Paquistão investigará abusos da lei de blasfêmia contra cristãos

O Tribunal Superior de Islamabad solicitou que o governo do Paquistão crie uma comissão especial para investigar o uso indevido da lei de blasfêmia, diante do aumento significativo de denúncias envolvendo cristãos acusados injustamente. A medida foi motivada por relatos de prisões arbitrárias e longos períodos de detenção de pessoas inocentes, muitas vezes sem acesso a defesa legal adequada.

Casos como o de Adil Babar e Simon Nadeem ilustram a situação. Ambos foram presos ainda adolescentes sob acusação de blasfêmia e permaneceram detidos por dois anos até serem absolvidos. Outros, como Asif Pervaiz, continuam encarcerados. Ele está preso há 12 anos e foi condenado à morte em 2020, segundo registros judiciais.

O advogado Khalil Tahir Sandhu, que atua na defesa de cristãos acusados com base na legislação, afirma que muitos são libertos após anos de prisão sem receber qualquer tipo de compensação do Estado. “Justiça atrasada significa justiça negada”, declarou o jurista, que também criticou a ausência de responsabilização dos denunciantes.

Relatório publicado pela organização Human Rights Watch aponta que a lei é frequentemente utilizada como instrumento de perseguição religiosa ou vingança pessoal, inclusive com motivações econômicas. O documento destaca que as vítimas costumam ser pessoas em situação de pobreza e sem acesso a representação jurídica.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos também divulgou uma investigação que identificou a atuação de um grupo criminoso especializado em extorquir famílias cristãs por meio de falsas acusações. De acordo com o levantamento, mais de 450 inocentes foram atingidos pela prática.

Diante das denúncias e das evidências reunidas por organizações e advogados, o Tribunal Superior encaminhou um pedido formal ao governo paquistanês para que apresente uma resposta oficial e adote providências diante das irregularidades. Até o momento, não houve pronunciamento das autoridades federais, de acordo com informações do Vatican News.

Flordelis já reduziu quase seis meses de sua condenação

A ex-deputada federal Flordelis teve 177 dias descontados de sua pena após participar de atividades educacionais na prisão onde está custodiada desde 2021. A decisão foi assinada no fim de julho por um juiz da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, com base em dispositivos da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), que prevê benefícios para detentos que se dedicam à leitura e à educação formal.

Condenada a 50 anos e 28 dias de prisão pelo homicídio do marido, o pastor Anderson do Carmo, crime ocorrido em 16 de junho de 2019, Flordelis teve parte da pena remida ao comprovar a leitura de nove obras literárias e à conclusão de etapas escolares.

Entre os títulos lidos estão clássicos nacionais e internacionais como Dom Casmurro, de Machado de Assis, O Diário de Anne Frank, de Anne Frank, e O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Cada obra lida foi acompanhada de uma resenha avaliada e aprovada pela direção do presídio.

Além da leitura, a ex-parlamentar concluiu o ensino fundamental e foi aprovada no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), fator que também contribuiu para o abatimento da pena. A legislação permite que cada livro lido, com resenha validada, reduza até quatro dias da pena, dentro de um limite anual. Já a conclusão de etapas escolares também garante remição proporcional, conforme previsto em normas do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo a defesa, Flordelis “está apenas exercendo um direito legal”, e o objetivo é cumprir os requisitos para tentar a progressão de regime a partir de 2040. A pena imposta em sentença condenatória prevê o fim do cumprimento em 2052.

A utilização da educação como instrumento de ressocialização é respaldada pelo artigo 126 da Lei de Execução Penal. A norma estabelece que a remição da pena por estudo pode ser concedida em caso de aproveitamento em cursos do ensino básico, médio, superior ou de requalificação profissional.

A leitura e as atividades escolares realizadas por Flordelis ocorreram no Instituto Penal Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro, unidade voltada ao encarceramento feminino, de acordo com informações do Metrópoles.

