Parto indolor a caminho do hospital vira testemunho após orações

Um parto que poderia se transformar em uma complicação acabou da melhor maneira possível, e a mãe que viveu uma experiência singular aproveitou os holofotes da imprensa para glorificar a resposta de Deus às suas orações.

O testemunho de Brooke Canady virou notícia internacional, com reportagens de emissoras de TV nos EUA e entrevistas. Seu parto no carro, a caminho do hospital, foi praticamente indolor e silencioso depois que a bolsa estourou.

Grávida de 37 semanas, ela acordou com fortes contrações e ligou para o consultório onde trabalha como terapeuta ocupacional para avisar que não trabalharia naquele dia, já que a experiência de já ser mãe a fez entender que o parto estava próximo.

Minutos depois, ela acordou o marido, Jeffrey Canady para leva-la ao hospital. Ele havia passado a noite em claro cuidando do primeiro filho do casal, de dois anos. Como o carro já estava preparado para o nascimento do segundo filho, com duas cadeirinhas no banco traseiro, ela precisou ir sentada no banco da frente.

“Quando estávamos no carro, a caminho, minhas contrações eram tão intensas que a única coisa que pude dizer foi ‘piscas’, dizendo ao meu marido para ligar o pisca-alerta e ir para o hospital o mais rápido possível”, contou.

O hospital fica a 45 minutos de distância de sua casa, e por conta disso, o bebê acabou nascendo antes: “Quinze minutos depois de nossa viagem, meu corpo começou a empurrar involuntariamente”, relembrou, acrescentando que a 10 minutos do hospital sua bolsa estourou e não sentiu mais dor.

Sem o desconforto das contrações, ela avisou ao marido: “Vou ter este bebê”. Pouco tempo depois, ela viu a cabeça do filho e conseguiu agarra-lo e puxa-lo para fora: “Esse foi o momento em que meu marido estacionou o carro e olhou para nós. Ele estava tão concentrado em dirigir e em nos levar em segurança ao hospital que nunca tirou os olhos da estrada e ficou chocado”.

Quando o casal finalmente chegou ao hospital, a equipe de emergência veio prontamente até o veículo e cuidou da mãe e do recém nascido. O bebê, que nasceu saudável, já está em casa e tem uma personalidade calma, contou a mãe à Fox News: “É uma sensação surreal ser mãe de novo, ter orgulho de como meu corpo está proporcionando ao nosso recém-nascido e ter uma história de nascimento tão redentora desta vez”.

O primeiro filho de Brooke enfrentou complicações após o nascimento e precisou ser internado na UTI Neonatal. Por isso, a mãe orou para que sua segunda gestação fosse tranquila: “A experiência de nascimento que tive foi tudo o que eu poderia desejar e um verdadeiro testemunho da fidelidade de Deus e da incrível capacidade de uma mãe trazer seu bebê ao mundo”, testemunhou.

Fé secreta: muitos cristãos preferem não falar de Jesus em público

Uma pesquisa constatou o que a percepção comum já indicava: muitos cristãos preferem manter sua fé em segredo, o que indica um comportamento oposto ao que as Escrituras ordenam.

Ao longo do Novo Testamento há muitas passagens que cobram dos servos de Jesus Cristo uma postura pública na prática da fé. Textos como Marcos 16.15 (“…vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas”) e Romanos 10.14 (“…como ouvirão, se não houver quem pregue?”) são apenas alguns que indicam a responsabilidade de testemunhar sobre o Filho de Deus.

Mas o que se constata na prática é que muitos cristãos, em especial em países onde o secularismo avançou, se constrangeram com a hostilização de grupos opostos ao cristianismo, como ativistas ateus, progressistas e LGBT.

Uma empresa de pesquisa realizou um levantamento a respeito da religião no Reino Unido e constatou que quase a metade dos cristãos prefere não divulgar sua fé publicamente.

A Whitestone Insight afirmou que 40% dos cristãos dizem que consideram ser melhor “não contar às pessoas sobre minha fé ou crença religiosa” por receio de sofrerem alguma reação contrária. A pesquisa foi encomendada pelo Instituto para o Impacto da Fé na Vida (IIFL).

Jake Scott, secretário do IIFL, disse que a crise de autoconfiança entre os cristãos pode estar ligada aos chamados “cristãos culturais”, que são pessoas que foram batizadas mas que frequentam a igreja com pouca frequência e não se identificam fortemente com a fé cristã: “Eles podem preferir não falar sobre a fé porque têm falta de confiança quando se trata de saber se realmente se identificam como cristãos”.

