Cena de Stranger Things ilustra doutrinação infantil, diz influencer

Uma cena da última temporada de Stranger Things mostra um diálogo em que o vilão afirma quais são seus motivos para atacar as crianças. Com a cena, a influenciadora cristã Ingred Silveira gravou um Reels para o Instagram para ilustrar a estratégia do progressismo para a doutrinação infantil.

Na cena escolhida por Ingred, o vilão Vecna diz que não aterroriza as crianças que protagonizam a série à toa: “Sabe por que escolhi as crianças? Por que escolher elas para remodelar o mundo? É porque elas são fracas, fáceis de quebrar, fáceis de remodelar, de controlar. Os inimigos perfeitos”.

A partir do discurso maligno do vilão, Ingred desenvolveu seu raciocínio: “O alvo sempre foi a mente e o coração das crianças. Elas não têm maturidade emocional, elas não têm filtro. É um papel em branco. Por isso, quem alcança a mente de uma criança não precisa convencê-la depois, basta moldá-la desde cedo”.

O conteúdo da cultura pop vem sendo moldado para afastar as crianças de princípios e valores que formaram o ambiente social do mundo ocidental, argumentou a influenciadora: “A Bíblia fala em Oséias 4.6 que ‘o meu povo perece por falta de conhecimento’. O inimigo age pela normalização, pela repetição e pelo entretenimento aparentemente inocente na vida das crianças. Através de desenhos, séries, músicas, influenciadores, infantis, tudo isso virou um campo missionário e ideológico”.

“Mensagens são passadas como ‘família tradicional é um atraso’, ‘siga os seus desejos’, ‘você pode ser o que você quiser’, erotização precoce, confundir a identidade, substituir valores bíblicos pelo relativismo moral. Isso não é coincidência, isso é estratégia, porque quem controla a geração de hoje controla o futuro”, acrescentou Ingred.

Em sua análise, ela afirmou que “nada disso vem como doutrina, vem embrulhado com cores, com personagens carismáticos, exatamente como Vecna disse, [para] quebrar, confundir e reconstruir”, e pontuou que “a Bíblia chama isso de doutrina de demônios e a Bíblia é duríssima, Jesus é muito duro quando se trata de crianças: corromper a mente de uma criança não é opinião, é responsabilidade espiritual”.

“As crianças pertencem a Deus, não ao Estado e não à indústria cultural. No fim, a pergunta não é se isso é só entretenimento, mas qual é o espírito que está por trás disso. E o dever dos pais é ‘ensina a criança o caminho que deve andar e ainda que for velho, não se desviará dele’. Isso está lá em Provérbios. Não entregue a formação moral dos seus filhos a um sistema que não os ama. Eduque os seus filhos segundo a palavra de Deus”, finalizou.

Prefeito do Rio rebate críticas sobre palco gospel no Réveillon

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), respondeu publicamente a críticas feitas pelo babalawô Ivanir dos Santos sobre a existência de um palco dedicado à música gospel durante as festividades de Réveillon na Praia de Copacabana.

Em declarações publicadas na coluna do jornalista Ancelmo Gois, no jornal O Globo, Ivanir dos Santos afirmou que as tradicionais “oferendas a Iemanjá perderam o protagonismo” desde a introdução do espaço evangélico na festa de fim de ano.

O líder religioso argumentou que os trajes brancos e as oferendas ao mar foram elementos centrais na construção simbólica da virada carioca e questionou uma suposta assimetria no tratamento dado a diferentes crenças.

“A diversidade não pode ser apenas um discurso: ela exige práticas concretas de reconhecimento, representação e igualdade no uso do espaço público”, declarou.

Em resposta, o prefeito Eduardo Paes defendeu a pluralidade da programação. “É impressionante o nível de preconceito dessa gente”, escreveu em suas redes sociais, acrescentando: “A música gospel também pode ter seu lugar. Assim como o samba, o rock, o piseiro, o frevo, a música baiana, a MPB, a bossa nova… Cada um que fique no ritmo que mais curte! O povo cristão também tem direito a celebrar!”.

A programação do chamado “Palco Leme” confirmada para a noite do dia 31 de dezembro inclui apresentações de DJ Marcelo Araújo, Thalles Roberto, Midian Lima, Samuel Messias e do grupo Marcados Pagode Gospel. As atrações gospel terão início às 19h, integrando o conjunto de shows distribuídos ao longo da orla de Copacabana.

