Veja o que diz a Bíblia ao crente que não quer entregar o dízimo

Apesar de ser uma prática antiga, fundamentada em diversos textos bíblicos, o dízimo permanece como tema de debate entre membros de igrejas evangélicas. Em muitos cultos, quando a mensagem fala da entrega de 10% da renda como parte da adoração a Deus, é comum que fiéis expressem desconforto ou apresentem justificativas para não contribuir.

Para líderes religiosos, no entanto, o dízimo não deve ser reduzido a uma questão financeira. “Sendo uma doutrina, ela deve ser tratada como todas as outras na Igreja”, afirmou o pastor Özenir Correia, da Igreja Batista Filadélfia. Ele destaca que a entrega dos dízimos está ligada à fé, à obediência e ao compromisso com os princípios do Reino de Deus.

Segundo pastores consultados, muitas das justificativas apresentadas por cristãos para não dizimar refletem uma compreensão limitada da doutrina. Entre os argumentos mais recorrentes estão frases como “Deus não precisa de dinheiro” e “a igreja já tem quem contribua”.

Para o pastor Álvaro Oliveira Lima, da Assembleia de Deus Ministério Nova Itaparica e diretor da Faculdade Teológica Útil do Saber (Fatus), esses argumentos carecem de fundamento bíblico e revelam uma dificuldade de compreensão espiritual. “Hoje muitos crentes não são fiéis a Deus na entrega dos dízimos e, para justificar esta atitude, criam várias desculpas”, declarou.

Outro aspecto mencionado com frequência por fiéis é a desconfiança quanto à administração dos recursos. Questionado sobre esse ponto, o pastor Álvaro destacou que a preocupação pode ser legítima, mas não isenta o cristão da responsabilidade de contribuir. “Se os dízimos não estão sendo bem administrados, os administradores darão conta a Deus. Não cabe a nós julgá-los, mas sim a Deus. Cabe a nós sermos fiéis, entendermos que dizimar é uma obra de fé”, explicou.

No contexto empresarial, surgem dúvidas específicas. Muitos empreendedores cristãos perguntam se devem dizimar com base no faturamento bruto da empresa. Para o pastor Álvaro, a prática correta envolve a definição de um pró-labore, que é o valor recebido pessoalmente pelo empresário, e o cálculo do dízimo a partir desse montante. “Ele precisa tirar um pró-labore, com um valor fixo, um salário, e contribuir segundo esse valor. O empresário não deve misturar sua vida pessoal com a empresa. Ela tem vida própria”, orientou.

Outro ponto recorrente nas orientações pastorais é o destino do dízimo. As Escrituras indicam que ele deve ser levado à “casa do tesouro”, termo interpretado como referência à igreja local. Direcionar os valores para causas sociais ou projetos pessoais, ainda que bem-intencionados, não atende ao modelo bíblico:

“Não se trata de um pagamento, mas de adoração. É errado o cristão contribuir por medo, pressão ou culpa, mas deve fazê-lo por reconhecimento de sua importância”, afirmou o pastor Álvaro.

De acordo com a revista Comunhão, ele concluiu citando Provérbios 11:24: “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda”.

Princípios destacados por líderes sobre o dízimo:

  1. O dízimo é uma doutrina bíblica, não uma sugestão opcional.

  2. A fidelidade na entrega sustenta a continuidade da obra cristã.

  3. A má administração, quando ocorre, será julgada por Deus, não pelos fiéis.

  4. As desculpas comuns refletem imaturidade espiritual e falta de conhecimento bíblico.

  5. O dízimo deve ser entregue na igreja local, conforme instrução bíblica.

  6. As ofertas são voluntárias e distintas do dízimo, fruto da generosidade do coração.

Exemplos de justificativas frequentes para não dizimar:

–“Deus não precisa de dinheiro”

–“Não vou sustentar pastor”

–“Meu salário mal dá pra comer”

–“Dízimo é coisa de rico”

–“Na igreja já tem quem possa dar”

–“Prefiro doar para outras causas”

Referências bíblicas sobre o dízimo:

  • Gênesis 14:20: Abraão entrega o dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo.

  • Levítico 27:30 e Deuteronômio 14:22: o dízimo é instituído na Lei para o povo de Israel.

  • 2 Coríntios 9:7: o apóstolo Paulo orienta que a contribuição deve ser feita com alegria.

  • Mateus 5:23–24: a comunhão com Deus é condição para ofertas aceitáveis.

  • Salmo 50:14–15: o dízimo é expressão de gratidão ao Senhor.