A lista dos livros lidos e as notas atribuídas às resenhas são as seguintes:

  • O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry – nota: 7

  • O Diário de Anne Frank, de Anne Frank – nota: 8

  • A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak – nota: 8,5

  • A Voz Submersa, de Salim Miguel – nota: 6

  • O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne – nota: 6,5

  • Dom Casmurro, de Machado de Assis – nota: 8

  • A Pedra Esculpida, de Guillaume Prévost – nota: 7,5

  • Senhora, de José de Alencar – nota: 9

  • Inocência, de Alfredo de Taunay – nota: 7

A repercussão do caso de Flordelis, que antes de sua prisão atuava como cantora gospel e pastora neopentecostal, continua mobilizando a opinião pública. Conforme a legislação vigente, o acesso à educação e à leitura dentro das unidades prisionais é parte das medidas de reintegração social previstas pelo Estado.

Nicodemus comenta sobre aumento dos que se dizem sem religião

Uma matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo em junho deste ano revelou dados preocupantes sobre o cenário religioso brasileiro, precisamente sobre os que se declaram “sem religião“, algo comentado pelo reverendo Augustus Nicodemus Lopes, ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Os dados apontaram que os que se declaram “sem religião” representam, agora, 9,3% da população brasileira, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2022. Este segmento representava 7,9% em 2010.

O que para alguns pode parecer pouco, na verdade, constitui uma tendência alarmante para um país como o Brasil, onde os dados contrastam com o crescimento do número de igrejas consideradas evangélicas.

Isto, para Nicodemus, tem uma explicação: a quantidade de igrejas não reflete, necessariamente, a pregação genuína do Evangelho de Jesus Cristo. Por meio das redes sociais, o doutor em Teologia comentou pontualmente o seguinte:

“O crescimento dos ‘sem religião’ revela não apenas secularização, mas o fracasso das igrejas em pregar o verdadeiro evangelho. Onde há show, promessas de prosperidade e moralismo raso, haverá desilusão. Falta cruz. Falta Cristo.”

Em outros termos, para o teólogo e autor, quem se declara não pertencer a uma instituição religiosa específica (o que não se confunde com ateísmo ou agnosticismo, que são diferentes), não necessariamente deseja ficar de “fora” de um grupo identitário de crenças.

“Espiritualidade alternativa”

Jenn Nizza, ex-médium convertida a Jesus Cristo, recentemente fez um alerta que parece corroborar com a visão do reverendo Nicodemus. Ao entrevistar o evangelista Don Veinot, presidente da organização cristã Midwest Christian Outreach, que foca no alcance de satanistas e ocultistas, ela confirmou o que o colega tem visto em suas ações.

Veinot disse que muitos adeptos do ocultismo abandonaram o cristianismo por não terem encontrado respostas claras o suficiente para os seus questionamentos. Isto, na prática, seria a falta da pregação do “verdadeiro evangelho” destacado por Nicodemus.

“Estamos na era do reencantamento. Se a Igreja não acordar, o futuro será de espiritualidade alternativa, não de ateísmo”, disse o evangelista, no que Nizza endossou: “É uma mentira ancestral que engana multidões”. Veja também:

Datafolha diz que jovens ‘sem religião’ superam católicos e evangélicos em SP e RJ

Assine o Canal

Juliano Cazarré fará personagem evangélico em novela da Globo

O ator Juliano Cazarré dará vida a um personagem evangélico na próxima novela das 21h da TV Globo, intitulada Três Graças. A obra, escrita por Aguinaldo Silva, tem estreia prevista para outubro e contará com 179 capítulos. A trama substituirá o remake de Vale Tudo na grade da emissora.

Na produção, Cazarré interpretará Jorginho, um presidiário que se converte ao cristianismo após ser impactado pelas pregações de um pastor evangélico na prisão. Após a conversão, o personagem passa a frequentar os cultos liderados por pastor Albérico, interpretado pelo ator Enrique Diaz.

Jorginho é pai de Joélly, uma das protagonistas da novela, vivida por Alana Cabral. A jovem é fruto de um relacionamento anterior do personagem com Gerluce, papel da atriz Sophie Charlotte. Joélly é amiga de Kellen Cristina (Luiza Rosa), filha do pastor Albérico e também evangélica.

O elenco conta ainda com Dira Paes — uma das protagonistas da trama — além de nomes como Grazi Massafera, Rômulo Estrela, Arlete Salles, Andréia Horta, Marcos Palmeira e Miguel Falabella.

Juliano Cazarré é católico

Católico praticante, Juliano Cazarré tem declarado que sua fé influencia diretamente nas escolhas profissionais. Em entrevista concedida em 2023, o ator revelou que passou a ser mais criterioso na seleção de papéis, priorizando personagens com menor carga de apelo sexual.

