Jornal ataca cristãos que fizeram publicações de Natal nas redes

O tendencioso jornal The Washington Post passou a ser alvo de críticas após publicar um artigo e uma postagem na plataforma X que classificaram como “sectárias” mensagens de Natal divulgadas por integrantes do governo do presidente Donald Trump por mencionarem Jesus Cristo como Salvador.

Na sexta-feira, um dia após o Natal, a conta oficial do jornal no X publicou: “Autoridades do governo do presidente Trump publicaram mensagens abertamente sectárias para o Natal, como um dia para celebrar o nascimento de ‘nosso Salvador Jesus Cristo’. As mensagens divergiram drasticamente da tradição de mensagens seculares para as festas de fim de ano”.

O texto do Washington Post, assinado por Azi Paybarah, destacou duas mensagens de Natal publicadas em contas oficiais do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, nas quais apareciam as expressões “Cristo nasceu!” e “Somos abençoados por compartilhar uma nação e um Salvador”.

O artigo também mencionou publicações de outras autoridades, incluindo a secretária de Agricultura, Brooke Rollins, a secretária de Educação, Linda McMahon, a procuradora-geral adjunta do Departamento de Justiça, Harmeet K. Dhillon, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth. Na manhã de Natal, Hegseth escreveu: “Hoje celebramos o nascimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Que a Sua luz traga paz, esperança e alegria a você e sua família”.

Segundo o Washington Post, ao ser procurado para comentar a postagem de Hegseth, o secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, respondeu: “Feliz Natal a todos, até mesmo ao Washington Post, que publica notícias falsas!”.

No artigo, Paybarah afirmou que esse tipo de mensagem “divergia drasticamente” de comunicações mais seculares associadas a personagens como Papai Noel e renas, descritas como padrão em agências governamentais nos últimos anos. O texto também atribuiu as publicações a uma estratégia do governo para promover linguagem e pautas culturais ligadas ao eleitorado cristão evangélico do presidente.

A presidente e CEO da Americans United for Separation of Church and State, Rachel Laser, declarou que as mensagens representariam “mais um exemplo da retórica nacionalista cristã que o governo Trump vem disseminando desde o primeiro dia de seu mandato”.

A publicação do Washington Post gerou reações nas redes sociais, incluindo comentários de integrantes do governo e de nomes ligados a veículos e organizações conservadoras, que contestaram a caracterização das mensagens.

Mark Meador, comissário da Comissão Federal de Comércio, escreveu: “Imagine o quão infeliz uma pessoa precisa ser para escrever algo assim. Essas pessoas precisam de Jesus”.

Sebastian Gorka, assessor adjunto do presidente e conselheiro antiterrorismo, publicou: “Vocês realmente não odeiam a escória da mídia o suficiente”. Na mesma postagem, afirmou: “O Natal celebra o nascimento do nosso Salvador, o Filho de Deus”. Em outro trecho, Gorka declarou: “Nossa República foi fundada por homens de Deus, com base nos valores cristãos ocidentais. O Ocidente é a maior civilização que a humanidade já conheceu, pois preza pelos direitos concedidos por Deus”.

Sean Davis, cofundador do The Federalist, escreveu: “O ‘Cristo’ em Natal é um sinal bastante forte de que toda a base do feriado é cristã”. Ele acrescentou: “Na verdade, pode até ser um sinal de que o verdadeiro motivo da época é a celebração do nascimento de Jesus Cristo, a encarnação do Filho de Deus. Seus palhaços!”.

William Wolfe, diretor executivo do Center for Baptist Leadership, publicou: “O Natal não é um ‘feriado secular’. Por favor, veja o nome ‘Natal’”, ao comentar o termo “Christmas”, usado em inglês, e sua relação com o título “Cristo”.

O escritor Chad Felix Greene afirmou que, em sua avaliação, críticas a mensagens natalinas do governo seriam inconsistentes, citando episódios em que democratas recorreram a referências ao Natal para críticas políticas. Ele declarou: “Só é aceitável citar ideais cristãos se você estiver atacando os republicanos e explorando isso para fins políticos”.

Greene mencionou o deputado Eric Swalwell, democrata da Califórnia, que republicou conteúdos que comparavam medidas federais de imigração à narrativa bíblica da Sagrada Família em Belém.

