Jejum de redes sociais existe? Veja o que pastor ensinou

Em uma exposição sobre práticas espirituais, o pastor Augustus Nicodemus esclareceu qual é o entendimento bíblico sobre o jejum. Segundo ele, o cristão não deve encara-lo como uma prática meritória nem como um meio de pressionar Deus a realizar vontades humanas.

“Na Bíblia, o jejum não é visto como um ato meritório que tenha como objetivo convencer Deus a fazer alguma coisa por nós, como se fosse uma indulgência”, afirmou Nicodemus.

Para ele, o jejum deve ser compreendido como um acessório da oração, voltado ao quebrantamento pessoal e à dependência de Deus. O pastor explicou que a abstinência de alimentos, prática comum nas Escrituras, visa enfraquecer o corpo e evidenciar a necessidade espiritual do ser humano:

“Verificamos a nossa dependência de Deus através do pão cotidiano. Percebemos que somos criaturas, ao contrário de Deus, que é eterno”, disse.

Segundo Nicodemus, quando a prática correta “nos faz nos aproximar de Deus com a atitude mais correta”, destacando em seguida que não se trata apenas de passar fome, mas de um tempo dedicado à oração, meditação e reflexão espiritual: “A Bíblia não determina um tempo específico para o jejum. Jesus jejuou 40 dias, mas isso não é um padrão obrigatório”.

Jejum de redes sociais?

Ao abordar práticas contemporâneas, como “jejum de redes sociais”, “jejum de doces” ou “jejum de televisão”, o pastor foi categórico ao afirmar que tais expressões não correspondem ao conceito bíblico: “Esses jejum modernos são invenções”, afirmou.

“Na Bíblia, além do jejum de alimentos e água, só há menção à abstinência sexual entre casados, conforme 1 Coríntios 7”, citou Nicodemus, explicando que o apóstolo Paulo orienta os cônjuges a se absterem das relações “por mútuo consentimento, por um período, para vos dedicardes à oração”.

Segundo ele, essa é uma exceção permitida com finalidade espiritual clara e não deve ser confundida com práticas aleatórias ou motivadas por votos pessoais.

Ao final, Nicodemus citou ainda uma frase do pastor John Piper como reflexão: “O Facebook existe para, no dia do juízo, provar que muitos crentes deixaram de orar — e não foi por falta de tempo”.

Pregadora relata que satanistas tentaram converte-la com sutileza

A pregadora Savannah Ramsey relatou um episódio vivido nas ruas, quando foi abordada por pessoas que se identificavam como satanistas. Segundo ela, a conversa ocorreu de forma amistosa, mas revelou conceitos que contrastam diretamente com os ensinamentos bíblicos.

“Fui ‘evangelizada’ uma vez por satanistas. Eles estavam na rua e pareciam pessoas muito legais. E conversei com eles”, contou Ramsey. Ela afirmou ter ficado surpresa ao descobrir que, segundo o grupo, não seria necessário adorar Satanás para frequentar a igreja deles: “Eles riram [de mim]. Eles disseram: ‘Nós não fazemos isso’. Isso não é real. Eu pensei: ‘Sério?’”.

A pregadora detalhou que, durante a conversa, o grupo compartilhou uma máxima que chamou sua atenção: “Tudo o que importa é amar a si mesmo primeiro e depois amar os outros”. Ramsey comentou que a frase pareceu inicialmente convincente, mas que, à luz das Escrituras, há uma diferença fundamental.

“Isso não soa bem? Quer dizer, está quase certo, não é?”, disse. “Só que Deus diz: ‘Ame ao Senhor seu Deus primeiro e depois ame o seu próximo como a si mesmo’, e não ‘ame a si mesmo primeiro’”.

Em sua conclusão, Savannah Ramsey destacou o que considera ser a essência do engano: “Veja, é isso. Satanás não precisa que você o adore. Ele só quer que você se torne como ele, em vez de se tornar como Deus. Mas se você não conhece a verdade, aceitará qualquer mentira que ele lhe disser”.

