Drex: moeda digital do Brasil é sinal profético?

O Banco Central (BC) anunciou uma reorientação estratégica para o Drex, projeto de moeda digital brasileira. Em vez da proposta original de instrumento acessível ao cidadão, a primeira etapa do sistema – com lançamento previsto para 2026 – funcionará como plataforma de reconciliação de gravames, voltada exclusivamente ao mercado financeiro.

A mudança implica o abandono imediato da tecnologia blockchain (especificamente a rede Hyperledger Besu) e da tokenização, inicialmente consideradas pilares do projeto.

A decisão surgiu após dificuldades técnicas em conciliar privacidade e programabilidade na arquitetura blockchain. O novo modelo priorizará tecnologias tradicionais para criar um sistema integrado de verificação de ativos usados como garantia de crédito, conectando bancos, corretoras e cartórios.

Segundo Wagner Martin, VP da Veritran no Brasil, “ao unificar dados de gravames, a velocidade e o custo dos processos creditícios serão drasticamente melhorados”. Para usuários comuns, contudo, a fase inicial não trará alterações práticas – um contraste com as promessas originais de 2023, que incluíam inclusão financeira e pagamento de benefícios sociais.

O replanejamento ocorre num cenário global cauteloso: apenas Bahamas, Jamaica e Nigéria implementaram moedas digitais de varejo, enquanto 134 países mantêm projetos em pesquisa ou fase piloto. Como observa Sarah Uska, analista do Bitybank, “apenas os EUA baniram oficialmente moedas digitais de varejo”.

Paradoxalmente, a América Latina vive expansão acelerada de criptoativos, com crescimento de 42,5% no último ano (Chainalysis). O Brasil ocupa a 9ª posição mundial em adoção, impulsionado por proteção contra inflação (27,3% em 12 meses), pagamentos internacionais e desburocratização.

Reguladores defendem a opção como pragmática: garantir entrega funcional em 2026 antecipa ganhos de eficiência, ainda que distantes do cidadão. Blockchain e contratos inteligentes permanecem no horizonte de longo prazo, sem data definida.

O risco, segundo especialistas, é que o Drex perca relevância pública ao se tornar uma “moeda de bastidor”, enquanto soluções descentralizadas ganham espaço na economia real.

Implicação profética?

Para o pesquisador de escatologia Vinícius Lana, a criação da moeda brasileira 100% digital é um claro sinal do fim dos tempos. Em um artigo publicado recentemente por ele, o autor faz associação dessa ferramenta com o trecho de Apocalipse 13:17.

“A implementação do Drex vem em paralelo a discussões globais sobre um sistema de identidade digital único, já testado em iniciativas ligadas à ONU e ao G20. Ou seja, quem não estiver conforme às regras (políticas, ambientais, sanitárias, ideológicas) simplesmente não consegue comprar ou vender”, analisa.

“Essa identidade pode incluir biometria, histórico médico, status de vacinação, produção de carbono… Tudo isso seria pré-condição para “autorizar” seu dinheiro a funcionar”, completou o autor.

Lana concluiu: “Com o Drex, não é mais necessário um processo judicial complexo para bloquear seus recursos. Basta um algoritmo no sistema, e todo o seu dinheiro fica inacessível. Em um ambiente de censura, isso poderia ser usado contra vozes que se levantam contra o sistema.”

Mocellin elogia postura de Malafaia e critica ‘pastores certinhos’

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O pastor Rodrigo Mocellin, líder da Igreja Resgatar, em Guaratinguetá (SP), e youtuber com mais de 650 mil inscritos, comentou a inclusão do pastor Silas Malafaia em um inquérito da Polícia Federal que apura a suposta “tentativa de golpe”.

Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Mocellin elogiou a postura do líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, destacando sua atuação pública diante do episódio.

“A posição do Malafaia é muito correta. Eu acho ele tão errado na teologia, mas é impressionante como vários pastores que eu considero que estão tão certos teologicamente, estão tão errados politicamente. Devem aprender com Malafaia”, afirmou Mocellin.