O tema também foi associado a declarações do chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, que comparou Maria e José a imigrantes em uma coletiva de imprensa no dia 16 de dezembro e recebeu críticas nas redes sociais. Em declaração ao The Christian Post no início deste mês, O’Hara disse que a referência “tinha a intenção de ser simples e humana: eles estavam longe de casa, buscando abrigo e provavelmente se sentiam como forasteiros”.

Merry Christmas to all. Today we celebrate the birth of our Lord and Savior, Jesus Christ.

May His light bring peace, hope, and joy to you and your families. pic.twitter.com/lycKvYq9eS

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) December 25, 2025

Segundo Templo: banheira ritual com cinzas comprova destruição

Escavações realizadas sob a Praça do Muro das Lamentações, em Jerusalém, identificaram um mikveh escavado na rocha, um banho ritual associado aos últimos dias do período do Segundo Templo. Pesquisadores afirmam que a estrutura oferece novos elementos para compreender o período imediatamente anterior à destruição de Jerusalém pelos romanos e ao incêndio do Templo Judaico.

A descoberta foi anunciada na segunda-feira pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). O mikveh foi encontrado selado sob uma camada arqueológica atribuída ao período do Segundo Templo e foi datado do ano 70 d.C., conforme informado pela IAA. As escavações foram conduzidas pela IAA em parceria com a Fundação do Patrimônio do Muro das Lamentações.

Os trabalhos ocorreram em uma área próxima ao local do antigo Templo, entre pontos associados a acessos da época, com a Grande Ponte ao norte e o Arco de Robinson ao sul, descritos como entradas principais há cerca de 2 mil anos.

A IAA informou que o mikveh preserva resíduos de cinzas em sua base, associados ao episódio de destruição do Templo e de partes da cidade durante a ofensiva romana, reporta o The Christian Post.

Em nota, Mordechai (Suli) Eliav, diretor da Fundação do Patrimônio do Muro das Lamentações, declarou: “A descoberta de um banho ritual do período do Segundo Templo sob a Praça do Muro das Lamentações, com cinzas da destruição em sua base, testemunha como mil testemunhas a capacidade do povo de Israel de passar da impureza à pureza, da destruição à renovação”.

A Autoridade de Antiguidades descreveu o banho ritual como uma estrutura retangular com 3,05 metros de comprimento, 1,35 metros de largura e 1,85 metros de altura. Quatro degraus talhados conduzem ao interior do mikveh, escavado na rocha e com paredes rebocadas.

Ari Levy, diretor de escavações da IAA, afirmou que as descobertas reforçam a leitura de Jerusalém como uma cidade organizada em torno do Templo. “Jerusalém deve ser lembrada como uma cidade do Templo”, disse. Ele acrescentou: “Como tal, muitos aspectos da vida cotidiana foram adaptados a essa realidade, e isso se reflete especialmente na observância meticulosa das leis de impureza e pureza ritual pelos moradores e líderes da cidade. De fato, o ditado ‘a pureza se espalhou por Israel’ foi cunhado nesse contexto”.

Outros achados da mesma área incluem mikva’ot e vasos de pedra, descritos pela IAA como evidências de “atividades relacionadas à pureza ritual”. Levy também declarou: “Entre as descobertas arqueológicas mais importantes que representam esse fenômeno estão os banhos rituais e os vasos de pedra, muitos dos quais foram descobertos em escavações por toda a cidade e seus arredores”.

Sobre o uso de recipientes de pedra, Levy afirmou que a escolha tem base haláchica. “As razões para o uso de recipientes de pedra são haláchicas, baseadas no reconhecimento de que a pedra, ao contrário da cerâmica e dos recipientes de metal, não contrai impureza ritual. Como resultado, os recipientes de pedra podiam ser usados por longos períodos e repetidamente”, disse.

O ministro do Patrimônio, rabino Amichai Eliyahu, afirmou que a descoberta “reforça nossa compreensão de quão profundamente interligadas estavam a vida religiosa e a vida cotidiana em Jerusalém durante o período do Templo”.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, ele declarou: “Esta comovente descoberta, feita pouco antes do jejum do décimo dia de Tevet, ressalta a importância da continuidade das escavações e pesquisas arqueológicas em Jerusalém, e nossa obrigação de preservar essa memória histórica para as futuras gerações”.

