Remédio contra a depressão? Veja a grande importância do ar livre

Passar apenas 15 minutos por dia ao ar livre reduz significativamente sintomas de ansiedade, depressão e fadiga, além de elevar a sensação de vitalidade. A conclusão é de uma revisão de 450 estudos conduzida pela Universidade de Stanford, publicada nesta quarta-feira.

Segundo os pesquisadores, os benefícios são imediatos e independem da prática de exercícios físicos.

“Interações breves com a natureza já proporcionam melhoras mensuráveis no humor, na função cognitiva e no controle da ansiedade”, afirmou o professor Yingjie Li, líder da pesquisa.

O estudo destaca que exposições superiores a 45 minutos ampliam os efeitos, especialmente na redução do estresse. Jovens adultos são os mais beneficiados – grupo etário no qual 75% dos transtornos mentais surgem antes dos 25 anos.

Recomendações

Com projeções indicando que 70% da população global viverá em cidades até 2050, os cientistas defendem políticas de ampliação de áreas verdes.

“Parques de bolso e arborização urbana são estratégias eficazes para integrar a natureza ao cotidiano”, explicou Li. Pequenos espaços naturais, como praças e bosques municipais, já demonstraram capacidade de reduzir sintomas depressivos em moradores de centros urbanos.

Saúde Mental

Os achados surgem em um cenário de crescimento acelerado de demandas por atendimento psicológico. Dados citados no estudo indicam que buscas por apoio em saúde mental aumentaram 40% após a pandemia, totalizando quase 4 milhões de novos casos.

Estima-se que um em cada seis adultos enfrentará depressão ao longo da vida, com sintomas como humor persistentemente rebaixado, alterações de sono e perda de interesse em atividades.

No Reino Unido, o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) reporta que quase 25% das crianças apresentam transtornos mentais prováveis. Autoridades locais associam parte do problema à crise do custo de vida, que dificulta a inserção de jovens no mercado de trabalho.

Entre pessoas de 18 a 24 anos, a inatividade econômica por razões de saúde mental mais que dobrou na última década.

“Estes resultados reforçam que o acesso à natureza deve ser tratado como política pública de saúde”, concluíram os pesquisadores, sugerindo a inclusão de “pausas naturais” em rotinas diárias como intervenção de baixo custo e alto impacto.

Liberdade religiosa: relatório dos EUA inclui o Brasil em lista 'negra'

O Departamento de Estado norte-americano divulgou o seu Relatório Anual sobre Práticas de Direitos Humanos, denunciando violações sistemáticas à liberdade religiosa, de expressão e direitos humanos em 16 nações, incluindo o Brasil.

Entre os citados também estão China, Irã, Coreia do Norte, Rússia, Nicarágua, Arábia Saudita e Mianmar – países previamente classificados como “de Preocupação Particular” pela Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) em março de 2025.

Liberdade Religiosa

O documento detalha repressão a minorias religiosas, controle estatal sobre cultos e leis de blasfêmia que criminalizam dissidências. Segundo o texto, tais práticas transformam a fé em “ferramenta de controle político”, comprometendo estabilidade democrática e coexistência social.

Na Nicarágua, destacam-se prisões de padres católicos e fechamento de instituições religiosas; em Cuba, há relatos de vigilância a grupos não registrados; na Venezuela, denúncias de cooptação política de líderes religiosos.

Críticas ao Brasil

O Brasil foi citado em três eixos:

  1. Liberdade de Expressão: O relatório aponta “deterioração” após os atos de 8 de janeiro de 2023, mencionando suspensão de redes sociais, censura a conteúdos jornalísticos e prisões prolongadas sem acusação formal. O texto afirma: “O governo censurou conteúdo online […] por ordens do STF contra suposta desinformação eleitoral”.

  2. Sanção a Alexandre de Moraes: A aplicação da Lei Magnitsky Global ao ministro do STF pela gestão Trump foi registrada como medida sem precedentes, permitindo bloqueio de bens e restrições de visto.

  3. Antissemitismo: Entre janeiro e maio de 2024, a Confederação Israelita Brasileira (CONIB) registrou 886 casos – seis vezes mais que em 2023. A maioria ocorreu online, com pico após declaração do presidente Lula comparando ações israelenses em Gaza ao Holocausto. O relatório cita a Operação Overlord em Santa Catarina, que prendeu quatro integrantes de grupos neonazistas.

