Encontro evangélico mais antigo da Inglaterra completa 150 anos

O município de Keswick, situado no noroeste da Inglaterra, é amplamente reconhecido por sua paisagem montanhosa, o Lago Derwent e as trilhas turísticas populares durante o clima seco. No entanto, desde 1875, também se consolidou como um ponto de encontro de referência para cristãos evangélicos no Reino Unido e no exterior.

Em 2025, o Ministério Keswick celebrou o 150º aniversário de suas reuniões, mantendo a tradição de encontros anuais voltados à edificação espiritual. O evento, realizado entre 14 de julho e 1º de agosto, reuniu aproximadamente 14 mil pessoas, incluindo 3.500 crianças e adolescentes, em três semanas de programação gratuita, marcada por estudos bíblicos, seminários temáticos e atividades ao ar livre.

A convenção anual é organizada em tendas montadas na cidade e atrai famílias de diferentes regiões, incentivadas pelo modelo acessível do evento – que não cobra entrada, exigindo apenas que os participantes providenciem hospedagem.

Encontro centrado na Palavra

O lema histórico do movimento, “Todos Um em Cristo Jesus”, reflete a proposta de unir cristãos de diversas tradições em torno da centralidade da Bíblia e do chamado missionário. A origem remonta ao cônego Thomas Dundas Hartford-Battersby, que, junto a amigos, organizou a primeira reunião em uma tenda com cerca de 400 pessoas, em resposta ao que viam como uma falta de compromisso com a “santidade prática” na Igreja da Inglaterra.

O presidente do ministério, Jeremy McQuoid, declarou durante a celebração:

“Pela graça de Deus, temos ouvido a Palavra de Deus para que possamos nos tornar como Seu Filho e servir Sua missão por 150 anos – e é somente por Sua graça que continuaremos a fazê-lo enquanto Ele quiser”.

Jonathan Lamb, integrante da equipe organizadora, afirmou ao Christian Daily International:

“O que Keswick realmente representa é a transformação de vida e o chamado à semelhança de Cristo em todas as áreas da vida, que seja fundamentada na Palavra de Deus, que seja apropriada à cultura e inserida na igreja local”.

Programação e impacto global

A edição de 2025 teve como tema “Transformados”, com exposições bíblicas conduzidas por pregadores como Andy Gemmil, Tim Chester e Dane Ortlund, que abordaram os livros de Tiago, Colossenses e 2 Coríntios. Além dos cultos diários, a programação contou com:

  • Seminários temáticos sobre fé e vida cristã
  • Atividades infantis e para jovens de 10 a 25 anos
  • Trilhas específicas para artistas e pessoas com deficiência
  • Eventos informais promovidos por missões e organizações cristãs

O movimento Keswick inspirou iniciativas similares em cerca de 15 países, evidenciando seu alcance e influência. Parte central da tradição do ministério sempre foi o incentivo à obra missionária, com ênfase no envio de cristãos para outras nações.

Sustentação e expansão

A convenção de verão é financiada por doações, sendo que os custos de uma edição chegam a cerca de £1 milhão. Em 2017, graças ao apoio da comunidade evangélica envolvida com o ministério, foi possível adquirir a antiga Fábrica de Lápis de Keswick, ponto histórico da cidade. Após reformas, o espaço passou a abrigar parte das atividades do ministério durante o ano.

Com 150 anos de história, a convenção de Keswick segue como referência para famílias, igrejas e missionários, unindo tradição, fidelidade bíblica e uma proposta acessível, com profundo compromisso com o serviço cristão global, de acordo com informações do Evangelical Focus.

Convertido, Maníaco do Parque quer nome novo ao deixar prisão

Condenado por matar nove mulheres entre 1997 e 1998, Francisco de Assis Pereira, conhecido como Maníaco do Parque, planeja mudar de nome ao deixar a prisão após cumprir 30 anos de pena. Ele está atualmente detido na cela 59 do Pavilhão 3 da Penitenciária de Iaras, no interior de São Paulo, onde divide o espaço com outros seis detentos condenados por estupro.

