Atacante inglesa recebe título e agradece ‘ao Deus Altíssimo’

A seleção feminina da Inglaterra conquistou o título da EURO 2025, após vencer a Espanha nos pênaltis por 3 a 1, em final disputada na Suíça. O jogo, encerrado em 1 a 1 após a prorrogação, foi decidido com o gol derradeiro de pênalti marcado por Chloe Kelly, atacante do Arsenal. A conquista confirma a hegemonia da seleção inglesa no futebol europeu feminino.

Um dos destaques da campanha foi a jovem atacante Michelle Agyemang, de 18 anos, que foi eleita a Jogadora Jovem da Eurocopa. A atleta, que já integra a seleção principal e atua pelo Arsenal, utilizou suas redes sociais para expressar gratidão não apenas à equipe, mas principalmente a Deus.

“Um enorme obrigado aos fãs, treinador, staff e aos meus companheiros de equipa por fazerem deste torneio memorável!! Agradeço todo o apoio!”, publicou Michelle em seu perfil no Instagram.

A postagem foi acompanhada de um versículo bíblico que resume sua visão espiritual sobre a conquista: “1 Coríntios 15:57 — Mas graças a Deus! Ele nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”.

“Só foi possível pela graça de Deus”

Em entrevista logo após o apito final, Agyemang relembrou sua trajetória com emoção. Ela destacou que, há apenas quatro anos, assistia à final da Euro 2022 como gandula em Wembley, quando a Inglaterra também conquistou o título com um gol decisivo de Chloe Kelly.

“Isso significa tudo pra mim. Isso só foi possível devido à graça de Deus”, declarou Agyemang. “Como você mesmo disse, foram quatro anos. É um espaço tão curto de tempo. E aqui estamos”.

Durante a conversa com jornalistas, a atacante ressaltou o papel da fé em sua jornada até a glória no futebol europeu. Agyemang disse ser grata a “Deus, o Altíssimo”, à equipe técnica e às colegas de equipe.

“Talvez pudesse ter me estressado um pouco menos, mas agora não tenho do que reclamar”, acrescentou.

Em entrevista à BBC, ela voltou a enfatizar sua gratidão: “Agradeço a Deus por onde Ele nos trouxe como equipe. Foi muito difícil superar a derrota no primeiro jogo e chegar até aqui, mas você sabe que tudo acontece por um motivo… Vencemos, somos campeãs europeias”.

Protagonismo e fé

Durante a campanha, Michelle Agyemang teve participações decisivas. Nas quartas de final contra a Suécia, marcou o gol que levou a partida aos pênaltis. Nas semifinais, balançou as redes aos 96 minutos, garantindo o empate e levando a Inglaterra à final.

Ao término da partida, ajoelhou-se na grama, com as mãos erguidas e olhos fechados em oração. Em diversas imagens capturadas ao longo do torneio, a jogadora foi vista com uma cruz costurada nas meias, além de demonstrar publicamente, em seu perfil no Instagram, o que a Bíblia representa em sua vida.

A atuação de Agyemang, aliada à sua postura de fé constante, tornou-se símbolo não apenas de talento esportivo, mas de uma vivência cristã autêntica, de acordo com o Evangelical Focus.

Trump autoriza evangelismo e reuniões de oração entre servidores

Um memorando do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM) do governo do presidente Donald Trump autoriza servidores públicos federais a expressarem livremente suas convicções religiosas no local de trabalho. A medida inclui o direito de compartilhar crenças com colegas, exibir objetos religiosos em suas mesas e realizar orações, individualmente ou em grupo.

A orientação foi assinada por Scott Kupor, diretor do OPM, e determina que as agências federais “devem permitir a expressão religiosa pessoal dos funcionários federais na maior extensão possível, a menos que tal expressão imponha uma dificuldade indevida às operações comerciais”. A diretriz se aplica a todas as agências do governo federal e orienta a revisão de políticas internas para garantir conformidade com os novos parâmetros.

Segundo a rede CNN, o documento esclarece que um funcionário pode “se envolver em uma discussão educada com outro sobre por que sua fé está correta e por que o não adepto deve repensar suas crenças religiosas”, com a condição de que “se o não adepto solicitar tais tentativas de parar, o funcionário deve atender ao pedido”. O memorando ressalta que esse tipo de interação só será permitida “desde que tais esforços não sejam de natureza assediante”.

Limites práticos

O memorando lista exemplos de situações consideradas aceitáveis. Entre eles estão a condução de uma oração por um guarda florestal durante passeio em parque nacional e um médico orando com um paciente em hospital administrado pelo Departamento de Assuntos de Veteranos. Também está autorizada a exibição de objetos religiosos como crucifixos, versículos bíblicos, menorás ou tapetes de oração nas estações de trabalho, desde que não interfiram nas atividades laborais.