Consequências

Países listados podem sofrer sanções econômicas, restrições comerciais e perda de credibilidade global. O documento também serve como referência para processos de imigração e asilo nos EUA.

Segundo o Departamento de Estado, a proteção da liberdade religiosa é “indicador crítico da saúde democrática”, com violações gerando impactos econômicos e diplomáticos, segundo a BBC.

Quase uma década com orações pelo amigo, resultado vira lição

César Roberto, 28 anos, compartilhou publicamente em suas redes sociais o relato da conversão religiosa de um amigo próximo após oito anos de orações e diálogos. O episódio ocorreu entre ex-colegas da Universidade de Brasília (UnB), onde ambos cursaram graduação.

Em vídeo no Instagram, Roberto descreveu a construção do vínculo: “Sempre tínhamos conversas profundas sobre a origem do universo e Deus. Alguns dias falávamos de futebol; outros, ele mal conseguia conversar, mas as lágrimas diziam muita coisa”.

O jovem cristão revelou que inicialmente tentou acelerar o processo: “Eu queria convencê-lo a voltar para Cristo da noite para o dia”.

Com o tempo, segundo seu depoimento, compreendeu que “cada um escuta a voz de Deus de um jeito” e que seu papel deveria ser o de “apenas ser um bom amigo”. A estratégia consistiu em oferecer apoio contínuo sem pressão, mantendo intercessões religiosas particulares.

A persistência do rapaz, que não desistiu de continuar fazendo orações pelo amigo, a fim de que ele voltasse para Jesus Cristo, passou a produzir resultados que foram tocando o coração do seu colega.

O desfecho ocorreu meses antes da publicação, quando recebeu mensagem do amigo comunicando sua adesão ao cristianismo e convidando-o para o batismo:

Você é especial para mim. Minha fé se manteve fortalecida por sua causa”. Roberto compareceu à cerimônia e registrou tudo, deixando muitos emocionados: “Dessa vez, foi ele que me fez o convite. Em muitos momentos o vi muito mal. Hoje, vejo que está muito bem”.

Na conclusão, o jovem enfatizou a importância dos relacionamentos na prática religiosa, especialmente das orações: “Que nossa caminhada seja menos individualista e mais em comunhão!”. O relato acumulou milhares de interações, destacando-se pela descrição detalhada do longo processo de convencimento não coercitivo.

Ilhas Salomão iniciam revisão legal para proibir casamento infantil

O governo das Ilhas Salomão iniciou a revisão da Lei de Casamento e Divórcio dos Ilhéus de 1945, com a possibilidade de elevar a idade legal para o casamento para 18 anos. A proposta foi apresentada pelo ministro das Relações Exteriores, Peter Shanel Agovaka, em 4 de agosto, no parlamento. Segundo o ministro, o objetivo é alinhar a legislação aos padrões internacionais de direitos humanos.

A iniciativa foi recebida positivamente por agências de ajuda cristãs, incluindo a World Vision New Zealand, que classificou a revisão como “emocionante” após anos de mobilização. A organização, de caráter interdenominacional, atua junto com a Save the Children Nova Zelândia, a ChildFund Nova Zelândia e parceiros locais para encerrar o casamento infantil nas ilhas. As consultas comunitárias realizadas por essas entidades indicaram forte apoio ao aumento da idade mínima, inclusive para uniões consuetudinárias.

O movimento integra o programa Solomon Islands Endim Vaelens Agenstim Pikinini (SIEVAP), lançado em novembro de 2022 com apoio do governo da Nova Zelândia. Em comunicado no LinkedIn, a Visão Mundial afirmou: “A consulta comunitária realizada pelas três organizações descobriu que houve uma onda de apoio ao fim do casamento infantil e estamos satisfeitos que o governo das Ilhas Salomão reconheça isso e os riscos que o casamento infantil representa, e esteja se preparando para fazer uma mudança na lei”.

