolas, igrejas e espaços abertos, com acesso limitado a água potável, alimentos e atendimento médico. Organizações de ajuda humanitária relatam dificuldades para atender à demanda crescente por assistência emergencial.

A Nigéria ocupa atualmente o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, publicada pela Missão Portas Abertas, que monitora a liberdade religiosa em mais de 60 países. A lista destaca a escalada da perseguição religiosa, sobretudo contra cristãos, e os desafios enfrentados por líderes religiosos que denunciam as violações.

Ex-Pussycat Dolls glorifica a Deus ao receber prêmio nos EUA

Wow.

Broadway star Nicole Scherzinger emotionally gives glory to God after winning a Tony Award, rejecting Hollywood’s anti-Christian bias.

“I just want to thank God for carrying me… I give you all the glory.”

Jesus is Lord. ✝️ pic.twitter.com/AllhxynAa7

— Anna Lulis (@annamlulis) June 9, 2025

A cantora e atriz Nicole Scherzinger, 46 anos, ex-Pussycat Dolls, foi premiada como Melhor Atriz em Musical na 78ª edição do Tony Awards, nos Estados Unidos. Reconhecida por sua atuação como Norma Desmond na remontagem da Broadway do musical Sunset Boulevard, Nicole emocionou o público ao dedicar sua conquista a Deus.

Durante o discurso, a artista afirmou: “Em primeiro lugar, só tenho que agradecer a Deus por me carregar em cada passo do caminho. Dou a Ele toda a glória”. Em seguida, estendeu os agradecimentos à família: “Quero agradecer à minha mãe, que me teve aos 18 anos e abriu mão de tudo por mim. Ao meu pai, à minha irmã, Keala, e ao meu tutu e papa, que incutiram em mim uma fé inabalável”.

A cerimônia, que homenageia os principais destaques do teatro norte-americano, foi marcada pela presença de personalidades do meio artístico e pela repercussão do discurso de Nicole nas redes sociais. No X (antigo Twitter), uma ativista pró-vida comentou: “Uau. A estrela da Broadway Nicole Scherzinger se emocionou ao dar glória a Deus após ganhar um prêmio Tony, rejeitando o preconceito anticristão de Hollywood. Jesus é o Senhor”.

Origem e carreira

Nascida em Honolulu, no Havaí, Nicole foi criada em Louisville, Kentucky, em uma família católica. Antes de alcançar a fama internacional como vocalista do grupo The Pussycat Dolls, iniciou sua formação artística no teatro musical, de acordo com informações da CBN News.

Ao refletir sobre a conquista, Nicole escreveu nas redes sociais, em outubro de 2024, quando a peça estreou na Broadway: “Acredito que Deus tem um plano para todos nós — um plano e um propósito. Acredito que você só precisa ouvir os sussurros do seu coração e confiar Nele”.

Ela continuou: “Agora vejo que esta produção, e contar a história da Norma, era o plano divino de Deus para mim o tempo todo. Havia um propósito por trás de toda a paciência, dor e resistências que se espalharam entre a beleza da minha vida até agora”.

A montagem do musical estreou originalmente no West End de Londres, em setembro de 2023, antes de ser transferida para Nova York no mês seguinte.

Valores familiares

Em declarações anteriores, Nicole relatou que foi criada com valores cristãos firmes, especialmente em relação à valorização da vida. Em entrevista ao Daily Mail, lembrou que sua mãe ficou grávida dela aos 17 anos e optou por continuar a gestação, mesmo diante de dificuldades: “Minha mãe engravidou de mim quando tinha 17 anos e me teve aos 18. Ela escolheu a vida. Os pais dela nunca a deixariam fazer um aborto”.

Essa experiência pessoal influenciou suas decisões profissionais. Nicole contou que chegou a considerar abandonar o papel de Penny Johnson no remake de Dirty Dancing, da ABC, por conta de uma cena que abordava o aborto: “Consegui o papel e quase desisti porque não queria promover o aborto. Mas pensei: ‘Espero que eles possam aprender com ela e eu possa ser uma influência positiva’. Então, só quero encorajar todo mundo a ficar com seus bebês”.

Fé pessoal e expressão pública

Nicole também compartilha sua fé nas redes sociais. Em uma publicação, afirmou: “Se você me conhece, sabe que, como tantos outros, em tempos de adversidade e incerteza, recorro à minha fé. Eu acreditava que as postagens com as quais me engajava eram sobre encorajar as pessoas a escolherem o amor e a fé — ‘colocando Jesus em primeiro lugar’”.