A informação foi revelada durante uma entrevista inédita concedida à psicóloga forense Simone Lopes Bravo, em 2024. No diálogo, Pereira declarou que se converteu ao evangelho em 1999 e que, desde então, não teria mais apresentado pensamentos violentos. “Sou um novo homem. Aquele Francisco não existe mais”, afirmou o detento.

Conversão religiosa

Segundo o relato, Francisco foi batizado por evangélicos enquanto estava na Penitenciária de Itaí, também no interior paulista. Ele disse viver hoje em constante oração e declarou que não pretende pedir perdão às famílias das vítimas. “Deus já me perdoou”, afirmou durante a entrevista.

Além da conversão religiosa, o condenado deixará a prisão em liberdade direta, sem necessidade de avaliação psicológica. Isso porque sua condenação se deu sob a legislação vigente à época dos crimes, a qual prevê a liberação automática após o cumprimento do tempo máximo de reclusão, de 30 anos.

Detalhes dos crimes

Durante a conversa com a psicóloga, Francisco deu novos detalhes sobre os crimes. Ele contou que abordava as vítimas no Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo, com promessas de trabalho como modelo fotográfico. Atraídas pela oferta, várias mulheres aceitaram acompanhá-lo até áreas de mata, onde foram assassinadas com sinais de violência sexual. Algumas, segundo ele, foram poupadas.

Pereira relatou também que voltava aos locais dos crimes para se masturbar diante dos corpos. “Ficava com muitos pensamentos. Não conseguia parar de pensar. Aqueles pensamentos me excitavam”, disse. O detento afirmou ainda que os impulsos surgiram na infância e estavam ligados ao desejo sexual por mulheres. “Não matava homens porque me sentia atraído pelo corpo das mulheres”, declarou. Em alguns casos, disse que sequer houve contato físico com as vítimas: “Nem um beijo”.

Saída da prisão

Francisco de Assis Pereira deverá ser libertado em 2028, após cumprir o limite máximo de pena previsto pela Lei nº 7.209, de 11 de julho de 1984, em vigor na época de sua condenação. A legislação penal brasileira atual, após reformas posteriores, aumentou o limite de reclusão para até 40 anos, mas a mudança não afeta casos anteriores à promulgação da nova norma.

A intenção de mudar de nome, segundo relatos da psicóloga, seria uma tentativa de recomeçar a vida longe da notoriedade adquirida com os crimes, de acordo com informações do jornal O Globo. Não há informações oficiais sobre o novo nome que pretende adotar.

“Doe Esperança”: Junta de Missões Mundiais faz ação pró-criança

A Junta de Missões Mundiais (JMM), da Convenção Batista Brasileira, realizará a gravação do Especial Doe Esperança 2025 nos dias 14 e 16 de agosto, na Primeira Igreja Batista da Penha (Rua Caquito, 222, Zona Leste de São Paulo).

O evento, gratuito e aberto ao público, integra a campanha homônima que há 14 anos arrecada fundos para projetos infantis em situação de vulnerabilidade global.

A programação terá dois dias distintos:

  • 14 de agosto (quinta-feira), 19h30: Apresentações dos cantores Paulo Cézar Baruk e Paola Carla, participação do pastor Alexandre Magnani e performance do coral Canto das Igrejas.

  • 16 de agosto (sábado), 18h: Evento infantil com show do grupo 3 Palavrinhas e coreografias da companhia Barão Kids.

Os recursos arrecadados serão destinados ao PEPE (Programa de Educação Pré-Escolar) e à Tenda de Brincar, iniciativas que atendem crianças em mais de 40 países. Sob o tema “A esperança escreve novas histórias”, o especial incluirá testemunhos de transformação por meio de ações missionárias.