As orações coletivas e convites para cultos religiosos são permitidos fora do horário de serviço. A medida visa, segundo o OPM, equilibrar a liberdade religiosa dos servidores com a manutenção do bom funcionamento da administração pública.

Fundamentação legal

A base legal para o memorando está no Título VII da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação religiosa no ambiente de trabalho. A legislação exige que empregadores façam ajustes razoáveis para acomodar as práticas religiosas de seus funcionários, a menos que isso gere uma “dificuldade indevida” à operação da organização.

Kupor afirmou, em comunicado à imprensa, que o objetivo é tornar os ambientes de trabalho do governo federal “não apenas compatíveis… mas acolhedores para americanos de todas as religiões”.

A nova diretriz faz parte de uma série de ações adotadas pela administração Trump voltadas à promoção da liberdade religiosa. Em fevereiro deste ano, Trump assinou um decreto criando uma força-tarefa para combater o preconceito contra cristãos. Já em 02 de maio, o presidente anunciou a criação da Comissão de Liberdade Religiosa, durante café da manhã de oração em Washington.

Na ocasião, Trump declarou: “Estamos trazendo a religião de volta ao nosso país”. A iniciativa foi recebida com apoio por parte de grupos religiosos e conservadores, que veem nas ações uma tentativa de reforçar a proteção das manifestações de fé em espaços públicos e institucionais.

Revisão interna

O OPM recomendou que cada agência federal revise suas políticas internas para garantir que estejam alinhadas com as novas orientações. O objetivo é assegurar que os direitos à expressão religiosa estejam devidamente protegidos e respeitados, tanto para os funcionários quanto para o público atendido pelas repartições.

Até o momento, não houve manifestações contrárias formais por parte de sindicatos ou organizações civis sobre o conteúdo do memorando. A implementação será monitorada individualmente por cada órgão federal.

Impacto esperado

Em entrevista coletiva no dia 29 de julho, Kupor reforçou que “a liberdade religiosa é um direito constitucional garantido, e nossa responsabilidade é assegurar que ela seja respeitada em todos os espaços do governo federal”. Ele também enfatizou que o equilíbrio entre liberdade de expressão e respeito aos demais será essencial para a boa convivência no ambiente profissional.

Com esse memorando, a gestão Trump busca consolidar uma agenda que vem sendo construída desde o primeiro mandato do ex-presidente, fortalecendo o papel da fé no serviço público federal, dentro dos limites constitucionais e legais dos Estados Unidos.

Ativismo religioso: excesso pode fazer fiéis desistirem da igreja

O ritmo acelerado de programações em diversas igrejas evangélicas, chamado ativismo religioso, tem provocado uma onda silenciosa de desgaste e afastamento de membros. O acúmulo de cultos, eventos e reuniões, frequentemente interpretado como sinal de vigor ministerial, passou a ser apontado por líderes cristãos como um fator que contribui para o esvaziamento da fé e o cansaço emocional de voluntários e pastores.

Na Igreja Metodista em Guadalupe, no Rio de Janeiro, o pastor Glauco Ferreira tem observado o fenômeno com preocupação. Ele afirma que a dinâmica atual de muitas igrejas assemelha-se a uma engrenagem de tarefas contínuas, na qual “o agir para Deus substitui a vivência com Deus”. Em sua avaliação, essa lógica compromete tanto os vínculos espirituais quanto os relacionamentos interpessoais.

Ferreira alerta que o excesso de atividades, embora movido por boas intenções, tende a gerar desgaste profundo. “Muitas pessoas não se afastam por falta de fé, mas por cansaço de serem tratadas como força de trabalho em vez de filhos e filhas que também precisam ser cuidados”, afirmou.

Na Igreja Batista Atitude, em Vitória (ES), o pastor Sérgio Junger compartilha da mesma avaliação. Segundo ele, quando a agenda da igreja se sobrepõe à comunhão com Deus, corre-se o risco de promover uma espiritualidade superficial. “Quando a agenda se torna mais importante que a comunhão com Deus, corre-se o risco de substituir a espiritualidade por uma rotina estressante e mecânica”, declarou.

Junger observa que muitos líderes seguem atuando mesmo quando já estão esgotados. Em vez de aprofundar a fé, a sobrecarga pode levar ao distanciamento da presença de Deus. Ele acredita que refletir sobre essas práticas não compromete a missão da igreja, mas permite resgatar o equilíbrio entre ação e intimidade espiritual.