Ao falar sobre sua espiritualidade, concluiu: “Para mim, Cristo personifica paz, compaixão, esperança e, acima de tudo, amor incondicional, especialmente por aqueles que talvez o sintam menos agora”.

Como pequenas igrejas podem sobreviver às megaigrejas?

De acordo com uma análise divulgada pela Lifeway Research, pastores de pequenas igrejas nos Estados Unidos estão sendo incentivados a investir em suas vantagens específicas para evitar o fechamento de suas congregações.

A entidade, que realiza estudos voltados à liderança cristã e à dinâmica das igrejas, observou que a tendência atual no país é que “as grandes igrejas estão ficando maiores e as pequenas cada vez menores”. O mesmo cenário é observado no Brasil, como no exemplo da Lagoinha, que se expandiu e possui megatemplos.

Apesar de enfrentarem restrições orçamentárias e escassez de pessoal, as pequenas congregações demonstram pontos positivos. Segundo Aaron Earls, redator sênior da Lifeway, esses espaços apresentam maior engajamento semanal, taxas superiores de voluntariado entre os membros e maiores doações per capita, tanto para manutenção da igreja quanto para missões e caridade.

Entretanto, essas comunidades também lidam com desafios consideráveis, como uma base de membros mais envelhecida e incertezas quanto à sustentabilidade financeira. “Para evitar se juntar ao número crescente de fechamentos de igrejas, os pastores de pequenas igrejas precisarão encontrar maneiras de alavancar seus pontos fortes e superar seus desafios”, destacou Earls.

Um estudo de 2020 da organização Faith Communities Today revelou que 70% das congregações norte-americanas reúnem cem pessoas ou menos nos cultos semanais. A média nacional de frequência semanal é de 65 pessoas por congregação, de acordo com informações do The Christian Post.

Já a Pesquisa Nacional de Líderes Religiosos (NSRL) de 2025, baseada no Estudo Nacional de Congregações (2018–2019) e na pesquisa Pulpit & Pew (2001), apontou que o tamanho da congregação é uma das variáveis mais importantes no cotidiano de trabalho dos líderes religiosos. De acordo com o relatório, “os 9% maiores das congregações contêm cerca de metade de todos os frequentadores da igreja”.

O NCS identificou que a congregação média conta com 70 membros regulares, entre adultos e crianças, e opera com um orçamento anual de aproximadamente US$ 100 mil. No entanto, o frequentador médio de igreja participa de uma congregação com cerca de 360 membros e um orçamento anual de US$ 450 mil.

A NSRL interpretou esse contraste como um “paradoxo” explicado pelo impacto das grandes congregações: embora sejam numericamente minoria, elas concentram a maioria dos fiéis, dos recursos financeiros e da força de trabalho ministerial. “O clérigo mediano lidera uma congregação com apenas cerca de 50 adultos participantes regularmente, enquanto, ao mesmo tempo, o clérigo que serve o participante mediano lidera uma congregação com cerca de 245 adultos participantes regularmente”, afirma o relatório.

As paróquias católicas representam um caso à parte. Segundo a NSRL, elas costumam ser significativamente maiores do que outras tradições religiosas. Um pároco mediano nos EUA serve uma comunidade de aproximadamente 400 adultos que frequentam regularmente os cultos.

A pesquisa concluiu que, apesar da visibilidade das chamadas megacongregações, a realidade ministerial é dominada por pequenas igrejas: “A maioria [dos líderes religiosos] lidera pequenas congregações”, afirma o documento.

Dados adicionais divulgados em março pela Lifeway Research reforçam a estabilidade da tendência atual. O relatório apontou que cerca de 50% das congregações protestantes aumentaram sua frequência em pelo menos 4% nos últimos dois anos. Por outro lado, 48% permaneceram estáveis ou registraram quedas superiores a 4% no mesmo período.

O crescimento é mais evidente entre igrejas com maior número de membros. De acordo com a pesquisa, 62% das congregações com mais de 250 membros relataram aumento de frequência, contra 59% entre aquelas com 100 a 250 membros. Entre as igrejas com 50 a 99 participantes, esse índice caiu para 45%, e nas com menos de 50, apenas 23% registraram crescimento.