Reação

Segundo o pastor, a inclusão de Silas Malafaia no inquérito teria repercutido inicialmente na imprensa. “O Malafaia foi colocado nesse inquérito, recebeu a notícia, nem foi pela justiça, foi pela Globo News, ele diz ‘bem estranho isso’, não? E o que ele faz aqui? Ele fala ‘não tenho medo’. E aí ele fala, ‘ditador’ – o Moraes – ‘tem que ser impedido, preso’. Que coisa, não? Ele não é frouxo. Você pode falar o que você quiser dele. Frouxo esse cara não é”, declarou.

Mocellin também mencionou declarações do deputado Gustavo Gayer. Segundo ele, o parlamentar teria apontado Malafaia como liderança capaz de convocar manifestações após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro: “O deputado Gustavo Gayer diz que isso aqui está acontecendo porque o Bolsonaro está preso e agora quem pode convocar manifestação, por exemplo, manifestação no dia 7 de setembro? Quem pode? Era o Malafaia, porque é o Malafaia que tem convocado essas últimas manifestações”, relatou.

Crítica a pastores omissos

Em outro trecho, Mocellin fez críticas a líderes evangélicos que, em sua avaliação, evitam envolvimento político: “O quanto tem de pastor certinho que é frouxo. Teologicamente eu acho que ele [Malafaia] é tão errado, tão errado. Mas tão macho, né? Ô meu Deus, quem dera a gente tivesse uns pastores certinhos, mas bravos, mais corajosos. É isso que a gente precisa, porque ao longo, ao longo das últimas décadas, o que os cristãos fizeram? Arregaram. Mas, é óbvio, de maneira piedosa”, afirmou.

Ele ironizou posturas de líderes que evitam confrontos políticos. “‘Não nos envolvemos com política’. Ah, então entregamos aos lobos? Foi isso que a gente fez. Outra maneira piedosa de não confrontar, como os profetas confrontaram os líderes, os governantes e os juízes da época. Uma maneira de fugir dessa função profética do pastor, da igreja, dos cristãos; uma maneira piedosa, dizendo, ‘nós temos que amar e dar a outra face’. E pregaram uma espécie aí de pacifismo. Tudo em nome do amor. ‘Vamos deixar. Vamos engolindo tudo’”.

Comparação histórica

O pastor também recorreu a um exemplo histórico para justificar sua defesa da postura de enfrentamento. Mocellin citou o Acordo de Munique, firmado em setembro de 1938 entre o então primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain e Adolf Hitler.

“Deixe-me lembrá-los de que não se pode arregar para ditadores. Você se lembra do acordo de Munique? […] Setembro de 1938. Chamberlain, primeiro-ministro da Inglaterra, volta da Alemanha com um pedaço de papel – assinado por Hitler – que traria paz para o nosso tempo. Foi isso que ele disse. ‘Fizemos a paz com Hitler’. Isso ficou conhecido como o famigerado Acordo de Munique”, explicou.

Mocellin prosseguiu: “A Inglaterra, por meio desse frouxo, se submeteu às exigências de um cafajeste, do Adolf Hitler. A Alemanha nazista, sob Adolf Hitler, exigia a anexação da região dos Sudetos, parte da Tchecoslováquia, habitada por muitos de origem alemã, para evitar a guerra. Em nome da paz. Líderes europeus foram lá e se submeteram a um canalha. Fizeram acordo com um bandido. Então, em setembro de 1938, o Chamberlain acertou o acordo. O que o Churchill – que viria a ser primeiro-ministro da Inglaterra – disse? Entre a desonra e a guerra, vocês escolheram a desonra. Por isso terão a guerra. Ou seja, entre a desonra de aceitar as exigências de um cafajeste e a guerra, vocês escolheram a desonra. Vocês foram frouxos. […] Vocês foram humilhados e, pior, ainda vão ter a guerra. E, de fato, as profecias de Churchill se cumpriram. Menos de um ano depois, em março de 1939, Hitler invadiu a Tchecoslováquia. Em 1º de setembro, ele invadiu a Polônia e pronto. Começou a Segunda Guerra Mundial”.