  • Malaquias 3:10: promessa de bênçãos àqueles que trazem o dízimo à casa do tesouro.

  • Provérbios 11:24–25: generosidade é recompensada com abundância.

  • 2 Crônicas 31:12–16: a administração correta dos dízimos é responsabilidade da liderança e será cobrada por Deus.

África Subsaariana: milhões de cristãos fogem da violência

Um relatório divulgado pela Missão Portas Abertas durante a Assembleia Geral da Associação de Evangélicos na África (AEA), realizada em Nairóbi entre os dias 20 e 23 de maio, revela a intensificação da perseguição religiosa contra cristãos em países da África Subsaariana.

Segundo o documento, mais de 16 milhões de cristãos foram forçados a abandonar suas casas no último ano devido à violência e discriminação.

Durante o evento, Joshua Williams, diretor de Serviços para a África da organização, afirmou que a situação tem se agravado: “A situação está se tornando insuportável”, declarou. Ele apontou que mais de 35 conflitos armados ativos no continente têm alimentado o deslocamento forçado e os ataques contra comunidades cristãs. “Muitas comunidades vivem com medo constante, sem poder retornar aos seus lares por falta de justiça e proteção estatal”, acrescentou.

O relatório responsabiliza grupos extremistas islâmicos — como o Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP) — além de regimes autoritários e instabilidade política, pela escalada da violência. Segundo os dados, cerca de 19 mil igrejas foram destruídas nos últimos 20 anos, das quais 15 mil apenas na Nigéria.

Williams relatou sua visita a um campo de deslocados na Nigéria, onde milhares de mulheres e crianças vivem em condições precárias. Muitos dos homens foram mortos em ataques após se recusarem a negar a fé cristã. “É uma perseguição silenciosa, mas gritante”, afirmou.

O relatório também aponta para a subnotificação dos dados oficiais. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) reporta cerca de 54 mil deslocados no estado de Plateau, Nigéria, enquanto entidades locais estimam mais de 100 mil. “Isso mostra a urgência de melhores metodologias e mais recursos para enfrentar a crise”, disse Williams.

Apesar do cenário grave, o documento destaca o crescimento de uma “igreja emergente” formada por cristãos de origem muçulmana, especialmente em países como Somália e Sudão. Estima-se que mais de 5 milhões de fiéis estejam praticando sua fé de maneira clandestina. Somente em 2024, foram registrados 4.500 assassinatos de cristãos na região do Sahel, além de 114 mil deslocados, 16 mil casas destruídas e 1.700 igrejas atacadas.

Em resposta ao agravamento da situação, a Portas Abertas lançou a campanha Arise Africa, em parceria com a AEA. A iniciativa visa mobilizar cristãos em todo o mundo por meio de orações, conscientização e defesa da liberdade religiosa.

Durante a assembleia, Janet Epp Buckingham, diretora do escritório da Aliança Evangélica Mundial em Genebra, defendeu o uso do Direito como instrumento de transformação. Ela incentivou líderes cristãos a atuarem com sabedoria e estratégia: “Como Esteres e Daniels, devemos dialogar com governos e outras tradições religiosas para proteger os direitos das comunidades cristãs”, afirmou, de acordo com informações do Christian Daily.

Ao encerrar sua participação, Williams ressaltou a gravidade do momento: “Diante desse cenário devastador, a solidariedade global e a ação coordenada são mais urgentes do que nunca”.

Luiz Sayão lança Bíblia de Estudo Rota 66: ‘Fácil de compreender’

O teólogo e hebraísta Luiz Sayão lançou a Bíblia Rota 66 com Comentários, uma nova edição de estudo das Escrituras que busca tornar o conteúdo bíblico mais compreensível e aplicável à vida cotidiana. O material foi produzido em parceria com a Editora Geográfica e apresenta o texto na Nova Versão Internacional (NVI).

Sayão, que ainda se recupera de um acidente vascular cerebral, tem divulgado o projeto como um desdobramento da série em áudio de mesmo nome, desenvolvida ao lado da Rádio Trans Mundial. “Se tornou mundialmente conhecido. São quase 300 horas de explicação, muito ouvidas ao longo dos anos”, afirmou.

O teólogo explicou que a proposta da nova Bíblia é apresentar os livros como parte de uma rota de viagem, estruturando o conteúdo com seções nomeadas de forma lúdica. “O início é o ‘Ponto de Partida’, uma introdução ao trecho bíblico. Depois, vem o ‘Abrindo o Navegador’, com um resumo do estudo. Em seguida, o ‘Recalculando a Rota’ traz perguntas para reflexão, e o ‘Fechando a Trilha’ apresenta uma conclusão prática”, detalhou.