Segundo Aaron Earls, os dados sugerem que a realidade das pequenas igrejas não mudará tão cedo. A estratégia, segundo ele, é reconhecer suas forças — como o senso de comunidade, o voluntariado ativo e o compromisso com causas sociais — e desenvolver formas de sustentação baseadas nesses pilares.

Islamismo cresce rápido e chega a 25% da população do mundo

Um levantamento global apontou mudanças significativas na composição religiosa mundial entre 2010 e 2020. O cristianismo continua sendo a religião com mais adeptos no mundo, somando 2,3 bilhões de pessoas, mas sua participação proporcional na população global caiu de 30,6% para 28,8%, uma redução de 1,8 ponto percentual, influenciada principalmente pela desfiliação religiosa nas Américas e na Europa.

Ao mesmo tempo, o islamismo foi a religião que mais cresceu no período, passando a representar 25,6% da população mundial. De acordo com o relatório do Pew Research Center, o crescimento está relacionado a altas taxas de natalidade e a uma população mais jovem entre os muçulmanos, cuja idade média em 2020 era de 24 anos, em comparação com 33 anos entre os não muçulmanos.

“É impressionante que tenha havido uma mudança tão drástica em um período de 10 anos”, afirmou Conrad Hackett, pesquisador do Pew Research Center e principal autor do estudo. “Durante esse período, as populações muçulmana e cristã se aproximaram em tamanho. Os muçulmanos cresceram mais rápido do que qualquer outra religião importante”.

Crescimento dos “sem religião”

O número de pessoas que não se identificam com nenhuma religião também cresceu consideravelmente, atingindo 24,2% da população mundial em 2020, ante 23,3% em 2010. O relatório destaca que essa expansão está diretamente relacionada à mudança de religião, especialmente entre ex-cristãos.

“Entre os jovens adultos, para cada pessoa no mundo que se torna cristã, há três pessoas que foram criadas como cristãs e que abandonam a fé”, observou Hackett.

Apesar de projeções anteriores indicarem uma possível queda no número de pessoas sem afiliação religiosa — devido ao envelhecimento dessa população e às baixas taxas de natalidade —, o levantamento revela que a desfiliação está superando essas expectativas, sobretudo em países ocidentais.

Entre as nações com os maiores contingentes de não filiados estão:

  • China, com 1,3 bilhão de pessoas sem religião, dentro de uma população de 1,4 bilhão;

  • Estados Unidos, com 101 milhões, entre 331,5 milhões de habitantes;

  • Japão, com 73 milhões, em um total de 126,3 milhões.

Budismo em queda

O budismo foi a única religião que registrou uma queda no número total de adeptos, passando de 343 milhões em 2010 para 324 milhões em 2020. A redução é atribuída a baixas taxas de natalidade e à desfiliação religiosa em países historicamente budistas.

Em contraste, hindus e judeus mantiveram proporções estáveis em relação à população global ao longo da década analisada.

“Às vezes ouvimos rumores de renascimento religioso, e certamente é possível que em determinados lugares a religião possa crescer”, afirmou Hackett. “Mas neste estudo cuidadoso de 10 anos que realizamos, a tendência geral é que em muitos lugares as pessoas estão se afastando da religião”.

Perspectivas futuras

Segundo Hackett, os dados apontam para um processo de convergência entre o cristianismo e o islamismo. Se as tendências atuais forem mantidas, o islamismo poderá se tornar a religião com o maior número de adeptos no mundo nos próximos anos.

“O próximo passo do nosso trabalho em andamento neste projeto será fazer algumas projeções populacionais demográficas para fornecer novas estimativas de quando exatamente elas podem convergir”, afirmou, em entrevista ao The Washington Post.

O estudo foi baseado na análise de mais de 2.700 censos e pesquisas nacionais e internacionais, fornecendo um retrato detalhado da evolução das religiões no cenário global entre 2010 e 2020.

Gilmar elogia ditador e pastores reagem: ‘Seremos censurados’

Na última quarta-feira, 11 de junho, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os todos os integrantes da Corte admiram o regime chinês comandado por Xi Jinping pela suposta eficácia na regulação das redes sociais.

“Não importa a cor do gato, mas que ele cace o rato”, disse Gilmar Mendes ao elogiar a ditadura chinesa comandada por Xi Jinping. Na China, o acesso a determinados sites é bloqueado pelo governo, e as redes sociais monitoram todas as publicações dos usuários.