Cristã processada na Inglaterra por ‘orar'; governo dos EUA reage

O governo dos Estados Unidos afirmou estar preocupado com o quadro da liberdade religiosa no Reino Unido após uma cristã ser acusada, com base em uma lei recente do país, de ter orado em silêncio em frente a uma clínica de aborto.

Isabel Vaughan-Spruce, de 48 anos, voluntária ligada ao movimento pró-vida, tornou-se a primeira pessoa a enfrentar um processo criminal sob a Seção 9 da Lei de Ordem Pública do Reino Unido de 2023. Segundo o jornal The Telegraph, o dispositivo proíbe qualquer ato considerado “influência” a menos de 150 metros de clínicas de aborto.

De acordo com a Polícia de West Midlands, Vaughan-Spruce foi informada das acusações em março. A ADF International, organização que acompanha a defesa, afirmou que ela vinha sendo investigada desde janeiro, por ter permanecido nas proximidades de uma clínica em Birmingham em diversas ocasiões, onde teria orado em silêncio.

A lei entrou em vigor em outubro de 2024, substituiu normas locais sobre zonas de segurança e passou a valer em todo o Reino Unido. O texto não menciona explicitamente a oração silenciosa, mas proíbe atos que possam influenciar a decisão de alguém de acessar, fornecer ou facilitar serviços de aborto. Entre as penalidades previstas está a aplicação de multa ilimitada.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse ao The Telegraph que o processo contra Vaughan-Spruce “não é apenas preocupante em termos de seu impacto no respeito às liberdades fundamentais de expressão e religião ou crença, mas também representa um afastamento indesejável dos valores compartilhados que deveriam sustentar as relações entre os EUA e o Reino Unido”.

As acusações apontam que, entre junho e novembro de 2024, Vaughan-Spruce teria permanecido quatro vezes dentro da zona de segurança estabelecida perto da clínica em Birmingham, com a suposta intenção de influenciar. Ela deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Birmingham em quarta-feira, 29 de janeiro de 2026.

Não é o primeiro episódio judicial envolvendo Vaughan-Spruce e a questão da oração silenciosa. Em dezembro de 2022, ela foi presa com base em uma Ordem de Proteção de Espaços Públicos local, e o caso acabou arquivado. Após uma segunda prisão em março de 2023, ela recebeu um pedido formal de desculpas e £13 mil em indenização da Polícia de West Midlands.

A ADF International, que apoia a defesa legal, afirmou que a denúncia se baseia em uma interpretação que trata a oração silenciosa como conduta criminosa. O advogado Jeremiah Igunnubole declarou que as zonas de segurança estão sendo aplicadas de formas que “visam pessoas inocentes que por acaso estão em determinado lugar e acreditam em determinada coisa”.

Vaughan-Spruce classificou como “inacreditável” ter sido acusada novamente após ter sido inocentada em casos anteriores e afirmou que “a oração silenciosa — ou ter crenças pró-vida — não pode, de forma alguma, ser um crime”.

As diretrizes do Ministério Público da Coroa indicam que a oração silenciosa não ultrapassa automaticamente o limiar da criminalidade, a menos que esteja acompanhada de atividade explícita. Ainda assim, segundo o relato do caso, Vaughan-Spruce foi questionada repetidamente por policiais sobre estar ou não orando.

A situação ganhou repercussão internacional após o vice-presidente dos EUA, JD Vance, citar o caso em um discurso na Conferência de Segurança de Munique. Ele afirmou que o episódio ilustraria um recuo europeu nas liberdades fundamentais e mencionou processos semelhantes como evidência de enfraquecimento dos direitos de consciência.

Vance também citou o caso de Adam Smith-Connor, veterano do Exército Britânico condenado por rezar em silêncio perto de uma clínica em 2022. Segundo o jornal The Times, Smith-Connor foi considerado culpado de violar uma ordem de proteção local, recebeu uma pena suspensa de dois anos e foi condenado a pagar £9.000 em custas judiciais.

Nos Estados Unidos, o Gabinete do Subsecretário para Assistência Externa, Assuntos Humanitários e Liberdade Religiosa comentou o assunto nas redes sociais. “Não se enganem — isto mina a liberdade de expressão e a liberdade religiosa”, afirmou o órgão em uma publicação no X.