Vídeo: teólogo diz que crianças não têm pecado e pastor rebate

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O teólogo e filósofo William Lane Craig voltou a causar polêmica no meio cristão ao declarar que crianças não têm pecado, assim como pessoas com deficiência mental, contrariando a doutrina histórica do pecado original. A declaração provocou reações entre líderes evangélicos de diversas tradições, especialmente nas igrejas reformadas.

Entre os críticos, o pastor Rodrigo Mocellin, da Igreja Resgatar, em Guaratinguetá (SP), gravou um vídeo em que contesta as afirmações de Craig à luz das Escrituras e da tradição cristã.

Para ele, a fala representa uma negação de fundamentos essenciais da fé evangélica: “Isso aqui é heresia. É muita, muita heresia. Craig está negando uma doutrina básica da fé cristã, conhecida como pecado original”.

Crianças não têm pecado?

Durante uma exposição recente, Craig afirmou:

“Se, como eu, você não está convencido de que essa doutrina é bíblica, então os bebês e os deficientes mentais não nascem pecadores e, portanto, não têm nenhum pecado que precise ser perdoado ou indultado. E acho que isso está de acordo com a atitude de Jesus em relação às crianças”.

Baseado em textos como Mateus 18:3, Craig argumenta que Jesus via as crianças como puras e salvas por natureza. Para o filósofo, essa visão explicaria por que o Reino dos Céus é comparado a elas.

A resposta bíblica

O pastor Rodrigo Mocellin, que segue a tradição teológica reformada, rebate: “Craig está ignorando textos claríssimos das Escrituras”. Ele cita Romanos 5:12, onde o apóstolo Paulo afirma: “Portanto, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso todos pecaram”.

Segundo Mocellin, o texto bíblico aponta para a realidade de que o pecado de Adão foi imputado a toda a humanidade. “A morte atinge até os bebês. Por quê? Porque a culpa de Adão está sobre eles. Se não houvesse pecado, não haveria morte. Mas crianças morrem — isso é evidência clara da condição pecaminosa herdada”.

Além de Romanos, ele recorre a Salmo 51:5 (“em pecado me concebeu minha mãe”), Gênesis 8:21 (“o coração do homem é mau desde a meninice”) e Provérbios 22:15 (“a estultícia está ligada ao coração da criança”) para mostrar que a Escritura atribui pecado e culpa desde o nascimento.

“Esses textos, que Jesus chamou de Palavra de Deus, estão afirmando a pecaminosidade da criança. E Jesus não está em contradição com eles”, afirma.

Paralelo com o pelagianismo

Mocellin também observa semelhanças entre as ideias de Craig e o pelagianismo, doutrina condenada no século V: “Pelágio dizia que o pecado de Adão não afetou a natureza humana. Craig repete isso com outras palavras. O Concílio de Cartago chamou esse ensino de heresia e declarou anátema quem dissesse que a culpa de Adão não foi transmitida à humanidade”, recorda.

O pastor da Igreja Resgatar cita o Cânon I do concílio:

“Se alguém disser que o pecado de Adão não afetou a humanidade inteira, mas que foi apenas um exemplo de erro, que tal pessoa seja anátema”.

A influência da ciência

Em outro trecho do vídeo, Mocellin propõe uma explicação para a mudança teológica de Craig: sua adesão à ciência moderna como critério final de verdade: “Ele mesmo diz que Gênesis é mito-história. Por quê? Porque a ciência fala de Big Bang, de evolução, e Craig quer adaptar a Bíblia a isso. Mas, ao fazer isso, ele nega a autoridade da Escritura”.

Segundo o pastor, essa tentativa de submeter a Bíblia aos pressupostos científicos está na raiz do liberalismo teológico. “Foi assim que tudo começou. Colocaram a ciência como fonte última de autoridade. E quando a Bíblia contrariava a ciência, começaram a reinterpretar tudo — ou simplesmente negaram o texto bíblico”.

Mocellin afirma que muitos líderes seguem esse mesmo caminho: “Hoje dizem que ansiedade não é pecado, mesmo que a Bíblia diga que é. Dividem em ansiedade ‘transtorno’ e ansiedade ‘pecaminosa’, mas não apresentam critério bíblico para isso. Fazem isso porque a ciência virou sua fonte de verdade”.