Os defensores da mudança destacam que a reforma ajudaria a unificar limites de idade já existentes, como o de votação, e fechar brechas legais que deixam crianças, especialmente meninas, vulneráveis a casamentos precoces. A coalizão de organizações lançou, em novembro de 2024, a campanha Make It 18, reunindo 170 participantes — 148 deles crianças — em consultas realizadas nas províncias de Honiara, Malaita, Western e Choiseul, de acordo com o portal Christian Daily.

Segundo a Save the Children, os encontros discutiram a aplicação da nova idade mínima a casamentos consuetudinários, a exigência de documentação para comprovar idade, a necessidade de consentimento dos envolvidos e de seus responsáveis, e o aumento de penalidades para uniões ilegais.

A Associação Cristã das Ilhas Salomão também manifestou apoio à medida. Em 2024, o secretário-geral da entidade, Rev. Edward Koholai, afirmou que o país estava “caminhando na direção certa”, mas precisava acelerar o enfrentamento do problema.

Atualmente, pelo direito consuetudinário, não há idade mínima para o casamento, embora o país seja signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança e da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres. O governo designou a Comissão de Reforma Legislativa para avaliar a conformidade da lei com esses tratados e propor mudanças.

Dados da UNICEF indicam que 45% dos 756.700 habitantes das Ilhas Salomão são crianças e que uma em cada cinco mulheres se casa antes dos 18 anos. Entre os fatores que sustentam a prática estão tradições culturais, normas culturais e pobreza.

Temperamento forte? Pastores dão dicas para superar explosões

Traços como impulsividade, introspecção, energia ou calma acompanham as pessoas ao longo da vida e, quando não administrados, podem gerar conflitos e ressentimentos. Para o pastor e escritor Tim LaHaye, autor de Temperamentos Transformados, a primeira etapa para lidar com a chamada “guerra dos temperamentos” é reconhecer o próprio perfil, identificando forças e vulnerabilidades.

“Quando entendemos que Deus nos fez diferentes, passamos a ajustar nossas expectativas e aprendemos a administrar os pontos fracos de cada temperamento com graça e paciência”, escreveu o autor.

Pastores destacam que o autoconhecimento deve estar aliado à espiritualidade. O pastor Hernandes Dias Lopes observa dois riscos ligados à ira. “Primeiro, temos a explosão da ira. É aquela pessoa temperamental, sanguinária, que explode por qualquer motivo, e aonde ele chega, a crise chega atrás. O segundo problema é a interiorização da ira, guardando mágoa e ressentimento”, afirmou.

Para ele, a solução está no controle pelo Espírito Santo. “Você precisa ter o seu temperamento controlado pelo Espírito Santo. Controlar suas ações e as suas reações, seus pensamentos e suas palavras, a fim de que não machuque pessoas que convivem com você”, disse.

O pastor e psicólogo Marcelo de Aguiar ressalta que o temperamento é permanente e serve como base para o desenvolvimento do caráter. “Temperamento não é defeito. Não é, tampouco, qualidade. É característica. É um ponto de partida para se desenvolver alguma coisa. O que fazemos com ele é que pode ser ruim ou bom”, explicou. Segundo ele, compreender o próprio temperamento auxilia na tomada de decisões e nas relações. “Quanto mais tiver consciência de suas características, melhor uso dará a elas”, afirmou.

Relatos bíblicos mostram que Deus utilizou pessoas com diferentes temperamentos para cumprir propósitos específicos. Débora é descrita como intrépida, Jeremias como tímido, Pedro como impetuoso e João como místico. “O Senhor usa pessoas diferentes, de formas diferentes, para realizar obras diferentes. Não é preciso que imitemos ninguém. Podemos ser usados sendo nós mesmos”, afirmou Marcelo.

O pastor Izilmar Finco, da Igreja Batista Esperança e Vida, em Aracruz (ES), observa que conhecer os quatro temperamentos — sanguíneo, melancólico, colérico e fleumático — pode ajudar, mas não substitui a ação espiritual. “A transformação não depende do conhecimento dos quatro temperamentos, mas da plenitude do Espírito Santo”, disse. Ele orienta que é necessário identificar aspectos do temperamento que dificultam o desenvolvimento espiritual e buscar renovação pelo Espírito Santo para superá-los.