Por outro lado, a pesquisa também revelou diferenças geracionais nas atitudes em relação à fé: apenas 30% dos jovens entre os 18 e os 24 anos acreditavam que as pessoas não deveriam falar sobre a sua fé no local de trabalho, em comparação com 50% daqueles com 65 anos ou mais.

No entanto, os mais jovens mostraram-se geralmente mais entusiasmados com a sua fé em outros contextos, com 72% dos jovens entre os 18 e os 24 anos a afirmar que a religião os ajudou a encontrar um propósito na vida, em comparação com 47% daqueles com 65 anos ou mais.

Além disso, a pesquisa sugeriu um renascimento geracional da fé entre os mais jovens: os entrevistados da Geração Z, em particular, mostraram um nível mais elevado de envolvimento religioso.

Uma maioria significativa de jovens entre os 18 e os 24 anos acredita que a sua religião é a única verdadeira, e está mais disposta a falar sobre a sua fé em público, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Ricardo Nunes é o preferido dos evangélicos em SP contra Boulos

Os evangélicos novamente formam um público que pode definir os rumos das eleições, e o cenário agora envolve a principal capital do país. Uma pesquisa recente de intenção de voto mostrou a rejeição a Guilherme Boulos (PSOL), que é apoiado por Lula (PT).

A pesquisa AtlasIntel sobre intenção de votos foi divulgada ontem, 28 de maio, e mostra o prefeito Ricardo Nunes liderando as intenções de voto entre os evangélicos: 48,3% dos entrevistados disseram preferir o atual prefeito, contra 19,3% para o esquerdista Boulos.

Ricardo Nunes será candidato à reeleição após herdar o cargo do prefeito eleito em 2020, Bruno Covas (PSDB), que faleceu em maio de 2021 em decorrência de um câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apoiam a candidatura de Ricardo Nunes, que é católico. Há negociações em andamento para a definição do nome para vice na chapa, e a vereadora evangélica Sonaira Fernandes (PL) é uma das cotadas para a vaga.

O atraso na divulgação dos dados sobre religião no Censo 2022, realizado pelo IBGE, impede uma leitura mais precisa do peso do voto dos evangélicos no atual cenário. No censo de 2010, os evangélicos somavam 22,1% da população, que era estimada em 11,3 milhões de habitantes.

Entre os católicos, a intenção de voto é oposta: Boulos lidera com 41,1% contra 18,8% do atual prefeito. O cenário se repete entre adeptos de outras religiões, com o deputado federal pelo PSOL somando 36,2% das intenções de votos. Nesse recorte, Tabata Amaral (PSB) surge em segundo lugar, com 19,5%, o apresentador José Luiz Datena (PSDB) vem em terceiro, com 15,7% e o prefeito Ricardo Nunes (MDB), com 11,1%, fica em quarto.

No cenário geral, há indicativo de que as eleições serão decididas no segundo turno na capital paulista. No primeiro, Boulos lidera com 37,2% das intenções, contra 20,5% do prefeito Ricardo Nunes. Já em um provável segundo turno, o candidato à reeleição vira o cenário, com 46% das intenções de voto, contra 43,5% do psolista.

A pesquisa Atlas/CNN tem margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-05357/2024. Ao todo, 1.670 moradores da capital paulista foram entrevistados entre os dias 22 e 27 de maio.

Gays em seminários católicos: Francisco quer formas de impedir

O papa Francisco teria dito, em uma reunião com bispos a portas fechadas no Vaticano, que a presença de gays em seminários deveria ser impedida. O relato publicado pela imprensa italiana acusa o líder católico de usar um termo pejorativo para se referir aos homens homossexuais.

Meses após autorizar que padres celebrem uniões entre pessoas do mesmo sexo, o papa Francisco teria dito que os “frociaggine” (termo em italiano para “bicha”) deveriam ser impedidos de ingressar nos seminários.

“É necessário estabelecer marcadores e evitar o risco de que o gay que escolhe o sacerdócio possa mais tarde acabar vivendo uma vida dupla, continuando a praticar a homossexualidade, enquanto ao mesmo tempo sofre de dissimulação”, teria dito o papa Francisco.

O jornal La Repubblica publicou a reportagem dizendo ter obtido a informação de uma “fonte informada que não quis ser identificada”. Ao propor medidas que impeçam a presença de homossexuais nos seminários, o papa teria se queixado de que “há muitos ‘frociaggine’ nos seminários”.