A declaração, no entanto, foi corrigida pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que o alertou que a autoria da frase é de Deng Xiaoping, um líder chinês que governou o país durante os anos 1980.

O comentário de Gilmar Mendes ocorreu durante o julgamento sobre o Marco Civil da Internet, que analisa a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários.

Nas redes sociais, pastores se manifestaram em protesto contra a declaração do ministro, que é o decano do STF. Renato Vargens, pastor da Igreja Cristã da Aliança, usou o X para expor sua repulsa à declaração:

“Somos admiradores do regime chinês”, afirmou Gilmar Mendes durante o julgamento da censura das redes sociais. Diante disto falar o que? Comentar o que? Em breve todos seremos censurados”, lamentou Vargens.

Em seguida, voltou a cobrar – como já havia feito recentemente – figuras como Ed René Kivitz, Ariovaldo Ramos e Antonio Carlos Costa, que assumiram papel de defensores da ideologia de esquerda e não contestam o cenário atual no Brasil: Outra coisa: cadê os ‘ongueiros, os defensores dos direitos humanos e da liberdade’? Seguem silentes, né?”.

Franklin Ferreira, autor de Contra a Idolatria de Estado, foi sucinto ao compartilhar uma charge a respeito da declaração do decano do STF: “Vamos defender a democracia! ‘Como?’ Implementando o modelo chinês de censura”.

“Pregadores estão sendo presos”: cristãos se mobilizam em oração

No último sábado, centenas de cristãos reuniram-se na Parliament Square, em frente ao Big Ben, em Londres, para um culto público de adoração, pregação e intercessão pelo Reino Unido. O evento, organizado pelo evangelista Daniel Chand do Ministério “Walkin like Jesus”, incluiu louvores, orações coletivas e sermões.

Durante o ato, os participantes entoaram cânticos religiosos e realizaram orações pela “situação espiritual do país”. Daniel Chand proclamou ao microfone: “Londres pertence a Jesus! Esta é uma nação cristã. Nos curvamos a um Rei, e Ele é o Rei dos reis”.

Chand enfatizou o caráter não político do evento: “Não estamos aqui para uma manifestação política, mas para uma proclamação profética. Agora é o tempo para um avivamento”.

Em postagem no Instagram após o evento, o evangelista acrescentou: “A igreja tomou seu lugar na Parliament Square. Declaramos publicamente a vontade de Deus, com salvações e milagres de cura relatados”.

Tensões religiosas

O evento ocorreu em um cenário de debates sobre liberdade religiosa no Reino Unido. Recentes casos judiciais envolveram a prisão de pregadores de rua por violação de normas locais, especialmente próximo a clínicas de aborto, onde orações silenciosas podem configurar infração.

Chand mencionou esses desafios: “Pregadores estão sendo presos, e princípios bíblicos são marginalizados. É hora de a igreja se levantar”.

Mudanças no Cenário Espiritual

Evangelistas atuantes no país relatam uma crescente abertura ao discurso religioso. Stephen Johnson, que realiza trabalho evangelístico em Londres há uma década, declarou à CBN News:

“Algo mudou no coração das pessoas. Jovens buscam conversas sobre fé, algo raro na Inglaterra há anos”. Dados citados pela revista Relevant Magazine indicam aumento na identificação religiosa entre jovens britânicos:

  • 18 a 24 anos: taxa de autodeclarados cristãos que frequentam igrejas subiu de 4% (2018) para 16% (2024).

  • 25 a 34 anos: o índice passou de 4% para 13% no mesmo período.

O fenômeno, denominado “Avivamento Silencioso” por veículos locais, contrasta com a tendência de secularização na Europa.

Repercussão

Apesar de não haver estimativas oficiais de público, vídeos compartilhados pelas redes do ministério mostram centenas de participantes. A ação não registrou confrontos ou interrupções por autoridades, diferindo de episódios anteriores envolvendo pregação pública no país.

Nota contextual: O Reino Unido, onde 46,2% da população declarou não ter religião no censo de 2021, vive debates sobre o papel do cristianismo em espaços públicos, enquanto líderes religiosos defendem uma “reativação espiritual” da nação. Com informações: Guiame.