Izilmar aponta que a prática dos Frutos do Espírito, descritos em Gálatas 5:22-23, é essencial para equilibrar reações. “Se há em uma pessoa uma dificuldade de controlar um temperamento explosivo, por exemplo, com o entendimento do que são os Frutos do Espírito esse exercício é mais fácil. A alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio moldam comportamentos e reduzem conflitos”, afirmou.

Hernandes Dias Lopes acrescenta que o controle da ira e de outras inclinações não significa negar a personalidade, mas submeter-se a Deus. “Não devemos deixar o sol se pôr sobre a nossa ira. Controlar nossas ações e palavras preserva relacionamentos e permite que o Espírito Santo transforme nossa essência”, disse.

Pastores concordam que não há fórmulas rápidas para lidar com temperamentos. Trata-se de um processo diário de autoconhecimento, oração, submissão ao Espírito e aplicação de princípios bíblicos. Quando moldados por Deus, os temperamentos deixam de ser obstáculos e tornam-se instrumentos para a construção de relacionamentos saudáveis. “A nossa esperança está na promessa de Deus: ‘E assim, se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas’” (2 Coríntios 5:17), concluiu Izilmar, em depoimento feito à revista Comunhão.

Estratégias destacadas por líderes religiosos para lidar com temperamentos

  • Autoconhecimento: identificar traços, tendências e padrões de reação.
  • Dependência do Espírito Santo: reconhecer que a transformação vem da ação de Deus na vida do cristão.
  • Prática dos Frutos do Espírito: aplicar princípios bíblicos para equilibrar reações e fortalecer vínculos.
  • Empatia e paciência: compreender diferenças e gerenciar conflitos com diálogo e respeito.

Turnê do 3 Palavrinhas em São Paulo comemora 10 anos do grupo

O grupo infantil 3 Palavrinhas retorna a São Paulo com a turnê “3P é 10”, em celebração aos 10 anos de carreira. O espetáculo, conduzido por Sarah, Miguel e Davi, será apresentado neste domingo, 17 de agosto, às 16h00, no Teatro Caritas, localizado na Zona Leste da capital.

Segundo Marina Fraga, CEO da Oinc Filmes, estúdio de animação responsável pelo projeto, a apresentação vai além do entretenimento: “O show promove um verdadeiro mergulho na nossa história, levando o público a uma jornada inesquecível por essa década de música, educação e alegria, que vai surpreender e emocionar crianças e adultos. Cada música foi cuidadosamente pensada para contar uma parte dessa trajetória. Queremos que as famílias vivam essa experiência de forma única, cantando, dançando e celebrando conosco esses dez anos”, afirmou.

Com quase 12 milhões de inscritos e mais de 13 bilhões de visualizações no YouTube, o 3 Palavrinhas se consolidou como um dos principais canais infantis cristãos do Brasil, e conquistou até uma parceria com o SBT.

A turnê já passou por várias capitais e seguirá para estados como Piauí e Rio Grande do Sul. A programação completa está disponível no site oficial do grupo.

Serviço:

Evento: 3 Palavrinhas – Turnê 3P é 10 – em São Paulo

Local: Teatro Caritas

Endereço: Rua Pedro Paulino dos Santos, 157 – Jardim Três Marias – São Paulo – SP – CEP: 08331-000

Data: 17 de agosto (domingo)

Horário: 16h

Classificação: Livre

Ingressos: Bilheteria Express

Erotização de crianças na internet é disfarçada de 'entretenimento'

A denúncia do influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, sobre a exploração de crianças e adolescentes em plataformas digitais continua gerando reações institucionais e legislativas. Seu vídeo, com dezenas de milhões de visualizações, expôs práticas de adultização e sexualização de menores, centrando-se no caso do produtor de conteúdo Hytalo Santos.

Segundo a denúncia, Santos teria criado um formato de “reality show” com participantes infantojuvenis, incluindo cenas com linguagem sexualizada, danças sensuais em ambientes com álcool e exploração da imagem de adolescentes como Kamylinha, vinculada ao projeto dos 12 aos 17 anos.

“Ele é criador e publicador de cenas que expõem adolescentes com poucas vestes e em atitudes sugestivas”, declarou Felca no material.