Ao final de sua fala, Mocellin reforçou o elogio à postura de Silas Malafaia diante da investigação. “O Silas Malafaia deu um bom exemplo ao não arregar. Que Deus levante mais gente assim”, declarou.

Ex-muçulmano perseguido: “Jogaram bombas em minha casa”

Um ex-muçulmano identificado como *Yasin, residente no Iraque, relatou à organização Open Doors UK & Ireland sua conversão ao cristianismo após uma experiência sobrenatural e a subsequente perseguição que precisou enfrentar, promovida por sua própria família.

O caso ilustra os riscos de mudança religiosa em contextos de restrição à liberdade de crença, algo que tem posto em risco a vida de milhares de cristãos.

Conversão:

Yasin descreveu questionamentos durante sua juventude islâmica: “Eu dizia: ‘Deus, se Você é real, me dê um sinal’”. Segundo seu testemunho, um sonho decisivo ocorreu anos atrás: “Vi alguém de beleza indescritível. Colocou a mão em minha cabeça e disse: ‘Tu és meu filho amado. Este é o caminho, siga-me’”.

Após compartilhar a visão com um amigo muçulmano – que a atribuiu ao “diabo” –, buscou interpretação com um cristão conhecido da família. Este afirmou: “Isto é Deus se revelando a você”, e o incentivou a ler o Evangelho.

Conflito familiar:

A adesão ao cristianismo gerou reações violentas. O ex-muçulmano afirmou que, ao revelar a leitura da Bíblia aos filhos, causou “choque”. Seu irmão, incumbido de interromper suas atividades, tentou assassiná-lo múltiplas vezes:

“Jogaram bombas em minha casa”. Uma ameaça escrita deixada em sua residência alertava“Se você não abandonar o cristianismo, eu te mato”. A esposa inicialmente não o apoiou, e a comunidade passou a isolá-lo: “Quando saímos de casa, nos insultam”.

Missão e resistência

Apesar dos risos, Yasin recusou-se a deixar o país: “Tentei várias vezes ir embora, mas Deus colocou em meu coração a vontade de ficar”. Ele interpreta a perseguição à luz de Mateus 10:16 (“Sendo enviados como ovelhas no meio de lobos”) e crê numa vocação específica: “O Senhor tem uma missão para mim: levar Boas Novas ao meu povo”.

O Iraque ocupa a 15ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Open Doors, com conversões do islamismo frequentemente gerando rejeição familiar e ameaças. Organizações documentam casos semelhantes de revelações oníricas precedendo mudanças religiosas na região.

(Nome alterado para proteção do entrevistado)

Missionários relatam ação sobrenatural em transporte de Bíblias

Dois missionários identificados como *Omid e *Alborz (nomes verdadeiros alterados por razões de segurança) relataram à organização Christian Aid um episódio sobrenatural ocorrido durante o transporte clandestino de 40 Bíblias para comunidades cristãs no Irã.

O país, controlado por uma teocracia islâmica considerada hostil aos cristãos, proíbe a distribuição de literatura religiosa não islâmica, como Bíblias, com penas que incluem prisão.

Os missionários descreveram que, ao aproximarem-se de um posto policial em estrada monitorada, agentes de segurança sinalizaram a parada do veículo. Após breve revista ao porta-malas e banco traseiro – onde não encontraram itens ilícitos –, os oficiais liberaram a passagem sem inspecionar a bolsa com as Bíblias no banco dianteiro.

*Omid afirmou: “Deus, por favor, nos rendemos a ti” durante a abordagem. Um líder de igreja doméstica local, ouvido posteriormente, declarou: “Os guardas ficaram cegos para a sacola. Foi um milagre”.

