Sob forte temporal, igreja sem teto se mantém adorando a Deus

Um vídeo gravado em uma igreja pentecostal de Uganda, sem infraestrutura física – desprovida de paredes e teto – mostra fiéis mantendo culto durante forte temporal nesta semana.

Nas imagens, divulgadas pelo site Brah Adams, os seguidores de Jesus Cristo aparecem ajoelhados em oração ou caminhando entre as bancadas enquanto a água da chuva inundava o local. O que parecia ser um momento de desistência, contudo, se transformou em exemplo de fé.

Um homem identificado como o pastor local liderava os cânticos em glossolalia (“línguas estranhas”), prática comum em igrejas pentecostais.

O registro gerou repercussão internacional após usuários das redes sociais compararem a cena com as suas próprias práticas religiosas, vendo a atitude dos cristãos como um exemplo a ser seguido.

Uma internauta comentou: “Um tapa na minha cara! Quantas vezes deixei de estar em uma igreja confortável por estar cansada demais…”. Outro adicionou: “Aqui já cancelamos cultos por chuva bem menor”, enquanto uma terceira pessoa citou o Salmo 103:1: “Bendize, ó minha alma, ao SENHOR”.

Contexto local

Igrejas ao ar livre são comuns em regiões africanas com escassez de recursos para construção de templos. Uganda, onde cristãos representam cerca de 85% da população, enfrenta desafios econômicos que limitam infraestruturas religiosas.

Apesar das dificuldades regionais, a Constituição do país garante liberdade de culto, conforme o  artigo 29 da Carta Magna revisada em 2017.

O país registra tensões religiosas pontuais, particularmente em regiões orientais onde muçulmanos concentram aproximadamente 12% da população. Organizações como a Portas Abertas monitoram incidentes isolados de perseguição, embora o Estado mantenha mecanismos de proteção à prática inter-religiosa.

A cena dos cristãos adorando sob forte temporal, capturada no vídeo, ilustra a resiliência de comunidades que priorizam a expressão de fé independentemente de condições materiais, tornando-se símbolo de devoção para fiéis ao redor do mundo.

Pesquisa: evangélicos mudarão o cenário político em 2026

Estudo da Mar Asset Management projeta que os evangélicos representarão 36% da população brasileira até 2026, consolidando uma trajetória de crescimento que partiu de 22% em 2010, e que poderá mudar radicalmente o cenário político nacional a partir de então.

A expansão desse segmento religioso continua a exercer impacto direto no contexto parlamentar do país, conforme análise divulgada nesta quinta-feira, o que não por acaso tem causado preocupação na ala da esquerda política.

Dados eleitorais demonstram correlação entre maior concentração evangélica e redução de votos para partidos progressistas, padrão observado nas eleições presidenciais de 2018 e 2022.

Municípios com forte presença evangélica registraram menor apoio a candidaturas de esquerda, tendência que, segundo a análise, deverá se intensificar no pleito de 2026, considerando que os evangélicos se identificam, em sua absoluta maioria, com pautas conservadoras.

O eleitorado evangélico demonstra preferência por ideias e propostas alinhadas a valores religiosos, com ênfase em posições contrárias ao aborto, movimento LGBT+ e liberação das drogas. Além disso, existe em sua base uma visão que valoriza o mérito individual e a menor dependência de políticas estatais, algo que se conecta com a livre iniciativa.

Esse perfil em favor da maior autonomia e dos valores familiares tradicionais contrasta com plataformas baseadas em ampliação de programas assistencialistas, vistos pelos críticos como “muletas” que, em excesso, prejudicam o desenvolvimento econômico da população.

Diante desse cenário, o Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou esforços para ampliar diálogo com lideranças religiosas. A legenda promove mapeamento da religiosidade entre filiados e parlamentares, buscando construir pontes com esse segmento. A estratégia enfrenta desafios devido ao alinhamento histórico entre evangélicos e candidaturas de direita.

