Nathan Gouvea, enteado de Rina, faz acusações ao líder do Bola

O escândalo envolvendo a Bola de Neve Church está sendo amplificado e as acusações agora alcançaram seu fundador, apóstolo Rina Seixas, que foi mencionado pelo enteado, Nathan Gouvea, como responsável direto pelas práticas abusivas que vêm sendo denunciadas nas filiais da igreja.

Em uma live com ex-pastores da Bola de Neve, Nathan relatou que sua mãe, Denise Seixas, quis se divorciar de Rina alegando ter sido agredida. No relato, ele afirma que a informação chegou a outros pastores que, ao invés de agirem para entender o caso e tratar os envolvidos, movimentaram os bastidores para abafar a situação:

“Pastor Mohamad, para ganhar pontos com meu padrasto, correu pra contar [ao Rina]”, disse o enteado do líder da Bola de Neve, referindo-se ao pastor da filial do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, Mohamad Kassab.

O enteado de Rina destacou que as acusações feitas à cultura interna de liderança da Bola de Neve era a realidade no lar: “Da família, eu sempre quis distância porque sempre foi tudo muito abusivo. Tudo isso que vocês falam, ‘meu pastor fez isso, fez aquilo’, eu vivia dentro de casa, o tempo todo”.

“Era tão difícil que quando eu escutava o portão da casa abrindo e eu sabia que era meu padrasto entrando, eu pegava meu prato de comida – se eu estivesse almoçando – e corria para o meu quarto. De tão ruim que era o negócio”, acrescentou.

Mentiras e agressões

Nathan Gouvea foi enfático ao fazer alegações contra o caráter do líder da igreja: “Meu padrasto é mentiroso. Ele mente! Mentiu a vida inteira com relação a como me tratava, por exemplo. […] É muita hipocrisia da parte dele falar que tem que resolver internamente. Nunca resolveu nem comigo”, disse, questionando a postura adotada diante das acusações graves feitas contra a filial da Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC).

Essa percepção de Nathan foi aprofundada em um comentário em que ele ilustrou o que seria uma prática centralizadora de Rina na igreja e na família: “Recebi uma proposta para trabalhar no maior escritório de futebol do Brasil, talvez o maior empresário de futebol do Brasil. Eu deveria me apresentar no dia 06 de janeiro, e todos os anos, a virada do ano a gente passava lá no litoral norte, numa super casa, super legal. E eu precisava voltar, já tinha passado a virada do ano, para poder me apresentar porque essa era a época que mais tinha trabalho lá por conta da Copa São Paulo de Futebol Junior. Quando eu fui me despedir dele, ele falou ‘você não vai […] não quero que você trabalhe nesse lugar’”.

“Aí eu virei para ele e falei ‘essa decisão não é sua, é o meu profissional’. Quando eu falei isso ele levantou e me deu um tabefe no ouvido. Isso foi tão forte… não tenho porque mentir. Tinha 21 [anos]. Começou me xingar um monte. Foi tão forte que eu fiquei um ano sem conseguir mergulhar direito porque entrava água no meu ouvido. Tudo tem que estar debaixo do comando dele, sempre”, acrescentou.

Questionado se viu a mãe apanhar, Natan disse que não: “Eu nunca vi. Xingar, tratar como escrava… mas isso era a família toda. Era eu, ela. Por exemplo, a gente ia viajar, era ele na frente andando, sem nada, e minha mãe atrás carregando as crianças e eu com todas as malas. Era sempre assim”, desabafou o filho de Denise Seixas.

Todo esse cenário, na visão de Nathan, vem do pouco embasamento bíblico no que é praticado dentro da Bola de Neve: “Uma cultura de medo que existe no Bola de Neve muito grande. Todo mundo morre de medo do ‘Ap’. Todo mundo. […] A reunião do conselho é uma mentira. Eles se reúnem, o Rina fala, fala, fala, a turma só concorda e é isso. Acabou. Não existe conselho”, opinou.

“Tem muita gente boa no Bola de Neve. Tem vários pastores sérios. A verdade é que tem muita gente legal. Mas hoje eu tenho um entendimento muito claro: se você ainda está no Bola, você é conivente com tudo isso […] Bola de Neve tem uma base teológica péssima, então você não está numa igreja, está numa seita”, encerrou Nathan Gouvea.