Impacto no contexto local

As Bíblias foram entregues a um líder comunitário em vila uma remota, de onde foi distribuída para os cristãos que vivem sob perseguição no país muçulmano. Seu primo, ao descobrir o material, solicitou um exemplar e, após ler, pediu contato dos missionários.

Convertido ao cristianismo, o primo se tornou posteriormente um líder de múltiplas igrejas domésticas, sendo um fruto direto do trabalho de distribuição de Bíblias por parte dos missionários que arriscaram suas vidas.

O relato coincide com relatos de crescimento cristão no Irã. Fontes locais citadas pela Christian Aid mencionam “milhares de conversões” em 2024, frequentemente atribuídas a experiências sobrenaturais: 

Alguns veem Jesus em sonhos antes de conhecê-Lo. Quando Cristo entra em cena, aceitam-No”, explicou um interlocutor.

A organização registrou a distribuição de 27.000 Bíblias no Irã nos últimos seis meses, operação considerada de alto risco. “Igrejas pedem Escrituras e missionários oram antes de transportá-las”, detalhou a entidade.

NFL: jogador ‘viciado’ em ler a Bíblia deixa a Palavra guiar sua vida

O quarterback do New York Jets, Justin Fields, afirmou que seu novo hábito diário de leitura da Bíblia aprofundou sua fé e redirecionou seu foco da aprovação pública para a orientação de Deus. Em entrevista coletiva no campo de treinamento, o jogador de 25 anos disse que tem levado mais a sério sua vida espiritual nos últimos seis meses.

“Acho que eu costumava deixar que as opiniões dos outros moldassem a minha”, declarou Fields aos repórteres. “Mas você não pode fazer isso porque vai começar a pensar como essas opiniões. Estou feliz por ter superado essa fase e estou feliz que a única aprovação de que preciso agora é dos meus companheiros de equipe, dos meus treinadores e, em última análise, de Deus”.

Formado pela Universidade Estadual de Ohio e duas vezes eleito Jogador Ofensivo do Ano da Big Ten, Fields assinou em março um contrato de dois anos e US$ 40 milhões com os Jets, após três temporadas com os Bears e uma passagem pelo Pittsburgh Steelers. Ele disse que o comprometimento diário com as Escrituras fortaleceu seu relacionamento com Deus e revelou ensinamentos que desconhecia.

“Tenho me aproximado de Deus — lendo a Bíblia todos os dias, construindo esse relacionamento”, afirmou. “Há tanta sabedoria e tantos versos maravilhosos que eu nem conhecia. Sinceramente, sou um viciado em pegar minha Bíblia todos os dias, só porque aprendo algo novo a cada dia e consigo aplicar isso no meu dia a dia”.

Fields recomendou o livro de Provérbios para quem deseja começar a leitura e disse lamentar não ter iniciado antes o hábito. “Eu dormia sobre a Bíblia no começo da minha vida”, afirmou. “Gostaria de ter começado antes. Encorajo todos a lerem um pouquinho e partirem daí”. O atleta mantém no peito uma tatuagem com 1 João 1:9, versículo favorito de seu pai, e contou que, conforme relatou à revista GQ em 2023, costuma iniciar o dia abrindo o aplicativo da Bíblia em seu celular.

Nos últimos meses, outros jogadores da NFL também falaram publicamente sobre a fé. Em março, Baker Mayfield, quarterback do Tampa Bay Buccaneers, disse que precisou chegar “ao fundo do poço” antes de reconhecer a importância de Jesus Cristo. Em maio, o running back novato do Pittsburgh Steelers, Kaleb Johnson, relatou que seu batismo representou “um dos momentos mais poderosos e significativos” de sua vida, destacando que passou a encontrar sua identidade em Cristo e não no futebol americano.

A manifestação de fé também se estendeu ao esporte universitário. Antes do Campeonato de Softball da Conference USA, em maio, mais de 70 atletas e treinadores de seis escolas participaram do batismo de 26 jogadores após um evento de adoração.