Entre os recursos adicionais, estão a seção “Parada Obrigatória”, com imagens de locais históricos e arqueológicos, e o “Pisando Fundo”, com análises aprofundadas sobre temas teológicos e questões contemporâneas, como divórcio e o papel da Lei.

Estilo criativo

Sayão destacou o uso de títulos criativos como forma de aproximação com o leitor brasileiro. “Por exemplo, quando os amigos de Daniel são lançados na fornalha ardente, o título é ‘Temperatura Máxima’. No nascimento de Jesus, o título é ‘Exame Pré-Natal’. No Cântico dos Cânticos, temos ‘Vem, morena, cantar comigo essa cantiga’”, exemplificou.

Segundo ele, os comentários seguem uma teologia bíblica com base no texto original, sem interpretações particulares, mas com forte ligação com a realidade do leitor.

Profundidade teológica e linguagem simples

A equipe responsável pela Bíblia Rota 66 inclui estudiosos com domínio em hebraico, grego e teologia. “A Bíblia tem um ensino aprofundado que é transmitido de maneira compreensível, impactante e ligada à vida prática”, afirmou Sayão.

Ele explicou que a estrutura em formato de rota facilita o envolvimento com o texto. “A ideia é que o leitor se sinta como quem está viajando por cada parte da Bíblia, guiado por um mapa bem elaborado”, disse.

Aplicações práticas e contexto histórico

O pastor também destacou a importância de contextualizar práticas do Antigo Testamento para o leitor atual. Ele citou os sacrifícios de animais como exemplo. “O povo de Israel era nômade, vivia num ambiente desértico e tinha rebanhos. Eles ofereciam a Deus aquilo que possuíam: cabras e ovelhas”, explicou.

Ao aplicar o texto, Sayão ressaltou: “A principal lição é: ofereça a Deus o seu melhor. E mesmo quando falhar, é possível recomeçar por meio do perdão e seguir adiante”.

Sobre traduções bíblicas

O teólogo comentou também sobre o desenvolvimento de traduções. Segundo ele, novas versões surgem à medida que avançam as pesquisas em linguística, arqueologia e história: “Uma boa tradução corresponde à pesquisa atualizada e detalhada do sentido do texto original”, avaliou.

Ele apontou quatro versões que considera equilibradas em fidelidade e clareza: Nova Versão Internacional 2011 (NVI), Nova Versão Transformadora (NVT), Nova Almeida Atualizada (NAA) e Almeida Século 21.

Como estudar a Bíblia

Sayão orientou que cada pessoa precisa encontrar seu próprio ritmo e método. “Alguns funcionam bem às cinco da manhã, outros depois das dez. Há quem precise de silêncio e outros que aprendem ouvindo áudios. O importante é descobrir o que funciona melhor para si”, disse.

Ele recomendou que o estudo seja contínuo, com foco e perseverança. “Escolha um caminho e vá até o fim. Anote dúvidas e busque respostas. O aprendizado bíblico é como uma caminhada constante”, declarou.

Para ele, o ponto mais importante é a disposição espiritual. “Se a pessoa está interessada, vai fazer de tudo para aprender. Sem fome, não há aprendizado”, afirmou, na entrevista ao portal Guia-me.

Por fim, Sayão ressaltou que o conteúdo aprendido precisa ser vivido. “Estudar sem colocar em prática é como puxar o ar e nunca soltar. É preciso aplicar o conhecimento na vida e na comunidade de fé”, concluiu.

Omissão da igreja na sexualidade leva jovens aprenderem errado

Em meio a um cenário de solidão crescente e confusão afetiva, cristãos de diferentes partes do mundo têm voltado a discutir o papel da sexualidade na vida espiritual. O tema, muitas vezes tratado com silêncio ou culpa, começa a ganhar novos contornos no diálogo pastoral e psicológico, especialmente entre jovens que buscam vínculos verdadeiros e orientação bíblica sobre intimidade.

Uma reportagem da BBC publicada em 2023 apontou que jovens estão fazendo menos sexo do que gerações anteriores. As razões não estão, em grande parte, ligadas a convicções religiosas, mas sim à ansiedade, isolamento social, uso excessivo de tecnologia e à falta de vínculos afetivos reais.

Nos Estados Unidos, dados do General Social Survey mostraram que a porcentagem de homens entre 18 e 30 anos que não tiveram relações sexuais no ano anterior triplicou entre 2008 e 2018. No Brasil, especialistas em comportamento também têm observado tendência semelhante.