A pesquisa conclui que o crescimento demográfico evangélico reconfigura as dinâmicas eleitorais brasileiras, posicionando-se como fator decisivo nas eleições de 2026. Com base atual consolidada, o grupo deverá manter influência crescente na definição de rumos políticos nacionais nos próximos anos. Com: JM Notícias.

Veja como a fé em Deus impacta radicalmente em uma 'boa morte'

Pesquisa publicada na revista científica BMC Palliative Care comparou percepções sobre o fim da vida entre pessoas com demência no Brasil e no Reino Unido. O estudo, que entrevistou 32 pacientes em estágio leve a moderado da doença, identificou diferenças culturais marcantes no conceito de “boa morte”.

Segundo os resultados:

  • Participantes britânicos priorizaram controle sobre decisões médicas e planejamento antecipado

  • Participantes brasileiros destacaram fé em Deus, espiritualidade e aceitação do destino como elementos centrais

O médico geriatra Edison Vidal, coautor do estudo e diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo, enfatizou a importância de incluir pacientes com demência nas discussões: “Esse grupo historicamente não é ouvido. Nas fases iniciais e moderadas, muitos ainda conseguem expressar preferências e valores”.

Contextos culturais distintos

A pesquisa aponta que as diferenças refletem tradições sociais:

  • No Reino Unido, predomina a valorização da autonomia individual

  • No Brasil, fatores socioeconômicos e religiosos moldam a visão sobre o fim da vida

Vidal explicou: “A instabilidade social e econômica leva muitos brasileiros a se apegar à religião como mecanismo para lidar com o que está além de seu controle”.

O psicólogo Marcelo Matias, que atua em Campinas, destacou a necessidade de abordagens culturalmente adaptadas. Para pacientes brasileiros, ele sugere abordar preocupações como “não causar sofrimento à família”

Ainda segundo o profissional, a espiritualidade pode ser um recurso válido para lidar com o medo da morte.

“Incluir o paciente na conversa sobre a própria morte é garantir dignidade. Quando possível expressar desejos, o cuidado pode refletir quem a pessoa é e o que valoriza”, afirmou o psicólogo.

O estudo também observou que refletir sobre o fim da vida pode modificar a percepção do presente: “Pensar na morte não é necessariamente sombrio. Pode ser um convite para viver com mais verdade e valorizar vínculos”, concluiu o psicólogo.

A pesquisa recomenda que profissionais de saúde adaptem suas abordagens considerando contexto cultural, crenças e valores individuais dos pacientes, estando cientes que a fé constitui uma importante ferramenta de auxílio nos momentos mais difíceis da vida. Com: Metrópoles.

Igreja revoga ordenação de pastor após acusação de ‘má conduta’

O Conselho de Anciãos da Igreja Batista de Nairóbi, uma das maiores congregações batistas do Quênia, anunciou oficialmente a revogação da ordenação do pastor sênior Munengi Mulandi, em razão de “sérias alegações de má conduta”. A decisão foi tornada pública em uma declaração divulgada em 3 de agosto.

Segundo o comunicado, Mulandi não exerce mais a função de pastor sênior desde 1º de junho. “Consequentemente, após consideração fervorosa e plena consciência do peso de tal ação, o Conselho de Anciãos tomou a decisão de revogar sua ordenação. Isso significa que, como igreja, infelizmente não podemos mais afirmar que ele está qualificado para ser um ministro do evangelho de Jesus Cristo”, afirmou o conselho.

O texto ainda informou que Mulandi teve a oportunidade de responder às acusações apresentadas, mas não se manifestou. O Conselho afirmou que a decisão foi tomada com “coragem, cuidado e responsabilidade”, reconhecendo que a igreja atravessa um momento “difícil e doloroso”.

Embora o conteúdo das acusações não tenha sido revelado, a liderança da igreja comunicou que uma investigação independente está em curso para apurar a extensão dos fatos e seu impacto. “Estamos totalmente comprometidos com o devido processo legal, buscando a verdade com integridade e abordando este assunto com a seriedade que ele exige”, declarou o colegiado.