Sob a perspectiva reformada, o reverendo Ítalo Reis, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Natal (RN), acrescenta outro ponto ao debate. Ele afirma que, na teologia reformada, toda a vida é vivida Coram Deo — diante de Deus —, e não apenas nos momentos específicos de culto. Para ele, o ativismo religioso pode refletir uma fé esvaziada, utilizada como compensação moral ou tentativa de controle.

“O problema do ativismo nas igrejas vai além da agenda cheia. Em muitos casos, ele é expressão de uma fé esvaziada, usada como forma de compensação moral ou tentativa de controle espiritual”, afirmou. Para Reis, o serviço cristão deve ser fruto do amor e da gratidão, e não resultado de uma obrigação mecânica.

Apesar das diferenças teológicas, os três líderes convergem quanto à necessidade de revisar o modelo de igreja hiperativa. Glauco Ferreira defende que as comunidades cristãs redescubram o que chama de “ritmo do Reino”, fundamentado em práticas como silêncio, contemplação e cuidado mútuo. Ele propõe menos eventos e mais encontros significativos. “A missão da igreja não está ameaçada pelo descanso. Pelo contrário, ela floresce quando aqueles que servem o fazem com o coração inteiro”, disse.

Sérgio Junger reforça a importância de espaços voltados ao cuidado e à formação emocional dentro das igrejas. Para ele, reduzir o ativismo e valorizar o descanso fortalece o corpo de Cristo e melhora a saúde espiritual dos membros. “Uma igreja saudável é aquela que compreende a necessidade de pausa e de profundidade na caminhada cristã”, afirmou.

O reverendo Ítalo Reis enfatiza a importância de valorizar o cotidiano como espaço de manifestação da presença de Deus. Ele defende o cultivo de práticas como o culto doméstico, o discipulado individual e uma espiritualidade baseada na gratidão e no serviço. “A missão cristã não deve ser tratada como um programa institucional, mas como um estilo de vida enraizado na imitação de Cristo”, declarou, de acordo com a revista Comunhão.

Mais dois homens dizem ter sido abusados por Michael Tait

Dois novos relatos de agressão sexual contra o cantor Michael Tait, 58 anos, ampliaram para oito o número de homens que o acusam publicamente de condutas abusivas. As alegações foram divulgadas em 23 de julho em uma nova reportagem do The Guardian. Tait, que integrou os grupos DC Talk e Newsboys, enfrenta acusações que remontam à década de 1990.

Jason Jones, fundador da banda Evanescence, afirmou ter sido drogado e agredido sexualmente por Tait em 1998, em Nashville. “Isso me destruiu”, declarou Jones. “Eu estava realizando meus sonhos ainda jovem, e Tait mudou tudo”. Segundo o músico, o suposto abuso levou à sua saída precoce da banda, antes do sucesso comercial do grupo.

Jones relatou que confidenciou o ocorrido ao cofundador do Evanescence, Ben Moody, no ano seguinte. Moody, por sua vez, alegou não ter compreendido a gravidade da denúncia na época. “Ele não descreveu como ‘agressão sexual’. Ele descreveu como algo parecido com um garoto de fraternidade fazendo piadas enquanto estava bêbado”, disse Moody.

Apesar disso, Jones sustenta que descreveu os detalhes do que chamou de agressão e afirmou acreditar que Tait o havia drogado. “Acredito que Michael Tait me drogou”, disse ele.

Michael Tait reconheceu em junho, por meio de uma publicação no Instagram, que enfrentou por décadas um vício em drogas e álcool. Na mensagem, também admitiu ter “às vezes tocado homens de forma indesejada e sensual”. Na ocasião, informou ter completado um tratamento de seis semanas em uma clínica no estado de Utah. Em janeiro, desligou-se do Newsboys, afirmando nas redes sociais que a decisão foi “um choque até para mim”, mencionando oração e jejum como parte do processo.

Além de Jones, outro homem, Randall Crawford, também apresentou um relato público de agressão. Compositor e músico que colaborou com integrantes do DC Talk, Crawford afirmou ter sido drogado por Tait em 2000 após tomar uma dose de uísque. “Isso arruinou minha carreira”, declarou. Segundo ele, o trauma resultou em depressão, bloqueio criativo e medo de palco.

Crawford contou ter compartilhado os detalhes da agressão com amigos na época, embora só tenha mencionado o nome de Tait anos depois. Ambos — Crawford e Jones — afirmaram ter continuado em contato com Tait por algum tempo após os incidentes, sentindo-se manipulados e “bombardeados de amor”, o que os fez questionar a veracidade de suas próprias memórias.

Em 2020, Crawford iniciou terapia após um reencontro com Tait, que se ofereceu para produzir um álbum de sua esposa: “Eu havia enterrado a memória daquela noite por muito tempo”, disse Crawford, que afirma ter buscado tratamento após esse contato.