A psicóloga sistêmica Suzana Stürmer, membro da Igreja Presbiteriana Renovada – Família da Fé, em São José (SC), acompanha o fenômeno de perto: “A gente vê jovens muito sobrecarregados, ansiosos, e que perderam o referencial do que é um relacionamento construído com propósito”, afirmou.

Segundo ela, muitos se sentem culpados por terem desejos naturais, mas também se frustram por não conseguirem expressar sua afetividade de forma madura. “A Igreja, às vezes, não soube ouvir suas perguntas. E quando não há respostas, eles as buscam em qualquer lugar, inclusive na pornografia”, declarou.

Pornografia e o silêncio das igrejas

O consumo de pornografia, segundo a psicóloga, é um reflexo da intimidade desconectada da vida em comunidade. Um levantamento do Barna Group, instituto cristão de pesquisa dos Estados Unidos, revelou que 65% dos homens cristãos entrevistados assistem pornografia pelo menos uma vez por mês. Entre as mulheres cristãs, o índice chega a 15%.

Apesar da frequência, o tema segue sendo abordado com vergonha ou silêncio em muitas igrejas, o que, segundo Suzana, agrava o problema. “Enquanto a igreja continua calada, o mundo segue educando emocional e sexualmente os jovens. E faz isso com distorções graves sobre o que é intimidade, prazer e valor humano”, disse.

Ela também destacou que a repressão sexual histórica contribuiu para que muitos cristãos crescessem com medo ou culpa em relação ao próprio corpo. “O sexo foi tratado durante décadas como um inimigo da santidade. E isso criou barreiras difíceis de derrubar, inclusive dentro dos casamentos cristãos. Homens e mulheres que se casam sem saber como integrar o corpo, a alma e o espírito em sua vida conjugal”, explicou.

Sexualidade com propósito

Para Suzana, é necessário reaprender a falar sobre sexualidade com base nas Escrituras, de forma positiva, bíblica e realista: “O Evangelho não anula o corpo, mas o redime. E isso inclui o desejo sexual”, afirmou.

Textos bíblicos como Gênesis 2:24, Provérbios 5:18-19 e Cânticos de Salomão celebram o prazer e a intimidade no contexto do casamento. Em 1 Coríntios 7, o apóstolo Paulo orienta os cônjuges a cuidarem um do outro também nessa dimensão.

“A sexualidade cristã precisa ser reapresentada como vocação, e não como um fardo. Precisamos ensinar os jovens a pensar sobre sexo com reverência, mas também com alegria”, defendeu Suzana. Ela ressaltou que isso implica acolher dúvidas sem julgamento e criar espaços de escuta verdadeira.

Discipulado integral

A busca por relacionamentos autênticos também reflete um cansaço em relação aos padrões de performance ou aparência: “Muitos jovens não querem mais repetir os ciclos de relacionamentos descartáveis. Querem vínculos sinceros, propósito comum e espiritualidade compartilhada”, explicou a psicóloga.

No entanto, ela reconhece que essa geração precisa de orientação e discipulado também nesse aspecto da vida. “A Igreja tem o dever de ensinar que o desejo não é errado, que o corpo é criação divina e que o prazer dentro do casamento não é pecado, mas sim bênção”, disse.

Ela concluiu que o desafio está em ajudar os jovens a integrarem fé, desejo, corpo e propósito, tarefa que requer ensino bíblico consistente, escuta sensível e testemunhos reais de casais cristãos.

“Seja no púlpito, no grupo pequeno ou na conversa individual, a mensagem precisa ser a de que Deus não se envergonha da nossa sexualidade. Ele a criou com um propósito”, afirmou, de acordo com a revista Comunhão.

O debate sobre sexualidade entre cristãos não é novo, mas tem ganhado novas abordagens diante dos desafios contemporâneos. Em um mundo marcado por relações líquidas, consumo de conteúdo sexualizado e desinformação, líderes cristãos têm sido convocados a oferecer uma visão bíblica e encarnada sobre o tema.

Segundo especialistas, isso não significa pressionar os jovens ao casamento, mas ajudá-los a entender que a sexualidade faz parte de sua humanidade e pode ser vivida com sentido e santidade no tempo certo, dentro do casamento conquistado sem pressa.

Vídeo que mostra cristão orando por pedinte no trânsito viraliza

Um vídeo publicado pela influenciadora cristã Carla Chuiman emocionou internautas ao mostrar um motorista orando por um homem que pedia esmolas no trânsito, no estado do Texas (EUA).