Durante o culto do próprio dia 3 de agosto, o presidente do Conselho de Anciãos leu a declaração aos fiéis. Em sua fala, reiterou que se tratava de um anúncio “difícil” e que a decisão “não foi levada de ânimo leve”. O dirigente destacou: “Como Corpo de Cristo, somos chamados a ser santos e a defender a justiça em consonância com a Palavra de Deus. Portanto, compartilhamos esta declaração com humildade, compaixão e um compromisso sincero com a verdade, a justiça e a transparência”.

Um documento anterior, compartilhado online e assinado pela secretária honorária da igreja, Judy Nyaga, indicava que Munengi Mulandi havia renunciado ao cargo em 1º de junho, após ter sido confrontado por membros do conselho sobre alegações de má conduta grave envolvendo um membro da equipe. Segundo o texto, Mulandi reconheceu que houve um encontro, mas negou qualquer comportamento impróprio.

Ainda conforme a ata de uma reunião realizada em 7 de junho com membros da igreja, outras pessoas teriam se apresentado trazendo relatos semelhantes. O conselho havia suspendido Mulandi preventivamente no dia 31 de maio, aceitado sua renúncia no dia seguinte e iniciado as apurações internas.

Para facilitar a coleta de informações, a igreja disponibilizou canais de denúncia confidenciais, incluindo um portal anônimo, e-mail e um número de telefone. A liderança também garantiu a oferta de serviços de aconselhamento pastoral para membros que necessitarem de apoio emocional durante o processo.

Na mesma declaração, o Conselho anunciou a nomeação do pastor Pinto Kali como pastor sênior interino e do pastor Evans Mutambi como pastor principal interino da congregação situada na Ngong Road, em Nairóbi, de acordo com informações do The Christian Post.

Encerrando o comunicado, o Conselho de Anciãos pediu à comunidade que orasse pelas possíveis vítimas, por Mulandi e sua família, e reafirmou sua confiança na providência divina: “Este é um momento de reflexão, graça e oração. Sejamos uma comunidade marcada pela verdade, pelo amor e pela cura. Confiemos no plano redentor de Deus neste momento difícil”.

Frente Evangélica notifica abusos do STF: 'Prejudica milhões'

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) emitiu nota pública na quarta-feira (6) pedindo ao Senado Federal que intervenha para “conter os excessos do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

O documento, assinado conjuntamente pelas Frentes Parlamentares Católica, do Empreendedorismo e do Comércio e Serviços, expressa “profunda preocupação com recentes ações de ministros da Corte”.

No texto, os parlamentares afirmam que as decisões do STF estariam “provocando instabilidade institucional no país”, com efeitos sobre a economia: “As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros”.

As frentes defendem que o Senado atue como mediador institucional: “Solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional”.

O documento foi subscrito, dentre outros, pelos deputados, segundo o jornalista Claudio Dantas:

  • Luiz Gastão (PSD-CE), coordenador da Frente Parlamentar Católica

  • Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente do Empreendedorismo

  • Gilberto Nascimento (PL-SP), líder da Frente Parlamentar Evangélica

  • Domingos Sávio (PL-MG), representante da Frente do Comércio e Serviços

A nota não especifica quais decisões ou processos judiciais motivaram o posicionamento, mas faz parte de um contexto de indignação comum por parte da oposição, agora, contra a forma como magistrados como Alexandre de Moraes (STF) têm conduzido processos na mais alta Corte do país.

O apelo da Frente Parlamentar Evangélica também ocorre em meio a debates sobre a divisão de competências entre os Poderes, tema recorrente no atual cenário político. Críticos da atuação do Supremo têm apontado constante interferência no Poder Legislativo, algo que tem causado revolta em parte da população.

Leia a íntegra da nota, abaixo:

“Nota oficial em defesa do equilíbrio institucional e da democracia

Nós, parlamentares federais abaixo assinados, manifestamos nossa profunda preocupação diante dos recentes episódios que vêm sendo

protagonizados por ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais têm gerado um crescente ambiente de instabilidade institucional em nosso país.

