Ministério evangelístico utiliza o surfe para falar de Jesus

Anniek de Jonge, 25 anos, natural dos Países Baixos, integra desde 2023 o ministério internacional “Christian Surfers”. A iniciativa combina a prática do surfe com atividades evangelísticas em praias da região de Shoalhaven, no sudeste australiano.

Aos 15 anos, em acampamento juvenil, de Jonge conheceu o ministério. Dez anos depois, durante férias em Portugal (2022), identificou um casal com camisetas da organização e iniciou contato. “Eles haviam decidido viajar para aquele local após orações separadas. Foi um encontro providencial”, declarou à revista Revive.

Após o contato, a jovem participou de conferência onde relatou um sonho interpretado como “sinal para transição espiritual”. Dias depois, mudou-se para a Austrália.

Metodologia de atuação:

O grupo reúne-se quinzenalmente aos domingos: sessões de surfe são seguidas por confraternização com panquecas na praia e breve reflexão bíblica.

A evangelização ocorre organicamente durante o surfe. “Conversas profundas surgem enquanto aguardamos ondas”, explicou Jonge.

O ministério também distribui Bíblias com testemunhos de atletas como a surfista Bethany Hamilton, e promove eventos como trocas de pranchas.

Objetivos

“Líderes são apaixonados por tornar Deus conhecido entre surfistas”, afirmou. O modelo busca gerar efeito multiplicador: “Quando alguém aceita Jesus na praia, compartilha o aprendizado em sua cidade”.

De Jonge também relatou oportunidades cotidianas: “Colegas comentam que ‘tudo dá certo para mim’. Isso abre portas para compartilhar minha fé”. E enfatizou: “Muitos nunca ouviram sobre Jesus. Precisam saber que há mais além do surfe e da rotina”.

“Reconheço não ser uma cristã perfeita e ainda luto para aceitar plenamente a graça de Deus. Mas isso não me impede de testemunhar seu amor — inclusive compartilhando verdades que eu mesma preciso ouvir”, ressaltou a jovem.

Fundado em 1977, o Christian Surfers atua em 30 países. No Brasil, possui núcleos em estados como Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Trump revoga decreto de Biden que facilitava acesso a abortos

O governo do presidente Donald Trump revogou uma diretriz emitida em julho de 2022 pelo governo do ex-presidente Joe Biden que orientava hospitais a realizarem abortos em casos de emergência médica, mesmo em estados com restrições ao procedimento.

A medida havia sido adotada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e pelos Centros de Serviços Medicare e Medicaid (CMS) com base na Lei de Tratamento Médico de Emergência e Trabalho de Parto (EMTALA), sancionada em 1986, que exige que hospitais participantes do programa Medicare prestem atendimento de emergência a qualquer paciente que chegue ao pronto-socorro.

Em nota divulgada na terça-feira, os Centros declararam que continuarão aplicando a EMTALA “para proteger todos os indivíduos que se apresentam em um departamento de emergência de hospital em busca de exame ou tratamento, inclusive para condições médicas de emergência identificadas que colocam a saúde de uma mulher grávida ou de seu filho ainda não nascido em sério risco”.

A nota acrescenta que a revogação visa “retificar qualquer confusão jurídica e instabilidade percebidas pelas ações da administração anterior”.

A diretriz de 2022 foi publicada semanas após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, em 24 de junho daquele ano, a decisão Roe versus Wade (1973), que garantia o direito constitucional ao aborto. Após a reversão, diversos estados promulgaram leis que restringiam o aborto em quase todas as circunstâncias.

Na época, o então secretário de Saúde, Xavier Becerra, declarou que “por lei, não importa onde você more, as mulheres têm direito a cuidados de emergência — incluindo aborto”. Ele acrescentou que o HHS continuaria a usar “todos os recursos disponíveis” para garantir o acesso a “cuidados que salvam vidas”.

A diretriz do governo Biden deu origem a litígios federais. Em agosto de 2022, o Departamento de Justiça processou o estado de Idaho, alegando que sua lei estadual violava a EMTALA ao restringir o aborto em emergências. No entanto, em março de 2025, o Departamento de Justiça da administração Trump retirou a ação, por meio de uma estipulação de rejeição, com ambas as partes concordando em arcar com seus próprios custos legais.