Jones, sóbrio desde 2008, atua como palestrante sobre dependência química e abuso. Ele relatou ter consultado advogados no passado sobre eventuais perdas financeiras relacionadas à sua saída do Evanescence, mas foi informado de que o prazo legal havia expirado. A banda alcançou projeção mundial em 2003, com múltiplos prêmios Grammy. Moody também deixou o grupo pouco depois e chegou a colaborar com Tait em projetos posteriores.

Além das denúncias de Jones e Crawford, outras seis acusações públicas contra Tait foram publicadas anteriormente pelo The Guardian e pelo portal The Roys Report. Uma mulher também acusou Tait de ter fornecido uma substância entorpecente a um integrante da equipe que, segundo ela, a estuprou durante uma turnê da banda.

As denúncias provocaram reações na indústria da música cristã contemporânea. John Cooper, vocalista da banda Skillet e membro do conselho da Ascent Church, em Nashville, afirmou: “Não estamos condenando as pessoas. Estamos condenando as ações das pessoas. De corpo e alma, sem pedir desculpas, não recuamos”.

Cooper alertou para o impacto das denúncias no testemunho da comunidade cristã: “Nosso testemunho ao mundo está em jogo”. O músico enfatizou a importância de priorizar os sobreviventes. “Não podemos ignorar esse nível de suposta injustiça. Não podemos fazer isso!”

O cantor também questionou a coerência das figuras públicas cristãs envolvidas em escândalos: “Que tipo de Evangelho estamos mostrando ao mundo quando… nossos maiores, mais apaixonados e mais famosos ícones da música cristã… dizem: ‘Tenho vivido uma vida dupla desde o começo?’”

Até o momento, Michael Tait não comentou publicamente sobre as novas denúncias divulgadas nesta semana, de acordo com o The Christian Post.

Magnitsky: o advogado que inspirou lei que pode atingir Moraes

A lei que pode gerar uma espécie de “morte financeira” a ministros do STF e outros integrantes do governo Lula, em especial o ministro Alexandre de Moraes, surgiu da ação de um advogado russo que morreu em decorrência de suas denúncias contra a corrupção em seu país.

Sergei Magnitsky foi um advogado e auditor russo do fundo de investimentos Hermitage Capital. Em 2007, identificou um esquema de corrupção que envolvia autoridades do governo da Rússia, com o desvio de aproximadamente US$ 230 milhões do Tesouro, por meio de reembolsos fiscais fraudulentos.

Ao denunciar formalmente os envolvidos, foi preso pelas mesmas autoridades que havia acusado. Durante 11 meses de detenção, permaneceu em condições precárias, sem acesso adequado a tratamento médico, e foi submetido a abusos físicos. Morreu em 16 de novembro de 2009, aos 37 anos, em um centro de detenção em Moscou.

A trajetória de Sergei Magnitsky se tornou referência mundial na luta contra a corrupção e na defesa dos direitos humanos. Sua morte  sob custódia do Estado russo, impulsionou uma legislação internacional inédita, que passou a responsabilizar indivíduos poderosos por violações graves.

A criação da Lei Magnitsky

A morte de Magnitsky provocou reações em diversos países. Em resposta, o Congresso dos Estados Unidos elaborou a Sergei Magnitsky Rule of Law Accountability Act, com foco específico em punir os envolvidos no caso. A legislação foi aprovada durante o governo do presidente Barack Obama, com apoio bipartidário, e sancionada oficialmente em 14 de dezembro de 2012.

A lei permitiu aplicar sanções econômicas e diplomáticas a funcionários públicos russos considerados responsáveis por violações de direitos humanos e corrupção.

Expansão global da legislação

Em 2016, o Congresso dos EUA aprovou uma versão ampliada da lei, a Global Magnitsky Human Rights Accountability Act, estendendo seu alcance para além da Rússia. Com isso, passou a permitir sanções contra qualquer pessoa, de qualquer país, envolvida em corrupção significativa ou violação de direitos humanos.

As sanções previstas incluem:

  • Congelamento de ativos e contas bancárias nos Estados Unidos;

  • Proibição de entrada no país;

  • Impedimento de transações financeiras internacionais vinculadas ao sistema bancário americano.

A lei foi posteriormente adotada, com variações locais, por países como Canadá, Reino Unido, Austrália e membros da União Europeia.

Casos de perseguição religiosa

Desde sua implementação, a Lei Magnitsky tem sido usada também em contextos de perseguição contra minorias religiosas. Em 18 de julho de 2019, os Estados Unidos impuseram sanções contra quatro indivíduos no Iraque por abusos de direitos humanos e corrupção.