Os participantes da ação da Junta de Missões Mundiais podem optar pelo Ingresso Doe & Ganhe, com doações a partir de R$ 30, garantindo brindes como camisetas, ecobags e kits exclusivos da campanha. A entrega ocorrerá no acesso ao evento.

A gravação será exibida nacionalmente em outubro de 2025, mobilizando igrejas parceiras para ampliar o apoio aos projetos. Segundo a Junta de Missões Mundiais, a meta é “sensibilizar a sociedade sobre a realidade de milhões de crianças em risco”.

O evento será na Primeira Igreja Batista da Penha (Rua Caquito, 222 – Penha de França, SP), nas seguintes datas: 14/08 (qui) às 19h30 e 16/08 (sáb) às 18h. Para mais informações e inscrições, clique Aqui. Demais informaçõeswww.missoesmundiais.org.br

“Defender o Evangelho exige firmeza”: ação evangelística impacta

Uma ação evangelística liderada pelo movimento Soulwinners na cidade de Zwolle registrou 36 conversões e relatos de curas, apesar de enfrentar oposição de autoridades e comerciantes locais durante o fim de semana. Os fatos ocorreram na área central da cidade, onde o grupo realizava pregações públicas com autorização municipal.

O evangelista Marcel van der Kolk, integrante da missão, relatou conflito com o proprietário de um restaurante adjacente.

“Ele tocava música hardcore no volume máximo para abafar nossa pregação. Seu estabelecimento esvaziou, e ele tentou me agredir ao ouvir a mensagem sobre o amor de Cristo”, declarou Van der Kolk, acrescentando que seguranças pessoais o protegeram.

Um cliente do restaurante postou nas redes sociais: “Os funcionários ficaram descontrolados. A música dos cristãos era tranquila, mas eles retaliaram com som alto. Decidimos ir embora”.

Agentes municipais e policiais solicitaram a mudança do grupo para um beco isolado, conforme Van der Kolk: “Recusei, pois tínhamos permissão válida. Disse: ‘Se querem nos esconder, terão que me prender’”.

Durante a tensão, o grupo iniciou orações coletivas. “Após 10 minutos dejoelhados, a atmosfera mudou. Uma menina com deficiência auditiva alegou cura, e 36 pessoas decidiram seguir Jesus”, testemunhou o evangelista.

A polícia permitiu a continuidade da ação evangelística após diálogo. “Expliquei a hipocrisia: cantam sobre drogas e sexo sem objeções, mas resistem ao amor de Jesus. O oficial concordou e negociamos um horário para encerrar”, detalhou Van der Kolk.

Anita van Deel, outra participante, enfatizou nas redes sociais: “A resistência é sinal de que o Reino de Deus se expande na Holanda. Defender o Evangelho exige firmeza, mesmo com perseguição”. No dia seguinte, nova equipe em Zwolle relatou ambiente receptivo: “Tivemos conversas sinceras sob um ‘céu aberto’”, afirmou Van der Kolk.

O Soulwinners considera o resultado uma vitória simbólica: “Zwolle tentou nos expulsar, mas vidas foram transformadas”, concluiu o grupo. A prefeitura não se manifestou sobre o episódio até o fechamento desta reportagem. Com: Guiame.

Uganda: missionários doam cadeiras de rodas a hospital infantil

Uma menina ugandense de aproximadamente 3 anos, que sofria de espasticidade severa, foi uma das primeiras beneficiadas com a entrega de um lote de 200 cadeiras de rodas adaptadas promovida pela organização cristã CURE International, em parceria com o ministério Joni and Friends.

A distribuição teve início no final de junho e tem como objetivo ampliar a mobilidade de crianças com deficiência atendidas pelo Hospital Infantil CURE, em Mbale, Uganda.

“Ela ficou agarrada ao meu braço, e a mãe dela estava tão feliz”, relatou Tim Erickson, diretor executivo da CURE Uganda. “A filha estava crescendo, e a mãe precisava carregá-la para todos os lugares. Só de ver a alegria daquela mãe ao receber aquele aparelho incrível, isso me impressiona”.