Javier Milei, da Argentina, transfere embaixada para Jerusalém

 Em visita oficial a Israel nesta quinta-feira (12 de junho de 2025), o presidente argentino Javier Milei anunciou a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, com previsão de conclusão até 2026.

A medida formaliza o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense, assim como fez o presidente americano Donald Trump e pensou em fazer o ex-presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro, posicionando a Argentina entre poucos países como Estados Unidos, Guatemala e Kosovo com representação diplomática na cidade.

Contexto político

O anúncio foi feito em discurso no Knesset (Parlamento israelense), onde Milei afirmou: “A Argentina alinha-se à verdade histórica: Jerusalém é a capital eterna e indivisível de Israel”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu agradeceu o apoio: “Contra as forças das trevas, teremos sucesso. Israel vencerá esta guerra e resgatará todos os reféns”, referindo-se ao conflito iniciado em 7 de outubro de 2023.

Premiação e reações

No mesmo dia, Milei recebeu o Prêmio Gênesis 2025 no Museu da Tolerância, tornando-se o primeiro chefe de Estado em exercício não israelense a conquistar a honraria.

O prêmio de US$ 1 milhão, denominado “Nobel Judaico” pela revista Time, será destinado aos Acordos de Isaac – iniciativa para fortalecer laços entre Israel e democracias latino-americanas.

Stan Polovets, presidente da Fundação Genesis, destacou: “O apoio de Milei transcende o simbolismo. Os Acordos de Isaac podem gerar resultados tangíveis: desde relações bilaterais reforçadas até maior apoio a Israel na ONU”.

Os recursos serão administrados por uma organização sem fins lucrativos em parceria com entidades como:

  • StandWithUs (educação diplomática)

  • Fundação para o Combate ao Antissemitismo

  • Yalla Israel (promoção de intercâmbios)

A cerimônia incluiu apresentação de “You’ve Got a Friend” por Carole King, enfatizando o tema de superação do isolamento diplomático israelense.

Contexto internacional:

  • Jerusalém tem status contestado pela ONU (Resolução 478), com maioria dos países mantendo embaixadas em Tel Aviv;

  • Os Acordos de Isaac inspiram-se nos Acordos de Abraão (2020), que normalizaram relações entre Israel e Emirados Árabes, Bahrein e Marrocos;

  • O Ministério das Relações Exteriores da Palestina classificou a decisão argentina como “violação do direito internacional”.

Cura da infertilidade reforça a fé de ex-backing vocal de Katy Perry

Durante a 12ª edição do K-LOVE Fan Awards (28 de maio de 2025), maior premiação da música cristã mundial, a cantora Tasha Layton compartilhou um testemunho pessoal que mobilizou o público no Ópera House de Nashville. A artista detalhou como superou um diagnóstico de infertilidade após intervenção que atribui à ação divina.

O diagnóstico médico

Em entrevista à CBN News, Layton revelou: “Meu marido Keith sabia há oito anos que era infértil devido a uma lesão nas costas. Médicos me recomendaram injeções hormonais e cirurgia”. O casal abandonou tratamentos convencionais após 11 meses de tentativas frustradas.

O momento da cura

A virada ocorreu durante missão em Uganda em 2024: “Cantava ‘Milagres’ quando vi Keith chorar. Ele disse: ‘Deus curou minhas costas!’”. Na mesma noite, missionários oraram pela concepção do casal. Três meses depois, Layton engravidou sem intervenção médica.

O relato reforça sua mudança radical de trajetória. Ela iniciou carreira como backing vocal de Katy Perry, mas abandonou contratos seculares em 2019: “Recusei fama e fortuna para conectar pessoas a Deus através da música”, justificou.

Layton exibiu foto dos filhos no último Dia das Mães, citando Salmos 127:3“Os filhos são herança do Senhor”. Sobre os milagres, declarou: “Vi câncer desaparecer, libertações de demônios e cura instantânea de depressão. Minha fé é inabalável porque testemunhei o poder divino”.

Dados:

  • 48 milhões de casais lidam com infertilidade globalmente (OMS, 2024);

  • No Brasil, 15% da população em idade reprodutiva enfrenta o problema (SBRA, 2023);

  • O K-LOVE Awards reuniu 10 mil pessoas em 2025, com transmissão para 62 países.