Em outra frente judicial, a Suprema Corte recusou, em 10 de outubro de 2024, um pedido da administração Biden para reverter uma decisão de instância inferior que impedia o governo federal de obrigar médicos de pronto-socorro a realizarem abortos no estado do Texas.

A senadora republicana Cindy Hyde-Smith, do Mississippi, elogiou a decisão da Casa Branca. “Revogar as diretrizes prejudiciais da era Biden que distorceram as obrigações da EMTALA e criaram confusão generalizada nos prontos-socorros do país todo” foi, segundo ela, um passo importante. Em comunicado, Hyde-Smith afirmou: “Restaurar a EMTALA ao seu propósito original traz clareza muito necessária aos nossos incríveis médicos de pronto-socorro em todo o país e paz de espírito aos pacientes que eles atendem”.

A EMTALA permanece em vigor, exigindo que hospitais prestem atendimento de emergência, mas sem a exigência federal de realização de abortos em estados que restringem a prática, conforme a nova diretriz do governo Trump, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Distribuição de bíblias em prisão hondurenha reúne mil detentos

Em 6 de junho de 2025, representantes da organização Mission Cry distribuíram exemplares da Bíblia para mais de 1.000 internos no Centro Penitenciário Nacional de Honduras. Durante a ação, realizada no pátio principal da unidade, os detentos participaram espontaneamente de cânticos religiosos acompanhados por missionários.

O reverendo Jason Woolford, presidente da Mission Cry, relatou à imprensa: “Os reclusos reuniram-se no pátio, receberam cópias das Escrituras e entoaram hinos cristãos. Nossa equipe compartilhou mensagens de fé e observou diversos detentos lendo os textos imediatamente”.

Segundo Woolford, ao final da visita, vários detentos agradeceram pessoalmente aos voluntários.

Detalhes da Iniciativa:

  • As Bíblias distribuídas foram edições em espanhol da Mission Cry, contendo o Novo Testamento e um guia de discipulado.

  • Cada exemplar tem custo de produção e envio estimado em US$ 2, financiado por doações à organização.

  • A ação integra o projeto global da entidade, que já realizou distribuições similares em unidades prisionais de Filipinas e países africanos.

Impacto e expansão:

Woolford destacou efeitos sociais da iniciativa: “Quando egressos retornam às famílias após transformação espiritual, o impacto transcende gerações”. Ele também mencionou abertura inédita de diretores de presídios: “Mesmo gestores não cristãos têm autorizado nossas atividades em diversos países”.

Fundada em 1956, a Mission Cry dedica-se à distribuição gratuita de literatura cristã em 135 países. A organização convoca novos parceiros e intercessores para ampliar projetos, conforme declarado por Woolford: “Solicitamos orações por nossa equipe em campo e pelas operações em andamento”.

‘O Rei dos Reis’: animação cristã chega ao streaming

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A animação cristã O Rei dos Reis já está disponível nas plataformas digitais Amazon Prime, Apple TV, Google Play, Claro TV+ e Vivo Play. O filme narra a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, a partir da perspectiva de uma criança, e alcançou 449.543 espectadores nos cinemas brasileiros desde sua estreia.

Inspirado na obra A Vida de Nosso Senhor, escrita por Charles Dickens entre os anos de 1846 e 1849, o longa apresenta uma mensagem centrada na fé, esperança e redenção. A produção combina elementos bíblicos com sensibilidade narrativa voltada ao público infantil, mantendo o foco nos principais eventos da vida de Jesus.

Durante a pré-estreia, a jovem Lara Carrijo destacou a importância do filme para crianças: “É um filme que conta a história de Jesus, todas nós crianças precisamos assistir!”. Já o dublador Philippe Maia, responsável por dar voz a Jesus na animação, afirmou: “É lindo poder ver esse filme com uma mensagem de paz. Recomendo para todas as idades”.

Com distribuição da Heaven Content em parceria com a 360 WayUp, O Rei dos Reis se tornou a maior bilheteria de uma animação bíblica da história dos Estados Unidos e obteve destaque expressivo no Brasil. Nas redes sociais, os dois trailers oficiais da produção já ultrapassaram 3,2 milhões de visualizações nos canais da Heaven Content.