Confira:

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Rodolfo Abrantes e esposa críticam Bola de Neve: ‘Sistema podre’

O cantor Rodolfo Abrantes e sua esposa, Alexandra, se manifestaram nas redes sociais após as denúncias envolvendo a Bola de Neve Balneário Camboriú e expuseram seus traumas do período em que fizeram parte da igreja, há mais de uma década.

Inicialmente, Alexandra Abrantes veio a público logo após as denúncias contra a filial da Bola de Neve em Balneário Camboriú (SC) e fez críticas à filial, onde ela e o marido foram membros entre 2004 e 2011.

As denúncias envolvem um suposto desvio de recursos públicos em entidades assistenciais que seriam ligadas à Bola de Neve e ao casal de pastores que conduz a filial.

“Que vergonha dessa Bola de Neve. Queria poder mencionar o @, mas estou bloqueada. Talvez esteja bloqueada para não expor (mais ainda) os abusos e manipulações que sofri quando era ‘membra’”, disse Alexandra.

Segundo ela, há muito mais detalhes da conduta dos líderes a ser corrigida: “Pastora só por título, pois nunca cuidou de ninguém a não ser de si mesma. As feridas não foram só em mim. Se tem uma coisa que eu me arrependo nessa vida, foi ter sido ‘parte’ da Bola de Neve Balneário Camboriú”.

“Há 13 anos me desvinculei desse sistema podre de manipulação e controle de pessoas. Que nada tem a ver com o reino de Deus. Vergonha! É o que eu sinto, além de muito arrependimento. Gostaria de pedir perdão, para todas as pessoas que, diretamente ou indiretamente, eu influenciei a frequentar essa suposta igreja, que nada tem de Cristo”, finalizou.

Rodolfo Abrantes também usou o Instagram para se posicionar sobre o perfil da Bola de Neve e alegou ter sofrido abusos psicológicos na igreja: “Eu e minha esposa nos desligamos desse ministério em 2011. Escolhi não falar nada naquela época com a preocupação de não arrastar pessoas para fora de igreja e de não ser acusado de mais coisas do que eu fui”.

Para o cantor, sua postura foi ignorada pelos líderes da igreja: “Eu e minha esposa fomos taxados de irresponsáveis, minha esposa foi chamada de Jezabel, eu fui chamado até de caloteiro. Me acusaram de ter uma dívida com o selo Bola Music, o que, no final de 2022, foi feita uma prestação de contas e eu não devia absolutamente nada”, garantiu.

Sobre as denúncias de desvios de verba, Rodolfo preferiu se abster: “O que eu quero dizer não se refere às acusações que têm vindo à tona, questões envolvendo fraudes e outras coisas que não me dizem respeito e eu não tenho conhecimento, prova, nem base nem capacidade pra ficar acusando ninguém”.

“O que estou aqui pra dizer é que estou com a minha esposa, vi o sofrimento dela, vi o quanto ela sofreu de abusos emocionais naquele ministério. Nós sofremos demais como família, nosso casamento foi abalado naquela época e nós sobrevivemos. Estamos firmes, mas carregamos cicatrizes de feridas que demoram muito pra curar”, lamentou, de acordo com informações do portal Metrópoles.

686 prisioneiros do Boko Haram libertados na Nigéria e Camarões

Uma verdadeira vitória para as vítimas do grupo extremista muçulmano Boko Haram na Nigéria: militares realizaram operações que libertaram 686 prisioneiros que vinham sendo mantidos reféns pelos radicais.

A Missão Portas Abertas informou que as operações foram realizadas por militares da Nigéria e dos Camarões, sendo que a maioria dos prisioneiros libertos é de mulheres:

“Ainda não há informações sobre os cristãos entre os libertos, mas esse é um motivo de louvor a Deus por responder às orações e perseverar na intercessão por outros reféns”, diz a nota da entidade.

A operação mais recente foi realizada na última terça-feira, 21 de maio, com 386 prisioneiros sendo libertados pela operação na floresta de Sambisa. Alguns dos prisioneiros estavam há dez anos sob poder dos extremistas muçulmanos.

A outra operação, chamada Alpha, foi realizada no início de maio, no extremo Norte de Camarões, resultado na libertação de outros 300 reféns, sendo que 191 destes eram crianças, 99 mulheres e dez homens.

“Muitos deles estão em processo de repatriação para retornarem as suas famílias”, informou a Portas Abertas. O brigadeiro-general Haruna explicou que a operação finalizada na última terça-feira, denominada “Desert Sanity 111”, durou dez dias e teve como objetivo “limpar a floresta de Sambisa dos restos de todas as categorias de terroristas”.

