Pastor vê ‘queda de principado’ com esvaziamento da Cracolândia

No dia 15 de março de 2025, o ministério evangélico Pastores de Rua mobilizou cerca de 300 voluntários em um ato de oração na Rua dos Protestantes. O grupo declarou que seu objetivo era interceder para “quebrar o poder do principado” que havia transformado a rua — nomeada em homenagem à Reforma Protestante — em ponto de concentração de dependentes químicos, a famosa Cracolândia.

Quase dois meses depois, em 13 de maio, a mesma rua amanheceu visivelmente esvaziada. Não havia moradores de rua nem usuários de drogas no local, segundo registros de voluntários e frequentadores da área. O desaparecimento repentino dessas pessoas gerou diferentes interpretações e questionamentos.

Para o pastor Ney Viana, que atua há mais de três anos na região conhecida como Cracolândia, a mudança é resultado direto da mobilização espiritual realizada pelo grupo. “Entramos ali num ato profético muito forte, apontamos para o céu e começamos a profetizar a queda daquele principado, a queda daquele trono. Também foi decretado que, a partir daquele dia, a Cracolândia ia começar a acabar”, afirmou o pastor.

O ministério Pastores de Rua é conhecido por atuar em locais de alta vulnerabilidade, priorizando o evangelismo entre dependentes químicos. Diferente de iniciativas assistencialistas, o grupo afirma ter ajudado mais de 8 mil pessoas a deixarem as ruas apenas por meio de ações de oração e acompanhamento espiritual.

Apesar da visão positiva sobre a possibilidade de transformação, o pastor reconhece a complexidade do contexto. “Entendemos que é um problema crônico. Porém, cracolândias não devem existir”, declarou. Para ele, a existência de pontos fixos de consumo coletivo é uma maldição que precisa ser enfrentada pela Igreja. “É de um lugar daquele que a destruição avança no Estado, avança no país”, completou.

Mesmo com a redução da presença de usuários na Rua dos Protestantes, Viana afirmou que a equipe continuará realizando ações no local. “Vamos continuar fazendo o mesmo resgate. A Igreja deve se posicionar como verdadeira guerreira do Senhor”, declarou.

Prefeitura e SSP dão versões distintas

Questionado sobre o destino dos dependentes químicos que até então circulavam pela região central, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) não apresentou detalhes. Em entrevista coletiva concedida em 14 de maio, o chefe do Executivo municipal disse apenas que a situação representa um avanço. “Não dá para dizer que a gente resolveu todo o problema, obviamente que não resolveu todo o problema. Mas a gente avançou muito e precisa comemorar”, afirmou.

Diante de críticas sobre um possível deslocamento forçado dos usuários para outras regiões da cidade, Nunes negou qualquer ação nesse sentido. Segundo ele, há outros pontos críticos já conhecidos em São Paulo, como o bairro do Glicério, onde há estruturas de atendimento voltadas a essa população. “São lugares que sempre tiveram esse problema, não é algo novo”, disse.

Por outro lado, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) associou o esvaziamento da área a operações policiais recentes. De acordo com nota divulgada à imprensa, foram realizadas diversas ações para combater o tráfico de drogas, que incluíram apreensões, prisões de lideranças criminosas e o fechamento de estabelecimentos envolvidos em lavagem de dinheiro.

“Foram diversas apreensões de drogas, prisões de lideranças que atuavam na área e o fechamento de estabelecimentos usados para lavar o dinheiro obtido com a venda de entorpecentes. Essas ações se somaram ao reforço no policiamento e à intensificação de investigações, separando o criminoso do dependente químico”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, de acordo com o Pleno News.

Pastor, ex-ator de filmes adultos liga pornografia ao abuso sexual

A indústria da pornografia é algo que o pastor Joshua Broome conhece bem, pois ele próprio fez parte desse mundo antes da sua conversão a Jesus Cristo. O ex-ator de filmes adultos, agora, usa o seu conhecimento para  alertar o mundo sobre o terrível abismo dos conteúdos pornôs que, para ele, estimulam casos de abuso sexual.