As cadeiras de rodas, modelo Cub, foram doadas pela Joni and Friends, organização cristã dedicada ao atendimento de pessoas com deficiência. Elas são projetadas para acompanhar o crescimento da criança e oferecem suporte postural. De acordo com Jason Holden, diretor de operações da Joni and Friends, os equipamentos possuem ainda sistema todo-terreno, adaptado às condições ambientais comuns em Uganda.

Iniciativa e impacto local

A parceria entre CURE e Joni and Friends envolveu planejamento conjunto, com cerca de cinco profissionais do ministério da deficiência participando diretamente do projeto. A distribuição das cadeiras foi acompanhada por treinamento especializado para a equipe de fisioterapia da CURE, realizado como parte da iniciativa Joni’s House Uganda. Essa unidade oferece apoio físico, espiritual, econômico e social a pessoas com deficiência, conforme descrito no site da instituição.

Segundo Erickson, o impacto das cadeiras nas famílias é profundo. “É um país de baixa renda, então gastar mil dólares em uma cadeira de rodas provavelmente é mais do que a renda familiar anual”, explicou. Ele acrescentou que a cadeira pode proporcionar mobilidade para a criança frequentar a escola e permitir que o cuidador, geralmente a mãe, possa trabalhar.

As condições mais frequentes tratadas no hospital incluem hidrocefalia, espinha bífida, epilepsia, paralisia cerebral e tumores cerebrais. Quando necessário, a CURE também realiza cirurgias neurológicas que podem salvar vidas ou reduzir a necessidade de dispositivos auxiliares.

Fé e acolhimento

A cultura local, segundo Erickson, frequentemente associa deficiência a maldição ou culpa materna. Para enfrentar esse estigma, a CURE Uganda promove apoio psicológico e espiritual por meio de pastores e grupos comunitários, especialmente entre mães de crianças com deficiência.

“Nosso objetivo é ajudá-los a experimentar o amor de Cristo”, afirmou ao The Christian Post. “É uma mensagem simples: ‘Jesus te ama, e isso não é culpa sua. Deus te ama tanto que construiu este hospital para cuidar da condição do seu filho’”.

Embora seja uma instituição cristã, a CURE Uganda atende pessoas de todas as origens religiosas, incluindo muçulmanos, sem restrição de acesso aos serviços médicos. Durante a internação, os pastores visitam os pacientes e perguntam se podem orar com eles. Também há cultos disponíveis para mães e cuidadoras no período da tarde.

Aqueles que demonstram interesse em continuar sua caminhada cristã após a alta são conectados a uma rede de mais de 30 pastores e igrejas locais. “É buscar a permissão deles. Algumas pessoas nem sempre aceitam, e tudo bem”, concluiu Erickson. “Mas estamos oferecendo uma oportunidade diária intencional para que as pessoas vivenciem o Evangelho”.

Instituições envolvidas

  • CURE International: Organização cristã sem fins lucrativos fundada em 1996, especializada em atendimento pediátrico cirúrgico. Opera atualmente oito hospitais infantis na África e Ásia, incluindo Uganda, Etiópia e Filipinas.

  • Joni and Friends: Ministério internacional fundado por Joni Eareckson Tada, voltado ao serviço cristão de apoio a pessoas com deficiência. O programa Wheels for the World restaura cadeiras de rodas por meio de centros prisionais nos EUA e distribui os equipamentos em países de baixa renda.

Pornografia desfigura o cérebro, contraria a Deus e alerta cristãos

Estudos apontam padrões consistentes no consumo de pornografia entre jovens. Conforme Michael Castleman na Psychology Today , homens solteiros dedicam em média 25 minutos diários a esse conteúdo, e homens em relacionamentos consomem cerca de 7,5 minutos – comportamento normalizado como parte da rotina cotidiana.