“Hoje em dia, há coisas que já não quero fazer e que fiz no passado”, afirmou. “Recentemente, recusei um trabalho para um filme após ver o roteiro, que tinha uma abordagem pesada e sensualidade”.

O artista destacou que tem buscado discernimento espiritual antes de aceitar convites. “Rezo muito e peço a Deus: ‘Deus, me traz esses trabalhos que possam ser bons para ti, para mim e para todos’”. Segundo ele, isso tem resultado em personagens mais leves, voltados para relações românticas em que “a sensualidade não é o foco principal”.

Nos últimos anos, Cazarré tem utilizado suas redes sociais para expressar sua fé de forma pública. Em seu perfil no Instagram, realiza transmissões ao vivo rezando o terço mariano com os seguidores. Ele também costuma incentivar os internautas a frequentarem a igreja e a estudarem mais profundamente o catolicismo.

Em 2023, lançou a série documental Brasil de Todos os Santos, pela plataforma de streaming católica Lumine. A produção acompanha o ator em uma jornada para responder à pergunta: “Onde estão os santos brasileiros?”. No episódio de estreia, ele afirma: “Todo mundo é chamado para viver em amizade com Cristo. Todo mundo é chamado para ser santo”.

A conversão de Juliano Cazarré ocorreu há cerca de seis anos, quando foi convidado para interpretar Jesus no espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco. Antes descrente, o ator relatou que esse convite foi o ponto de partida para sua transformação pessoal. Desde então, passou a ser uma das figuras públicas do meio artístico a falar abertamente sobre espiritualidade e religiosidade, sendo também identificado por colegas como um artista de perfil conservador.

Pastor que vivia nos EUA com visto vencido pode ser deportado

O Departamento de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) prendeu, em 22 de julho, o pastor Daniel Fuentes Espinal, de 54 anos, por permanecer no país após o vencimento de seu visto de visitante. Espinal, cidadão hondurenho, vivia há 24 anos em Maryland, onde liderava a Igreja do Nazareno Jesus Te Ama, em Easton.

Ele foi inicialmente detido em Salisbury, depois transferido para Baltimore e, posteriormente, para um centro de detenção federal no estado da Louisiana, onde aguarda uma audiência de imigração.

Segundo o ICE, Espinal entrou legalmente nos EUA com um visto de seis meses em 2001, mas nunca deixou o país. “É um crime federal ultrapassar o período de tempo autorizado concedido pelo visto de visitante”, declarou um porta-voz da agência.

Espinal foi abordado por agentes do ICE quando retornava de uma loja de materiais de construção e de um restaurante McDonald’s. De acordo com sua filha, Clarissa Fuentes Diaz, ele não compreendeu de imediato o motivo da abordagem. “Ele disse que os policiais foram gentis com ele”, afirmou à rede CNN.

Ainda conforme a família, Espinal não possui antecedentes criminais nem ordens anteriores de deportação. Ele enfrenta problemas cardíacos e estomacais e começou a receber a medicação adequada apenas após ser transferido para Louisiana. Durante sua detenção no escritório do ICE em Baltimore, ele dormiu sobre um banco de concreto, o que lhe causou dores articulares devido à febre e à falta de descanso.

Apesar das condições, a família relata que o pastor tem continuado a ministrar às pessoas ao seu redor, inclusive a agentes do ICE. “Ele está muito melhor do que em Baltimore. A enfermeira na Louisiana iria fornecer a medicação hoje”, disse sua filha ao jornal The Baltimore Banner.

Espinal é casado e tem três filhos, o mais novo com 18 anos. Sua esposa, segundo a filha, tem sofrido intensamente desde a prisão, sem conseguir comer ou dormir, preocupada com o bem-estar do marido. A comunidade local, onde o pastor atuava desde 2010 e liderava cultos desde 2015, também sente o impacto. Sandra Perez, membro da igreja, afirmou: “Ele não é um criminoso. Seu trabalho como pessoa, pai e pastor é necessário para a congregação”.

Uma campanha no site GoFundMe, criada para apoiar a família, arrecadou mais de US$ 29 mil até 27 de julho. A descrição da campanha destaca Espinal como “um pilar querido da nossa comunidade” e afirma que sua prisão “devastou sua família e traumatizou uma comunidade que depende tanto dele”.