O líder religioso tratou desse assunto, novamente, durante um evento no Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE). Atuando há anos em um movimento que visa prevenir e conscientizar sobre casos de abuso sexual, ele destacou o seu relatório “Não é uma fantasia: como a indústria pornográfica explora o abuso sexual baseado em imagens na vida real”, como um material importante para essa finalidade.

Nesse documento, o pastor explica que o abuso sexual envolve “violação de pessoas que inclui o roubo, a criação e a distribuição de material sexualmente explícito sem o consentimento significativo da(s) pessoa(s) retratada(s), ou a manipulação de material não explícito com o propósito de torná-lo pornográfico”.

Ou seja, são diferentes formas de abuso. Lisa Thompson, vice-presidente da NCOSE, explicou que sites de conteúdo pornográfico alimentaram ainda mais a exploração sexual, atraindo pessoas interessadas nesse tipo de aberração..

“Há um poder tremendo de socialização sexual para os usuários desses sites, para que vejam conteúdo de abuso sexual baseado em imagens como algo normal. É fetichizar o abuso. É exatamente isso que essas empresas de pornografia estão fazendo”, disse ela.

Transformação

O pastor Joshua Broome, que hoje é casado e possui filhos, por fim, frisou que pessoas envolvidas com pornografia podem encontrar perdão e transformação através de Jesus Cristo, independentemente do que tenha acontecido ao longo da sua vida.

“Sou a prova de que, não importa o que tenha acontecido com você ou o que tenha passado, você pode superar. Portanto, qualquer esperança ou paixão que tenha morrido porque você se sentiu desqualificado pelo que fez ou pelo que lhe aconteceu, Deus está escrevendo uma história melhor”, disse ele, segundo o The Christian Post.

Michelle Bolsonaro teria mudado postura sobre candidatura em 26

A ex primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) mantinha uma postura arredia quando era sondada sobre a hipótese de ser candidata a presidente em 2026 caso seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fique realmente impedido de concorrer contra Lula (PT).

De acordo com o jornal O Globo, “até pouco tempo atrás, Michelle Bolsonaro soltava o verbo e saía da sala quando o tema era concorrer à Presidência contra Lula”, mas agora a ex-primeira-dama adotou uma nova postura.

De acordo com a jornalista Bela Megale, recentemente Michelle conversou com um aliado e foi aconselhada “a não contrariar Jair Bolsonaro quando ele sinalizar que é ela quem deve concorrer ao Palácio do Planalto, já que o marido está inelegível”.

A matéria diz que “ao invés de reagir, como fazia sempre, a ex-primeira-dama ouviu em silêncio e não teceu comentários”, e entre aliados, a postura teria sido celebrada como “um avanço”.

Evangélica, Michelle Bolsonaro deixa claro que sua fé é um fator importante em sua forma de olhar a política e resolver problemas, mas teria sido aconselhada a “diminuir o tom evangélico em seus discursos” com o objetivo de ampliar o alcance do público que a ouve. A matéria enfatiza que esse conselho, segundo as fontes da jornalista Bela Megale, também teria sido acatado.

Nos bastidores, lideranças do chamado “centrão” avaliam que hoje Bolsonaro prefere apoiar a esposa do que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para concorrer à Presidência em 2026. Paralelamente a isso, o próprio Tarcísio já se declarou candidato à reeleição do governo paulista e declarou voto no ex-presidente para a disputa pelo Planalto em 2026.

Ex-viciado em drogas lidera movimento de evangelismo impactante

Scott Hinkle, de 63 anos, ex-viciado em heroína e ex-morador de rua em Nova Jersey, transformou sua vida após um encontro religioso aos 19 anos e hoje comanda um dos maiores movimentos de evangelismo de rua dos Estados Unidos.