A então subsecretária do Tesouro para Terrorismo e Inteligência Financeira, Sigal Mandelker, afirmou na ocasião:

“Os Estados Unidos estão tomando medidas contra quatro indivíduos no Iraque implicados em graves abusos de direitos humanos ou corrupção”.

Ela acrescentou:

“Continuaremos a responsabilizar as pessoas associadas a graves abusos dos direitos humanos, incluindo a perseguição de minorias religiosas, e funcionários corruptos que exploram suas posições de confiança pública para encher seus bolsos e forçar o poder às custas de seus cidadãos”.

Entre os sancionados estavam:

  • Rayan al-Kildani, líder da milícia Brigada 50, por envolvimento em tortura de detentos e repressão a comunidades cristãs na região da Planície de Nínive;

  • Waad Qado, comandante da Brigada 30, acusado de extorsão, sequestros e atos de violência contra civis, especialmente yazidis.

Essas ações foram consideradas como fatores que dificultaram o retorno de comunidades deslocadas e comprometeram a reconstrução pós-conflito na região do norte iraquiano.

Um novo paradigma

A Lei Magnitsky passou a ser vista por diversos analistas como uma ferramenta diplomática relevante para responder a regimes que não responsabilizam seus próprios agentes por crimes graves. Ao deslocar o foco da punição de Estados para indivíduos específicos, a lei inaugurou uma abordagem inovadora nas relações internacionais.

Em países democráticos, sua aplicação tem gerado debates sobre direitos processuais, mas também sobre a eficácia no combate à impunidade. Em 2023, legisladores de países latino-americanos discutiram a possibilidade de aplicação da lei contra autoridades brasileiras, o que gerou repercussão no cenário político interno e internacional.

Natureza das sanções previstas

As punições previstas pela Lei Magnitsky e suas variantes internacionais incluem:

  • Congelamento de bens e contas bancárias em jurisdições que adotaram a legislação;

  • Proibição de entrada nos territórios sancionadores, como EUA, Reino Unido e Canadá;

  • Bloqueio de transações bancárias, com impacto sobre o uso de sistemas como SWIFT e cartões de crédito internacionais;

  • Dano reputacional, que pode afetar relações comerciais e acordos diplomáticos.

Por causa de seus efeitos sobre o acesso ao sistema financeiro global, diversos analistas classificam suas consequências como “morte financeira” para os atingidos.

A Lei Magnitsky transformou o caso de Sergei Magnitsky em um marco legal internacional contra a impunidade. Ao atingir diretamente os responsáveis por corrupção e violações de direitos humanos, ela oferece uma alternativa diante da ineficácia de muitos sistemas judiciais nacionais.

Ao longo dos últimos anos, a lei tornou-se uma referência global na responsabilização de indivíduos em contextos de repressão, perseguição e abuso de poder.

Pessoas estão voltando a confiar nas igrejas, constata pesquisa

A confiança da população nas igrejas como instituição voltou a crescer após três anos de estabilidade. Segundo levantamento divulgado pela Gallup em julho, 36% dos americanos declararam ter “muita” ou “bastante” confiança na Igreja — um aumento de quatro pontos percentuais em relação aos 32% registrados entre 2022 e 2024.

A pesquisa é realizada anualmente desde 1973 nos EUA, quando o índice de confiança era de 66%. O pico foi alcançado em 1975, com 68%. Desde então, a tendência geral tem sido de queda, com algumas exceções, como em 2001, quando o sentimento nacional após os ataques de 11 de setembro elevou a confiança para 60%. Essa foi a última vez que a Igreja contou com apoio majoritário da população, conforme também relatado pela Lifeway Research.

O número mais recente iguala os níveis observados em 2021, quando 37% dos entrevistados expressaram confiança na instituição. Embora ainda abaixo da maioria, a alta atual marca a primeira recuperação significativa desde 2020, e aparece de forma mais acentuada em certos segmentos da sociedade americana.

Aumento da confiança

Entre os eleitores republicanos, a confiança nas igrejas saltou de 49% em 2024 para 64% em 2025. Segundo o Gallup, esse crescimento reflete um aumento geral de confiança nas instituições por parte dos conservadores após a reeleição do presidente Donald Trump, ocorrida em novembro de 2024.

A tendência não se repetiu entre os democratas, onde a confiança caiu de 22% para 21%. Entre os eleitores independentes, houve leve aumento de dois pontos percentuais, chegando a 30%. A pesquisa indica que o sentimento de confiança institucional está fortemente vinculado à filiação política e ao partido no poder.

Megan Brenan, pesquisadora da Gallup, destacou essa correlação ao afirmar: “A confiança dos partidários é facilmente restaurada quando seu partido político controla a instituição”. Ela acrescentou: “O outro lado, é claro, é que a confiança dos apoiadores do outro partido diminui quando o partido perde o poder”.