Para a Geração Z, exposta a acesso ilimitado desde a infância, os impactos são multifacetados. Jovens entrevistados em grupos de apoio relatam distorções na visão sobre sexo (como expectativas irreais e valorização de novidade), dificuldades em relacionamentos (preferência por prazer imediato via tela) e erosão da autoimagem por comparação com corpos digitalmente modificados.

Um líder juvenil, que preferiu anonimato, resumiu: “Eles sentem vergonha e exaustão. Sabem que o consumo diário os remodelou”.

Na esfera religiosa, propõe-se a substituição de hábitos com base em dois eixos. Neurocientistas lembram que comportamentos repetidos consolidam padrões cerebrais, permitindo que novas práticas construam circuitos neurais alternativos.

Em outras palavras, trata-se da exposição ao vício em pornografia. Paralelamente, líderes cristãos defendem a troca do consumo pornográfico por leitura bíblica diária. “A pornografia reduz pessoas a objetos; a Escritura ensina vê-las como ‘imagens de Deus’”, argumenta um pastor, citando Gênesis 1:27.

A estratégia busca reorientar desejos através de exposição prolongada a valores espirituais.

Entretanto, a abordagem enfrenta resistências. Jovens acostumados à gratificação instantânea questionam a eficácia: “Ler a Bíblia não gera o mesmo pico de dopamina”, observou um participante, segundo o Coalizão pelo Evangelho.

Especialistas em saúde mental reforçam que soluções exigem multicausalidade, combinando apoio psicológico, educação sexual e redes de acolhimento. Destaca-se ainda o contexto social: a pornografia prospera em isolamento, exigindo comunidades que ofereçam prestação de contas e visões positivas sobre sexualidade.

O debate permanece complexo. Enquanto grupos religiosos enfatizam a formação de novos hábitos via engajamento espiritual, profissionais de saúde alertam para a necessidade de intervenções integradas. Como sintetizou um entrevistado: “Todos somos moldados por algo. A questão decisiva é ‘pelo quê?’”.

Ator Kel Mitchell celebra batismo da filha: ‘Chorei de alegria’

O ator norte-americano Kel Mitchell, conhecido pela série Kenan & Kel, celebrou no dia 22 de julho o batismo de sua filha Wisdom, ocorrido no mesmo final de semana em que a menina completou 8 anos de idade. “Vi você sendo batizada e chorei de alegria”, declarou Mitchell em uma publicação feita em seu perfil oficial no Instagram.

Segundo ele, a experiência foi “um momento que jamais esquecerei”. A celebração do batismo foi conduzida pelo pastor Garry Zeigler, do Spirit Food Center, em Los Angeles, igreja onde Mitchell atua como pastor de jovens desde 2019. No vídeo compartilhado por Asia Lee-Mitchell, esposa de Kel Mitchell, publicado em 27 de julho, a menina aparece sendo totalmente submersa na água por Zeigler e pelo pai, enquanto vestia uma camiseta com os dizeres “Batizada em Cristo”.

Ao ser questionada pelo pastor: “Você fez uma profissão de fé em Jesus Cristo?”, Wisdom respondeu afirmativamente. Zeigler então declarou: “Com base em sua profissão de fé no Senhor Jesus Cristo, nós agora os batizamos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em nome de Jesus”.

Na legenda da publicação, Asia Lee-Mitchell escreveu: “Wizzy fez algo de que me orgulho muito. Ela entregou a vida a Cristo e pediu para ser batizada no seu 8º aniversário!”. A mãe ressaltou que a filha estava nervosa, mas “lutou contra o medo” e expressou sua fé com liberdade. Ela também agradeceu à comunidade do Spirit Food Center por acolher a menina com carinho e incentivo.

O batismo de Wisdom ocorre quase dez anos após Kel Mitchell tornar público seu testemunho de conversão. Em um relato divulgado em seu site pessoal, o ator compartilhou que enfrentou situações difíceis como suicídio, divórcio, vícios e luto por violência. “Já vi, senti e estive em todos os tipos de pecado e já fui injustiçado por outros”, escreveu Mitchell. Ele afirmou que tentou resolver as crises por conta própria, até compreender que precisava “recorrer a Ele”, referindo-se a Cristo.