Seu ministério, Scott Hinkle Evangelistic Ministries, atua há 44 anos com foco em eventos como o Mardi Gras — festival comparável ao carnaval brasileiro —, onde já mobilizou mais de 100 voluntários por edição e registrou 2.000 conversões em fevereiro de 2023.

Conversão 

Em 1979, Hinkle deixou Nova Jersey após problemas com a justiça e mudou-se para o Kansas. Em uma assembleia escolar, ouviu uma pregação e decidiu seguir o cristianismo. Horas depois, começou a evangelizar colegas. 

Aquele foi o dia em que o Senhor me chamou”, relatou à AG News, veículo oficial das Assembleias de Deus nos EUA.

Em 1980, durante um evento de rua em Denver, conheceu Nancy, com quem se casou e fundou o ministério. Desde então, o casal viaja para treinar igrejas em evangelismo.

Desafio e oportunidade

Em 1982, Hinkle recebeu um chamado para atuar no Mardi Gras, conhecido pela atmosfera de excessos. “É uma vergonha moral, mas uma tarefa que Deus me deu”, disse. Na primeira edição, liderou nove voluntários em uma van emprestada. Hoje, o evento anual reúne centenas de cristãos de 15 estados, incluindo estudantes de escolas bíblicas.

“Jovens veem que Jesus os usa até nas piores situações. Sua fé explode”, destacou Hinkle. Em fevereiro, durante o festival, sua equipe orou por 1.850 pessoas e registrou 140 decisões públicas por Cristo, segundo relatório do ministério.

Um dos impactados foi Danny Delgado, genro de Hinkle e co-pastor da Igreja Comunidade da Fé no Texas. A congregação, vizinha a uma mesquita e uma tabacaria, atrai mais de 100 fiéis por culto, muitos recém-convertidos. “Scott me mostrou o que é ministério. Seu coração arde por almas”, afirmou Delgado.

Estratégia e Visão

Além do Mardi Gras, Hinkle promove desde 1984 a Conferência Nacional de Evangelismo de Rua, que treina líderes para atuar em suas comunidades. “Ganhamos a América uma vida, um bairro de cada vez”, disse.

O Mardi Gras, realizado desde 1857, reúne mais de 1,4 milhão de pessoas anualmente em Nova Orleans, segundo a prefeitura local. Para Hinkle, o evento simboliza tanto a decadência moral quanto uma oportunidade única de evangelismo: “Deus está levantando uma geração faminta por Ele, mesmo em meio à loucura”.

Família em declínio? Dados sobre divórcio revelam grave cenário

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que apontam o menor número de nascimentos no Brasil desde 1976. Em 2023, foram registrados 2,52 milhões de nascimentos, queda de 12% em relação à média dos cinco anos anteriores à pandemia de Covid-19. Paralelamente, quanto ao divórcio, o país registrou 441 mil casos — o maior número desde 1974.

Demografia e tendências

  • Nascimentos: Apenas 11,8% dos partos foram de mães com até 19 anos, enquanto 39% corresponderam a mulheres com 30 anos ou mais. O adiamento da maternidade está associado a custos elevados de criação de filhos, acesso a métodos contraceptivos e priorização de carreira e formação acadêmica.

  • Casamentos: Foram registradas 940.799 uniões em 2023, redução de 3% frente a 2022. Casamentos entre mulheres aumentaram levemente (11.918), enquanto uniões heterossexuais e entre homens diminuíram.

  • Divórcios: A média de duração dos casamentos caiu de 16 anos (2010) para 13 anos (2023). Mais da metade das separações envolve filhos menores.