Distribuidoras cristãs em destaque

A Heaven Content atua como uma das principais distribuidoras de conteúdo cristão no Brasil. A empresa se dedica a promover histórias que incentivam valores como fé, esperança e superação. Suas produções têm alcançado milhares de lares por meio de parcerias estratégicas e campanhas de comunicação voltadas ao público cristão, consolidando a marca como referência no entretenimento de viés espiritual.

Fundada por Ygor Siqueira, a 360 WayUp é uma empresa dedicada à viabilização e promoção do cinema cristão no Brasil. A companhia é reconhecida por sua atuação em projetos nacionais e internacionais, com uma comunicação voltada especialmente ao público evangélico.

Entre os principais lançamentos promovidos pela 360 WayUp estão títulos como Você Acredita?, Quarto de Guerra, Ressurreição, Milagres do Paraíso, Deus Não Está Morto 2, A Cabana e Som da Liberdade. Segundo informações da empresa, o total de público alcançado ultrapassa os 30 milhões de espectadores nos cinemas.

O Rei dos Reis já está disponível para o público digital e integra a crescente lista de produções cristãs que têm conquistado espaço no mercado cinematográfico latino-americano.

‘No desespero, duvidamos de Deus’, desabafa pastor perseguido

Desde o golpe militar de 01 de fevereiro de 2021, Mianmar mergulhou em uma guerra civil que intensificou a perseguição a comunidades cristãs no país. O pastor Yang (pseudônimo), sua esposa e seus filhos vivem há anos em constante fuga, tentando escapar da violência armada e dos bombardeios que atingem civis em diversas regiões do território birmanês.

Corremos e rastejamos sob o fogo cruzado. Às vezes, passamos a semana inteira buscando um refúgio seguro, lutando para sobreviver. As bombas continuam caindo atrás de nós”, relatou o pastor em uma entrevista divulgada por organizações cristãs internacionais.

A família se abriga atualmente sob uma lona em plena floresta, onde não há acesso a água potável ou alimentos, e o choro das crianças é constante. “Se descobrirem nosso esconderijo, os bombardeios recomeçarão. Não temos nada”, acrescentou.

A situação descrita por Yang é semelhante à de milhares de cristãos em Mianmar que, após o golpe de Estado, enfrentam repressão armada, destruição de igrejas e deslocamento forçado. Dados divulgados por organizações humanitárias estimam que cerca de 40 mil cristãos foram forçados a deixar suas casas ou se esconder em apenas um ano após o início do conflito.

Antes de viver em fuga, Yang liderava uma pequena igreja e morava com sua família em uma região urbana. O pastor recorda que a primeira ameaça veio logo após o golpe, quando foi abordado por policiais em um mercado local. “Sentimos-nos inseguros e decidimos fugir”, relembrou. O receio se concretizou meses depois, quando membros da congregação foram vendados e ameaçados com armas. Em outra ocasião, o líder cristão teve sua motocicleta e uma reserva financeira – equivalente a dois meses de salário – roubadas.

As tentativas de manter contato com fiéis da igreja tornaram-se extremamente arriscadas. “Os membros da minha igreja estão espalhados por toda parte. É extremamente perigoso tentar visitá-los, pois, a qualquer momento, em qualquer lugar, podemos ser vítimas de bombardeios e tiroteios”, afirmou.

Além do sofrimento físico e emocional, Yang relata uma crise espiritual enfrentada por muitos cristãos deslocados: “Sinto-me impotente por não conseguir proteger minha família. Em momentos de desespero, chegamos a duvidar da presença de Deus”, confessou. A falta de alimentos, abrigo e segurança fragiliza a fé de famílias que, mesmo assim, continuam buscando consolo na oração.

“Quando saio para comprar comida, minha oração é: ‘Deus, ajude-me a voltar em segurança’”, relatou o pastor, descrevendo o medo constante de ataques durante ações básicas do cotidiano.

Apesar das adversidades, Yang reconhece o apoio espiritual de igrejas ao redor do mundo como essencial para sua resistência. “Sabemos que as orações dos cristãos ao redor do mundo nos protegem. Nossa família se une em oração todas as noites, pedindo a Deus que nos fortaleça”, declarou. Segundo ele, a fé tem sido a principal força para suportar o sofrimento. “Às vezes, a vontade de desistir é grande, mas somos encorajados a seguir em frente e servir ao Senhor.”