“Ainda não há informações sobre cristãos entre os resgatados. Mas o clamor da igreja livre para que as autoridades se esforçassem em encontrar os sequestrados foi ouvido”, reiterou a Portas Abertas, lembrando que o resgate de alguns prisioneiros após dez anos representa esperança para as meninas de Chibok, que também estão há dez anos sob poder do Boko Haram.

“Pedidos de oração: louve a Deus pela libertação dos reféns dos extremistas islâmicos. Peça que eles sejam curados das feridas físicas, emocionais e espirituais; agradeça ao Senhor pelos esforços dos militares em combater os jihadistas, ore para que sejam protegidos e tenham estratégias eficazes; clame por aqueles que ainda estão mantidos em cativeiro, que sejam guardados e cheios de esperança de que logo serão libertos; e interceda pelas famílias e comunidades que receberão essas pessoas de volta, para que haja empatia, acolhimento e respeito”, concluiu a Portas Abertas.

Bola de Neve acusada de desviar recursos em entidades sociais

Uma congregação da Bola de Neve Church está sendo acusada de desvio na aplicação de recursos públicos que deveriam ser usados em projetos sociais. Os pastores diretamente envolvidos com o caso negam irregularidades.

O Ministério Público de Santa Catarina está investigando uma denúncia de má administração de recursos públicos envolvendo institutos ligados à filial da Bola de Neve em Balneário Camboriú.

Um ex-membro da igreja foi o responsável por fazer as denúncias que agora estão sendo investigadas pelo promotor Jean Michel Forest, da 9ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balneário Camboriú.

A denúncia indica que houve desvio de recursos públicos pela Organização da Sociedade Civil Árvore da Vida (Casa das Anas) e pelo Instituto para Empreendedoras (IPE). O denunciante, Marcio Bieda Junior, ex-pastor da Bola de Neve, acusa a igreja de usar os valores destinados às entidades para abrir um salão de beleza de luxo em nome da filha dos pastores da congregação.

A Casa das Anas é uma instituição de acolhida para mulheres vítimas de violência doméstica, ligada à Bola de Neve. Já o IPE seria um braço da mesma entidade, que recebe recursos públicos da prefeitura de Balneário Camboriú.

O promotor Jean Michel Forest cobrou informações da administração municipal sobre os repasses de valores à entidade.

O ex-pastor Bieda Junior também acusou os pastores da igreja de utilizar cozinheiras da Casa das Anas para preparar suas refeições diárias, e de se apropriar dos lucros da cantina da igreja, operada por voluntários. Além disso, uma empresa de artigos evangélicos gerida pelo pastor Natanael Paixão, teria a igreja como principal cliente, segundo o Exibir Gospel.

O outro lado

A Bola de Neve de Balneário Camboriú emitiu uma nota, assinada pelos pastores Natanael e Ana Paixão, afirmando que o Instituto para Empreendedoras não foi formalizado.

No comunicado, eles informam que o IPE atua de maneira informal com treinamento e auxílio a mulheres e negam ter feito retiradas financeiras da entidade, indicando que disponibilizaram seus nomes para viabilizar as atividades da entidade.

Com relação às acusações sobre a cantina e a loja de produtos evangélicos, Natanael e Ana admitiram a necessidade de adequar a situação conforme orientação jurídica da igreja e informaram que o assunto está sendo resolvido.

A Casa das Anas afirmou não ter ligação com nenhuma outra instituição, religiosa ou não, alegou atuar de maneira independente e transparente, sem nenhum outro campo de atuação a não ser a acolhida a mulheres vítimas de violência em diversos municípios catarinenses.

Mega acampamento: igreja armará 18 mil barracas em Brasília

Uma convenção de líderes de jovens será realizada na Arena BRB Manu Garrincha, em Brasília, com previsão de receber até 20 mil pessoas, de 18 nacionalidades diferentes, em um mega acampamento.

A Convenção Maranata reunirá milhares de jovens durante os dias 29 de maio a 01 de junho. O evento será voltado à liderança de jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com foco em treinamento e capacitação para atuação nas congregações.

Segundo a nota de divulgação, foi montada uma “megaestrutura de acampamento, programação diversificada e atividades em vários pontos da cidade” para proporcionar aos inscritos “uma experiência multicultural e o exercício da solidariedade”.