A gravação foi feita enquanto o semáforo estava fechado. No registro, o motorista aparece com o vidro do carro abaixado, impondo as mãos sobre a cabeça do homem em situação de rua e orando por ele.

“Quando Jesus te procura. Ele te encontra em qualquer lugar”, escreveu Carla ao publicar as imagens em seu perfil no Instagram. Ela não informou a cidade exata onde o episódio aconteceu, tampouco a identidade do motorista.

Em sequência, Carla compartilhou uma reflexão pessoal sobre o que presenciou: “Hoje vi algo que tocou minha alma. Não sei quem é esse líder, mas posso ter certeza de que Jesus transformou a vida dele. É por isso que Ele quer que outros também conheçam esse poder”.

A influenciadora afirmou que esse tipo de gesto é um reflexo do que acontece quando alguém passa a seguir os ensinamentos de Jesus Cristo. “Um amor ao próximo nasce em nossos corações que não conseguimos explicar em palavras”, declarou.

De acordo com Carla, o homem que recebeu a oração teve diante de si dois caminhos: rejeitar o momento ou abrir o coração: “Ele tinha duas opções: dizer ‘Não acho que Jesus possa resolver nada para mim’. Ou declarar: ‘Sim, eu quero recebê-Lo’. E ele escolheu o ‘sim’”, contou.

A gravação não revela a resposta verbal do homem, mas mostra que ele permanece com a cabeça inclinada durante a oração.

O poder da oração

Carla também comentou sobre o papel da oração na transformação pessoal. “Quando Jesus quer resgatar alguém, Ele usa tudo o que for preciso para te encontrar”, disse. “Ele te envia pessoas, músicas, vídeos, momentos inesperados. Ele conhece sua dor e está sempre te procurando, mas às vezes, por orgulho, dúvida ou medo, não queremos vê-Lo”.

A influenciadora afirmou que, na sua experiência pessoal, uma simples oração representou um ponto de mudança. “O que você pode perder? Nada! Uma simples oração pode ser o início da sua transformação. Eu fiz isso aos 42 anos. Adiei muito, mas quando fiz, minha vida mudou para sempre”.

Convite à fé

Ela finalizou incentivando seus seguidores a não rejeitarem oportunidades de ouvir falar sobre Deus. “Milhões de pessoas ao redor do mundo já passaram pela mesma coisa. Não somos todos loucos. Nós fomos resgatados. Se alguém cruzar seu caminho e quiser lhe falar sobre Jesus, não o ignore! Talvez seja a sua hora. Aceite. Você não tem nada a perder. O que você pode perder orando? Acredite: o que você ganhará não tem preço”.

A publicação foi encerrada com a citação de Apocalipse 3:20, em que está escrito: “Escutem! Eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa, e nós jantaremos juntos”.

Até o momento da publicação desta matéria, o vídeo alcançou mais de 820 mil visualizações apenas no Instagram e centenas comentários, com mensagens de apoio e relatos de experiências semelhantes.

Evangélicos esquerdistas distribuem cartilha progressistas

Um grupo de evangélicos vinculados a setores progressistas lançou, no início de maio, a cartilha “O mínimo que você (ainda) precisa saber sobre o movimento evangélico no Brasil”. O material foi distribuído a deputados federais e assessores da base governista no Congresso Nacional, com o objetivo de apresentar uma análise multifacetada do cenário evangélico brasileiro, conforme declarado pelos autores.

A publicação, organizada pelo pastor Sérgio Dusilek e pelo linguista Nataniel Gomes – professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) –, reúne artigos de especialistas em religião, história e comunicação social.

Segundo os organizadores, a iniciativa busca “combater visões simplificadas e desinformadas” sobre o universo evangélico, frequentemente tratado como bloco monolítico.

O conteúdo reconhece aspectos históricos críticos, como o suposto apoio de parte das igrejas evangélicas à ditadura militar brasileira (1964-1985) e a líderes políticos autoritários em períodos posteriores. Também registra a influência do fundamentalismo religioso norte-americano em correntes do movimento no Brasil e alerta para o uso de templos como espaços para campanhas eleitorais.

Paralelamente, a cartilha enfatiza a diversidade interna do campo evangélico. Entre os exemplos citados estão evangélicos integrados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), lideranças negras de periferias urbanas que defendem pautas antirracistas e sociais, e mulheres que atuam como “agentes de resistência” em igrejas com estruturas “patriarcais”.