Desde 2021, diversas províncias de Mianmar, incluindo Chin, Kachin, Karen e Kayah, onde há presença significativa de cristãos, foram duramente afetadas por ofensivas do Exército birmanês.

A Organização das Nações Unidas e entidades de direitos humanos têm denunciado repetidamente o uso de força desproporcional contra civis, incluindo o uso de ataques aéreos e destruição de locais de culto, segundo a Missão Portas Abertas.

‘Arruinados pelo Amor de Deus’: Yago Martins na Bienal

O pastor e escritor Yago Martins lançará no dia 14 de junho seu novo livro, Arruinados pelo Amor de Deus, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A sessão de autógrafos ocorrerá às 15h, no estande da Editora Mundo Cristão (Rua D47/E48, Pavilhão 2).

A obra propõe uma leitura espiritual da realidade contemporânea a partir dos livros bíblicos de Jonas e Naum, com reflexões sobre graça, juízo e restauração.

Inspirado também pela escultura do Torso de Mileto, em exibição no Museu do Louvre, o autor articula teologia, arte e vivência pastoral para tratar das ruínas humanas e sociais à luz do amor de Deus. Segundo a sinopse oficial da editora, o livro “é um confronto com o sagrado, um apelo à coragem espiritual em um mundo marcado por cinismo, ruínas e indiferença”.

Ao longo de 272 páginas, Martins apresenta uma abordagem que alterna linguagem provocativa e tom pastoral, buscando demonstrar que a presença divina é inescapável. “Ninguém foge de Deus — nem mesmo o profeta”, afirma o autor. A partir desse princípio, o livro convoca o leitor à missão, ao arrependimento e à transformação.

Em um dos trechos, o autor compara a tentativa de fugir de Deus a um esforço inútil:

“Tentar fugir de Deus é como tentar fugir da própria pele, do próprio corpo. É como tentar fugir do oxigênio, da pressão sanguínea. Não se trata dos olhos maduros de uma estátua de mármore decepada, mas dos olhos daquele que criou todas as coisas com o poder da voz” (p. 13).

O título faz parte do catálogo da Editora Mundo Cristão, que destaca a proposta de provocar o leitor ao desafio espiritual por meio das Escrituras. O livro está disponível na Amazon, com preço de R$ 74,90.

O lançamento na Bienal marca mais uma etapa da produção literária de Yago Martins, que tem se destacado na reflexão teológica contemporânea entre leitores evangélicos.

Ficha técnica

Título: Arruinados pelo amor de Deus

Subtítulo: O que Jonas e Naum nos ensinam sobre juízo, graça e reparação

Autor: Yago Martins

Editora: Mundo Cristão

ISBN: 978-65-5988-429-2

Formato: 16 x 23 cm

Páginas: 272

Valor: R$ 74,90

Disponível em: Amazon

Lula volta a atacar Israel e faz acusação de crime ‘premeditado’

Durante visita oficial à França, Lula (PT) voltou a fazer críticas diretas ao governo de Israel e classificou as ações militares israelenses na Faixa de Gaza como um “genocídio premeditado”. As declarações foram feitas na terça-feira, 04 de junho, durante entrevista coletiva ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, em Paris.

“Não é possível a gente aceitar uma guerra que não existe, e sim um genocídio premeditado de um governante de extrema-direita, que está fazendo uma guerra contra os interesses do seu próprio povo, porque ao povo judeu também não interessa essa guerra”, afirmou Lula, em referência ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

As declarações reforçam uma série de críticas feitas por Lula desde o início do conflito entre Israel e o grupo Hamas, intensificado em outubro de 2023. Na ocasião, ataques terroristas do Hamas contra civis israelenses deixaram cerca de 1.200 mortos. Em resposta, o governo de Israel lançou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, que, segundo autoridades locais palestinas, já deixou mais de 35 mil mortos, incluindo civis.