Lara Trump, em entrevista à Fox News, chamou a história de Vaughan-Spruce de “escandalosa” e disse que o caso integraria um padrão de censura no Reino Unido. Ela também citou Clive Johnston, preso na Irlanda do Norte em 2024 por realizar um culto ao ar livre perto de uma clínica de aborto.

Em novembro, o governo dos EUA informou que avaliava opções de asilo para pessoas processadas no Reino Unido por crimes ligados à liberdade de expressão. Entre as categorias mencionadas estavam ativistas pró-vida e outros acusados de “crimes de pensamento”.

A Casa Branca também declarou preocupação com a possibilidade de leis europeias que restringem a liberdade de expressão contribuírem para o que descreveu como “apagamento da civilização”, segundo o The Christian Post.

Povo Komba recebe Bíblia traduzida pra evitar a extinção da língua

O povo Komba, de Gana, recebeu a Bíblia completa após 16 anos de trabalho de tradução. Em discurso no evento de lançamento realizado no mês passado, o reverendo John Kwesi Addo Jr., secretário-geral da Sociedade Bíblica de Gana (BSG), afirmou que a nova Bíblia deve fortalecer a fé e servir como registro para ajudar a preservar a língua e a cultura Komba.

Em comunicado, a BSG descreveu a cerimônia como um encontro comunitário amplo. “Isto foi mais do que uma homenagem. Foi um evento cultural que uniu toda a comunidade: cristãos, chefes supremos, anciãos e muçulmanos, todos celebrando 16 anos de incansável trabalho de tradução”, declarou a organização.

A BSG informou que trabalhou em parceria com os Tradutores Bíblicos Luteranos para entregar a Bíblia Komba. No mesmo comunicado, a sociedade afirmou esperar que a publicação “mude vidas, fortaleça famílias e combata a decadência moral”.

O povo Konkomba vive na região nordeste de Gana. De acordo com a descrição apresentada, diferentemente de grupos vizinhos com estruturas centralizadas de chefia, os Konkomba historicamente se organizam sem uma autoridade governante central, com a vida social marcada por linhagens, clãs, anciãos das aldeias e lideranças religiosas e espirituais locais.

Ao longo do tempo, a visão de mundo do grupo incluiu crenças espirituais tradicionais, como reverência a espíritos ancestrais e a espíritos associados à natureza, além de rituais conduzidos por curandeiros ou sacerdotes tradicionais. Com o avanço de diferentes influências religiosas, parte do povo Konkomba adotou o cristianismo, enquanto outros seguem o islamismo, com práticas tradicionais ainda presentes em algumas comunidades.

Segundo os Tradutores Bíblicos Luteranos, missionários batistas estabeleceram a primeira congregação entre os Komba em Namong na década de 1950. Já no início da década de 1980, os missionários luteranos Tim e Beth Heiney se mudaram para Gana para atuar na região Konkomba.

Em 1968, autoridades da igreja designaram o reverendo Walter Demoss e a esposa, Helena, para fundar igrejas e treinar lideranças locais no norte de Gana. Embora a atuação tivesse como foco o povo Moba, Demoss também orientou um jovem Komba, o reverendo Samuel Konlaan. Mais tarde, Konlaan manifestou preocupação com o fato de a tradução bíblica disponível continuar difícil de compreender para seu povo, em razão da variedade de dialetos dentro da língua Komba.

Após um período de preparação, o projeto de tradução do Novo Testamento foi lançado oficialmente em 2005, com a formação de uma equipe de trabalho. Entre os integrantes citados estão Elijah Matibin, descrito como coordenador do projeto com experiência em engajamento e alfabetização bíblica; David Federwitz, consultor em alfabetização e engajamento bíblico; os tradutores rev. Samson Bilafanim, rev. Emmanuel Mananyina, James Adongo Wajak e rev. Nathan Esala, apresentado como linguista e consultor de tradução; além do dr. Fabian Dapila, consultor de tradução.

A organização Lutheran Bible Translators relatou que a comunidade teve participação considerada decisiva no processo, com o objetivo de assegurar que o texto final atendesse às necessidades locais. “A equipe de tradução envia a eles uma cópia impressa. Em alguns projetos de tradução, os revisores optam por se reunir em grupo, mas os revisores da Komba decidiram fazer suas sugestões individualmente”, informou a LBT.