“A Convenção Jovem Maranata é, em suma, uma celebração do trabalho social e

espiritual que os jovens adventistas desempenham em suas igrejas e comunidades.

Encontros semelhantes acontecem com frequência pelo país, mas é a primeira vez em

22 anos que ocorre em dimensão internacional. O evento proporcionará aos

participantes interação e networking, imersão em outras culturas, inspiração e

capacitação”, diz a nota.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Igreja Adventista, os jovens terão a programação no palco central e também atividades em grupos menores para semi plenárias, workshops, turismo pela cidade e visita à Expoleader, uma feira com stands, shopping e museu, erguida dentro do estádio.

“A área contará com duas megacozinhas, dois megabanheiros com chuveiros elétricos, um posto de saúde e um hospital com UTI”, informa a nota, acrescentando que toda a programação no palco central terá interpretação em Libras nos telões e tradução

simultânea de algumas partes do programa, que pode ser acompanhada via rádio

nos aparelhos particulares.

“O evento é destinado a pessoas que atuam na liderança de grupos de jovens em

suas igrejas. 18 nacionalidades estão representadas entre os participantes inscritos. A

programação não será aberta ao público geral”, informou a assessoria de imprensa.

Vaticano deve submeter catolicismo à autoridade chinesa, diz bispo

Um bispo católico chinês participou de uma conferência organizada pelo Vaticano e disse aos participantes do evento que o romanismo deve adotar um caminho de “sinicização” na China, o que na prática significa se submeter ao governo do Partido Comunista.

O bispo Joseph Shen Bin, de Xangai – nomeado em 2023 para o cargo pelo Conselho dos Bispos Chineses, controlado pelo Partido Comunista Chinês – foi o orador principal no evento “100 anos do Concilium Sinense: entre a história e o presente”, que contou com uma declaração em vídeo do papa Francisco.

A nomeação do bispo pelas autoridades do Partido Comunista já é uma quebra de um acordo vigente entre a Igreja Católica e as autoridades do país. Em seu discurso, o bispo chinês afirmou que o Vaticano deveria se submeter ao processo de sinicização que as autoridades vêm impondo às religiões no país.

Igrejas protestantes têm enfrentado forte perseguição na China por serem consideradas clandestinas. Para ter autorização de funcionamento, elas devem se filiar à denominação oficial do governo, chamada Igreja das Três Autonomias, que tem o conteúdo dos sermões monitorado pelo governo, assim como interferências no texto bíblico para que não exista conflito com os dogmas comunistas.

Em seu discurso, o bispo Shen Bin disse que, historicamente, os problemas entre a Igreja e o governo chinês foram em parte devido ao “forte sentimento de superioridade cultural europeia” de alguns missionários, que segundo ele “pretendiam usar a religião cristã para mudar a sociedade e a cultura chinesas”.

O bispo disse que enquanto o governo chinês busca “o grande rejuvenescimento da nação chinesa de forma abrangente com uma modernização no estilo chinês”, a Igreja Católica “deve mover-se na mesma direção” e seguir um “caminho de sinicização que se alinhe com a sociedade e a cultura chinesa de hoje”, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Padre mantido em cativeiro é libertado pela PM em operação

A Polícia Militar de São Paulo libertou um padre que estava sendo mantido em cativeiro na cidade de Osasco. A operação foi realizada na madrugada desta quinta-feira, 23 de maio.

Durante uma patrulha, os policiais do 14º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano receberam informações de que um padre teria sido sequestrado há dois dias e estava sendo mantido em cativeiro, sendo obrigado a realizar diversas transações bancárias por meio de aplicativo no celular, sob a ameaça dos sequestradores.

Conforme informações da assessoria de imprensa da PM, as buscas foram iniciadas e o cativeiro foi localizado no bairro Presidente Altino. Durante a operação, três criminosos foram presos em flagrante e o padre foi libertado.

Um carro usado para o sequestro foi apreendido, e os sequestradores foram enviados ao 5ª Delegacia de Polícia para serem fichados e encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP).

Padre denunciado

Em outro caso, um padre foi denunciado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MS) por “crime de preconceito” após uma declaração em que o clérigo católico associa a catástrofe do Rio Grande do Sul “à falta de fé e a um afastamento de Deus”.