Contexto histórico

A pandemia acelerou mudanças comportamentais. Em 2020, os casamentos despencaram de 1 milhão (2019) para 757 mil, com recuperação parcial nos anos seguintes. A idade média para o primeiro casamento é de 29 anos (mulheres) e 31 anos (homens).

pastor Eriki Brunner, da Igreja Metodista Wesleyana (Cariacica/ES), atribui a instabilidade conjugal e divórcio à “negligência da base espiritual”. “Casamentos enfraquecem porque a aliança diante de Deus foi relativizada. É preciso resgatar a visão de matrimônio como pacto, não contrato”, afirmou.

Já o pastor Gilmey Meyreles, coordenador do Projeto Viver Cariacica, critica a secularização evangélica:

“Jovens adiam o casamento para priorizar renda e profissão. Quando alcançam, a fertilidade pode ser comprometida, e isso explica fenômenos como ‘mães pet’ ou apego a bonecos reborn”.

Dora Bomilcar, radialista e coordenadora de missões, destaca o individualismo como barreira:

“A sociedade valoriza realização pessoal e prazer imediato, enxergando o casamento como limitador. Sem Deus, é difícil entender seu propósito: entrega, sacrifício e serviço”.

Caso de estudo

Dora Bomilcar de Andrade (68 anos) e Paulo Pereira de Andrade (70 anos), casados há 45 anos, exemplificam compromisso duradouro. Médico e pastor, Paulo reforça:

“Relacionamentos sólidos exigem renúncia. Muitos não estão dispostos a colocar o outro em primeiro lugar”.

Líderes religiosos enfatizam a necessidade de fortalecer o discipulado familiar. “Acolhemos casais em crise, mas a fé hoje é mais privada. Precisamos orientar com zelo”, disse Meyreles, segundo a Comunhão.

Músico publica livro que resgata a história dos hinos brasileiros

A trajetória dos hinos e cânticos que marcaram a fé cristã no Brasil é o tema central do livro Hinos e Cânticos Brasileiros, de Robson Santos, fundador do portal Hinologia. A obra será lançada no dia 31 de maio, durante um culto na Catedral Evangélica de São Paulo, evento que também celebra os dez anos da plataforma dedicada ao estudo da hinologia cristã.

O livro reúne um acervo de canções que atravessaram gerações e busca contextualizar a origem desses hinos, destacando seus autores e o ambiente em que foram compostos. Segundo o autor, o objetivo é preservar a memória musical cristã nacional.

“A importância de conhecer a história é que a pessoa, ao conhecer, canta e ouve as músicas com mais sentimento e emoção ao saber os bastidores. Uma das histórias que considero marcante é a da música ‘Quando se está só’, de Sérgio Pimenta com Nelson Bomilcar”, afirmou Santos.

Robson Santos nasceu em Vitória (ES), em 1992, e desenvolveu sua vocação pela música sacra em ambiente cristão, tendo se formado na área. Ao longo de sua trajetória, foi influenciado por nomes como Jurama Barros Gueiros e o maestro João Wilson Faustini. Nos últimos anos, aprofundou-se nos estudos sobre hinologia, participando de seminários e palestras com estudiosos como Elias Moreira, Miriam Carpinetti e Samuel Kerr.

A obra foi apresentada por Wilson Matos, chanceler e fundador da UNICESUMAR, e conta com prefácio do reverendo Hernandes Dias Lopes. Entre os apoiadores do projeto, está o escritor Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras, que descreveu o trabalho realizado pelo Hinologia.Org como um “serviço humilde e inovador, reunindo os cânticos ao Deus vivo”.

Também contribuíram com comentários e análises o pastor Abner Ferreira (Assembleia de Deus de Madureira), Andreia Canal (delegada da Polícia Federal), Altomir Cunha (ADHONEP), Erni Seibert (Sociedade Bíblica do Brasil), Dr. Ives Gandra Martins (jurista), Williams Costa Junior (Igreja Adventista do Sétimo Dia) e o senador Magno Malta, entre outros.