A circulação do material ideologicamente enviesado ocorre em um contexto de busca de reaproximação entre setores progressistas e o eleitorado evangélico, após derrotas em periferias urbanas nas eleições de 2022 e 2024. A versão digital da cartilha está disponível para o público geral na plataforma Amazon. Com: Exibir Gospel.

Cristãos que cometem suicídio vão para o céu? Teólogo analisa

O teólogo britânico e estudioso do Novo Testamento, NT Wright, afirmou que o suicídio não deve ser considerado um “pecado imperdoável” que exclui uma pessoa da salvação. A declaração foi feita durante um episódio recente do podcast Ask NT Wright Anything.

No podcast, apresentado por Justin Brierley, foram discutidas perguntas relacionadas à fé cristã e à dor causada pela perda. A discussão teve início após Brierley ler uma pergunta enviada por um ouvinte que leciona educação religiosa para crianças de 11 a 12 anos.

O ouvinte Andrew Mason relatou ter sido questionado por uma aluna: Você vai para o céu se cometer suicídio e for um cristão renascido?”. Outra pergunta levantada na mesma ocasião foi: “Por que Deus permite que as pessoas cometam suicídio?”

Wright, ex-bispo de Durham na Igreja da Inglaterra, classificou as perguntas como “extremamente trágicas” e mencionou que situações semelhantes já haviam afetado sua própria família. “Aconteceu uma vez na minha família, na minha memória, e ainda me lembro do choque”, disse. “Sei onde eu estava quando recebi o telefonema”.

Ao tratar da primeira pergunta — “Por que Deus permite isso?” —, Wright explicou que essa indagação faz parte de um questionamento maior sobre a presença do mal e do sofrimento no mundo. “Por que Deus permite que pessoas morram em acidentes de carro?”, questionou.

“O mundo de Deus é um lugar muito mais estranho e sombrio. E não é que Deus esteja manipulando as pessoas e obrigando-as a fazer certas coisas, garantindo que não cheguem a lugares perigosos”.

Ele acrescentou que, em vez de controlar todos os aspectos da existência humana, Deus deseja que as pessoas se tornem responsáveis por suas ações: “Deus quer que sejamos adultos e responsáveis, e que assumamos a responsabilidade por quem somos e pelo que fazemos”, afirmou. “E às vezes acontecem coisas extraordinárias, desagradáveis, para as quais não há uma explicação óbvia”.

Ao abordar a pergunta sobre se um cristão que morre por suicídio estaria com Deus após a morte, Wright contestou a visão tradicional de que a alma simplesmente “vai para o céu”. “A formulação disso implica que o objetivo do cristianismo é que a alma vá para o céu, enquanto no Novo Testamento… o objetivo, na verdade, é que Deus venha e esteja com seu povo nos novos céus e na nova terra”, tergiversou.

Ele sugeriu uma reformulação da pergunta: “Essa pessoa estará na presença amorosa de Jesus, no poder do Espírito Santo, até o momento em que Deus fizer novos céus e nova terra e nos ressuscitar dos mortos?”

Wright afirmou que considerar o suicídio como um pecado imperdoável é uma forma de culpabilizar a vítima: “Virar-se e dizer: ‘Ah, isso foi muito perverso. Deus jamais perdoaria você por fazer isso’ é simplesmente culpar a vítima”, disse. “O que, como acho que aprendemos hoje em dia, é uma coisa muito ruim e cruel de se fazer”.

Ele reconheceu que há casos em que comportamentos autodestrutivos são adotados de maneira leviana, mas enfatizou que a maioria dos suicídios está relacionada a sofrimentos profundos: “Isso é o resultado de uma coisa muito séria, o que provavelmente poderíamos chamar de doença, de algum tipo de depressão, de ansiedade, de preocupação, de sentimento de fracasso”, afirmou.

Wright também apresentou uma visão teológica de consolo, citando o Salmo 139: “Se eu subir ao Céu, lá estás. Se eu descer ao Inferno, lá também estás”. Ele comentou: “Há pessoas que realmente parecem descer ao abismo, a um Hades pessoal, e, por favor, Deus, descobrirão que Deus também está lá — e em Jesus, que desceu ao Inferno”.

“Nesses casos, vejo os braços de Jesus envolvendo essa pessoa com amor, consolo e ternura. Jesus é capaz de recebê-la, resgatá-la, consolá-la, revigorá-la e, se ela pertence a Ele em primeiro lugar, então eu diria que pode ressuscitá-la dos mortos no momento em que todas as lágrimas forem enxugadas”.