Respostas institucionais:

  • O Ministério Público da Paraíba instaurou procedimentos investigatórios;

  • O Ministério Público do Trabalho apura violações trabalhistas;

  • O Instagram suspendeu perfis de Hytalo Santos e Kamylinha.

Movimento legislativo:

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), anunciou prioridade para projetos de combate à adultização infantil. “O vídeo do Felca chocou e mobilizou milhões”, afirmou. Paralelamente, a senadora Damares Alves (Republicanos) revelou que já havia denunciado Santos em dezembro de 2024: “Há muito que se investiga esse mercado macabro”.

ChildFund Brasil reage

Mauricio Cunha, presidente do ChildFund Brasil, citou uma pesquisa nacional indicando que 9 milhões de adolescentes já sofreram violência sexual online“94% não sabem como denunciar”, destacou, reforçando a campanha “Os Monstros na Internet são Reais”.

“A erotização infantil nas redes sociais é um fenômeno muito preocupante e muitas vezes disfarçado de entretenimento. Coreografias, desafios e tendências aparentemente inofensivas podem carregar conotações adultas e expor crianças a riscos graves”, acrescentou Cunha.

O presidente da organização também destacou que os pais são responsáveis pela exposição dos filhos, algo que quando é negligenciado, faz com que os menores se tornem ainda mais vulneráveis às investidas dos criminosos.

“Criança é para ser criança. Criança é para ser protegida e, por isso, rejeitamos essa adultização ou erotização das nossas crianças”, enfatizou.

Laís Peretto, também da Childhood Brasil, enfatizou a necessidade de orientação familiar: “O olhar de adultos responsáveis é fundamental”, referindo-se à cartilha “Navegar Com Segurança”.

As iniciativas ocorrem no 35º aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), que não prevê regras específicas para crimes digitais. Cristiane Britto, ex-ministra e assessora jurídica dos Republicanos, esclareceu: “A proposta não restringe liberdade de expressão, mas pune quem monetiza a erotização infantil”.

A discussão mantém consenso sobre a necessidade de articulação entre poder público, plataformas, famílias e sociedade civil para proteger menores diante dos novos riscos digitais. Com informações: Comunhão.

Hytalo Santos, denunciado por 'adultização', é preso em SP

O influenciador digital Hytalo Santos foi preso nesta sexta-feira, 15 de agosto, no interior de São Paulo. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado expedido pela 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, no âmbito de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que o apontam como suspeito de exposição e exploração de crianças e adolescentes.

Hytalo passou a ser alvo de medidas judiciais após a publicação do vídeo Adultização, no qual o youtuber Felca denuncia suposta exploração de menores. O conteúdo foi postado em 06 de agosto e já acumula mais de 40 milhões de visualizações. O companheiro de Hytalo, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, também foi preso.

Na última quarta-feira, 13 de agosto, a Polícia Militar cumpriu um mandado de busca e apreensão no condomínio onde o influenciador morava. Funcionários informaram que ele havia saído pouco antes, levando “bastante equipamentos” no carro. Ao entrar no imóvel, os agentes encontraram o local esvaziado, portas internas trancadas, louça lavada e organizada na área externa e uma máquina de lavar funcionando.

O juiz Adhailton Lacet declarou que, caso a saída do influenciador fosse considerada um obstáculo às investigações, seria decretada a prisão preventiva. O magistrado aguardava manifestação do Ministério Público sobre o caso.

Hytalo já teve o acesso às redes sociais bloqueado e está proibido de manter contato com os menores mencionados no processo. Sua conta no Instagram está fora do ar desde 08 de agosto, dois dias após a divulgação do vídeo de Felca.

Frente Evangélica denuncia “instabilidade nacional” devido ao STF

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), maior grupo confessional do Congresso Nacional, emitiu nota pública conjunta com as frentes Parlamentar Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviço, contra o que considera abusos por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento solicita ao Senado Federal que atue para conter o que classifica como “excessos” do STF. As frentes manifestaram preocupação com decisões recentes de ministros da Corte, afirmando que tais posicionamentos geram “instabilidade institucional”.

Segundo os parlamentares, tais medidas teriam provocado “impactos negativos na economia”, comprometendo o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano dos cidadãos.