Outras descobertas

Ainda neste ano, outra escavação conduzida pela IAA em cooperação com a Fundação Cidade de Davi resultou na identificação de um fragmento de cerâmica encontrado próximo ao Muro das Lamentações. O material, com 2,5 centímetros, traz uma inscrição cuneiforme em acádico. Filip Vukosavović e Anat Cohen-Weinberger, com Peter Zilberg, da Universidade Bar-Ilan, participaram do trabalho de decifração.

A equipe de especialistas descreveu o conteúdo como uma reclamação ligada a um pagamento atrasado que o Império Assírio esperava receber do rei de Judá. Em nota divulgada à época, Ayala Zilberstein, diretora de escavações da IAA, afirmou: “A inscrição fornece evidências diretas da correspondência oficial entre o Império Assírio e o Reino de Judá”.

Ayala acrescentou: “A descoberta reforça nossa compreensão da profundidade da presença assíria em Jerusalém e da extensão de sua influência e envolvimento na condução dos assuntos do reino de Judá”. Ela acrescentou em seguida que “além disso, amplia o conhecimento sobre o status do novo bairro que se desenvolveu naquela época nas encostas da colina a oeste do Templo, [pois] parece que essa área serviu como um centro para as atividades de ministros e pessoas de alto escalão”.

NFL: técnico destaca fé em Jesus após vitória que classificou time

O técnico do Houston Texans, DeMeco Ryans, atribuiu a Deus a conquista da vaga da equipe nos playoffs da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) neste fim de semana e destacou a fé cristã de seus jogadores após a classificação.

Em entrevista coletiva concedida após a vitória por 20 a 16 sobre o Los Angeles Chargers, no domingo, Ryans, de 41 anos, que está em seu terceiro ano como treinador principal, comentou o momento vivido pela equipe: “Os holofotes estão brilhando intensamente sobre os texanos, mas essa luz é, na verdade, um reflexo da fé dos nossos jogadores em… nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, afirmou.

Na sequência, ele acrescentou: “É isso que tem motivado nossa equipe, e estou muito orgulhoso dos nossos jogadores e agradecido ao Senhor por nos permitir deixar nossa luz brilhar através dEle. Toda a glória e honra sejam dadas a Ele”.

Ryans, que foi selecionado duas vezes para o Pro Bowl e atuou por dez temporadas como linebacker na NFL, incluindo seis pelo Houston Texans, tem mencionado publicamente sua fé cristã ao longo da carreira como atleta e treinador.

Em entrevista concedida em 2020 à Sports Spectrum, quando integrava a comissão técnica do San Francisco 49ers, Ryans afirmou que as oportunidades profissionais que teve são resultado da “graça de Deus”.

Na ocasião, ele declarou: “Por que estamos na posição em que estamos? Por que somos capazes de fazer o que fazemos? É porque Deus nos abençoou com esta incrível oportunidade de estender a mão e ensinar esses jovens, ajudar esses jovens, mas precisamos permanecer firmes na Palavra. Podemos nos deixar levar pelo trabalho, muitas horas, muitos dias longos, mas não podemos nos esquecer do que nos sustenta, e isso é Jesus Cristo”.

Ainda nessa entrevista, Ryans agradeceu à mãe por ter transmitido esses valores desde a infância. “À medida que envelheço, essa é a única coisa que realmente importa”, disse, ao se referir ao “nosso relacionamento com Jesus Cristo”.

A biografia exibida em seu perfil na plataforma X o descreve como “marido, pai e treinador temente a Deus, que busca ser melhor do que era antes”.

Ao todo, 14 equipes disputarão os playoffs da NFL em busca de uma vaga no Super Bowl LX, marcado para o dia 8 de fevereiro, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. O Houston Texans nunca participou de um Super Bowl, de acordo com o The Christian Post.

Em 2024, o quarterback CJ Stroud, também jogador do Houston Texans e cristão declarado, tornou-se o mais jovem da história da liga a vencer uma partida de playoff.