Mulheres e jovens têm mais confiança

A pesquisa identificou crescimento expressivo da confiança na Igreja em diversos grupos demográficos. Entre as mulheres, a confiança aumentou oito pontos percentuais, passando de 28% em 2024 para 36% neste ano, igualando-se aos índices masculinos.

Os americanos entre 18 e 37 anos mostraram o maior salto, de 26% para 32%. Na faixa de 38 a 54 anos, a confiança subiu três pontos, atingindo 31%, enquanto entre os maiores de 55 anos o índice foi de 39% para 42%.

Em relação à etnia, 31% dos negros e 33% dos hispânicos expressaram confiança elevada na Igreja, em comparação com 37% dos brancos. No ano anterior, a média entre todos os entrevistados não brancos era de 30%.

Pessoas com algum nível de ensino superior, mas sem graduação, apresentaram uma das maiores variações positivas — de 25% para 36%. Já entre os americanos com renda familiar inferior a US$ 50 mil por ano, a confiança subiu de 31% para 39%. Aqueles com renda acima de US$ 100 mil viram a confiança subir de 29% para 36%.

Igreja ainda precisa melhorar

Apesar do avanço registrado, a Igreja permanece atrás de outras instituições em termos de confiança da população. As pequenas empresas continuam liderando, com 70% de aprovação. Em seguida aparecem as Forças Armadas (62%) e a ciência (61%).

A Igreja figura no grupo intermediário, ao lado da polícia (45%), do ensino superior (42%) e do sistema de saúde (32%).

Na parte inferior da lista estão instituições como a presidência (30%), bancos (30%), escolas públicas (29%), Suprema Corte dos EUA (27%) e empresas de tecnologia (24%). As posições mais baixas são ocupadas por jornais (17%), sistema de justiça criminal (17%), grandes corporações (15%), telejornais (11%) e o Congresso (10%).

Desconfiança

Mesmo com a alta da confiança na Igreja e em outras entidades específicas, a média geral de confiança nas 14 instituições avaliadas pela Gallup permanece baixa. Apenas 28% dos americanos disseram confiar “muito” ou “bastante” nessas instituições — o mesmo índice registrado em 2024.

A pesquisa de 2025 confirma que a confiança institucional nos Estados Unidos continua polarizada e fortemente impactada por fatores políticos, econômicos e sociais, de acordo com o The Christian Post.

Fantasia de Jesus em Parada LGBT gera revolta: ‘Absurdo’

Um episódio ocorrido durante a Parada LGBT de Belfast, na Irlanda do Norte, em 27 de julho, provocou reações entre líderes cristãos e representantes políticos conservadores. Um homem compareceu ao evento vestido de maneira que remetia a Jesus Cristo, utilizando uma túnica, uma coroa de espinhos falsa e portando uma grande cruz dourada. A cena gerou críticas por parte de setores religiosos e políticos que a consideraram ofensiva à fé cristã.

A imagem do homem vestido como Jesus foi inicialmente publicada na página do grupo ativista Progressive Politics NI, que posteriormente excluiu o conteúdo. A publicação original mostrava o homem ladeado por outras pessoas trajando símbolos associados a causas LGBTQIA+, incluindo uma mulher envolta em uma bandeira transgênero e outra com uma auréola de arco-íris e asas vermelhas.

O escritor Adam James Pollock, natural da Irlanda do Norte, criticou a cena em seu perfil na rede social X: “A Parada do Orgulho Gay de Belfast neste fim de semana contou com um indivíduo vestido de Jesus, com direito a uma coroa de espinhos falsa, dançando pela rua e cumprimentando seus apoiadores com high-fives. Estou incrivelmente cansado dessa bobagem e farto de como os ataques ao cristianismo são corriqueiros”.

O partido conservador Traditional Unionist Voice (TUV) também se posicionou publicamente sobre o caso. Ann McClure, porta-voz de igualdade da legenda, classificou a performance como “profundamente ofensiva” e questionou o que chamou de tratamento desigual em relação às religiões:

“Não só vimos os exemplos habituais de blackface do século XXI, com paródias grotescas de feminilidade em desfile e demonstrações abertamente sexuais, mas também havia alguém vestido como Jesus Cristo — com uma coroa de espinhos de mentira — dançando pela rua e cumprimentando as pessoas na calçada. Isso é extremamente ofensivo aos cristãos e não seria tolerado se fosse direcionado a outras religiões. O Belfast Pride gosta de se retratar como ousado e antissistema, mas não haveria como zombar de Maomé dessa forma. O cristianismo, por outro lado, é considerado um alvo fácil”.