O padre Paulo Santos, da paróquia São Francisco de Paulo em Nova Andradina (MS), foi denunciado pelo deputado estadual Leonel Guterres Radde (PT).

O padre teria dito que o Rio Grande do Sul é “o Estado mais ateu da federação” e “há muito tempo, abraçou a bruxaria e o satanismo”, acrescentando que “existem mais centros de macumba na cidade de Porto Alegre do que no Estado da Bahia inteiro”.

O caso se assemelha ao da influenciadora evangélica Michele Abreu, denunciada pelo MP-MG por “intolerância religiosa” por fazer suas considerações sobre a tragédia associando-a ao mesmo fato descrito pelo padre Santos.

Pastor Irineo Grubert se queixa de ter nome associado a escândalo

O pastor e escritor Irineo Grubert lamentou que seu nome esteja sendo associado, nas redes sociais, ao caso envolvendo seu filho, que foi preso nos Estados Unidos sob acusação de ter cometido abuso sexual contra uma criança de seis anos.

Marcus Grubert, marido da cantora Heloisa Rosa, foi acusado em 2023 de ter abusado de uma criança de seis anos em sua casa, em Orlando, Flórida (EUA). Ele é filho do pastor Irineo Grubert, que atua no Brasil como conferencista e mentor de pastores.

A prisão de Marcus foi realizada na última quarta-feira, 22 de maio, de maneira preventiva. O caso ganhou repercussão nacional por conta do anúncio feito na TV Globo, durante o programa Encontro com Patrícia Poeta.

O pastor Irineo concedeu entrevista e se queixou de seu nome estar sendo associado ao caso: “Em primeiro lugar, meu nome e honra não deveriam entrar em julgamento. Tenho 65 anos, 37 de ministério sem manchas ou desvios de conduta. Meu filho Marcus está sendo acusado de um crime ao qual se declara inocente. A sua prisão não é sua condenação, mas uma prevenção da justiça para averiguação dos fatos denunciados. Confiamos na justiça, pois a mesma dará a resposta de quem está com a verdade”.

Ao Uol, ele também lamentou os efeitos colaterais do caso: “Por outro lado, é um momento muito triste e doloroso que estamos passando como família. Pois, como homem público, sei que as denúncias são colocadas em holofotes e a verdade sobre os fatos retratadas com letras minúsculas”.

“Como pastor e ser humano também não compactuo com nenhum tipo de maldade contra um inocente ou crianças. Mas meu filho se diz inocente e provará isto na justiça, que é o canal competente”, finalizou.

Marcus Grubert trabalha nos EUA há dois anos como gestor de relações de uma empresa de logística de transportes. Antes, foi sócio-associado de uma empresa financeira na região onde vive com a família. Sua ficha no sistema penitenciário do condado de Osceola consta a acusação de violação sexual contra criança.

Marido de Heloisa Rosa preso acusado de abuso sexual infantil

Marcus Grubert, marido de Heloisa Rosa, foi preso na última terça-feira, 22 de maio, em um desdobramento da acusação feita contra ele em 2023 de abuso sexual contra uma criança de seis anos.

Grubert e Heloisa Rosa vivem em Orlando, Flórida (EUA). A informação sobre sua prisão foi veiculada pelo programa Encontro com Patrícia Poeta, na TV Globo.

A mãe da criança contou que o abuso ocorreu uma noite em que sua filha foi passar a noite na casa de Heloisa e Grubert: “As crianças eram muito amigas, muito próximas. Na ocasião, ela [Heloísa] insistiu muito, dizendo que a criança dela estava muito sozinha e que gostava de estar com a minha filha. Naquela noite, achei que não teria problema”, disse a mãe.

“Quando cheguei, notei que ela [Heloísa] estava bem tensa, nervosa, mas não achei que poderia ser isso”, acrescentou, contando em seguida que a filha relatou ter sofrido abuso sexual.

Antes de fazer a denúncia às autoridades dos EUA, a mãe disse ter procurado a cantora gospel para confronta-la sobre as alegações da filha: “Num primeiro instante eu me senti acolhida por ela porque, quando fui conversar com Heloísa sobre isso, ela prontamente disse que estaria comigo nesse processo de acusação. Mas depois ela rompeu comigo e não teve mais contato”, disse a mãe da menina.

Conforme o relato, a família recebeu apoio jurídico e psicológico de uma ONG que ajuda outros brasileiros e latinos que moram nos EUA em casos de violência doméstica, tráfico humano e abuso sexual infantil.