O ex-tight end da NFL Benjamin Watson, hoje comentarista e líder cristão, disse à Coalizão pelo Evangelho que expressões públicas de fé entre atletas são positivas, mas exigem responsabilidade: “Precisamos orar para que os irmãos estejam dispostos a criticar, a falar a verdade com amor aos atletas. E isso vem por meio do relacionamento”, afirmou.

Watson alertou que, em alguns casos, jogadores recém-convertidos são expostos rapidamente a convites para falar publicamente, sem tempo para desenvolver maturidade espiritual, de acordo com o The Christian Post.

“Parte de se tornar mais maduro como crente está na sua própria prática pessoal, mas também na crítica prestativa e amorosa dos outros”, disse Watson. “Você o ajuda, comenta o que ele está dizendo e aborda o assunto com fé e amor — mas no sentido de fazê-lo crescer na fé e não rebaixá-lo”.

Bombeiro foi demitido após fazer publicação com críticas ao aborto

Um colegiado do Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Oitavo Circuito decidiu, em 14 de agosto, reabrir o processo do bombeiro Steven Melton contra a cidade de Forrest City, no Arkansas. Ele foi demitido em 2020 após publicar em sua conta pessoal no Facebook uma imagem contrária ao aborto.

O juiz de circuito David Stras, indicado pelo ex-presidente Donald Trump, escreveu a opinião do colegiado, destacando que não houve exigência prévia da cidade para aprovar publicações em perfis pessoais de redes sociais. Stras afirmou que não havia “nenhuma demonstração de que a publicação de Melton teve impacto no próprio corpo de bombeiros”, acrescentando que nenhum colega reclamou ou se recusou a trabalhar com ele.

Melton é representado pela organização jurídica sem fins lucrativos Alliance Defending Freedom (ADF), especializada em casos da Primeira Emenda. O conselheiro sênior da ADF, Tyson Langhofer, declarou que “sempre que o governo decide quais tópicos são apropriados para debate, todos nós perdemos”. Ele acrescentou que a decisão “reconheceu corretamente que a proibição da Primeira Emenda aos vetos de manifestantes protege as discussões completas necessárias para o debate público”.

A publicação de Melton, feita em junho de 2020, mostrava a imagem em preto e branco de um bebê não nascido com uma corda de forca no pescoço, acompanhada da legenda “Não consigo respirar”. Após um bombeiro aposentado considerar que a imagem sugeria violência contra uma criança negra, Melton removeu a postagem e pediu desculpas. Mesmo assim, o prefeito Cedric Williams colocou o bombeiro em licença administrativa e, posteriormente, o demitiu.

O caso foi inicialmente rejeitado pelo tribunal distrital, que entendeu que a reação do prefeito e de membros da comunidade prevaleceu sobre a proteção ao discurso privado.

Em fevereiro de 2024, grupos como Douglass Leadership Institute, Radiance Foundation e Speak for Life apresentaram um amicus curiae em apoio a Melton, argumentando que a decisão permitiu que o governo punisse um cidadão por expressão particular sobre tema de interesse público, de acordo com informações do The Christian Post.

Tarcísio irá à Lagoinha Alphaville em evento de empreendedorismo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), participará no dia 18 de agosto, às 19h40, de um evento voltado a empreendedores na Igreja Lagoinha Alphaville, em Barueri (SP). A entrada será gratuita e destinada a empresários e líderes interessados em ampliar conexões e compartilhar experiências.

O convite foi feito pelo pastor André Fernandes, líder da Lagoinha Alphaville, durante reunião no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Fernandes também participará da programação e, em publicação nas redes sociais, confirmou a presença do governador no CRIE Empreendedores. “Saindo desse encontro inspirado e sonhando ainda mais alto”, escreveu o pastor.

O CRIE Empreendedores é reconhecido por reunir representantes de destaque dos setores público e privado, com objetivo de promover networking, estimular o empreendedorismo com propósito e inspirar novas ideias para negócios e projetos sociais.