Após a vitória sobre o Cleveland Browns em um jogo de repescagem, Stroud creditou o desempenho da equipe à liderança de Ryans e à ênfase na fé entre os jogadores. “Tem sido uma bênção. Foi um ano e tanto. Agradeço a Deus por poder passar mais uma semana com meus companheiros de equipe. Isso é como um sonho realizado, um lembrete de quão unidos somos como time”, afirmou.

Ele acrescentou: “Acho que Deus está definitivamente em primeiro lugar em nossas mentes, e jogamos para uma plateia de Um. Mesmo quando tudo está um caos, podemos dar as mãos e ter paciência. Sou abençoado por ter um líder como DeMeco, que é aberto sobre sua fé”.

Pastor atacado à faca por mulher durante o culto será operado

Um pastor do estado de Oklahoma está se recuperando após sofrer ferimentos causados por arma branca durante um ataque sofrido em sua igreja na semana passada. Fiéis precisaram agir para conter a agressora.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, o chefe de polícia Jeremy Cantrell, do Departamento de Polícia de Pryor Creek, informou que agentes atenderam a uma ocorrência de “suposta perturbação da ordem” na Igreja de Cristo em Pryor no início do dia. “Ao chegarem ao local, os policiais encontraram uma briga em andamento dentro da igreja”, declarou.

Segundo Cantrell, um funcionário adulto da igreja sofreu ferimentos, incluindo lacerações, recebeu atendimento médico imediato e foi encaminhado a um hospital na região de Tulsa. De acordo com a polícia, os ferimentos não representavam risco de vida.

Ainda conforme o comunicado, uma mulher adulta foi detida após a intervenção policial e levada à Cadeia do Condado de Mayes, sob custódia federal, após passar por avaliação médica. “A situação foi rapidamente controlada e não há ameaça à segurança pública”, afirmou Cantrell, acrescentando que, devido à condição de indígena da suspeita, o caso foi encaminhado ao Departamento Federal de Investigação (FBI).

Em publicação feita na terça-feira em uma rede social, Cantrell apresentou mais detalhes sobre o episódio. “É evidente que o ataque foi gratuito, deliberado e intencional”, escreveu. Segundo ele, “o suspeito atacou o pastor com uma adaga”.

O chefe de polícia também relatou que “dois membros mais antigos vieram imediatamente em auxílio do pastor, colocando-se diretamente em perigo sem hesitar”. Cantrell afirmou esperar que o pastor “se recupere completamente” e descreveu a atuação dos membros da igreja como “verdadeiros exemplos de bravura, altruísmo e fé”, destacando que conseguiram desarmar a suspeita.

A polícia não divulgou oficialmente a identidade da vítima nem da pessoa detida. No entanto, o site da Igreja de Cristo de Pryor identifica DJ Castoe como pastor da congregação, conforme informado pelo The Christian Post.

Uma publicação nas redes sociais de John Lovitt, pastor aposentado que já atuou em diversas igrejas, incluindo a Igreja de Cristo de Pryor, compartilhou uma reportagem da imprensa local que apontava Whitney Adney como a suspeita. Na postagem, Lovitt afirmou: “Essa pessoa perturbada tentou matar DJ Castoe, o pastor da Igreja de Cristo de Pryor, onde eu pregava e DJ fazia parte do nosso grupo de jovens naquela época”.

Ele acrescentou que o pastor passaria por uma cirurgia na quarta-feira e disse: “Oro para que ele se recupere completamente e que essa mulher deixe de ser um perigo para outras pessoas”.

A reportagem local citada por Lovitt mencionou informações de um depoimento de causa provável apresentado em um tribunal federal. De acordo com o documento, policiais encontraram o pastor ferido e imobilizando a suspeita, enquanto um dos membros mais antigos da igreja segurava uma adaga preta e pedia ajuda após desarmá-la. Durante o incidente, a suspeita gritava frases relacionadas a um culto.

Cafeteria viraliza ao celebrar Natal com temática sobre Jesus

Uma cafeteria na capital da Coreia do Sul, Seul, adaptou uma prática comum da cultura local de fãs, conhecida como “fancafe”, para realizar uma celebração natalina centrada em Jesus Cristo. No país, é habitual que estabelecimentos organizem eventos temáticos para marcar os aniversários de celebridades, como ídolos do K-pop.