Mário Fernando, diretor executivo da revista Comunhão, afirmou que a obra representa um marco na literatura cristã nacional. “Robson Santos concretiza algo inédito e fundamental: lançar luz sobre um trabalho genuinamente brasileiro, honrando nossa rica tradição musical cristã com autenticidade e originalidade. Trata-se de uma leitura indispensável para todos aqueles que desejam compreender, reconhecer e valorizar ainda mais a história dos hinos cristãos em nosso país”, declarou.

Hinos e Cânticos Brasileiros inclui composições de autores como Asaph Borba, Bené Gomes, Elias Maia e Wolô. Cada hino é acompanhado por ficha técnica com informações sobre o autor, contexto de criação e mensagem, oferecendo um material de referência para músicos, estudiosos da música sacra e interessados na história da música cristã no Brasil.

Vídeo: mãe de Kaiky Mello descreve detalhes do acidente do filho

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A vida do promissor cantor gospel Kaiky Mello, atualmente com 18 anos, mudou drasticamente após um aneurisma sofrido aos 16 anos, enquanto conduzia uma moto elétrica. Na queda, o jovem bateu a cabeça e sofreu traumatismo craniano.

De acordo com a mãe, após um período de recuperação desses traumas iniciais, Kaiky sofreu uma parada cardíaca de sete minutos logo após ser extubado, o que provocou sequelas neurológicas graves devido à falta de oxigênio no cérebro.

Desde então, Kaiky Mello permanece acamado e depende de cuidados constantes. Segundo a mãe, Tatiane Pauluze, que concedeu entrevista nesta terça-feira, 20 de maio, ao podcast PodCrê, ela e o esposo deixaram seus empregos para se dedicarem integralmente à assistência do filho.

Atualmente, Kaiky Mello não anda nem fala, mas, de acordo com Tatiane, apresenta pequenas reações, o que permite à família acreditar que sua condição não é a de estado vegetativo.

Ao longo da entrevista, Tatiane também recordou o início da trajetória artística do filho, que participou do programa de televisão apresentado pelo lendário Raul Gil. O comunicador chegou a organizar uma campanha de arrecadação para auxiliar nas despesas médicas da família, em um sinal de solidariedade.

O drama do jovem artista vem sendo acompanhado pelos fãs através das redes sociais desde o acidente. Em novembro de 2023, um ano e sete meses após o acidente, Kaiky foi levado novamente à igreja para um culto

Na ocasião, mesmo com a necessidade de equipamentos de suporte e acompanhamento profissional para locomoção e cuidados básicos, ele participou de um culto ao lado de familiares, onde recebeu orações e a ministração da Palavra de Deus.

“O Kaiky voltou aonde ele ministrou pela última vez, antes de passar mal”, declarou Tatiane, para em seguida acrescentar: “A Igreja foi tomada por Glória, oramos e profetizamos por cura!”, finalizou.

‘Luz do Mundo’: veja trailer e data de estreia do filme sobre Jesus

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Um novo longa-metragem de animação sobre a vida de Jesus, intitulado Luz do Mundo, está previsto para estrear nos cinemas dos Estados Unidos em 5 de setembro. Produzido em animação 2D desenhada à mão, o filme apresenta a narrativa bíblica sob a perspectiva do apóstolo João, com o objetivo de unir fidelidade às Escrituras, qualidade artística e apelo familiar.

O projeto é liderado por Brennan McPherson, presidente do The Salvation Poem Project, e dirigido por John J. Schafer (Superbook) em parceria com Tom Bancroft, animador conhecido por seu trabalho em A Bela e a Fera e O Rei Leão.

“João foi o único apóstolo presente na crucificação e provavelmente o mais jovem”, afirmou McPherson ao The Christian Post durante a Convenção Nacional de Emissoras Religiosas. “Isso nos deu uma maneira natural de apresentar a história através de uma perspectiva adolescente compreensível, sem comprometer a plausibilidade histórica”.