O tom adotado por Lula tem gerado reações negativas entre lideranças evangélicas brasileiras, tradicionalmente alinhadas à defesa do Estado de Israel. Um dos críticos é o pastor Luiz Sayão, considerado um dos principais hebraístas do país, que já havia se manifestado contra declarações semelhantes feitas pelo petista, quando Lula também usou o termo “genocídio” ao comentar o conflito.

Ainda durante o encontro com Macron, Lula reiterou a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), pauta recorrente em seus discursos desde os primeiros mandatos presidenciais, iniciados em 2003.

“A ONU de hoje não pode ser a ONU de 1945. Tem que ter o continente africano participando, o continente sul-americano participando. Tem que ter países importantes, como Alemanha e Japão. Por que a Índia está fora? A mesma ONU que teve autoridade para criar o Estado de Israel tem que ter autoridade para preservar a área demarcada em 1967. É o mínimo de bom senso que podemos exigir como humanistas”, declarou o presidente.

Lula também defendeu a criação de um Estado palestino com base em negociações com Israel. Segundo ele, os palestinos “não podem ser tratados como cidadãos de segunda ou terceira categoria”.

“Aquele é um território que um povo conquistou, depois de muito sacrifício. Vamos garantir que eles construam, em harmonia com o Estado de Israel, o direito de viver, é apenas isso”, concluiu, conforme publicado pela Agência Estado.

As falas do presidente ocorrem em meio a crescente tensão diplomática entre o Brasil e Israel. Em fevereiro, após declarações similares, o governo israelense declarou Lula como “persona non grata”, o que levou o Ministério das Relações Exteriores brasileiro a convocar o embaixador em Tel Aviv para consultas. Até o momento, não há sinal de reaproximação entre os dois países.

Acusações graves contra cantor gospel após saída dos Newsboys

Michael Tait, ex-vocalista das bandas cristãs Newsboys e DC Talk, está sendo acusado de má conduta sexual e abuso de substâncias, segundo uma investigação publicada em 4 de junho pelo The Roys Report.

A apuração, que levou mais de dois anos, incluiu entrevistas com mais de 50 fontes e relatos de pelo menos três homens que afirmam ter sido alvo de comportamentos inadequados por parte do artista.

Os incidentes relatados teriam ocorrido em 2004, 2010 e 2014. As supostas vítimas, que estavam pouco acima dos 20 anos à época, descreveram situações envolvendo aliciamento, consumo de álcool e toques físicos sem consentimento. Dois homens relataram que foram acariciados enquanto estavam embriagados.

Um deles afirmou ter recebido cocaína de Tait dentro do ônibus de turnê da banda Newsboys. Outro descreveu um episódio em que o cantor o massageou nu após nadarem juntos, seguido de contato íntimo não consentido.

As denúncias circulam há anos nos bastidores da cena musical cristã de Nashville. Fontes afirmam que o receio de retaliação ou de não serem levados a sério impediu que os relatos fossem divulgados anteriormente. “Há várias pessoas que passaram por experiências semelhantes”, disse uma das supostas vítimas, identificada como “Steven”. “Gostaria de compartilhar, se ajudar outras pessoas. Eu superei esse trauma”.

Michal DeWayne Tait, de 58 anos, ganhou notoriedade na década de 1990 como integrante do DC Talk. O grupo alcançou grande sucesso com o álbum Jesus Freak, lançado em 1995, que vendeu mais de 3 milhões de cópias. Após o fim do grupo em 2001, Tait assumiu os vocais principais do Newsboys em 2009, colaborando com a banda em quatro álbuns que lideraram as paradas cristãs da Billboard.

O cantor deixou a banda em janeiro de 2025. À época, publicou uma breve nota nas redes sociais do Newsboys dizendo que a decisão havia sido resultado de “orações e jejuns” e a classificou como “um choque até para mim”. A saída ocorreu poucos dias antes do início de uma nova turnê e logo após o lançamento do single How Many Times, que foi regravado com o novo vocalista, Adam Agee.

Em entrevista concedida em maio ao The Christian Post, Agee comentou a decisão de Tait: “Sei que ele saiu e nos deu alguns motivos para sua saída, e disse apenas que vai se concentrar em si mesmo. Fora isso, não sei ao certo, porque não conversamos mais sobre o assunto”, afirmou.