A filha de Espinal informou ainda que estava no processo de se tornar patrocinadora legal do pai para obtenção do green card e que aguardava a entrevista com as autoridades migratórias quando a prisão ocorreu. Mais de uma dúzia de cartas de apoio foram enviadas por membros da comunidade à Justiça como parte do processo de defesa.

O caso do pastor ocorre em um contexto de aumento nas detenções de imigrantes nos Estados Unidos, reflexo da intensificação das ações de deportação prometidas pelo presidente Donald Trump em sua campanha. Organizações cristãs alertam que a política de deportações em massa pode impactar diretamente as igrejas do país, especialmente aquelas com presença significativa de imigrantes.

Outros casos

Em abril, uma coalizão composta pela Associação Nacional de Evangélicos e o Departamento de Serviços de Refugiados e Migração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA estimou que 80% dos cerca de 10 milhões de imigrantes ilegais que correm risco de deportação são cristãos.

Casos semelhantes ao de Espinal têm ocorrido em diferentes estados. Em abril, Maurilio Ambrocio, pastor evangélico que liderava uma igreja na Flórida e cumpria há mais de dez anos uma suspensão de deportação, foi preso e deportado para a Guatemala após duas décadas nos EUA. Em junho, em Los Angeles, um pastor iraniano relatou a prisão de cinco membros de sua congregação por agentes federais, incluindo um casal que buscava asilo. O Departamento de Segurança Interna confirmou as detenções e afirmou que os dois cidadãos iranianos estavam “ilegalmente presentes nos EUA” e eram considerados “objetos de interesse da segurança nacional”.

O caso de Daniel Espinal segue em trâmite, com expectativa de audiência de imigração nas próximas semanas. Sua defesa trabalha atualmente na tentativa de garantir liberdade sob fiança enquanto o processo é analisado, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Qual é o modelo de paternidade segundo a Bíblia? Veja exemplos

Nas últimas décadas, a compreensão sobre o papel do pai dentro da família tem passado por transformações significativas. O modelo tradicional, que associava a paternidade quase exclusivamente ao sustento financeiro e à autoridade disciplinar, vem sendo questionado e ressignificado.

Em seu lugar, emerge uma visão mais ampla, que reconhece a importância da presença paterna na formação emocional, espiritual e social dos filhos.

A figura do pai é hoje considerada peça central na construção do caráter infantil. Nesse processo, a referência bíblica de Deus como Pai oferece um modelo não apenas simbólico, mas profundamente prático. A Bíblia apresenta um Pai que se envolve, orienta, corrige com justiça e ama incondicionalmente — traços que definem uma missão que vai além do vínculo biológico e se estabelece como um chamado espiritual.

Paternidade segundo as Escrituras

Ao longo das Escrituras, a imagem de Deus como Pai aparece de forma recorrente e significativa. Em passagens como Salmos 103:13 — “Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece dos que o temem” — é revelado um modelo de cuidado e compaixão. A figura paterna, nesse sentido, não é meramente funcional, mas relacional, refletindo atributos como justiça, misericórdia, direção e amor constante.

Essa perspectiva é também formativa. Em Gálatas 5:22-23, o apóstolo Paulo apresenta o fruto do Espírito — formado por virtudes como paciência, bondade e domínio próprio — característica fundamental na vida cristã. Esses mesmos valores se aplicam à vivência familiar, moldando a maneira como o pai influencia o desenvolvimento integral dos filhos.

Cris Poli, escritora e pedagoga, reforça essa conexão entre fé e prática. “Os pais são os primeiros e mais importantes modelos de comportamento para os filhos”, afirma. Para ela, viver os valores cristãos no cotidiano é mais eficaz do que apenas verbalizá-los. A coerência entre fé e ação fortalece o vínculo e gera segurança nos filhos.

Presença paterna é estruturante

A psicologia contemporânea tem corroborado princípios que as Escrituras já anunciavam há séculos. A teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby, destaca a importância de vínculos seguros na primeira infância. Pais presentes emocionalmente contribuem para a formação de adultos mais confiantes, resilientes e equilibrados.