O momento exige sabedoria, responsabilidade e compromisso com a ordem democrática. As ações em curso, oriundas da mais alta Corte, têm provocado efeitos danosos à economia nacional, afetando diretamente o ambiente de negócios, a segurança jurídica, a confiança de investidores e o cotidiano de milhões de brasileiros, trabalhadores e empreendedores.

Vivemos um cenário que demanda mediação urgente e o distensionamento das polarizações que tanto prejudicam o Brasil. A harmonia entre os Poderes da República é pilar essencial para a

democracia e precisa ser preservada.

Como membros da Câmara dos Deputados, temos nossas prerrogativas e responsabilidades. Contudo, é ao Senado Federal que a Constituição delega o dever de fiscalizar e conter excessos do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, solicitamos que o Senado, no exercício de suas atribuições, busque a mediação com o propósito de mantermos a democracia e a harmonia entre os Poderes, restabelecendo a ordem constitucional.”

“Imagina se é o contrário?”: Nikolas agredido por deputada petista

Imagina se é o contrário? Esquerda sendo esquerda. Camila Jara, parabéns por mostrar ao Brasil quem realmente você é. Obrigado! pic.twitter.com/wj6qeQuZFj

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 7, 2025

Durante a tentativa de desobstrução do plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (6), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou ter sido agredido fisicamente pela deputada petista Camila Jara (PT-MS).

O incidente ocorreu por volta das 20h30, quando a Polícia Legislativa adentrou o plenário para retirar parlamentares da oposição que bloqueavam o início da sessão, resultando em tumulto próximo à mesa diretora.

Nikolas Ferreira divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram no mesmo dia, acompanhado da seguinte declaração escrita: “Modo da esquerda agir: te agride quando ninguém tá vendo. Bom que eles provam que estou certo”.

Nas imagens compartilhadas, o deputado federal evangélico, considerado um dos mais influentes do Brasil, aparece atrás da cadeira do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). A sequência mostra o parlamentar mineiro perdendo o equilíbrio e caindo após ter sido aparentemente empurrado por Camila Jara, momento que ele considera ter sido uma agressão física.

Em resposta encaminhada à imprensa, a deputada petista Camila Jara negou a acusação, muito embora a gravação pareça confirmar a agressão contra o deputado evangélico.

Em nota ao jornal O Globo, a parlamentar do Mato Grosso do Sul argumentou: “Seria impossível tal ato, pois tenho apenas 1,60m de altura, 49 quilos e estou em tratamento contra um câncer”.

Jara classificou as alegações como parte de uma suposta “campanha de perseguição nas redes sociais”. Até a manhã desta quinta-feira (7), a deputada não havia se manifestado sobre o caso em suas próprias redes sociais.

O episódio integra o contexto da sessão marcada para as 20h30 de quarta-feira, que teve início atrasado devido ao bloqueio físico promovido por parlamentares de oposição no plenário. A ação de desobstrução pela Polícia Legislativa gerou confusão e empurra-empurra na área próxima à presidência da Casa.

Conflito

A obstrução feita pelos parlamentares bolsonaristas também acabou servindo para expor a postura de outros que, mesmo identificados com o espectro da direita, não aderiram ao movimento para pressionar os presidentes da Câmara e do Senado.

Um deles foi o deputado federal Kim Kataguiri, que foi criticado pelo vereador paulista Fernando Holiday. Em uma publicação feita nas redes sociais, Holiday mostrou uma imagem de Kataguiri junto a deputados petistas que estavam tentando desobstruir o Parlamento.

“Enquanto os deputados da direita ocupavam a Mesa Diretora, o deputado Kim Kataguiri estava ao fundo rindo com seus aliados petistas. Quando esses covardes do MBL vierem pedir votos ano que vem, lembrem-se dessa imagem. Lembrem-se desse dia!”, criticou.

Com maioria pelo impeachment, Nikolas explica próximos passos

Parlamentares da oposição anunciaram, na manhã desta quinta-feira, 7 de agosto, que 41 senadores já declararam apoio à abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa foi divulgada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), ao lado dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

Segundo os parlamentares, o número representa a maioria simples necessária para admissibilidade da denúncia, embora ainda faltem 13 votos para alcançar os 54 necessários à destituição de um ministro do STF, conforme previsto no regimento do Senado Federal.