A crítica se estendeu também ao apoio institucional que a Parada teria recebido de órgãos públicos. Segundo o site oficial do Belfast Pride, o evento conta com apoio do Conselho Municipal de Belfast e da Agência de Saúde Pública da Irlanda do Norte. A TUV declarou que pretende questionar a legalidade da participação de tais entidades, à luz da Seção 75 da Lei da Irlanda do Norte de 1998, que exige que autoridades públicas promovam boas relações entre pessoas de diferentes religiões e crenças.

“A TUV desafiará os órgãos do setor público que usaram dinheiro dos contribuintes para comprar um lugar no desfile, perguntando como a participação foi compatível tanto com suas obrigações da Seção 75 para pessoas de diferentes crenças religiosas quanto com a exigência de um local de trabalho apolítico”, afirmou McClure. Ela acrescentou que havia agentes do governo acompanhando o desfile e questionou por que o ato não foi impedido: “A Belfast Pride não pode se esquivar deste ataque ao cristianismo. Havia agentes federais presentes ao longo da rota, e mesmo assim este indivíduo foi autorizado a prosseguir”.

A Parada LGBT de Belfast foi fundada em 1991 e é organizada anualmente pela Belfast Pride. Segundo os organizadores, trata-se do “maior evento do ano para pessoas LGBTQIA+ de Belfast”. Em nota oficial, a organização definiu o evento como “um protesto e uma celebração, um apelo à igualdade, uma posição de solidariedade e uma celebração das vidas das pessoas LGBTQIA+ em Belfast e além”.

A união civil entre pessoas do mesmo sexo foi legalizada na Irlanda do Norte em janeiro de 2020, após uma alteração promovida pelo Parlamento do Reino Unido. A medida colocou a província em conformidade com o restante do Reino Unido, onde a união LGBT já era legal na Inglaterra, Escócia e País de Gales desde 2014, de acordo com o The Christian Post.

The Belfast Pride parade this weekend featured an individual dressed as Jesus, complete with a mock crown of thorns, dancing down the street and giving high-fives to supporters.

I am so incredibly tired of this nonsense, and so sick of how normal attacks on Christianity are. pic.twitter.com/Lmf0shcTmB

— Adam James Pollock (@aIIegoricaI) July 27, 2025

Trump encerra maior clínica de 'mudança de sexo' em jovens trans

O Hospital Infantil de Los Angeles (CHLA) encerrou suas atividades no Centro de Saúde e Desenvolvimento para jovens trans, conforme comunicado enviado a pacientes em junho, após ordem executiva assinada pelo presidente americano Donald Trump.

A clínica, uma das maiores referências em atendimento pediátrico para “jovens trans” nos EUA, oferecia bloqueadores de puberdade, hormonioterapia e cirurgias através de seguros públicos.

A decisão segue a Ordem Executiva 14187 assinada pelo presidente Donald Trump em 28 de janeiro de 2025, intitulada “Protegendo Crianças contra Mutilações Químicas e Cirúrgicas”.

O documento proíbe financiamento federal para tratamentos de afirmação de gênero em menores de 19 anos, afetando hospitais que dependiam de verbas como Medicaid e Medicare.

Investigações

Em 9 de julho, a procuradora-geral Pam Bondi anunciou que o Departamento de Justiça emitiu intimações para acessar registros médicos de mais de 20 clínicas e profissionais. “Organizações que mutilaram crianças a serviço de uma ideologia distorcida serão responsabilizadas”, declarou Bondi em coletiva.

Três outros centros anunciaram redução de serviços:

  • Medicina da Universidade de Chicago

  • Hospital Nacional Infantil (Washington D.C.)

  • Hospital Infantil do Condado de Orange

    Essas instituições juntam-se a Stanford e Pittsburgh, que já haviam limitado atendimentos anteriormente.

Situação das famílias:

Los Angeles Times relatou preocupação entre pais sobre possível criminalização por buscarem tratamentos. Chad Mizelle, chefe de gabinete do Departamento de Justiça, afirmou em workshop da FTC:

“Usamos leis existentes sobre mutilação genital para proteger crianças”, acrescentando que “todas as ferramentas do Departamento estão sendo mobilizadas”.

Segundo o mesmo jornal, dezenas de hospitais californianos mantêm serviços de afirmação de gênero com financiamento estadual e privado. A Califórnia continua sendo um dos 15 estados que permitem terapias hormonais para menores jovens trans com consentimento parental.

A ordem executiva federal mantém exceções para tratamentos de condições como puberdade precoce e câncer, mas proíbe expressamente intervenções relacionadas à disforia de gênero em pacientes pediátricos. Com: Los Angeles Times.