De acordo com o The Christian Post, em 01 de novembro de 2014, a comunidade Komba se reuniu para receber o Novo Testamento. Na ocasião, o reverendo Mananyina declarou: “Ler a Bíblia tornou-se parte da cultura do meu povo. Eles a leem diariamente e assumiram esse compromisso por iniciativa própria. Aprenderam a ler e agora podem sair e pregar porque conseguem ler a Bíblia, algo que não conseguiam fazer antes”.

Após a dedicação do Novo Testamento, o trabalho de tradução do Antigo Testamento começou em 2015. Elijah Matibin assumiu a liderança do projeto como coordenador da KOLIBITRAP. Segundo o relato, os Tradutores Bíblicos Luteranos, a Igreja Evangélica Luterana de Gana, a KOLIBITRAP e a Sociedade Bíblica de Gana assinaram um Memorando de Entendimento (MOU) para iniciar o esforço de tradução do Antigo Testamento.

No mesmo período, a equipe também gravou o Novo Testamento em áudio e integrou o material ao texto para criar um aplicativo para smartphones. A One Way Africa, conforme informado, produziu a Bíblia completa em áudio com o objetivo de ampliar o acesso às Escrituras.

Em 02 de novembro, a Sociedade Bíblica de Gana lançou a Bíblia em Dagaare após 18 anos de trabalho. A sociedade informou que o povo dagaare vive na região noroeste de Gana, com presença de católicos e integrantes de outras denominações cristãs, além de pessoas que praticam o islamismo.

A organização também registrou a cerimônia de lançamento: “Os vastos jardins da Catedral de Santo André estavam repletos de pessoas vindas de todos os cantos da Região Oeste Superior: homens, mulheres e crianças, reverendos ministros e o ministro regional, todos ansiosos para testemunhar este momento histórico”, relatou a sociedade.

Em relatório publicado em 2023, a BSG informou que a falta de apoio financeiro tem dificultado o trabalho de tradução da Bíblia para diferentes idiomas. Segundo a estimativa divulgada, a tradução de um único versículo custa US$ 20, e o custo total para concluir a tradução de um idioma pode chegar a US$ 622.040 (GH¢ 7,2 milhões) ao longo de 10 a 15 anos.

Seminarista tenta salvar filho de 7 anos e ambos morrem afogados

Um caso de afogamento resultou na morte de um homem de 41 anos, seminarista, e de seu filho de 7 anos na zona rural do município de Jerônimo Monteiro, no Espírito Santo. Os corpos de Jeremias Machado Ribeiro e do menino Bernardo de Barros Ribeiro foram localizados na manhã da sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, por equipes do Corpo de Bombeiros.

O incidente ocorreu na tarde da quinta-feira, 25 de dezembro. De acordo com relatos de familiares, a criança começou a se afogar em um rio da região. Ao perceber a situação, o seminarista entrou na água na tentativa de resgatá-lo, mas ambos desapareceram.

As buscas foram iniciadas no mesmo dia, mas precisaram ser interrompidas devido às condições do local e ao horário, sendo retomadas na manhã seguinte.

Jeremias Machado Ribeiro era natural do Rio de Janeiro, residia em Itaboraí e trabalhava como caldeireiro. Ele estava no Espírito Santo com a esposa e os três filhos para passar o Natal em uma chácara da família.

Jeremias atuava como presbítero na Igreja Assembleia de Deus Efraim, no centro de Jerônimo Monteiro, onde havia pregado pela última vez no dia 21 de dezembro. Familiares informaram que ele havia concluído recentemente provas ministeriais e se preparava para assumir o pastorado.

Após a localização, os corpos foram submetidos a exame de necropsia pelo serviço de perícia e, posteriormente, liberados. O sepultamento foi realizado no sábado, 27 de dezembro, no Cemitério Municipal de Jerônimo Monteiro, com caixões fechados. Com: Pleno News.

Nigéria: cristãos celebram ação dos EUA, mas temem retaliação

O ataque dos Estados Unidos ao grupo filiado ao Estado Islâmico (EI) com base no noroeste da Nigéria está sendo visto pelos cristãos da região como uma reação que pode ajudar a combater os extremistas, mas também pode gerar intensificação da perseguição.

No final de outubro, o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou usar sua força militar contra os extremistas em resposta aos ataques enfrentados por cristãos do Norte do país. Na noite de Natal, a promessa foi cumprida.