As influenciadoras brasileiras Marcela e Amanda Gomes, que residem na Coreia do Sul, documentaram a visita ao local em suas redes sociais. “Aqui na Coreia do Sul, todo Natal viraliza um local que a gente estava doidas para visitar e finalmente conseguimos: Cafeteria temática de Jesus”, relatou Amanda em vídeo publicado no Instagram.

Conforme mostraram, havia uma fila de espera para entrar no estabelecimento. O espaço estava decorado com cartazes e ilustrações de Cristo acompanhadas da mensagem “Feliz Aniversário, Jesus”.

Ao fazerem pedidos de um menu especial natalino, as clientes receberam uma série de brindes temáticos, incluindo um “photocard” (carta coletável) de Jesus, uma sacola com um “light stick” de papel (item comum em concertos de K-pop), um cartão postal e uma fotografia 3×4.

A experiência na cafeteria também incluiu atividades interativas, como um quiz sobre o nascimento de Cristo e uma cabine de fotos com elementos alusivos à figura de Jesus. “Isso aqui é o que eles fazem exatamente no aniversário dos k-idols, mas hoje é para Jesus e está lotado”, explicou Amanda durante o vídeo.

A iniciativa é parte de uma estratégia evangelística da organização Campus Crusade for Christ (CCC), que utiliza elementos das mídias sociais e da cultura pop para engajar jovens. A entidade promove ações com essa abordagem durante o período natalino na Coreia do Sul desde 2017.

Amanda Gomes acrescentou em sua publicação: “O Natal é a celebração da encarnação do filho de Deus aqui na Terra, que veio para nos salvar”.

Michelle Bolsonaro: 'Somos a força que vai transformar o mundo':

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem assumido um papel de crescente projeção no cenário político nacional, posicionando-se como uma das principais vozes da direita brasileira após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro em agosto de 2025.

Sua atuação, que ganhou maior visibilidade a partir da campanha eleitoral de 2022, consolidou-se com sua presidência do PL Mulher e uma série de articulações partidárias pelo país.

Em discurso durante evento em Fortaleza no final de novembro, Michelle Bolsonaro afirmou a uma plateia majoritariamente feminina: “Nós somos maioria, e nós definimos uma eleição”. A fala sintetiza sua estratégia de mobilização do eleitorado feminino em torno de uma plataforma conservadora e cristã.

Trajetória Pessoal e Início na Vida Pública

Nascida em Ceilândia (DF), filha de um motorista de ônibus aposentado e uma dona de casa, Michelle Bolsonaro construiu uma imagem pública vinculada a causas sociais, especialmente relacionadas à comunidade surda, atuando como intérprete de Libras.

Durante a maior parte do mandato do marido, ela manteve um perfil discreto, focado em projetos assistenciais.

Sua atuação política ganhou contornos mais definidos em 2023, ao assumir a presidência do PL Mulher, cargo que proporciona um salário superior a R$ 40 mil. Desde então, lidera uma campanha nacional de filiação de mulheres ao partido, que já registrou a adesão de mais de 50 mil novas filiadas.

Crise no Ceará e Tensões Internas

Um episódio emblemático de sua influência ocorreu em novembro de 2025, quando Michelle se opôs publicamente a uma aliança do PL no Ceará com o ex-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT).

Em discurso em Fortaleza, ela criticou a cúpula do partido e reafirmou sua autonomia à frente da legenda feminina. A pressão resultou na suspensão das negociações, mas também acentuou tensões com os filhos de Jair Bolsonaro, que classificaram sua intervenção como autoritária.

Analistas políticos avaliam que essa disputa interna foi um dos fatores que levaram o ex-presidente, então preso, a anunciar oficialmente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu candidato preferencial à Presidência em dezembro, um movimento interpretado como um reequilíbrio de forças.

Cenário Eleitoral e Desafios

Pesquisa Ipsos Ipec divulgada no início de dezembro de 2025 coloca Michelle Bolsonaro com 23% das intenções de voto para presidente, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (38%), mas à frente de Flávio Bolsonaro (19%) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (17%).