Ao optar pela animação tradicional, os criadores explicaram que a escolha artística buscou transmitir uma sensação de atemporalidade. “Queríamos que parecesse atemporal, como os filmes da Disney dos anos 90”, disse Schafer. “Mas também gostamos que a animação desenhada à mão tenha imperfeições. Ela reflete a humanidade, e isso se conecta à mensagem mais ampla do Evangelho”.

A representação de eventos como a crucificação exigiu decisões cuidadosas quanto ao conteúdo visual, com atenção especial ao público infantil. “Não queríamos evitar as partes difíceis, mas também não queríamos ser gráficos”, explicou Schafer. Uma das soluções encontradas foi mostrar o personagem João se afastando da cena da crucificação, limitando o que o público vê diretamente. “O que você não mostra às vezes pode ser mais eficaz do que o que você faz”.

Durante o processo de produção, McPherson exibiu versões do filme com sua própria família. “Minha filha assistiu a um corte recente e simplesmente disse: ‘É um bom filme’. Isso ajudou a confirmar que estávamos no caminho certo”.

A equipe afirmou ter se empenhado em manter a fidelidade bíblica durante o desenvolvimento do roteiro. “John e eu ficamos conhecidos como a ‘polícia da Bíblia’ no set”, contou McPherson. “Estávamos constantemente verificando: este momento está nas Escrituras? Se não, é plausível? Ele corrobora a mensagem?”.

O filme, no entanto, inclui alguns elementos fictícios, como uma cena em que o jovem João perde o dinheiro dos impostos da família. Segundo Schafer, a inclusão busca ampliar o contexto emocional de um milagre posterior. “Não está na Bíblia”, disse ele. “Mas é consistente com as pressões da época. Dá ao milagre do peixe mais contexto e peso emocional”.

A produção de Luz do Mundo envolveu uma equipe internacional: a animação foi finalizada na Irlanda, a trilha sonora orquestral gravada em Budapeste, e artistas de diversas partes da Europa participaram do projeto. Ao todo, mais de 380 pessoas estiveram envolvidas ao longo de quase quatro anos de trabalho.

O lançamento do filme ocorre em um momento de crescimento da presença de produções cristãs no cinema e na televisão. Títulos como The Chosen, A Casa de Davi e o sul-coreano Rei dos Reis têm alcançado sucesso entre o público, e grandes distribuidoras, como a Amazon, passaram a investir em conteúdos com temática espiritual. “Estamos vendo muitas mídias cristãs fortes surgindo globalmente”, declarou McPherson. “É encorajador ver diferentes culturas contando histórias bíblicas através de suas próprias lentes artísticas”.

A decisão de estrear o filme nos cinemas, e não diretamente em plataformas de streaming, foi estratégica. Segundo McPherson, o ambiente da sala de cinema pode atrair um público mais amplo. “As pessoas são mais propensas a aceitar um convite para um filme do que para um culto religioso. Esta é uma oportunidade para as famílias convidarem outras pessoas para uma história que pode gerar conversas importantes”.

A receita de bilheteria, segundo ele, será revertida para iniciativas ministeriais, e não para investidores privados. “O objetivo é apoiar mais alcance, mais ferramentas, mais recursos, não lucro”.

Além do filme, será lançado um currículo para ministério infantil e materiais impressos pela editora Tyndale House. “Queremos que este seja um recurso para igrejas e escolas, não apenas uma experiência única de visualização”, disse Schafer.

A equipe também está desenvolvendo um jogo de videogame baseado na fé, chamado Clay Fire. Inspirado no Evangelho de João, o jogo será lançado gratuitamente para consoles e PC. “É um jogo de verdade, uma experiência de seis horas de jogo desenvolvida por profissionais”, explicou McPherson. “Simplesmente não existem muitos jogos que sejam espiritualmente saudáveis e criativamente envolventes. Queremos mudar isso”.