De acordo com informações do portal The Christian Post, a reunião contou com a presença de mais de 200 membros da Conferência dos Bispos Italianos. O posicionamento do papa segue um documento de 2005 elaborado sob a administração do seu antecessor, o conservador papa Bento XVI.

O portal Catholic News Service confirmou com bispos italianos não identificados que Francisco usou o termo considerado pejorativo quando se referiu aos gays em seminários católicos, enquanto outro jornal amenizou a situação dizendo que o papa “às vezes tropeça em um italiano um tanto criativo sem estar ciente das nuances”.

Recentemente, quando concedeu uma entrevista ao jornal argentino La Nacion para comemorar os 10 anos desde que se tornou chefe da Igreja Católica Romana, Francisco se posicionou contra a ideologia de gênero, afirmando tratar-se da pior manipulação dos tempos atuais:

“Sempre distingo entre o que é a pastoral para pessoas que têm uma orientação sexual diferente e o que é a ideologia de gênero. São duas coisas diferentes. A ideologia de gênero, neste momento, é uma das colonizações ideológicas mais perigosas”, comentou o papa, expondo sua oposição ao transgenerismo.

Partido de esquerda barra evangélico que tentou ser candidato

Um jornalista cristão que tentou iniciar uma carreira como político no Reino Unido e buscou um partido de esquerda para se candidatar, foi barrado pela legenda por conta de suas convicções cristãs.

David Campanale, membro da Igreja Anglicana e ex-jornalista da BBC, foi removido do quadro de candidatos a deputado do Partido Liberal Democrata após pressões feitas por ativistas LGBT.

O caso está sendo noticiado na mídia britânica escancarando que os motivos de impedir a candidatura do jornalista cristão foram “a sua fé cristã”. O jornal The Telegraph acrescentou que os responsáveis pelo partido alegam que Campanale não se identificou como um cristão praticante quando se filiou, mas o jornalista nega.

Agora, o jornalista denunciou o Partido Liberal Democrata ao órgão de fiscalização da igualdade alegando discriminação, já que sua fé e seu envolvimento com a Aliança Popular Cristã, uma entidade que reúne igrejas e fiéis, foram apontados pela legenda para impedi-lo de concorrer a um cargo público.

Conforme informações do jornal inglês, a denúncia contra o partido de esquerda enfatiza que a legenda é cúmplice no “ambiente hostil” criado pelos militantes contra cristãos, e que seus dirigentes “encorajaram aqueles que acreditam que os cristãos deveriam ser expulsos da vida pública”.

O partido também é acusado de não investigar graves alegações de discriminação e assédio, já que um funcionário do partido teria dito a Campanale que “não tínhamos ideia de que estávamos selecionando outro Tim Farron”, uma referência ao ex-líder Liberal Democrata que renunciou após ser pressionado por causa de sua fé cristã.

Apesar de hostilizar e boicotar cristãos, o Partido Liberal Democrata mantém em seus quadros uma liderança muçulmana: Nasser Butt, fundador e presidente do Fórum Muçulmano do partido. Ele comentou o caso em um tom politicamente correto, afirmando que “a fé de uma pessoa não deve ser um ponto decisivo” para ser filiado à legenda.

Avivamento ocorre quando a Igreja convida Deus a agir, diz pastor

Um dos mais renomados pastores evangélicos dos EUA está lançando um livro sobre o tema que se tornou seu assunto preferido nas Escrituras ao longo de seu ministério, e afirma que o avivamento só acontecerá de fato se a Igreja convidar Deus para agir.

Steve Gaines, ex-presidente da Convenção Batista do Sul e pastor da Igreja Batista Bellevue de Memphis, Tennessee (EUA) acaba de lançar um novo livro, Revival: When God Comes to Church (“Avivamento: Quando Deus Vem à Igreja”, em tradução livre).

Em entrevista recente, o pastor afirmou que “sempre quis ver Deus agir em avivamento” no meio da Igreja, e esse assunto tem “sido um estudo meu ao longo da vida e é realmente o coração do meu ministério”.

Muito se fala em um verdadeiro avivamento, que produza frutos inegáveis e duradouros, e na opinião do pastor Gaines, esse mover não poderá acontecer se a postura dos crentes não mudar: “Quando Jesus, em Apocalipse 3, está batendo na porta da igreja de Laodicéia… trata-se de Jesus batendo na porta de uma de Suas igrejas que o trancou do lado de fora”, introduziu.