A importância da doutrina

Para o pastor reformado, a doutrina do pecado original está no cerne da mensagem do Evangelho: “Se não fomos condenados em Adão, também não podemos ser justificados em Cristo. Só faz sentido um Cristo que salva muitos, se houver um Adão que condena todos”.

Ele conclui alertando: “Tome cuidado com esses pastores que hoje parecem bíblicos, mas colocam a ciência acima da Bíblia. Amanhã, podem estar negando doutrinas fundamentais da fé cristã”.

Vídeo: Luiza Possi grava cover de ‘Lindo Momento’ e emociona fãs


A cantora Luiza Possi gravou um reel cantando a música Lindo Momento, de Julliany Souza. O cover emocionou os seguidores da artista, que fizeram questão de elogia-la nos comentários do vídeo.

Luiza Possi se converteu ao Evangelho ao lado do marido e em dezembro de 2024 compartilhou um registro do momento em que ambos foram batizados nas águas. Agora, nas redes sociais, ela tem compartilhado reflexões a respeito da fé cristã e de sua caminhada de fé.

“Eu sempre amei escutar os hinos de louvor, mesmo antes de me converter a Cristo. Hoje não passo um dia sem a Presença Dele. Louvor não é só música, é o ato de adorar”, escreveu a cantora Luiza Possi na legenda do vídeo compartilhado no Instagram.

Luiza Possi, que em outro momento negou que pretenda encerrar a carreira secular para se dedicar ao gospel, falou sobre o tempo que tem dedicado a cultuar a Deus: “E porque devemos Adorar? Para estarmos mais perto D’Ele e nos sentir nesse lugar maravilhoso. E sim, é um Lindo Momento quando isso acontece. A Ele toda honra e Glória”, finalizou.

Nos comentários, a apresentadora e atriz Karina Bacchi encorajou Luiza Possi: “Louvado seja Deus através de sua vida e sua voz, querida irmã em Cristo”.

O ex-BBB Eliezer também elogiou: “Essa música é tão forte, é tão sobrenatural o quanto ela nos toca. E na sua voz ficou ainda mais perfeita”.

“Meu Deus o céu desceu com esse louvor e esta voz”, disse outro seguidor da cantora. “Amo te ouvir louvando ao Reis dos Reis, ao único que é digno de honra e glória!”, acrescentou outra.

'Mudando histórias': veja como evangelismo de rua alcançou vidas

Membros da Igreja Assembleia de Deus em Joinville (SC) intensificaram ações com evangelismo de rua durante o mês de maio, período reconhecido globalmente como mês da evangelização.

Com atividades que incluíram trios elétricos, carreatas e até um barco com autofalante, a iniciativa resultou em 40 decisões públicas por Cristo, segundo relatos da liderança.

Estratégias 

As ações, coordenadas pelo pastor Anderson de Souza, ocorreram em diferentes pontos da cidade. Entre as atividades destacam-se:

  • Pregações em vias públicas com faixas e distribuição de literatura religiosa;

  • Carreatas com carros, motos e bicicletas percorrendo bairros;

  • Trio elétrico equipado com som, utilizado para declarar “bênçãos sobre a cidade”;

  • Barco evangelístico que levou mensagens a comunidades ribeirinhas e de difícil acesso.

“Todo dia, toda hora e em todo lugar é tempo de anunciar as Boas Novas da salvação”, afirmou Anderson, que também publicou registros das atividades em seu perfil no Instagram.

“Nossa igreja está pelas ruas impactando vidas e mudando histórias através do poder do Evangelho e da oração que é poder de Deus na Terra”, ressaltou.

Oração e serviço

Além da pregação, os voluntários realizaram:

  • Orações em frente a estabelecimentos comerciais;

  • Intercessão por funcionários da segurança pública;

  • Visitas a unidades de saúde para orar por pacientes e profissionais. “Os hospitais estão lotados, e o povo está oprimido, precisando de bênçãos”, explicou o pastor.