Marcha para Jesus tem momento emocionante com enfermo

A Marcha para Jesus realizada no último sábado (7 de junho de 2025) em Itapema reuniu cerca de 800 participantes de diversas denominações cristãs, organizada pelo Conselho de Pastores (CONPAI) com apoio da prefeitura.

O evento, que percorreu a orla da cidade com um caminhão de som, foi marcado por um episódio espontâneo de manifestação coletiva de fé.

O momento emblemático

Durante a caminhada, os manifestantes detiveram-se em frente a um apartamento residencial onde uma família acompanhava o evento da sacada. Entre eles, um homem em cadeira de rodas levantou as mãos em gesto de devoção.

A cena motivou a multidão a interromper a marcha e iniciar um clamor público de oração direcionado à família. “O poder de Deus foi sentido”, relatou um participante ao Jornal Razão, que cobriu o evento.

O prefeito Alexandre Xepa, presente no ato, demonstrou comoção ao ver a manifestação do público presente na Marcha para Jesus de Itapema.

“Ver as ruas tomadas por pessoas declarando sua fé emociona. Apoiar este evento é reafirmar nossos valores. Itapema é do Senhor Jesus! Aqui tem um povo que ora, crê e caminha com Deus”.

O pastor Fábio Bauab, presidente do CONPAI, reforçou a mesma impressão e importância do evento: “Esta marcha é um ato profético para abençoar nossa cidade e declarar que Jesus é o Senhor sobre Itapema. É inspirador ver igrejas unidas em um propósito”.

Estrutura e encerramento

O trajeto terminou na Praça da Paz com culto liderado pelo Ministério Avivah. Segundo a organização, o evento seguiu três eixos:

  1. Caminhada com adoração musical

  2. Pregação itinerante do Evangelho

  3. Manifestações espontâneas de fé

Contexto:

  • Itapema tem 35% de população evangélica (CONPAI, 2024);

  • As Marchas para Jesus ocorrem em 270 cidades brasileiras anualmente (Frente Parlamentar Evangélica, 2024);

  • Em Santa Catarina, eventos similares reúnem em média 15 mil pessoas nas capitais (Fórum Evangélico Catarinense).

Trump alerta Irã para se render a Israel antes que seja destruído

O ataque de Israel ao Irã, para eliminar as instalações nucleares do país, foi justificado pelo primeiro-ministro israelense como prevenção à ameaça antiga do regime teocrático islâmico de eliminar o Estado judeu. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que apoia a ação militar.

Há anos os líderes iranianos pregam a eliminação de Israel, e com as informações de que o regime estaria próximo de conseguir construir uma bomba atômica, as Forças de Defesa de Israel agiram de maneira estratégica para eliminar instalações nucleares, defesas antiaéreas e locais onde a cúpula militar se abrigava.

Na rede social Truth, o presidente dos Estados Unidos informou que várias negociações foram feitas ao longo dos últimos meses, para que o Irã abandonasse o programa nuclear, mas a abordagem foi fracassada.

“Dei ao Irã chance após chance para fazer um acordo. Disse a eles, com as palavras mais duras possíveis, para ‘apenas fazerem isso’, mas não importava o quanto tentassem, o quão perto chegassem, simplesmente não conseguiam concluir. Disse que seria muito pior do que qualquer coisa que conheciam, antecipavam ou tivessem sido avisados, que os Estados Unidos fabricam o melhor e mais letal equipamento militar do mundo, DISPARADO, e que Israel possui muito disso — e muito mais está por vir — e que sabem usá-lo”, escreveu Donald Trump.

“Alguns radicais iranianos falaram com bravura, mas não sabiam o que estava prestes a acontecer. Agora estão todos mortos, e isso só vai piorar! Já houve muita morte e destruição, mas ainda há tempo para pôr fim a esse massacre, pois os próximos ataques já planejados serão ainda mais brutais. O Irã precisa fazer um acordo antes que nada mais reste, e salvar o que um dia foi conhecido como o Império Persa. Chega de mortes, chega de destruição. Apenas façam isso, antes que seja tarde demais. Deus abençoe a todos!”, acrescentou o presidente norte-americano.

Um pronunciamento de Netanyahu confirmou que Israel atacou como forma de se prevenir de uma ameaça muito séria, e que espera que sua campanha militar – facilitada pela queda do regime sírio – leve à mudança do regime iraniano, para que o povo persa e o povo judeu construam laços de amizade no futuro.

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