Nikolas Ferreira informou, por meio das redes sociais, que o apoio mais recente foi do senador Laércio Oliveira (PP-SE). “Senador Laércio acaba de se posicionar pelo Brasil e apoiar o impeachment de Moraes”, escreveu o deputado. “Portanto, soma-se 41 assinaturas e temos maioria para admissibilidade da denúncia”.

Ainda de acordo com Nikolas, o rito do processo de impeachment prevê a leitura da denúncia pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em seguida, uma comissão especial deve ser criada para avaliar a admissibilidade do pedido. O parecer dessa comissão precisa da aprovação por maioria simples — ou seja, 41 votos — para ser encaminhado ao plenário.

Caso o parecer seja aceito, Moraes teria dez dias para apresentar sua defesa. Após o prazo, a comissão emitiria um parecer final, também sujeito à votação por maioria simples. Se aprovado, o ministro seria afastado do cargo de forma imediata.

Até o momento, Alcolumbre ainda não se manifestou oficialmente sobre a leitura da denúncia. Cabe exclusivamente a ele autorizar ou não o início do trâmite no Senado.

Oposição desocupa plenário do Senado

No mesmo dia, a bancada de oposição encerrava a ocupação do plenário do Senado Federal, iniciada como forma de pressionar pela tramitação do pedido de impeachment. O gesto foi anunciado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, como um sinal de disposição para o diálogo institucional.

“Fizemos um esforço hoje, junto aos nossos pares, e estamos neste momento nos retirando da Mesa do Senado da República para que os trabalhos possam fluir normalmente”, declarou Marinho. “Agora, às 11 horas, terá uma sessão virtual. Se o presidente entender por bem, poderá ser presencial”.

A ocupação havia sido iniciada por parlamentares da oposição como forma de protesto contra o que consideram inércia de Alcolumbre em dar andamento ao pedido de impeachment contra Moraes. O gesto de desocupação ocorre após reuniões reservadas entre o presidente do Senado e integrantes da oposição, em clima considerado mais conciliatório.

Contexto

Alexandre de Moraes ocupa cadeira no Supremo Tribunal Federal desde 22 de março de 2017, indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB). À época, sua nomeação foi alvo de resistência de parte da esquerda, incluindo membros do PT, da Rede e do PSOL. A oposição ao nome de Moraes se baseava em críticas à sua atuação no Ministério da Justiça e em alertas de setores acadêmicos sobre sua conduta jurídica.

Recentemente, o ministro tem sido alvo de críticas de setores conservadores, especialmente por sua atuação nos inquéritos relacionados a fake news, vandalismo do 8 de janeiro e investigações sobre parlamentares da base bolsonarista. A proposta de impeachment, no entanto, ainda não foi formalmente aceita pela presidência do Senado, condição essencial para que possa ser analisada em comissão e votada pelo plenário.

Historicamente, nenhum ministro do STF foi afastado por decisão do Senado, embora a Constituição preveja essa possibilidade em caso de crime de responsabilidade. O caso segue em desenvolvimento e depende, neste momento, da decisão do presidente Davi Alcolumbre quanto ao encaminhamento da denúncia.

Após maioria pelo impeachment ser alcançada, Nikolas Ferreira explica próximos passos
Publicação do deputado sobre as assinaturas em sua conta no X

Dayse Paparoto diz que vitória no MasterChef foi resposta de Deus

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A chef Dayse Paparoto, vencedora da primeira edição do MasterChef Profissionais no Brasil, em 2016, afirmou que sua participação e vitória no programa foram direcionadas por Deus. Em entrevista ao Podcast 3 Irmãos, publicada recentemente, Dayse testemunhou que teve confirmações claras e sucessivas do Senhor antes de se inscrever na competição.

Cristã há 14 anos, Dayse relatou que busca orientação divina em todas as suas decisões e considera a Bíblia como “manual de vida”. “Na Bíblia, todas as situações que você passar vai ter uma resposta, eu me guio por ela. Tanto que para entrar no MasterChef eu perguntei para Deus, e Ele me respondeu de diversas formas categoricamente que era para entrar”, declarou.