O The Roys Report destacou que não há evidências públicas de que a saída de Tait tenha ligação direta com as acusações, mas observou que o momento coincidiu com o surgimento de rumores sobre sua sexualidade. Desde então, o músico não fez novas declarações públicas e tem se mantido afastado das redes sociais.

A banda Newsboys, por meio de seu advogado Samuel D. Lipshie, do escritório Bradley Arant Boult Cummings, comentou a situação em resposta ao veículo: “Embora estejamos cientes de difamações infundadas lançadas pela internet contra o Sr. Tait e a Newsboys por um indivíduo em particular, como suas perguntas giram em torno do suposto comportamento e ações do Sr. Tait, seria inapropriado para a Newsboys especular ou comentar”.

As três supostas vítimas descreveram padrões semelhantes em seus relatos. Um dos homens afirmou que foi tocado enquanto estava incapacitado após receber bebidas alcoólicas. Outro mencionou uma massagem iniciada após nadarem nus e que teria evoluído para toques indesejados na cama. Um terceiro declarou que acordou em um ônibus de turnê com Tait o tocando, depois de ter sido oferecida cocaína.

Chris Sligh, músico cristão e ex-participante do American Idol, que excursionou com a banda, declarou ao Roys que inicialmente minimizou o comportamento de Tait. “Achei hilária [a história] na época”, disse. “Agora percebo que estava errado”. Tommy Lee, colega de banda de Sligh, também se desculpou por não ter reconhecido a gravidade da situação anteriormente.

Phillip, outro dos denunciantes, afirmou que inicialmente interpretou os gestos como uma tentativa confusa de intimidade, mas depois passou a vê-los como abuso. “Quanto mais tempo eu passava nos círculos de Nashville, mais parecia um padrão”, disse.

A esposa de uma das vítimas comentou: “Taylor e eu amamos muito o Senhor. E eu pessoalmente acredito que sempre que o Senhor quiser expor isso, e Deus estiver pronto para iluminar, Ele o fará”.

Até o momento, Michael Tait não respondeu publicamente às acusações apresentadas na reportagem. Não há registro de investigações oficiais em andamento, e as possíveis repercussões legais permanecem indefinidas.

Violência doméstica em lares evangélicos é uma realidade

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2024) indicam que uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil a cada seis horas. Estudo acadêmico da Universidade Presbiteriana Mackenzie aponta que aproximadamente 40% das sobreviventes de violência doméstica atendidas na Casa Sofia (SP) identificam-se como evangélicas.

Barreiras religiosas:

A pesquisa de Valéria Cristina Vilhena, realizada entre 2020-2022, identificou três obstáculos recorrentes:

  1. Culpa religiosa: 68% das entrevistadas relataram receio de “quebrar votos matrimoniais”;

  2. Pressão comunitária: 57% temiam julgamento por expor agressores em cargos eclesiásticos;

  3. Orientação inadequada: 45% receberam aconselhamento para priorizar “oração e submissão” em vez de denúncia.

Depoimento chave:

Meire Castorino, missionária da Igreja Cristã Projeto Ágape (Juiz de Fora/MG), descreveu o padrão:

“Mulheres de obreiros têm resistência redobrada para denunciar. Preservam aparências de casamento estável para proteger a imagem do agressor perante a igreja. Seu isolamento durante atividades coletivas é frequentemente um sinal de alerta.”

“Muitas vezes a gente vai identificar que uma mulher está sendo agredida ou vivendo tipos de violência por conta do seu comportamento, muitas vezes retraído, recluso, sem muito envolvimento com os demais grupos, com as demais mulheres da igreja”, completou.

Falhas no Acolhimento:

Casos documentados no estudo mostram que:

  • Líderes religiosos interpretaram violência como “prova espiritual” ou “ataque maligno” em 32% dos registros;

  • Vítimas foram desencorajadas a buscar ajuda jurídica em 29% das ocorrências analisadas.

Abordagem Recomendada:

Para Castorino, os cristãos devem agir com justiça, independentemente das partes envolvidas, uma vez que isso também reflete a vontade de Deus.

“O aconselhamento bíblico deve combinar apoio espiritual e orientação legal. Provérbios 31:8-9 ordena defender os indefesos. Em risco de morte, a proteção imediata precede qualquer processo de restauração familiar”, disse ela.