Sua ascensão gera reações diversas dentro do espectro político. O ex-deputado e ex-coordenador da Lava-Jato, Deltan Dellagnol, a define como “a segunda maior liderança política da direita no Brasil”. Já a deputada federal Bia Kicis (PL-SP) atribui seu crescimento a um ganho de confiança no exercício da liderança partidária.

Contudo, há resistências. Fontes internas ao PL avaliam que o episódio no Ceará pode ter prejudicado sua viabilidade em uma chapa presidencial. Analistas, como Yuri Sanches, da AtlasIntel, apontam que setores da direita e do centrão buscam construir uma autonomia em relação ao núcleo familiar bolsonarista.

Contexto Familiar e Judicial

Michelle Bolsonaro é mãe de duas filhas: Letícia, do primeiro casamento, e Laura, com Jair Bolsonaro. Em 2020, seu nome foi associado a investigações sobre repasses do ex-assessor Fabrício Queiroz, que teria depositado R$ 89 mil em sua conta. O caso foi posteriormente arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ilegalidades na investigação.

Com a prisão do marido, condenado a 27 anos e três meses por crimes contra o Estado Democrático, Michelle tornou-se uma das principais porta-vozes públicas da família, participando ativamente da definição dos rumos políticos do bolsonarismo.

Seu futuro político, seja como candidata ao Senado, à Presidência ou à vice-presidência, deve ser definido ao longo de 2026, em um cenário de disputa interna pela herança política de Jair Bolsonaro e pela liderança do eleitorado conservador. Com: BBC

Autismo: veja como igrejas podem superar a falta de inclusão

A crescente conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem motivado comunidades religiosas no Brasil a revisar suas dinâmicas para garantir acessibilidade para pessoas com autismo. O objetivo é proporcionar uma experiência espiritual segura e acolhedora para crianças, adolescentes e suas famílias.

Um exemplo recente ocorreu durante um batismo na Igreja Assembleia de Deus Brás, em São Caetano do Sul (SP). Adriel, um adolescente autista de nível 3, demonstrou receio ao se aproximar do tanque batismal.

O pastor Marcos Dias, percebendo a ansiedade do jovem com autismo, desceu com ele as escadas e adentrou a água primeiro, oferecendo um abraço e transmitindo segurança. Após esse gesto, o jovem conseguiu prosseguir com o ritual, concluindo seu batismo.

Estratégias para uma Inclusão Efetiva

Aline Santos, pastora de inclusão da Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, afirma que o trabalho começa pela preparação interna da congregação.

“É preciso conscientizar quem já está na igreja — do pastor ao jovem que atua no estacionamento”, explica. Ela, que também é autora de livros sobre inclusão na igreja, defende que a formação da equipe e o conhecimento sobre o TEA são fundamentais antes de se criar programas específicos.

Um dos procedimentos iniciais sugeridos é o mapeamento das famílias da própria comunidade que já convivem com o autismo, para entender suas necessidades e adaptar o acolhimento.

Ferramentas para Reduzir a Ansiedade

Entre as estratégias práticas, Aline Santos destaca a previsibilidade como elemento crucial. A utilização de um “relógio de previsibilidade”, que ilustra visualmente a sequência das atividades do culto (louvor, oferta, mensagem, etc.), ajuda a criança a compreender a estrutura do evento e a se sentir segura, sabendo que será reunida com a família ao final.

Outro pilar é a adaptação pedagógica. A transmissão de conteúdos bíblicos para crianças no espectro exige uma linguagem simples, objetiva e acompanhada de suportes visuais, evitando abstrações.

Fundamento na Ética Cristã

Para a pastora, técnicas e recursos são importantes, mas o alicerce deve ser o amor prático. Ela cita o exemplo bíblico do rei Davi, que acolheu Mefibosete à sua mesa, um gesto que desafiou as convenções da época. “Incluir não é colocar a pessoa num canto da igreja; é dividir a mesa, conviver, fazer dela parte da família em Cristo”, finaliza. Com: Comunhão.

Entenda o que a Igreja Universal alega para não celebrar o Natal

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) divulgou um posicionamento oficial em suas redes sociais detalhando os motivos pelos quais não celebra o Natal e orienta seus fiéis a seguir a mesma conduta. A publicação, que gerou discussão entre seguidores, fundamenta a decisão em argumentos doutrinários.