“Quando encontrei essa clareza com Cristo, soube que tudo daria certo”, declarou. “Sempre conheci a Deus, mas agora tenho uma verdadeira compreensão de quem Ele é e por que estou aqui”. Segundo ele, a vida mudou após permitir que Deus guiasse suas decisões, acrescentando que atualmente estuda a Bíblia e louva a Deus por meio de orações e cânticos.

Mitchell falou também sobre seu chamado pastoral. Em entrevista ao The Christian Post, publicada em 2020, afirmou: “Durante toda a minha vida, senti o chamado para ser pastor”. Dois anos depois, lançou seu primeiro livro, Blessed Mode (“Modo Abençoado”, em tradução livre), com o objetivo de oferecer encorajamento espiritual a pessoas que enfrentam ansiedade e depressão. Em conversa com o Movieguide, ele afirmou: “Se você se conectar com Deus, sempre haverá um avanço abençoado em cada barreira emocional”.

O batismo de sua filha, segundo o ator, simboliza uma nova etapa na vida espiritual da família: “Ela me deu o maior presente”, declarou Mitchell.

Fulani matam 17 cristãos no estado de Plateau, na Nigéria

Uma mulher cristã foi morta por pastores Fulani armados na manhã de segunda-feira, 4 de agosto, na vila de Njin, situada na região de Kopmur, na chefia de Mushere, Área de Governo Local de Bokkos, estado de Plateau, Nigéria. O ataque foi relatado por moradores locais ao portal Christian Daily International-Morning Star News.

“Pastores fulani estão de volta. Esta manhã, às 10h, segunda-feira, 4 de agosto, eles atacaram a aldeia de Njin […], matando uma mulher cristã”, relatou a moradora Dorcas Ishaya.

Segundo testemunhas, além do homicídio, os agressores saquearam residências, incendiaram propriedades e forçaram moradores a fugir. Ezekiel Tongs, residente da área, afirmou: “Esses pastores não atacaram apenas a aldeia, mas também levaram animais domésticos das casas dos cristãos. Muitas casas foram incendiadas e muitos cristãos foram desalojados”.

Desde 15 de julho, pelo menos 17 cristãos foram mortos na região de Bokkos. Em um dos incidentes, dois cristãos foram baleados e mortos em uma emboscada, e seus corpos foram queimados, de acordo com relatos de Dorcas Ishaya.

No dia 24 de julho, 14 cristãos foram assassinados na vila de Mangor enquanto retornavam do mercado da cidade de Bokkos. Kefas Mallai, morador local, afirmou: “Por volta das 16h, 14 cristãos da nossa região foram emboscados e mortos por terroristas fulani. Outros três cristãos ficaram feridos no ataque”. O líder comunitário Farmasum Fuddang confirmou a informação e destacou que entre as vítimas havia mulheres e bebês.

Yohana Margif, outra liderança comunitária da região, declarou em 1º de agosto que cristãos foram expulsos de nove vilas ocupadas por pastores Fulani armados. “Os terroristas fulani montaram tendas em nossas terras onde seu gado está pastando […]. Eles construíram tendas e estão portando armas abertamente. Usurparam de forma prática e descarada nossas terras e gado”, afirmou Margif em comunicado à imprensa. As aldeias citadas por ele como ocupadas são: Hokk, Kaban, Kadim, Nawula, Dulu, Mbor, Margif, Chirang e Mangor.

Diante da sequência de ataques, moradores questionam a atuação do governo. “Isso é demais. Não podemos continuar a enterrar crianças e idosos. O governo precisa agir decisivamente para pôr fim a esses assassinatos de cristãos”, afirmou Kenneth Samson.