Refletindo sobre a morte de Jesus, Wright mencionou o clamor de Cristo na cruz, conforme registrado no Salmo 22: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Segundo ele, esse sentimento é semelhante ao que muitos suicidas enfrentam. “Jesus na cruz e em Sua descida ao Inferno chegou ao ponto onde o suicídio termina para, então, se apegar a eles”, disse.

“Se eles O conheceram e O amaram, mesmo que parcialmente ou de forma confusa — e todos nós estamos confusos em maior ou menor grau —, então eu acho que Jesus, e no poder do Seu Espírito, cuidará de tal pessoa. E nós descobriremos, quando formos ressuscitados dos mortos para a nova criação, que ela estará conosco… no lugar onde não há mais lágrimas”, finalizou, segundo o The Christian Post.

Mulher sofre parada cardíaca em estrada e estranha a socorre

Joyce Long, de 77 anos, sofreu uma parada cardíaca enquanto dirigia rumo a uma consulta médica em Jacksonville, na Flórida. O caso ocorreu na semana passada, na Normandy Boulevard, conforme noticiado pela emissora local WJXT no dia 27 de maio.

Segundo o relato, Joyce começou a sentir dores no peito e perdeu o controle do veículo, que continuou em movimento em meio ao tráfego. Motoristas ao redor chegaram a buzinar, sem perceber inicialmente a gravidade da situação.

A condutora Retonia Watts, que passava pelo local, desconfiou de que algo estivesse errado. Ao ver o carro parado, ela se aproximou e conseguiu interceptar o veículo: “Ela mal conseguia dirigir porque estava com dores no peito e em processo de parada cardíaca”, afirmou Jennifer Long, filha da idosa, à WJXT. “A Sra. Watts estava passando, buzinou e algo simplesmente lhe disse para parar”.

Watts relatou que não sabia exatamente como agir, mas seguiu seu instinto. Após se aproximar do carro, perguntou à condutora se ela estava bem. Ao dizer um “não” como resposta, Joyce desmaiou. A motorista então acionou o serviço de emergência e permaneceu ao lado da idosa, fazendo uma oração.

“Coloquei minhas mãos sobre ela e disse: ‘Espere, espere. Deus te protegeu’”, declarou Watts à emissora. “O resgate chegou rápido. Era meu destino estar ali naquele momento”.

De acordo com os paramédicos, foi necessário aplicar dois choques com desfibrilador e realizar manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) três vezes para estabilizar a paciente. Os médicos classificaram sua sobrevivência como “milagrosa”, segundo o veículo local.

Joyce Long segue em recuperação. Sua filha, Jennifer, destacou que a intervenção de Watts foi decisiva: “Perder dois membros da família em seis meses teria sido demais para suportar”. Jennifer se referia à morte recente do irmão, filho de Joyce, por complicações médicas.

Watts também compartilhou que perdeu recentemente o cunhado, que faleceu dentro de um carro após uma emergência de saúde. O ocorrido contribuiu para sua sensibilidade diante da situação de Joyce: “Minha irmã tinha acabado de perder o marido, e ele faleceu de carro. E, para ser sincera, eu tive um vislumbre disso quando… a vi. Pensei: ‘E se alguém estivesse lá para ajudar a salvar a vida dele?’ E senti que precisava ajudar”, disse.

Em vídeo gravado posteriormente, Joyce Long agradeceu à mulher que a socorreu: “Boa tarde, Sra. Watts. Agradeço por me ajudar nesse momento de necessidade. Não sei o que aconteceu comigo. Fiquei incapacitada, mas a senhora foi de grande ajuda para mim”, declarou.

“Você me perguntou algumas vezes se eu estava bem, e eu disse que não. Você me ajudou e entrou em contato com minha família. Só quero agradecer. Você foi uma bênção para mim”.

Em resposta, Watts afirmou que não espera reconhecimento pessoal: “Só agradeço a Deus. Ninguém me deve nada”, declarou. A ocorrência, além de mobilizar serviços de emergência locais, destacou a importância da vigilância e solidariedade em situações de emergência médica no trânsito, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Lula: ‘Deus deixou o sertão sem água porque eu ia ser presidente’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 28 de maio, durante cerimônia na cidade de Cachoeira dos Índios (PB), que a seca histórica do sertão nordestino seria parte de um plano divino ligado à sua eleição.

A declaração infame foi feita durante a entrega do primeiro trecho do Ramal do Apodi, obra integrante do projeto de transposição do Rio São Francisco.