De acordo com os contatos da Missão Portas Abertas na região, os ataques aéreos atingiram campos de extremistas islâmicos em Jabo, uma comunidade rural na área de governo local de Tambuwal, no estado de Sokoto. Há relatos de várias  mortes de militantes do Estado Islâmico durante a ação: “A comunidade atacada é habitada predominantemente por pessoas da etnia fulani e foi identificada como um refúgio para extremistas islâmicos e uma conexão com os estados de Kebbi e  Zamfara”, diz a nota da entidade. “Até onde sabemos, não há igrejas na região. As ações militares foram realizadas em colaboração com o governo da Nigéria”, acrescenta o documento.

Um informante da entidade, identificado pelo pseudônimo Jo Newhouse, acredita que a ação pode ajudar no enfrentamento à perseguição enfrentada pelos cristãos na Nigéria, mas diz que pode ter consequências para os seguidores de Jesus: “Esse ataque aéreo pode ter um custo. Contatos do campo disseram que os cristãos em áreas adjacentes têm graves temores de retaliação contra eles, especialmente no Centro-Norte, onde a maioria das mortes de cristãos foi registrada”.

O país ocupa a 7ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos: “O noroeste da Nigéria tem sido um refúgio para grupos armados que se alinharam a grupos jihadistas. Pedimos ao governo nigeriano que permaneça vigilante na proteção de civis e evite consequências humanitárias não intencionais”, diz a porta-voz da Portas Abertas.

Malafaia pede que Deus traga ‘justiça e juízo’ sobre governantes

O pastor Silas Malafaia revelou que a Procuradoria-Geral da República o denunciou por crimes de calúnia, injúria e difamação no inquérito das fake news, que é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Malafaia se queixou da denúncia dizendo que sua opinião não configura fake news – embora não tenha contestado a questão de sua opinião poder ser interpretada como calúnia, injúria ou difamação. Ele também questionou o envio da denúncia diretamente ao STF, visto que não possui cargo público que justifique a instância.

“Sexta-feira passada, 18 de dezembro, o procurador-geral, Paulo Gonet, me denuncia pelos crimes de calúnia, difamação e injúria contra o comandante do Exército, o general Tomás Paiva, por minhas falas, naquela manifestação do dia 6 de abril desse ano, na Avenida Paulista, quando eu disse que os generais de quatro estrelas, o alto comando do Exército, [eram] uma cambada de frouxos, covardes e omissos, porque ficaram quietos diante da prisão injusta e vergonhosa do general Braga Netto, em dezembro do ano passado”, protestou o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

“Na manifestação, eu não cito o nome do general Tomás Paiva. Como é que ele me denuncia como se eu citasse o nome dele? Aqui está a primeira aberração. Mas, espera aí, por que o procurador Paulo Gonet me mandou para Alexandre de Moraes? Eu não tenho prerrogativa de função, eu não tenho foro no Supremo Tribunal Federal. Ele tinha que me mandar para a Primeira Instância. Sabe qual é o argumento dele? É que Alexandre de Moraes preside o inquérito das fake news e das milícias digitais. O que tem a ver a manifestação da minha opinião em uma manifestação pública com fake news? Absolutamente nada!”, acrescentou.

Citando o artigo 5º, inciso 4 da Constituição, para evocar seu direito à opinião, o pastor entende que há uma mobilização da máquina estatal para caçar divergentes: “Essa é uma maneira covarde de produzir puríssima perseguição política. O que eu falei na Avenida Paulista, em qualquer nação democrática do mundo, na Europa, Estados Unidos, Canadá, em qualquer lugar, é liberdade de expressão – que Alexandre de Moraes transformou em crime de opinião ao presidir um inquérito imoral, ilegal das fake news e que o Paulo Gonet me manda para lá”.

O líder evangélico também afirmou que o acolhimento da denúncia por parte de Moraes dois dias depois em meio ao recesso do STF indica quebra do regimento interno da própria Corte: “No dia 18, sexta-feira passada, Paulo Gonet me denuncia. No dia 20, domingo – olha a velocidade –, Alexandre de Moraes me intima, dando prazo de 15 dias para eu responder a essa denúncia. Só tem um detalhe, de 20 de dezembro, domingo, a 20 de janeiro, é o recesso do Judiciário. E segundo o regimento interno do STF, artigo 8, 13 e 21 o recesso é restrito a medidas de urgência. Quem responde ao plantão no recesso é o presidente ou vice-presidente, no caso, Alexandre de Moraes”.