Tentativas de Lula de humilhar Trump impedem diálogo, diz CNN


A oportunidade do governo brasileiro dialogar com o presidente dos Estados Unidos a respeito das tarifas que entrarão em vigor na próxima sexta-feira, 01 de agosto, não existe mais. A avaliação foi feita por um analista que consultou fontes que atuam noas bastidores políticos de Washington, DC.

Senadores brasileiros foram à capital dos EUA para tentar um canal de diálogo com o presidente Donald Trump ou, pelo menos, com o secretário de Estado, Marco Rubio, e não obtiveram sucesso. A CNN repercutiu o fracasso da missão dos senadores com a análise de Lourival Sant’anna, correspondente da emissora em Washington.

Segundo Sant’anna, há aversão do governo americano contra Lula e sua equipe: “Marco Rubio adquiriu uma verdadeira ojeriza pelo governo Lula. Esse é um foco bastante importante, e neste momento não adianta tentar uma conversa entre o Lula e o Trump, ou entre o chanceler brasileiro e o secretário de estado americano”, disse o analista.

A tentativa de diálogo dos senadores foi tardia, segundo Sant’anna: “Realmente há uma animosidade muito grande neste momento. Essa oportunidade já passou e estou fazendo aqui uma análise, nenhum tipo de juízo de valor sobre se está certo ou está errado. Estou dizendo: essa oportunidade já foi perdida um tempo atrás com os discursos do presidente Lula, em que foi levado para o presidente Trump, como sendo tentativas do Lula de humilhar o Trump”, afirmou, referindo às oportunidades em que Lula fez discursos ofendendo o presidente dos EUA.

“Isso, inclusive, foi comunicado hoje aos senadores brasileiros. Foi explicado isso para os senadores brasileiros, que a situação política é realmente muito ruim e que agora o que tem de mais factível neste momento mesmo é tentar obter algumas exceções para alguns setores brasileiros e tentar separar a parte comercial da parte política, porque a parte política realmente é algo que parece inevitável do ponto de vista da escalada”, acrescentou o analista.

Mais sanções

O governo Trump vem observando as reações dos governantes brasileiros diante do cenário e estuda impor outras sanções, chegando ao limite de romper as relações diplomáticas com o Brasil, algo impensável anos atrás:

“Eu já tinha trazido essa apuração antes, eu confirmei hoje que há realmente um plano já desenhado de uma escalada que pode culminar realmente na suspensão das relações diplomáticas, na volta da embaixadora brasileira”, frisou Sant’anna.

Em Washington, a impressão do governo Trump é que o governo Lula não dá importância para essa possibilidade: “A sensação das pessoas aqui em Washington é de que o governo brasileiro também não se importa muito, nem a embaixadora, nem outros eventuais atores do ponto de vista do Poder Executivo não demonstraram grande empenho também e grande preocupação com isso”, concluiu.

Em pleno Tribunal, mãe surpreende ao perdoar assassino da filha

Cara Kernodle, mãe de Xana Kernodle (uma das quatro estudantes assassinadas na Universidade de Idaho em 13 de novembro de 2022), proferiu uma declaração surpreendente durante audiência de sentença de Bryan Kohberger, 30 anos, assassino da sua filha, ao decidir lhe perdoar pelo ocorrido.

Bryan Kohberger, ex-estudante de doutorado em justiça criminal, foi condenado pelo massacre no local após confissão em acordo penal.

Dirigindo-se diretamente ao réu, Kernodle declarou: “Minha filha era linda por dentro e por fora. Tinha uma luz tão forte que viverá para sempre em nossos corações. Trazia alegria e risos a todos ao seu redor”.

A mãe acrescentou, ao tomar sua decisão: “Nosso Senhor Jesus Cristo agora a segura em Seus braços amorosos no céu, onde jamais será ferida”. Kernodle revelou ter conhecido a fé cristã através de Xana e creditou à conversão a força para perdoar o assassino:

“É Cristo em mim que me deu forças para perdoá-lo. Não foi por meu próprio poder”.

Em entrevista anterior à CBN News (29 de outubro de 2025), Kernodle havia relatado sua luta contra vícios antes e após a morte da filha. No tribunal, contrastou: “Jesus me deu alegria, esperança e paz”.

Seu perdão incluiu ainda a ausência de arrependimento do réu: “Não o temo nem lhe dou espaço em meus pensamentos. Este perdão me libertou do mal que você infligiu”.

Kernodle encerrou citando Efésios 6 sobre a “armadura de Deus” e fez apelo espiritual:

“Oro para que, antes do fim desta vida, você peça ao Senhor que entre em seu coração e o perdoe”.

Kohberger recebeu quatro sentenças de prisão perpétua sem possibilidade de condicional. O caso mobilizou o estado de Idaho por três anos, com investigações envolvendo mais de 200 agentes e 19.000 horas de trabalho.