Segundo a denominação, a data não é instituída por Jesus Cristo nem há um mandamento bíblico específico para sua comemoração. A igreja também ressalta que a Bíblia não registra a data exata do nascimento de Jesus, tornando a celebração do 25 de dezembro uma convenção histórica e não um preceito religioso.

Outro argumento apresentado é o foco teológico da fé cristã. A IURD afirma que o centro da mensagem do Evangelho deve ser a morte de Jesus, e não seu nascimento, citando passagens que enfatizam a crucificação como o ápice de sua missão terrena. A instituição da Santa Ceia como memorial de sua morte, e não de seu aniversário, é apontada como exemplo.

O texto também estabelece uma hierarquia de valores espirituais, sugerindo que o “novo nascimento” proporcionado pela conversão a Cristo é mais significativo do que a celebração de elementos tradicionais natalinos, como o presépio.

A publicação ainda critica práticas culturais associadas ao Natal, como decorações, troca de presentes e festas, argumentando que podem distrair os fiéis do que considera essencial: a salvação e a vida eterna.

Em contrapartida, a Universal realiza cultos especiais para a virada do ano, prática que mantém em praticamente todos os seus templos. O principal evento ocorre no Templo de Salomão, em São Paulo, e inclui momentos de oração e consagração para o ano que se inicia, sendo replicado em suas congregações no Brasil e no exterior. Com: Exibir Gospel.

Pastor morre de infarto após ajudar motorista com problemas

Um pastor morreu após passar mal ao ajudar um motorista que estava com o carro preso em frente à igreja onde servia. A morte de James “Jim” Bzoskie, de 76 anos, ocorrida no dia 19 de dezembro, gerou manifestações de pesar entre membros da comunidade e autoridades locais.

De acordo com informações divulgadas pela emissora WCCO, o episódio aconteceu nas proximidades da Cornerstone Bible Church. Bzoskie auxiliou um motorista cujo veículo havia ficado preso na neve nas imediações do templo. Após retornar para o interior do prédio, ele desmaiou e, posteriormente, foi declarado morto.

Morador de Hastings, Bzoskie havia passado a manhã preparando sacolas de presentes destinadas a detentos da Cadeia do Condado de Dakota. Além de pastor, ele também atuava como capelão há décadas em Minnesota. Ele foi encontrado pouco depois do episódio de ajuda ao motorista. Sua filha, Sarah Lindner, afirmou que a causa provável da morte foi um ataque cardíaco.

O xerife do Condado de Dakota, Joe Leko, declarou que Bzoskie integrou o trabalho do departamento por quase cinco décadas. Segundo ele, o pastor visitava regularmente a prisão, conduzia estudos bíblicos com os detentos e prestava apoio a policiais e funcionários em momentos de crise, incluindo episódios de suicídio e a morte de três socorristas em Burnsville.

Leko afirmou que a presença de Bzoskie era constante em situações difíceis. “Ele fez isso porque tinha um coração enorme”, disse.

Jacob Schak, sargento responsável pelos programas prisionais, informou que Bzoskie realizava estudos bíblicos todas as terças-feiras com a população carcerária.

O Gabinete do Xerife do Condado de Dakota publicou uma mensagem em sua página no Facebook, descrevendo Bzoskie como uma “presença constante e confiável” desde 1979. “Estamos de coração partido com a perda do Pastor Jim Bzoskie. Desde 1979, o Pastor Jim foi uma presença constante e confiável em nosso escritório”, diz o texto, conforme o The Christian Post.

A publicação acrescenta: “Ele ajudou a construir e manter nossos programas para presidiários, serviu fielmente como nosso capelão e nos proporcionou encorajamento, perspectiva e humor constantes por décadas. Quando o trabalho era árduo, Jim estava lá. Quando havia algo para comemorar, ele também estava lá”.

Ainda segundo a mensagem, “Jim tinha uma maneira natural de se conectar com as pessoas e um amor genuíno pela comunidade. Ele encontrava alegria em estar perto dos outros e nunca deixou de se dedicar a eles. Levaremos conosco os ensinamentos, as conversas e a bondade que o Pastor Jim compartilhou. Seu impacto foi muito além de sua função e deixou uma marca indelével neste escritório”.