“Acredito que é isso que acontece muitas vezes em nossas igrejas hoje. Acredito que estamos tão ocupados fazendo nossas próprias coisas que literalmente trancamos do lado de fora a presença de Deus e do Príncipe da Paz, o próprio Jesus Cristo. E eu creio que o Senhor está tentando bater, Ele está batendo na porta de muitas igrejas tentando entrar”, acrescentou o veterano pastor.

Gaines enfatizou “que o avivamento ocorre quando a glória de Deus enche a Casa de Deus”, transformando tudo e todos em uma ação sobrenatural que vai além dos desejos humanos.

“Escrevi isso [o livro] porque sempre tive uma paixão para que Deus realmente viesse à nossa igreja e vi Deus vir à igreja. Estive em cultos onde o Senhor veio. Estive em temporadas de pastoreio. Tenho pastoreado há mais de 40 anos e estive em épocas em que vi Deus vir às vezes por dois ou três anos, e realmente descansar em uma igreja, e Deus fazer coisas milagrosas. Eu creio que isso é avivamento, e creio que é por isso que devemos orar”, encerrou o pastor na entrevista ao The Christian Post.

Marcha para Jesus Paris: 20 mil pessoas nas ruas pregando Cristo

A Marcha para Jesus Paris no último sábado, 25 de maio, mobilizou mais de 20 mil pessoas nas ruas da capital francesa que foram às ruas anunciar ao país a mensagem de Salvação do Evangelho.

“Crê no Senhor e será salvo tu e a tua casa” foi uma das mensagens exibida nas faixas que a multidão de evangélicos carregava durante o evento. A concentração, em frente a Torre Eiffel, contou com louvores de bandas como Glorious Louange, Hillsong França e Mirella.

“É um milagre! É histórico! Ter a permissão oficial do governo em um país laico e poder pregar livremente o Evangelho aos pés da Torre Eiffel, nas principais ruas e lugares, e terminando com uma Campanha Gospel no centro de Paris com tal Grande multidão… só Deus pode fazer isso!”, declarou o evangelista Jean-Luc Trachsel, em publicação no Instagram.

Para Trachsel, “é tempo de colheita e avivamento”, já que o continente europeu vive uma de suas maiores crises sociais em muitos séculos: “Em meio ao caos, guerras, oposições e até perseguições, a glória de Deus está surgindo à medida que nos levantamos para pregar o Evangelho de Jesus Cristo com uma demonstração de poder. A Europa será salva!”.

A França recentemente aprovou o aborto em sua Constituição. No passado, foi um país de maioria cristã e um dos berços da Reforma Protestante. Após a revolução francesa, gradualmente adotou a interpretação radical da laicidade do Estado e atualmente é o principal reduto de muçulmanos que imigram para a Europa.

Encantado: Igreja Assembleia de Deus desaba e deixa 2 feridos

O templo de uma igreja Assembleia de Deus em Encantado, no Rio Grande do Sul, desabou parcialmente no último sábado, 25 de maio, ferindo o pastor e um fiel que trabalhavam em reparos após os danos causados pelas enchentes no estado.

Uma das paredes do templo cedeu enquanto o pastor e o fiel estavam trabalhando, e eles ficaram presos sob os escombros. Outros fiéis trabalhavam no local para a limpeza, e tentaram socorre-los, mas tiveram dificuldade por conta do peso dos entulhos.

As pessoas que estavam próximo do templo, incluindo a esposa do pastor, se desesperaram com o acidente. “Nós não merecemos isso”, lamentou ela.

A estrutura do templo pode ter sido fragilizada com as enchentes causadas pelas fortes chuvas. A cidade de Encantado, no Vale do Taquari, foi uma das mais afetadas.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e devido às más condições de tráfego só pode chegar ao local cerca de 30 minutos depois. De acordo com informações da página Jornal Razão, no Instagram, as duas vítimas do acidente foram socorridas e já estão fora de risco de morte.

A Defesa Civil do estado divulgou um boletim em que aponta 169 mortos pelas enchentes, 806 feridos e 56 desaparecidos. Ao todo, mais de 600 mil gaúchos estão desabrigados mas 461 cidades atingidas, sendo que mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas de alguma forma, seja de maneira direta ou indireta, como falta de água, energia elétrica e sinal de internet.