“O STF não delibera matérias ordinárias no recesso. Isso também tem uma resolução do Conselho Nacional de Justiça. Como o cara, no recesso, manda me intimar numa velocidade estúpida que não acontece nunca? Isso é uma vergonha”, insistiu Malafaia.

Ao final, o pastor fez uma oração imprecatória: “Deus manifesta Tua justiça e Teu juízo sobre esses homens maus. Deus tenha misericórdia do Brasil”.

Crise emocional foi a hora de aceitar Jesus, diz Sidney Sampaio

O ator Sidney Sampaio relatou como se aproximou da fé cristã durante um culto na igreja em que está congregando, em Marília, no interior de São Paulo.

Conhecido por interpretar Josué nas novelas bíblicas Os Dez Mandamentos e A Terra Prometida, na RecordTV, ele disse que se batizou recentemente e que decidiu tornar público o testemunho sobre sua caminhada de fé. A declaração foi feita durante um culto na Comunidade Cristã Casa de Deus.

Sampaio afirmou que viveu uma crise emocional antes de viver um encontro com Deus. “Eu me achava indigno, insuficiente, minha autoestima estava negativa. Um abismo vai chamando outro e eu estava em um lugar muito profundo, achei que eu nunca fosse sair de lá”, relatou.

Ele contou que a mudança começou após um pedido do filho. “Meu filho olhou nos meus olhos e me fez entender o quanto eu era importante pra ele. Aquilo mudou tudo. Ele disse: ‘Eu preciso de você, reage, luta, sai deste lugar’. Eu entendi que ele precisava de um pai’”, disse.

Segundo o ator, a fala do filho o levou a reconhecer sua necessidade de Deus. “Ele me deu a melhor pista de todas. Eu lembrei que eu também precisava de um Pai. Não só meu pai terreno – que também tive que me reconciliar, pedir perdão e perdoar – mas eu precisava do Pai, eu precisava de Deus”, afirmou.

Sampaio disse que passou a frequentar a igreja, foi discipulado por líderes e decidiu aceitar a fé cristã e se batizar. “Eu conheci essa comunidade e comecei a restaurar a minha vida. Eu fui acompanhado por pessoas com um coração generoso, com sabedoria e presença de Deus. Aos poucos, eu fui colocando a minha vida no lugar”, declarou.

Ele descreveu o batismo como uma decisão ligada à nova fase. “Eu reconheci que eu precisava de Jesus na minha vida, por isso eu decidi pelo batismo. Como o pastor Fabiano falou, é só o primeiro passo de uma longa caminhada que eu comecei”, disse.

Ao falar sobre o período recente, o ator afirmou que o contato com o Evangelho mudou sua perspectiva. “Eu já sou extremamente grato a Deus, porque se a minha vida terminasse hoje, eu tenho certeza que já teria valido a pena, porque eu entendi tantas coisas nesse ano. Esse ano foi um ano tão maravilhoso para mim”. afirmou. “Sei que é só o começo de muitas coisas novas na minha vida”, acrescentou.

No início de dezembro, Sampaio publicou no Instagram que havia se convertido e sido batizado nas águas. Na gravação, ele aparece entrando na água e, emocionado, declara publicamente sua decisão de seguir a fé cristã. Na legenda, escreveu: “As coisas velhas se passaram, tudo se fez novo. Como é bom me sentir amado, cuidado e protegido por Aquele que não dorme. Ele que me amou primeiro e tem os sonhos e planos mais lindos pra minha vida. Sou Dele e Ele é meu, meu melhor Amigo, Jesus”.

Sidney Sampaio estreou na televisão na série juvenil Malhação, da TV Globo, e depois integrou elencos de novelas como Alma Gêmea, Páginas da Vida e Caras & Bocas.

Estudo: leitura da Bíblia demonstra sede por conhecimento

Estudo conclui que leitura da Bíblia é demonstração de sede por conhecimento

Um dos versículos bíblicos mais estudados do ano foi um trecho de 2 Timóteo, no Novo Testamento, segundo uma análise de milhões de sessões de estudo bíblico que acompanhou como crentes ao redor do mundo interagem com as Escrituras.