Um estudo publicado em 2016 no Journal of Family Psychology, pela Universidade de Maryland, reuniu dados de mais de 10 mil participantes. A pesquisa concluiu que a participação ativa do pai na vida dos filhos está associada a maior autoestima, melhor desempenho escolar e menor propensão a comportamentos destrutivos.

Angel Higuera, professor da Escola do Futuro Brasil (EDF) e pai de três filhos, compartilha sua experiência. “Faço questão de trocar fraldas, colocar para dormir, brincar e dizer que os amo todos os dias, algo que só ouvi do meu pai já adulto”, relatou. Para ele, a presença afetiva supera a simples convivência física.

No entanto, Higuera alerta para um fenômeno recorrente entre pais cristãos: a ausência justificada. “Muitos se sentem esgotados e acabam terceirizando a educação. Substituem a presença por presentes e telas. Trabalham mais para dar mais, mas percebem tarde demais que estão oferecendo de menos”, observou.

Autoridade com amor

A paternidade também envolve responsabilidade na formação ética dos filhos. Para o ex-goleiro do Palmeiras, Eliton Deola, pai de uma adolescente, esse papel é insubstituível. “A escola ensina, mas é o pai quem molda. Quando ele se ausenta, a criança busca referências em outras fontes, às vezes perigosas. Um pai presente é um porto seguro”, afirmou, de acordo com a revista Comunhão.

Deola cresceu longe do pai, mas reconhece a influência dessa figura em sua trajetória. O vínculo construído, mesmo à distância, foi determinante em momentos de pressão e na tomada de decisões importantes. Esse exemplo revela que, mesmo quando não é possível estar fisicamente presente em tempo integral, o envolvimento e a intencionalidade fazem diferença.

Cris Poli complementa: “A coerência entre discurso e prática é fundamental na educação dos filhos”. Segundo a pedagoga, crianças aprendem mais pelo exemplo do que pela instrução verbal. Pais que vivem os valores que ensinam promovem um ambiente de segurança, respeito e direção.

Discipulado silencioso

Para além dos aspectos emocionais e pedagógicos, a paternidade cristã carrega uma dimensão espiritual profunda. Ser pai é também um processo de discipulado, tanto na vida dos filhos quanto na vida do próprio pai. Ao buscar refletir o caráter do Pai Celestial, o homem cristão é desafiado a crescer em fé, humildade e maturidade.

Essa formação ocorre nos gestos simples do dia a dia — ao ensinar com paciência, corrigir com firmeza e amar com constância. Não se trata apenas de transmitir conhecimento ou impor condutas, mas de moldar corações, conduzindo os filhos ao conhecimento de Deus.

O legado de um pai ultrapassa os anos da infância. Suas ações e palavras ecoam na vida adulta dos filhos, influenciando sua percepção de autoridade, de afeto e da própria figura divina. Quando um pai exerce seu papel com verdade e amor, ele contribui para que os filhos também vejam em Deus um Pai próximo, justo e fiel.

Chamado irreversível

A paternidade, como retratada nas Escrituras e confirmada pela ciência, é uma missão de longo prazo. Seu impacto transcende o tempo e alcança dimensões espirituais e sociais. Longe de ser apenas um provedor ou disciplinador, o pai é chamado a ser guia, referência e exemplo de fé viva.

Essa transformação no entendimento do papel paterno não é apenas necessária, mas urgente. Homens que assumem sua vocação como pais, à luz do caráter de Deus, ajudam a formar filhos mais seguros, lares mais saudáveis e uma geração mais consciente do amor e da verdade.

Seja no silêncio das orações, no tempo dedicado ou nas decisões firmes tomadas com amor, o pai deixa um legado. E esse legado permanece.

Após ser batizada em segredo na Ásia, estéril testemunha gravidez

Naima, nome fictício adotado por razões de segurança, vive em um país da Ásia Central onde a maioria da população é muçulmana. Ela se converteu ao cristianismo e foi batizada secretamente em abril, após enfrentar perseguição religiosa e dificuldades pessoais, incluindo um histórico de infertilidade.

Duas semanas após o batismo, ela testemunhou o que considera um milagre: descobriu que estava grávida, após mais de dois anos de tentativas frustradas.