Além de sua atuação junto ao sistema prisional, Bzoskie também serviu como capelão dos Departamentos de Polícia e de Bombeiros de Hastings. Seu obituário o descreve como alguém que dedicou a vida à fé, à compaixão e ao serviço.

Sarah Lindner relatou que o pai apreciava especialmente o período natalino e estava se preparando para o Natal quando morreu. Segundo ela, suas últimas palavras foram “Feliz Natal”.

Renee Harwood-Souza, responsável por organizar uma arrecadação de fundos para auxiliar a família com as despesas do funeral, escreveu que Bzoskie ministrou a funcionários da prisão, detentos e policiais por quase 50 anos, conforme informou a AOL.

Kent Begnaud, pastor e amigo de longa data, declarou que Bzoskie tinha um forte senso de propósito e serviu à comunidade de forma integral.

De acordo com o obituário publicado pela funerária Starkson, o velório será realizado no dia 09 de janeiro de 2026, na Capela de Celebração da Vida da Família Starkson, em Hastings. Um segundo velório está programado para o dia 10 de janeiro, na Escola de Ensino Fundamental de Hastings, seguido de uma cerimônia conduzida pelos pastores Kent Begnaud e Paris Pasch.

O sepultamento ocorrerá posteriormente, em caráter privado, no Cemitério Lakeside. O obituário também registra que Bzoskie era frequentador assíduo da Feira Estadual de Minnesota e possuía ingressos de temporada para o time de hóquei Minnesota Wild há mais de 20 anos.

Ex-homossexual conta testemunho de libertação após orações

Lukas Lima, ex-homossexual hoje com 24 anos, relata uma jornada de transformação que atribui à sua fé cristã. Em depoimento compartilhado nas redes sociais, ele detalhou um passado marcado por traumas de infância, dependência química e conflitos de identidade, seguido por uma mudança radical a partir de 2022.

Lima contou que sofreu abuso sexual ainda criança, fato que, em suas palavras, “feriu sua inocência” e impactou sua autoimagem. A ausência de uma figura paterna presente teria agravado a situação, gerando revolta e questionamentos.

“Eu odiava Deus, porque eu não entendia como uma criança tão inocente e pequena poderia passar por uma situação tão dolorosa”, relatou.

Aos 11 anos, começou a usar drogas. Na adolescência, envolveu-se em relacionamentos homossexuais, que ele descreve como uma busca pelo afeto paterno que não teve. “Eu era órfão de um pai presente”, afirmou. O quadro evoluiu para a prostituição, automutilação e uma luta contra a saúde mental.

O ponto de apoio constante, segundo seu relato, foi sua mãe, Vanessa Lima. Enquanto o pai o rejeitava, Vanessa manteve o apoio e a oração. “Ela orava e os joelhos chegavam onde ninguém entrava. Ela não maltratou, ela amou e mostrou quem Cristo era”, disse Lukas. Ele citou que a mãe, frequentadora de um Círculo de Oração, mantinha a fé em uma mudança, mesmo quando o pai previu um futuro trágico para o filho.

O ponto de virada ocorreu na virada de 2020 para 2021, quando Lukas, em um momento de profundo desespero, clamou a Deus por ajuda. Ele afirma ter recebido uma mensagem profética de que sua história mudaria naquele ano. Em 2022, teve o que classifica como um “encontro poderoso com o Senhor”, aceitou Jesus e foi batizado.

A partir da conversão, o ex-homossexual afirma ter “renunciado à homossexualidade” e iniciado um “longo processo” de libertação e nova identidade. “Deus foi o pai que não tive e supriu a ausência paterna”, testemunhou.

A mudança, segundo o ex-homossexual, impactou toda a família. Seu pai, antes descrito como ausente e incrédulo, converteu-se ao cristianismo.

“O marido que traia conheceu a Cristo, hoje é fiel e trata minha mãe bem”, relatou. Um irmão que lutava contra depressão também teria se convertido. Lukas encerrou seu depoimento destacando o poder da intercessão materna: “Uma mãe que ora, muda cenários, ela muda tudo”.