“Era uma obra que muita gente não acreditava que a gente fosse fazer. Porque fazia 179 anos. Não estou falando de dez anos, estou falando de 179 anos que se prometia água para essa região. E eu, graças a Deus, descobri uma coisa: Deus deixou o sertão sem água, porque sabia que eu ia ser presidente da República e ia trazer água pra cá”, declarou Lula.

O Ramal do Apodi é parte do Eixo Norte da transposição, previsto para beneficiar municípios nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A obra, cuja construção envolve diferentes gestões federais desde 2007, tem como objetivo ampliar o abastecimento hídrico em áreas atingidas por estiagens prolongadas.

Durante o evento, Lula também criticou administrações anteriores, especialmente a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em referência à seca e seus impactos sociais, afirmou: “A fome por causa da seca é falta de vergonha na cara das pessoas que governam esse país”.

Ao final de seu discurso, o presidente reforçou o compromisso do governo com políticas públicas e educação, e fez críticas diretas ao seu antecessor. “Nós viemos ao mundo para transmitir amor, para transmitir fraternidade e solidariedade, não para transmitir ódio. […] Pode ter certeza, nós vamos continuar investindo em educação, nas coisas que vocês precisam, mas nunca mais vamos votar numa tranqueira para fazer o que foi feito nesse país no governo passado”, disse.

A cerimônia reuniu autoridades locais, lideranças políticas da região e membros do governo federal. O Ramal do Apodi tem previsão de beneficiar cerca de 750 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Graham ora por Zelensky pedindo por paz: ‘Dê a eles um caminho'

O evangelista norte-americano Franklin Graham afirmou na noite de terça-feira, 28 de maio, durante o Congresso Europeu de Evangelismo, que se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, e orou com ele pedindo a direção de Deus para alcançar a paz no conflito provocado pela invasão russa iniciada em fevereiro de 2022.

“Hoje, tive o privilégio de me encontrar com o presidente Zelenskyy”, declarou Graham aos delegados do congresso, organizado pela Associação Evangelística Billy Graham. “E orei com ele para que Deus lhes dê sabedoria e que Deus lhes dê um caminho para a paz”.

Graham relatou que também já havia se encontrado anteriormente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ocasião em que compartilhou com ele os fundamentos da fé evangélica. “Agora, quando eu disse isso a ele, ele meio que ouviu muito educadamente, mas talvez tenha sido a primeira vez que ele entendeu. Ele provavelmente estava a pensar que isto é a coisa mais louca que já ouvi. Eu não sei”.

Reconhecendo a gravidade da situação na Europa Oriental, Graham afirmou: “As complicações são muito difíceis. Só Deus pode resolver isso”. Ele incentivou os presentes a orarem em voz alta pelos líderes envolvidos no conflito e por aqueles que sofrem com seus impactos.

“Acho que a coisa mais importante que talvez possamos fazer pelos próximos minutos é orar e orar pela Ucrânia, orar pela Rússia, pelos líderes desses países e pelo presidente do meu país (EUA), o presidente Trump, que Deus dará um caminho a seguir”, disse.

Durante a oração, feita publicamente no encerramento do pronunciamento, Graham intercedeu pelos presidentes da Rússia, dos Estados Unidos e pela liderança ucraniana. Ele declarou:

“Pai, oramos esta noite pelo presidente Putin. E Pai, oramos para que Tu lhe dês sabedoria, para que trabalhes em seu coração e que ele deseje ter paz. E, Pai, oramos para que lhes dê um caminho. Um caminho que lhes permita avançar”.

O evangelista prosseguiu:

“Pai, nós acreditamos que Tu é o único que pode fazer isso. Oramos pelo presidente Trump. Dê-lhe sabedoria sobre o que fazer e o que dizer, e como ele pode usar seu ofício para trazer a paz a esta parte do mundo ou para ajudar a trazê-la”.

Finalizando, Graham reforçou sua confiança em uma intervenção divina:

“Nada disso pode acontecer sem Ti. Temos de ter a Tua ajuda. Que Tu irá guiar e dirigir. Tu pode abrir portas e Tu pode fechar portas. Então, Deus, nós te agradecemos, e nós te louvamos. Assim, esta noite, Pai, nós Te damos a glória. E nós oramos tudo isso em nome de Teu filho, nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Amém, amém”.

O Congresso Europeu sobre Evangelismo reúne líderes cristãos de diversos países e busca promover a cooperação entre ministérios evangélicos no continente. O encontro ocorre em meio à continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já causou milhares de mortes e uma crise humanitária de larga escala, de acordo com informações do Crosswalk.