Sob a liderança de André Fernandes e de sua esposa, Quézia Cadimo, a Lagoinha Alphaville se tornou uma das maiores igrejas de São Paulo, com capacidade para receber até 20 mil pessoas. Nos últimos três anos, a igreja celebrou mais de 10 mil batismos, reforçando sua atuação comunitária e seu compromisso com a transformação de vidas.

PF investiga Malafaia e pastor reage: ‘Não tenho medo de vocês’

SILAS MALAFAIA! Investigado pela Polícia Federal. pic.twitter.com/Z6Y3QXsQ7R

— Silas Malafaia (@PastorMalafaia) August 15, 2025

A Polícia Federal abriu, em maio, um inquérito para apurar supostas ações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), autoridades e agentes públicos, além de uma possível articulação para buscar sanções internacionais contra o Brasil. O procedimento inclui o pastor Silas Malafaia, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, as ações investigadas teriam como objetivo atrapalhar o processo no qual Jair Bolsonaro é réu por suposta tentativa de golpe de Estado. Entre os crimes apurados estão coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), se pronunciou em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira, 14 de agosto. Ele afirmou ser alvo de “perseguição política” e disse que tomou conhecimento de sua inclusão no inquérito pela imprensa: “Como eu não sou notificado e a Globo sabe antes? Isso é uma vergonha”, declarou.

Malafaia afirmou reconhecer a importância da Polícia Federal, mas disse que “há setores da corporação a serviço de Lula e de Alexandre de Moraes”. Sobre a acusação de ter buscado sanções internacionais contra o Brasil, afirmou não falar inglês nem manter contato com autoridades estrangeiras. “Todas as manifestações que eu coordenei, que eu cito ele, [é tudo] baseado na lei, nos crimes que ele tem cometido, e que grande parte da imprensa encobre os crimes de Alexandre de Moraes”, disse, acrescentando que não teme investigação.

Pelas redes sociais, o deputado exilado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), manifestou apoio ao pastor: “Eles estão achando que vão intimidar o pastor Malafaia? Convidar pessoas para irem às ruas virou crime?”, escreveu. Em outra publicação, disse: “Estava demorando. Como previmos, Moraes segue dobrando a aposta. Desta vez para cima do pastor Malafaia. Qual crime teria o pastor cometido? Convidado os brasileiros para estarem pacificamente nas ruas se manifestando, só pode ser. O Brasil já virou uma Venezuela”.

No vídeo, Malafaia comparou a atuação da PF a ações da “Gestapo do nazismo” e da “KGB da União Soviética” e disse que o país estaria “caminhando para a venezuelização”, em que “o cidadão não pode criticar autoridades”. “Eu não vou me calar, porque eu não tenho medo de vocês. Muito pelo contrário. Isso, para mim, soa como algo em que eu vou me posicionar duramente, baseado na Constituição”, afirmou.

O pastor também classificou o inquérito como “farsa de pseudogolpe” e dirigiu questionamentos a parlamentares e ministros do STF. “Está aí, Supremo Tribunal Federal. Está aí, senadores e deputados. Quem vai parar isso? Que país é esse? Que democracia é essa? É uma vergonha o que estamos assistindo. E se preparem, porque eu vou botar para quebrar. Vocês não me calam. Não tenho medo de prisão. E não tenho medo de investigação política, de pura perseguição. É o que eu tenho a declarar por enquanto”, concluiu.

Com filhos pequenos, judeu é espancado em ataque antissemita

Um homem judeu de 32 anos foi agredido fisicamente na frente de seus três filhos pequenos no Dickie Moore Park, em Montreal, Canadá, na última sexta-feira (8 de agosto). O caso, registrado em vídeo por uma testemunha, gerou condenação nacional e internacional e levou à prisão do suspeito nesta segunda-feira (11).

Por volta das 15h30, a vítima caminhava com seus filhos (9, 6 e 3 anos) quando Sergio Yanes Preciado, 23, aproximou-se e jogou água de uma garrafa contra ela.