Segundo residentes, mais de 70 cristãos foram mortos por pastores Fulani apenas nos últimos três meses na região de Bokkos.

De acordo com o Grupo Parlamentar Multipartidário do Reino Unido para Liberdade ou Crença Internacional (APPG), nem todos os Fulani aderem a ideologias radicais. No entanto, alguns grupos têm adotado estratégias semelhantes às de organizações jihadistas como Boko Haram e ISWAP. Em relatório publicado em 2020, o APPG afirmou: “Eles adotam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma clara intenção de atingir cristãos e símbolos poderosos da identidade cristã”.

O relatório também aponta que líderes cristãos na Nigéria associam os ataques a uma tentativa de tomada forçada de terras e à imposição do islamismo em regiões majoritariamente cristãs, agravadas pelo avanço da desertificação que compromete os meios de subsistência dos criadores de gado Fulani.

A organização Portas Abertas classifica a Nigéria como um dos países mais perigosos do mundo para os cristãos. Conforme a Lista Mundial da Perseguição (WWL) de 2025, a Nigéria ocupa o 7º lugar entre os 50 países onde é mais difícil viver a fé cristã. Dos 4.476 cristãos mortos por sua fé no mundo entre 2024 e 2025, 3.100 foram mortos na Nigéria, representando 69% do total global.

A WWL afirma que o nível de violência anticristã na Nigéria “já está no máximo possível segundo a metodologia” da organização. Na zona centro-norte do país, onde há maior concentração de cristãos, milícias Fulani realizam ataques constantes a comunidades agrícolas. Já nos estados do norte, o controle governamental é reduzido, o que permite a atuação de grupos como Boko Haram, ISWAP e outros.

Além disso, a violência se espalhou para os estados do sul. A Portas Abertas também relatou o surgimento de um novo grupo jihadista no noroeste do país, chamado Lakurawa. Armado com equipamentos avançados e filiado à Al-Qaeda, esse grupo integra a insurgência da Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), originária do Mali, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Estudo aponta que vida espiritual ativa contribui para a saúde física

Um estudo publicado pela revista científica PLOS ONE indicou que o engajamento espiritual e religioso está associado a melhores indicadores de saúde física em adultos, especialmente entre os idosos. A pesquisa acompanhou mais de 3 mil pessoas nos Estados Unidos ao longo de seis anos, constatando que a prática da fé antecede os bons resultados clínicos, sugerindo um efeito protetivo da espiritualidade.

De acordo com os autores do estudo, pessoas com maior envolvimento espiritual demonstraram maior adesão a tratamentos médicos, menor incidência de dores persistentes e melhor enfrentamento de doenças crônicas. O estudo ainda destaca que esse impacto é significativo mesmo quando controlados fatores como renda, educação e histórico médico.

A psicoterapeuta e escritora Débora Fonseca ressaltou a relação entre o cuidado espiritual e a saúde integral. “Você já deve ter ouvido que pessoas que não perdoam ficam amargas, ressentidas, e isso afeta órgãos do corpo. É uma pessoa mais angustiada, com mais pensamentos negativos. A partir do momento que temos um cuidado com a nossa vida espiritual, que nos estimula, por exemplo, a perdoar, a gente também contribui para que o nosso corpo e a nossa mente estejam sendo cuidados”, afirmou.

Débora também destacou a unidade entre corpo, alma e espírito. “Tudo está interligado. Quando lemos em Hebreus que estamos numa corrida, isso estimula a abandonar os pesos, que podem ser pecados, ausência de perdão ou dificuldade no autocuidado. Pessoas que não cuidam dos seus traumas, da alimentação, do sono, da identidade, da autoestima… tudo isso influencia a saúde”, declarou.

O pastor Luiz Gustavo Marques Lança, da Igreja Batista da Redenção, em Vitória (ES), afirmou observar esse fenômeno também na vivência pastoral. “Existem milhares de artigos publicados no mundo acadêmico que mostram a veracidade deste fato: o engajamento da fé numa igreja com prática honesta e fiel mostra que a pessoa se recupera mais rápido em hospitais e enfrenta melhor crises de saúde e familiares”, disse, de acordo com a revista Comunhão.