McPherson, que se identifica como gamer, destacou que muitos profissionais cristãos desejam trabalhar com conteúdo religioso, mas não encontram espaço para isso na indústria. “Há um potencial real aqui. Queremos ajudar a expandir esse espaço”.

Luz do Mundo será lançado nos cinemas dos Estados Unidos em 5 de setembro. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a data de estreia no Brasil.

Leitura bíblica está crescendo e surpreende especialistas; Veja

O engajamento com a leitura bíblica aumentou pela primeira vez em quatro anos, segundo o relatório State of the Bible 2025, publicado pela Sociedade Bíblica Americana (ABS).

De acordo com os dados, cerca de 11 milhões de pessoas a mais estão lendo a Bíblia nos Estados Unidos, em comparação a 2024, com destaque para o crescimento entre homens, millennials e integrantes da geração X — públicos que historicamente demonstravam menor envolvimento com as Escrituras.

“Ficamos extremamente encorajados”, afirmou John Plake, diretor de inovação da ABS, ao Christian Daily International após apresentar os resultados na convenção da Evangelical Press Association, realizada em 5 de maio. “Ainda não é uma tendência, mas é um passo significativo na direção certa”.

O relatório, em sua 15ª edição, avalia anualmente a relação dos adultos americanos com a Bíblia, a igreja e a fé cristã. A coleta mais recente, feita em janeiro, mostra uma reversão parcial da queda registrada desde 2021, ano em que 50% dos adultos se declaravam “usuários da Bíblia” — definidos como aqueles que leem as Escrituras fora dos cultos ao menos três a quatro vezes ao ano. Em 2022, esse índice caiu para 40%, depois para 39% em 2023 e 38% em 2024. No início de 2025, o número voltou a subir para 41%.

Esse crescimento, segundo a ABS, foi mais acentuado entre os homens (alta de 21%), millennials (30%) e geração X (14%). Já entre mulheres e pessoas com mais idade, a taxa permaneceu estável. “Algo está acontecendo, principalmente entre os homens jovens adultos”, observou Plake. “E não era isso que esperávamos ver”.

Aumento em regiões historicamente seculares

O relatório também identificou crescimento no uso da Bíblia em regiões onde a prática religiosa costuma ser menor. No Nordeste dos EUA, o percentual de leitores subiu de 28% para 33% (aumento de 18%), e o mesmo ocorreu no Oeste do país. O Centro-Oeste teve um acréscimo de 15%. Já no Sul — tradicionalmente conhecido como o “Cinturão da Bíblia” — os números se mantiveram.

Na região da Baía de São Francisco, marcada por baixos índices de filiação religiosa, a pesquisa revelou maior engajamento entre os jovens. Enquanto apenas 19% dos moradores com 61 anos ou mais leem a Bíblia com regularidade, 40% dos millennials da região são usuários da Bíblia, acima da média nacional de 39%. Na geração Z, o índice foi de 37%, levemente superior à média nacional (36%).

“Essas descobertas desafiam a suposição de que lugares como a Área da Baía de São Francisco são desertos espirituais”, disse Plake. “Não é que as gerações mais jovens estejam fechadas às Escrituras — muitas vezes, são os mais velhos que estão mais desinteressados”.

Curiosidade espiritual

Embora evite conclusões definitivas, a ABS sugere que os números refletem mudanças culturais. Em outubro de 2024, o Wall Street Journal relatou um aumento de 22% nas vendas de Bíblias em relação ao ano anterior, com destaque para compradores de primeira viagem — especialmente jovens.

Plake destaca um grupo que chama de “meio móvel”: cerca de 71 milhões de americanos curiosos sobre a Bíblia, mas com dúvidas. “Precisam de alguém que os acompanhe, responda às suas perguntas e os ajude a descobrir a história maior das Escrituras”, explicou.