O texto destaca o papel do Senado como mediador de conflitos entre os Poderes, conclamando a Casa a “exercer plenamente suas atribuições para manter a democracia e restabelecer a ordem constitucional”.

As frentes argumentam que a mediação busca evitar o agravamento de tensões políticas e sociais, enfatizando que o equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário é “indispensável para superar desafios econômicos e avançar em pautas que beneficiem a população”.

A nota foi subscrita pelo deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP) em representação da Frente Evangélica; Luiz Gastão (PSD-CE) pela Frente Parlamentar Católica; Joaquim Passarinho (PL-PA) pela Frente do Empreendedorismo; e Domingos Sávio (PL-MG) pela Frente do Comércio e Serviço.

O manifesto ocorre em meio a debates sobre a atuação do STF em casos envolvendo temas econômicos e legislativos. Leia a íntegra do documento, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

Nigéria: 7 mil cristãos mortos somente em 2025, aponta relatório

Extremistas islâmicos e milícias de pastores de gado da etnia fulani mataram pelo menos 7.087 cristãos na Nigéria entre 1º de janeiro e 10 de agosto de 2025, segundo estimativa divulgada pela Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety).

O levantamento, apresentado pelo presidente da entidade, o criminologista Emeka Umeagbalasi, também aponta que cerca de 7.800 cristãos foram sequestrados no mesmo período.

A organização, sediada no estado de Anambra, baseou-se em reportagens da imprensa local e internacional, dados governamentais, informações de grupos internacionais de direitos humanos e relatos de testemunhas para compilar as estatísticas. Segundo o relatório, a média registrada no período equivale a aproximadamente 30 mortes de cristãos por dia e mais de uma por hora, além de 35 sequestros diários.

De acordo com a Intersociety, a violência está relacionada à atuação de grupos como Boko Haram e Estado Islâmico no nordeste do país, bem como a ataques de milícias Fulani radicalizadas contra comunidades predominantemente cristãs no Cinturão do Meio. O documento afirma que a Nigéria abriga ao menos 22 grupos terroristas islâmicos, alguns com ligações ao Estado Islâmico e ao Fundo Jihad Mundial.

A entidade alertou que essas organizações buscam eliminar ou deslocar cristãos e adeptos de religiões tradicionais, especialmente nas terras Igbo do sudeste e sul-sul. Umeagbalasi afirmou que sua equipe monitora a violência contra cristãos desde 2010 e disse ao The Christian Post: “Temos seguido os padrões e tendências, e a situação está piorando”.

O relatório também traz um panorama desde 2009, estimando 185.009 mortes de civis na Nigéria, sendo 125.009 cristãos e 60.000 muçulmanos liberais. O documento registra ainda a destruição de 19.100 igrejas, o saque de mais de 1.100 comunidades cristãs e o sequestro de 600 líderes religiosos, incluindo 250 padres católicos e 350 pastores.

Umeagbalasi responsabilizou o governo nigeriano, afirmando que os autores de massacres raramente são presos e que, em alguns casos, vítimas que tentaram se defender foram detidas. Ele defendeu que os Estados Unidos incluam a Nigéria na lista de “Países de Preocupação Particular” — classificação que permite a imposição de sanções —, medida adotada durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump, mas retirada no governo Joe Biden em 2021.

Outros grupos, como a Missão Portas Abertas, também expressam preocupação. A organização colocou a Nigéria em sétimo lugar na Lista Mundial de Perseguição 2025, referente ao período de 1º de outubro de 2023 a 30 de setembro de 2024. No levantamento, foram contabilizados 3.100 cristãos mortos e 2.830 sequestrados.

Em agosto de 2024, o Observatório para a Liberdade Religiosa na África divulgou dados de quatro anos, registrando 55.910 mortes em 9.970 ataques no país. Do total de 30.880 civis mortos, 16.769 eram cristãos e 6.235 muçulmanos, com radicais fulani sendo responsáveis por mais da metade das mortes de cristãos.

O relatório de 136 páginas concluiu: “Por mais de uma década, as atrocidades contra civis na Nigéria foram relativizadas ou minimizadas. Isso se mostrou um grande obstáculo para aqueles que buscam entender a violência”.