Na época, Dayse trabalhava em um restaurante e recebeu do chefe a sugestão para participar do reality. Com receio, ela orou por confirmação. No dia seguinte, recebeu uma mensagem de uma amiga: “Por que você não se inscreve no MasterChef?”, contou. Ainda assim, pediu mais uma resposta a Deus. Durante um café com um amigo que, segundo ela, “nem é da igreja”, ouviu novamente a sugestão de se inscrever — com um detalhe curioso: ele sugeriu que fizesse uma receita de ovo, o que se alinhava a uma brincadeira feita por seu pastor em um retiro anterior, quando disse: “Notícias do futuro: Dayse ganha o MasterChef com ovo”.

Reconhecendo os sinais como confirmações divinas, a chef gravou um vídeo com a receita de um ovo pochê e enviou sua inscrição. Entre 10 mil candidatos, foi selecionada. “Eu disse: ‘Deus, se o Senhor quer que eu esteja aqui, seja feita a sua vontade’”, afirmou.

Durante sua participação no programa, Dayse revelou que se apoiou espiritualmente para enfrentar os desafios. Em entrevista anterior ao podcast JesusCopy, declarou: “Eu entrava na prova e já falava: ‘Espírito Santo, o que eu faço?’. Ia fluindo. Fui ganhando uma, fui ganhando outra e ganhei. Por isso que quando eu ganhei eu dei mais de dez ‘glória a Deus’ ao vivo. Foi Ele mesmo”.

A vitória no reality rendeu à chef um prêmio em dinheiro, com o qual quitou seu apartamento, além de um carro. Contudo, segundo ela, os frutos da conquista transcenderam o aspecto pessoal. “Eu entendi depois que Ele me abençoou para abençoar outras pessoas através do MasterChef”, declarou.

Como desdobramento desse entendimento, Dayse participou da fundação de um restaurante escola no Timor Leste, voltado ao acolhimento e capacitação de meninas em situação de vulnerabilidade. O projeto, chamado “Proema”, já foi premiado diversas vezes e reconhecido como o melhor restaurante do país, formando novos talentos da gastronomia local.

Atualmente, Dayse comanda o restaurante Paparoto Cucina, em São Paulo, que possui uma estrela Michelin. Ela encerrou seu testemunho destacando a importância da oração e da direção espiritual em sua trajetória profissional: “Antes de entrar em alguma furada, antes de assinar um contrato, de aceitar alguma coisa, [eu oro:] ‘Senhor, é para eu ir?’. E Ele sempre me responde”, afirmou.

Impeachment de Alexandre de Moraes soma 39 votos no Senado

O número de senadores favoráveis ao processo de impeachment de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a 39 na tarde desta quarta-feira, 06 de agosto. A informação é do site Votos Senadores, que monitora o posicionamento dos parlamentares em pautas relevantes.

Para que o pedido avance à fase de admissibilidade, são necessários 41 votos. Já a aprovação definitiva da destituição exige o apoio de 54 senadores.

Segundo o levantamento, 24 senadores ainda não definiram sua posição, enquanto 19 se manifestaram contrariamente ao processo. O movimento é liderado principalmente por parlamentares do Partido Liberal (PL), principal legenda de oposição ao governo Lula (PT) no Senado. No entanto, dois senadores do próprio PL permanecem indecisos: Romário (RJ) e Dra. Eudócia Caldas (AL).

Romário foi publicamente cobrado por Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), vereador em Balneário Camboriú, que escreveu: “E aí, Romário? Vai continuar vivendo do gol de 94 ou vai mostrar que também sabe jogar pelo povo? O impeachment do Moraes é sua chance de brilhar de novo”.

Parlamentares de partidos do Centrão, como MDB e PSD, concentram a maioria dos nomes indecisos. Já os partidos alinhados ao governo federal — como PT, PDT e parte do PSB — integram o grupo contrário à abertura do processo contra Moraes.