Na segunda-feira, a plataforma de estudos bíblicos Logos lançou o Logos Chronicled, um relatório que reúne 76 milhões de sessões de estudo bíblico até 2025. O documento apresenta tendências observadas entre 4 milhões de pessoas em 164 países e 35 territórios, incluindo Brasil, Alemanha, México, Coreia do Sul e Singapura.

“Essas descobertas confirmam o que sempre acreditamos: as pessoas anseiam por algo mais do que uma leitura superficial da Bíblia”. disse Chris Migura, presidente da Logos, em comunicado enviado ao The Christian Post. “Eles querem ferramentas que os ajudem a ler as Escrituras em profundidade — com a ajuda dos idiomas originais da Bíblia, séculos de conhecimento teológico e a capacidade de rastrear temas em todo o cânone. É exatamente isso que o Logos oferece”. acrescentou.

De acordo com o relatório, o versículo mais citado do ano foi 2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça”. O documento sugere que a recorrência do texto indica que muitos usuários iniciaram seus estudos bíblicos partindo da convicção de que as Escrituras são divinamente inspiradas e não resultado de consenso humano.

Quanto aos livros mais estudados, Mateus ficou em primeiro lugar, e João e Lucas também apareceram entre os cinco primeiros, segundo o relatório da Logos. Outro ponto destacado foi que o termo grego mais buscado pelos usuários foi “Logos”, que pode significar “palavra”, “razão” ou “mensagem”.

Entre as traduções bíblicas mais acessadas, a Nestle-Aland 28: Novum Testamentum Graece — descrita como edição crítica padrão e mundialmente preeminente do Novo Testamento grego — ficou em 10º lugar em número de acessos. A partir disso, o relatório concluiu que muitos usuários da plataforma estavam comprometidos com o estudo das Escrituras em seus idiomas originais.

A Reina Valera Revisada (1960), tradução em espanhol, ficou em sétimo lugar entre as versões mais consultadas, o que a Logos apontou como possível sinal de crescimento de uma base de usuários de língua espanhola.

O relatório também registrou que “Deus” esteve entre os termos mais pesquisados, seguido por “Jesus” e “Espírito”. A palavra “Dios”, em espanhol, apareceu em sexto lugar na lista.

“Nós, da Logos, estamos desenvolvendo tecnologia para aumentar o conhecimento bíblico e a acessibilidade para todos os cristãos ao redor do mundo”. afirmou Migura. “Nossa visão é tão abrangente quanto a Grande Comissão, e sabemos que exigirá esforço contínuo. Mesmo assim, estamos muito felizes em ver o progresso que fizemos para capacitar os crentes em todos os lugares a se aprofundarem na compreensão da Bíblia”.

Um estudo separado, divulgado no início deste ano e identificado como iniciativa “Estado da Igreja”, também avaliou hábitos de leitura da Bíblia e concluiu que mais americanos estão lendo o texto. A iniciativa, descrita como uma colaboração entre o Barna Group e a Gloo, reuniu dados de 12.116 entrevistas online realizadas entre janeiro e outubro de 2025.

Segundo os pesquisadores, cerca de 50% dos cristãos autodeclarados disseram ler a Bíblia semanalmente, o maior nível de leitura bíblica entre cristãos em mais de uma década. O levantamento também apontou que, embora tradicionalmente mulheres leiam a Bíblia semanalmente com mais frequência, os dados mais recentes indicaram homens mais jovens à frente nessa prática: 54% entre homens da Geração Z e 57% entre homens da Geração Y (Millennials), ante 46% entre mulheres da Geração Z e 43% entre mulheres da Geração Y (Millennials).

Apesar do aumento na leitura regular, o estudo registrou que poucos afirmam que a Bíblia seja 100% precisa. De acordo com os dados, 36% dos americanos disseram acreditar nisso, e 44% dos que se identificaram como cristãos afirmaram de forma veemente a precisão da Bíblia.

Hindus espancam cristãos e queimam Bíblias em ataque brutal

Uma multidão hindu atacou dois casais cristãos e um advogado por várias horas na vila de Titoli, no estado de Haryana, no norte da Índia, sob acusação de conversão forçada. O episódio ocorreu a cerca de 8 quilômetros de Rohtak e terminou com a condução dos cristãos à delegacia, após a circulação de vídeos que se tornaram virais e motivaram 32 queixas à polícia.