O pastor Clebison Bandeira, que participou das atividades, descreveu a experiência como “sobrenatural”: “A presença de Deus foi real. Cremos que vidas foram salvas para a glória do Senhor”.

A mobilização faz parte de um projeto semanal com temas específicos de oração, embora detalhes não tenham sido divulgados. Segundo a denominação, o objetivo é “impactar todas as esferas da sociedade”, incluindo áreas periféricas. Dados da igreja indicam que ações semelhantes em 2023 resultaram em 28 conversões — número superado este ano.

A igreja, agora, planeja expandir as ações de evangelismo para outros municípios catarinenses até o fim de 2025. “A Assembleia de Deus segue avante na evangelização de toda a cidade”, declarou Anderson, reforçando o compromisso com a continuidade do trabalho.

Convertido, ex-ativista LGBT relata superação do abuso sexual

James Parker, hoje com 34 anos e residente na Austrália, compartilhou publicamente sua história de vida marcada por abandono, abusos e uma busca por identidade que o levou ao ativismo LGBT — até encontrar uma transformação radical por meio da fé cristã.

O relato, divulgado em vídeo pela missão “True Love Is” no YouTube em 2023, detalha uma trajetória de décadas de conflitos emocionais e redenção.

Infância traumática

Abandonado pelos pais biológicos ao nascer, Parker foi adotado, mas sofreu abusos sexuais repetidos por amigos da família durante a infância. Aos 14 anos, ao perceber atração por pessoas do mesmo sexo, ligou para uma organização LGBT em busca de orientação. 

Um homem me disse: ‘Acho que você é gay. Esta é sua única opção, e só assim encontrará felicidade’”, relatou. Sem referências paternas, ele adotou o estilo de vida homossexual na adolescência. “Tentei preencher o vazio com pornografia, masturbação e mais de 200 parceiros. Estava perdido”, confessou.

Aos 17, assumiu-se gay para a família e amigos, que o apoiaram. Mudou-se para Londres aos 18 para estudar, integrou-se a grupos LGBT e chegou a identificar-se como “uma mulher heterossexual presa em um corpo masculino”. Manteve um relacionamento estável com um homem, mas continuou envolvido em encontros casuais.

Conversão

Na faculdade, Parker conheceu colegas cristãos cujo estilo de vida o impactou. “Desejei ter a integridade e a paz que eles tinham”, disse. Aos 22, decidiu “colocar Deus no comando” e encerrou o relacionamento.

Com ajuda de um discipulador, entendeu que buscava em homens “o amor paterno que nunca tive”. Paralelamente, iniciou terapia para tratar traumas dos abusos sofridos, que descreveu como “depravação que roubou minha dignidade”.

Processo de cura 

O processo incluiu perdoar os agressores e os pais biológicos. “O perdão foi primordial. Meus vícios e ansiedade diminuíram, e passei a reparar nas mulheres”, contou.

Parker afirmou que, com a fé, superou automutilação e pensamentos suicidas. “Jesus tomou minha vitimização na cruz. Hoje não sou apenas um sobrevivente”, testemunhou, segundo o God Reports.

Após anos de terapia e prática religiosa, Parker casou-se, teve filhos e se mudou para a Austrália, onde atua como conselheiro cristão. “Ajudo quem luta contra a homossexualidade, mostrando que há esperança além dos rótulos”, explicou.

Seu caso reacende debates sobre identidade de gênero, terapia de conversão e o papel da religião em processos de cura — temas que dividem opiniões entre especialistas em saúde mental e líderes religiosos.

A história de Parker, embora pessoal, ilustra discussões globais sobre traumas, orientação sexual e espiritualidade. Organizações LGBT+ contestam abordagens que associam homossexualidade à “cura”, enquanto grupos religiosos veem no relato mais uma prova de que ninguém nasce gay, sendo experiências sexuais traumáticas e a referência negativa paterna uma das possíveis causas para o desenvolvimento da tração por pessoas do mesmo sexo.