A história foi relatada pela organização cristã Portas Abertas, com sede no Reino Unido, que acompanha casos de cristãos perseguidos em todo o mundo. De acordo com a missão, Naima mantinha sua fé em sigilo, frequentando uma igreja doméstica que a apoiou em sua decisão de seguir Jesus. “Foi um momento significativo, ela não podia fazê-lo abertamente, devido aos perigos de represálias de sua comunidade, mas ela se uniu à celebração com sua igreja local”, informou a entidade.

Na cultura de sua região, a infertilidade feminina é vista como motivo de vergonha. Naima relatou que sofria rejeição dentro da própria família: “Meu marido e eu tentávamos ter filhos há mais de dois anos. Fizemos muitos exames, mas nada adiantou. Foi doloroso. Eu me sentia envergonhada e indigna. Tanto minha família quanto meus sogros me tratavam com desrespeito”, afirmou.

O contexto social torna a pressão para gerar filhos ainda mais intensa. Conforme informações da Missão Portas Abertas, em algumas comunidades da Ásia Central, é considerado socialmente aceitável que um homem abandone a esposa caso ela não possa ter filhos. Apesar dessas pressões, Naima permaneceu firme em sua fé recém-descoberta e compartilhou com sua comunidade cristã seu desejo de ser batizada e de constituir uma família.

“Meu marido é muçulmano, mas há um ano me tornei seguidora de Jesus. Na minha igreja secreta, compartilhei meu desejo de ser batizada. Também continuei a orar fervorosamente para engravidar”, relatou. Em abril, mesmo com os riscos de retaliações, Naima foi batizada em uma cerimônia restrita. “Apesar de tudo, foi um momento de pura alegria”, declarou.

Duas semanas após o batismo, Naima recebeu a notícia de sua gravidez: “Eu não conseguia acreditar. Fiz vários exames e fui ao médico para ter certeza, e era verdade!”, contou. Ela classificou o acontecimento como um milagre e afirmou que sua vida mudou profundamente desde então. “Minha fé se fortaleceu, e todos ao meu redor viram como Jesus me sustentou. Louvado seja o Senhor”, concluiu.

A história de Naima é mais um exemplo dos desafios enfrentados por cristãos ex-muçulmanos em países da Ásia Central, onde a conversão religiosa pode gerar represálias familiares, sociais e até legais. Mesmo sob risco, muitos continuam firmes na fé e testemunham mudanças que atribuem à ação de Deus em suas vidas.

Pastor Jorge Linhares participará da manifestação dia 03 de agosto

O pastor Jorge Linhares, presidente do Conselho de Pastores e Ministros do Evangelho de Minas Gerais (CPEMG), confirmou presença na manifestação agendada para 3 de agosto, às 10h, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. A entidade representa mais de 15 mil lideranças evangélicas no estado.

Linhares é conhecido nacionalmente por sua atuação pastoral e por declarações públicas em defesa da fé cristã, da família e da liberdade religiosa. É autor de livros como Bênção e Maldição, Família: Meu Maior Patrimônio e Restaurando as Raízes da Família, títulos que alcançaram ampla circulação no meio evangélico.

Uma de suas frases mais conhecidas — “Menino é menino, menina é menina. Meu Deus não erra” — tem sido usada por apoiadores como expressão de oposição à ideologia de gênero.

Ao seu lado estará a pastora Daniela Linhares, sua filha e vice-presidente da Igreja Batista Getsêmani, que também tem se destacado como liderança entre cristãos de perfil conservador. Daniela participa ativamente de mobilizações públicas em defesa de pautas ligadas à cosmovisão cristã de direita.

Ambos lideraram, em ocasiões anteriores, manifestações com ampla repercussão, como o ato realizado na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. Na ocasião, participaram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a senadora Damares Alves e diversas lideranças políticas ligadas ao campo conservador.

A manifestação do dia 3 ocorre em meio a um cenário de mobilização crescente por parte de lideranças religiosas e políticas em defesa de pautas relacionadas à liberdade de expressão, valores familiares e liberdade de culto. Até o momento, não há confirmação oficial da participação de figuras do Legislativo federal no evento.

Pastor vai a evento de bruxos há anos para evangelizar satanistas

Don Veinot, presidente da organização cristã Midwest Christian Outreach, relatou em entrevista ao podcast “Ex Psychic Saved” sua atuação evangelística na Paganicon – convenção anual que reúne satanistas, bruxos, druidas e espiritualistas alternativos.