Lança compartilhou um testemunho ocorrido em sua célula doméstica. “Um dos membros, diagnosticado com câncer aparentemente terminal, disse ao Senhor que não podia fazer mais nada. Ele entregou a decisão a Deus: curar ou levá-lo. Deram-lhe três meses de vida. Está vivendo há quase dois anos. Uma grande vitória”, relatou.

Ainda segundo o estudo da PLOS ONE, pacientes em cuidados paliativos ou portadores de doenças crônicas se beneficiam da espiritualidade não apenas no alívio da dor, mas também na adesão ao tratamento e no enfrentamento de desafios emocionais e sociais. As comunidades de fé, conforme o levantamento, funcionam como redes de apoio relevantes tanto para os enfermos quanto para seus familiares.

No Brasil, estudos locais também têm demonstrado conclusões semelhantes. Uma pesquisa realizada com pacientes em hemodiálise na Bahia revelou que a fé auxiliou na aceitação do tratamento e na redução dos sintomas de depressão. A constatação reforça a percepção de que a espiritualidade pode ser um recurso valioso no cuidado integral da saúde.

“Sem oração, onde estaríamos?”, diz homem curado de câncer

Em coletiva de imprensa na Universidade do Colorado em 28 de julho, o treinador e lenda da NFL Deion Sanders se declarou curado de um câncer agressivo de bexiga após três meses de tratamento.

Acompanhado pela Dra. Janet Kukreja, chefe de oncologia urológica do Centro de Câncer da universidade, e pela treinadora assistente Lauren Askevold, Sanders detalhou a jornada desde o diagnóstico incidental em março.

Durante exames de rotina para monitorar coágulos sanguíneos, uma tomografia levou ao encaminhamento urológico, revelando um tumor de alto risco na bexiga. “Era invasivo na parede do órgão, mas sem atingir a camada muscular”, explicou Kukreja.

Sanders optou pela remoção completa da bexiga e reconstrução de uma neobladder (nova bexiga) em 28 de julho. “Os resultados confirmam a cura”, afirmou a médica.

O treinador, visivelmente emocionado, descreveu o processo como “intenso e difícil”, com perda de 11 quilos. Em vídeo documental da Well Off Media, gravado antes da cirurgia, ele desabafou:

“Tive que fazer testamento. Não é fácil pensar que pode não estar aqui”. Sanders também destacou a importância de exames preventivos: “Homens, façam check-ups. Sem esse diagnóstico, não estaria aqui hoje”.

Agradecimentos e fé

Sanders agradeceu publicamente às orações recebidas: “Sem oração, onde estaríamos? Sou imensamente grato a todos que intercederam”. Em publicação no X no dia da cirurgia, ele reforçou:

“Deus me sustenta como nenhum outro. Ainda tenho trabalho para glorificá-Lo”. Nesta terça-feira (5/08), acrescentou: “Deus é amor incondicional. Paremos de julgar e deixemos o amor nos conduzir”.

Retorno ao esporte

Sanders descartou qualquer dúvida sobre seu retorno: “Sempre soube que treinaria esta temporada. Nunca passou por meu espírito que Deus não permitiria”.

Brincando sobre adaptações pós-cirurgia para a remoção do câncer, sugeriu que “talvez precise de um banheiro portátil nos jogos”. O treinador reassume o comando do Colorado Buffaloes no acampamento de outono, que inicia em 10 de agosto.

Histórico

Sanders possui atualmente 57 anos e é membro do Pro Football Hall of Fame. Ele lidera o Colorado Buffaloes desde 2023. A neobladder reconstruída utiliza segmento intestinal para restaurar a função urinária.

Dados do American Cancer Society indicam que 81% dos casos como o dele são curáveis quando diagnosticados precocemente.