Segundo relatos, o pastor Jehovah Das, de 65 anos, e Vinod Masih, de 42, estavam com as esposas na casa de uma família cristã em 7 de novembro, para orar e abençoar o nascimento do segundo filho do casal anfitrião. Integrantes do movimento hindu Arya Samaj souberam da visita, reuniram apoiadores e invadiram a residência, formando uma multidão que cresceu ao longo do dia.

Masih relatou que o grupo os agrediu e os manteve impedidos de sair. “Eles começaram a nos bater com tapas, socos, cotoveladas, nos chutaram e nos mantiveram como reféns”, disse ele, detalhando que as agressões ocorreram das 10h30 às 15h. A multidão retirou do carro Bíblias e panfletos, jogou o material no chão e obrigou os cristãos, ainda desorientados, a repetir em vídeo que estariam tentando “converter” pessoas na vila e que não voltariam ao local.

Em gravações divulgadas nas redes sociais, o pastor Das aparece segurando uma carta de desculpas que foi forçado a escrever. As imagens também mostram o religioso sendo compelido a atear fogo em uma pilha de Bíblias, enquanto pessoas ao redor registravam a cena e entoavam palavras de exaltação religiosa.

Após a confusão, os cristãos foram levados ao carro e ficaram trancados por cerca de duas horas, segundo Masih. “Ficamos trancados no carro por duas horas. Não nos permitiram comer, beber água ou fazer nossas necessidades durante esse tempo”, afirmou.

Durante o período em que o grupo estava retido, Reena, esposa de Masih, pediu ajuda ao advogado Satish Arya, cristão praticante e ex-integrante do Arya Samaj. Arya disse que, a caminho da vila, acionou a linha de emergência da polícia e solicitou que qualquer apuração fosse conduzida na delegacia, sem intervenção da multidão. Ele afirmou que recebeu a promessa de que agentes chegariam ao local.

Ao chegar, Arya relatou ter visto mulheres hindus agredindo as duas cristãs e homens atacando os cristãos. Enquanto aguardava a polícia, o advogado disse que foi identificado como cristão por uma inscrição no vidro do carro e, após discutir com o grupo e pedir que todos fossem encaminhados à delegacia, acabou arrastado e agredido. “Rasgaram meu vestido preto, minha camisa e minha roupa íntima”, disse ele, ao afirmar que foi atacado por cerca de 25 minutos, inclusive na presença de policiais.

De acordo com fontes citadas, agentes que atenderam à ligação inicial de emergência chegaram depois, detiveram os cristãos e os levaram à delegacia. Arya afirmou que, ao chegar à unidade, os cristãos foram pressionados a assinar uma declaração informando que não desejavam registrar queixa contra os agressores e que não voltariam à vila.

No dia seguinte, cerca de 80 pastores de Haryana se reuniram com Arya e registraram uma queixa contra os envolvidos. Um novo pedido por escrito foi encaminhado em 10 de novembro ao Superintendente de Polícia, solicitando medidas rigorosas, mas, segundo os relatos, nenhuma prisão foi realizada. Arya também disse que, em 23 de novembro, houve pressão para um acordo, com o objetivo de evitar detenções de qualquer lado.

Ainda conforme o advogado, a polícia reuniu o conselho da vila e os apontados como responsáveis, e o chefe local apresentou um pedido de desculpas por escrito, em um gesto que incluiu tocar e beijar uma Bíblia. Paralelamente, cristãos protocolaram 32 queixas em delegacias diferentes por ofensa a sentimentos religiosos, após a gravação da queima das Bíblias viralizar.

Depois do episódio, os dois casais relataram trauma, e o pastor Das deixou o distrito e passou a viver com os filhos em Bangalore (Bengaluru), no estado de Karnataka. A família que recebeu os cristãos também teria sido alvo de pressão na vila para não se alinhar aos membros da igreja, segundo Masih.

Defensores de direitos religiosos avaliam que a postura hostil do governo da Aliança Democrática Nacional, liderada pelo Bharatiya Janata Party (BJP), em relação a não hindus, tem encorajado ataques contra cristãos em diferentes regiões desde que o primeiro-ministro Narendra Modi assumiu, em maio de 2014, conforme informado pelo The Christian Post.

A Missão Portas Abertas classifica a Índia na 11ª posição da Lista Mundial de Vigilância 2025, após o país ocupar a 31ª colocação em 2013, antes da chegada de Modi ao poder.