Em seguida, o agressor empurrou o pai judeu, desferiu socos no seu rosto e chutes, enquanto uma das crianças se agarrava a ele. Antes de fugir, o agressor arrancou o quipá (cobertura ritual judaica) da vítima e jogou-o em uma fonte.

A polícia de Montreal confirmou que a vítima, identificada como membro da comunidade judaica ortodoxa local, foi hospitalizada com fratura nasal e hematomas faciais.

“As crianças não sofreram ferimentos físicos, mas estão profundamente traumatizadas”, declarou Mayer Feig, porta-voz da comunidade judaica hassídica de Montreal, à CBC News.

Reações e prisão

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, condenou o ataque em rede social: “Um ato terrível de violência. Todos no Canadá têm direito inalienável à segurança”. O presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou-o como “ataque antissemita” e convidou a família a visitar Israel.

Já o chanceler israelense Gideon Sa’ar expressou preocupação com o “crescente antissemitismo no Canadá”.

Sergio Yanes Preciado foi preso em 11 de agosto e responde por agressão, ameaça e crime de ódio. Investigadores analisam seu histórico e motivações.

Aumento do antissemitismo

Um relatório divulgado em julho pelo Ministério da Diáspora de Israel, em parceria com a Organização Sionista Mundial e a Agência Judaica, apontou aumento de 800% em incidentes antissemitas no Canadá desde o início da guerra Israel-Hamas em outubro de 2023.

“Este não é um caso isolado”, afirmou Feig, ressaltando que a vítima não relatou qualquer provocação prévia. A comunidade judaica de Montreal realizou vigília no domingo (10), exigindo ações concretas contra a intolerância religiosa.

“É uma nova vida”: cadeirante emociona em batismo improvisado

Um acampamento cristão realizado na Holanda na última semana resultou em dezenas de batismos, com destaque para a cerimônia de Chris, jovem cadeirante que declarou publicamente sua fé em Cristo.

O evento, organizado pelo grupo Revive Holanda, reuniu participantes de diversas denominações em torno de uma piscina adaptada para os ritos.

Adaptação

Chris, que utiliza cadeira de rodas, foi conduzido à água por dois amigos, responsáveis por imergi-lo durante o batismo. “Mediante sua pública profissão de fé, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, declarou um dos batizantes.

Após o ritual de batismo, Chris testemunhou: “É uma nova vida”. Representantes do Revive Holanda enfatizaram que “nada impede o desejo de servir a Jesus”, conforme relatado à agência Revive News.

O episódio ecoou um batismo similar ocorrido em julho nos Estados Unidos, quando Ulisses, também cadeirante, foi carregado ao mar por membros de uma congregação na Flórida.

Sem cadeira de rodas adaptada, os fiéis improvisaram um transporte com cobertores. “Isso não parou a igreja”, publicou o grupo no Instagram, referindo-se à ação que recorda a narrativa bíblica de Marcos 2:3-12, onde amigos levam um paralítico até Jesus.

Simbolismo

Ambos os casos destacaram o papel da comunidade: “Eles tiveram que deixar sua antiga vida nas águas e se levantar para algo novo com Cristo”, afirmou uma porta-voz do evento holandês.

Nas redes sociais, o ministério @therevivemovement celebrou: “Chris mostrou que a rendição supera impossibilidades”. O Revive Holanda reforçou em comunicado que os novos convertidos “foram cheios do Espírito Santo” e iniciaram “uma nova vida”.

Os batismos ocorrem em um cenário de crescimento de iniciativas evangelísticas pós-pandemia na Europa. O Revive Holanda, conhecido por acampamentos anuais, relatou “aumento de 30% na participação juvenil” em 2025.

A adaptação de ritos para pessoas com mobilidade reduzida tem sido discutida em sínodos protestantes desde 2022, com diretrizes publicadas em 2024 pelo Conselho Ecumênico Europeu. Com: Guiame.