Após as investigações, com coleta de provas e relatos de testemunhas, o marido de Heloisa Rosa foi preso preventivamente e será submetido a julgamento.

“Quando recebi a notícia foi uma sensação de alívio. Hoje é um sentimento de que cumpri com o que precisava ser feito. O próximo passo é o julgamento e estamos acreditando que a justiça com certeza será feita”, disse a mãe.

Igrejas irrelevantes e pastores longe da Bíblia: cenário preocupa

A decadência da sociedade acontece ao mesmo tempo em que pastores se tornam menos centrados na Bíblia Sagrada e, consequentemente, as igrejas se tornam menos influentes. A avaliação é do pesquisador George Barna, um dos estudiosos evangélicos mais respeitados dos Estados Unidos.

Para Barna, o que se vê na sociedade atualmente é a “invisibilidade cristã em nossa cultura”, resultado do abandono à cosmovisão bíblica e à preocupação com a formação espiritual dos fiéis.

O especialista – fundador do Barna Group, empresa de pesquisa dedicada a temas ligados à religião nos EUA – afirmou ainda que ao longo das últimas décadas a mensagem do Evangelho deixou de ser o eixo das famílias:

“As famílias têm investido menos tempo e energia no crescimento espiritual, especialmente de seus filhos. A mídia agora influencia mais a Igreja do que a Igreja influencia a mídia, ou a cultura, por assim dizer. O corpo cristão tende a se desviar, discutindo sobre muitas coisas que realmente não importam”, lamentou o pesquisador.

“As pessoas se tornaram mais egoístas, as igrejas se tornaram menos influentes, os pastores se tornaram menos centrados na Bíblia”, acrescentou Barna, de 69 anos.

Formação ministerial

De acordo com informações do portal The Christian Post, Barna entende que, em uma perspectiva mais ampla, uma das tendências mais preocupantes é o declínio do discipulado e a falta de formação bíblica sólida nos seminários.

Ele também reprovou as métricas predominantes usadas pelas igrejas para avaliar o sucesso, como frequência, arrecadação de fundos e infraestrutura, enfatizando que essas medidas têm pouco a ver com a verdadeira missão de Jesus: “Há uma liderança deficiente nos seminários que engana as igrejas locais, fazendo com que acreditem que estão realmente treinando indivíduos que Deus chamou para ser líderes e que são qualificados para liderar, e os certificam para liderar igrejas locais, sem saber como fazê-los avançar”, explicou.

Barna disse ainda que embora muitos seminários tenham “boas intenções”, eles levam os jovens líderes ministeriais ao fracasso: “Você obtém o que mede. Então, se você medir as coisas erradas, obterá resultados errados”, alerto

“[Pastores] medem quantas pessoas comparecem, quanto dinheiro arrecadam, quantos programas oferecem, quantos funcionários contratam, quantos metros quadrados construíram. Jesus não morreu por nada disso. Estamos medindo as coisas erradas e, consequentemente, obtendo resultados errados”, asseverou.

Como resolver?

Só um retorno às raízes bíblicas pode resolver o problema, apontou Barna: “Se voltássemos à Bíblia, acredito que reconheceríamos que a igreja local, a igreja institucional como a criamos, é obra do homem. Não está nas Escrituras”.

“Os programas, os títulos, os edifícios, todas essas coisas que se tornaram sacrossantas na cultura americana e ao redor do mundo não são necessariamente bíblicas. Jesus não veio para construir instituições, Ele veio para formar pessoas. E vemos esse modelo em Sua vida. Ele dedicou a parte ministerial de Sua vida a investir em indivíduos. E é isso que cada um de nós, que somos seguidores de Cristo, precisamos fazer”, propôs Barna.

Em sua visão, a próxima geração precisa ser discipulada de maneira a corrigir a rota: “Cometemos um grande erro ao usar as crianças apenas como isca, em vez de focar nelas como o principal objetivo de nosso ministério, impacto ou influência”.

“Precisamos voltar e reconhecer que tudo começa com as famílias; os pais têm a responsabilidade principal de criar seus filhos para se tornarem campeões espirituais… as igrejas locais precisam apoiar os pais nesse esforço. Nosso foco principal deve ser nas crianças… e no desenvolvimento de sua cosmovisão bíblica. Se fizermos isso, poderemos aumentar a proporção dos 3% de adultos que são discípulos na América hoje”, finalizou.