Thalía distribui 500 Bíblias aos fãs e compartilha a fé cristã

A cantora e atriz mexicana Thalía distribuiu 500 exemplares da Bíblia como presente a seus seguidores, em uma ação anunciada nas redes sociais e destacada por veículos cristãos. O gesto, que uniu fé e engajamento digital, foi acompanhado de mensagens sobre a importância das Escrituras em sua vida pessoal.

Segundo a imprensa, Thalía afirmou que a Bíblia é “um recurso fundamental” para sua jornada, oferecendo força e direção nos momentos difíceis. “Eu tinha esse desejo no meu coração há muito tempo”, declarou a artista, ao compartilhar imagens das Bíblias em suas redes sociais.

A ação convidou os participantes a responderem à pergunta: “Por que receber esta Bíblia seria especial para você?”. O objetivo, segundo Thalía, era criar um vínculo mais próximo com sua comunidade, conhecendo histórias e motivações daqueles que acompanham seu trabalho.

No TikTok, a cantora documentou o andamento do projeto e agradeceu o apoio de líderes cristãos que contribuíram com a iniciativa. Entre eles, destacou o cantor e pastor Marcos Witt, que ajudou a estabelecer conexões com outros colaboradores.

A distribuição dos exemplares ocorreu a partir da Cidade do México, segundo relatado pela própria artista. Ela afirmou que a proposta não está ligada à promoção de uma religião específica, mas ao desejo de transmitir paz, esperança e valores edificantes a quem necessita.

O portal argentino Contramano destacou que Thalía foi motivada por uma convicção pessoal profunda sobre o valor da Bíblia como fonte de encorajamento e verdade. A artista afirmou que o livro tem sido um “alicerce essencial” em sua vida pessoal e familiar.

Em 26 de agosto de 2024, por ocasião de seu aniversário de 53 anos, Thalía publicou um vídeo mostrando um presente que havia encomendado para si mesma: uma edição personalizada do Novo Testamento na versão Reina Valera, com acabamento visual adaptado ao uso diário.

O gesto da cantora gerou repercussão entre seus seguidores, que expressaram gratidão e elogiaram a iniciativa. Muitos destacaram a coragem de Thalía em usar sua visibilidade pública para compartilhar sua fé cristã, de acordo com informações do Christian Daily.

Vídeo: ex-traficante toma tiro de fuzil, sobrevive e aceita a Jesus

Júlio César, hoje com 26 anos, sobreviveu a um tiro de fuzil na cabeça que o fez perder 50% da massa encefálica. Natural de Minas Gerais, ele se mudou para o Rio de Janeiro aos 8 anos, passando a viver na comunidade Campo da Brama, em São Gonçalo.

Após anos de envolvimento com o tráfico de drogas, ele relata ter abandonado a criminalidade após o que descreve como uma experiência de fé e transformação.

Júlio contou sua história no podcast 01 Sobreviventes, disponível no YouTube. Segundo ele, o contato com o crime começou ainda na infância. “Aos 13 anos, eu já tinha sete passagens na polícia”, afirmou. Ele completou apenas até a 2ª série do ensino fundamental e aprendeu a ler e escrever dentro da prisão, utilizando a Bíblia.

Durante o programa, Júlio relatou que, por diversas vezes, prometeu a Deus que mudaria de vida ao sair da cadeia, mas não conseguia romper com o ciclo da violência. “Eu saia pior do que entrei”, disse.

Em seu relato, Júlio afirmou que o envolvimento com o tráfico foi motivado por falsas promessas de status e poder: “O inimigo nos dá uma falsa visão, uma ilusão de que, se a gente entrar para o crime, vamos ter poder e ser alguém na vida. […] Mas tudo isso é coisa do momento, é ilusão”.

Ele também mencionou um momento de aproximação com a igreja, influenciado por sua mãe. Em uma das reuniões, disse ter tido uma visão espiritual: “Me vi de terno e gravata no altar”. No entanto, acabou retornando à criminalidade pouco tempo depois.

Aos 18 anos, Júlio se mudou para a comunidade do Chapadão, no Rio de Janeiro. Lá, se tornou guarda-costas de um dos chefes do tráfico e participou de assaltos a caminhões de carga na Avenida Brasil. “Eu roubava de segunda a segunda. Já estava cego, já estava sendo conduzido pelo diabo”, declarou.