Com uma equipe treinada, Veinot frequenta o evento há oito anos para estabelecer diálogo respeitoso: “Vamos para a casa deles. Precisamos ser respeitosos ao compartilhar o Evangelho”, afirmou ao programa conduzido por Jenn Nizza, ex-médium convertida ao cristianismo.

Como tudo acontece?

Criado por pai ateu e mãe praticante de astrologia, Veinot converteu-se após leituras indicadas por sua esposa, Joy. A dupla iniciou o ministério com fitas de áudio e linhas de apoio, evoluindo para a abordagem presencial em espaços com a presença de satanistas e bruxos.

Seu método prioriza perguntas e humildade: “As pessoas não se sentem atacadas assim. Mas exige preparo – não é para todos os cristãos”, destacou.

Dados apresentados indicam que 80% dos participantes da Paganicon têm histórico cristão. “Frequentavam igrejas legalistas, não tinham respostas para dúvidas espirituais e eram repreendidos por questionar”, analisou Veinot, vinculando o crescimento neopagão ao declínio das comunidades cristãs tradicionais.

Cenário cultural e críticas:

Veinot e Nizza discutiram a ascensão do “feminino divino” e do neopaganismo na cultura ocidental: “Estamos na era do reencantamento. Se a Igreja não acordar, o futuro será de espiritualidade alternativa, não de ateísmo”, alertou o evangelista. Nizza complementou: “É uma mentira ancestral que engana multidões”.

Entre histórias marcantes, Veinot citou um ex-satanista que tentou amaldiçoá-lo: “Ele voltou dizendo: ‘Lancei feitiços contra você, mas me tornei cristão. Seu comportamento me impactou’”.

A abordagem aos satanistas e bruxos, segundo o ministro, baseia-se em amor e paciência – princípio endossado por Nizza: “São pessoas perdidas, como nós já fomos”.

A organização mantém foco no discipulado pós-conversão: “Novos convertidos precisam crescer na fé e entender as Escrituras”, reforçou Veinot, cujo trabalho ilustra uma vertente evangélica que opta pelo engajamento em ambientes secularmente evitados. Com informações: The Christian Post.

Dívida com bets: homem admite ter matado a própria mãe

A Justiça de Minas Gerais decretou, no domingo, 27 de julho, a prisão preventiva de Matteos França Campos, suspeito de assassinar a mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim, de 56 anos, em Belo Horizonte. O crime foi cometido em 18 de julho. O suspeito foi preso na sexta-feira, 25, conforme informou a Polícia Civil do estado.

A decisão foi proferida pela juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira Pinto, que “decretou a prisão preventiva do réu”, conforme comunicado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio de nota. O processo tramita sob sigilo. A defesa de Matteos França Campos foi procurada pela imprensa, mas não respondeu às ligações e mensagens enviadas.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o acusado confessou ter matado a mãe por esganadura durante uma discussão. A motivação estaria relacionada a dívida com bets (apostas online) contraídas por Campos e empréstimos consignados.

Após o homicídio, ele teria ocultado o corpo da vítima sob um viaduto em Vespasiano, município da região metropolitana de Belo Horizonte. O corpo da professora foi encontrado dois dias depois, em 20 de julho.

Segundo os relatos colhidos pelos investigadores, após cometer o crime, Matteos Campos viajou com amigos ainda na noite de sexta-feira. No sábado, 19, ele retornou à capital mineira alegando preocupação com a ausência de resposta da mãe às suas mensagens. Ambos residiam na mesma casa.

Em 22 de julho, data do sepultamento de Soraya, o investigado publicou uma homenagem à mãe em suas redes sociais. Ele foi preso na residência do pai. No momento da abordagem, confessou o crime, conforme relataram os agentes responsáveis pela prisão. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.

Matteos França Campos era servidor público desde 2021, atuando como assessor na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais. Após a prisão, ele foi exonerado. A demissão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial Eletrônico de Minas Gerais (DOE-MG) de 26 de julho.

As autoridades seguem investigando a real motivação do crime. Até o momento, não foi confirmada oficialmente a existência de problemas financeiros enfrentados por Campos. A polícia também analisa imagens de câmeras de segurança para complementar as apurações, conforme informado pela Agência Estado.

Vício em jogos pode estar ligado à motivação de homem que matou respeitado pastor

Assine o Canal