E completou: “A maneira que a igreja pode acolher essas vítimas é oferecendo aconselhamento pastoral bíblico, tratando com discrição e orientando a vítima pela Palavra de Deus, mas também, em alguns casos, segundo as leis que regem a ‘terra’”.

A especialista propõe ainda:

  1. Preparação financeira independente para mulheres vulneráveis;

  2. Educação preventiva para jovens sobre relacionamentos saudáveis;

  3. Treinamento de pastores para identificar sinais de violência.

Contexto Jurídico:

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas imediatas. Desde 2015, o feminicídio é crime hediondo (Lei 13.104), com penas de 12 a 30 anos de reclusão.

O Disque 180 registrou 82.407 denúncias de violência doméstica no primeiro trimestre de 2025, sendo 28% envolvendo mulheres com perfil religioso ativo.

*(Fontes: Fórum Brasileiro de Segurança Pública – Anuário 2024; Dissertação “Violência Doméstica e Comunidades de Fé” – Mackenzie; Dados da Central de Atendimento à Mulher)* Com: Comunhão.

Franklin Graham vê oportunidade evangelística na imigração

Durante o Congresso Europeu sobre Evangelismo, realizado entre os dias 27 e 30 de maio em Berlim, o evangelista norte-americano Franklin Graham incentivou cristãos europeus a enxergarem a imigração e chegada de refugiados como uma oportunidade missionária.

Ao se dirigir aos participantes do evento, Graham afirmou que a mobilidade forçada de populações oriundas de contextos fechados ao cristianismo representa uma “janela temporária” para o anúncio do Evangelho.

“Essas pessoas vêm de lugares onde é muito difícil pregar o Evangelho”, disse Graham. “Mas agora elas estão na Europa. Temos a chance de compartilhar nossa fé com elas.”

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), a Europa segue entre as regiões com o maior número de deslocados no mundo. Para Graham, esse cenário representa não apenas uma demanda humanitária, mas uma responsabilidade espiritual.

À frente da Associação Evangelística Billy Graham e da organização Samaritan’s Purse, o evangelista ressaltou a importância de igrejas e ministérios cristãos se engajarem com os estrangeiros por meio da combinação entre assistência prática e testemunho de fé. “Em vez de irmos até eles, Deus os trouxe até nós”, declarou. “Eles não vão ficar para sempre. Muitos voltarão para seus países quando a situação melhorar. Por isso, devemos aproveitar esse momento agora”.

Unidade cristã

Durante sua participação no congresso, Franklin Graham também abordou o debate em torno do chamado “nacionalismo cristão”, termo recorrente em discussões políticas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.

Ele criticou o uso da expressão por parte da mídia, sugerindo que ela tem sido utilizada de forma enviesada para rotular e dividir cristãos com posicionamentos conservadores: “Acho que é uma expressão inventada para dividir os cristãos”, afirmou. “Todos somos afetados pela política. E se há políticos dispostos a ouvir, devemos aproveitar essa chance”.

Graham defendeu o envolvimento de cristãos na vida pública e ressaltou que a participação política deve estar ancorada nos valores bíblicos: “Não precisamos de menos cristãos na política. Precisamos de mais”, declarou.

Homenagem ao pai

Ao comentar sobre o futuro da Associação Evangelística Billy Graham, diante de sua idade — mais de 70 anos —, Franklin afirmou que a continuidade do trabalho está assegurada. “Se eu morrer hoje, a associação continuará pregando. Há uma equipe preparada para dar continuidade”, afirmou.

Ele mencionou o filho, Edward Graham, atual diretor de operações da Samaritan’s Purse, e a vice-presidente Paula Woodring, que atua há mais de 40 anos na organização: “Não depende de mim. Temos líderes comprometidos e capacitados”, acrescentou.

Franklin também recordou o legado de seu pai, Billy Graham, falecido há sete anos, destacando que, se estivesse presente no congresso, ele enfatizaria a centralidade da cruz de Cristo: “Acho que é nisso que ele teria se concentrado”, disse Franklin. “E é isso que também devemos proclamar com coragem nestes tempos incertos”, finalizou, de acordo com informações do Christian Daily.