O episódio que mudou sua vida ocorreu após ser baleado na cabeça com um fuzil. O ferimento comprometeu metade de seu cérebro, e ele passou por um coma antes de sobreviver. “Ficar aleijado como eu fiquei é para poucos. Poucos têm esse privilégio”, disse. Após o ocorrido, afirmou ter aceitado Jesus e assumido a missão de evangelizar outros jovens.

Hoje, aos 26 anos, Júlio afirma ter uma nova vida ao lado da família. “Tomei um tiro de fuzil, perdi a metade do cérebro e estou de pé para a glória de Deus. Hoje, eu posso falar que vivo na presença do Senhor com a minha família e tenho uma vida próspera”.

Além de alertar sobre os riscos do tráfico, ele também falou sobre as consequências do uso de drogas: “Quando eu fui baleado e parei de usar drogas, eu fiquei 43 dias internado no hospital e não pude beber água por causa da tosse do cigarro, porque meu pulmão estava muito poluído”.

Finalizando seu depoimento, Júlio deixou uma mensagem aos jovens: “A droga te dá uma onda no momento, mas eu vou te dar um conselho: se embriague do Espírito Santo de Deus […]. O diabo te serve a bandeja, mas Deus te prepara uma mesa onde você senta e é saciado”.

O testemunho foi publicado no canal 01 Sobreviventes, que reúne relatos de ex-detentos e pessoas que afirmam ter experimentado recomeços por meio da fé cristã.

Governo do Ceará associa racismo ao cristianismo e provoca ira

A deputada estadual Dra. Silvana (PL) criticou duramente o Governo do Ceará durante sessão na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (7), acusando-o de promover intolerância religiosa contra o cristianismo.

O motivo foi o lançamento do “Calendário Afro Afirmativo 2025”, documento do Executivo estadual que relaciona o cristianismo a estruturas históricas de racismo no Brasil.

No Plenário 13 de Maio, Dra. Silvana afirmou que o material, distribuído a servidores públicos, “discrimina a fé cristã” ao associar conceitos religiosos a práticas racistas.

“Desafio qualquer um a mostrar onde Jesus Cristo segregou alguém por cor. O Governo acusa, sem base histórica, o cristianismo de sustentar o racismo. Isso é um crime”, declarou, visivelmente emocionada. A parlamentar já havia levantado o tema na terça-feira (6), quando foi confrontada pelos deputados Acrísio Sena (PT) e Salmito Filho (PSB).

Debate acalorado

Salmito Filho (PSB) rebateu as críticas, reconhecendo que “Cristo não pregou o racismo”, mas lembrou que “a história registra crimes cometidos em nome da fé”.

Entre os exemplos citados por ele estiveram as Cruzadas medievais, a Inquisição, a perseguição a povos indígenas e a escravidão de negros. “Até o Papa João Paulo II pediu perdão, em 2000, pelos erros da Igreja”, acrescentou.

O deputado Fernando Hugo (PSD) apoiou Dra. Silvana, questionando a “utilidade prática” do calendário para a gestão estadual.

“Precisamos discutir políticas públicas, não reviver disputas do passado para dividir a sociedade”, argumentou. A deputada, porém, manteve a posição: “Não aceito que a fé cristã seja criminalizada. Isso é uma afronta a milhões de cearenses”.

Calendário e contexto

Calendário Afro Afirmativo 2025, elaborado pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial do Ceará, inclui textos que analisam a influência de dogmas cristãos na formação de estereótipos raciais, segundo fontes do governo. O material faz parte de uma série de iniciativas estaduais para promover reflexões sobre equidade racial.

A discussão ocorre em meio a debates nacionais sobre a relação entre religião, colonialismo e racismo estrutural. Em 2023, o Ceará registrou 27 denúncias de intolerância religiana, segundo a Secretaria de Proteção Social, a maioria envolvendo religiões de matriz africana.

Dra. Silvana, entretanto, defende que “o combate ao racismo não pode se dar pela estigmatização de outras crenças”.