Casal de missionários no Haiti é executado após emboscada

Um casal de missionários cristãos atuando no Haiti foi assassinado por uma gangue. O país vive uma crise sem precedentes com a disputa por domínio territorial entre diferentes grupos criminosos.

O jovem casal de missionários Davy e Natalie Lloyd foi assassinado na última quinta-feira, 23 de maio. A morte foi anunciada pela organização Mission in Haiti, liderada pela família de Davy. O deputado estadual do Missouri, Ben Baker, pai de Natalie, lamentou a morte da filha e do genro.

“Por favor, ore por minha família, precisamos desesperadamente de força. E, por favor, ore pela família Lloyd também. Não tenho outras palavras por enquanto”, declarou o parlamentar nas redes sociais na última sexta.

Davy e Natalie estavam casados desde 2022 e embarcaram juntos no ministério missionário que atua no Haiti há mais de 20 anos. Devido à extensa crise econômica e política, toda ação missionária no país acaba envolvendo também um trabalho de apoio humanitário.

Essa crise resultou na disputa por território entre gangues, que muitas vezes sequestram estrangeiros, como no caso dos missionários que foram libertados após dois meses em cativeiro em 2021.

“Esta noite, quando Davy, Natalie e as crianças estavam saindo da Juventude na igreja, eles foram emboscados por uma gangue de três caminhões cheios de homens. Davy foi levado para casa amarrado e [foi] espancado. A gangue então pegou nossos caminhões, carregou com tudo o que queria e foi embora”, descreveu a entidade missionária na quinta-feira.

Três horas depois, a entidade usou a página no Facebook para informar que Davy e Natalie “foram baleados e mortos pela gangue por volta das 21h de quinta-feira”.

Antes da tragédia, a Missions In Haiti fez publicações no Facebook narrando a crescente situação de caos vivida no país: “As gangues ainda estão lutando por mais controle […] Parece que o mundo virou as costas ao Haiti e o país ficará sob controle total das gangues”, dizia um post da entidade em 23 de abril.

A Casa Branca expressou condolências pela morte do casal de missionários americanos e cobrou o envio rápido de força policial internacional aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU para a região: “Estamos cientes dos relatos de mortes de cidadãos americanos no Haiti. Nossos corações estão com as famílias dos mortos enquanto eles vivenciam uma dor inimaginável”, disse um porta-voz à CNN.

Turquia transforma mais uma igreja em mesquita; Bispos protestam

Autoridades turcas decidiram transformar um templo cristão histórico em uma mesquita, e líderes cristãos europeus entendem que essa decisão é parte de um esforço de apagar o cristianismo da história da Turquia.

“Este passo dilui ainda mais as raízes históricas da presença cristã no país. Qualquer iniciativa de diálogo inter-religioso promovida pelas autoridades turcas perde credibilidade”, afirmou a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (COMECE).

A declaração, feita em comunicado, protesta contra transformação da Igreja de São Salvador em Chora, uma construção tida como Patrimônio Mundial pela UNESCO, em uma mesquita. O presidente turco, presidente Recep Tayyip Erdoğan, inaugurou formalmente a mudança recentemente, em uma cerimônia transmitida para todo o país.

Esse é apenas mais um episódio no processo de transformação da Turquia em um país muçulmano. A igreja em Istambul é a segunda que passa por essa redesignação: há quatro anos, a Basílica de Hagia Sophia, outro importante templo cristão do período bizantino, também foi transformada em mesquita.

A Igreja de São Salvador em Chora, construída no século IV, é um emblema do cristianismo oriental e um marco histórico significativo da presença cristã na Turquia. Foi convertida em mesquita no século 16 durante o Império Otomano, mas em 1945 foi designado como museu e reaberto para exibição pública em 1958, após extensos esforços de restauração por historiadores de arte americanos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros grego emitiu uma forte condenação, afirmando que a decisão de operar a igreja de Chora como uma mesquita distorce sua condição de Património Mundial da UNESCO e mina o seu significado cultural universal: “A manutenção do caráter universal dos monumentos e a conformidade com as normas internacionais para a proteção do patrimônio religioso e cultural é uma obrigação internacional clara e vinculativa para todos os Estados”.

De acordo com informações do portal The Christian Post, as conversões de igrejas em mesquitas são vistas como esforços estratégicos do ditador turco para consolidar o apoio da sua base conservadora e religiosa no meio dos atuais desafios econômicos do país.