O relatório também aponta que quase metade dos cristãos não praticantes estão abertos a retomar o contato com a Bíblia. “Muitas vezes, lhes ensinaram histórias bíblicas como contos morais — Sansão, Jonas, Noé —, mas perderam a grande narrativa que aponta para Jesus”, disse Plake.

Atualmente, 52 milhões de americanos são considerados “engajados com a Bíblia” — ou seja, leem as Escrituras de forma regular e transformadora. No entanto, muitos não se sentem preparados para compartilhar sua fé: “Essas pessoas amam a Palavra de Deus, mas nem sempre sabem como defendê-la. Esse é o próximo desafio para igrejas e ministérios”, afirmou.

Panorama internacional

Além dos dados nacionais, o relatório de 2025 começou a comparar os resultados americanos com tendências globais. O Capítulo Dois incorpora informações do Estudo Mundial de Engajamento Bíblico PATMOS, divulgado em 30 de abril, fruto de uma parceria entre a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira e a Gallup. A pesquisa abrange 85 países e busca compreender como o engajamento bíblico se relaciona com identidade espiritual e bem-estar humano.

“Estamos vendo como os EUA se encaixam nesse ecossistema espiritual mais amplo”, explicou Plake. Segundo ele, outros capítulos do relatório abordarão temas como saúde mental, trauma e fé na esfera pública.

Aplicando os dados na missão

Plake ingressou na ABS em 2017 e combina experiência pastoral, pesquisa acadêmica e visão missionária. Ele afirma que seu objetivo é conectar o texto das Escrituras ao contexto da vida real. “Números não mudam vidas, mas nos ajudam a entender o mundo que estamos tentando alcançar”.

Ao comentar os próximos passos, Plake destacou que o momento é favorável. “Sim, menos pessoas estão lendo a Bíblia do que gostaríamos. Mas o fato de o número estar aumentando, especialmente entre aqueles que tradicionalmente se mantiveram afastados, significa que o terreno é mais fértil do que imaginamos”.

Por fim, ele dirigiu uma palavra à igreja global: “Embora o relatório se concentre nos Estados Unidos, suas implicações se estendem além das fronteiras. A fome espiritual entre jovens americanos pode refletir tendências em outros contextos. É por isso que essas comparações internacionais são tão importantes”.

A ABS segue investindo em tradução, acesso digital e colaboração entre sociedades bíblicas, visando alcançar mais pessoas com as Escrituras. “Queremos que as pessoas em todos os lugares encontrem Deus por meio de Sua Palavra”, concluiu Plake, de acordo com informações do The Christian Post.

Vídeo: pastor cita Salmo 115 após pedido para ungir bebê reborn


Uma cena inusitada foi compartilhada por um pastor em sua conta no Instagram: uma fiel levou um bebê reborn no culto para ser ungido, e ele aproveitou a oportunidade para ensinar um princípio doutrinário.

Ao ver que a fiel segurava um bebê reborn, ele a convidou ao púlpito e questionou “o que é isso?”. A fiel explicou e disse que o havia levado para “ungir”, e o pastor reagiu de forma calma, mas incisiva, citando o Salmo 115.

O texto do Antigo Testamento diz “O nosso Deus está nos céus, e pode fazer tudo o que lhe agrada. Os ídolos deles, de prata e ouro, são feitos por mãos humanas. Têm boca, mas não podem falar, olhos, mas não podem ver; têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; nem emitem som algum com a garganta. Tornem-se como eles aqueles que os fazem e todos os que neles confiam” (Salmos 115:3-8).

Na legenda do vídeo, compartilhado nas redes sociais, ele escreveu: “Muito cuidado com a idolatria. Salmo 115 fala que quando adoramos algo que tem olhos e não vê, boca mas não fala, nariz mas não cheira, isso é abominável aos olhos do Senhor. Não é problema e nem pecado ter uma boneca, o problema é a idolatria e a adoração que as pessoas estão fazendo em cima de um objeto inanimado”, escreveu o líder da Igreja Família de Deus.