O Governo do Ceará não se pronunciou oficialmente sobre as acusações até o fechamento desta reportagem. A polêmica deve seguir em pauta nas próximas sessões legislativas.

Morreu o pastor Rinaldo de Mattos, missionário Batista entre índios

A Convenção Batista Brasileira (CBB) informou, através das redes sociais, a morte do pastor Rinaldo de Mattos, aos 90 anos. Missionário, ele dedicou a vida à evangelização dos indígenas Xerente, no Tocantins, além da tradução da Bíblia para o dialeto deste povo, Akwẽ-Xerente.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do pastor e missionário Rinaldo de Mattos, um dos nomes mais respeitados da missão evangélica entre os povos indígenas no Brasil”, comunicou a CBB no Instagram.

A nota publicada resume a vida dedicada a cumprir o chamado e o dom dado por Deus, além de detalhar os mais de 40 anos como missionário da Junta de Missões Nacionais da CBB.

Há cinco anos, Rinaldo de Mattos foi diagnosticado com uma condição cardíaca que exigiu dele uma mudança de atuação, mas de acordo com a Convenção, isso não impediu que continuasse servindo: “Adaptou-se às limitações físicas e passou a colaborar remotamente, produzindo materiais para a formação de líderes indígenas e mantendo viva sua missão por meio da tecnologia”.

“Seu compromisso inabalável com o chamado de Deus é um testemunho de perseverança. […] Que sua memória seja sempre lembrada como a de um servo fiel que viveu para a glória de Deus”, destacou a nota.

Confira a íntegra da nota de falecimento:

Ao longo de décadas, Rinaldo dedicou sua vida ao serviço entre os Xerente, no Tocantins, onde não apenas pregou o Evangelho, mas também se tornou parte da comunidade, sendo tratado com carinho e respeito como um verdadeiro ancião. Mesmo em idade avançada, continuava a visitar as aldeias, ministrando cursos e fortalecendo a liderança local, como relatou em seu emocionante testemunho aos 83 anos.

Missionário de Missões Nacionais desde 1991, a contribuição de Rinaldo ultrapassou as fronteiras do campo missionário. Ele foi um dos fundadores da Missão ALEM e participou ativamente da criação de iniciativas como o Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB e o CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas). Seu livro Sementinhas de Mostarda narra essa trajetória, mostrando como pequenas iniciativas, movidas pela fé, podem gerar frutos duradouros para a glória de Deus.

Mesmo após ser diagnosticado com insuficiência cardíaca aos 85 anos, Rinaldo não cessou seu ministério. Adaptou-se às limitações físicas e passou a colaborar remotamente, produzindo materiais para a formação de líderes indígenas e mantendo viva sua missão por meio da tecnologia. Seu compromisso inabalável com o chamado de Deus é um testemunho de perseverança.

No Centenário de Missões Nacionais, Pr. Rinaldo assim se expressou sobre seu chamado missionário: “Ser missionário é algo muito precioso. Transcende os sonhos e as ambições puramente humanas. Eu só posso dizer que sou grato a Deus por Ele ter me chamado para ser missionário. Trabalhar entre indígenas é uma aventura. Há dificuldades, mas há também recompensas. Quando vejo o que pudemos fazer e o que ainda, pela graça de Deus, estamos fazendo no trabalho missionário, não me arrependo daquele dia, em 1955, quando fiz a minha primeira decisão, em São Paulo, de trabalhar entre os indígenas. Hoje, posso dizer com segurança, que se me fosse dada outra vez a oportunidade de escolher, não hesitaria e escolheria novamente a carreira missionária. Faço minhas as palavras de Paulo: ‘Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus’ (At. 20.24).”

A partida de Rinaldo de Mattos deixa um legado de fé, humildade e dedicação ao Reino. Seu exemplo continuará a inspirar gerações de missionários e líderes cristãos no Brasil e além. Oramos para que o Espírito Santo console sua família, principalmente sua esposa, Gudrun Körber de Mattos, amigos e todos os irmãos e irmãs das comunidades indígenas que foram tocados por sua vida. Que sua memória seja sempre lembrada como a de um servo fiel que viveu para a glória de Deus.