Senadores favoráveis ao impeachment

O grupo pró-impeachment é composto por parlamentares de diversas legendas, com maioria do PL, mas também inclui nomes de partidos como Podemos, União Brasil, PP e Republicanos:

  • Alan Rick (União Brasil–AC)
  • Alessandro Vieira (MDB–SE)
  • Astronauta Marcos Pontes (PL–SP)
  • Carlos Portinho (PL–RJ)
  • Carlos Viana (Podemos–MG)
  • Cleitinho (Republicanos–MG)
  • Damares Alves (Republicanos–DF)
  • Dr. Hiran (PP–RR)
  • Eduardo Girão (Novo–CE)
  • Eduardo Gomes (PL–TO)
  • Efraim Filho (União Brasil–PB)
  • Esperidião Amin (PP–SC)
  • Flávio Bolsonaro (PL–RJ)
  • Hamilton Mourão (Republicanos–RS)
  • Ivete da Silveira (MDB–SC)
  • Izalci Lucas (PL–DF)
  • Jaime Bagattoli (PL–RO)
  • Jayme Campos (União Brasil–MT)
  • Jorge Kajuru (PSB–GO)
  • Jorge Seif (PL–SC)
  • Lucas Barreto (PSD–AP)
  • Luis Carlos Heinze (PP–RS)
  • Magno Malta (PL–ES)
  • Marcio Bittar (União Brasil–AC)
  • Margareth Buzetti (PSD–MT)
  • Marcos Rogério (PL–RO)
  • Marcos do Val (Podemos–ES)
  • Nelsinho Trad (PSD–MS)
  • Oriovisto Guimarães (Podemos–PR)
  • Plínio Valério (PSDB–AM)
  • Professora Dorinha Seabra (União Brasil–TO)
  • Rogério Marinho (PL–RN)
  • Sergio Moro (União Brasil–PR)
  • Styvenson Valentim (Podemos–RN)
  • Tereza Cristina (PP–MS)
  • Vanderlan Cardoso (PSD–GO)
  • Wellington Fagundes (PL–MT)
  • Wilder Morais (PL–GO)
  • Zequinha Marinho (Podemos–PA)

Senadores indecisos

O grupo de senadores que ainda não definiu posição sobre o impeachment de Alexandre de Moraes reúne nomes de diferentes partidos, com predominância do MDB, PSD e PP:

  • Ângelo Coronel (PSD–BA)
  • Ciro Nogueira (PP–PI)
  • Confúcio Moura (MDB–RO)
  • Daniella Ribeiro (PSD–PB)
  • Davi Alcolumbre (União Brasil–AP)
  • Dra. Eudócia Caldas (PL–AL)
  • Eduardo Braga (MDB–AM)
  • Eliziane Gama (PSD–MA)
  • Fernando Dueire (MDB–PE)
  • Flávio Arns (PSB–PR)
  • Giordano (MDB–SP)
  • Jader Barbalho (MDB–PA)
  • Jussara Lima (PSD–PI)
  • Laércio Oliveira (PP–SE)
  • Mara Gabrilli (PSD–SP)
  • Marcelo Castro (MDB–PI)
  • Mecias de Jesus (Republicanos–RR)
  • Renan Calheiros (MDB–AL)
  • Romário (PL–RJ)
  • Soraya Thronicke (Podemos–MS)
  • Sérgio Petecão (PSD–AC)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB)
  • Zenaide Maia (PSD–RN)

Senadores contrários ao impeachment

Os 19 senadores que se posicionaram contra a abertura do processo estão majoritariamente alinhados ao governo federal e incluem representantes do PT, PDT, PSB e PSD:

  • Ana Paula Lobato (PDT–MA)
  • Augusta Brito (PT–CE)
  • Beto Faro (PT–PA)
  • Chico Rodrigues (PSB–RR)
  • Cid Gomes (PSB–CE)
  • Fabiano Contarato (PT–ES)
  • Fernando Farias (MDB–AL)
  • Humberto Costa (PT–PE)
  • Irajá (PSD–TO)
  • Jaques Wagner (PT–BA)
  • Leila Barros (PDT–DF)
  • Omar Aziz (PSD–AM)
  • Otto Alencar (PSD–BA)
  • Paulo Paim (PT–RS)
  • Randolfe Rodrigues (PT–AP)
  • Rodrigo Pacheco (PSD–MG)
  • Rogério Carvalho (PT–SE)
  • Teresa Leitão (PT–PE)
  • Weverton (PDT–MA)

Tramitação do impeachment no Senado

De acordo com o rito previsto, o pedido de impeachment contra um ministro do STF precisa da maioria simples dos votos — 41 dos 81 senadores — para ser admitido e instaurado. No entanto, para que o julgamento resulte na perda do cargo, é necessário o apoio de dois terços do plenário, ou seja, 54 votos.

Até o momento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União–AP), tem evitado pautar pedidos de impeachment de ministros do STF. Ele também está entre os parlamentares indecisos em relação à proposta.

Algo inacreditável está acontecendo

5 novos apoios ao IMPEACHMENT do Moraes nas ultimas 24 horas.

Não parem!!https://t.co/TmkoYzZn9Dhttps://t.co/TmkoYzZn9D pic.twitter.com/fJ0r80K4bq

— Gustavo Gayer (@GayerGus) August 6, 2025

Nigéria: Tribunal superior anula condenação de cristão perseguido

Um tribunal superior na Nigéria anulou a condenação de um cristão identificado como David, que havia sido sentenciado a nove anos de prisão por ajudar duas mulheres adultas, Adah e Naomi, a fugir de ameaças de violência após sua conversão ao cristianismo. A decisão foi proferida após um recurso que apontou irregularidades no julgamento inicial, realizado sem a presença de um advogado de defesa e concluído em apenas três dias.

O caso teve início no norte da Nigéria, onde as duas mulheres relataram ter recebido ameaças de familiares e membros da comunidade. David e outro líder religioso, identificado como Ezekiel, auxiliaram as mulheres a deixarem o local. Segundo a organização jurídica ADF International, os nomes foram alterados por questões de segurança.

Após ajudarem na mudança, David e Ezekiel foram capturados por militantes, detidos de forma ilegal e submetidos a tortura por várias semanas. Posteriormente, ambos foram entregues à polícia. Enquanto Ezekiel foi libertado após intervenção legal, David foi acusado de sequestro, julgado sem defesa jurídica e condenado.

Em recurso apresentado por advogados apoiados pela ADF International, o tribunal superior decidiu pela anulação da sentença, destacando a ausência de garantias legais mínimas. A corte também determinou a devolução de uma multa paga durante a prisão. As autoridades estaduais não compareceram à audiência de apelação.

“David foi torturado, processado e preso simplesmente por ajudar uma mulher a escapar da violência por causa de sua fé”, declarou Sean Nelson, consultor jurídico da ADF International para liberdade religiosa global. Ele classificou o episódio como exemplo da grave crise de liberdade religiosa enfrentada no país.

Após sua libertação, David retornou à comunidade onde vive e foi recebido com cautela por membros de sua igreja. Em declaração, ele afirmou: “Apesar da perseguição em minha comunidade, sei que tenho a vida eterna. Esta é a nossa confiança e paz”.

A região norte da Nigéria, de maioria muçulmana, tem sido palco frequente de perseguições contra cristãos. Milícias como o Boko Haram e grupos armados Fulani são apontados como responsáveis por ataques sistemáticos a comunidades cristãs. Além disso, o ambiente legal e cultural tem favorecido o assédio judicial contra convertidos e aqueles que os assistem, segundo o The Christian Post.

Dados da ADF International indicam que mais de 7.000 cristãos foram mortos no norte da Nigéria em 2023. Em 2022, o número chegou a cerca de 5.000. A entidade informou ainda que tem atuado em diversos casos semelhantes no país.

Um episódio recente envolve Rhoda Jatau, cristã nigeriana absolvida em dezembro de 2024 após ser acusada de blasfêmia. Ela ficou presa por mais de um ano antes da decisão favorável.